Ano 3 | nº 461 | 22 de Fevereiro de 2017
NOTÍCIAS
Com baixo consumo, preço da carne bovina cai 7% em Campo Grande (MS)
E pesquisa realizada em cinco açougues e supermercados constatou que a variação de preços para a carne bovina chega a até 52,5% na capital
Queda na arroba do boi além do consumo ainda desaquecido e migração das famílias para outras opções de proteína mais baratas, como o frango e cortes suínos, mantêm os preços da carne bovina em tendência de baixa no varejo de Campo Grande. Diante desse cenário, de acordo com açougueiros e supermercadistas ouvidos pelo Correio do Estado, há cortes sendo vendidos ao consumidor por valores até 7% mais baratos quando comparado ao início do ano. Para quem se animou com a breve baixa de preços e pretende incluir mais vezes à mesa um bom bife, a tradicional carne de panela ou fazer aquele churrasco de fim de semana, convém ter cautela, acompanhar os folhetos promocionais e estar atento aos preços antes de comprar. Pesquisa realizada em cinco açougues e supermercados constatou que a variação de preços para a carne bovina chega a até 52,5% na Capital.
Notícias Agrícolas
MT: Arroba do boi gordo está se desvalorizando gradativamente
O momento para o pecuarista que detém um bom suporte nos pastos é de negociar melhores preços
Futuro turvo: Nos últimos boletins do Imea foram abordados os dados do Indea-MT referentes ao rebanho bovino mato-grossense, que atingiu 30,2 milhões de cabeças em 2016, sendo o maior da história. Em relação aos machos, a categoria que obteve o maior incremento foram os animais entre 0 e 12 meses, com 198,27 mil animais a mais na comparação com 2015. Tal incremento na oferta desses animais já está impactando os preços na reposição, o que, por outro lado, é favorável ao produtor responsável pela engorda. Porém, ressalta- se que, devido às dificuldades dos frigoríficos em escoar a proteína, a arroba do boi gordo está se desvalorizando gradativamente. Assim, fica o alerta para os pecuaristas de todos os sistemas de produção, pois os animais novos “hoje” (2017) estarão aptos para o abate “amanhã” (próximos anos) e, com essa oferta chegando, será que a demanda será capaz de absorver toda essa produção?
* Pela segunda semana consecutiva, a arroba do boi gordo manteve-se estável; já a vaca gorda, por causa de uma maior oferta, retraiu 0,49%, ficando cotada a R$ 120,76/@.
* O preço do bezerro de ano voltou a cair no comparativo semanal, ficando cotado a R$ 1.107,50/cab.
* O comparativo da escala de abate recuou 0,14 dia nesta semana. Há relatos de frigoríficos “pulando” dias de abate, e também diversas reclamações devido às condições ruins das estradas por causa das chuvas.
* Ao contrário da semana passada, todos os equivalentes registraram aumento nesta semana, puxado por uma pequena valorização no dianteiro com osso e ponta de agulha. O equivalente físico (EF) exibiu um avanço de 0,58%.
RARIDADE: O equivalente físico (EF) é um indicador que demonstra a receita gerada com a venda da carne com osso de um bovino. Fazendo um apanhado do ano de 2016, o EF se mostrou menor que o preço pago pelo boi gordo durante todo o ano, com exceção para o mês de dezembro, quando o equivalente físico ficou 1,63% acima da arroba do boi. Tal acontecimento é raro e, de acordo com a série histórica mensal, o último relato dessa inversão ocorreu em 2009. Durante janeiro/17, este panorama se repetiu, mostrando a realidade do cenário atual, com o preço do boi gordo passando por fortes desvalorizações, e o EF conseguido se sobrepor. Diante disto, o quadro que se formou nos dois últimos meses favoreceu mais os frigoríficos, visto que estes conseguiram uma margem positiva, já com a venda da carne com osso (o que não é comum), o momento para o pecuarista que detém um bom suporte nos pastos é de negociar melhores preços.
Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Poucas movimentações e estabilidade no mercado do boi gordo
Na maioria das praças pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações se mantiveram estáveis na última terça-feira (21/2)
Em São Paulo, a dificuldade de compra de boiadas impossibilita o alongamento das escalas de abate. As programações da maioria das empresas do estado atendem em torno de dois a quatro dias. Mesmo com escalas relativamente curtas, o lento escoamento da carne não gera a necessidade de as empresas intensificarem suas compras. Dessa forma, o mercado se mantem “equilibrado”. A referência em São Paulo está em R$145,00/@, à vista. Há ofertas de até R$2,00 abaixo da referência, como também há quem oferte R$1,00 acima. No mercado atacadista de carne bovina com osso o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,41/kg.
SCOT CONSULTORIA
Em Minas Gerais, preço do boi gordo desestimula negócios no mercado de reposição
Puxado pela desvalorização do boi gordo, o mercado de reposição em Minas Gerais não ganha sustentação nem movimentação
Mesmo com grande parte das pastagens recuperadas, isto não tem sido suficiente para incentivar o pecuarista a repor. Na comparação anual, todas as categorias de reposição tiveram desvalorizações. O boi gordo seguiu na mesma linha. No acumulado de todas as categorias, incluindo o boi gordo a queda foi de 13,5%. Destaque para as categorias mais jovens, desmama e bezerro de ano, que em doze meses tiveram quedas consideráveis, de 17,2% e 14,1%, respectivamente. Há um ano era possível adquirir 2,0 bezerros desmamados (6,0@) com a venda de um boi gordo de 16,5@. Atualmente a relação de troca está em 2,26, aumento de 12,8% no poder de compra.
SCOT CONSULTORIA
Petição pede apoio contra aumento da carne em 11% no Estado de SP
Uma petição registrada no site Avaaz.org está pedindo assinaturas pedindo apoio contra o aumento do preço da carne em 11% no Estado de São Paulo. O objetivo é chegar a 10.000 assinaturas.
De acordo com a petição, a partir do dia 1º de abril, a carne ficará mais cara em São Paulo porque o governador do Estado, Geraldo Alckmin, editou decreto extinguindo a isenção de ICMS que beneficiava os consumidores desde 2009. O impacto para o consumidor deve ser aumentado em até 11% segundo o Vice-Presidente da APAS em entrevista a folha de São Paulo. O ICMS funciona em um sistema de crédito e débito, onde o varejo terá 7% de crédito sobre a compra e 11% de débito sobre a venda. O aumento de preço influencia diretamente na inflação. Além disso, a diminuição das vendas do varejo, em efeito dominó, diminuirá a compra da matéria prima levando à desaceleração da economia e ao aumento do desemprego. “O objetivo dessa petição é ganhar forças no diálogo com o governo do estado para mantermos a carne isenta de ICMS ou alinhamento das alíquotas”.
Avaaz.org
EMPRESAS
Minerva reverte prejuízo e lucra R$ 195 milhões em 2016
A Minerva Foods lucrou R$ 195 milhões em 2016, revertendo prejuízo de R$ 800 milhões registrado em 2015, informou a empresa na noite de terça-feira (21)
Apesar de uma queda de 5,3% nos volumes totais comercializados, a empresa elevou a receita bruta com vendas no mercado nacional em 24% em 2016, para R$ 3,8 bilhões. Essa alta, motivada pela elevação do número de pontos de venda da companhia, colaborou para que a Minerva fechasse 2016 com receita líquida total de R$ 9,65 bilhões, um aumento de 1,3% ante 2015. O preço de venda dos produtos no mercado interno também foi 4% superior ao registrado no ano anterior. Já a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) caiu 3% em 2016, na comparação com o ano anterior, para R$ 989,3 milhões. A margem Ebitda anual teve queda de 0,5 ponto percentual para 10,3%. A baixa oferta de gado ao longo de 2016 resultou na queda de 6,3% nos abates totais da Minerva, para 2,13 milhões de cabeças de gado. A Minerva fechou 2016 com 20% de market share nas exportações de carne bovina brasileiras e paraguaias. No Uruguai, a participação da companhia nas exportações totais de carne bovina do país ficou em 15% em 2016. Com base nos resultados fechados de 2016, a Minerva pretende pagar um total de R$ 60,2 milhões em dividendos aos acionistas, aproximadamente R$ 0,2578 por ação, o que ainda precisa ser aprovado em Assembleia Geral Ordinária que será realizada em 31 de março de 2017. Se aprovado, ações negociadas até 3 de abril terão direito aos proventos, que serão pagos em 17 de abril. A Minerva também anunciou na terça-feira que o Conselho de Administração aprovou submeter à apreciação da assembleia geral extraordinária a incorporação da Mato Grosso Bovinos S.A., cujo capital social já é integralmente detido pela Minerva. A Minerva disse em comunicado que a incorporação da Mato Grosso Bovinos “insere-se no contexto de reorganização dos negócios das partes, logrando redistribuir seus ativos, passivos e projetos de maneira a sempre aperfeiçoar a sua estrutura de capital e de gestão e, ao mesmo tempo, permitir a realocação de tais ativos e passivos com maior eficiência”. O valor contábil do patrimônio líquido da Mato Grosso Bovinos é avaliado em R$ 465,9 milhões.
CARNETEC
JBS é intimada a pagar R$ 3 milhões por descumprir decisão judicial, diz MPT
A JBS foi intimada a pagar R$ 3 milhões como multa por descumprir decisão da Justiça do Trabalho de Mato Grosso (MT) que determinou que a empresa adotasse medidas de saúde e segurança na unidade de Alta Floresta, informou o Ministério Público do Trabalho em MT na segunda-feira (20)
Segundo o MPT, a Justiça do Trabalho deu um prazo de 15 dias para que a JBS comprove o depósito da multa, que ficará vinculada a uma conta judicial até o trânsito em julgado da ação. A JBS disse em nota enviada à CarneTec na terça-feira (21) que o processo judicial “continua em discussão e irá se pronunciar ao final da ação”. O MPT defende que a cobrança independe de haver ou não recurso a ser julgado, “tendo em vista a necessidade de afastar os riscos dos trabalhadores”, informou em nota. Em outubro de 2015, a Justiça do Trabalho em Mato Grosso já havia condenado a empresa a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos, por negligenciar segurança de trabalhadores em Alta Floresta. Entre algumas irregularidades encontradas na planta estão ausência de alarmes para detectar vazamento de produtos químicos, obstrução de saídas de emergência e disponibilização de extintores de incêndio vencidos ou com lacre rompido, segundo o MPT. Em março do ano passado, perícia do MPT também verificou que havia falta de treinamento dos trabalhadores e ausência de implementação do Plano de Respostas a Emergências e do Processo de Segurança contra Incêndio e Pânico. Em 2014, houve um vazamento no setor de desossa da unidade de Alta Floresta.
CARNETEC
Frigol participa da Gulfood e prevê aumentar em 60% as vendas de carne bovina ao Oriente Médio
A Frigol, um dos maiores frigoríficos brasileiros, parte para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), em busca de novos parceiros após uma bem-sucedida passagem pela Rússia
Será a sexta vez que a empresa participa da Gulfood, principal feira de gastronomia e serviços do Oriente Médio, que atualmente ocupa a terceira posição entre os seus maiores mercados. O evento será realizado entre 26 de fevereiro e 2 de março, com expectativa de 95 mil visitantes. No fim de 2016, a Frigol abriu o seu primeiro escritório internacional, nos EAU, considerado uma região que pouco produz carne bovina. “A responsabilidade principal dessa unidade é atender o Oriente Médio. Por questões de logística, escolhemos Dubai, mas exportamos também para a Arábia Saudita, o Catar, o Egito e o Líbano. Nossa meta é aumentar em 60% as vendas para esses países”, disse Dorival Jr., gerente comercial da Frigol. A Frigol conta com um portfólio diversificado, contemplando linhas de produtos voltadas ao segmento premium, como Angus Beef Frigol (cortes especiais de bovinos angus participantes do Programa Carne Angus Certificada) e Chef (carnes nobres temperadas e cortes especiais para churrasco), e para o dia a dia, como, por exemplo, Frigol (ideais para o dia a dia) e Jerked Beef (carne seca).
FRIGOL
Câmbio afetou resultado da Minerva no 4º tri de 2016
A valorização do real sobre o dólar afetou a rentabilidade da Minerva Foods, terceira maior empresa de carne bovina do país, no quarto trimestre de 2016
No período, a empresa teve um lucro líquido de R$ 12,3 milhões, 81,5% menos que em igual intervalo do ano anterior. No acumulado de 2016, no entanto, o resultado melhorou e a Minerva lucrou R$ 195 milhões, ante o prejuízo de R$ 800 milhões de 2015. Com o dólar menos atraente para exportar, a Minerva manteve a estratégia já adotada no terceiro trimestre de reforçar as vendas no país. No quarto trimestre, a receita bruta no mercado doméstico cresceu 29,5% em relação ao mesmo período de 2015, para R$ 1,2 bilhão. A receita bruta no mercado externo diminuiu 21,7%, para R$ 1,5 bilhão. Leia mais 1. Lucro ajustado da BB Seguridade sobe 6% no quarto trimestre 2. Lucro da TIM cai 22% no quarto trimestre 3. Lucro da Klabin desaba no quarto trimestre Mesmo com o aumento das vendas no Brasil a Minerva ampliou a base de clientes de 30 mil para 50 mil no período , a receita líquida da companhia recuou 7,2% no quarto trimestre, para R$ 2,6 bilhões. Mas a receita aumentou 1,3% em 2016 como um todo, para R$ 9,48 bilhões. Em entrevista a jornalistas, o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, destacou que o crescimento das vendas no ano acontece no momento em que outras empresas amargam redução devido à recessão no país. No quarto trimestre, porém, o impacto do câmbio foi sentido. No período, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 25,8%, para R$ 249,9 milhões. Segundo Ticle, o Ebitda do último trimestre de 2015 foi formado com um dólar a R$ 3,90, enquanto no quarto trimestre de 2016 o dólar ficou cotado, em média, a R$ 3,26 Nesse cenário, a margem Ebitda caiu 2,5 pontos percentuais na comparação, recuando de 12,2% para 9,8%. Apesar disso, Ticle disse que, mesmo com a apreciação do real no quarto trimestre, a Minerva conseguiu manter o patamar de margem ante o terceiro trimestre. De acordo com o executivo, isso foi possível porque a companhia “esticou o hedge de câmbio nas exportações”. Questionado sobre os possíveis impactos da continuidade da valorização do real em 2017, o executivo argumentou que a tendência para a oferta de boi gordo no Brasil e para os preços internacionais da carne bovina são favoráveis, o que pode ajudar a compensar o impacto do câmbio. No acumulado do ano passado, a margem Ebitda da empresa foi de 10,3%, ante 10,7% em 2015. De acordo com o Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, a restrição de oferta de gado vista nos últimos três anos no Brasil deve mesmo se reverter em 2017, reduzindo o custo de aquisição de matéria-prima. Em geral, o boi gordo responde por 80% dos custos de um frigorífico. Na área internacional, o aumento da demanda da China e do Oriente Médio e a restrição de oferta de gado na Austrália devem contribuir para a elevação dos preços em dólar da carne bovina exportada. Na área financeira, a Minerva reportou um índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) de 3,4 vezes no fim de dezembro, ante 3,1 vezes em setembro. O aumento reflete o Ebitda menor do quarto trimestre. No fim de dezembro, a dívida líquida totalizava R$ 3,4 bilhões. A empresa também sinalizou, finalmente, que o cancelamento da aquisição do frigorífico capixaba Frisa recolocou a Argentina e a Colômbia no topo das prioridades de investimentos.
VALOR ECONÔMICO
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