CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 460 DE 21 DE FEVEREIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 460 21 de Fevereiro de 2017

NOTÍCIAS

Boi gordo: demanda fraca causa prejuízos para recriadores

 A situação do produtor reflete o cenário atual, onde o mercado de reposição caminha a passos lentos, principalmente por causa da atual baixa no mercado do boi gordo

Com o mercado do boi gordo lento e a demanda fraca, recriadores estão enfrentando prejuízos, já que os preços pagos pelo bezerro não cobrem os custos de produção e a alternativa dos pecuaristas é mandar as fêmeas para o abate. Em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, o pecuarista Valcírio Hasckel, enfrenta esse problema com um plantel de 350 cabeças com foco em recria. Os bezerros que ele comprou em 2016, por R$ 1,5 mil, no entanto, são sendo vendidos por R$ 1.750, uma valorização que não cobriram os gastos. “Não cobre o custo, pois peguei o bezerro em alta e, depois do confinamento, ele não dá lucro e ficamos praticamente no prejuízo”, lamentou. A situação do produtor reflete o cenário atual, onde o mercado de reposição caminha a passos lentos, principalmente por causa da atual baixa no mercado do boi gordo. “Nós temos uma maior oferta de animais, tendendo a crescer ainda mais. Por outro lado, não temos medidas muito altas de abate e uma indústria frigorífica muito menos interessada. As escalas estão mais confortáveis, porque a exportação está em ritmo fraco e, com o negócio dando pouca margem, há pouco interesse dos frigoríficos”, falou o analista da MB Agro Cesar Castro Alves. O aumento de ofertas para os frigoríficos se deve principalmente ao crescimento no abate de matrizes. De acordo com o Diretor de Relacionamento com pecuarista da JBS, Fabio Dias, o aumento do preço do bezerro levou o mercado para este lado. “A retenção de fêmeas que aconteceu nos últimos três anos em função do aumento do preço do bezerro provavelmente levou um certo inchaço do rebanho de matriz, isso é natural que uma hora se ajuste, e isso tem um ciclo e isso está começando agora esse aumento de oferta”, disse. Como os frigoríficos se planejam conforme a demanda, a alternativa vem sendo adiar a compra de animais para o abate. Isso ajuda a explicar porque o preço não está caindo de forma significativa nas gondolas. “A oferta de carne bovina é direcionada para o que tem de demanda. Infelizmente, a demanda no mercado doméstico não está crescendo e teve até uma redução muito grande em função da crise econômica. Neste período do ano, com o final das férias e a própria quaresma, há um consumo mais controlado das famílias em relação à carne bovina, dificultando a expansão. Com esse cenário, então, mesmo tendo uma oferta um pouco maior de animais para o abate, a gente está amarrado com a demanda”, falou Fabio Dias.

CANAL RURAL

Começo de semana “morno” no mercado do boi gordo

Apesar da pressão de baixa registrada na semana passada, a última segunda-feira (20/2) apresentou um cenário de estabilidade no mercado do boi gordo

Poucos negócios foram registrados e ainda não é possível definir nenhum viés para o mercado. Algumas empresas ainda aguardavam o posicionamento mais claro de oferta e demanda para traçarem suas estratégias de compra para a semana. Em São Paulo, após a arroba recuar R$1,00 na semana passada, a referência ficou em R$145,00/@, à vista (20/2), com tentativas de compra até R$143,00, nas mesmas condições. Para o mercado atacadista de carne bovina com osso, nenhuma novidade foi registrada e o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,41/kg.

SCOT CONSULTORIA

Oferta de fêmeas aumenta e ajuda a pressionar cotações da arroba em MS

Neste ano há o agravante da queda nos preços dos bezerros que favorecem o abate das fêmeas…

No Mato Grosso do Sul, o mercado do boi gordo está bastante ofertado, promovendo recuos expressivos nos preços. A gestora do departamento econômico da Famasul (Federação de Agricultura do Estado), Adriana Mascarenhas, explica que especialmente a participação de fêmeas tem sido motivadora das baixas. Os meses de fevereiro e março marcam o fim da estação de monta, onde normalmente as vacas que não foram emprenhadas vão para descarte. Neste ano há o agravante da queda nos preços dos bezerros que favorecem o abate das fêmeas. Na média da primeira quinzena de fevereiro o boi gordo no Mato Grosso do Sul foi comercializado a R$ 133,23/@ uma queda de 3,1% em relação aos preços praticados há um ano, em torno de R$ 137,40/@. Na vaca a média é de R$ 124/@, contra R$ 131,69/@ do ano passado, recuo de 5,86%. Mas, para Mascarenhas, embora a oferta seja um fator importante neste contexto atual de baixa, “o que tem comprometido mais é o desempenho da demanda interna”, diz. As vendas internas representam 80% da produção nacional e nos últimos anos tem sofrido com a recessão econômica. Diante do cenário baixista, a gestora conta que os pecuaristas estão “preferindo segurar o boi para acompanhar como será o comportamento de mercado”. Mas, ressalta que é importante avaliar a tendência dos preços no médio prazo. Os contratos futuros na BM&F até outubro indicam arroba em queda, próxima de R$ 140. “Agora, um fator que pode rever as cotações futuras é se continuarmos apresentando resultados positivos nas exportações”, diz Mascarenhas. Em janeiro, os embarques do Mato Grosso do Sul apresentaram crescimento de 18,9% em volume e 26,9% na receita, se comparado ao mesmo período de 2016. Entre os principais destinos está o Chile e Honk Kong.

Notícias Agrícolas

Exportações de sêmen bovino devem dobrar nos próximos anos

A expectativa de crescimento do setor pecuário em 2017 também deve se concretizar no segmento de genética bovina, que trabalha com a previsão de 20% de aumento nas exportações de sêmen

Para os próximos cinco anos, a tendência continuará sendo de alta. O Presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), Sergio Saud, acredita que as exportações devem dobrar neste período. “Este é um momento emblemático do avanço da genética brasileira. Os criadores brasileiros souberam fazer o dever de casa, a partir de bons programas de seleção e aumento da produção, e hoje conseguem exportar para países que antes eram a nossa fonte de importação, como é o caso da Índia. O que os indianos buscam hoje é esse pacote tecnológico que o produtor brasileiro aplicou nas raças zebuínas”, garante Saud. A abertura de novos mercados deve contribuir para o crescimento das exportações de sêmen este ano. O foco maior em 2017 será o México. O Brasil reforçou as negociações com o governo mexicano desde o ano passado e aguarda os trâmites finais. Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), que atua no mercado internacional por meio do projeto Brazilian Cattle, autoridades mexicanas reconheceram a importância da genética brasileira zebuína para o melhoramento do gado daquele país e firmaram no final de 2016 o compromisso de acelerar a abertura do comércio bilateral. Foi solicitada uma análise de risco relativa à parte sanitária do Brasil e, finalizada esta etapa, ocorrerá a assinatura do protocolo. “A ABCZ vem realizando, em parceria com a ASBIA e com as centrais produtoras de sêmen, um intenso trabalho de divulgação dos benefícios do uso da genética brasileira em países de clima tropical que está resultando no aumento das exportações”, esclarece Saud. Um ponto a favor do Brasil no exterior é o fato da pecuária nacional ser reconhecida por sua excelência em produzir material genético bovino de alta qualidade. “As missões estrangeiras que visitam centrais de inseminação e fazendas no Brasil sempre voltam surpresas e extremamente satisfeitas com o que viram por aqui”, garante. Os maiores importadores da genética brasileira são os países da América Latina, como Colômbia, Paraguai, Costa Rica, Bolívia e Equador. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio, Exterior e Serviços, a exportações em 2016 chegaram a uma movimentação financeira de US$1.495.530. Já a quantidade de doses de sêmen comercializadas pelas centrais de inseminação, tanto no mercado interno quanto externo, em 2016 será anunciada pela ASBIA ainda neste primeiro trimestre de 2017.

ASBIA

SC: Pequenos frigoríficos criam Central de Negócios para comprar melhor

Grupo se prepara para colocar marca no mercado no segundo semestre

Lançada há sete meses, a Associação de Agroindústrias Alimentícias de Santa Catarina (ASAASC), proprietária da marca SABORENSE, está com sua base sólida de confiança com o grupo. Desenvolvida com apoio do Sebrae/SC e do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), a Central de Negócios uniu pequenos frigoríficos do grande oeste catarinense que juntos faturam mais de R$ 50 milhões ao ano.  O objetivo é centralizar os pedidos de compras dos associados e, com o aumento de volume, garantir melhores preços. Com sede em Concórdia, a estrutura consiste em um Centro de Distribuição onde os produtos adquiridos são faturados diretamente aos associados, sem incremento de valor, o que reduz o custo de frete, pois é utilizado o sistema de transporte das próprias agroindústrias. Atualmente são mais de 20 associados e os negócios ultrapassam a casa dos R$ 150 mil reais ao mês com valores que vão de 5% a 50% de ganho na operação para associados. “Isso é muito expressivo”, destaca o Presidente do INCS, Wolmir de Souza. “Temos o mesmo padrão de produtos e todos usam a mesma linha de produção. Compramos desde tinta para impressora até equipamentos para pneus que vão além da gama específica de frigoríficos. São mais de 50 itens que adquirimos em conjunto”, confirma. Segundo ele, na última semana foi realizado, juntamente com um consultor do Sebrae/SC, um dia de planejamento estratégico. Além de melhorar o processo de compras iniciou o processo de qualificação do setor para colocar a marca Saborense efetivamente no mercado. “Criamos um manual técnico com orientações para que sejam cumpridas pelas empresas que queiram produzir a marca. Nosso objetivo é que no final do segundo semestre começamos a colher frutos deste trabalho. Estamos iniciando no mercado regional, mas já temos negociações em andamento para colocar a marca fora de Santa Catarina”, realça Souza. A rede é formada por frigoríficos que abatem suínos, bovinos e ovinos, mas o foco, segundo o estatuto, é trabalhar com agroindústrias que processam produtos de origem animal, ampliando para leite, aves e outros. Com a central, o consumidor terá acesso a pequenas marcas, porém com o mesmo grau de responsabilidade técnica e econômica, de bem-estar animal e segurança alimentar existentes nas grandes indústrias. A central foi criada oficialmente em julho do ano passado, mas é resultado de 18 meses de trabalho e estudos para padronização dos produtos e processos e de uma campanha de marketing. O Coordenador Regional Oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, enfatiza que a metodologia da Central de Negócios é pioneira no País na área de suínos e que permite melhorar o poder de compra dos frigoríficos, disseminar melhores práticas, compartilhar recursos de infraestrutura e combinar competências, elevando seu grau de sustentação e de competitividade.

MB Comunicação

Visita de comitiva mexicana ao Brasil é remarcada

O adiamento não compromete planos de estabelecer acordos comerciais com o país

O adiamento da visita da comitiva mexicana que viria ao Brasil no início desta semana – mas foi alterada para segunda quinzena de março – não compromete os planos do Brasil de expandir o comércio agropecuário com o país, afirmou o Presidente-Executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. Ele não soube explicar o motivo do adiamento, mas afirmou que isto dará tempo para a conclusão das recentes inspeções veterinárias feitas pelos mexicanos em frigoríficos brasileiros. Turra participa na manhã desta segunda-feira, 20, em São Paulo do lançamento do programa Agro+, com a presença o Presidente Michel Temer. Recentemente, uma missão de veterinários mexicanos esteve no Brasil inspecionando fábricas para que o país possa comprar cortes processados bovinos. A visita foi realizada entre os dias 30 de janeiro e 8 de fevereiro. O resultado ainda não foi divulgado. A visita dos mexicanos foi anunciada pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que afirmou que a intenção era a compra de produtos brasileiros como soja, arroz e carnes. O próprio Ministro informou sobre o adiamento em coletiva realizada na semana passada em Brasília.

ESTADÃO CONTEÚDO

FEIRAS & EVENTOS

Reciclagem animal: inscrições abertas para capacitação voltada ao setor

O curso foi montado a partir de programas desenvolvidos na Austrália e nos Estados Unidos

Para garantir um produto padronizado, com segurança microbiológica e rastreabilidade é fundamental investir na qualificação de quem trabalha nas fábricas de reciclagem animal. Pensando nisso, a Associação Brasileira de Reciclagem Animal – ABRA criou o Programa ABRA que Aqui Tem Qualidade (AATQ), que está com inscrições abertas para a sua 7ª edição. Este ano, a capacitação acontece de 28 a 31 de março, em Pedra Branca, Palhoça/SC. O curso foi montado a partir de programas desenvolvidos na Austrália e nos Estados Unidos e será realizado pelo coordenador técnico da ABRA, Lucas Cypriano, um dos principais conhecedores da temática no Brasil. Entre os assuntos estudados estão conceitos sobre microbiologia na produção de farinhas e óleos de origem animal, construção de equipamentos higiênicos, monitoria microbiológica e as ferramentas para implantar a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) em uma fábrica de reciclagem animal para aumentar a segurança microbiológica dos produtos. Com mais de 100 profissionais já capacitados, o programa AATQ é uma importante ferramenta de aprimoramento do setor. As inscrições podem ser feitas no site oficial da 7ª Capacitação AATQ: abra.ind.br/programaAATQ/views/inscricoes.php

Serviço: 7ª Capacitação do Programa ABRA que Aqui Tem Qualidade (AATQ)   28 a 30 de março de 2017 no Atrium Offices, Pedra Branca, Palhoça – Santa Catarina. (Rua Jair Hamms, em frente à Praça do Espelho D’Agua).

ABRA

BeefExpo 2017, evento da pecuária brasileira, será entre 6 e 8 de junho, em São Paulo

A BeefExpo 2017 deverá receber 15 mil visitantes do Brasil e de mais de 30 países

A terceira edição da BeefExpo, programado para 6 a 8 de junho de 2017, no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo, terá 500 bovinos de alta capacidade genética, exposição comercial de 60 empresas dos vários segmentos, três dezenas de minicursos dos temais mais relevantes para a atividade, eventos de gastronomia, homenagens a personalidades da pecuária e leilões de genética de alta qualidade. Tudo isso em área de 36.000 m2 climatizada, com estacionamento amplo e total comodidade para os visitantes. A BeefExpo 2017 deverá receber 15 mil visitantes do Brasil e de mais de 30 países, praticamente o dobro do público do ano passado. A BeefExpo receberá cerca de 500 bovinos de elite de várias raças importantes, entre as quais Angus, Simental, Wagyu, Nelore, Senepol, Hereford e outras, em julgamentos. A 26ª Exposição Nacional das Raças Simental e Simbrasil é uma das atrações já confirmadas. Também estão programados leilões presenciais e virtuais de genética de alta qualidade, incluindo das raças Simental e Nelore. Destaque, também, a um evento específico para valorizar a carne bovina, com degustação de cortes especiais e interação com o público final. A programação técnica do evento foi definida para atender aos interesses de toda a cadeia produtiva da carne bovina, com 15 minicursos sobre genética, nutrição, sanidade, gestão, comercialização de gado, processamento e vários outros temas importantes para ter sucesso na atividade em um formato inovador com apresentações interativas e dinâmicas. Outra atração especial da BeefExpo é a premiação dos Melhores da Pecuária Brasileira, iniciativa que valoriza os empresários, profissionais, dirigentes, criadores e técnicos que dão sua contribuição para o contínuo crescimento da cadeia produtiva da carne bovina.

www.beefexpo.com.br / telefone (19) 3305-2295 / e-mail: beefexpo@sspe.com.br

ASSESSORIA BeefExpo

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