CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 459 DE 20 DE FEVEREIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 459 20 de Fevereiro de 2017

NOTÍCIAS

Recuo da referência para o boi gordo em São Paulo

A pressão de baixa continua no mercado do boi gordo, embora mais comedida nas últimas semanas

Mesmo sem excesso de oferta, devido à recusa de pecuaristas pelos testes nos preços menores, houve queda da referência em São Paulo na última sexta-feira (17/2). Os relatos são de que lotes maiores têm sido mais difíceis de serem comprados, mas mesmo sem estes as escalas têm sido mantidas, considerando a demanda lenta. A oferta de fêmeas tem crescido e deve ser um fator de manutenção das programações, neste caso, mais em regiões de cria. Para os próximos dias a expectativa é que a demanda siga calma e a oferta crescente, mesmo com a relutância de venda dos produtores.

Scot Consultoria

Queda no preço do sebo bovino

A demanda fraca, principalmente do setor de biodiesel, exerce pressão de baixa no mercado de sebo

Foi o que ocasionou em desvalorizações em ambas as regiões pesquisadas pela Scot Consultoria. No Brasil Central a gordura animal está cotada em R$2,40/kg. Desvalorização de 4,0% em uma semana. Já no Rio Grande do Sul, o sebo bovino está cotado em R$2,50/kg, queda de 3,8% na comparação semanal. Com o avanço da colheita de soja e o consequente aumento na oferta do óleo de soja (concorrente do sebo na produção do biodiesel) à perspectiva é de que, para o curto prazo, o viés baixista se mantenha.

Scot Consultoria

Venda de terras para investidores estrangeiros será definida em março

Projeto de lei para liberar a venda de terras do País para empresas e investidores estrangeiros deve seguir para aprovação do Congresso Nacional já no início de março, logo após o Carnaval

De acordo com matéria do Estadão, o governo trabalha nos últimos detalhes do texto. A questão tem ganhado destaque na gestão de Michel Temer, com o assunto sendo tratado diretamente pelo Ministro­-Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A maior parte da bancada federal de Mato Grosso do Sul é favorável à medida, com restrições. A nova proposta, que tem como relator o deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB­-MG), prevê que o investidor estrangeiro poderá comprar até 100 mil hectares de terra (cerca de 1 mil km², ou três vezes a área de uma cidade como Belo Horizonte) para produção, podendo ainda arrendar outros 100 mil hectares. Dessa forma, o investidor internacional teria 200 mil hectares de terra à disposição. Ele acredita que o fim das restrições pode destravar investimentos da ordem de R$ 50 bilhões no País. O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, no entanto, defende que haja restrições no caso das chamadas “culturas anuais”, como a soja e o milho, dois dos principais produtos de exportação do Brasil. Segundo o Estadão, Cardoso afirma que o projeto de lei não afeta as terras da região amazônica, além de áreas em regiões de fronteira com outros países. Mas a proposta tem sido duramente criticada por organizações socioambientais e entidades de direitos humanos.

Correio do Estado

FEIRAS & EVENTOS

Itália: Milão, couros do Brasil devem comercializar US$ 5 milhões em feiras

A cidade de Milão, na Itália, terá três dias de intensa atividade para os setores de couro, moda e tecnologia na indústria, com a realização das feiras Lineapelle e Simac Tanning Tech

Os dois eventos ocorrem entre os dias 21 e 23 de fevereiro e terão a participação do couro brasileiro com o apoio do Brazilian Leather – projeto de incentivo às exportações deste produto nacional realizado pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (Cicb) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Na Lineapelle, quatro curtumes brasileiros terão estandes próprios, e na Simac Tanning Tech o projeto Brazilian Leather e o Preview do Couro terão um espaço exclusivo para relacionamento e apoio à promoção de imagem da indústria nacional. A participação na Lineapelle, que nesta edição é dedicada aos materiais para coleções de Verão/2018, tem a expectativa de gerar US$ 5 milhões em negócios neste semestre. Trata-se de uma feira que une conhecimento em moda – com espaço de tendências e palestras sobre os movimentos do mercado – com a concretização de negócios para a estação. Junto à Lineapelle, a Simac Tanning Tech (ligada à tecnologia para as indústrias de calçados e couro) tem crescido em tamanho e relevância (sua edição de 2017 será 20% maior que a do ano passado), recebendo um público com grande poder de decisão. “Nossa participação será multiplicada com os espaços nas duas feiras; os curtumes na Lineapelle e o Brazilian Leather na Simac Tanning Tech devem criar uma excelente sinergia em questões de relacionamento e imagem para o país”, destaca o Presidente executivo do Cicb, José Fernando Bello. O Preview do Couro estará no espaço do Brazilian Leather na Simac Tanning Tech com mais de 15 artigos produzidos por diversas empresas de todo o país. Esta coleção de peles – recentemente apresentada em primeira mão no Inspiramais – tem sido uma das grandes atrações nas feiras por onde é exposta, gerando novos contatos para as indústrias brasileiras.

Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (Cicb)

INTERNACIONAL

Abate de suínos e bovinos cai nos EUA com protesto anti-Trump

Paralisação de imigrantes provocou uma redução de 9% no abate de suínos em comparação ao nível de uma semana atrás e uma queda de 8% no abate de bovinos

O abate de suínos e bovinos nos EUA diminuiu nesta quinta-feira, dia 16, com a paralisação de um dia realizada por trabalhadores nascidos fora do país em protesto às políticas do presidente Donald Trump para imigração. Um porta-voz da Cargill disse que as faltas em seus frigoríficos ficaram “acima do normal”, mas que o impacto geral sobre a produção foi mínimo. Outras companhias, como Hormel Foods e Sanderson Farms, também disseram que a paralisação não teve grande impacto sobre a produção. No entanto, a Archer Financial Services estima uma redução de 9% no abate de suínos em comparação ao nível de uma semana atrás e uma queda de 8% no abate de bovinos. Segundo algumas fontes do setor, essa redução deve ser compensada no sábado.

Archer Financial Services

Confira relatório do USDA sobre mercado de carne bovina dos EUA

No caso da carne bovina, em 2016, as exportações de carne bovina representaram 10,1% da produção comercial. A Ásia foi o maior mercado de exportação no ano passado, representando 63% das exportações de carne bovina. Relatório mostra continuidade de expansão no mercado de gado, mas a taxa decrescente

O Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (NASS, na sigla em inglês) divulgou seu relatório de bovinos em 31 de janeiro de 2017, que mostrou maiores números de estoque em muitas categorias pelo terceiro ano consecutivo. O rebanho total de bovinos e bezerros aumentou cerca de 2% com relação a 2016. Os aumentos foram observados em 27 Estados. Estados com os maiores aumentos em todos os bovinos e bezerros incluem Texas (+500.000 cabeça), Missouri (+ 250.000 cabeça), Oklahoma (+200.000 cabeça) e Kansas e Colorado (+150.000 cabeça cada). A expansão foi provavelmente impulsionada por uma combinação de fortes retornos das operações de cria em 2014 e 2015, bem como melhores condições de pasto e de escala em grande parte da região das Planícies. O número de vacas de corte foi 3% maior do que no mesmo período do ano passado, mas o número de vacas leiteiras ficou praticamente inalterado. Apesar dos alimentos para animais serem relativamente baratos, os retornos para as operações de gado para engorda foram negativos, com as perdas se ampliando em 2016. Apesar das melhoras esperadas nos retornos na engorda de bovinos, os estoques de gado para engorda fora dos confinamentos estão acima dos do ano passado e os preços permanecerão sob pressão por grande parte de 2017. Os preços do gado para engorda em 2017 deverão ficar em média em US$ 289-306 por 100 quilos, cerca de US$ 15 a menos que em 2016. O número de bovinos de engorda em confinamentos com capacidade de mais de 1.000 cabeças em 1 de janeiro de 2017, foi levemente maior. O gado colocado engorda em dezembro de 2016 aumentou 18% em relação a dezembro de 2015. Este foi o segundo mês consecutivo em que houve um aumento de dois dígitos com relação ao ano anterior na colocação de gado. É provável que menores números animais em pastagens de pequenos grãos tenham contribuído para o aumento relativamente grande de colocações. A área plantada com trigo de inverno foi menor do que 2016 na maior parte do país e a estimativa de gado pastando em pastagem de grãos pequenos no Texas, Oklahoma e Kansas em 1 de janeiro de 2017 foi 5% menor que em 2016. Os abates em 2017 deverão ser mais altos à medida que o gado colocado no final de 2016 e no primeiro semestre de 2017 for comercializado. Espera-se que os produtores permaneçam relativamente atualizados em suas comercializações durante o ano, o que limitará o aumento dos pesos de carcaça. A produção de carne bovina para 2017 deverá ser 3% maior que os níveis do ano anterior. Os preços do boi gordo devem permanecer sob pressão em 2017. As margens de frigoríficos estão sazonalmente fracas, o que provavelmente impactará em sua disposição de oferecer preços maiores do gado durante as semanas seguintes. Embora as maiores ofertas de boi gordo sejam introduzidas no mercado no trimestre de primavera, os preços do novilho gordo provavelmente permanecerão sob pressão, ficando em média em US$ 234 – US$ 242,5 por 100 quilos durante o trimestre. Grandes ofertas de boi gordo provavelmente continuarão a pressionar os preços durante a segunda metade do ano. Os preços do boi gordo deverão ficar em média em US$ 240 – US$ 256 por 100 quilos para o ano, menos que os US$ 266,45 em 2016. Os dados de comércio de dezembro, juntamente com os totais anuais, foram divulgados no início deste mês. As exportações totais de carne bovina em dezembro atingiram 111,13 milhões de quilos, 30% a mais do que no ano anterior. Depois da queda das exportações de carne bovina em 2015, as vendas para uma série de parceiros comerciais asiáticos (Japão, Coréia do Sul e Taiwan) ajudaram as exportações de carne bovina dos EUA a se recuperar para 1,16 bilhão de quilos em 2016. Dados preliminares sugerem maiores exportações a curto prazo, e com maiores ofertas de carne e preços mais competitivos, a demanda robusta provavelmente apoiará uma expansão das exportações durante 2017, para 1,23 bilhão de quilos. As importações de carne bovina dos EUA para 2017 deverão continuar caindo com relação aos níveis de 2016, para 1,24 bilhão de quilos em 2017, devido ao esperado aumento das ofertas domésticos e a expectativa de ofertas mais apertadas na Oceania. As importações totais de gado dos EUA para 2016 foram relatadas em 1,71 milhão de cabeças, quase 14% a menos que no ano anterior. Desde os picos 2014, as importações de gado do Canadá e do México deverão diminuir pelo terceiro ano consecutivo em 2017, para 1,68 milhões de cabeças. Durante 2016, o maior rebanho de gado dos Estados Unidos e o declínio nos preços dos bois para engorda contribuíram para o declínio das importações de animais do Canadá e do México. O México continua a terminar mais animais em confinamento e vender quantidades crescentes de carne aos Estados Unidos e ao resto do mundo. Para as exportações de gado, os totais de 2016 caíram em 4% com relação a 2015, para 69.411 cabeças. No entanto, as exportações de dezembro de 2016 seguiram o recorde de novembro do maior total mensal de exportações de gado vivo desde 2013. As exportações para 2017 deverão aumentar para 85.000 cabeças.

USDA

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