CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2718 DE 25 DE MAIO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2718 | 25 de maio de 2026

 

NOTÍCIAS

Boi gordo fecha semana com queda em São Paulo

Novilha e boi China recuam em São Paulo

O mercado do boi gordo encerrou a semana com queda nas cotações em praças paulistas, segundo análise divulgada na sexta-feira (22) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com a consultoria, o aumento da oferta de animais permitiu aos frigoríficos alongarem as escalas de abate e adotarem uma posição mais confortável nas negociações, abrindo espaço para tentativas de compra em valores menores. O avanço do mês também dificultou o escoamento da carne bovina no mercado interno, pressionando parte das categorias. Nas praças paulistas, a cotação do boi gordo e da vaca permaneceu estável. Já a novilha registrou recuo de R$ 3,00 por arroba, enquanto o chamado “boi China” teve queda de R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate estavam, em média, programadas para nove dias, conforme levantamento da Scot Consultoria. No Mato Grosso, após a queda observada na quinta-feira (21) em todas as regiões do estado, os preços recuaram apenas na região Norte na sexta-feira. Segundo a análise, o boi gordo e a novilha tiveram desvalorização de R$ 3,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, entre sete e 10 dias. No Acre, a pressão baixista também atingiu o mercado pecuário. A cotação do boi gordo caiu R$ 2,00 por arroba, enquanto as fêmeas registraram queda de R$ 3,00 por arroba, conforme o informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria.

SCOT CONSULTORIA 

Preços do boi gordo reagem em alguns mercados no fechamento da semana

Capacidade de retenção dos pecuaristas em determinados estados ainda oferece a possibilidade de cadenciar o ritmo dos negócios

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com maior firmeza dos preços e até mesmo com negociações acima da referência média em determinados estados. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a capacidade de retenção dos pecuaristas em estados como Pará, Rondônia e Mato Grosso ainda oferece a possibilidade de cadenciar o ritmo dos negócios. “Em São Paulo também se evidencia encurtamento das escalas de abate levando à retomada das negociações ao nível de R$ 350,00 por arroba”, relata. De acordo com Iglesias, a demanda doméstica ganha apelo no decorrer de junho em função do início da Copa do Mundo, evento que costuma trazer retorno positivo nas vendas do varejo para a carne bovina. Preços do mercado atacadista: São Paulo: R$ 347,42 — ontem: R$ 345,75. Goiás: R$ 325,54 — ontem: R$ 323,57. Minas Gerais: R$ 325,88 — ontem: R$ 326,76. Mato Grosso do Sul: R$ 348,98 — ontem: R$ 348,18. Mato Grosso: R$ 351,62 — ontem: R$ 352,57. O mercado atacadista fechou a semana apresentando manutenção dos preços. Segundo o analista, a última semana do mês tende a ser pautada por uma reposição mais lenta entre atacado e varejo, algo compreensível em um período de demanda menos aquecida. Traseiro bovino: R$ 27,00 por quilo. Dianteiro: R$ 21,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo.

SAFRAS NEWS

Cotação cai para todas as categorias no Rio de Janeiro

A arroba do boi gordo, da vaca e da novilha apresentou queda em relação à semana anterior.

Com o clima frio chegando, a oferta de bovinos na região aumentou e, somado à competição com os preços das outras proteínas animais, resultou em queda no preço de todas as categorias. A cotação do boi gordo caiu 1,5%, ou R$5,00/@, negociado em R$334,50/@. A vaca registrou queda de 1,0%, ou R$3,00/@, apregoada em R$307,00/@. Para a novilha, o recuo foi de 0,6%, ou R$2,00/@, negociada em R$313,00/@. O diferencial de base do boi gordo está em R$5,00/@, ou 1,5% menor no Rio de Janeiro em relação a São Paulo, onde a arroba está cotada em R$339,50. Todos os preços são a prazo, descontados o Senar e o Funrural. No curto prazo, o viés é de baixa.

SCOT CONSULTORIA

Copa do Mundo é sinônimo de churrasco? Setor de carnes aposta em aumento no consumo

Analistas de mercado, porém, afirmam que o impacto tende a ser limitado. Programas de carne certificada confiam que evento favorece o consumo

A Copa do Mundo de 2026 é aguardada com grande expectativa pelo setor de carne bovina. Isso porque o segmento acredita que o hábito de reunir familiares e amigos para assistir aos jogos deve impulsionar o consumo de cortes de churrasco, em especial dos produtos considerados “premium”. A competição esportiva, que ocorre a cada quatro anos, já é considerada por si só um momento de confraternização, o que favorece o consumo do churrasco. Mas, além disso, em 2026 a Copa será maior do que nos anos anteriores, com duração de 38 dias – já que o número de seleções passou de 32 para 48. As quatro seleções semifinalistas irão disputar ao todo oito partidas, uma a mais em relação às últimas edições do torneio. Outro fator importante é o horário das partidas. Os três países-sede (Canadá, Estados Unidos e México) têm fusos-horários mais parecidos com o Brasil – diferente da última Copa, que ocorreu no Catar. A estreia do Brasil na Copa, contra Marrocos, está marcada para um sábado (13/6), às 19h – dia e horário propícios à confraternização com amigos e família. “A Copa do Mundo sempre mexe com o consumo de carne, tanto no mercado interno como na exportação”, afirma Maychel Carvalho Borges, gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada. No ano passado, a produção do programa teve alta de 78,7%, somando 53 mil toneladas, dos quais 78,7% ficaram no mercado interno. Segundo o executivo, embora seja cedo para mensurar o quanto a demanda pode crescer por causa da competição esportiva, o setor está se preparando para atender aos consumidores. “Estamos contando com essa melhora nas compras de carne”, afirma. A preferência durante o período deve recair sobre cortes como picanha, maminha, fraldinha, contrafilé e filé de costela, segundo Borges. Ele chama a atenção o fato de a competição ter como principal sede os Estados Unidos, segundo maior mercado para a carne bovina brasileira. “Em anos de Copa do Mundo o consumo de carne sobe bastante. A tendência é que o mercado interno consuma mais carne premium”, afirma o gerente do Programa Carne Certificada Hereford, Felipe Azambuja. Ele pondera, no entanto, que o sucesso das vendas está diretamente atrelado ao desempenho da Seleção Brasileira. Uma eliminação precoce representaria uma queda na mobilização dos torcedores. “A Seleção tem atingido quarta de final, semifinal, mesmo não sendo campeã, e com isso há uma tendência de maior consumo de carne”, acredita Azambuja. O setor de carne suína também acredita ser possível ampliar o consumo durante a competição esportiva. Não por acaso, a 14ª Semana Nacional da Carne Suína será realizada de 1º a 19 de junho, justamente no mês em que se inicia a Copa do Mundo. “A carne suína é muito versátil, ela entra no churrasco, basta ver os derivados e embutidos, como a linguiça e a própria costelinha”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes. A expectativa do segmento é que o consumidor dê atenção a cortes como a copa lombo e a picanha suína, incentivados pela maior competitividade financeira desses itens frente aos cortes bovinos. Para o analista Fernando Iglesias, coordenador de Mercados da Safras & Mercado, a premissa de aumento de consumo durante a Copa não é equivocada, mas o efeito tende a ser concentrado em determinados públicos. “Como o poder de compra da população é relativamente baixo, para muitas famílias, por mais que haja esse estímulo, talvez não haja condição plena para você fazer um consumo amplo de carne bovina. Os preços já são bastante proibitivos”, observa. Por isso, segundo ele, é difícil fazer projeções sobre qual será o impacto do evento no mercado da carne bovina. Por outro lado, Iglesias vê potencial para alta de 5% a 10% nos preços das carnes Angus no período pré-Copa. Para Lygia Pimentel, diretora da consultoria Agrifatto, a Copa do Mundo não deve trazer grandes mudanças estruturais ao consumo de carne bovina. O efeito existe, mas é curto e concentrado, na avaliação dela. “É uma movimentação que ajuda, mas não faz uma mudança dramática no consumo”, avalia. De acordo com ela, o consumo tende a ser maior em grandes jogos, como semifinais e final, o que não chega a provocar grande impacto “na ponta do lápis”. A especialista destaca que, em alguns anos, ao invés da oferta de carne ser menor durante o período da Copa do Mundo, foi até maior. No atacado, a carcaça casada nos anos de Copa também não foge da sazonalidade normal do mercado. “Em maio, a queda mensal é semelhante à média histórica. Em junho, há leve alta, um pouco acima da média. Julho volta a registrar recuo, novamente muito próximo do padrão histórico”, destacou.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Frigoríficos que mais dependem da China devem reduzir ritmo após cota

Empresas não descartam parada de linhas de produção nem demissões. Cumprimento da cota deve fazer indústria do Brasil reduzir ritmo

Frigoríficos brasileiros com maior exposição para a China vão reduzir o ritmo de abate de bovinos e produção de carne bovina para se adaptar à nova realidade do mercado quando a cota se esgotar. No Pará, a situação é mais delicada. Sem autorização para exportar para os Estados Unidos, segundo maior cliente do Brasil, e outros destinos importantes, como Chile e União Europeia, há previsão de demissões. A China representa 77% das exportações dos frigoríficos paraenses. O Estado tem o segundo maior rebanho bovino do país. Em 2025, as vendas externas totais foram de 222 mil toneladas. Oito plantas são habilitadas para embarcar aos chineses. Outras 12 operam no mercado interno e para outros destinos. Sem o mercado chinês, o faturamento deve recuar até 40% em 2026. A Mercúrio Alimentos, que tem duas plantas habilitadas para a China em Castanhal e Xinguara, no Pará, vai dispensar 197 funcionários em breve. As linhas de abate já foram reduzidas em 35% desde o início do ano, pois a companhia não tem as mesmas válvulas de escape para exportação que outras empresas. “Vamos ajustar a produção para atender a realidade do que nós temos de mercado, que é o Brasil e outros países que estão comprando muito pouco. E no Pará não temos os Estados Unidos, não temos Europa, não temos México, não temos Chile. Então esse é um desafio maior”, lamentou Daniel Freire, CEO da empresa. As empresas paraenses têm pedido ao Ministério da Agricultura para obter o aval para esses outros destinos. Recentemente, o tema foi debatido em reuniões em Washington, nos EUA, mas ainda não houve aceite do governo americano. O Pará foi zona tampão de outras regiões para a febre aftosa por muitos anos e, por isso, ficou para trás nas negociações sanitárias com os importadores. Agora, no entanto, todo território brasileiro é reconhecido como livre da doença sem vacinação e o Pará quer fazer valer esse status sanitário. “Não há nada que justifique ficarmos fora desses mercados”, avaliou Freire, que também é presidente do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados do Pará (Sindicarne-PA). A Iguatemi Beef, de Mato Grosso do Sul, montou toda a sua operação para a exportação com o impulso dado pela China para a pecuária nacional mudar de patamar. Mais de 80% da produção vai para o mercado chinês. Há possibilidade de dar férias coletivas aos funcionários em algum momento, mas o foco imediato é incrementar vendas a países da América Latina e do Oriente Médio, além dos EUA. “Formamos grandes indústrias dentro do mercado brasileiro. Temos talvez as indústrias mais modernas do mundo e nós temos a melhor condição sanitária do mundo. E a pecuária brasileira tem que agradecer aos chineses com a exigência do boi mais jovem”, avaliou Marcos Alexandre Domingues, presidente da empresa. Com produtividade melhor e seu maior cliente fidelizado, é hora de focar na promoção comercial para agregar valor ao produto brasileiro na China, disse o executivo. “Queremos, cada vez mais, mostrar para as donas de casa chinesas como se prepara a carne brasileira, o tempero brasileiro. Nós vamos agora, provavelmente, fazer um investimento para mostrar essa condição, que vai gerar um incremento”, apontou. A média de consumo de carne bovina na China está próxima de oito quilos per capita por ano. “Se essa média aumentar em um quilo por ano, imagina como ficará a demanda. Temos que nos preparar. A demanda vai ser cada vez maior e nós também temos que fazer a nossa parte, do trazer e mostrar a condição, a qualidade e sanidade”, completou. O Brasil não tem que ter medo de habilitar mais. Temos boi demais, temos frigorífico demais, temos frigoríficos menores que tão crescendo, todo mundo investindo” — Sandro Oliveira, presidente da Supremo Carnes. Sandro Oliveira, presidente da Supremo Carnes, por outro lado, sente a ausência da China nos seus negócios. Ele ainda tenta habilitar uma das suas plantas para entrar no mercado chinês. A unidade de Carlos Chagas, no nordeste de Minas Gerais, está na lista de 20 frigoríficos que o Ministério da Agricultura apresentou ao governo chinês nesta semana para buscar o aval. Ele tenta a habilitação desde 2018 e tem renovado documentações e licenças, com custo alto, desde então para se manter apto ao aceite chinês. A companhia faturou R$ 1,5 bilhão em 2025. A abertura para a China, no entanto, pode significar uma “virada de chave”, com possibilidade de dobrar a receita no curto prazo. Isso porque duas plantas da Supremo estão paradas atualmente. Elas estão localizadas em regiões onde existem outros frigoríficos habilitados para os chineses, o que afeta o mercado local do boi. “Outros frigoríficos habilitados conseguem pagar um prêmio para o pecuarista que eu, se pagar, não tenho a mesma rentabilidade, então meu resultado fica ruim”, lamentou. O plano é obter a habilitação, faturar mais com a China e investir nas plantas atualmente fechadas para tentar habilitá-las também. “O Brasil não tem que ter medo de habilitar mais. Temos boi demais, temos frigorífico demais, temos frigoríficos menores que tão crescendo, todo mundo investindo”, completou.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar sobe na sessão, mas fecha semana com queda acumulada de 0,74%

O dólar fechou a sexta-feira em alta, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em mais um dia de cautela nos mercados globais em relação às negociações de paz entre EUA e Irã.

O dólar à vista fechou em alta de 0,57%, aos R$5,0289. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,74% e, no ano, tem queda de 8,38%. Às 17h04, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,30% na B3, aos R$5,0310. Na quinta-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia praticamente estável, em meio a notícias conflitantes sobre as negociações entre EUA e Irã. Na sexta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que “houve algum progresso” nas negociações com o Irã, mas acrescentou que “há mais trabalho a ser feito”. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, se reuniu com o ministro do Interior do Paquistão, Syed Mohsin Naqvi, para discutir propostas para acabar com a guerra, informou a mídia iraniana. Teerã e Washington ainda seguem em desacordo sobre o estoque de urânio iraniano e os controles sobre o Estreito de Ormuz. Neste cenário, o dólar sustentou ganhos ante divisas fortes como o euro e o iene e exibia nesta tarde alguns ganhos ante divisas de países emergentes como o real e o peso chileno. As variações, no entanto, foram contidas, na ausência de notícias de impacto sobre a guerra no Oriente Médio.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda e acumula maior série de perdas semanais desde 2018

No setor de proteínas, MINERVA ON caiu 6,2%, em dia negativo para o setor de proteínas na bolsa brasileira, com MBRF ON recuando 4,05%. JBS, que tem suas ações listadas nos EUA, cedeu 0,53%.

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, após dois pregões de trégua, ampliando a correção negativa desde que ultrapassou os 199 mil pontos em abril e cravando a maior sequência de perdas semanais desde 2018. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,81%, a 176.209,61 pontos. Na máxima do dia, chegou a 177.648,58 pontos. Na mínima, a 174.893,37 pontos. O volume financeiro somou R$20,96 bilhões. Com tal desempenho, o Ibovespa perdeu 0,61% na semana, a sexta seguida de baixa. A última vez que houve uma série de seis quedas semanais foi de 14 de maio a 18 de junho de 2018. Uma sequência maior, com sete semanas de queda, ocorreu apenas entre abril e maio de 2004. O ajuste negativo que começou em meados de abril, quando o Ibovespa superou pela primeira vez 199 mil pontos durante o pregão, tem sido guiado pela saída de investidores estrangeiros das ações brasileiras. O saldo em maio está negativo em R$11,7 bilhões, excluindo ofertas de ações (follow-ons e IPOs), de acordo com dados da B3 até o dia 20. Abril ainda fechou com saldo positivo de quase R$3,2 bilhões – mas até o dia 15 eram R$14,6 bilhões. No ano, a bolsa ainda registra uma entrada líquida de R$44,8 bilhões. Estrategistas avaliam que tal reversão está relacionada à atenção renovada de investidores em tecnologia, favorecendo ações dos Estados Unidos e emergentes asiáticos, mas também à perspectiva de um ciclo de queda de juros mais lento no Brasil e incerteza eleitoral. No exterior, o índice acionário norte-americano S&P 500 encerrou em alta de 0,37%, orbitando sua máxima histórica. Nem o aumento de apostas de uma alta de juros nos EUA, após o diretor do Federal Reserve Christopher Waller afirmar que o Fed deveria eliminar o “viés de flexibilização” de seu comunicado de política monetária e efetivamente abrir a porta para um possível aumento dos juros, minou o fôlego em Wall Street, que ainda teve no radar a posse de Kevin Warsh como chair do Fed. Investidores também continuaram monitorando notícias sobre negociações para encerrar a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

REUTERS

GOVERNO

Mapa informa liberação de 12,3 milhões de doses de vacinas contra clostridioses

Doses disponibilizadas entre 18 e 22 de maio incluem produtos nacionais e importados

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, entre os dias 18 e 22 de maio, foram disponibilizadas 12.374.181 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Do total liberado no período, 6.405.600 doses (51,76%) são de fabricação nacional e 5.968.581 doses (48,24%) correspondem a vacinas importadas. Com as liberações realizadas desde março de 2026, o volume disponibilizado ao mercado nacional ultrapassa 39 milhões de doses, entre produtos nacionais e importados. O Mapa mantém atuação junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e acelerar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas.

MAPA

INTERNACIONAL

China importa 1,1 milhão de toneladas de carne bovina no 1º quadrimestre/26, com avanço anual de 25,75%

Sozinho, o Brasil exportou 612,87 mil toneladas da proteína ao mercado chinês

As importações da China de carne bovina somaram 217,16 mil toneladas em abril/26, com o Brasil mantendo a liderança absoluta entre os principais fornecedores internacionais da commodity. Foram 100,83 mil toneladas da proteína brasileiras embarcadas ao mercado chinês, o que resultou numa participação de 46,43% no comércio total da proteína, destaca a Agrifatto, com base em dados do governo de Pequim. No acumulado de janeiro a abril deste ano, o país asiático importou 1,1 milhão de tonelada de carne bovina, um avanço expressivo de 25,75% frente ao resultado registrado no mesmo período de 2025. Sozinho, o Brasil exportou 612,87 mil toneladas de carne bovina à China, um salto de 53,62% na comparação ao volume computado no primeiro quadrimestre de 2025, apontou a Agrifatto. Com isso, em relação ao mesmo intervalo do ano passado, o Brasil ampliou sua fatia no mercado de importação de carne bovina da China em 10,04 pontos percentuais, chegando a 55% de participação, ante 13% obtida pela Argentina, a segunda maior formnecedo9ra ao país asiático. Em contrapartida, relatou a Agrifatto, no acumulado do ano dos quatro primeiros meses deste ano, Argentina e Nova Zelândia perderam participação, com recuos anuais de 1,03 ponto percentual e 2,21 pontos percentuais, respectivamente. Na avaliação da Agrifatto, o ponto de atenção continua sendo o preenchimento das cotas de exportação estabelecidas pela política de salvaguarda da China a partir de janeiro deste ano. “Com a implementação das salvaguardas chinesas, o ritmo de importação ganha uma nova leitura”, observa a consultoria, acrescentando que a Austrália já preencheu 70,45% da sua cota de 205 mil toneladas, com 144,42 mil toneladas internalizadas. Por sua vez, o Brasil aparece logo na sequência, com 55,41% de preenchimento, enquanto a Argentina atingiu 34,58%. “O cenário aponta para uma ocupação acelerada entre os principais exportadores, com Austrália e Brasil já ultrapassando a metade de suas cotas no início do ano”, ressalta a Agrifatto. No caso do Brasil, diz a consultoria, as projeções indicam que o esgotamento da cota ocorreria por volta de meados de junho/26.

PORTAL DBO

FRANGOS & SUÍNOS

Frango/Cepea: Competitividade da carne de frango recua frente às concorrentes

Levantamento do Cepea mostra que as cotações da carne de frango registram avanço de abril para maio (até o dia 20) no mercado paulista, ao passo que as da carne suína e bovina apresentam queda e estabilidade, respectivamente. Nesse cenário, a competitividade da carne de frango tem caído frente a essas principais concorrentes.

No mercado atacadista da Grande São Paulo, o preço médio do frango inteiro resfriado está em R$ 7,31/kg na parcial deste mês, elevação de 1,6% frente ao de abril. De acordo com o Cepea, além da demanda interna aquecida, o bom desempenho das exportações de produtos de origem avícola também influenciou o leve aumento dos preços internos. No entanto, segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez vem recuando desde o início da segunda quinzena de maio, com consequentes ajustes negativos nos preços. Esse cenário, se persistir, pode limitar o avanço mensal do preço do frango inteiro resfriado ou até mesmo pressionar os valores. Diante disso, no atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro resfriado é comercializado, em maio, a 1,38 Real/kg abaixo da carcaça especial suína e a 7,31 Reais/kg abaixo da carcaça casada bovina.

CEPEA

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