CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2245 DE 17 DE JUNHO DE 2024

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Ano 10 | nº 2245 |17 de junho de 2024

 

NOTÍCIAS

Boi gordo fecha semana com preços firmes

Há sinais de retenção na oferta de fêmeas para abate. Disponibilidade de gado para abate é ampla, o que limita movimentos expressivos de alta

O mercado físico do boi gordo se manteve firme nesta semana, sem quedas de preço, em meio aos sinais de retenção na oferta de fêmeas para abate e exportações aquecidas de carne bovina, apoiadas pelo dólar em alta. Ainda assim, a disponibilidade de gado para abate é ampla, o que limita movimentos expressivos de alta. Levantamento da Scot Consultoria indica que o preço bruto do boi gordo fechou estável na sexta-feira (14/6) em São Paulo, a R$ 217 por arroba a prazo. “O mercado do boi gordo não mudou, com uma oferta robusta atendendo à demanda, as escalas estão confortáveis e cobrem, em média, o restante do mês. Com isso, mantendo a tipicidade de sexta-feira, o mercado segue estável”, afirmou a consultoria em relatório. Na quinta, 13/6, o indicador do boi gordo Cepea/B3 chegou a apontar alta de 0,57%, para R$ 220,50 por arroba, em valores livres do imposto de Funrural. A consultoria Agrifatto também enxerga um movimento mais positivo para a arroba. “Aos poucos, a mudança de comportamento vai se concretizando no mercado do boi gordo. Com os frigoríficos enfrentando maior dificuldade para adquirir novos lotes, a resposta tem sido reajuste positivo nos preços”, disseram os analistas em nota. Já no mercado atacadista, a Agrifatto destacou que os pedidos de reposição de carnes pelo varejo vieram bem menores para a segunda quinzena do mês, período em que as vendas se reduzem ao consumo direto e com isso a pressão negativa tomou conta dos preços. A carcaça casada do boi castrado, referência para o atacado, ficou cotada a R$ 14,80 por quilo ontem, com uma queda de 1,33% no comparativo diário, conforme dados da Agrifatto.

Globo Rural

Preços da carne vão iniciar segunda quinzena do mês com tendência de queda

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando manutenção do padrão dos negócios em grande parte do Brasil

O ritmo de negociações se tornou menos fluído no decorrer desta semana, de acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, com o pecuarista carregando algum otimismo em meio ao processo de desvalorização cambial. Por outro lado, os frigoríficos ainda se deparam com escalas de abate confortáveis, posicionadas em média entre nove e dez dias úteis. Isso permite boa capacidade para suportar mais tempo mantendo os preços atuais, disse o analista da consultoria Fernando Henrique Iglesias. Preços da arroba de boi gordo: São Paulo: R$ 217,58. Goiás: R$ 199,67. Minas Gerais: R$ 206,59. Mato Grosso do Sul: R$ 213,57. Mato Grosso: R$ 206,78. O mercado atacadista seguiu com preços acomodados durante esta sexta-feira (14), em uma primeira quinzena bastante fraca em termos de vendas. Mesmo com a entrada dos salários na economia os estoques estão elevados, oferecendo baixa perspectiva de recuperação, analisa a consultoria. Para a segunda quinzena do mês o cenário geral é ainda mais complicado, considerando o arrefecimento do consumo. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 17 o quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 12,50 o quilo. Quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 12,50 o quilo.

Agência Safras

Estatística da pecuária (Sul de Goiás)

Na região Sul de Goiás, está sendo observada uma leve diminuição na oferta e nas escalas de abate. Como resultado a esse cenário, a cotação da novilha reagiu, enquanto das demais categorias permaneceram estáveis na semana.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação da novilha aumentou R$2,00/@, ou 1,1% no período. Desse modo, o boi gordo está cotado em R$199,00/@, a vaca em R$187,00/@ e a novilha em R$192,00/@, preços a prazo e livre de impostos (Senar e Funrural). O diferencial de base do boi gordo, em relação a São Paulo, é de R$14,50/@, ou 7,3% negativo, com o boi gordo cotado a R$213,50/@ na praça paulista, preço a prazo e descontados os impostos. Em curto prazo, na região, apesar da movimentação, o mercado deve seguir em estabilidade.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Dólar tem novo avanço puxado por exterior e acumula alta de 1% na semana

Em uma semana de pressão para os ativos brasileiros, o dólar à vista fechou a sexta-feira com novo avanço ante o real, com o viés altista vindo do exterior se sobrepondo a certo alívio visto em outros mercados do Brasil, como o de juros futuros, ainda que permaneçam entre investidores preocupações sobre o equilíbrio fiscal

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,3812 reais na venda, em alta de 0,25%. Foi o terceiro avanço das cotações na semana, que teve ainda um dia de baixa e outro de cotação perto da estabilidade. No acumulado semanal, o dólar subiu 1,06%. Às 17h31, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,29%, a 5,3900 reais na venda. Na sessão de quinta-feira o dólar havia recuado ante o real na esteira de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros em defesa do equilíbrio fiscal. “O dólar até teve um bom ajuste, chegando a bater 5,34 reais, mas depois inverteu e passou a subir levemente, mais alinhado à alta vista no exterior”, pontuou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. “Na verdade, a moeda parece estar tentando achar um ponto de equilíbrio após a forte pressão vista na semana”, acrescentou. A nova alta do dólar ocorreu a despeito de a curva de juros ter registrado maior alívio na sexta-feira, com as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) chegando a recuar 15 pontos-base em alguns vencimentos. Alguns profissionais afirmaram que, no mercado de câmbio, os investidores parecem estar receosos em assumir mais posições vendidas (no sentido de queda da moeda norte-americana), em meio a receios contínuos com o equilíbrio fiscal brasileiro. Existe ainda a percepção, conforme dois profissionais consultados pela Reuters, de que parte do mercado pode estar “testando” o Banco Central, para saber até que ponto cotações próximas de 5,40 reais ainda deixam a autarquia confortável sob o ponto de vista do controle da inflação. Por trás disso está a expectativa de que o BC possa entrar nos negócios para segurar as cotações por meio de leilões extras de swap cambial — equivalentes à venda de moeda no mercado futuro.

Reuters

Ibovespa fecha quase estável após renovar mínima intradia no ano

O Ibovespa fechou com uma alta tímida na sexta-feira, em meio a ajustes, após renovar mínima intradia do ano, abaixo de 119 mil pontos, em mais uma sessão de volume reduzido na bolsa paulista, com as ações da Petrobras minando uma recuperação mais robusta

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,08%, a 119.662,38 pontos, com o acumulado da semana mostrando declínio de 0,91%. O volume financeiro somou 17,9 bilhões de reais, de uma média diária de 23,9 bilhões de reais no ano. De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa mostra fraqueza ao marcar mínimas em 2024 e por não reagir mediante ao cenário de novas máximas nos mercados acionários dos Estados Unidos. “O momento é de cautela no curto prazo, pois o cenário de quedas mais acentuadas à frente existe e aumentou a probabilidade. O ambiente externo, até o momento, não conseguiu contribuir para um avanço do Ibovespa”, afirmaram no relatório Diário do Grafista enviado a clientes na sexta-feira. Nos EUA, o último pregão da semana foi de variações tímidas no mercado acionário, após o Nasdaq e o S&P 500 terem renovado na véspera máximas históricas. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 4,21% no final da tarde, de 4,24% na véspera. A acomodação nos Treasuries favoreceu o alívio também na curva de DI no Brasil, que foi endossado pelo IBC-Br mostrando que a economia brasileira estagnou em abril. Na bolsa, esse movimento favoreceu a recuperação de ações sensíveis a juros, que têm sofrido com o cenário de taxas mais elevadas.

Reuters

Exportação do agronegócio do Brasil cai 10% em maio, diz ministério

As exportações de produtos do agronegócio do Brasil somaram 15,05 bilhões de dólares em maio, queda de 10,2% ante o mesmo mês de 2023, em função dos menores preços e pela redução do volume exportado, informou o Ministério da Agricultura

O recuo no mês passado se deu após uma queda de 31,5% na receita com as exportações do complexo soja, principal setor exportador do Brasil, para 6,7 bilhões de dólares. A quantidade exportada caiu 15,3%, enquanto o preço dos produtos do complexo soja cedeu 19,2%, após uma quebra de safra de soja brasileira na atual temporada e aumento da oferta na Argentina, segundo dados do ministério. De outro lado, os embarques de café verde, algodão, celulose e açúcar registraram aumentos nas receitas, ajudando a limitar o recuo das exportações totais do agronegócio. Em nota, o ministério citou que o complexo sucroalcooleiro continua registrando recordes de exportação, elevando as vendas em 15,3%, para 1,43 bilhão de dólares. O volume recorde de açúcar exportado para os meses de maio, de 2,8 milhões de toneladas, foi o fator responsável por esse bom desempenho. As carnes também ajudaram a impulsionar a receita, com 2,13 bilhões de dólares em maio, alta de 2%. Os produtos florestais ficaram na terceira posição dentre os principais setores exportadores do agronegócio, com 1,55 bilhão de dólares, com alta de 25,5%.

Reuters

FRANGOS & SUÍNOS

Sexta-feira (14) com cotações estáveis no mercado de suínos

A semana de negociações para o mercado de suínos terminou na sexta-feira (14) com preços mistos, mas a estabilidade nas cotações predominou. Segundo análise do Cepea, os preços do suíno vivo e da carne suína seguiram em alta em todas as praças acompanhadas pelo órgão

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 132,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 10,60/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (13). Houve queda apenas no Paraná, na ordem de 0,30%, chegando a R$ 6,61/kg, e aumento de 0,63% em Santa Catarina, com valor de R$ 6,37/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,27/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,30/kg), e São Paulo (R$ 6,95/kg).

Cepea/Esalq

Estabilidade nas cotações do frango na sexta-feira

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 4,80/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,78%, fechando em R$ 6,40/kg, em média

Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, valendo R$ 4,38/kg, enquanto no Paraná, houve recuo de 0,69%, valendo R$ 4,32/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (13), a ave congelada teve tímida alta de 0,14%, chegando a R$ 7,16/kg, enquanto o frango resfriado não mudou de preço, fechando em R$ 7,39/kg.

Cepea/Esalq

Competitividade da carne de frango sobe em relação à suína, mas cai frente à bovina

Preços dos produtos suínos aceleraram mais fortemente que o frango. Carne de frango vem registrando valorização em junho

As carnes de frango e suína, ambas negociadas no mercado atacadista da Grande São Paulo, vêm registrando valorizações em junho, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. No entanto, os preços dos produtos suínos têm acelerado mais fortemente. Já no caso da carne bovina, os valores apresentaram queda. Diante disso, a competitividade da carne de frango tem crescido frente à carne suína, mas diminuído em relação à bovina. Dados do Cepea mostram que, enquanto em maio o quilo da carcaça suína era negociado a R$ 3,07 acima da carne de frango, na parcial de junho (até o dia 12), a diferença ampliou-se para R$ 3,14. Para a carne bovina, a diferença média passou de R$ 9,33/kg em maio para R$ 8,75/kg em junho, tornando-a mais atrativa ao consumidor.

Globo Rural

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina dos Estados Unidos sobem em abril/24

As remessas para o México atingiram o valor mais alto em mais de três anos

As exportações norte-americanas de carne bovina totalizaram 111.580 toneladas em abril/24, um ligeiro aumento em relação ao resultado obtido no ano anterior e a maior quantidade desde junho de 2023, segundo informa o portal beefmagazine.com, com base nos dados divulgados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF, na sigla em inglês). O valor das exportações aumentou 5% em abril/24, para US$ 898,7 milhões – o maior desde junho. Segundo a federação, as remessas para o México atingiram a receita mais alta em mais de três anos, enquanto as exportações também apresentaram tendência de aumento para vários outros mercados do Hemisfério Ocidental, além de Japão e Oriente Médio. Durante os primeiros quatro meses de 2024, o valor das exportações de carne bovina aumentou 5% na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 3,38 bilhões, apesar de um declínio de 3% no volume (423.445 toneladas). “O México também continuou a brilhar, junto com o Caribe, a América Central e o Oriente Médio”, disse Dan Halstrom, presidente da USMEF, que acrescentou: “Estes mercados estão sendo favorecidos pela procura de serviços alimentares e de vantagens cambiais em comparação com os principais mercados asiáticos”. “Os ventos contrários na Ásia continuam rigorosos, mas o boom do turismo no Japão ajudou a solidificar a procura e as exportações estabilizaram este ano, apesar da fraqueza contínua do iene e da forte concorrência da Austrália”, destaca a federação.

Beef Magazine

Indústria de carne suína da UE vê “pesadelo” se a China restringir importações

A indústria de carne suína da Europa enfrentaria um “cenário de pesadelo” de preços mais baixos e queda na lucratividade, se a China restringir as importações da região, disseram executivos e analistas do setor na sexta-feira.

As empresas chinesas solicitaram uma investigação antidumping sobre as importações de carne suína da União Europeia, informou a mídia chinesa apoiada pelo Estado na sexta-feira, aumentando as tensões depois que o bloco impôs taxas antissubsídios aos veículos elétricos fabricados na China. A China importou 6 bilhões de dólares em carne suína em 2023 e mais da metade veio da UE, segundo dados da alfândega chinesa. Uma restrição resultaria em uma enorme perda de negócios para o setor de carnes da Europa. “A suspensão total das exportações de carne suína da UE para a China seria um cenário de pesadelo em potencial para a cadeia de suprimentos de carne suína, com implicações em toda a UE”, disse Justin Sherrard, estrategista global de proteína animal do Rabobank. Sherrard acrescentou que a interrupção seria sentida em todas as cadeias de suprimento de carne suína na Europa, resultando em preços mais baixos e impactando margens de lucro, devido ao possível excedente gerado. A China compra carne suína, incluindo orelhas, narizes e pés, para os quais há pouca demanda por parte dos clientes europeus. A possibilidade de exportar essas partes do animal ajuda a gerar um valor mais alto para a carcaça inteira, dizem os analistas. “Levaria tempo, mas talvez seja possível para os exportadores da UE encontrarem mercados alternativos para os cortes de carne suína que atualmente são enviados para a China”, disse Sherrard. “No entanto, duvido que mercados alternativos possam ser encontrados para as exportações de ‘carne variada’ da UE que atualmente é enviada para a China.” A América do Sul pode se beneficiar se a China buscar suprimentos alternativos, dizem os especialistas. “Espera-se que isso envolva especialmente vendas extras do Brasil para a China, (o Brasil) vem expandindo sua capacidade de exportação nos últimos anos”, disse Tim Koch, analista de carnes da consultoria de mercado alemã AMI. A Rússia poderia entrar em cena para compensar parte das exportações perdidas da Europa, disse Jean-Paul Simier, analista francês de carnes e colaborador da revista de commodities Cyclope. A Espanha é o maior exportador de carne suína para a China em todo o mundo, vendendo cerca de 1,5 bilhão de dólares do produto todos os anos. Falando a repórteres no centro pecuário espanhol de Lleida, o ministro da indústria da Espanha disse que ambas as regiões seriam prejudicadas se as medidas entrassem em vigor. “Outro dia estive com o Ministro do Comércio e Indústria da China, e todos concordamos que não devemos cair na dinâmica das guerras comerciais”, disse ele. A indústria de carne suína da Alemanha já sofreu uma proibição de importação pela China desde 2020, depois que a doença da peste suína foi encontrada na Alemanha.

Reuters

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