CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2246 DE 18 DE JUNHO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2246 |18 de junho de 2024

 

NOTÍCIAS

Cotações não mudam nas praças paulistas

Apesar do elevado volume de oferta e das escalas confortáveis, o mercado está equilibrado e os preços não mudaram. Esse tem sido o quadro nesses últimos sete dias úteis. O boi gordo está apregoado em R$217,00/@, a vaca em R$195,00/@ e a novilha em R$210,00/@. A arroba do “boi China” está cotada em R$220,00. Ágio de R$3,00/@. Todos os preços brutos e com prazo.

Em Campo Grande – MS, as cotações da arroba do boi gordo e a da novilha subiram na região de Campo Grande. O aumento foi de R$2,00/@ para as duas categorias. O boi está cotado em R$212,00/@, a vaca em R$192,00/@ e a novilha em R$202,00/@, preços brutos e a prazo. O “boi China” está apregoado em R$215,00/@. Ágio de R$3,00/@, preço bruto e a prazo. No mercado atacadista de carne com osso, as vendas no mercado atacadista de carne bovina foram de fracas a razoáveis, apenas o suficiente para atender a demanda que está com pouco vigor. Diante desse cenário, os distribuidores ajustaram suas compras, optando por aquisições complementares. Para esta semana, a expectativa é de preços estáveis, mas com sustentação fraca devido ao menor consumo típico da segunda quinzena do mês. A cotação da carcaça casada de boi inteiro está estável em R$14,00/kg e a da carcaça de boi castrado caiu 0,3%, sendo negociada por R$14,95/kg. Para a carcaça da vaca casada e novilha, a cotação caiu 2,5% e 1,4%, precificadas em R$13,50/kg e R$14,00/kg, respectivamente. A cotação do frango médio* está em R$6,45/kg, aumento de 0,8% na semana. No mesmo período, a carcaça especial suína** subiu 5,0%, cuja cotação média está em R$10,60/kg. As cotações das carcaças de suínos e de aves estão com tendência de alta. Dessa forma, melhorou a competitividade da carne bovina.

Scot Consultoria

Boi gordo: preços esboçam reação

Altas mais pronunciadas nas praças de produção e comercialização foram registradas em Goiás e Mato Grosso, segundo Safras & Mercado

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando reação nos preços, com altas mais pronunciadas nas praças de produção e comercialização em Goiás e Mato Grosso. Para a consultoria Safras & Mercado, esse movimento é comedido, em linha com a quantidade de animais ofertados no mercado neste momento, ressaltando a característica de 2024, um ano de grandes abates, com relevante descarte de matrizes. Por outro lado, as escalas de abate começam a sofrer redução em alguns estados brasileiros, a exemplo de Mato Grosso. Mesmo assim, no histórico, essas escalas permanecem confortáveis, disse o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado. Preços da arroba de boi gordo: São Paulo: R$ 219,13. Goiás: R$ 203,33. Minas Gerais: R$ 206,59. Mato Grosso do Sul: R$ 213,57. Mato Grosso: R$ 206,86. O mercado atacadista seguiu com preços acomodados durante esta segunda-feira (17). Conforme Iglesias, o ambiente de negócios começa a sugerir alguma queda das cotações, considerando o período do mês que costuma ser pautado por menor apelo ao consumo, e por consequência, conta com uma reposição mais lenta. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 17 o quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 12,50 por quilo. O quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 12,50 o quilo. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 433,219 milhões em junho (10 dias úteis), com média diária de US$ 43,321 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 97,254 mil toneladas, com média diária de 9,725 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.454,50. Em relação a junho de 2023, houve baixa de 6,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 6% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 11,9% no preço médio.

Agência Safras

Preço do boi gordo começa semana com sinais de alta

Com maior dificuldade em encontrar bovinos para o abate, as indústrias sobem os valores ofertados. Oferta de gado para abate ainda é considerada ampla, mas aos poucos vai diminuindo a disponibilidade de fêmeas

O mercado físico do boi gordo começou a semana com preços estáveis ou em alta, a depender da região pecuária. A oferta de gado para abate ainda é considerada ampla, mas aos poucos vai diminuindo a disponibilidade de fêmeas, fator que ajuda a sustentar as cotações. Levantamento da Scot Consultoria divulgado na segunda-feira (17/6) mostra que em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), cidades de referência para o Estado de São Paulo, os preços brutos do boi gordo permaneceram em R$ 217 por arroba a prazo. Já em Campo Grande (MS) e Dourados (MS), a cotação aumentou R$ 2 por arroba, para R$ 212 por arroba. A consultoria Agrifatto chegou a identificar este movimento positivo em Mato Grosso do Sul ainda na última sexta-feira (14/6), citando em nota que “com a intensificação do período seco, a oferta de gado minguou, principalmente de fêmeas, com isso, o preço permaneceu subindo”. O indicador do boi gordo Cepea/B3 também marcou alta na sexta-feira, de 0,34% para R$ 221,25 por arroba livre do imposto de Funrural. “Com maior dificuldade em encontrar bovinos prontos para o abate, as indústrias sobem os valores ofertados e ainda assim observam as escalas enxugarem em quase todo o país”, acrescentou a Agrifatto. Depois do recorde registrado em maio, o fluxo de exportações de carne bovina do Brasil está mais próximo do ritmo visto nesta época do ano passado. A média diária de embarques da proteína in natura foi de 9,73 mil toneladas no mês até a segunda semana, conforme dados do governo federal divulgados nesta segunda-feira. Em junho de 2023, o Brasil embarcava 9,17 mil toneladas por dia. Ao mesmo tempo, os preços seguem 11,9% menores no comparativo anual. No mercado interno, as vendas no atacado de carne bovina foram de fracas a razoáveis no último final de semana, apenas o suficiente para atender a demanda, disseram os analistas da Scot em relatório. Neste cenário, os distribuidores ajustaram suas compras, optando por aquisições complementares. “Para esta semana, a expectativa é de preços estáveis, mas com sustentação fraca devido ao menor consumo típico da segunda quinzena do mês”. A cotação da carcaça casada de boi inteiro (carne com osso no atacado) está estável em R$14 por quilo, e a da carcaça de boi castrado caiu 0,3%, sendo negociada por R$14,95 por quilo.

Globo Rural

Volume exportado de carne bovina in natura alcança 97,2 mil toneladas até segunda semana de junho/24

Média diária exportada registrou avanço de 6,00% no comparativo anual

O volume exportado de carne bovina in natura alcançou 97,2 mil toneladas na segunda semana de junho/24, informou a Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), na segunda-feira (17). No mês de junho do ano anterior, o volume exportado alcançou 192,6 mil toneladas em 21 dias úteis. A média diária ficou em 9,7 mil toneladas, um incremento de 6%, frente ao volume total exportado em junho/23 que ficou em 9,1 mil toneladas. O preço médio na segunda semana de junho/24 ficou com US$ 4.454 por tonelada, queda de 11,9% frente aos dados divulgados em junho de 2023, com preços médios de US$ 5.054 mil por tonelada. O valor negociado para o produto ficou em US$ 433,2 milhões, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de junho do ano anterior foi de US$ 973,9 milhões. A média diária ficou em US$ 43,3 milhões e registrou um avanço de 26,30%, frente ao observado no mês de junho do ano passado, que ficou em US$ 46,3 milhões.

Agência Safras

ECONOMIA

Dólar volta a fechar acima de R$5,40 com cautela antes do Copom

O dólar à vista voltou a fechar acima dos 5,40 reais na segunda-feira, impulsionado novamente pela cautela antes da decisão do Copom sobre juros, na quarta-feira, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha caído em relação às divisas fortes. O recuo do minério de ferro após decepção com dados econômicos da China também pesava sobre o real.

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,4221 reais na venda, em alta de 0,76%. Esta é a maior cotação de fechamento desde 4 de janeiro de 2023 — início do governo Lula — quando encerrou a 5,4513 reais. Em junho, a divisa acumula elevação de 3,26%. Às 17h41, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,83%, a 5,4270 reais na venda. “O (real do) Brasil é visto como uma commodity currency (moeda commodity). Sempre que a China perde força, o real também perde força”, disse pela manhã Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “Aliás, o real já se desvaloriza mais de 10% no ano. Ele está sofrendo muito desde que começou este movimento de deterioração do Brasil, que vai completamente na contramão do que está acontecendo lá fora”, acrescentou, lembrando que a economia norte-americana vai bem. As preocupações com a área fiscal seguiram permeando os negócios, assim como a cautela antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na quarta-feira. Na curva de juros, a precificação aponta para manutenção da taxa básica Selic em 10,50% ao ano, mas o mercado aguarda para saber se a decisão do Copom será novamente dividida. O Banco Central informou que, conforme o relatório Focus, a mediana das projeções do mercado para a inflação em 2024 subiu de 3,90% para 3,96% e em 2025 foi de 3,78% para 3,80% — neste segundo caso, na sétima elevação consecutiva. Além disso, a projeção da Selic para o fim deste ano foi de 10,25% para 10,50%, indicando que os economistas deixaram de esperar corte adicional de 25 pontos-base na taxa básica no atual ciclo.

Reuters

Ibovespa fecha em queda na contramão de Wall Street

O Ibovespa encerrou em queda na segunda-feira, destoando do desempenho dos índices acionários nos Estados Unidos, em meio à deterioração do cenário fiscal doméstico, embora o avanço das ações do Itaú tenha atenuado as perdas da sessão

O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 0,44%, a 119.137,86 pontos. O volume financeiro somou 17,5 bilhões de reais. Apesar de um pouco distante do pior momento da sessão, quando renovou mínima intradiária desde novembro de 2023, o Ibovespa deu continuidade à tendência de queda das últimas semanas. Nos Estados Unidos, os principais índices encerraram em alta, com investidores aguardando novos dados econômicos e comentários de dirigentes do banco central norte-americano, em busca de sinais sobre a trajetória de juros na maior economia do mundo. O S&P 500 subiu 0,77%. “Se os mercados lá fora (EUA) estivessem fechados e se não tivesse o Itaú, seria um dia mais negativo”, afirmou o sócio e head de análise da Levante Investimentos, Enrico Cozzolino. “Estamos na contramão. A gente está falando de um Ibovespa caindo cerca de 10% no ano e lá fora em máxima histórica.” No cenário doméstico, os agentes financeiros aguardam a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central esta semana, com o mercado apostando em uma manutenção da Selic em 10,50% ao ano. Na visão do economista-chefe do BB Marcelo Rebelo, não há mais espaço para o Copom continuar o processo de corte de juros conforme projetado anteriormente. “A reunião de junho será uma grande oportunidade, mas o risco para uma deterioração adicional é alto”, afirmou Rebelo em relatório de análise econômica. Diante da percepção de pausa do afrouxamento monetário, os olhares se voltarão para o placar de votação dentro do BC. Também permanece no radar o debate no Congresso sobre as medidas para compensar a desoneração da folha de pagamentos, após devolução parcial da MP do PIS/Cofins, e no aguardo de novas declarações de autoridades sobre corte de gastos.

Reuters

IGP-10 sobe 0,83% em junho e fica abaixo do esperado

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 0,83% em junho, depois de avançar 1,08% no mês anterior, em resultado abaixo do esperado, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o IGP-10 passa a subir 1,79% em 12 meses.

A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de avanço de 0,95%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,88% em junho, depois de subir 1,34% no mês anterior. “O índice ao produtor antecipa os impactos que chegarão ao consumidor. Três alimentos importantes se destacaram entre as maiores influências do IPA: batata-inglesa, carne bovina e leite in natura”, disse André Braz, economista da FGV IBRE. Os preços desses itens subiram respectivamente 40,30%, 3,09% e 2,71%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou a alta de 0,54% no mês, depois de alta de 0,39% em maio. No IPC, destacaram-se a aceleração do aumento de preços de Alimentação (0,53% para 0,97%), Educação, Leitura e Recreação (-0,51% para 0,22%), Habitação (0,26% para 0,52%) e Despesas Diversas (0,16% para 0,35%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por sua vez subiu 1,06% em junho, depois de uma alta de 0,53% em maio.

Reuters

Exportações do agronegócio brasileiro atingem mais de US$ 15 bilhões em maio. Queda de 10,2%

Os produtos que mais contribuíram para abrandar a queda das exportações no mês foram café verde, algodão não cardado nem penteado, celulose e açúcar de cana em bruto

As vendas externas brasileiras de produtos do agronegócio foram de US$ 15,05 bilhões em maio de 2024. Esse resultado correspondeu a 49,6% das exportações totais do Brasil. O valor em maio foi 10,2% inferior na comparação com os US$ 16,76 bilhões exportados no mesmo mês de 2023. Em termos absolutos, houve uma queda de US$ 1,71 bilhão nas vendas externas. Esta diminuição ocorreu em função dos menores preços médios de exportação e, também, devido à redução do volume global exportado. Os produtos que mais contribuíram para abrandar a queda das exportações no mês foram café verde (+US$ 392,21 milhões), algodão não cardado nem penteado (+ US$ 337,30 milhões), celulose (+ US$ 298,95 milhões) e açúcar de cana em bruto (+ US$ 114,63 milhões). Um dos destaques das exportações brasileiras do agronegócio, o complexo sucroalcooleiro continua registrando recordes de exportação. O setor elevou as exportações de US$ 1,24 bilhão em maio de 2023 pra US$ 1,43 bilhão em maio de 2024 (+15,3%). O volume recorde de açúcar exportado para os meses de maio foi o fator responsável por esse bom desempenho. Vale ressaltar que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou uma produção 46,3 milhões de toneladas de açúcar para a safra 2024/2025, maior volume de produção de açúcar em toda a série histórica. Com essa produção recorde, o Brasil exportou 2,81 milhões de toneladas em maio (+16,7%). As carnes também estão entre os principais setores exportadores do agronegócio brasileiro, sendo responsáveis por 14,2% de todas as vendas externas do agronegócio. Foram registrados US$ 2,13 bilhões em maio de 2024, valor 2,0% superior na comparação com os US$ 2,09 bilhões exportados no mesmo período de 2023. Houve embarques recordes em três tipos de carnes: 211,98 mil toneladas exportadas de carne bovina in natura em maio de 2024 (recorde de todos os meses); 430,26 mil toneladas de carne de frango in natura (recorde para os meses de maio); e 91,63 mil toneladas de carne suína in natura (também recorde para os meses de maio). Os produtos florestais ficaram na terceira posição dentre os principais setores exportadores do agronegócio, registrando US$ 1,55 bilhão em vendas externas (+25,5%). Ao contrário do complexo soja e das carnes, houve elevação nos preços médios de exportação nos produtos florestais. O principal motivo dessa alta ocorreu devido ao incremento do preço internacional da celulose, que passou de US$ 403 por tonelada em maio de 2023 para US$ 551 por tonelada em maio de 2024 (+36,8%). A China é o principal importador desse produto brasileiro. No acumulado de 2024, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 67,17 bilhões (-0,2%). O declínio das exportações ocorreu em função da queda dos preços dos produtos exportados (-9,8%), uma vez que o índice de quantidade apresentou crescimento de 10,7% nos cinco primeiros meses do ano. O agronegócio representou 48,4% das exportações totais brasileiras. No período acumulado dos últimos doze meses as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 166,38 bilhões, o que significou crescimento de 2,4% em relação aos US$ 162,53 bilhões exportados nos doze meses imediatamente anteriores. Com esse valor, a participação dos produtos do agronegócio no total exportado pelo Brasil no período foi de 48,5%. As importações, por sua vez, totalizaram US$ 17,49 bilhões, cifra 1,3% inferior à registrada nos doze meses anteriores (US$ 17,72 bilhões), e representaram 7,2% do total adquirido pelo Brasil no período.

MAPA

Expansão anual do crédito deve acelerar para 8,9% em maio, diz Febraban

Federação calcula que a carteira de Pessoa Física deve ter alta de 0,9% no mês e 11,0% em um ano, e de Pessoa Jurídica deve registrar expansões de 0,3% e 5,6%, na mesma base de comparação

O saldo total da carteira de crédito deve crescer 0,7% em maio ante abril, revela a Pesquisa Especial de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O ritmo de expansão anual da carteira deve acelerar pelo quarto mês seguido, passando de 8,7% em abril para 8,9% em maio. De acordo com os dados da pesquisa, a carteira Pessoa Física deve ter alta de 0,9% no mês e 11,0% em um ano. Já Pessoa Jurídica deve registrar expansões de 0,3% e 5,6%, na mesma base de comparação. Em termos de origem dos recursos, o crédito direcionado de subir 0,8% e 12,8%, respectivamente, enquanto o livre deve avançar 0,6% e 6,2%. Já a carteira direcionada deve seguir em patamar semelhante e crescer 0,8%, novamente mostrando avanço disseminado entre as modalidades e liderada pelo crédito imobiliário. Os dados indicam que a carteira para famílias deve seguir com ritmo de crescimento forte, com uma ligeira aceleração de 10,9% para 11,0%, liderada pela carteira direcionada, que passará de 13,4% para 14,1%. “Os dados levantados nesta pesquisa apontam um cenário ainda mais benigno para o crédito este ano. Todas as métricas seguem apontando para uma melhora no mercado de crédito em 2024, com maior volume de concessões e do saldo de crédito, que têm se beneficiado do processo de queda da taxa de juros e da moderação das taxas de inadimplência”, avalia em nota Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban. Segundo ele, resta saber se as incertezas recentes no cenário macroeconômico, tanto externas como internas, vão acabar impactando o mercado, “reduzindo este ritmo de crescimento nos próximos meses”. As concessões de crédito devem crescer 0,6% em maio ante abril, ou 5,4% quando ajustado por dias úteis. Na comparação com maio de 2023, a expansão é de 14,7%.

Valor Econômico

Mercado passa a ver manutenção da Selic até final do ano, aponta Focus

O mercado passou a ver estabilidade da taxa básica de juros Selic na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom), permanecendo em 10,50% até o final do ano, ao mesmo em que elevou as projeções para a inflação e para o dólar, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Cental na segunda-feira

O Copom se reúne na terça e quarta-feira para decidir sobre a política monetária e agora a percepção é de que irá pausar o afrouxamento monetário, em meio ao aumento da volatilidade nos mercados financeiros domésticos, expectativas de inflação desancoradas e temores fiscais. Os analistas consultados pelo BC também elevaram a perspectiva para a taxa de juros ao final de 2025, vendo agora a Selic a 9,50%, de 9,25% antes. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que ainda que a expectativa para a alta do IPCA em 2024 subiu pela sexta vez seguida, chegando a 3,96%, de 3,90% na semana anterior. Também aumentou a conta para a inflação em 2025, a 3,80%, de 3,78%. Para os dois anos seguintes as projeções seguem em 3,60% em 2026 e 3,50% em 2027. O centro da meta oficial para a inflação em 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano caiu 0,01 ponto percentual, a 2,08%, e permaneceu em 2,0% para 2025. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda elevação nas projeções para o dólar depois de uma semana agitada no mercado de câmbio, com a moeda norte-americana agora calculada em 5,13 e 5,10 reais este ano e no próximo, contra 5,05 e 5,09 reais na semana anterior.

Reuters

MEIO AMBIENTE

Ministros da União Europeia aprovam lei de preservação ambiental

A lei visa “mitigar as mudanças climáticas e os efeitos de desastres naturais”, mas tem sido fortemente contestada por grupos conservadores e agrícolas. União Europeia aprovou lei para mitigar mudanças climáticas

Os ministros da União Europeia (UE) aprovaram na segunda-feira (17) no Conselho Europeu uma controversa lei de preservação ambiental que visa “mitigar as mudanças climáticas e os efeitos de desastres naturais”, mas tem sido fortemente contestada por grupos conservadores e agrícolas. A Lei de Restauração da Natureza estabelece uma meta para os países do bloco restaurarem pelo menos 20% das áreas terrestres e marinhas da UE até 2030, assim como todos os ecossistemas que precisam de restauração até 2050. “Hoje, o Conselho da UE está escolhendo restaurar a natureza na Europa, protegendo, assim, sua biodiversidade e o ambiente de vida dos cidadãos europeus. É nosso dever responder à urgência do colapso da biodiversidade na Europa, mas também permitir que a UE cumpra seus compromissos internacionais. A delegação europeia poderá ir à próxima COP de cabeça erguida”, afirmou Alain Maron, ministro do Meio Ambiente da região de Bruxelas, em comunicado. A medida é uma peça crítica do Pacto Verde da UE, mas foi fortemente criticada por grupos agrícolas e outros setores empresariais em meio a uma queda mais ampla no apoio às políticas climáticas do bloco e sofreu ameaças da Áustria de que buscaria anular o resultado da votação. Em março, a votação sobre a lei foi adiada, depois que a Hungria retirou seu apoio a ela, citando seu impacto na renda dos agricultores. Polônia, Holanda, Suécia e Finlândia também se opuseram à lei na votação final, enquanto a Bélgica se absteve. No entanto, mudanças de última hora de posição da Áustria e da Eslováquia, ambas planejando se abster, permitiram que a lei fosse aprovada. O chanceler da Áustria, Karl Nehammer, disse em uma carta à Bélgica, que detém a presidência rotativa da UE, que a posição da ministra do Clima, Leonore Gewessler, não foi aprovada por Viena e que seu voto foi “ilegal”. O governo belga, em seu papel de presidente, confirmou que o voto de Gewessler é vinculativo e que a lei foi aprovada. A disputa em Viena expõe as crescentes divisões na coalizão da Áustria à medida que se aproximam as eleições nacionais em setembro. A votação sobre a Lei de Restauração da Natureza igualmente provocou divergências no Parlamento Europeu, onde foi aprovada por apenas cerca de 30 votos em fevereiro. Esse também foi o primeiro grande teste do Pacto Verde da UE após as eleições em todo o bloco no início deste mês.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Custos de produção de frangos de corte e suínos aumentam em maio

Os custos de produção de frangos de corte e suínos registraram aumento no mês de maio nos principais estados produtores e exportadores, conforme estudos conduzidos pela Embrapa Suínos e Aves através de sua Central de Inteligência de Aves e Suínos (embrapa.br/suínos-e-aves/cias).

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte atingiu R$ 4,42, representando uma elevação de +3,45% em relação ao mês de abril. O aumento acumulado no ano foi de +0,28%, enquanto nos últimos 12 meses houve uma redução (-4,04%), com o ICPFrango alcançando 342,35 pontos. A ração se destacou como o principal componente de custo, com um aumento de +4,17% e uma participação de 66,59% no custo total de produção. Outros itens que contribuíram para o aumento nos custos foram com genética (+2,41%), mão de obra (+2,67%) e juros sobre o capital investido e de giro (+3,33%). Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo de suíno vivo alcançou R$ 5,78, um aumento de +2,69% em comparação a abril, mas ainda com uma queda acumulada no ano (-6,87%) e nos últimos 12 meses (-0,83%), com o ICPSuíno atingindo 330,50 pontos. Os custos com rações e juros sobre o capital investido e de giro foram determinantes, com aumentos de +3,29% e +3,37%, respectivamente.

Embrapa Suínos e Aves

Suínos: predomínio da estabilidade nas cotações

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo teve alta de 1,52%, com preço médio de R$ 134,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, fechando em R$ 10,60/kg, em média

Segundo informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (14), houve aumento somente em São Paulo, na ordem de 0,29%, chegando em R$ 6,97/kg. Os valores ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,27/kg), Paraná (R$ 6,61/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,30/kg), e Santa Catarina (R$ 6,37/kg).

Cepea/Esalq

Em 10 dias úteis, Brasil exporta o equivalente a 49% em volume de toda a carne suína embarcada em junho/23

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura, até a segunda semana de junho (10 dias úteis), passaram de 49% do volume embarcado em todo o mês de junho de 2023

A receita obtida, US$ 111,9 milhões representa 45,13% do total arrecadado em todo o mês de junho de 2023, que foi de US$ 247,9 milhões. No volume embarcado, as 47.708 toneladas representam 49,17% do total registrado em maio do ano passado, quantidade de 97.021 toneladas. O faturamento por média diária foi de US$ 11,1 milhões, quantia 5,2% a menor do que junho de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 4,30% sobre os US$ 10,7 milhões, vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 4.770 toneladas, com elevação de 3,3% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado da semana anterior, incremento de 2,97%, comparado às 4.633 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 2.345, ele é 8,2% inferior ao praticado em junho passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa aumento de 1,29% em relação aos US$ 2.315 anteriores.

Agência Safras

Preço da tonelada da carne de frango exportada cai 10,5% em comparação a junho do ano passado

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves in natura até a segunda semana de junho (10 dias úteis), registraram queda de 10,5% no preço pago pela tonelada em relação ao mesmo mês de 2023

A receita obtida, US$ 374,2 milhões, representa 44,98% do total arrecadado em todo o mês de junho de 2023, que foi de US$ 831,9 milhões. No volume embarcado, as 210.538 toneladas representam 50,25% do total registrado em junho do ano passado, com 418.979 toneladas. O faturamento por média diária até o momento do mês foi de US$ 37,4 milhões, quantia 5,5% a menor do que o registrado em junho de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve diminuição de 8,8% quando comparado aos US$ 41 milhões vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 21.053 toneladas, houve aumento de 5,5% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado da semana anterior, queda de 11,44% em relação às 23.774 toneladas da semana anterior. No preço pago por tonelada, US$ 1.777, ele é 10,5% inferior ao praticado em junho do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa aumento de 2,97% no comparativo ao valor de US$ 1.726,137 visto na semana passada.

Agência Safras

Preços estáveis na segunda-feira (17) para o mercado do frango

Mesmo com quedas pontuais, o mercado do frango na segunda-feira (17) teve predominância na estabilidade nas cotações

Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 4,80/kg, da mesma forma que a ave no atacado, fechando em R$ 6,40/kg, em média. Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, valendo R$ 4,38/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,32/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (14), a ave congelada cedeu 0,70%, valendo R$ 7,11/kg, enquanto o frango resfriado baixou 0,54%, fechando em R$ 7,35/kg.

Cepea/Esalq

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

041 996978868

abrafrigo

Leave Comment