
Ano 10 | nº 2244 |14 de junho de 2024
NOTÍCIAS
Em São Paulo, mercado estável
A oferta de bovinos continua acima da demanda. No entanto, a elevada participação de fêmeas compondo as escalas de abate de bovinos continua pressionando os preços da arroba, tanto no estado quanto em outras regiões pecuárias do país
Contudo, há sinais de preços melhores, ou mercado mais firme, após o fim do descarte de vacas/novilhas e do fim da “safra de capim”. As cotações estão sem alteração para todas as categorias de bovinos na comparação diária. O boi comum está cotado em R$217,00/@, a vaca em R$195,00/@ e a novilha em R$210,00/@. A arroba do “boi China” está cotada em R$220,00. Ágio de R$3,00/@. Todos os preços são brutos e com prazo. No Tocantins, com a oferta elevada (previsão até meados de julho), os preços estão pressionados. Essa maior oferta é resultado de vários fatores, como a queda na qualidade das pastagens devido ao avanço do período seco, e principalmente, a alta porcentagem de fêmeas sendo enviadas para o abate. Na região Sul, houve uma variação de R$2,00/@ para o boi e a novilha gordos, com uma queda para os machos e um aumento para as fêmeas. A cotação da arroba do boi no Sul do Tocantins está em R$197,00, R$174,00 para a vaca e R$177,00 para a novilha. Já para a região Norte, a cotação da arroba do boi está estável, em R$198,00, R$175,00 para vaca e R$180,00 para a novilha. A arroba do “boi China” está cotada em R$202,00. Ágio de R$5,00/@ para a região Sul e de R$4,00/@ para a região Norte. Todos os preços são brutos e com prazo. No Rio de Janeiro no estado, as cotações permaneceram estáveis na quinta-feira para todas as categorias. O boi gordo está apregoado em R$203,00/@, a vaca em R$183,00/@ e a novilha em R$188,00/@. Não há referência para “boi China”. Todos os preços são brutos e com prazo.
Scot Consultoria
Preço do boi gordo fica estável, mas mercado sinaliza melhora
A redução na oferta de fêmeas para abate e a firmeza do dólar, que ajuda a exportação brasileira da carne, podem sustentar a cotação do gado. A ampla oferta de gado disponível para abate pressionou os valores da arroba ao longo deste ano
A arroba bovina ficou estável na maioria das regiões de produção pecuária no país hoje (13/9), mas fundamentos do mercado indicam que uma recuperação deve acontecer em breve. A possível redução na oferta de fêmeas para abate e a firmeza do dólar, que ajuda a exportação brasileira da carne, podem sustentar a cotação do boi no mercado físico. Em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), referências para São Paulo, o preço bruto do boi gordo permaneceu em R$ 217 por arroba a prazo, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. “Em curto prazo, a valorização do dólar, com o bom momento da exportação e a possibilidade de uma redução de oferta de fêmeas – e boiadas -, podem dar sustentação aos preços no mercado do boi gordo ao longo da segunda quinzena de junho”, disse Felipe Fabbri, analista da Scot, em relatório. A moeda norte-americana alcançou R$ 5,40, patamar considerado elevado, aumentando a competitividade da carne brasileira no mercado internacional. Para o exportador, há melhora no resultado de faturamento, mesmo em um momento de preços da proteína bovina, em dólares, ainda pressionados. Já a redução gradativa no abate de fêmeas está relacionada ao preço do bezerro, que tem ensaiado uma recuperação e torna a cria mais atrativa ao pecuarista. Fabbri lembrou que a ampla oferta de gado disponível para abate pressionou os valores da arroba nesta primeira quinzena de junho, quadro que, atualmente, aparenta ter encontrado um “piso” em São Paulo. Nesta semana, os preços ao menos pararam de cair. “As escalas de abates mantiveram-se em 12 dias, com algumas regiões já demonstrando tendência de encurtamento, o que pode indicar melhores preços no médio prazo”, acrescentou a consultoria Agrifatto em nota. Enquanto a cotação do boi gordo segue estável, as negociações da carne com osso no atacado da grande São Paulo voltaram a se recuperar. Os valores dos cortes dianteiro e ponta de agulha, normalmente mais baratos, se destacaram com reajustes positivos, ao passo que o traseiro segue em desvalorização, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “O comportamento distinto dentre os cortes tem relação com a exportação mais intensa de peças do dianteiro e com a renda da maioria dos consumidores brasileiros. Ainda que alguns indicadores macroeconômicos – como o desemprego – estejam evoluindo positivamente, o poder de consumo segue limitado e, para muitos, não alcança cortes mais nobres de carne bovina”, afirmaram os pesquisadores do Cepea em nota.
Globo Rural
Boi/Cepea: Preços de cortes mais baratos da carne reagem no atacado
Enquanto os mercados de boi e de reposição seguem com baixa liquidez e preços enfraquecidos, as negociações de carne com osso no atacado da Grande São Paulo voltaram a se recuperar
Dados do Cepea mostram que os valores dos cortes dianteiro e ponta de agulha, mais baratos, se destacaram com reajustes positivos, ao passo que o traseiro segue em desvalorização. Pesquisadores do Cepea indicam que o comportamento distinto dentre os cortes tem relação com a exportação mais intensa de peças do dianteiro e com a renda da maioria dos consumidores brasileiros. Ainda que alguns indicadores macroeconômicos – como o desemprego – estejam evoluindo positivamente, o poder de consumo segue limitado e, para muitos, não alcança cortes mais nobres de carne bovina.
Cepea
EUA elevam importação de sebo bovino do Brasil
Produtoras de combustível americanas buscam matérias-primas mais baratas para o diesel renovável. Em 2023, o Brasil representou 23% das importações americanas de sebo bovino
As importações americanas de sebo bovino entre janeiro e abril deste ano cresceram 377% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que o Brasil representou 40% dos volumes, segundo a agência Bloomberg. Em 2023, o Brasil representou 23% das importações americanas de sebo bovino. Produtoras de combustível americanas, como a Diamond Green Diesel LLC e a Marathon Petroleum Corp., estão buscando no mercado internacional por matérias-primas mais baratas para a produção de diesel renovável — que possui a mesma molécula que o diesel fóssil, porém, é feito de fonte renovável. O diesel renovável feito de sebo bovino ou de óleo usado tem uma menor pegada de carbono do que o feito de óleo de soja, e por isso consegue mais créditos fiscais na Califórnia, onde é consumido a maior parte do diesel verde dos Estados Unidos. Em 2025, está previsto para entrar em vigor um benefício fiscal significativo que devem dar mais competitividade do sebo bovino e ao óleo usado em relação aos óleos vegetais. Em 2022, a americana Darling Ingredients comprou a brasileira FASA, que se tornou a maior fornecedora de sebo bovino para sua joint venture com a Valero, a companhia Diamond Green Diesel. Além do sebo bovino brasileiro, os EUA também aumentaram as importações de óleo de cozinha usado, a maior parte da China.
Globo Rural
ECONOMIA
Dólar cai abaixo dos R$5,40 após falas de Lula e ministros sobre o fiscal
Após quatro sessões, o dólar à vista voltou a encerrar um dia em queda, novamente abaixo do nível psicológico de 5,40 reais, após falas de autoridades do governo Lula em defesa do equilíbrio fiscal, enquanto no exterior a moeda norte-americana subia
O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,3680 reais na venda, em baixa de 0,66%. Em junho, porém, a moeda acumula elevação de 2,23%. Às 17h19, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,64%, a 5,3775 reais na venda. O dólar passou a perder força ante o real de forma mais consistente entre o fim da manhã e o início da tarde, em movimento que coincidiu com a virada para o negativo das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Por trás disso estavam declarações consideradas positivas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros. Em viagem à Suíça, Lula defendeu o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após os ruídos nos últimos dias de que ele estaria enfraquecido no governo. Segundo Lula, Haddad se esforçou para encontrar uma alternativa de compensação para a desoneração de 17 setores da economia e municípios de pequeno porte — a MP do PIS/Cofins, devolvida ao Executivo pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Agora você tem uma decisão da Suprema Corte que vai acontecer. Se em 45 dias não houver um acordo sobre compensação, o que vai acontecer? Vai acabar a desoneração — que era o que eu queria, por isso que eu vetei naquela época”, lembrou Lula. “Então agora a bola não está mais na mão do Haddad; a bola está na mão do Senado e na mão dos empresários.” Por sua vez, Haddad afirmou no Brasil que o ministério vai auxiliar o Senado na análise de medidas para compensar a desoneração da folha, mencionando que propostas serão discutidas na próxima semana. “Todas as propostas dos senadores serão processadas por nós para encaminharmos a análise de impacto de cada uma delas”, disse. Haddad também afirmou que a equipe econômica intensificou o trabalho relacionado à revisão de gastos públicos com foco no fechamento do Orçamento de 2025. Para completar, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a alta recente do dólar é “momentânea” e que o governo tem confiança de que as cotações irão cair. “Nós temos absoluta confiança que o dólar vai cair, isso é uma coisa momentânea”, disse. Alckmin pontuou ainda que o governo tem compromisso com o equilíbrio fiscal e o controle da inflação.
Reuters
Ibovespa fecha em queda após sessão volátil
O Ibovespa fechou em baixa na quinta-feira, após uma sessão sem tendência definida, refletindo alguns ajustes de posições, com B3 entre as maiores pressões de baixa, enquanto Vale representou um contrapeso relevante
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com uma variação negativa de 0,31%, a 119.567,53 pontos. O volume financeiro somou apenas 18,44 bilhões de reais. Investidores seguem receosos quanto ao quadro fiscal, com o fracasso da MP do PIS/Cofins ampliando as preocupações, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que propostas para compensar a desoneração serão discutidas com o Senado na próxima semana. Após ruídos envolvendo Haddad na véspera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o defendeu, afirmando se tratar de um “extraordinário ministro”. De acordo com o analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, a bolsa refletiu a incerteza política e fiscal no Brasil. “O sentimento que prevalece no mercado segue sendo de cautela”, afirmou. No exterior, Wall Street fechou sem uma direção única, mas o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,23%, renovando máximas. O rendimento do Treasury de 10 anos cedia a 4,25% no final da tarde.
Reuters
Vendas varejistas no Brasil crescem em abril pelo 4º mês
As vendas varejistas brasileiras cresceram pelo quarto mês seguido em abril e renovaram o maior patamar da série histórica, mas iniciaram o segundo trimestre com um desempenho abaixo do esperado. O varejo registrou em abril aumento de 0,9% das vendas sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve avanço de 2,2%, contra projeção de 3,35% nessa base de comparação. “Neste ano, o varejo veio com resultados mais expressivos e, nos últimos três meses, vem alcançando o último recorde da série com ajuste sazonal (a cada mês)”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa. “O cenário macro contribui para estimular a expansão da demanda e do consumo”, completou ele, explicando que os efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul ainda não apareceram no varejo em abril. O mercado de trabalho firme, aumento da renda, benefícios sociais, inflação controlada e condições melhores de crédito trazem um cenário mais favorável ao setor de varejo no Brasil neste ano. “Olhando à frente, para 2024, nossa perspectiva é que um mercado de trabalho aquecido, a regra de valorização do salário-mínimo e a inflação comportada devam contrabalançar um juro real ainda elevado”, disse Igor Cadilhac, economista do PicPay. “A mudança recente na postura do Banco Central, que irá manter uma política monetária mais restritiva que o antecipado, deverá ser um empecilho à continuidade do crescimento no setor”, alertou André Valério, economista sênior do Inter. Entre as oito atividades pesquisadas, cinco apresentaram ganhos em abril. As vendas em hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que respondem por 55,2% do índice geral, cresceram 1,5% depois de dois meses negativos. Já equipamentos e material para escritório, informática e comunicação tiveram aumento de 14,2%, recuperando a perda de 10,1% em março por conta do aumento do dólar. Essas duas atividades foram as principais influências sobre o resultado geral. Também tiveram desempenhos positivos o setor de móveis e eletrodomésticos (+2,4%), combustíveis e lubrificantes (+2,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (+0,6%). Por outro lado, as atividades de livros, jornais, revistas e papelaria (-0,4%) e tecidos, vestuário e calçados (-0,7%) registraram retração no mês. No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve queda de 1,0% das vendas.
Reuters
IBGE reduz em 5,9% previsão de safra de grãos para 2024
Colheita estimada no Brasil é de 296,8 milhões de toneladas. IBGE prevê um recuo de 18,6 milhões de toneladas na produção de grãos brasileira neste ano
A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas deve atingir 296,8 milhões de toneladas em 2024, 5,9% abaixo de 2023. Em números absolutos, é um recuo de 18,6 milhões de toneladas. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de maio, divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa de safra do IBGE também é 0,9% menor que a anterior, relacionada ao mês de abril (recuo de 2,8 milhões de toneladas). O IBGE informou ainda que a área a ser colhida é de 78,3 milhões de hectares, na safra atual. Isso significa aumento de 0,6% frente à área colhida em 2023, crescimento de 454.502 hectares e aumento de 0,6% (acréscimo de 445.140 hectares) em relação a abril. O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, representam 91,5% da estimativa da produção e respondem por 87,2% da área a ser colhida.
O instituto detalhou ainda que, na safra 2024 ante safra 2023, estão previstos acréscimos de 12,5% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 6,5% na do arroz em casca; de 6,1% na do feijão e de 3,3% na da soja. Por outro lado, estão previstos declínios, na área a ser colhida, de 4,7% na área do milho (sendo reduções de 8,6% no milho 1ª safra e de 3,5% no milho 2ª safra); de 11,8% na do trigo e de 3,0% na do sorgo. O IBGE informou ainda estimativas de produção, por produtos, para safra de 2024 bem como comparação com a safra de 2023. Em relação à produção, houve acréscimos, nas estimativas de produção, de 9,9% para o algodão herbáceo (em caroço); de 2,3% para o arroz; de 7,0% para o feijão; de 0,5% para o sorgo e de 23,8% para o trigo. Por outro lado, ocorreram decréscimos de 3,5% para a soja e de 12,7% para o milho (reduções de 14,5% no milho de 1ª safra e de 12,2% no milho de 2ª safra).
Valor Econômico
EMPRESAS
Minerva vê espaço para aumentar conexão com Oriente Médio
Segundo o CEO, parceria entre Brasil e Arábia Saudita abre oportunidades de se criar um hub de produção brasileiro e outro de logística no país árabe
A Minerva, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, já tem no Oriente Médio uma região importante para venda de sua produção. Mas há espaço e demanda para aumentar essa conexão, especialmente frente ao desafio global de se aumentar a produção alimentar. Fernando Queiroz, CEO da Minerva Foods, participou nesta quinta-feira (13) do FII Priority Summit, encontro internacional que acontece no Rio de Janeiro e reúne de líderes e executivos para debater oportunidades de investimento capazes de propiciar aos países crescimento sustentável. Na visão de Queiroz, a parceria entre Brasil e Arábia Saudita abre oportunidades de se criar um hub de produção no Brasil e outro de logística no país do Oriente Médio, algo que permite contribuir de forma ainda mais significativa diante da necessidade global de alimentar as pessoas. Uma das principais oportunidades na relação bilateral refere-se ao Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), que tem portfólio de cerca de US$ 1 trilhão em investimentos. Conforme Queiroz, um relacionamento construído na base da confiança e da sinergia de negócios permite multiplicar o tamanho da companhia por cinco. Outro ponto discutido durante o evento foi sobre os riscos e desafios na cadeia produtiva frente a um mundo polarizado. Em relação ao crescimento de medidas eco protecionistas, como no caso da Europa, que tem buscado aumentar as barreiras a produtos oriundos de áreas desmatadas, por exemplo, o executivo da Minerva observa que o Brasil se destaca por contar com um equilíbrio entre meio ambiente, produção de carbono e de alimentos. Ainda assim, setores públicos e privados precisam trabalhar com regras claras de sustentabilidade para garantir o livre comércio, na visão dele. “Sustentabilidade também tem a ver com o fornecimento digno de alimentos e trabalhando com regras claras portas serão abertas para termos alimentos a preços mais baixos, incluindo a proteína. Vejo nisso uma grande oportunidade, já que a produção de alimentos é fundamental para o crescimento de países em desenvolvimento.”, pontuou.
Globo Rural
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos com estabilidade ou altas pontuais
A quinta-feira (13) encerrou com cotações sustentadas para o mercado de suínos, com preços estáveis ou altas pontuais. Segundo análise do Cepea, os preços do suíno vivo e da carne suína seguem em alta em todas as praças acompanhadas pelo órgão
Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 132,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,95%, fechando em R$ 10,60/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (12), houve alta de 0,16% em Santa Catarina, chegando em R$ 6,33/kg, e de 0,14% em São Paulo, fechando em R$ 6,95/kg. Os valores ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 7,27/kg), Paraná (R$ 6,63/kg), e Rio Grande do Sul (R$ 6,30/kg). As Bolsas de Suínos realizadas na quinta-feira (13) tiveram altas generalizadas. Estas elevações nos preços vêm tanto da demanda por animais vivos quanto pelo reajuste que foi realizado no valor da carcaça.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: preços subiram na quinta-feira
Maior demanda por animais vivos e pela alta no valor da carcaça
As Bolsas de Suínos da quinta-feira (13) tiveram altas generalizadas. Em São Paulo, o mercado teve alta, saindo de R$ 7,15/kg vivo para R$ 7,31/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o preço se manteve estável em R$ 7,30/kg, com acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal subiu, saindo de R$ 6,35/kg vivo para R$ 6,67/kg vivo.
Agrolink
Cinco surtos de peste suína africana em suínos relatados na Polônia este ano, diz ministério
Cinco surtos de peste suína africana em porcos foram relatados na Polônia até agora neste ano, disse o Ministério da Agricultura na terça-feira. Os surtos foram notificados em quatro regiões: Lubelskie, Warminsko-Mazurskie, Wielkopolskie e Zachodniopomorskie.
Reuters
Suínos/Cepea: altas da primeira quinzena de maio garantiram avanço na média mensal
Apesar da forte desvalorização do suíno vivo e dos produtos de origem suinícola na segunda metade de maio, as altas da primeira quinzena garantiram avanço na média mensal. Além do típico incremento da demanda em início de mês, o impulso foi reforçado pela semana do Dia das Mães, quando normalmente as vendas de carne suína aumentam.
Após registrarem recorde para um mês de abril e o melhor desempenho mensal deste ano, as exportações de carne suína (considerando-se produtos in natura e processados) recuaram em maio. Ressalta-se, contudo, que, como a média diária de escoamento de maio foi praticamente a mesma da registrada em abril, de 4,4 mil toneladas, a queda na comparação mensal dos embarques se deve ao menor número de dias úteis do último mês (21 dias) contra 22 dias do anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea. Isso evidencia que os envios externos da proteína seguem em ritmo intenso. Apesar da alta nos preços do animal vivo, o poder de compra de suinocultores paulistas caiu frente ao farelo de soja em maio, pelo segundo mês consecutivo, devido à forte valorização da oleaginosa. Já em relação ao milho, que se desvalorizou no período, o poder de compra do produtor aumentou. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o preço do suíno subiu 3,3% entre abril e maio, com a média passando para R$ 6,77/kg. Em maio, a competitividade da carne suína caiu frente às principais substitutas, no atacado da Grande São Paulo. Isso porque, apesar das altas nos preços da carne bovina em relação a abril, a proteína suinícola se valorizou em maior intensidade; além disso, as cotações da carne de frango recuaram no mesmo período.
Cepea
Frango: cotações de quinta-feira com leves altas
Pouco a pouco, os preços no mercado do frango continuam subindo ao longo desta semana
Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 4,80/kg, da mesma forma que a ave no atacado, fechando em R$ 6,45/kg, em média. Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, valendo R$ 4,38/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,35/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (12), a ave congelada subiu 0,56%, alcançando R$ 7,15/kg, e o frango resfriado, 0,27%, fechando em R$ 7,39/kg.
Cepea/Esalq
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