CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1934 DE 09 DE MARÇO DE 2023

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Ano 9 | nº 1934 |09 de março de 2023

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportações totais de carne bovina caem 29% na receita e 16% no volume em fevereiro

As exportações totais de carne bovina em fevereiro (somando todas as carnes in natura e processadas), atingiram US$ 695,2 milhões e 152,28 mil toneladas, o que significou uma queda de 29% nas divisas e de 16% em volume, em relação a fevereiro de 2022, de US$ 974,3 milhões e 181.727 toneladas, respectivamente. A queda, no entanto, reflete apenas parcialmente a suspensão das exportações para a China, cujos resultados poderão ser mais visíveis no mês de março

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Governo Federal. Como em janeiro deste ano a receita da exportação havia crescido 7% e o volume 17%, no acumulado do ano o faturamento atingiu US$ 1,546 bilhão enquanto que a movimentação ficou em 336.102 toneladas. Na comparação com os dois primeiros meses de 2022, com seus US$ 1,772 bilhão e 339.188 toneladas, respectivamente, o resultado até aqui é diminuição de 13% na receita e de 1% no volume. A China continua sendo o maior importador da carne bovina brasileira. Em janeiro deste ano importou 100.165 toneladas e em fevereiro 72.536 toneladas. No acumulado deste ano, a China proporcionou receitas de US$ 840 milhões, com queda de 4,2% em relação a 2022 (USD$ 877,6 milhões) e movimentou 172.701 toneladas, com aumento de 22,6% na movimentação, na comparação com 2022 (140.918 toneladas). Os preços médios de exportações para a China também sofreram ajustes, com queda de 21,8% no primeiro bimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2022 (passaram de US$ 6.228 para US$ 4.869 por tonelada exportada). Os Estados Unidos foram o segundo maior importador, proporcionando receitas de US$ 171,6 milhões (- 25,6% em relação a 2022), com movimentação de 35.651 toneladas (-18% na comparação com ano passado). O Chile foi o terceiro maior importador, com receita de US$ 53,9 milhões (US$ 55,2 milhões em 2022) e comprando 11.617 toneladas neste ano contra 11.436 toneladas no ano passado (+1,6%). O quarto importador foi o Egito, que proporcionou uma receita de US$ 42,8 milhões (queda de 64,4% em relação a 2022, com US$ 120,2 milhões) e movimentação de 12.338 toneladas (no ano passado 31.705 toneladas, queda de 61,1%). Na quinta posição veio Hong Kong, com diminuição nas receitas de US$ 63,6 milhões em 2002 para US$ 42,2 milhões nos dois primeiros meses de 2023. O volume caiu de 17.635 toneladas em 2022 para 13.965 toneladas no mesmo período de 2023 (-20,8%). No total, 61 países aumentaram suas compras enquanto que outros 73 reduziram suas importações.

Publicado em: Valor Econômico/Reuters/Notícias Agrícolas/Broadcast Agro/Conexão To/Agroemdia/Money Times/ Istoé Dinheiro/Portal DBO/Forbes/Página Rural

NOTÍCIAS

O mercado paulista abriu o dia com estabilidade nas cotações

Boa parte dos compradores aguardam o retorno da exportação para a China e, assim, ainda não houve alteração nos preços.

Segundo apurou a Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo “comum” continua valendo R$ 277/@, enquanto a vaca gorda e a novilha gordas seguem cotadas em R$ 260/@ e R$ 270/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Para o “boi-China”, ainda não há ofertas de compra, acrescenta a Scot. Na Bahia – Sul, dado a oferta considerável e escalas de abates ajustadas, na comparação diária, a cotação do boi caiu R$2,00/@. Para as fêmeas, há estabilidade na cotação.

SCOT CONSULTORIA

Ritmo de comercialização segue arrastado, à espera da retomada das compras do país asiático

O mercado físico do boi gordo seguiu pouco fluído nos negócios na quarta-feira (8). Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa em torno da retomada das compras chinesas é grande

“A reunião realizada na noite da última terça-feira entre membros do Ministério da Agricultura e autoridades alfandegárias da China foi insuficiente para reverter o embargo imediatamente. Com todos os protocolos seguidos à risca pelo Brasil, resta apenas o aval da China para a retomada das exportações”, comenta. Enquanto isso, o encurtamento as escalas de abate e oferta cada vez mais tímida de animais terminados tem levado à alguma recuperação dos preços, em especial no Centro-Norte do país. Cotações: São Paulo, capital: R$ 274, contra R$ 273 do dia anterior. Dourados (MS): R$ 264, estável. Cuiabá (MT): R$ 240, contra R$ 238 um dia antes. Uberaba (MG): R$ 260, estável. Goiânia (GO): R$ 250, sem alterações. O mercado atacadista apresentou preços acomodados durante a quarta-feira. “O ambiente de negócios volta a sugerir alguma recuperação dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino”, diz Iglesias. Os cortes do dianteiro sofrem com a concorrência da carne de frango e não conseguem avançar de maneira tão consistente nos preços. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 20,30 o quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 14,30 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 14,50.

AGÊNCIA SAFRAS

México, um novo comprador da carne bovina brasileira

Em 6 de março, o México publicou os requisitos zoosanitários para que o Brasil possa exportar carne bovina ao país. Em 7 de março, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento divulgou nota informando que 34 plantas frigoríficas, em 15 estados, estão habilitadas para a exportação ao México. A conclusão da negociação levou cerca de 12 anos.

Santa Catarina é o único estado que pode enviar carne com osso ao país, devido ao seu status sanitário na OMSA, classificado como livre de febre aftosa sem vacinação. Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Rondônia, Sergipe e Tocantins podem exportar carne desossada, uma vez que, perante a OMSA, sua classificação é de livre de febre aftosa com vacinação.

SCOT CONSULTORIA

Brasil já repassou informações sobre “vaca louca” à China, diz ministro

Segundo Carlos Fávaro, para a retomada das exportações de carne bovina, “a bola agora está com o governo chinês

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo brasileiro prestou todas as informações sobre o caso atípico do mal da “vaca louca” à China e que, para que o Brasil possa retomar as exportações de carne bovina, “a bola agora está com o governo chinês”. Na noite de terça, as equipes dos dois países fizeram uma reunião virtual sobre o assunto. Fávaro disse que deve antecipar sua ida à China neste mês e que está disponível para prestar novos esclarecimentos presencialmente se for necessário. “Por parte do governo brasileiro, prestamos conta das informações. Foi importante que esclarecêssemos ponto a ponto tudo o que estava questionado, e isso faz parte do protocolo. Hoje a bola está com o governo chinês”, disse Fávaro a jornalistas na quarta-feira. “Agora é aguardar a China, se eles ainda querem informações complementares. Caso necessário, vou fazer presencialmente, com total transparência. É assim que se cria credibilidade, respeito e a oportunidade de ampliação dos mercados”, completou. Fávaro deve chegar à China no dia 22 de março. A comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem agenda em Pequim na semana seguinte, nos dias 28 e 29. “Eles [chineses] estão analisando todas as informações que repassamos. Já estou providenciando e validei como Presidente Lula, que vou antecipar minha ida com nossa equipe técnica para a China já para fins de deixar tudo preparado junto com Ministério das Relações Exteriores para a chegada do Presidente Lula”, afirmou.

VALOR ECONÔMICO

Brasil deve produzir 10,570 milhões de toneladas de carne bovina em 2023

Estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos foi divulgada na manhã da quarta-feira (8)

O Brasil deverá produzir 10,570 milhões de toneladas de carne bovina (em equivalente carcaça) em 2023, segundo informações divulgadas pelo boletim “Gain Report”, de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A nova projeção de produção pelo órgão norte-americano foi apresentada ao mercado na manhã desta quarta-feira (8). A se confirmar, o volume vai superar os números do ano passado. Em 2022, o Brasil foi responsável pela produção de 10,350 milhões de toneladas de carne bovina. Para atingir esse volume, o USDA ressalta que o Brasil deverá abater 43,420 milhões de bovinos até o fim deste ano. Ou seja, será necessário aumentar o abate em mais de 1 milhão de animais para superar os 42,250 milhões registrados em 2022. Fora as perspectivas de produção, o mais novo relatório do USDA também apresentou estimativas referentes aos embarques para o exterior da carne bovina produzida no Brasil. No momento, a expectativa é de crescimento. Em números, a previsão é de que o país exporte 3,012 milhões toneladas de carne bovina em 2023, ante as 2,898 milhões de toneladas exportadas em 2022. Além disso, o consumo interno deve ficar em 7,594 milhões de toneladas neste ano. Crescimento diante das 7,524 milhões de toneladas consumidas no decorrer do ano passado.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar à vista cai ante real em dia de ajustes técnicos

O câmbio brasileiro passou por uma sessão de ajustes técnicos na quarta-feira, com participantes do mercado reduzindo posições defensivas e estrangeiros elevando aportes nos mercados de ações e juros futuros, o que fez o dólar recuar ante o real.

O recuo da moeda norte-americana no exterior, na maior parte do dia, também contribuiu para a baixa do dólar ante o real, em sessão sem maiores impactos do segundo depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ao Congresso dos Estados Unidos. Operadores afirmaram, no entanto, que o movimento de ajuste foi mais intenso no Brasil, como é de costume. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1391 reais, em baixa de 1,05%. Foi o maior recuo percentual numa única sessão desde 25 de janeiro, quando a moeda havia caído 1,21%. Na B3, às 17:43 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,08%, a 5,1635 reais. O dólar recuou ante o real desde o início da sessão, com investidores a espera do novo depoimento de Powell ao Congresso, marcado para as 12h (horário de Brasília). Na véspera, as sinalizações de Powell de que o Fed pode acelerar a alta de juros pesou sobre os negócios e fez o dólar subir ante o real. Na quarta-feira, porém, a fala de Powell trouxe poucas novidades, o que abriu espaço para o mercado ajustar os preços dos ativos após os movimentos mais recentes. No Brasil, isso se traduziu em forte alta da bolsa de valores e em queda firme do dólar ante o real. “A bolsa está com movimento de correção, depois de uma sequência de quedas. Além disso, os descontos dos preços dos ativos brasileiros estão cada vez maiores, o que traz fluxo de investimentos, com fundos aplicando na bolsa e em juros futuros”, afirmou Charo Alves, especialista em renda variável da Valor Investimentos. “Também tivemos um movimento de desmonte de posições defensivas no câmbio”, afirmou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. Na prática, alguns participantes do mercado que estavam muito “comprados” em dólar futuro (posicionados na alta da moeda) reduziram um pouco essas posições durante a sessão. Operador ouvido pela Reuters no início da tarde justificou o movimento citando justamente o fluxo de moeda, vindo de estrangeiros, para ativos de maior risco. Pela manhã, o Banco Central vendeu a oferta integral de 16 mil contratos de swap cambial tradicional, para rolagem dos vencimentos de abril.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta de 2% com expectativa sobre regra fiscal

O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, com a chance de anúncio de um arcabouço fiscal para o país neste mês servindo como argumento para compras, enquanto o noticiário corporativo corroborou o tom, com as ações da Gol disparando após resultado operacional mais forte do que as expectativas

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,22%, a 106.540,32 pontos, perto da máxima do dia, quando chegou a 106.721,24 pontos. O volume financeiro no pregão somou 25,7 bilhões de reais. Na visão de Isabel Lemos, gestora de renda variável da Fator Administração de Recursos, há uma preocupação no Brasil com a questão fiscal e as últimas notícias sugerem que o novo arcabouço pode ser anunciado talvez nas próximas semanas, o que proporciona um “refresco” na bolsa paulista, mesmo que de curto prazo. Ela acrescentou que muitas ações brasileiras estão “baratas” e “atrativas” do ponto de vista de uma série de variáveis, e que perspectivas que corroborem um cenário de queda de juros no Brasil, incluindo uma regra fiscal crível, por exemplo, abrem espaço para movimentos mais positivos. Lemos ponderou, contudo, que o mercado continua bastante sensível, com muitos fundos de ações tendo sofrido com o movimento de alta da Selic dos 2% de agosto de 2020 para o nível atual de 13,75% ao ano, com muitos gestores ainda em posições defensivas, buscando melhora de cenário para mudar a alocação. Além da questão fiscal, a perspectiva de que talvez o Banco Central reduza a Selic tem ganhado força no mercado, tanto pela melhor absorção da ideia de aumento da meta de inflação quanto pelas preocupações sinalizadas por agentes financeiros sobre riscos no mercado de crédito. Nesta semana, em relatório a clientes, a Verde Asset Management afirmou que há sinais de um incipiente “credit crunch” atingindo a economia brasileira, cujo enfrentamento requer boas políticas públicas e não bravatas. “Não por acaso os prêmios de risco dos ativos brasileiros seguem bastante altos”, afirmou. A chefe de economia da corretora Rico, Rachel de Sá, também chamou a atenção para declarações do Secretário Extraordinário da reforma tributária, Bernard Appy, em audiência pública no grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que discute o assunto, defendendo a importância e urgência da reforma no país. “A aprovação de uma reforma nos moldes das propostas em discussão no Congresso poderia ser bem avaliada por investidores”, afirmou Sá em comentário a clientes.

REUTERS

Fluxo cambial no Brasil totaliza +US$4,988 bi em fevereiro

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 4,988 bilhões de dólares em fevereiro, favorecido pela entrada de moeda tanto pela via financeira quanto pela via comercial, após encerrar janeiro com entradas líquidas de 4,169 bilhões de dólares, informou na quarta-feira o Banco Central

Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas de 1,157 bilhão de dólares em fevereiro. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de fevereiro foi positivo em 3,831 bilhões de dólares. Em março, até o dia 3, o fluxo cambial está positivo em 866 milhões. Já no acumulado do ano até essa data, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 10,024 bilhões de dólares.

REUTERS

Fávaro pede equalização de R$1 bi à Fazenda para liberar R$30 bi em crédito rural

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse na quarta-feira que solicitou ao Ministério da Fazenda montante de 1 bilhão de reais para equalização de juros do Plano Safra, que permitirá a liberação de 30 bilhões de reais em crédito adicional aos produtores até o final do ciclo 2022/23

Após um encontro com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília, Fávaro afirmou a jornalistas que “todas as linhas de crédito (rural) estão represadas”, devido a um esgotamento de recursos. “O setor está há alguns meses com demandas reprimidas de crédito. Há alguns meses que não tem liberação das linhas de crédito para pré-custeio, investimento, Moderfrota, PCA, Pronamp”, disse ele. A solicitação ocorre neste momento, pois as principais feiras agrícolas do país já começaram a acontecer “e é a hora que o agricultor faz negócio”, afirmou o Ministro. “O pedido inicial é de uma equalização de 1 bilhão de reais, o que vai levar para o mercado 30 bilhões de reais imediatamente”, disse sobre a demanda encaminhada à Haddad. “Isso, entendemos que será suficiente para chegar no próximo Plano Safra, mas mais importante que isso para que os produtores possam tomar a decisão de, nesse momento, comprar seus equipamentos e insumos pensando na nova safra”, completou. Caso os 30 bilhões de reais sejam liberados, a expectativa de Fávaro é que 17 bilhões sejam distribuídos para linhas de crédito para investimento e os 13 bilhões restantes a custeio e pré-custeio, com foco principal em pequenos e médios produtores. “O maior volume será no Moderfrota, mas terá também PCA, o Proirriga, o antigo Moderinfra, mas o Moderfrota será, sem dúvida, o maior”, disse o Ministro. O Moderfrota é a linha de crédito do Plano Safra voltada para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas; o PCA para a compra e/ou ampliação de armazéns e o Proirriga para investimentos de infraestrutura em irrigação. Segundo Fávaro, o Ministro da Fazenda recebeu a demanda sobre a equalização de 1 bilhão de reais positivamente, e o pedido estaria alinhado com sinalizações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre apoio ao agronegócio. “Já é um desejo do Presidente Lula que foi transmitido ao Ministro Haddad, então fomos agora só buscar as formalidades”, disse ele. “Tenho certeza que muito em breve isso estará disponível para todos os produtores.” Dados do Ministério da Agricultura mostram que o desembolso do crédito rural já chegou a 239,4 bilhões de reais no Plano Safra 2022/23, no período de julho/2022 até fevereiro/2023. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de 145,8 bilhões de reais e as contratações das linhas de investimentos totalizaram quase 65 bilhões de reais, com o restante contratado para comercialização e industrialização. Em meio ao esgotamento de recursos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve anunciar nas próximas semanas uma linha de crédito em dólar para compra de equipamentos agrícolas, em uma tentativa de ampliar os montantes disponíveis para produtores rurais aumentarem seus investimentos. O modelo, que está sendo negociado entre o Ministério da Agricultura, o BNDES e o Ministério da Fazenda, prevê o repasse de recursos captados em dólar pelo BNDES para uma rede de bancos que trabalham com empréstimos para o setor agrícola. Mas ainda há discussão em torno da taxa a ser aplicada, que poderia ser menor dependendo da atuação do Tesouro.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig tem 8 fábricas habilitadas para exportar carne bovina ao México

A Marfrig comunicou na quarta-feira que teve oito fábricas habilitadas para exportar carne bovina ao México, após o país anunciar no começo da semana requisitos sanitários que abriram as portas para a importação do produto do Brasil

As unidades da Marfrig habilitadas estão localizadas em Pampeano (RS), Promissão (SP), Bataguassu (MS), Bagé (RS), São Gabriel (RS), Alegrete (RS), Mineiros (GO) e Chupinguaia (RO). A companhia não divulgou a capacidade das plantas. Ao todo, 34 plantas frigoríficas brasileiras foram aprovadas para enviar a proteína aos mexicanos, de acordo com o Ministério da Agricultura do Brasil. Na véspera, a Minerva divulgou que recebeu a habilitação do México para que seis plantas da empresa possam exportar carne bovina ao país, com uma capacidade total de abate de aproximadamente 7 mil cabeças por dia.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preço do vivo caiu nas principais praças produtoras

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 138,00/R$ 143,00, e assim como a carcaça especial, custando R$ 10,40/kg/R$ 10,90/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), houve recuo de 2,58% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,94/kg, baixa de 2,49% no Paraná, atingindo R$ 7,05/kg, leve queda de 0,14% no Rio Grande do Sul, descendo para R$ 7,04/kg, retração de 3,37% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,89/kg, e de 0,65% em São Paulo, fechando em R$ 7,59/kg.

Cepea/Esalq

Vendas internacionais de carne suína do Brasil aumentam 14,9% neste ano, destaca ABPA

Saldo em dólares das exportações cresceu 28,9% no primeiro bimestre

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 78,6 mil toneladas em fevereiro, volume 10% superior ao registrado no segundo mês de 2022, com 71,5 mil toneladas. Em receita, a alta comparativa chegou a 25,4%, com US$ 184,9 milhões em fevereiro de 2023, contra US$ 147,4 milhões no segundo mês do ano passado. Já no primeiro bimestre, as vendas de carne suína acumularam elevação de 14,9%, com 167,9 mil toneladas neste ano, contra 146,1 mil toneladas em 2022. Com isto, a receita em dólares obtida chegou a US$ 397,3 milhões, número 28,9% maior que o efetivado no mesmo período de 2022, com US$ 308,3 milhões. “Os números do primeiro bimestre estão em linha com as projeções da ABPA, que indicam possível incremento de mais de 10% nas exportações ao longo de 2023, que devem ser reforçadas pelas recentes aberturas de mercados. É o caso, por exemplo, das primeiras vendas para o mercado mexicano, que foram fechadas em fevereiro e logo chegarão ao país norte americano”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. Maior importadora da carne suína brasileira, a China foi destino de 73,1 mil toneladas no primeiro bimestre deste ano, superando em 37,8% os embarques registrados no mesmo período do ano passado. Em seguida estão Honk Kong, com 14,9 mil toneladas (+4,9%), e Chile, com 13,5 mil toneladas (+93,6%). “Desde o segundo semestre do ano passado, as vendas de carne suína para a China retomaram um ritmo próximo ao verificado em 2021. A demanda asiática somada ao bom desempenho das exportações para parceiros das Américas, como o Chile, sinaliza para um cenário positivo no cenário externo e nas exportações do setor ao longo deste primeiro semestre”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA

Filipinas confirma surto de peste suína africana em Cebu

O Departamento de Agricultura das Filipinas confirmou na quarta-feira (8) um surto de peste suína africana na província central de Cebu e enviou equipes de resposta para detectar a extensão da infecção.

O Bureau of Animal Industry do departamento disse que 58 das 149 amostras de sangue da cidade de Carcar, em Cebu, deram positivo para a doença, que não é prejudicial aos humanos, mas é altamente contagiosa entre os porcos. O surto mais recente aumenta a lista de casos ativos de peste suína africana em 12 das mais de 80 províncias do país do Sudeste Asiático, com base nos dados mais recentes do departamento de agricultura. “Todos os criadores de suínos e partes interessadas são incentivados a relatar qualquer mortalidade e doença incomum de porcos aos seus respectivos escritórios agrícolas/veterinários”, disse o departamento em um comunicado. A peste suína africana foi detectada pela primeira vez nas Filipinas em 2019, levando ao abate de milhares de porcos desde então e reduzindo significativamente a população suína doméstica. A redução da oferta doméstica de carne suína levou as Filipinas a aumentar a importação de carne à medida que os preços locais disparavam, aumentando a pressão sobre a inflação.

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Mercado do frango em estabilidade na quarta-feira (8)

O bom ritmo das exportações enxugou a disponibilidade de carne no mercado doméstico, reforçando o movimento de recuperação dos preços, segundo o Cepea

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,76%, custando R$ 6,65/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 4,92/kg, assim como em Santa Catarina, valendo R$ 4,79/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), a ave congelada teve ligeira alta de 0,14%, chegando a R$ 7,14/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,14%, fechando em R$ 7,26/kg.

Cepea/Esalq

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