CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1930 DE 03 DE MARÇO DE 2023

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Ano 9 | nº 1930 |03 de março de 2023

 

NOTÍCIAS

NOTA OFICIAL – Mapa confirma que caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina é atípico

Ministério está adotando imediatamente as providências para que as exportações da carne bovina brasileira sejam restabelecidas o mais breve possível

Conforme as indicações do corpo técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a análise do laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) confirmou, na noite da quinta-feira (02), que o caso isolado de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) detectado no município de Marabá (PA) é atípico tipo H. O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, comunicou imediatamente o resultado da amostra ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, imediatamente, iniciou a inserção das referidas informações no sistema para a comunicação oficial à OMSA e às autoridades chinesas. Assim que concluído o processo, será marcada uma reunião virtual com o governo chinês para tratar do desembargo da exportação da carne bovina ao país. “Ressalto que rapidez, eficiência e a transparência solicitada pelo Presidente Lula foi fundamental. Agradeço à nossa equipe e à do Governador do Pará, Helder Barbalho, que nos permitiu uma atuação rápida desde a identificação do caso”, comentou Fávaro. Por se tratar de caso atípico, ou seja, ocorrido por causas naturais em um único animal de 9 anos de idade e com todas as providências sanitárias adotadas prontamente, o Ministério da Agricultura e Pecuária está adotando imediatamente as providências, de acordo com os protocolos sanitários, para que as exportações da carne bovina brasileira sejam restabelecidas o mais breve possível.

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/nota-oficial-mapa-confirma-que-caso-de-encefalopatia-espongiforme-bovina-e-atipico

MAPA

Abate de fêmeas dita a regra, enquanto exportação segue auto embargada

A retomada das compras depois da paradeira do mercado permaneceu devagar. Em São Paulo, vendedores e compradores estiveram na retranca. Quem estava ativo nas compras prefere comprar fêmeas e quem estava ativo nas vendas também prefere vender fêmeas. A cotação do boi, vaca e da novilha permaneceu estável na comparação feita dia a dia

Para o “boi China”, que ainda aguarda a confirmação da tipificação da EEB pelo laboratório credenciado no Canadá, não houve ofertas de compra. Em Belo Horizonte – MG, a oferta de fêmeas aumentou e o consumo interno não está ajudando, assim a cotação caiu R$5,00/@ para todas as categorias na comparação diária. Na exportação de carne bovina in natura em fevereiro, foram exportadas 7.025 toneladas/dia de carne bovina in natura, resultado 15,8% pior que em fevereiro/22, porém 19,2% melhor que os resultados da primeira quinzena deste mês, reflexo de carne já certificada, anterior ao embargo. O preço pago por tonelada de carne exportada está em US$4.855. O faturamento foi de US$613,9 milhões, resultado 27% menor em relação a fevereiro/22.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico do boi gordo apresentou negociações abaixo da referência na quinta-feira

Segundo o consultor da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é alta após conhecido o laudo produzido por um laboratório de referência da Organização Internacional de Epizootias (OIE) no Canadá, relativo ao caso de vaca louca no Pará. O resultado pode sair a qualquer momento

Iglesias destacou que Rússia e Tailândia também optaram por suspender temporariamente as compras de carne bovina brasileira. A Rússia restringiu as compras de produtos paraenses, epicentro do episódio. A Tailândia optou por suspender as compras de carne bovina de todo o Brasil. No entanto, apenas até a tipificação do caso ser divulgada. Os dois países não têm tamanha representatividade para o mercado brasileiro, mas esta é uma indicação que outros importadores, talvez de maior relevância, adotem medidas semelhantes. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 273. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 261. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 260 por arroba. O mercado atacadista apresentou preços em queda no decorrer desta quinta-feira (2). Mesmo a virada de mês parece insuficiente para mudar as expectativas do mercado, que segue apresentando queda das cotações. A entrada dos salários pode amenizar esse ambiente, melhorando a reposição entre atacado e varejo. Quarto traseiro foi precificado a R$ 19,90, por quilo, queda de R$ 0,10. Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,50, por quilo. Ponta de agulha recuou ao patamar de R$ 14,80, por quilo, queda de R$ 0,20.

CANAL RURAL

Rússia suspende importações de carne bovina do Pará

Mercado russo foi o oitavo maior destino da proteína brasileira em 2022, mas participação paraense nos embarques foi pequena

O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) suspendeu as importações de carne bovina do Pará. A medida, consequência da confirmação de um caso de “vaca louca” no Estado, passou a vigorar em 1º.03. A decisão abrange animais vivos, carne in natura e processada e subprodutos (miúdos e produtos feitos com sangue). Segundo Andrey Yurkov, adido agrícola da Rússia no Brasil, o governo russo não informou se vai retirar o embargo imediatamente depois da divulgação do exame de tipagem da encefalopatia espongiforme bovina (EEB). Até o momento, ainda não se confirmou um caso atípico da doença, como suspeita o governo brasileiro, ou clássico, que nunca foi registrado no país. Casos atípicos não representam risco para o rebanho brasileiro nem para consumidores da proteína. No ano passado, a Rússia foi o oitavo maior importador de carne bovina brasileira, mas o volume que saiu do Pará foi bastante pequeno. O Brasil exportou 2 milhões de toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em 2022. Das 37,9 mil toneladas enviadas ao mercado russo, 511 partiram do Pará, de acordo com a plataforma ComexStat, do governo brasileiro. Em janeiro deste ano, o Brasil exportou 160,2 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. A Rússia foi o quinto maior importador, com 3,7 mil toneladas, mas nada desse volume partiu do Pará.

VALOR ECONÔMICO

Quatro países suspenderam importações de carne do Brasil, após ‘mal da vaca louca’

O Ministério da Agricultura informo que as exportações de carne bovina brasileira estão suspensas temporariamente para quatro países por conta da confirmação do caso isolado do “mal da vaca louca” em um animal no Pará

Além da China, parceiro com o qual o Brasil mantém protocolo sanitário que exige a suspensão voluntária das vendas a partir da notificação da doença (medida adotada há uma semana), Tailândia, Irã e Jordânia também deixaram de importar a proteína nacional. Segundo informações do Agrostat do Ministério da Agricultura consultadas pelo Valor, a Jordânia importou 11,5 mil toneladas de carne bovina do Brasil em 2022, com faturamento de US$ 55,3 milhões para os exportadores brasileiros. Para a Tailândia, os frigoríficos nacionais venderam 6,1 mil toneladas da proteína, com receita de US$ 17,1 milhões. No caso do Irã, as vendas foram de 1,3 mil toneladas do produto, o equivalente a US$ 5,4 milhões. Na quinta-feira (2), a Rússia aplicou restrições à exportação de carne bovina do Pará. Segundo a Pasta, apenas uma planta frigorífica do Estado está habilitada no Serviço de Inspeção Federal (SIF) para exportar aos russos e que pode ser afetada pela decisão. Resolução do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Federação da Rússia (Rosselkhoznadzor), diz que “a carne bovina desossada proveniente do Estado do Pará e embarcada a partir de 01/03/2023 deve ser acompanhada com o certificado veterinário correspondente e o anexo contendo as garantias de que os produtos foram obtidos de bovinos com menos de 30 meses de idade durante o abate”. Esse documento deve ser “assinado e carimbado pelo médico veterinário oficial que emitiu o certificado veterinário e amarrado com o referido certificado de tal jeito que seja impossível substituir esse documento”. Em 2021, a Rússia adotou a mesma medida em relação aos produtos de Minas Gerais e Mato Grosso, onde dois casos atípicos haviam sido registrados. A postura foi classificada como “adequada e ponderada” por uma fonte da Pasta. Apesar dessas suspensões e restrições, a equipe do ministro Carlos Fávaro também recebeu um voto de confiança nesta semana. Autoridades do Egito concederam, por mais três meses, a renovação das habilitações dos estabelecimentos brasileiros exportadores de carnes. A prorrogação vale até o início de julho.

VALOR ECONÔMICO

Boi/Cepea: Preços da arroba recuam em fevereiro

Com a recente suspensão dos envios de carne bovina à China, devido a um protocolo estabelecido entre o Brasil e o país asiático em casos de identificação de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) – mais conhecida como “mal da vaca louca” – no rebanho nacional, o ritmo de negócios se enfraqueceu no mercado interno. Consequentemente, os preços da arroba recuaram nos últimos dias. O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (mercado paulista) fechou fevereiro a R$ 267,95, com expressiva queda de 7,2% no acumulado do mês.

Cepea

ECONOMIA

PIB cresce 2,9% em 2022, mas queda no quarto trimestre aponta para desaceleração este ano. AGRO teve queda de 1,7%

A economia brasileira encolheu no quarto trimestre e fechou 2022 em desaceleração frente ao ano anterior, com a força do setor de serviços no pós-pandemia sendo ofuscada por uma retração da agropecuária e o desempenho mais modesto da indústria

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,9% em 2022, depois de ter avançado 5% em 2021, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No quarto trimestre, a economia sofreu queda de 0,2% sobre os três meses anteriores. Foi a primeira retração do ano, após o PIB ter crescido 0,3% no período de julho a setembro, em dado revisado de uma expansão de 0,4% informada antes. Em relação ao quarto trimestre de 2021, o PIB apresentou alta de 1,9%, abaixo de expectativa de avanço de 2,2% nessa base de comparação. O destaque no ano passado foi o setor de serviços, que acumulou alta de 4,2%, beneficiado pelo fim ou redução das restrições de controle da Covid e um mercado de trabalho forte, enquanto a indústria cresceu 1,6% e o setor agropecuário teve queda de 1,7%, refletindo a queda na produção de soja. Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 4,3% e a formação bruta de capital fixo, uma medida dos investimentos, teve alta de 0,9%. O consumo do governo aumentou 1,5% e as exportações contribuíram com salto de 5,5%. A Coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destacou que os números do quarto trimestre são coerentes com a expectativa de desaceleração diante da política monetária restritiva adotada pelo Banco Central para conter a inflação, que reduziu os impactos da política fiscal expansionista adotada pelo governo Jair Bolsonaro para estimular a atividade no ano eleitoral. Ela afirmou que a indústria foi particularmente afetada no período também pela guerra na Ucrânia, redução da demanda da China diante das fortes restrições à Covid e alta das commodities. A indústria sofreu queda de 0,3% no quarto trimestre sobre os três meses anteriores, com serviços crescendo 0,2% e a agropecuária, 0,3%. Já sob a ótica da demanda, o destaque negativo foi a formação bruta de capital fixo, que encolheu 1,1%, enquanto o consumo das famílias e do governo cresceu 0,3% cada um. O PIB somou 9,9 trilhões de reais no ano passado. Já o PIB per capita (por habitante) alcançou 46.154,60 reais, com avanço de 2,2% sobre o ano anterior. De acordo com a mais recente pesquisa Focus com economistas realizada pelo BC ainda antes da divulgação dos dados do PIB do quarto trimestre, os mercados calculam que a economia brasileira crescerá este ano 0,84%, indo a 1,50% em 2024. O Ministério da Fazenda destacou em nota a política monetária “significativamente contracionista” como obstáculo ao crescimento, assim como o setor externo, mas apontou expectativa de recuperação diante da safra recorde e de medidas do governo.

REUTERS

PIB sugere crescimento mais modesto, expectativa é de recuperação, diz Fazenda

O Ministério da Fazenda afirmou nesta quinta-feira que os dados do Produto Interno Bruto de 2022 divulgados mais cedo sugerem um ritmo mais modesto de crescimento para este ano, mas ressaltou que ainda assim há uma expectativa de recuperação da atividade na margem diante da safra recorde estimada para 2023 e de medidas como a valorização do salário mínimo e aumento da faixa de isenção do imposto de renda

“Em contrapartida, vale citar como vetor negativo para o crescimento prospectivo a política monetária no campo significativamente contracionista”, afirmou a Secretaria de Política Econômica do ministério em nota. “O setor externo pode ser outro vetor de desaceleração, a depender do ritmo de arrefecimento da atividade global em função do ciclo de aperto monetário nas economias centrais, com destaque para os EUA e Europa.” O IBGE informou nesta quinta que o PIB do Brasil encolheu 0,2% no quarto trimestre de 2022 sobre o trimestre imediatamente anterior, com alta no ano de 2,9%. Os dados vieram, no geral, em linha com o esperado pelo mercado. A secretaria estimou que o carregamento estatístico do PIB de 2022 para 2023 é de 0,2%.

REUTERS

Dólar à vista fecha em leve alta de 0,25%, a R$5,2043 na venda

Após chegar a subir 0,72% no fim da manhã, o dólar à vista fechou esta quinta-feira com uma alta mais moderada ante o real, mas ainda assim no campo positivo, influenciado pelo exterior, onde a moeda norte-americana também subia ante divisas de outros países exportadores de commodities

A ata do último encontro de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), divulgada pela manhã, foi o gatilho para o avanço do dólar em todo o mundo. O documento trouxe novas preocupações com o controle da inflação na zona do euro, elevando a percepção de que os juros subirão ainda mais. Esta leitura se juntou à expectativa de que, nos Estados Unidos, os juros também possam ficar mais elevados para conter a inflação, o que dá força à moeda norte-americana. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2043 reais, em alta de 0,25%.

Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,51%, a 5,2395 reais.

REUTERS

Com Petrobras no foco, Ibovespa fecha em queda pela quinta sessão seguida

Índice voltou ao patamar de 103 mil pontos, o que ocorreu pela última vez em 16 de dezembro, no auge da discussão da PEC da Transição

Com o exterior volátil e o cenário político local se mantendo no foco, o Ibovespa registrou o quinto pregão consecutivo de queda na quinta-feira. A operação da Petrobras segue no foco dos investidores. Assim, o índice voltou ao patamar de 103 mil pontos, o que ocorreu pela última vez em 16 de dezembro, no auge da discussão da PEC da Transição. O referencial local recuou 1,01%, aos 103.326 pontos. Na mínima intradiária, o índice à vista tocou os 103.321pontos, e, na máxima, os 104.912 pontos. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,76%, aos 3.981 pontos, o Dow Jones fechou em alta de 1,05%, aos 33.003 pontos, e o Nasdaq avançou 0,73%, aos 11.462 pontos.

VALOR ECONÔMICO

IPC-Fipe sobe 0,43% em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo fechou fevereiro com alta de 0,43 por cento, após avanço de 0,63 por cento no mês anterior, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Preços com quedas leves no mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 141,00/R$ 146,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 10,60/kg/R$ 11,00/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (1), apenas Minas Gerais ficou com preço inalterado, custando R$ 8,35/kg. Houve queda de 0,14% no Paraná, chegando em R$ 7,31/kg, recuo de 0,28% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 7,05/kg, baixa de 0,55% em Santa Catarina, descendo para R$ 7,27/kg, e de 1,03% em São Paulo, fechando em R$ 7,71/kg. Na quinta-feira (02) as principais bolsas que comercializam os suínos na modalidade independente apresentaram preços com comportamentos distintos. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), há uma oferta restrita no mercado interno, o que contribuiu com os preços ao longo de fevereiro.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: preços em várias direções

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 23/02/2023 a 01/03/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 2,15%, fechando a semana em R$ 7,34/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 7,35/kg vivo”, disse o Lapesui

Em São Paulo o mercado registrou queda, saindo de R$ 8,30/kg vivo para R$ 7,92/kg vivo, e nesta semana, diferente da anterior, houve acordo entre frigoríficos e suinocultores, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, por mais uma semana, o valor ficou sem acordo entre criadores e frigoríficos, sendo que o preço sugerido na semana anterior (R$ 8,40/kg vivo) ficou novamente como sugestão para ser praticado nesta semana, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 7,44/kg vivo para R$ 7,30/kg vivo nesta semana.

AGROLINK

Suínos/Cepea: Oferta restrita eleva cotações em fevereiro

A baixa disponibilidade de suínos impulsionou os preços do animal vivo e da carcaça especial na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea em fevereiro

Segundo colaboradores, a oferta restrita no mercado interno está atrelada à menor produção nas granjas, que, por sua vez, recuou como resultado dos elevados preços de importantes insumos da atividade suinícola (milho e farelo de soja) em anos recentes.

Cepea

Preço do frango congelado ou resfriado em São Paulo tem alta

Segundo dados do Cepea/Esalq, uma reação no mercado começa a ser esboçada

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 6,60/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Não houve alteração de preços em Santa Catarina nem no Paraná, valendo, respectivamente, R$ 4,30/kg e R$ 4,94/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (1), a ave congelada teve aumento de 1,27%, chegando a R$ 7,15/kg, e o frango resfriado subiu 1,68%, fechando em R$ 7,26/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

RaboResearch: Incerteza à frente para a indústria de carne bovina

De acordo com um novo relatório do Rabobank, 2022 foi um ano inesquecível para a indústria global de carne bovina, com preços recordes no varejo e na fazenda em muitas regiões devido à forte demanda do consumidor e oferta limitada. O Brasil também alcançou volumes e retornos recordes de exportação graças à crescente demanda chinesa. No entanto, o sentimento do consumidor suavizou no final de 2022, levando a preços mais fracos da carne bovina no início de 2023

A produção total de carne bovina deve ficar estável no primeiro trimestre de 2023, com um aumento de 5% na produção australiana e de 2% na produção brasileira, quase o suficiente para compensar as quedas nos EUA, UE e Nova Zelândia. Espera-se que a oferta global até 2023 se torne mais limitada à medida que a produção dos EUA cai. Os preços do gado na maioria das regiões continuaram sua tendência de queda, com a notável exceção sendo os EUA, onde a oferta mais limitada está fornecendo suporte aos preços. “O sentimento do consumidor enfraqueceu no final de 2022, levando a um abrandamento nos preços da carne bovina que fluiu até o início de 2023”, disse Angus Gidley-Baird, analista sênior de proteína animal do Rabobank. “Embora a oferta de carne bovina deva permanecer favorável para os preços, a confiança do consumidor continuará sendo um fator-chave na determinação dos retornos da carne bovina.” De acordo com o Rabobank, a China será um ponto focal importante em 2023, à medida que o país emerge dos bloqueios do COVID em meio a um ambiente econômico em desaceleração. Espera-se que o levantamento das restrições do COVID leve a uma recuperação no consumo doméstico, incluindo um aumento potencial no consumo de carne bovina. A demanda chinesa por carne bovina aumentará na segunda metade do ano, impulsionando os preços globais. “Embora o foodservice tenha sido o principal canal de consumo de carne bovina, agora vemos o aumento das vendas de carne bovina nos canais de varejo. Essa tendência é apoiada pelo crescimento robusto de novos fogões tecnológicos e fornos portáteis”, observou o relatório. Outra tendência em franco crescimento é o mercado de pratos pré-preparados, com crescimento de dois dígitos nos últimos dois anos. Enquanto isso, a contração da produção dos EUA continua sendo um ponto focal. “O estoque de vacas de corte caiu para o ponto mais baixo desde 1962, e os estoques de confinamento estão mostrando um declínio”, disse Gidley-Baird. “Espera-se que isso cause uma redistribuição dos suprimentos globais de carne bovina e um aperto geral do mercado”. A oferta de carne bovina brasileira deve ser ainda maior este ano, com a China permanecendo como o principal destino das exportações, embora os preços médios de importação em 2023 devam cair devido ao aumento dos volumes. “O declínio nos volumes dos EUA deve apoiar o aumento do comércio da Austrália”, explicou Gidley-Baird. “Os volumes da Austrália provavelmente aumentarão à medida que os preços diminuírem, apoiados ainda mais pelo potencial aumento na demanda por produtos refrigerados com o crescimento nas vendas de carne bovina no varejo da China. Enquanto isso, um aumento nas vendas no varejo por meio do comércio eletrônico e o crescimento no mercado de pratos preparados proporcionarão oportunidades para os exportadores da Nova Zelândia capturarem mais valor”.

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