CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1929 DE 02 DE MARÇO DE 2023

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Ano 9 | nº 1929 |02 de março de 2023

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo sem reação, embora mais compradores estejam ativos

Algumas indústrias estão retomando as compras para abastecer o mercado interno, mas as ofertas de preços estão menores que as vigentes em 17 de fevereiro, último dia útil antes da comunicação do caso de EEB

A cotação do boi gordo nas praças pecuárias paulistas está estável em R$277,00/@. A cotação da vaca caiu R$1,00/@ e a da novilha caiu R$5,00/@ na comparação feita dia a dia. As ofertas de compra estão em R$277,00/@ de boi, R$260,00/@ de vaca e R$270,00/@ de novilha, preços brutos e a prazo. Para o “boi China”, não há oferta de compra. Em Goiânia – GO, a cotação caiu R$5,00/@ de vacas e de novilhas. A cotação do boi gordo está estável. Esses números são para comparações feitas dia a dia. A referência para o boi está em R$250,00/@, para a vaca em R$235,00/@ e para a novilha em R$245,00/@, preços brutos e a prazo. Em Rondônia, sudeste, com o mercado frio, a cotação da novilha caiu R$5,00/@ na comparação diária. Para o boi a referência está em R$225,00/@, para a vaca em R$205,00/@ e para a novilha em R$210,00/@, preços brutos e a prazo. No geral, a preferência dos compradores pelas fêmeas indica que esse gado está sendo comprado para atender ao consumo interno.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico do boi gordo operou com preços praticamente inalterados ao longo da quarta-feira

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a semana vêm sendo pautada por inexpressivo fluxo de negociações, com uma ou outra exceção

As escalas de abate estão bastante encurtadas no momento. A indústria frigorífica aguarda o fim do embargo (das exportações para a China) para enfim se posicionar de maneira mais contundente no mercado. Os pecuaristas também estão retraídos neste momento, optando pela retenção em um momento em que as pastagens apresentam boas condições. O mercado permanece no aguardo do laudo do laboratório de referência no Canadá que atestará se é o caso de EEB é clássico ou atípico. Depois disso, o governo enviará a documentação para a China que, após analisar os laudos, decidirá pela retomada das compras. “A expectativa é que dessa vez isso ocorra com maior agilidade”, acredita Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 273, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 261, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 239, inalterada.

Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 260 por arroba, também estável. O mercado atacadista apresentou preços acomodados no decorrer desta quarta-feira. “O ambiente de negócios ainda sugere por alguma recuperação no decorrer do período de virada de mês”, comenta Iglesias. Quarto traseiro permanece no patamar de R$ 20, por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 14,50, por quilo. Ponta de agulha segue precificada a R$ 15, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Embarques de carne bovina in natura têm queda forte em fevereiro/23, mesmo ainda sem efeito da vaca louca

Volume exportado de carne bovina registrou queda de 20,25% em fevereiro/23, enquanto o faturamento teve recuo de 27%

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques de carne bovina in natura finalizaram com 126,4 mil toneladas os 18 dias úteis de fevereiro/23. No ano anterior, os embarques somaram 158,5 mil toneladas em 19 dias úteis, o que representa uma queda de 20,25%. No comparativo mensal, o volume exportado registrou um recuo de 21,05%. Em janeiro foram embarcadas 160,1 mil toneladas em 22 dias úteis. Na média diária, 7,02 mil toneladas, queda de 15,8%, frente a fevereiro do ano anterior, com 8,3 mil toneladas. Os números ainda não tiveram qualquer interferência causada pela atual crise da Vaca Louca, que deverão começar a interferir nos resultados de março. O preço médio, US$ 4.855 mil por tonelada, teve uma queda de 13,3 % frente a fevereiro de 2022, com US$ 5,603 mil por tonelada. O valor total da exportação foi de US $ 613,9 milhões, contra US$ 888,1 milhões em fevereiro do ano anterior. A média diária, US $ 34,1 milhões, teve queda de 27% frente a fevereiro do ano passado, com US$ 46,7 milhões. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho do faturamento ficou muito abaixo frente ao ano anterior e com a questão do caso da vaca louca em andamento, a perspectiva é que venha recuar ainda mais. “Os dados são muito preocupantes, isso porque os resultados atuais são referentes a negócios fechados em 30 dias”, informou.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em baixa de 0,66%, a R$5,1914 na venda

O dólar à vista fechou a quarta-feira no Brasil em baixa ante o real, em sintonia com o exterior, onde as divisas de países exportadores de commodities foram favorecidas pelos dados positivos de atividade divulgados pela China

A baixa do dólar interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas de ganhos ante o real. Seguem no radar dos investidores os desdobramentos do retorno parcial da tributação federal sobre os combustíveis, que será acompanhada pela cobrança de impostos sobre a exportação de petróleo por quatro meses. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1914 reais, em baixa de 0,66%. Na B3, às 17:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,87%, a 5,2265 reais. A baixa do dólar no Brasil acompanhava a tendência verificada no exterior. Às 17:07 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– caía 0,49%, a 104,470.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda pressionado por exterior e bancos

Percepção de que Fed manterá juros mais altos por mais tempo nos EUA pesou sobre o índice, que não conseguiu avançar nem com impulso da Vale

O Ibovespa recuou na quarta-feira pressionado pelos setores de saúde (Hapvida caiu 32,74% após divulgar balanço), financeiro e energético e pela percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) precisará manter os juros mais elevados por mais tempo nos Estados Unidos. Nem a alta de mais de 4% das ações da Vale após dados positivos de atividade na China foi suficiente para impulsionar o índice. No fim do dia, o referencial local recuou 0,52%, aos 104.385 pontos. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,47%, aos 3.951 pontos, o Dow Jones fechou em alta de 0,02%, aos 32.661 pontos e o Nasdaq recuou 0,66%, aos 11.379 pontos.

VALOR ECONÔMICO

Inflação pelo IPC-S é de 0,34% em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 0,34% em fevereiro deste ano. A taxa é menor que a de janeiro (0,80%). Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IPC-S acumula 4,66% em 12 meses.

A queda de janeiro para fevereiro foi puxada por quatro dos oito grupos de despesas pesquisados, entre eles alimentação, que caiu 0,51 ponto percentual (pp), ao passar de 0,48% em janeiro para -0,03% em fevereiro. Também tiveram recuo neste período os grupos educação, leitura e recreação (-4,08 pp), ao recuar de 3,28% para -0,80%, transportes (-0,49 pp), caindo de 0,92% para 0,43% e comunicação (-0,06 pp), indo de 0,73% para 0,67%. Ao mesmo tempo, quatro grupos tiveram alta na taxa de janeiro para fevereiro: habitação (0,34 pp), ao passar de 0,26% para 0,60%, vestuário (0,44 pp), indo de -0,08% para 0,36%, saúde e cuidados pessoais (0,42 pp, ao passar de 0,42% para 0,84%) e despesas diversas (0,04 pp), indo de 0,97% para 1,01%. O IPC-S calcula, semanalmente, a variação de preços no período de um mês, em sete capitais: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Agência Brasil

Brasil tem superávit comercial de US$2,8 bi em fevereiro, mostra MDIC

O Brasil registrou um superávit comercial de 2,837 bilhões de dólares em fevereiro, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços na quarta-feira

O número veio abaixo dos 3,1 bilhões de dólares esperado por analistas segundo pesquisa da Reuters. No mês, o país exportou 20,56 bilhões de dólares em bens, enquanto as importações somaram 17,723 bilhões de dólares. As exportações caíram 7,7% na comparação pela média diária com fevereiro de 2022, pressionadas por uma redução expressiva nos embarques da indústria extrativa (-38,2%) e uma queda nas vendas do setor agropecuário (-5%), parcialmente compensadas pelo aumento das exportações industriais (+5,7%). Já as importações tiveram um recuo de 0,9% no mesmo período, também puxados pelo setor extrativo (-29,1%), com destaque para o gás natural (-85%). As importações da indústria de transformação cresceram 2,1%.

REUTERS

Confiança do empresário sobe 0,6 ponto em fevereiro, diz FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve alta de 0,6 ponto em fevereiro deste ano

Com o resultado, o indicador atingiu 89,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, e interrompeu uma sequência de quatro quedas seguidas.O ICE consolida os quatro índices de confiança setoriais medidos pela FGV: indústria, comércio, serviços e construção. O Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários no futuro, subiu 1,9 ponto e chegou a 87,9 pontos. Já o Índice da Situação Atual, que avalia a percepção dos empresários sobre o presente, caiu 1 ponto e atingiu 89,9 pontos, menor nível desde fevereiro do ano passado (88,1 pontos). A alta do ICE em fevereiro foi puxada pela confiança do comércio, que cresceu 3 pontos. Apesar do avanço, o setor continua tendo o menor índice de confiança entre os quatro segmentos pesquisados (85,8 pontos). Também teve alta o setor da construção (0,8 ponto), o qual se mantém como o segmento com maior confiança (94,4 pontos). Por outro lado, a indústria recuou 1,1 ponto e atingiu 92 pontos, enquanto os serviços caíram 0,4 ponto e chegaram a 89,2 pontos.

Agência Brasil

Indústria do Brasil reduz ritmo de contração em fevereiro, mostra PMI

O ritmo de contração da indústria do Brasil desacelerou em fevereiro, com quedas apenas marginais em vários segmentos do setor, o que pode indicar alguma estabilização após meses de deterioração, mostrou pesquisa de Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na quarta-feira

Levantamento da S&P Global mostrou que o PMI para a indústria brasileira subiu para leitura de 49,2 em fevereiro, contra 47,5 em janeiro, permanecendo abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração pelo quarto mês consecutivo. O ritmo de perdas, no entanto, foi o mais lento desse período. “Embora os fabricantes brasileiros tenham relatado alguns desafios em fevereiro, parece que o setor está caminhando para a estabilização após uma angústia pós-eleitoral relacionada às condições operacionais”, disse Pollyanna de Lima, Diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. “Os pedidos às fábricas caíram apenas superficialmente e algumas empresas chegaram a sinalizar uma melhor demanda por determinados itens. De fato, se observarmos os dados granulares da pesquisa PMI, podemos ver uma recuperação nas vendas de bens de consumo e de investimento”, acrescentou ela. O índice de novos pedidos da pesquisa PMI caiu no ritmo mais lento em cinco meses em fevereiro, a uma taxa que a S&P Global descreveu como “superficial”. De forma semelhante, os índices de produção e emprego diminuíram a ritmo apenas “marginal”, com ambos registrando a menor taxa de contração em quatro meses. Nesse contexto, o índice de produção futura da pesquisa caiu para o menor patamar em três meses em fevereiro, mas permaneceu acima do limite de 50,0 que separa expansão de contração e também de sua média de longo prazo, o que sinaliza forte grau de otimismo em relação aos próximos 12 meses. Segundo a S&P Global, expectativas de melhores condições de demanda, taxas de juros mais baixas, investimento planejado, publicidade e lançamento de novos produtos sustentaram a confiança no mês passado. Por outro lado, entre os destaques negativos, houve outra forte deterioração na demanda externa por produtos brasileiros em fevereiro, mostraram os dados do PMI. “Uma dificuldade particular que as empresas encontraram foi em sua capacidade de estabelecer preços competitivos nos mercados internacionais, o que resultou em outra contração substancial no índice de novos pedidos para exportação”, que registrou o 12° declínio consecutivo, disse Lima. Em relação à inflação, houve aumento nos preços de insumos em fevereiro, com a taxa de alta de custos permanecendo sólida, apesar de pouco alterada frente a janeiro e abaixo da média de longo prazo. Também houve aumento superficial nos preços de venda que, de modo geral, foi similar ao observado nos dois meses anteriores, disse a S&P Global.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig tem lucro líquido de R$ 4,2 bi em 2022, estável ante 2021

A Marfrig Global Foods anunciou na quarta-feira (01) que teve um lucro líquido de R$ 4,2 bilhões em 2022, praticamente estável em relação ao resultado de 2021

A receita líquida foi recorde, a R$ 131 bilhões, alta de 53% em relação ao ano anterior. O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) ajustado caiu 12,3% para R$ 12,7 bilhões. A Marfrig disse em comunicado que a consolidação da BRF contribuiu para o aumento e a maior diversificação dos mercados consumidores atendidos. Atualmente, os Estados Unidos são o maior mercado da Marfrig, com uma participação de 42% das receitas líquidas totais, seguido de Brasil (22%), China e Hong Kong (11%), Oriente Médio (6%), Japão (4%) e Europa (4%). A Operação América do Sul, composta por operações no Brasil, Argentina, Uruguai e Chile, teve alta de 22,6% na receita líquida para R$ 27,6 bilhões. O maior resultado foi influenciado por alta de 14,2% no preço médio total de vendas. A Operação América do Norte, representada pela National Beef, registrou queda de 2,3% na receita líquida, a R$ 61,3 bilhões. Em dólares, a receita líquida aumentou 1,7% para US$ 11,9 bilhões, impulsionada por volume de vendas recorde de 2,1 milhões de toneladas, que foi 2,3% superior ao registrado em 2021. O aumento de 11,2% no preço médio de exportações da unidade também contribuiu para o resultado. A Marfrig investiu R$ 2,7 bilhões no segmento de bovinos no ano passado, incluindo na conclusão da nova planta de hambúrgueres em Bataguassu (MS), que possui capacidade de produção de até 24 mil toneladas por ano. A empresa também concluiu a ampliação de Tacuarembó, no Uruguai, elevando a capacidade de abate no Uruguai de 3,7 mil cabeças por dia para 4,2 mil cabeças/dia. A companhia investiu ainda nas expansões da área de desossa de Várzea Grande (MT) e na automação das operações em Liberal, Kansas, na Operação América do Norte.

CARNETEC

Ação da BRF firma alta forte com foco em plano de venda de ativos e previsão de melhora em margem

As ações da BRF firmavam-se em forte alta na quinta-feira com o plano bilionário de venda de ativos para tentar reduzir a dívida da companhia ofuscando prejuízo nos últimos três meses de 2022, que marcou o a quarta perda trimestral seguida.

Em teleconferência, executivos da companhia afirmaram que uma queda esperada nos preços da ração animal ajudará a BRF a aumentar as margens em todos os segmentos de negócios. Às 12:21, os papéis da maior exportadora de frango do Brasil subiam 12,66%, a 6,94 reais. Na máxima, chegaram a 6,97 reais. As ações respondiam pelo melhor desempenho do Ibovespa, que recuava 1,12%. A BRF teve prejuízo líquido de 601 milhões de reais referente ao quarto trimestre de 2022, acima da perda de 130,62 milhões de reais prevista pelos analistas. Tal resultado exclui os efeitos contábeis da hiperinflação na Turquia, que a administração da companhia disse que seriam positivos, e o impacto pontual de um acordo de leniência que a empresa assinou no ano passado para solucionar acusações de corrupção, que seria negativo. No total, a empresa teria registrado prejuízo de 956 milhões de reais no quarto trimestre. Após a publicação dos resultados, porém, executivos da BRF disseram a jornalistas que a empresa planeja vender até 4 bilhões de reais em ativos não essenciais este ano. De acordo com analistas do Bradesco, a alta alavancagem financeira da companhia tem sido a principal preocupação dos investidores e o plano sobre desinvestimentos corrobora expectativa de redução no risco do balanço, conforme relatório enviado a clientes no final da noite de terça-feira. Em relação ao balanço, analistas da XP Investimentos avaliaram que foi um trimestre mais fraco do que o esperado, afirmando que 2022 foi um “ano para esquecer”, com prejuízo de 3,166 bilhões de reais, e avaliando que “alguns fantasmas ainda devam perdurar em 2023”, conforme relatório a clientes. Eles destacaram que a operação no Brasil foi uma surpresa positiva, embora longe de compensar a queda em todas as operações internacionais, sobretudo diante da queda nos preços de frango. Eles citaram ainda a firmeza do mercado de grãos, matéria-prima da ração, e preocupações sobre a gripe aviária, após registros de casos em países vizinhos, recentemente. “Em uma nota positiva, a melhora nos indicadores operacionais é um bom alento. Ainda assim, o macro manterá as finanças da BRF estressadas e a alavancagem líquida de 3,75x nos manterá acordados à noite”, acrescentaram. Marfrig ON, principal acionista da BRF, ganhava 6,44%.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: Cotações estáveis nas principais praças

Os preços no mercado de suínos apresentaram estabilidade na quarta-feira (01), em que o valor do suíno CIF ficou em R$ 141,00/@ a R$146,00/@, conforme o levantamento da Scot Consultoria

A Scot Consultoria também informou que a cotação da carcaça especial seguiu estável e ficou cotada em R$ 10,60/R$ 11,00 por kg. A cotação do animal vivo em Minas Gerais seguiu estável em R$ 8,35/kg, conforme o Cepea/Esalq referente às informações da terça-feira (28). No estado de São Paulo, os preços tiveram movimento de desvalorização de 1,64% ficando em R$ 7,79/kg. O preço do animal vivo no Paraná está próximo de R$ 7,32/kg, recuo de 1,08% frente ao comparativo diário. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou baixa de 0,54% e está em R$ 7,31/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno não teve alteração e está cotado em R$ 7,07/kg.

Cepea/Esalq

Exportação de carne suína avança 9,06% no volume em fevereiro

Receita registrou crescimento de 31,9% no comparativo anual

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal informou que o volume exportado de carne suína in natura atingiu 69,8 mil toneladas nos dezoito dias úteis de fevereiro de 2023, num avanço de 9,06%, frente ao total embarcado no mesmo período do ano passado, com 64 mil toneladas.  No comparativo mensal, o volume exportado de carne suína teve um recuo de 12,75%. Em janeiro/23 o volume foi de 80 mil toneladas. Na média diária, o volume foi de 3,8 mil toneladas, avanço de 15,1% no comparativo com o mesmo mês de 2022, com 3,36 mil toneladas. A receita da movimentação foi de US$ 172,135 milhões, enquanto que no mesmo mês do ano anterior foi de US$ 137,8 milhões. A média diária ficou em US$ 9,560 milhões num avanço de 31,9% frente ao montante obtido em fevereiro de 2022, com US$ 7,252 milhões. No preço pago por tonelada, US$ 2,465, o resultado é 14,5% superior ao praticado em fevereiro do ano passado, com US$ 2,152 mil por tonelada.

AGÊNCIA SAFRAS

Frango segue em estabilidade

O preço do frango no atacado paulista se manteve estável e ficou cotado em R$ 6,60/kg, conforme apontou o levantamento da Scot Consultoria

Na referência para a carne de frango de granja em São Paulo, a Scot Consultoria informou que os valores permaneceram estáveis em R$ 4,90/kg. Em Santa Catarina, o valor da ave seguiu estável, cotado em R$ 4,30/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina).  A referência do frango vivo no Paraná não teve alteração e está em R$ 4,94/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo ficou sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea na terça-feira (28), o preço do frango congelado registrou queda 0,14% e está em R$ 7,06/kg. A cotação do frango resfriado apresentou ganho de 0,56% e está em R$ 7,14/kg.

Cepea/Esalq

Exportação de carne de frango avança em volume em Fevereiro

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal informou que o volume exportado de carne de aves in natura ficou em 353.421 toneladas em 18 dias úteis de fevereiro/23

O total representa um aumento de 4,13% frente ao resultado do mesmo período do ano passado, em que o volume ficou em 339.409 toneladas. Na média diária, o volume encerrou o mês com 19,6 mil toneladas, um avanço de 9,9%, frente ao observado em fevereiro de 2022, com 17,8 mil toneladas. O valor da movimentação de fevereiro foi de US$667 milhões, contra US$ 589 milhões em fevereiro do ano passado. A média diária ficou em US $ 37 milhões, alta de 20,2%, na comparação com fevereiro do ano passado, com US$ 30,8 milhões. No preço pago pela tonelada, o resultado em fevereiro foi de US$ 1,887 mil por tonelada, aumento de 9,3% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, com US$ 1,726 mil por tonelada.

AGÊNCIA SAFRAS

INTERNACIONAL

Argentina suspende exportações de aves após caso de gripe aviária em plantel comercial

Com a confirmação, o país perde temporariamente o status de livre da gripe aviária

A Argentina confirmou o primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade em estabelecimento industrial de aves de corte e suspendeu temporariamente as suas exportações de produtos avícolas. O caso foi confirmado em uma granja no município de Mainque, na província de Río Negro. Segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa), o local fica ao sul da barreira zoofitossanitária patagônica, em uma área de baixa densidade de aves. Com a confirmação, o país perde temporariamente o status de livre da doença e precisa suspender voluntariamente a exportação de produtos avícolas em conformidade com as normas internacionais, informou o Senasa. O governo argentino disse ainda que aplicou medidas de contenção para evitar a propagação da doença em outros estabelecimentos que produzem aves em escala comercial. A produção de aves para consumo interno não foi afetada, comunicou o Senasa, já que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo da carne de frango e ovos. “Os frigoríficos que exportam poderão comercializar seus produtos no mercado interno”, disse o órgão. “Autoridades, profissionais e técnicos do Senasa já estão trabalhando para conseguir a pronta restituição da condição de país livre da doença e a retomada das exportações de aves”, completou o comunicado. Até o momento, são 25 casos de gripe aviária confirmados na Argentina, sendo 21 em animais criados em quintal, três em aves silvestres e um no setor comercial. Ao todo, 177 notificações já foram analisadas no laboratório do Senasa.

VALOR ECONÔMICO

Rebanho de bovinos de corte dos EUA é o menor desde 1962

O rebanho de gado de corte nos Estados Unidos está em seu ponto mais baixo em mais de seis décadas, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)

Em seu relatório semestral, o USDA relatou um total de 89,3 milhões de cabeças em 1º de janeiro de 2023 – 3% a menos do que o total relatado um ano atrás e o menor desde 2015. O número de bovinos de corte – aqueles criados especificamente para abate e venda de carne — caiu 3,6%, para 28,9 milhões de cabeças, o menor total registrado pelo órgão desde 1962. No “Cattle Market Notes Weekly”, um boletim informativo focado na indústria pecuária, Kenny Burdine, da Universidade de Kentucky, e James Mitchell, economista de extensão pecuária da Divisão de Agricultura do Sistema da Universidade de Arkansas, escreveram esta semana que o declínio não foi uma surpresa. “Não havia dúvida de que o rebanho de bovinos de corte havia diminuído”, disseram Burdine e Mitchell. Era “apenas uma questão de saber o quanto menor está”. Para muitos produtores em todo o país, 2022 ofereceu uma tempestade perfeita de desafios econômicos e climáticos: custos de insumos como diesel e fertilizantes dobrando ou até triplicando, e um verão quente e seco que só aumentou a dependência de águas subterrâneas na ausência de chuvas. Para os produtores de gado em particular, as condições de seca impediram a reposição de forragem, levando à necessidade de abater mais animais do que gostariam. Os preços contribuíram para um aumento de 11% no abate de vacas de corte, de acordo com o USDA. Como Mitchell apontou recentemente, no entanto, a oferta reduzida combinada com a demanda estável do consumidor americano pelo menos significou maior lucratividade para os produtores com estoque para vender. “Há um atraso biológico bastante substancial na cadeia de fornecimento de carne bovina”, disse ele. “Na medida em que temos estoques de gado historicamente baixos hoje, isso levará a uma produção de gado mais restrita, o que significa preços potencialmente mais altos da carne bovina”, disse Mitchell. “Do ponto de vista dos produtores de gado, isso também significa preços mais altos. O relatório recente do USDA apenas reforça uma perspectiva otimista sobre os preços do gado para os próximos anos”. Não parece provável que a tendência de queda na produção de gado se reverta em 2023. De acordo com os dados de gado em engorda do USDA, o número de vacas em engorda em 1º de janeiro caiu 4% em relação aos números de 2022, para cerca de 14,2 milhões, marcando o primeiro declínio ano a ano na produção de carne bovina em oito anos, escreveram Burdine e Mitchell.

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