CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1928 DE 01 DE MARÇO DE 2023

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Ano 9 | nº 1928 |01 de março de 2023

 

NOTÍCIAS

Baixo volume de negociações nas principais praças pecuárias

Boa parte das indústrias frigoríficas permaneceram fora das compras devido ao auto embargo dos embarques para a China

A oferta de rebanhos existe, porém em menor quantidade em função da queda nos preços e das pastagens em boas condições possibilitando ao produtor aguardar uma possível melhora no cenário. O mercado está estagnado. No Oeste da Bahia, a cotação do boi caiu R$2,00/@, para vaca e novilha ficou estável. No Norte do mato Grosso, com o mercado pressionado, a cotação da arroba do boi, da vaca e da novilha caiu R$5,00/@. Ou seja, o mercado está largado em todas as praças pecuárias.

SCOT CONSULTORIA

Com o embargo da China, o mercado físico do boi gordo registrou preços predominantemente mais baixos

O mercado físico do boi gordo registrou preços predominantemente mais baixos na terça-feira (28). Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente é de incertezas por conta do embargo às exportações de carne bovina

A indústria frigorífica exportadora ainda atua de maneira comedida na compra de gado. Adiamento dos abates, aumento da capacidade ociosa e até mesmo férias coletivas foram expedientes adotados por algumas indústrias em meio a incerteza do retorno da China ao mercado. Alguns estados ainda convivem com preços mais baixos. No decorrer da terça-feira, Minas Gerais e Acre tiveram a queda mais destacada das cotações. Em São Paulo, ainda são evidenciados negócios pontuais acima da referência média. A favor do pecuarista precisa ser mencionada a boa condição das pastagens, que permite uma maior cadência das negociações. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 273. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 261, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 239, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 260 por arroba, contra R$ 270. Já no mercado atacadista os preços da carne bovina voltaram a cair. Conforme Iglesias, o movimento tende a perder intensidade durante a primeira quinzena de março, período que conta com maior apelo ao consumo. A entrada dos salários na economia será o grande motivador da reposição entre atacado e varejo. Em relação as proteínas concorrentes a carne de frango ainda é mais competitiva neste momento. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,00 por quilo, queda de R$ 0,50. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,50 por quilo, queda de R$ 0,50. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 15,00 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mapa reúne representantes do setor frigorífico para falar sobre mercado da carne bovina

Seguindo com a política de transparência nas informações sobre a confirmação de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), doença conhecida como mal da “vaca louca”, no Pará, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reuniu o Conselho da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) para prestar esclarecimentos sobre as providências que estão sendo adotadas em relação ao mercado da carne bovina brasileira.

Participaram da reunião representantes de sindicatos e empresas do setor de oito estados que puderam tirar suas dúvidas sobre as ações relacionadas à exportação e ao comércio interno da carne bovina. O Ministro Carlos Fávaro explicou que os consumidores não devem se preocupar com a carne encontrada no supermercado, ressaltando que o caso confirmado é isolado, ocorrido em um boi de 9 anos criado em uma pequena propriedade rural onde nenhum um outro animal foi abatido para comercialização em frigorífico. Ainda, a suspensão temporária das exportações para a China ocorre por determinação do protocolo assinado entre os dois países e o Mapa tem mantido diálogo permanente com o governo chinês para monitoramento do caso.

MAPA

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta de 0,36%, a R$5,2257; no mês moeda norte-americana sobe 2,95%

O dólar à vista fechou em alta ante o real pela terceira sessão consecutiva, em um dia marcado pela disputa entre investidores pela formação da taxa Ptax e pelo anúncio de redução dos preços dos combustíveis pela Petrobras, para compensar o retorno da cobrança de impostos pelo governo federal

Até o início da tarde da terça-feira, investidores comprados (com posições favorecidas pela alta do dólar) e vendidos (posicionados na baixa) disputavam a condução das cotações. O objetivo era direcionar a Ptax –a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central, que serve de referência para a liquidação dos contratos futuros no início de cada mês. À tarde, com a Ptax estabelecida, o mercado repercutiu mais livremente as notícias sobre os combustíveis no Brasil e o cenário externo. Neste cenário, o dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2257 reais na venda, em alta de 0,36%. Nos três últimos dias úteis, o dólar acumulou ganhos de 1,74% ante o real. No mês de fevereiro, o dólar à vista acumulou alta de 2,95% ante o real. Na B3, às 17:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,03%, a 5,2075 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com atenções voltadas para Petrobras

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, pressionado pela queda da Petrobras, após sessão volátil, com redução dos preços de combustíveis e expectativas para o resultado da petrolífera, particularmente anúncio sobre dividendos

As ações da mineradora Vale atenuaram as perdas do índice. Discussões e notícias envolvendo a reoneração dos combustíveis continuaram ocupando as atenções na bolsa paulista, que, no entanto, fechou durante o detalhamento das medidas decididas em reuniões envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e o titular da Petrobras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,47%, a 105.217,49 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 21,6 bilhões de reais. Em fevereiro, o Ibovespa acumulou queda de 7,24%, em parte pela saída de estrangeiros na esteira de reavaliações sobre o ciclo de alta dos juros nos Estados Unidos, mas também por preocupações locais envolvendo a relação entre governo e Banco Central e as metas de inflação, entre outros fatores.

REUTERS

Dívida pública bruta cai a 73,1% do PIB em janeiro, mostra BC

A dívida bruta do Brasil continuou sua trajetória de queda em janeiro, quando o setor público consolidado registrou um forte superávit primário, mostraram dados do Banco Central na terça-feira.

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou janeiro em 73,1%, o menor nível desde junho de 2017, quando atingiu 72,7%. Em dezembro, a dívida ficou em 73,4% do PIB. A redução foi influenciada principalmente pelo crescimento do PIB nominal, seguido de resgates de dívida líquida, que são afetados por números positivos do saldo orçamentário. O setor público consolidado registrou um superávit primário de 99,013 bilhões de reais no primeiro mês do ano, em linha com expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters. No entanto, o valor foi inferior ao superávit de 101,8 bilhões de reais do mesmo mês no ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo superávit de 79,4 bilhões de reais do governo central, auxiliado por receitas recordes no mês. Estados e municípios registraram superávit primário de 21,8 bilhões de reais, enquanto as estatais tiveram déficit de 2,2 bilhões de reais, informou o Banco Central.

REUTERS

Dívida pública federal cai 3,07% em janeiro com resgate líquido recorde

A dívida pública federal caiu 3,07% em janeiro sobre dezembro, para 5,769 trilhões de reais, devido a fortes resgates líquidos, uma vez que o governo se absteve de emitir maiores volumes de títulos em meio aos custos crescentes, informou o Tesouro Nacional na terça-feira

No período, a dívida pública mobiliária interna teve queda de 2,88%, sob o impacto de um resgate líquido de títulos no valor recorde de 216 bilhões de reais, que contribuiu para levar o estoque a 5,535 trilhões de reais. A participação no total da dívida dos papéis prefixados, que responderam por mais de 90% dos resgates do mês, caiu a 23,5%, de 27% em dezembro. Já os títulos atrelados aos índices de preços passaram a 31,7%, de 30,3% antes, e os corrigidos pela taxa Selic aumentaram a 40,5%, de 38,3%. Com o resgate líquido no mês passado, o colchão de liquidez do Tesouro sofreu uma redução de 18,92%, para 953,4 bilhões de reais. O valor é suficiente para cobrir os pagamentos de quase oito meses de vencimentos de dívida, acima do limite de três meses que o Tesouro considera prudencial para a gestão da dívida. Em nota, o Tesouro destacou que janeiro foi marcado por maior aversão a risco no mercado interno, em meio a sentimento de incerteza em relação ao cenário econômico para o ano. “Janeiro foi um mês de noticiário bastante intenso. Comentou-se muito sobre política econômica, inflação, e isso se traduziu em alta de taxas de juros e nesta maior inclinação na curva de juros”, disse o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Luís Felipe Vital.

REUTERS

Desemprego no Brasil cai a 7,9% no 4° tri; taxa média para 2022 é a menor desde 2015

O Brasil encerrou o quarto trimestre de 2022 com recuo da taxa de desemprego, com a média anual caindo ao menor nível desde 2015, consolidando uma tendência de recuperação do mercado do trabalho após o impacto da pandemia, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira

A pesquisa Pnad Contínua mostrou que a taxa de desemprego atingiu 7,9% nos três meses até dezembro, de 8,7% no terceiro trimestre e 8,1% no trimestre até novembro. O resultado, que ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de taxa de 8,0%, é o melhor para qualquer trimestre comparável desde março de 2014. Já a taxa média anual de desemprego foi de 9,3% em 2022, menor patamar desde 2015. Segundo o IBGE, isso mostra que o mercado de trabalho não apenas confirmou a tendência de recuperação após o impacto da Covid-19, como ultrapassou o patamar pré-pandemia. No quarto trimestre, o número de pessoas desempregadas no Brasil era de 8,572 milhões, uma queda de 9,4% em relação aos três meses até setembro e de 28,6% sobre o ano anterior. Já o total de ocupados aumentou apenas 0,1% na comparação trimestral, a 99,370 milhões, com avanço de 3,8% sobre o quarto trimestre de 2021. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado aumentaram 1,6% no quarto trimestre sobre os três meses imediatamente anteriores, chegando a 36,858 milhões. Já os que não tinham carteira aumentaram 0,2%, passando a 13,236 milhões no trimestre encerrado em dezembro de 2022. No período, a renda média real foi de 2.808 reais, um aumento de 1,9% em relação ao trimestre encerrado em setembro e um ganho de 8,3% quando comparada ao mesmo trimestre do ano anterior. Apesar de a taxa de desocupação estar caindo, os efeitos defasados do aumento da taxa de juros em um momento de esperada desaceleração econômica podem pesar no mercado de trabalho em 2023, alertam economistas.

REUTERS

Agro cresce 1,1% apesar do recuo em dezembro

Segmento de produtos alimentícios e bebidas puxou desempenho

O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) subiu 1,1% no ano passado em relação a 2021. O avanço de 2,5% no segmento de produtos alimentícios e bebidas mais do que compensou o recuo de 0,5% no grupo de não-alimentícios. A expectativa até o mês passado era de um crescimento de 1,4% em 2022, mas dezembro terminou com queda de 1,6% em relação a igual mês do ano anterior. Foi o primeiro decréscimo mensal desde fevereiro, segundo a FGV. “Essa desaceleração foi praticamente generalizada entre os setores agroindustriais, o que permite concluir que, mais do que algum problema específico da agroindústria, é reflexo da perda de dinamismo da economia nacional”, pontuam os pesquisadores. O cenário para 2023 ainda é incerto, segundo a FGV. Internamente, a política monetária necessária para frear a inflação, a possível contração do mercado de trabalho e turbulências políticas podem dificultar um crescimento robusto do setor. No mercado externo, uma expansão menor do que a observada no ano passado também joga contra o crescimento. No entanto, segundo os pesquisadores, desempenho da economia chinesa poderá trazer um alívio.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Com forte prejuízo em 2022, BRF estuda vender cerca de R$ 4bi em ativos

Empresa reportou um prejuízo líquido de R$ 956 milhões no quarto trimestre do ano passado, contra um lucro de R$ 964 milhões no mesmo intervalo de 2021

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, reportou ontem um prejuízo líquido de R$ 956 milhões no quarto trimestre do ano passado, contra um lucro de R$ 964 milhões no mesmo intervalo de 2021. Sem R$ 356 milhões relacionados ao acordo de leniência firmado no âmbito da operação Carne Fraca, que não tem efeito caixa, segundo a empresa, o resultado seria negativo em pouco mais de R$ 600 milhões. O desempenho desconsidera o impacto do acordo firmado em dezembro por não ser de natureza recorrente, explicou a jornalistas o Diretor Financeiro da companhia, Fabio Mariano. Não entrou na conta também os ganhos obtidos em decorrência da hiperinflação na Turquia, onde a BRF opera com a marca Banvit. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu quase 40%, para R$ 1,03 bilhão. A receita líquida, por sua vez, cresceu 7,6%, para R$ 14,8 bilhões. A alavancagem ficou em 3,75 vezes, contra 3,12 vezes no mesmo momento de 2021. De acordo com a empresa, o resultado reflete principalmente a queda dos preços médios das proteínas no mercado externo durante esse período e a persistente dificuldade para repassar os custos ao consumidor no Brasil. “O que observamos foi uma deterioração no segmento internacional devido ao desequilíbrio de oferta que tem afetado todos os mercados globalmente. Vocês verão que não é algo da companhia, mas do setor. Porém, é algo circunstancial e já vemos sinais de reação dos preços”, disse Mariano. A receita do segmento Brasil da empresa cresceu 7,7% no quarto trimestre, comparando anualmente, para R$ 7,76 bilhões. O Ebitda ajustado caiu 20,8%, para R$ 685 milhões. Externamente, a BRF vendeu R$ 6,2 bilhões, um aumento de 7,3%, mas o Ebitda foi 68,4% menor, de R$ 208 milhões. No mercado asiático, a receita foi 13,5% menor entre outubro e dezembro de 2022 do que no trimestre imediatamente anterior, somando R$ 1,48 bilhões. Segundo a companhia, a média de preços da carne de frango exportada caiu 8,5% e ainda houve uma desaceleração nas vendas ao Japão e à Coreia do Sul, resultado dos altos níveis de estoques locais e da estabilização da oferta na região. O CEO da BRF, Miguel Gularte, afirmou que a reabertura da economia chinesa reduziu os estoques e há sinais de maior demanda para os próximos meses. “Se isso acontece, devemos ter uma melhora por ‘osmose’ em toda a região. E como dominamos nessa geografia, nossa recuperação deve ser mais intensa do que a média do mercado”, disse. No acumulado de 2022, a dona da Sadia reportou um prejuízo de R$ 3,1 bilhões, contra lucro de R$ 517 milhões em 2021. O Ebitda ajustado chegou a R$ 5,56 bilhões (-30%) e a receita, a R$ 53,8 bilhões (+11,3%). Para tentar reverter o resultado negativo, a BRF estuda uma série de desinvestimentos, a começar pelo negócio de ração para animais. Incluindo esse ativo, a empresa também estuda a venda de granjas não-essenciais, negócios florestais e créditos fiscais. No total, o movimento poderia trazer R$ 4 bilhões. “Tomamos a decisão de vender [o negócio de pet food] porque recebemos várias manifestações de interesse. Entendemos que os indicativos de valuation são bastante atrativos e o movimento nos ajudaria a priorizar o nosso core business”, disse Mariano.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportadores associados da ABPA projetam US$ 750 milhões após participação em parceria com a ApexBrasil na Gulfood 2023, em Dubai

ABPA & ApexBrasil levaram 22 agroindústrias para a maior feira mundial para o mercado halal, encerrada na sexta-feira

A informação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) que, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levou dezenas de agroindústrias do setor para Gulfood 2023, maior feira mundial de alimentos voltada para o mercado halal, realizada entre os dias 20 e 24 de fevereiro, em Dubai (Emirados Árabes Unidos). De acordo com as projeções coletadas junto às empresas, os milhares de contatos realizados durante o evento deverão gerar mais de US$ 750 milhões em negócios nos próximos doze meses. Apenas nos cinco dias de evento, foram mais de US$ 50 milhões em vendas realizadas pelas empresas dos setores de aves, ovos e também de suínos (para compradores não-islâmicos). Para alcançar estes números, a ABPA e a ApexBrasil elevaram em 20% a área destinada para o setor produtivo brasileiro no evento, que contou com uma infraestrutura superior a 450 metros quadrados. O espaço abrigou 22 agroindústrias do setor: Aurora Alimentos, Avenorte, Avivar, Bello Alimentos, BRF, C.Vale, Coasul, Copacol, Dália Alimentos, Granja Faria, GtFoods, Jaguafrangos, Lar Agroindustrial, Naturovos, Netto Alimentos, Pamplona Alimentos, Pif Paf, Somave, SSA, Villa Germania, Vossko e Zanchetta Alimentos. A Seara Alimentos e a Vibra Agroindustrial também estarão no evento, com estandes próprios. Além de estrutura para realização de negócios, o espaço contou com uma ampla área de degustação, com o serviço de omeletes e o tradicional shawarma (prato da cultura árabe) de carne de frango e de carne de pato. O objetivo, de acordo com a ABPA, é reforçar junto aos clientes a qualidade e o sabor diferenciado do produto brasileiro. De acordo com a ABPA, foram servidos 5,1 mil shawarmas e 1,7 mil omeletes durante a Gulfood. O espaço da ABPA no evento também recebeu diversas ações com stakeholders.  Em uma delas, houve uma apresentação do quadro técnico-sanitário brasileiro, apresentado pelo Secretário de Defesa Agropecuária do Brasil, Carlos Goulart, com a participação de stakeholders do mercado islâmico.

ABPA

Suínos: Quedas nas cotações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 2,76%/2,67%, cotado em R$ 141,00/R$ 146,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 10,60/kg/R$ 11,00/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (27), houve queda de 0,12% em Minas Gerais, atingindo R$ 8,35/kg, recuo de 0,27% no Paraná, baixando para R$ 7,40/kg, retração de 0,98% no Rio Grande do Sul, precificado em R$ 7,07/kg, desvalorização de 1,08% em Santa Catarina, alcançando R$ 7,35/kg, e de 1,00% em São Paulo, fechando em R$ 7,92/kg.

Cepea/Esalq

Polônia relata surtos de peste suína africana em javalis

A Polônia relatou surtos de peste suína africana (PSA) em cinco javalis na parte norte do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) nesta segunda-feira, citando autoridades polonesas

A mortal doença suína está se espalhando na Europa Oriental, com surtos encontrados na República Tcheca, Hungria, Letônia, Moldávia, Macedônia do Norte e Romênia, disse a WOAH em um relatório separado sobre a doença. No total, desde janeiro de 2021, a PSA foi relatada como presente em 41 países, afetando mais de 828.000 porcos e mais de 23.000 javalis com mais de 1 milhão de perdas de animais, disse WOAH.

REUTERS

Alemanha relata outro caso de peste suína africana em porcos de fazenda

Outro caso de peste suína africana (PSA) foi confirmado em porcos de fazenda no leste da Alemanha, disseram autoridades na terça-feira

Foi relatado em uma pequena fazenda com 11 animais no estado oriental de Brandemburgo, disse o ministério da saúde do estado. Todos os 11 animais foram abatidos por precaução, disse. A China e uma série de outros compradores de carne suína proibiram as importações de carne suína alemã em setembro de 2020, depois que o primeiro caso foi confirmado em animais selvagens. Descobertas em fazendas tornarão mais difícil para a Alemanha suspender as proibições de exportação, dizem analistas. A doença não é perigosa para os humanos, mas é fatal para os porcos. Muitos países impõem proibições à carne suína de regiões afetadas pela doença, distorcendo o comércio mundial de alimentos. Acredita-se que o javali vindo da Polônia para a Alemanha tenha espalhado a doença para a Alemanha, especialmente nos estados orientais de Brandemburgo e Saxônia. Cerca de 3.007 casos de PSA em javalis em Brandemburgo já foram confirmados, informou o Ministério da Saúde de Brandemburgo na terça-feira, acrescentando que a fonte do último surto está sendo investigada. O governo alemão tem procurado conter e erradicar a PSA no Leste, em parte reduzindo a população de javalis. Mas o grande número de javalis no país, que se deslocam por grandes distâncias, dificultou a contenção. Em julho de 2022, um caso também foi encontrado em uma fazenda na região oeste da Baixa Saxônia, que produz grande parte da carne suína da Alemanha, embora uma disseminação mais ampla no estado tenha sido contida.

REUTERS

Frango: preços estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 6,60/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Não houve alteração de preços em Santa Catarina nem no Paraná, valendo, respectivamente, R$ 4,30/kg e R$ 4,94/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (27), a ave congelada teve leve alta de 0,57%, atingindo R$ 7,07/kg, enquanto o frango congelado cedeu 0,42%, fechando em R$ 7,10/kg.

Cepea/Esalq

Brasil deve exportar 3,44% mais frango em 2023, avalia adido do USDA

Cadeia produtiva deve continuar a se beneficiar de demanda robusta e dos problemas de oferta global causados pelo avanço da gripe aviária

As exportações brasileiras de carne de frango devem somar 4,6 milhões de toneladas em 2023, um aumento de 3,44% ante o volume recorde de 2022, de 4,447 milhões de toneladas, disse em relatório a representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. As projeções do USDA não incluem pés de galinha. Segundo contatos ouvidos pelo USDA, produtores no Brasil devem continuar se beneficiando da demanda global robusta. Além disso, afirmou o escritório, a oferta foi afetada negativamente pela propagação da influenza aviária em várias parte do mundo, pela guerra na Ucrânia e pelo terremoto na Turquia, o nono maior produtor de carne de frango. “Enquanto vários concorrentes do Brasil enfrentam desafios na produção, o Brasil reforçou sua posição como um fornecedor confiável”, disse o USDA, acrescentando que o câmbio também deve seguir favorecendo exportadores brasileiros. Quanto à produção, o USDA prevê aumento de 2,50% em 2023, para 14,825 milhões de toneladas. O USDA estima que o consumo doméstico vá crescer 2% em 2023, para 10,23 milhões de toneladas. Segundo o escritório, o consumo deve ser impulsionado, entre outros fatores, por programas de assistência social e pelo aumento do salário mínimo.

Estadão Conteúdo

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