CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1770 DE 07 DE JULHO DE 2022

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Ano 8 | nº 1770 | 07 de julho de 2022

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo: Exportações totais de carne bovina em junho caem em relação a maio, mas crescem 6,5% em relação a junho/21

Com uma movimentação total (carne in natura + carnes processadas), de 176.455 toneladas, as exportações de carne bovina cresceram 6,5% no volume em junho, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia

Em maio foram 181.138 toneladas. Em junho de 2021, as vendas ao exterior atingiram 165.644 toneladas. Os preços do produto brasileiro se valorizaram no mercado internacional e a receita no mês subiu de US$ 837 milhões em 2021 para US$ 1,45 bilhão em 2022, aumento de 37%. Com esse resultado, o acumulado do primeiro semestre de 2022 encerrou com uma movimentação de 1.090.017 toneladas contra 880.006 toneladas no primeiro semestre do ano passado, elevação de 24%. Já a receita passou de US$ 4,085 bilhões em 2021 para US$ 6,245 bilhões em 2022, alta de 53%. A China continua sendo a grande impulsionadora destes resultados: no primeiro semestre de 2021 comprou 401.577 toneladas e, no mesmo período de 2022, importou 544.069 toneladas (+ 35%), aumentando sua participação nas exportações brasileiras do produto de 45,6% para 49,9%. Na receita do semestre, as vendas para a China subiram 86%, passando de US$ 1,972 bilhão em 2021 para US$ 3,682 bilhões nos primeiros seis meses de 2022. Os Estados Unidos também continuam elevando suas importações e se transformaram no segundo maior cliente do país: no primeiro semestre de 2021 compraram 42.482 toneladas e no de 2022 foram 97.924 toneladas (+ 130%), aumentando sua participação na movimentação total de 4,8% em 2021 para 9% em 2022. O terceiro maior cliente foi o Egito, com alta de 227% nas suas importações que passaram de 21.870 toneladas em 2021 para 71.648 toneladas em 2022. O quarto lugar entre os compradores foi ocupado por Hong Kong, que reduziu suas aquisições de 117.445 toneladas em 2021 para 51.432 toneladas em 2022. No quinto lugar está o Chile, com 39.825 toneladas importadas em 2021 e 35.620 toneladas em 2022 (-10,6%). A sexta posição é das Filipinas, saindo de 29.300 toneladas no ano passado para 26.148 toneladas neste ano (- 5,9%). Na sétima posição vieram os Emirados Árabes, com compras de 21.836 toneladas em 2021 e 26.148 toneladas em 2022 (+ 19,8%). Israel ficou em oitavo lugar, com importações de 14.914 toneladas no ano passado e 22.461 toneladas neste ano (+50,06%). No total, 109 países aumentaram sua movimentação no semestre enquanto outros 43 reduziram. Publicado em:

VALOR ECONÔMICO/ESTADÃO CONTEÚDO/BROADCAST AGRO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGROLINK/AGRO EM DIA/ACSURS/ISTOÉDINHEIRO/MONEY TIMES

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo estável em São Paulo

Com escalas de abate alongadas, o mercado permaneceu estável

Em Pelotas – RS, chuvas ocorrem na região pela terceira semana seguida, prejudicando a qualidade das pastagens e aumentando a oferta de gado gordo. A dificuldade de escoamento da carne bovina por parte dos compradores, somado ao incremento na oferta, pressionou as cotações. Com isso, a cotação da vaca gorda caiu R$0,10/kg. No Sudeste do Mato Grosso, os compradores abriram o dia ofertando R$2,00/@ a mais pela vaca gorda na comparação com o último levantamento (5/7). As cotações do boi gordo e da novilha gorda ficaram estáveis. O preço do boi-China (abatido mais jovem, geralmente abaixo dos 30 meses de idade) também segue estável no mercado paulista, em torno de R$ 330/@, informa a Scot Consultoria. Nas praças do interior de São Paulo, o animal terminado destinado ao mercado interno é negociado por R$ 317/@, enquanto a vaca e a novilha gordas valem, respectivamente, R$ 284/@ e R$ 304/@ (preços brutos e a prazo), relata.

SCOT CONSULTORIA

Boi: preços da carne devem subir no atacado com consumo aquecido

Com a entrada de salários na economia, o mercado do boi gordo terá uma maior reposição entre atacado e varejo, o que traz espaço para a alta dos preços. O mercado físico de boi gordo segue registrando preços firmes

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, em algumas regiões do país tem sido evidenciado um avanço das escalas de abate. Esta situação permite uma atuação mais discreta dos frigoríficos na compra de gado. “Mas a movimentação cambial é um fator importante a ser considerado. O atual processo de desvalorização do Real melhora a conta de exportação da indústria frigorífica, o que pode resultar em negociações acima da referência média. Já a incidência de contratos a termo, mesmo que de maneira ainda tímida, torna a situação das escalas de alguns frigoríficos ainda mais confortável”, destacou Iglesias. Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi continuou em R$ 326. Já em Dourados (MS), os preços subiram para R$ 301. Ao mesmo tempo, em Cuiabá (MT)a arroba de boi gordo teve mais uma alta dessa vez de R$3 fechando em R$ 301. Simultaneamente em Uberaba (MG), os preços ainda se mantém a R$ 320. Finalmente, em Goiânia (GO), os preços continuam indicados em R$ 305 a arroba. Assim como o mercado físico de boi gordo, o mercado atacadista também registra preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo. “O potencial aumento dos valores envolvidos no Auxílio Brasil tende a fomentar o consumo de produtos básicos, incluindo a carne bovina, situação que pode promover espaço para alta dos preços”, assinalou Iglesias. Dessa maneira, o quarto dianteiro do boi permaneceu a R$ 17,55, assim como a ponta de agulha seguiu cotada a R$ 17,10. Por fim o quarto traseiro ainda teve preço de R$ 22,65 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar tem 5ª alta seguida e supera R$5,42 com medo de recessão e riscos locais

A moeda norte-americana à vista avançou 0,63%, a 5,4231 reais, maior valor para um fechamento de sessão desde 27 de janeiro (5,4247 reais). A série de cinco ganhos diários seguidos, em que o dólar acumulou salto de 4,47%, é a mais longa desde uma sequência de sete pregões de alta encerrada em 14 de junho

Na B3, às 17:33 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,57%, a 5,4590 reais. No mês passado, os juros norte-americanos foram elevados no ritmo mais intenso desde 1994, em 0,75 ponto percentual, com as autoridades do Fed passando a priorizar a redução da inflação em vez da atividade econômica. Isso tem alimentado temores generalizados de uma recessão, já que taxas mais altas costumam frear os gastos de empresas e famílias. “Nossos estrategistas globais e de mercados emergentes veem o sentimento em níveis extremos de pessimismo, mas não esperam que o mercado se recupere”, disseram estrategistas do Bank of America em relatório da quarta-feira. Estrategistas do Citi disseram em apresentação na quarta-feira que o exterior menos benigno deve manter a moeda brasileira depreciada em termos históricos, o que também reflete cenário doméstico incerto do ponto de vista político-fiscal, em meio à atual tramitação de medidas de ampliação e criação de benefícios sociais no Congresso brasileiro. “Um dos resquícios da pandemia e da eleição presidencial de 2022 serão os gastos maiores. A quantidade de alterações já feitas mostra que o teto de gastos é, do ponto de vista político, insustentável”, alertou o Citi. Sinal da pior percepção sobre o cenário local, um indicador do risco-país comumente acompanhado fechou a terça-feira numa nova máxima desde o fim de maio de 2020, a 298,13 pontos-base, e seguiu perto desses níveis nesta quarta, depois de ter chegado a cair para perto de 200 pontos no início de abril. Agora, basta valorização de 2,77% em relação aos níveis atuais para que o dólar zere suas perdas contra o real no acumulado de 2022. A divisa norte-americana registrou em junho seu melhor mês contra o real desde março de 2020 e saltou quase 10% no segundo trimestre deste ano.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com aval de Vale e ações de consumo

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, em movimento apoiado pela alta de cerca de 1% das ações da Vale, em sessão marcada por ata do Federal Reserve nos Estados Unidos e intenso noticiário corporativo no Brasil

Ações de consumo voltaram a figurar entre as maiores altas, com destaque para as varejistas Via e Americanas, enquanto petrolíferas continuaram na ponta negativa, em mais uma sessão de queda dos preços do petróleo no exterior. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,55%, a 98.830,92 pontos, de acordo com dados preliminares, após recuar a 97.423,43 no pior momento e superar os 99 mil pontos na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somava 20 bilhões de reais.

REUTERS

Frangos & Suínos

Recuo de 1,17% para o suíno vivo no Paraná

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 129,00/R$ 138,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (5), houve queda somente no Paraná, na ordem de 1,17%, atingindo R$ 6,31/kg. Leve alta foi registrada em Santa Catarina (0,48%), alcançando R$ 6,33/kg, e de 0,14% em São Paulo, chegando em R$ 7,26/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, fechando, respectivamente, em R$ 7,25/kg e R$ 6,21/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne suína totalizam 93,5 mil tons em junho, aponta ABPA

Vendas ao mercado internacional geraram receita de US$ 219,1 milhões no mês

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 93,5 mil toneladas em junho, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado é 14% menor que os embarques registrados no mesmo período de 2021, com 108,8 mil toneladas. As vendas internacionais do setor geraram receita de US$ 219,1 milhões em junho, número 18,9% menor que o registrado no sexto mês do ano passado, com US$ 270,2 milhões. No semestre, as exportações de carne suína totalizaram 510,2 mil toneladas, número 9,3% menor que o acumulado nos seis primeiros meses de 2021, com 562,7 mil toneladas. A receita acumulada este ano alcançou US$ 1,115 bilhão, número 17,4% menor que o registrado no primeiro semestre do ano passado, com US$ 1,349 bilhão. “Após o desempenho ocorrido em 2021, vemos as exportações de carne suína manterem patamares de estabilidade nos últimos meses, com volumes superiores ao período anterior às crises sanitárias de Peste Suína Africana em importantes nações produtoras. Os novos patamares de exportações mantidos pelo Brasil neste primeiro semestre estão 230 mil toneladas maiores que o desempenho registrado em 2018, período anterior aos efeitos da enfermidade”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA. Entre os principais destinos das exportações de carne suína em junho estão a China, com 37,2 mil toneladas (-36,7%), Filipinas, com 9,4 mil toneladas (+229,2%), Hong Kong, com 7,9 mil toneladas (-5,9%) e Vietnã, com 4,3 mil toneladas (+14,9%). “As nações asiáticas seguem protagonistas entre os destinos das exportações brasileiras de carne suína. Há tendência de alta nas vendas no médio prazo, face ao incremento contínuo do consumo de proteína animal nesta região. Exemplo disso são as Filipinas, que neste mês ganhou forte presença nos dados dos embarques, assumindo o segundo posto. O Brasil tem se posicionado como parceiro estável e confiável para atender esta demanda adicional da Ásia”, destaca Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

ABPA               

Frango com elevações: ave resfriada em R$ 8,04/kg em SP

Segundo colaboradores do Cepea, apesar das vendas externas aquecidas, o baixo consumo interno pressionou as cotações da maioria dos produtos da avicultura de corte

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 0,65%, chegando em R$ 7,75/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, custando R$ 6,00/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,26/kg, nem no Paraná, custando R$ 5,59/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (5), a ave congelada teve alta de 0,25%, atingindo R$ 7,89/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,12%, fechando em R$ 8,04/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Carne bovina: exportações totais da Austrália recuam no 1º semestre

Segundo informações da terça-feira (5/7) do portal australiano Beef Central, em junho último, os embarques de carne bovina da Austrália registraram mais uma queda, repetindo o desempenho negativo verificado nos meses anteriores, um reflexo “das baixas taxas de abate, de desafios logísticos, entre outros fatores”

O volume de carne australiana embarcado para todos os mercados importadores atingiu apenas 79.553 toneladas no mês passado, praticamente o mesmo o volume registrado em abril/22, e 8% acima do computado em junho de 2021. No entanto, em comparação com junho de 2020, o impacto do declínio atual é muito mais aparente. Foram 96.500 toneladas em junho de 2020, quase 17.000 toneladas, ou 18% a mais, do que o volume computado em junho de 2022. No acumulado do primeiro semestre, as exportações de carne bovina da Austrália somaram 398.475 toneladas, uma queda de 6% em relação ao volume obtido no mesmo período do ano passado, e retração de 28% (ou 155.000 toneladas) na comparação com o resultado observado nos primeiros de seis meses em 2020. O Japão, o maior e mais valioso cliente de exportação da Austrália, comprou 22.500 toneladas de carne bovina australiana no mês passado, um recuo de 12% sobre o desempenho obtido no mês anterior, mas um aumento de 7% sobre junho de 2021. No primeiro semestre de 2022, o Japão comprou 108.500 toneladas de carne bovina australiana, uma retração de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado e queda de 20% sobre o volume verificado em junho de 2020. A Coreia do Sul manteve a sua posição como o segundo maior mercado de exportação de carne bovina da Austrália no mês passado, superando os EUA e a China em volume. As compras coreanas atingiram 14.000 toneladas em junho/22, 6% acima do volume de maio/22 e 12% superior ao volume de junho do ano passado. No acumulado dos seis meses deste ano, a Coreia do Sul recebeu em torno de 71.000 toneladas de carne bovina australiana resfriada e congelada, 6,6% abaixo do volume registrado no primeiro semestre de 2021. A China ocupou o terceiro lugar no ranking de volume em junho/22, com 13.956 toneladas, 3% maior que as exportações de maio/22, mas 19% menor em comparação ao patamar alcançado em junho do ano passado. No acumulado do ano, a China importou pouco mais de 73.000 toneladas de carne bovina australiana, volume marginalmente superior ao mesmo período do ano passado.

Beef Central       

Contratos futuros de suínos da China caem após ação do governo para esfriar preços

O contrato futuro de suíno vivo mais ativo da China fechou em queda de 4,7% na quarta-feira, a maior baixa diária desde o lançamento do contrato, depois que o planejador estatal chinês disse que fortaleceria a supervisão dos preços

Os preços do suíno no maior produtor mundial da carne subiram nos últimos dois meses, já que uma redução no rebanho reprodutor que começou no ano passado passou a afetar a produção. Mas os agricultores, de olho no aumento de preços, também estão evitando abater porcos, criando-os para chegar a pesos maiores, reduzindo ainda mais a oferta. Um aumento de 50% nos preços spot desde o início de maio levou a uma alta nos preços futuros. Na segunda-feira, o contrato para setembro registrou o maior ganho diário desde seu lançamento. A tendência do mercado se inverteu acentuadamente nesta quarta-feira, quando os futuros caíram para 21.220 iuanes (3.163,95 dólares) por tonelada, após a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) declarar que aumentará a supervisão dos preços. A NDRC também se reuniu com os principais produtores de suínos esta semana para pedir um volume de abate constante para diminuir os preços. “Se as empresas listadas começarem a vender, não haverá essa escassez e os preços não vão se mover”, disse Yuan Song, analista-chefe do Juxing Agriculture Group, uma trading. Um rápido aumento nos preços do suíno pode causar um aumento no preço da carne favorita na China, uma preocupação para Pequim, que enfrenta a desaceleração do crescimento econômico e o fraco consumo devido à sua política de zero Covid.

REUTERS

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