
Ano 8 | nº 1771 | 08 de julho de 2022
NOTÍCIAS
Mercado brasileiro do boi gordo com poucos novos negócios e cotações estáveis
As escalas de abate andaram travando os negócios neste começo de julho, informa a Scot Consultoria. Queda de R$ 5,00 no boi China
O solavanco nos preços do boi gordo em junho estimulou o avanço das escalas de abate dos frigoríficos, o que resultou em um mercado travado para novos negócios nesta primeira semana de julho, informa o zootecnista Felipe Fabbri, analista de mercado da Scot Consultoria. Segundo ele, há indústrias que aproveitam a oferta de boiadas gordas terminadas no primeiro giro de engorda para testar preços menores pela arroba de animais terminados. Porém, diz Fabbri, essa estratégia de forçar a queda na arroba no curtíssimo prazo deve ser limitada, pois a atividade do primeiro giro de engorda perdeu força este ano, devido à atratividade reduzida para fechar o gado nos meses de abril-maio/22. “A situação na Oceania, com os recentes surtos de febre aftosa, merece atenção e pode abrir novos oportunidades ao mercado exportador brasileiro”, observa a Fabbri. No curto prazo, continua o analista, com um cenário de demanda externa positivo, o dólar acima de R$ 5 e expectativa de oferta de gado terminado limitada, não há espaço para uma maior pressão baixista. “Assim, os negócios devem seguir travados”, prevê Fabbri. Pelo levantamento realizado na quinta-feira (7/7) pela Scot, os preços do boi gordo ficaram estáveis nas praças do interior de São Paulo. O macho terminado direcionado ao mercado interno continua valendo R$ 317/@, enquanto as cotações da vaca e da novilha gordas são negociadas por R$ 284/@ e R$ 304/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). “Importante ressaltar que negócios pontuais abaixo dessas referências foram relatados”, relata a Scot, que também observou queda de R$ 5/@ na cotação do boi-China, alcançando um valor de referência de R$ 325/@.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Exportação recorde no 1º semestre sustenta preço interno
O volume de carne bovina in natura exportado pelo Brasil no primeiro semestre de 2022 e a receita arrecadada pelo setor foram recordes para o período
Segundo pesquisadores do Cepea, com as vendas de carne no mercado brasileiro ainda registrando fraco desempenho e com o dólar valorizado frente ao Real, frigoríficos brasileiros que têm acesso ao mercado externo seguem focados neste canal de escoamento. Vale lembrar que esse cenário sustenta os valores internos do boi gordo, que seguiram em patamares elevados de janeiro a junho. Segundo dados da Secex, de janeiro a junho, os embarques de carne bovina in natura totalizaram 932,34 mil toneladas, 26,71% acima do volume escoado no mesmo período do ano passado e 19,93% superior ao até então recorde para um primeiro semestre, registrado em 2020. Quanto à receita, em moeda nacional, somou R$ 28,4 bilhões na primeira metade deste ano, forte aumento de 50,5% frente ao mesmo período do ano anterior e também um recorde.
Cepea
Rastreabilidade desde o berço
O Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) está desenvolvendo protocolos para rastreabilidade de bovinos desde o nascimento, a pedido de compradores da Alemanha e da província chinesa de Shanxi
O trabalho pode abrir um canal de escoamento exclusivo para a produção do Estado. “O pedido foi para que a gente desenvolvesse um produtor para atingir mercados que valorizam produtos com algum tipo de selo de sustentabilidade. É o nosso grande objetivo para este segundo semestre”, diz Bruno Andrade, diretor de operações do Imac. O Instituto pretende lançar um projeto-piloto ainda em 2022, como prevê acordo de cooperação com os chineses.
VALOR ECONÔMICO
Auditores fiscais agropecuários manterão operação-padrão até 15 de julho
Categoria busca impedir aprovação do PL do Autocontrole, que propõe novo modelo de inspeção sanitária e é um dos motivos da mobilização nacional
A operação-padrão dos auditores fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) será mantida até o dia 15 de julho. A decisão foi tomada em reunião das lideranças nacionais da categoria na quarta-feira (6). Segundo a delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Estado (Anffa Sindical-RS), Soraya Elias Marredo, o segmento, que reivindica recomposição salarial e reestruturação de carreiras, não obteve retorno do governo federal com relação a suas pautas dentro do prazo esperado, o que desmotivou o movimento – a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe reajustes de servidores nos últimos 180 dias do mandato presidencial. “Não há mais prazo para nada. Temos de nos reorganizar no próximo ano e avançar no movimento com novas estratégias”, diz Soraya. A operação-padrão dos auditores fiscais agropecuários foi retomada em 2 de maio. Desde então, os servidores vêm restringindo suas atividades à jornada regimental, de oito horas diárias. O movimento causa transtornos ao setor de proteína animal, que reclama de atrasos na liberação de cargas principalmente nos postos de fronteira com o Paraguai e a Argentina. Segundo a delegada do Anffa Sindical-RS, as atenções da categoria hoje estão focadas em barrar o avanço do Projeto de Lei 1293/2021, apelidado de PL do Autocontrole. O texto permite que produtores rurais e indústrias do setor agropecuário adotem programas de autocontrole da produção. Hoje, o cumprimento de normas de defesa sanitária é fiscalizado pelos auditores federais. Com o PL, profissionais da iniciativa privada poderão assumir essa responsabilidade, com menos intervenção do Mapa. Aprovado em decisão terminativa na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado em 23 de junho, o projeto seguiria para sanção presidencial, mas, após recurso apresentado pelo senador Paulo Rocha (PT-PA), que coletou 18 assinaturas, será analisado pelo plenário da casa. Antes da votação, porém, deverá ser realizada uma audiência pública sobre o tema, de acordo com o gabinete do senador, e a perspectiva é que proposta seja apreciada apenas após o recesso parlamentar, que ocorre de 18 a 31 de julho. “O setor continua em busca de apoio do Senado e das comunidades. As organizações tomaram conhecimento dos riscos (do projeto) para a população”, afirma Soraya.
CORREIO DO POVO
Boi gordo: preços da carne sobem no atacado com reposição mais rápida
Já no mercado atacadista, ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo
O mercado físico do boi gordo registrou preços acomodados na quinta-feira (7). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, alguns estados operam com escalas de abate mais confortáveis, não havendo, portanto, grande estímulo a alta dos preços neste momento. Estados como Mato Grosso e Minas Gerais ainda operam com escalas encurtadas, o que aumenta a propensão a reajustes no curto prazo. Segundo Iglesias, a movimentação cambial permanece imprescindível para a formação dos preços do boi gordo, considerando que a potencial desvalorização do real torna melhor a conta das exportações e permite movimentos de alta mais consistentes. “O resultado das exportações permanece muito positivo, com forte ritmo de compras por parte da China, que além de ótimo volume paga preços médios acentuados pela carne bovina brasileira”. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 326,00 na modalidade à prazo. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 301,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 301,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 320,00 por arroba. Em Goiânia, preços a R$ 305,00 a arroba. Já o mercado atacadista, voltou a operar com preços mais altos para a carne bovina. A tendência para o segundo semestre remete a maior potencial de reajustes com a elevação do Auxílio Brasil, que tende a fomentar o consumo de produtos básicos, como a carne bovina. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17,85 por quilo, alta de R$ 0,30. A ponta de agulha atingiu o patamar de R$ 17,50 por quilo, alta de R$ 0,40. O quarto traseiro seguiu com preço de R$ 22,65, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar cai mais de 1% ante real com ajuste e alívio externo, mas riscos seguem no radar
O dólar caiu acentuadamente contra o real na quinta-feira, interrompendo rali recente diante de recuperação no apetite por risco no mundo, embora ameaças de recessão nas principais economias e tensões fiscais locais tenham seguido no radar.
A moeda norte-americana negociada no mercado à vista recuou 1,45%, a 5,3443 reais, maior desvalorização diária desde 15 de junho (-2,07%). Na B3, às 17:02 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,54%, a 5,3790 reais. “Depois de um começo de mês bem negativo, os mercados locais finalmente respiram”, disse em publicação no Twitter Sérgio Machado, sócio e gestor da Trópico Investimentos. Como responsáveis por esse movimento, ele citou melhora no desempenho dos mercados internacionais de ações, câmbio e commodities, bem como “alguma realização de lucros”. As ações globais também se beneficiaram do maior apetite por risco –que alguns participantes atribuíram a novas sinalizações de que as autoridades do Federal Reserve estão atentas aos riscos que seu ciclo de aperto monetário pode representar ao crescimento econômico. Os principais índices de Wall Street subiram pelo quarto pregão seguido, em meio ainda a expectativas pela divulgação, na sexta, de um importante relatório de emprego dos EUA. A queda desta sessão foi apenas a quinta do dólar contra o real em 23 pregões. A moeda –que fechou a quarta-feira em 5,4231 reais, pico desde janeiro– tem se beneficiado de um movimento globalmente coordenado de fuga para ativos considerados seguros, alimentado por temores de que um aperto monetário agressivo por parte dos bancos centrais de países desenvolvidos minará o crescimento mundial. O dólar ainda acumula baixa de 4,11% frente à moeda brasileira em 2022, mas está quase 16% acima da mínima para encerramento do ano, de 4,6075 reais, atingida no início de abril. Apenas em junho, a moeda disparou 10,03%, seu melhor mês desde março de 2020. Em julho, os ganhos somam 2,16%.
REUTERS
Ibovespa avança e volta aos 100 mil pontos com incentivo externo
No setor de proteínas, a JBS ON caiu 1,22%, seguida pela rival MARFRIG ON, com declínio de 1,12%, entre as poucas quedas do Ibovespa nesta sessão, marcada por desempenho misto de papéis de empresas de proteínas. MINERVA ON avançou 2,12% e BRF ON subiu 0,13%
O Ibovespa avançou 2% na quinta-feira, embalado pelo clima positivo em mercados acionários no exterior, bem como na alta de preços de commodities como o minério de ferro e o petróleo. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou com acréscimo de 2,04%, a 100.729,72 pontos, maior patamar de fechamento desde 27 de junho. O volume financeiro somou 23,6 bilhões de reais. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 1,5%, buscando uma recuperação após registrar sua maior queda percentual em um primeiro semestre desde 1970, na esteira de preocupações com o risco de recessão nos Estados Unidos e no mundo. Esse incentivo externo endossou compras, em um momento no qual incertezas globais e riscos fiscais no Brasil mantêm agentes melindrados, mas o nível de preços de alguns papéis após quedas relevantes nos últimos meses desencoraja vendas. Ainda assim, preocupações com o ritmo da economia global e particularmente norte-americana continuam, o que direcionará os holofotes na sexta-feira para dados de emprego nos EUA, incluindo criação de vagas e salários. “A saúde do mercado de trabalho norte-americano é um indicador extremamente relevante, eu diria que é o mais importante da semana”, acrescentou Alves. No Brasil, é a divulgação do IPCA do mês passado que estará no radar na sexta-feira, assim como um possível desfecho da análise da PEC dos Benefícios na Câmara dos Deputados.
REUTERS
Economia retrai 0,44% em abril após altas em fevereiro e março, indica índice do BC
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,44% em abril na comparação com março, mostrou dado dessazonalizado divulgado pelo BC na quinta-feira, após resultados positivos em fevereiro e março
Com o fim da greve de servidores, o Bacen começou a apresentar indicadores cujas divulgações estavam atrasadas. Além do dado de abril, a autoridade monetária trouxe também o número de março, quando houve uma alta de 1,09% frente ao mês anterior. O BC ainda revisou para cima o dado de fevereiro, apontando uma alta de 0,71% no IBC-Br daquele mês, contra crescimento 0,34% divulgado anteriormente. Ao apresentar o Relatório de Inflação na última semana, o BC já havia antecipado dados preliminares do IBC-Br, afirmando que o índice teve recuperação forte em fevereiro e março e queda moderada em abril, mas sem abrir os números. A economia brasileira vem enfrentando um cenário de inflação alta, agravada pela guerra na Ucrânia, que elevou preços de commodities e afeta o crescimento global. Na tentativa de domar a persistente alta de preços, o BC vem implementando um duro ciclo de aperto monetário, levando a taxa básica de juros da mínima histórica de 2% ao ano em março de 2021 para 13,25% em junho deste ano. O diagnóstico apresentado recentemente pela autoridade monetária prevê que, diante da defasagem dos efeitos da política monetária, o aperto nos juros deve provocar uma desaceleração da atividade econômica no segundo semestre deste ano.
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Risco-Brasil renova máxima desde maio de 2020 com medo global e cena fiscal doméstica
Uma medida do risco-país do Brasil fechou a quarta-feira acima de 300 pontos-base, renovando seu maior patamar desde maio de 2020 em meio a movimento globalmente coordenado de fuga para a segurança e persistentes riscos fiscais domésticos
O custo de proteção contra calote da dívida soberana brasileira mensurado por Credit Default Swaps (CDS) de cinco anos fechou a última sessão em 300,47 pontos-base, máxima para encerramento desde 22 de maio de 2020 (304,01). Depois de ter chegado a cair para perto de 200 pontos no início de abril deste ano, o risco-Brasil se recuperou rapidamente ao longo do restante do segundo trimestre, disparando quase 70 pontos-base apenas em junho. A confiança no Brasil tem sofrido com o azedamento do sentimento internacional em meio a temores crescentes de recessão global, afetada ainda pela tramitação no Congresso doméstico de medidas de ampliação e criação de benefícios sociais, que devem levar a gastos fora do teto fiscal.
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IGP-DI vai a 0,62% em junho com queda de commodities no atacado
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou a subir 0,62% em junho depois de um avanço de 0,69% no mês anterior com recuo nos preços de grandes commodities
Apesar da leve desaceleração, o dado divulgado na quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,59%, e levou o índice a acumular, nos 12 meses até junho, alta de 11,12%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,44% em junho, abaixo da taxa de 0,55% no mês anterior. “O risco de recessão em grandes economias contribui para o recuo dos preços do milho (de -0,10% para -3,30%), do minério de ferro (de -4,61% para -1,63%) e da soja (de 2,76% para -0,81%)”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV. Para o consumidor a alta dos preços foi mais intensa, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — aumentando a 0,67% no período, de 0,50% em maio. Os destaques foram Habitação (-1,37% para 0,43%), Alimentação (0,45% para 1,30%) e Vestuário (1,21% para 1,26%). A alta do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, desacelerou a 2,14% em junho, de 2,28% em maio. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
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IBGE aponta safra de 261,4 milhões de toneladas na estimativa de junho
A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar o recorde de 261,4 milhões toneladas em 2022, de acordo com a estimativa de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na quinta-feira (07/07) pelo IBGE. Este valor é 3,2% acima (ou 8,2 milhões de toneladas) da safra obtida em 2021 (253,2 milhões) e 0,6% abaixo da estimativa de maio (1,5 milhões)
A pesquisa ainda mostra que a área a ser colhida é de 72,5 milhões de hectares, alta de 5,8% frente ao resultado de 2021 (ou 4 milhões de hectares). Em comparação à projeção de maio, trata-se de um crescimento de cerca de 209,4 mil hectares (ou 0,3%). O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da pesquisa. Somados, eles representam 91,7% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. A produção do arroz foi estimada em 10,7 milhões de toneladas, com queda de 2,2% na área e diminuição de 8,1% para a produção do arroz em casca. Principal commodity do país, a soja apresentou uma queda de 0,5% em comparação com a estimativa do mês anterior. “Foi uma safra marcada por efeitos climáticos adversos, com registro de forte estiagem durante o desenvolvimento da cultura nos estados do centro-sul do País”, explica o gerente da pesquisa, Carlos Barradas. A produção nacional deve atingir 118,0 milhões de toneladas, queda de 12,6% na comparação com 2021. Já a estimativa para a produção de milho foi de 111,2 milhões de toneladas. Apesar de ser uma queda de 0,8% em relação à projeção de maio, o número representa um crescimento de 26,7% quando comparado a 2021, ou 23,4 milhões de toneladas a mais. Com isso, a produção nacional de milho, em 2022, deve ser recorde. Um dos principais cereais de inverno do país, o trigo tem produção estimada de 8,9 milhões de toneladas, queda de 0,2% em relação ao mês anterior, mas aumento de 13,4% em relação a 2021. O rendimento médio deve alcançar 3.139 kg/ha, crescimento de 11,6%. Segundo Barradas, a alta da produção de trigo tem relação com preços do produto, que estão elevados em decorrência do conflito entre Rússia e Ucrânia, dois grandes produtores e exportadores do cereal que, por conta da guerra, enfrentam problemas. “Com isso, a produção nacional aumentou, com a Região Sul respondendo por 89,8% da produção tritícola do Brasil em 2022”, explica. Quatro regiões apresentam alta nas estimativas de produção – Em junho, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou alta na comparação com 2021 em quadro regiões: a Centro-Oeste (10,7%), a Norte (5,5%). a Sudeste (13,3%), a Nordeste (11%). Apenas o Sul registrou queda, de 14%. O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,3%, seguido pelo Paraná (13,8%), Goiás (10,6%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (6,7%), que, somados, representaram 79,0% do total nacional.
Agência IBGE de Notícias
Preço dos alimentos não deve cair, mesmo com safra recorde, diz IBGE
Brasil prevê uma safra recorde de grãos para 2022, mas os preços dos alimentos devem permanecer elevados, avalia especialista do IBGE
O Brasil tem uma nova safra recorde de grãos praticamente assegurada para 2022, mas os preços dos alimentos devem permanecer elevados, avaliou Carlos Alfredo Guedes, gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Independentemente de uma safra recorde, os preços não devem cair, porque a gente tem uma demanda muito grande dos outros países. Isso influencia no mercado como um todo”, explicou Guedes na quinta-feira. Ele lembra que os preços dos grãos estão elevados desde o aumento da demanda e problemas logísticos provocados pela pandemia de covid-19 no cenário externo, que agora permanece sob impacto da invasão da Ucrânia pela Rússia. Para Carlos Guedes, “a tendência é os preços continuarem elevados nos próximos meses”. “Os preços sofrem mais influência do mercado externo do que do mercado interno”, explicou. “E acaba que dentro dos produtos, que são os principais grãos, eles mexem com outros produtos. Porque o produtor acaba direcionando suas áreas para as culturas que estão mais valorizadas”, acrescentou.
ESTADÃO CONTEÚDO
EMPRESAS
Frigol recebe habilitação para exportar carne bovina ao Canadá; busca aprovação dos EUA
A Frigol, quarta maior indústria de carne bovina no Brasil, recebeu uma certificação do Canadá que permite a exportação da proteína ao país pelas unidades de Água Azul do Norte e São Félix do Xingu, ambas no Pará, enquanto busca a aprovação dos EUA, informou a empresa à Reuters na quinta-feira.
Trata-se da primeira habilitação da Frigol para a América do Norte, que vem ao encontro de sua estratégia para alcançar novos mercados. Atualmente, a companhia fornece carne para mais de 60 países. “O Canadá é um importante mercado consumidor e possui elevado grau de exigência em relação à qualidade e origem da proteína animal”, disse em nota o diretor de operações, Orlando Negrão. Segundo ele, o mercado canadense importa cerca de 150 mil toneladas de carne bovina por ano e o Brasil possui uma cota, com alíquota zero, para exportar 18 mil toneladas por ano, podendo embarcar volumes maiores mediante pagamento de tarifa. “Para a Frigol, essa é uma importante conquista tanto em questão de mercado quanto em relação ao reflexo do compromisso da empresa com os requisitos de qualidade internacional”, acrescentou. O movimento ocorre em momento de expansão dos negócios entre Brasil e Canadá no mercado de carnes. No mês passado, o Brasil recebeu habilitação do Canadá para os primeiros frigoríficos poderem exportar carne suína ao país, sendo dois da Seara Alimentos, controlada pela JBS, e um da Cooperativa Central Aurora. O diretor da Frigol ressaltou que a companhia também está na expectativa pela habilitação para os Estados Unidos, mercado que se tornou um dos mais promissores em razão da ascensão de compras da carne bovina do Brasil. Somente no primeiro semestre, o país embarcou 97.924 toneladas da proteína aos norte-americanos, um salto de 130% no comparativo anual, conforme dados da associação de frigoríficos Abrafrigo divulgados na véspera. Com isso, a participação dos EUA nas compras totais de carne bovina do Brasil passou de 4,8% em 2021 para 9% neste ano. “Estamos trabalhando para conquistar habilitações para exportar para outros países como Malásia, Cingapura, Indonésia e Estados Unidos e fortalecer ainda mais o Brasil no comércio exterior”, acrescentou o executivo.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos com cotações estáveis
Regiões do Paraná e de Santa Catarina tiveram tendência de baixa nos valores, mas, no Sudeste, houve sustentação
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 129,00/R$ 138,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo.
No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (6), também não houve mudança de preço, com valores de R$ 7,26/kg em São Paulo, R$ 7,25/kg em Minas Gerais, R$ 6,33/kg em Santa Catarina, R$ 6,31/kg no Paraná e R$ 6,21/kg no Rio Grande do Sul.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina mantêm preços estáveis
Santa Catarina manteve o preço em R$ 6,74/kg pela segunda semana consecutiva, de acordo com informações do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio de Lorenzi
Em São Paulo, pela segunda semana consecutiva, o valor do quilo do animal vivo ficou cotado em R$ 7,47/kg, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos. A entidade pontua também que há “expectativa tanto do suinocultor quanto dos frigoríficos de que as vendas comecem a melhorar a partir desta quinta-feira”. No mercado mineiro preço segue estável pela quarta semana consecutiva em R$ 7,30, desta vez com acordo entre suinocultores e frigoríficos, diferente da semana anterior, conforme dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). “O mercado de animais enxuto deu lastro para a manutenção efetiva dos preços já que semana passada vigorou o valor de R$ 7,30. Não foi R$ 7,00 nem R$ 7,50. Acordo traz liquidez para as comercializações do próprio estado e isso também sustenta o mercado”, disse Alvimar Jalles, consultor de mercado da entidade.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Receita com exportações é a maior desde outubro/21
Os embarques brasileiros de carne suína in natura somaram 83,5 mil toneladas em junho, 4,7% a mais que em maio, porém, 14,6% inferior ao volume exportado de junho/21, segundo dados da Secex
A receita com as vendas externas, por sua vez, totalizou US$ 202,9 milhões, avanço de 6,3% frente ao mês anterior. Em moeda nacional, o montante recebido por exportadores em junho cresceu expressivos 8,7% no comparativo mensal, atingindo o melhor resultado desde outubro/21, ainda de acordo com dados da Secex. Além do incremento no valor médio pago pela tonelada do produto, a valorização da moeda norte-americana frente ao Real reforçou o aumento da receita em Reais. Pesquisadores do Cepea indicam que, mesmo com o bom desempenho das exportações, os preços do animal vivo no mercado brasileiro independente apresentaram variações distintas dentre as praças acompanhadas pelo Cepea. Regiões do Paraná e de Santa Catarina tiveram tendência de baixa nos valores, mas, no Sudeste, houve sustentação.
Cepea
Preço do frango congelado sobe 2,03% nesta quinta-feira em SP
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,75/kg, assim como o frango na granja, custando R$ 6,00/kg.
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,26/kg, nem no Paraná, custando R$ 5,59/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (6), a ave resfriada não mudou de preço, cotada em R$ 8,04/kg, enquanto a congelada aumentou 2,03%, fechando em R$ 8,05/kg.
Cepea/Esalq
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