
Ano 8 | nº 1769 | 06 de julho de 2022
NOTÍCIAS
Marasmo no mercado do boi gordo em São Paulo
A referência de preços ficou estável pela manhã
No Sudoeste de Mato Grosso os preços se mantiveram estáveis, em relação ao último levantamento (4/7). Em Rondônia – Sudeste, os frigoríficos abriram o dia ofertando R$2,00/@ a mais pelo boi gordo e pela vaca gorda na comparação com o dia anterior. A cotação da novilha gorda ficou estável. Segundo os dados apurados na terça-feira pela Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, o boi gordo está valendo R$ 317/@, enquanto a vaca e a novilha gordas foram negociadas em R$ 284/@ e R$ 304/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O preço do boi-China (abatido mais jovem, abaixo dos 30 meses) segue firme em R$ 330/@, informa a Scot.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: alta do dólar puxa preços da arroba
Com a desvalorização cambial, a capacidade de alta das cotações nas próximas semanas pode ser ainda maior no mercado
O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na terça-feira (5). De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a dinâmica do mercado se altera, de acordo com o amplo processo de desvalorização cambial que motivou alguns frigoríficos em São Paulo a pagar mais pela arroba do boi gordo. “Quanto mais amplo for esse processo, maior a capacidade de alta das cotações nas próximas semanas, considerando a importância das exportações na formação de receita dos frigoríficos em 2022. Animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês ainda carregam ágio de quase R$ 30 na comparação com animais destinados ao mercado doméstico”, afirma Iglesias. Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi subiu e ficou em R$ 326. Já em Dourados (MS), os preços permanecem em R$ 300 na modalidade a prazo. Ao mesmo tempo, a arroba de boi gordo também teve alta em Cuiabá (MT) e ficou em R$ 298. Simultaneamente em Uberaba (MG), preços mantém-se a R$ 320. Finalmente, em Goiânia (GO), os preços foram indicados em R$ 305 a arroba. Enquanto isso, o mercado atacadista registrou preços acomodados. Segundo Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a alta dos preços, avaliando a entrada dos salários como motivador da reposição entre atacado e varejo. A ampliação dos valores envolvidos no Auxílio Brasil tende a estimular o consumo de produtos básicos, incluindo a carne bovina. Dessa maneira, o quarto dianteiro do boi permaneceu a R$ 17,55, assim como a ponta de agulha seguiu cotada a R$ 17,10. Por fim o quarto traseiro ainda teve preço de R$ 22,65 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Carne bovina Mato-Grossense ganha visibilidade e competitividade no mercado externo, aponta IMEA
Segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o aumento da demanda tem influenciado para o maior valor agregado do produto no mercado externo
“O preço médio da carne comercializada no mercado externo foi 20,19% superior à precificação da carne bovina no mercado interno em Maio/22. A variação do câmbio também influenciou para essa conjuntura e o preço ficou na média de R$ 24,70/kg (+9,46% ante a abr.22)”, apontou o instituto. Por outro lado, no mercado interno o cenário foi de pressão na cotação média do atacado, devido à menor absorção do consumidor final frente aos preços elevados da proteína. Nesse sentido, o indicador ficou na média de R$ 19,71/kg, -3,67% em maio 22 e abril 22. Com relação aos preços negociados para os animais, o instituto destacou que o movimento de retenção de oferta se manteve no estado e isso resultou no aumento do preço da arroba do boi gordo em 2,96% ante a semana passada. Acompanhando os preços dos machos, o preço médio da vaca gorda registrou valorização de 3,03% no comparativo semanal. A oferta seguiu mais restrita que a dos machos em Mato Grosso. Diante de um mercado de reposição pouco movimentado, o bezerro de ano desvalorizou 2,36% ante a semana passada, ficando em R$ 2.751,70/cab.
IMEA
RABOBANK: Consumo brasileiro de proteína tende a subir com envelhecimento do consumidor
Em 2050, a população brasileira deverá crescer em cerca de 38 milhões de pessoas em relação a 2010, com o consumo de carne bovina subindo em 996 mil toneladas, o de carne suína em 670 mil toneladas e o de carne de frango em 2 milhões de toneladas
O Rabobank espera um aumento no consumo de carnes e de proteínas alternativas no Brasil com o envelhecimento da população nas próximas décadas, segundo relatório divulgado na terça-feira (05). O Rabobank disse que uma maior participação da população economicamente ativa no consumo tende a elevar a demanda por carnes nas próximas décadas. As necessidades de consumo mudam com a idade e alguns hábitos das jovens gerações atuais deverão refletir-se nas vendas futuras de alimentos aos consumidores mais velhos. O aumento no consumo doméstico de carne bovina deve ser de 785 mil toneladas até 2030, em comparação com 2010, refletindo um aumento de 30 milhões de pessoas na população. O consumo de carne suína deve subir 530 mil toneladas e o de carne de frango em 1,5 milhão de toneladas, na mesma base de comparação, segundo o Rabobank. Em 2050, a população brasileira deverá crescer em cerca de 38 milhões de pessoas em relação a 2010, com o consumo de carne bovina subindo em 996 mil toneladas, o de carne suína em 670 mil toneladas e o de carne de frango em 2 milhões de toneladas. “Vale mencionar que, no mesmo período, o consumo de proteínas alternativas, como produtos de origem vegetal, também deve registrar aumento, principalmente por parte das gerações mais novas e flexitarianas (pessoas que limitam o consumo de produtos de origem animal), mesmo que em níveis incipientes em relação às proteínas animais”, disse o Rabobank. Os consumidores mais novos que estão comprando esses produtos de proteínas alternativas mais ativamente atingirão a maturidade econômica nos próximos anos, levando a um crescimento deste mercado em comparação com o seu tamanho atual. O consumo de proteínas congeladas à base de vegetais no Brasil subiu 52% em 2021 para 1,9 mil toneladas, segundo pesquisa da Nielsen IQ citada pelo Rabobank.
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar salta 1,2% e fecha perto de R$5,40, nos picos desde janeiro, com temor global de recessão
O dólar deu um salto na terça-feira e fechou no maior patamar em mais de cinco meses, chegando a operar acima de 5,40 reais, catapultado pela busca por segurança que ditou alta generalizada da moeda no exterior em meio à intensificação de temores de recessão global
Lá fora, um índice de dólar disparou a novas máximas em 20 anos, com o euro mergulhando a um piso desde 2002 e aproximando-se da paridade frente ao rival norte-americano. As preocupações foram exacerbadas pelo aumento dos preços do gás natural e por dados que na terça-feira mostraram forte desaceleração no crescimento da atividade econômica no setor privado do bloco monetário em junho. No fechamento, a cotação subiu 1,21%, a 5,3892 reais na venda, maior valor desde 28 de janeiro (5,3915 reais). A moeda emendou a quarta alta consecutiva, período em que somou ganhos de 3,82%. A série positiva é a mais longa desde a sequência de sete pregões seguidos de valorização encerrada em 14 de junho. O dólar à vista –que no ano chegou a acumular queda de 17,33% quando terminou em 4,6075 reais no dia 4 de abril– agora reduziu a baixa no período para 3,31%. E o cenário de curto prazo para o dólar segue na direção de alta, segundo Nicole Kretzmann, economista-chefe da Upon Global Capital, que lembrou as divulgações da ata da última reunião de política monetária do banco central norte-americano (na quarta-feira) e do relatório mensal de empregos nos Estados Unidos fora do setor agrícola (“payroll”, na sexta). “Porém, ainda que a ata venha mais ‘dovish’ (com menor indicação de alta forte dos juros) ou o ‘payroll’ decepcione, a narrativa predominante será de menor crescimento global, o que cria essa dinâmica de ‘flight to safety’ (busca por segurança) para o dólar, favorecendo a moeda norte-americana em relação às dos outros países”, disse. Além das preocupações externas, temas idiossincráticos devem manter a taxa de câmbio sob atenção. “A elevação do risco fiscal… segue nos deixando menos construtivos para o real no curto prazo, que ainda deve seguir negociando consistentemente acima de 5,00 por dólar nos próximos meses”, disse o BTG Pactual em cenário de câmbio para julho.
REUTERS
Ibovespa cai com tombo do petróleo derrubando Petrobras. BRF sobe 7,67%
A BRF ON valorizou-se 7,67%, apoiada por relatório de analistas do BTG Pactual, que elevaram o preço-alvo das ações para 20 reais, de 17 reais anteriormente, bem como avaliaram que a performance de curto prazo da companhia pode surpreender do lado positivo. Ainda assim, os analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin reiteraram recomendação ‘neutra’
O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, com recuo forte de Petrobras na esteira do tombo do petróleo no exterior, enquanto varejistas mostraram reação expressiva, com Magazine Luiza disparando quase 12%. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,32%, a 98.294,64 pontos, após chegar a 96.499,42 pontos no pior momento, renovando mínima intradia desde novembro de 2020. O volume financeiro no pregão somou 23,1 bilhões de reais. Permanecem as preocupações com a elevação dos juros globalmente, bem como o eventual risco de recessão e estagflação, além das discussões políticas no Brasil, particularmente a PEC dos Benefícios, por causa do risco fiscal.
REUTERS
Indústria do Brasil cresce pelo 4º mês seguido em maio, mas fica abaixo do esperado
A produção industrial do Brasil seguiu apresentando crescimento moderado na metade do segundo trimestre, abaixo do esperado e sem recuperar as perdas do início do ano, ainda tentando pisar no acelerador em meio à inflação elevada e problemas persistentes de oferta
A produção da indústria teve em maio avanço de 0,3% em relação ao mês anterior, no quarto resultado positivo seguido, acumulando no período alta de 1,8%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. O resultado, entretanto, ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,7%, e mesmo com quatro meses seguidos de ganhos o setor ainda não eliminou o recuo de 1,9% registrado em janeiro. Na comparação com maio do ano passado, houve ganho de 0,5% da produção do país, também bem abaixo da expectativa de um aumento de 1,1%. A indústria brasileira vem apresentando seguidos resultados positivos, porém a taxas moderadas que evidenciam a dificuldade de superar obstáculos como a inflação e juros altos no país, bem como problemas persistentes nas cadeias de oferta em meio à guerra na Ucrânia. Além disso, os custos seguem elevados, e o setor está 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. “Ainda permanecem a restrição de acesso das empresas a insumos e componentes para a produção do bem final e o encarecimento dos custos de produção. Várias plantas industriais prosseguem realizando paralisações, reduções de jornadas de trabalho e concedendo férias coletivas, com a indústria automobilística exemplificando bem essa situação nos últimos meses”, explicou a André Macedo, gerente da pesquisa industrial mensal do IBGE. Segundo ele, o sinal positivo vem se mantendo graças às medidas de incremento da renda implementada pelo governo, além da evolução do mercado de trabalho com redução da taxa de desemprego. O mês de maio apontou resultado positivo em três das quatro grandes categorias econômicas, registrando o maior salto em Bens de Capital, de 7,4%. Bens de Consumo Duráveis apontaram aumento de 3,0% na produção, enquanto os Bens de Consumo Semi e não duráveis tiveram alta de 0,8%. O resultado negativo veio de Bens Intermediários, cuja fabricação recuou 1,3% na comparação com abril. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes vieram de máquinas e equipamentos (7,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (3,7%), após recuos em abril.
REUTERS
Setor de serviços do Brasil tem forte expansão em junho apesar de inflação, mostra PMI
A expansão do setor de serviços no Brasil acelerou com força em junho e igualou o recorde da série histórica apesar das fortes pressões de preços, de acordo com pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da S&P Global divulgada na terça-feira
O PMI saltou a 60,8 em junho, de 58,6 em maio, igualando a taxa mais alta na série histórica, vista em abril de 2007 –a pesquisa começou a compilar os dados em março daquele ano –, em meio à entrada quase recorde de novos trabalhos e com a demanda em expansão. A entrada de novos trabalhos acelerou em relação a maio e foi a mais forte desde maio de 2007, sustentada pela conquista de novos negócios, maior investimento e demanda forte. Os serviços ao consumidor registraram a maior alta nos novos negócios, seguidos de perto pelo subsetor de finanças e seguros. Esse aumento, associado a projeções de crescimento, garantiu a alta das contratações em junho, com a criação de vagas se estendendo para o 13º mês seguido, na taxa mais forte já registrada. Os empresários do setor mantiveram o otimismo forte em junho, com o sentimento sobre as perspectivas de crescimento numa máxima de quase três anos. As empresas também mostraram esperanças de resultado positivo da eleição presidencial de outubro, e passaram a ver aumento da produção ao longo dos próximos 12 meses devido ainda aos esforços de marketing e investimentos. O mês, entretanto, também foi marcado por aumento nos gastos das empresas, com os custos de insumo subindo a uma taxa mais lenta do que em maio, mas ainda a segunda mais forte na série histórica. As pressões vieram, segundo a pesquisa, da força do dólar e dos custos mais elevados de energia, alimentos, combustíveis e produtos de higiene. Diante disso e com a resiliência da demanda, os fornecedores de serviços elevaram seus preços de venda pelo 20º mês e à taxa mais forte já vista na pesquisa. “Apesar das agressivas altas de juros, o cenário da inflação não melhorou. Os custos de insumos subiram a um ritmo que só foi superado em maio”, disse a diretora associada de economia da S&P Markit, Pollyanna De Lima. Com o forte resultado de serviços e a indústria também em crescimento em junho, o PMI Composto do Brasil subiu de 58,0 em maio a 59,4 no mês passado, no segundo ritmo mais forte de expansão da atividade empresarial desde o início do levantamento, em março de 2007.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Pequenas quedas para o suíno vivo
A reação mensal dos preços, que vem sendo observada em todas as praças acompanhadas pelo Cepea, é resultado da menor oferta de suínos, sobretudo de animais gordos, e do aquecimento da demanda por carne suína
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF oscilou com queda de 3,01% e alta de 2,22%, valendo R$ 129,00/R$ 138,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (4), ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul e São Paulo, cotados, respectivamente, em R$ 6,21/kg e R$ 7,25/kg. Houve queda no Paraná na ordem de 1,08%, chegando em R$ 6,42/kg, recuo de 0,32% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,30/kg, e de 0,14% em Minas Gerais, fechando em R$ 7,25/kg.
Cepea/Esalq
Brasil tem mais duas plantas aprovadas para exportar suínos ao Canadá
Após cinco habilitações de frigoríficos de suínos para o Canadá em junho e duas em julho o Brasil agora conta com sete frigoríficos de carne suína habilitados a exportar para o Canadá, todos localizados em Santa Catarina
Nesta semana mais duas plantas processadoras de carne suína de Santa Catarina foram habilitadas para exportar a proteína para o Canadá. Ambas estão localizadas em Santa Catarina: a Master Agroindustrial, em Videira, e a Pamplona Alimentos, em Rio do Sul. No mês passado, cinco unidades já haviam recebido o aval para exportação para o país norte-americano, todas elas também de Santa Catarina, sendo duas plantas da Seara Alimentos, de Itapiranga e de São Miguel do Oeste, uma da Cooperativa Central Aurora, de Chapecó, Pamplona Alimentos, de Presidente Getúlio, e da Cooperativa Central Aurora, de Joaçaba. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), “embora seja o terceiro maior exportador global de carne suína (em 2021, o país exportou 1,5 milhão de toneladas), o Canadá também é um comprador relevante no mercado internacional. Em média, o país importa 250 mil toneladas anualmente”.
BROADCASTAGRO
Frango: alta no atacado paulista
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 1,99%, chegando em R$ 7,70/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, custando R$ 6,00/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,26/kg, nem no Paraná, custando R$ 5,59/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (4), tanto a ave congelada quanto a resfriada não mudaram de valor, custando, respectivamente, R$ 7,87/kg e R$ 8,03/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de carne de frango crescem 8,8% em junho
Vendas do primeiro semestre aumentam 8% em volume
Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 432,5 mil toneladas em junho, volume que supera em 8,8% os embarques realizados no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 397,4 mil toneladas. Em receita, as vendas de junho totalizaram US$ 951,7 milhões, desempenho 46,3% maior que o realizado no sexto mês de 2021, com US$ 650,6 milhões. As exportações totais registradas ao longo do primeiro semestre alcançaram 2,423 milhões de toneladas, volume 8% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2021, com 2,244 milhões de toneladas – mantendo, neste ano, média mensal acima das 400 mil toneladas. Em receita, a alta do semestre é de 36%, com US$ 4,728 bilhões em 2022, contra US$ 3,476 bilhões em 2021. No ranking dos principais destinos de junho, destaque para a Arábia Saudita, com 39 mil toneladas (+69%), Japão, com 37,1 mil toneladas (+3%), Emirados Árabes Unidos, com 35,6 mil toneladas (+18%), Filipinas, com 21,1 mil toneladas (+9%) e Coreia do Sul, com 18,4 mil toneladas (+67%). As vendas para a China, maior importadora da carne de frango do Brasil, totalizaram 46,5 mil toneladas no mês (-18%). “A maior parte dos nossos principais clientes internacionais vêm aumentando o volume das compras. Neste contexto, destacam-se mercados do Oriente Médio como a Arábia Saudita, que recentemente reabilitou parcialmente plantas brasileiras, tendo voltado inclusive a comprar volumes nos patamares históricos. Também foram relevantes as altas de determinados mercados da Ásia como as Filipinas e a Coreia do Sul, que assumiram, respectivamente, o quinto e o sexto postos entre os principais importadores de junho. Além disso, os preços médios obtidos com as exportações também vêm evoluindo nos últimos meses, dentro de um contexto de necessidade em função dos custos de produção”, avalia Luís Rua, diretor de mercados.
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