
Ano 8 | nº 1754 | 14 de junho de 2022
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo calmo em São Paulo
Com poucas indústrias abrindo ofertas de compra nesta manhã (13/6), poucos negócios foram reportados e os preços se mantiveram estáveis
No norte de Tocantins, com escalas de abate encurtando, os compradores abriram a semana ofertando R$2,00/@ a mais para o boi, vaca e novilha gordos em relação à sexta-feira (10/6).
No mercado atacadista de carne bovina com osso, os recentes incrementos na cotação do boi gordo e o abastecimento do varejo para o feriado resultaram em preços firmes para a carcaça casada. Na comparação feita semana a semana, a carcaça casada de bovinos castrados teve alta de 4,7% e a de bovinos inteiros de 2,8%.
SCOT CONSULTORIA
Queda no preço da carne bovina no atacado não chega ao consumidor final, aponta a Scot
Embora as cotações dos cortes bovinos tenham recuado no mercado atacadista, a proteína segue com valores altos nas gôndolas dos supermercados e açougues
No mercado brasileiro da carne bovina, mesmo com o repasse parcial das quedas do boi gordo observada em maio/22, a demanda comedida no mercado interno tem travado as vendas desta proteína, informam nesta sexta-feira (10/6) os analistas da Scot Consultoria. No atacado paulista, o preço médio da carne bovina recuou 2,1% no acumulado de maio; o varejo paulista, houve leve baixa de 0,3%, considerando o mesmo período. “Nota-se que a queda de preço da carne bovina no atacado não foi repassada ao varejo e, quando repassada, foi em menor intensidade, contribuindo para o cenário de preços ainda firmes ao consumidor final”, relata a médica-veterinária Amanda Skokoff, analista de mercado da Scot Consultoria. Com escalas de abate confortáveis, os estoques de carne bovina das indústrias aumentaram, uma vez que o consumidor não tem absorvido a produção, acrescenta ela. Nesta semana, o atacado paulista seguiu ajustando sua tabela de preços negativamente, registrando uma queda de 1,2% na média dos cortes monitorados, reforça a analista. Segundo Amanda, o cenário também é adverso para a indústria da carne bovina que, apesar de ajustar negativamente a sua tabela de preços, vê o produto “empacar” na hora da venda final. “Em curto prazo, sem perspectivas de grande melhoria de consumo de carne bovina, podemos observar uma pressão de baixa sendo exercida no mercado”, observa a analista.
SCOT CONSULTORIA
Preços do boi gordo ainda sobem em meio a cenário de transição de safra
Em relação às exportações de carne bovina, a China ainda mantém sua política de tolerância zero contra traços de Covid 19 em embalagens
O mercado físico do boi gordo registrou preços firmes na segunda-feira (13). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos enfrentam uma maior dificuldade na composição de suas escalas de abate. Nesse ambiente a tendência ainda é de reajustes no curto prazo. “O mercado pecuário está em um momento de transição, entre a safra e a entressafra, com perspectiva de retração do primeiro giro de confinamento em 2022 em função do padrão de custos elevado no final do primeiro trimestre, o que impactou na decisão de confinamento”, assinalou Iglesias. Em relação às exportações de carne bovina, a China ainda mantém sua política de tolerância zero contra traços de Covid 19 em embalagens. No início da semana, mais um frigorífico brasileiro, de Tangará da Serra/MT, sofreu embargo. Com isso, em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 311,00 na modalidade a prazo. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 290,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 274,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 275,00 por arroba. Em Goiânia, preços a R$ 277,00 a arroba. O mercado atacadista voltou a apresentar alta em seus preços no início da semana. Segundo Iglesias, a expectativa é que esse movimento acabe perdendo intensidade ao longo da segunda quinzena do mês, período que contará com menor apelo ao consumo. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,15 por quilo. A ponta de agulha foi a R$ 15,80 por quilo, alta de R$ 0,30. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,00 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
China suspende importações de carne bovina da Marfrig em Tangará da Serra/MT
Segundo o comunicado oficial publicado na segunda-feira (13), a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, em inglês) suspendeu a importação de carne bovina da unidade de Tangará da Serra/MT da Marfrig. O País asiático também embargou as compras de produtos de duas empresas dos Estados Unidos por uma semana
Em nota oficial, foi informado que as interrupções dos negócios entrariam em vigor a partir das 0h00 desta segunda-feira. Conforme destacou o BroadCast Agro, é a terceira vez neste ano que a unidade da Marfrig é notificada da suspensão dos embarques. A primeira ocorreu no dia 07 de abril e a segunda foi no dia 29 de abril, sendo que ambas as suspensões tinham o prazo de uma semana. O GAAC não informou o motivo da suspensão, mas a China vem notificando a suspensão temporária de vários frigoríficos devido a pandemia. Por isso, eles estão adotando um controle sanitário das cargas que entram no País.
BroadCast Agro
Carne bovina in natura: Volume exportado em maio alcança 153,1 mil toneladas
A Secretária Secretaria de Comércio Exterior, do ministério da Economia informou que as exportações de carne bovina in natura alcançaram 153,1 mil toneladas em maio/22, volume 20,84% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, com 126,7 mil toneladas
No comparativo mensal, o volume exportado de carne bovina teve um recuo de 2,73% frente ao total enviado em abril/22, que embarcou 157,4 mil toneladas. A média diária exportada ficou em 6,9 mil toneladas e registrou um avanço de 15,3% frente à média exportada no mês de maio do ano passado, que ficou em 6,03 mil toneladas. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o resultado das exportações segue positivo com bons volumes exportados e faturamento. “Tivemos um bom desempenho no total exportado, mas o que chamou atenção foi a receita em que quase chegamos em um bilhão de dólares novamente. Se considerarmos as demais carnes, vamos ter 1 bilhão de dólares em faturamento”, comentou. A média diária ficou em US$ 44, 9 milhões, alta de 50,9%, frente ao mês de maio do ano passado, que ficou em US$ 29,7 milhões. Os preços médios ficaram em US$ 6.454 por tonelada, alta de 30,8% frente aos dados divulgados em maio de 2021, com preços médios de US$ 4.933 mil por tonelada. Ainda segundo o analista da Safras & Mercado, o mercado está atento aos movimentos da China para saber como será o desempenho nas compras de carne bovina nos próximos meses. “Temos que continuar muito atentos, pois mais uma vez tivemos indústrias que foram suspensas temporariamente pela China”, ressaltou. O analista ainda aponta que essa atitude da China acaba gerando preocupações no mercado, principalmente no mercado futuro que operou em campo negativo na sessão da segunda-feira (13). “Os dados dos embarques de junho e julho devem mostrar com mais clareza como vai ser o comportamento do mercado e também da demanda asiática”, concluiu.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 2,46%, a R$5,112
O mercado de câmbio começou a semana sob forte estresse, com o dólar à vista fechando na maior alta percentual diária desde o começo de maio e no maior patamar em um mês, acima de 5,11 reais, catapultado por uma onda global de aversão a risco devido a receios sobre inflação, recessão e alta agressiva dos juros mundo afora
O dólar negociado no mercado interbancário subiu 2,46% na segunda-feira, a 5,112 reais na venda. É o valor mais elevado desde 12 de maio (5,1424 reais) e a alta percentual mais forte desde 2 de maio (2,58%). Na máxima do dia, a cotação saltou 3,00%, a 5,1388 reais. O real teve um dos piores desempenhos globais na sessão. Com o forte ganho desta segunda, o dólar à vista encerrou acima de sua média móvel linear de 100 dias pela primeira vez desde janeiro –evento tido como prenúncio de mais altas para a moeda. O dólar engatou ainda o sexto pregão consecutivo de aumento, período em que acumulou apreciação de 7,00%. É a mais longa série de altas diárias desde 30 de setembro de 2021, quando a divisa contabilizou a última de uma sequência de sete valorizações.
REUTERS
Ibovespa fecha com queda de 3% com aversão generalizada a risco
O Ibovespa fechou em forte baixa na segunda-feira, em meio a uma forte aversão a risco global em razão de preocupações sobre os movimentos de bancos centrais, principalmente do Federal Reserve, para conter a inflação e seus efeitos na atividade econômica
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,73%, a 102.598,18 pontos, menor patamar desde 10 de janeiro e com quase todas as ações da carteira no vermelho. No pior momento, chegou a 101.699,55 pontos (-3,59%). O volume financeiro no pregão somou 30,1 bilhões de reais. De acordo com a economista-chefe da Claritas, Marcela Rocha, a dinâmica dos mercados na segunda-feira continuou a ser influenciada pelos fatores que levaram os mercados a terem uma forte realização na última sexta-feira, quando saíram dados de inflação e de confiança do consumidor nos EUA. “Esses dados serviram de alerta a respeito de uma trajetória de inflação pior que a esperada e de um ambiente de arrefecimento do crescimento”, afirmou, destacando que estes vetores fazem o mercado questionar qual será a reação do Fed, o BC norte-americano. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed anuncia na quarta-feira decisão sobre os juros com o mercado esperando nova alta de 0,5 ponto percentual. Investidores buscarão sinais sobre os passos seguintes do Fed, em especial após setembro, e se ele precisará ser mais enérgico para controlar a inflação. “É um dia de estresse geral”, afirmou o gestor da Vitreo Rodrigo Knudsen, acrescentando que não é possível explicar o comportamento de determinado papel a partir de fundamentos próprios. “Ninguém quer posição de risco, todo mundo está vendendo qualquer coisa de risco.”
REUTERS
Balança comercial tem superávit de US$4,9 bi em maio
A balança comercial brasileira registrou superávit de 4,944 bilhões de dólares em maio, informou o Ministério da Economia nesta segunda-feira, em mês marcado por forte aceleração de preços dos produtos comercializados, levando a recordes de exportação e importação
O número do mês passado é resultado de 29,648 bilhões de dólares em exportações, e 24,704 bilhões de dólares em importações. Os dois indicadores são recorde para todos os meses da série histórica iniciada em 1997. O saldo comercial, por sua vez, foi menor do que o observado em maio de 2021 (8,5 bilhões de dólares) e de 2020 (6,8 bilhões de dólares). Os números do mês passado refletem uma forte aceleração dos preços dos produtos. O valor total das exportações brasileiras cresceu 8% na comparação com maio de 2021, resultado de uma alta de 21,9% nos preços dos itens vendidos, combinada a um recuo de 7,9% na quantidade embarcada. As importações cresceram 33,5%, diante de um salto de 35,7% nos preços, simultaneamente a uma sutil alta de 0,1% nas quantidades compradas. No recorte por setor, houve crescimento de 19,4% nas exportações da indústria de transformação e de 0,2% na agropecuária. A indústria extrativa teve valor médio reduzido em 4,5%. A Ásia teve queda significativa nas compras feitas do Brasil, reduzindo sua participação nas exportações de 51% do total em maio de 2021 para 41,8% no mês passado. “A queda (de venda) de soja, minério de ferro e petróleo ajuda a explicar essa menor exportação para a Ásia, principalmente a China”, disse o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão. A fatia da América do Norte nas exportações brasileiras subiu de 13,5% para 14%, enquanto a Europa teve alta de 17,4% para 20,3% e a América do Sul, de 10,6% para 12,2%. Brandão destacou o forte crescimento das vendas de petróleo bruto à Europa, em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia, com alta de 115% nas exportações do produto pelo Brasil aos europeus. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2022, o saldo comercial brasileiro ficou positivo em 25,129 bilhões de dólares. De acordo com Brandão, muito provavelmente, o governo revisará para baixo sua projeção para o saldo comercial em 2022 porque a importação vem crescendo acima das previsões anteriores. A nova projeção será apresentada em julho.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Custos com a nutrição de aves de corte e suínos diminuíram em maio, segundo Embrapa
Redução foi mais significativa para a suinocultura
De acordo com informações divulgadas pela plataforma Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa Suínos e Aves, o mês de maio registrou menor investimento na área de nutrição animal para ambas atividades. Para a suinocultura, a redução na porcentagem da alimentação dos animais na cesta dos custos de produção foi maior do que para a avicultura. Segundo o analista da instituição, Ari Jarbas Santi, a diferença entre os dois setores se dá porque custos de produção são todos ponderados, os itens que fazem parte dos custos são todos ponderados, então quando varia o preço de um item, ele acaba interferindo também na variação do outro, e esse custo ponderado acaba distorcendo um pouco a curva. “Se os pintinhos de corte não tivessem subido tanto, provavelmente essa diminuição no custo da alimentação das aves seria muito maior, inclusive do que o da alimentação de suínos”. Conforme aponta a plataforma, a queda na nutrição animal para a área de suínos em maio foi de 2,11% em maio no comparativo com abril. Desde o início do ano, entretanto, este item dos custos teve alta de 4,19%, e representou em maio 80,97% do total de investimentos na criação dos animais. Já para a avicultura de corte, a Embrapa informa que a queda com a alimentação das aves foi de 0,87% em maio na relação com o mês anterior, mas desde o início do ano, houve elevação de 4,98%. Neste mês de maio, a nutrição das aves representa 74,41% do investimento na avicultura de corte. O Índice de Custos de Produção (ICP) Frango registrou 434,86 pontos em maio, um aumento de 0,69% no comparativo com abril, alta de 7,76% desde janeiro e de 6,65% em relação a maio de 2021. O elemento que teve maior alta em maio para a atividade foi o custo com os pintinhos de um dia, que subiu 1,29% em maio, chegando a representar 14,18% no investimento da granja. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), José Paulo Meirelles Kors, houve queda de cerca de 3,5% nos alojamentos de pintinhos nestes primeiros quatro meses do ano, com uma média mensal de aves alojadas no Brasil em torno de 550 milhões de cabeças. A razão para essa queda, segundo ele, é a redução da produtividade das galinhas poedeiras e a menor fertilidade dos ovos, que reduz a oferta e, com a demanda aquecida, eleva os preços. “Estamos com patamares nunca vistos historicamente. Se antes a cotação de um pintinho de corte era de 25 centavos de dólar, hoje dobrou e está em 50 centavos de dólar, e ainda assim tem sido muito procurado”, aponta. Em relação à suinocultura, o Índice de Custos de Produção (ICP) Suíno registrou 419,68 pontos em maio, uma queda de 2,07% no comparativo com abril, alta de 4,79% desde janeiro e de 0,56% em relação a maio de 2021. O elemento que mais pesou na atividade suinícola em maio, vindo em seguida da nutrição dos animais, é o transporte, que representou em maio 4,25% dos gastos no setor. Houve alta em maio de 0,23% em relação a abril, 1,34% desde janeiro e de 1,62% comparado a maio de 2021. No Paraná, que lidera a produção de frangos de corte no país, houve leve aumento de 0,71% nos custos de produção, passando de R$ 5,58/kg em abril para R$ 5,62/kg em maio. Em relação a maio do ano passado, quando o custo era de 5,27/kg, o aumento foi de 6,64%. Na nutrição das aves no Paraná, o valor em abril era de R$ 4,23/kg e caiu 1,18% em maio, chegando em R$ 4,18/kg neste mês de maio. Na comparação com maio de 2021, o custo com a alimentação das aves houve aumento de cerca de 4%, atingindo R$ 4,18/kg. Em Santa Catarina, principal Estado produtor de suínos, em maio, houve queda de 2% nos custos de produção segundo a Embrapa, saindo de R$ 7,49/kg em abril para R$ 7,34/kg em maio. Ao comparar o valor com maio de 2021, há um aumento de 0,54%. Na alimentação dos animais, Santa Catarina teve baixa de 2,62%, passando de R$ 6,10/kg em abril para R$ 5,94/kg em maio. Em relação a maio de 2021, quando a nutrição dos suínos custava, em média, R$ 6,00/kg, recuo de quase 1% em comparação a maio deste ano.
Embrapa Suínos e Aves
Suínos: preços seguem em alta
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 2,68%/2,54%, chegando em R$ 115,00/R$ 121,00, enquanto a carcaça especial que aumentou 1,14%/1,09%, custando R$ 8,90 o quilo/R$ 9,30 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), ficaram estáveis os preços no Paraná e em Santa Catarina, valendo, respectivamente, R$ 5,12/kg e R$ 5,42/kg. Houve aumento de 5,16% no Rio Grande do Sul, chegando em R$ 5,50/kg, avanço de 2,81% em São Paulo, alcançando R$ 6,22/kg, e de 2,25% em Minas Gerais, fechando em R$ 6,83/kg.
Cepea/Esalq
Embarques de carne suína em maio/22 caem em volume e receita
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura até o final de maio (21 dias úteis) caíram em relação a maio/21
O analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, explica que, quando se compara os resultados deste semestre de 2022 com o primeiro semestre de 2021, quando as exportações de carne suína ainda iam bem, realmente há uma grande discrepância. “Mas é fato que não temos mais a China comprando nos volumes nem nos preços que se via antes, e mesmo que a gente cite a Argentina, Filipinas, Vietnam, que vêm comprando bons volumes, não há um substituto à altura da China. Mas o caminho é esse: pulverizar as exportações para não depender de um só país”, disse. A receita obtida com as exportações de carne suína, US$ 190,8 milhões, representa 80% do montante obtido em todo maio de 2021, que foi de US$ 238 milhões. No volume embarcado, 79.814 toneladas são 87,33% do total exportado em maio do ano passado, com 91.386 toneladas. Na comparação com o mês anterior, as exportações de carne suína são 5,45% maiores do que o valor registrado em abril, de US$ 181 milhões. No volume, as 79.814 toneladas embarcadas em maio são 2,15% inferiores do que o que foi computado em abril, com 81.569 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 8.676 valor 23,5% menor do que maio de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 8,87%. Em toneladas por média diária, foram 3.627 toneladas, houve baixa de 16,6% no comparativo com o mesmo mês de 2021. No preço pago por tonelada, US$ 2.391, ele é 8,2% inferior ao praticado em maio passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve alta de 0,2%.
AGÊNCIA SAFRAS
Bolsa de suínos em MT busca melhorar ambiente de negócios entre produtor e frigorífico
Ferramenta foi lançada pela Acrismat em maio
A Associação de Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) implantou, no dia 19 de maio, a primeira bolsa de suínos do Estado. A exemplo de iniciativas do gênero existentes em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, a ferramenta busca oferecer ao produtor mais informações sobre o mercado e maior segurança na comercialização dos animais. “A medida é uma forma que a associação encontrou para melhorar o ambiente de negociação entre os suinocultores e empresas interessadas em comprar a produção, ao mesmo tempo em que visa acabar com a especulação de preço da carne suína no mercado. Também pretende tirar o suinocultor do vermelho”, informou a Acrismat, em nota. Segundo a entidade, as operações da bolsa acontecem todas às quintas-feiras, durante reunião online com suinocultores de Mato Grosso e frigoríficos, e nesses encontros são definidos os preços para a semana. Em Minas Gerais, ambiente semelhante existe há 40 anos; em São Paulo, há 25 anos. “Nas últimas semanas, em conversas com os compradores, observamos uma diferença de R$ 0,50 entre o preço pago atualmente e o que poderia ser pago caso não houvesse a bolsa. Em um animal de 120 quilos, isso representa uma diferença de R$ 60. É um valor considerável para qualquer atividade”, diz a Acrismat.
VALOR ECONÔMICO
Frango com altas para ave congelada ou resfriada
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,35/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,00/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,61/kg.
Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), a ave congelada teve alta de 1,17%, atingindo R$ 7,76/kg, e a resfriada subiu 1,04%, fechando em R$ 7,76/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de carne de frango têm faturamento 40,9% maior em maio
No volume exportado, na comparação com mesmo mês do ano passado, crescimento de 5%, segundo dados da Secex
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, a exportações de carne de aves in natura até o final de maio (21 dias úteis), superaram em mais de 40% a receita de maio/21. O analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, explica que as exportações de carne de frango estão “espetaculares”. “Não há dificuldade nenhuma em colocar o produto brasileiro no mercado externo. É aquela velha fórmula: Brasil exporta para mais de 100 países, temos destaque nos embarques halal, além dos casos de influenza aviária afetando o hemisfério Norte. Tudo isso remete a uma exportação muito forte que vai se manter durante todo o ano”. A receita obtida, US$ 838,6 milhões, representa aumento de 40,9% sobre o montante obtido em todo maio de 2021, que foi de US$ 594,9 milhões. No volume embarcado, as 400.758 toneladas são 4,7% maiores do total exportado em maio do ano passado, com suas 382.762 toneladas. Na comparação com mês anterior, os US$ 838.6 milhões de receitas são 11,8% superior ao registrado em abril, com US$ 749,6 milhões. No volume, as 400.758 toneladas embarcadas em maio são 3,5% superiores do que o que foi computado em abril, com 387.180 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 38,1 milhões valor 34,5% superior ao registrado maio de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve baixa de 3%. Em toneladas, por média diária, 18.216 toneledas, houve leve queda de 0,1% no comparativo com o mesmo mês de 2021. No
preço pago por tonelada, US$ 2.092, ele é 34,6% superior ao praticado em maio passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa retração de 12,29%.
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