CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1755 DE 15 DE JUNHO DE 2022

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Ano 8 | nº 1755 | 15 de junho de 2022

NOTÍCIAS

Mercado de boi gordo tem preços firmes nesta terça

As exportações de carne bovina devem manter-se altas apesar da política de tolerância zero para a Covid-19

O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na terça-feira (14). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já não encontram a mesma facilidade na composição de suas escalas de abate, e vem pagando valores mais elevados pela arroba no decorrer da semana. “A tendência para o curto prazo ainda remete a alta das cotações, em linha com o quadro mais enxuto de oferta no mercado doméstico”, destacou Iglesias. Em relação às exportações de carne bovina, mesmo a política de tolerância zero para a Covid-19 não deve mudar drasticamente o panorama para o Brasil, que deve manter um ótimo ritmo de embarques ao longo do segundo semestre, com receitas mais uma vez acima da média histórica. Por estes motivos São Paulo (SP) registrou a referência para a arroba do boi em R$ 311 na modalidade a prazo. Já em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 290. Para Cuiabá (MT), a arroba do boi ficou em R$ 276. R$ 1 a mais que Uberaba (MG) onde os preços estão R$ 275 por arroba. Por fim em Goiânia (GO) preços a R$ 277 a arroba. O mercado atacadista segue também com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “O padrão de consumo delimitado para 2022 ainda sinaliza pela preferência de proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos propriamente dito”, disse. O quarto traseiro do boi ainda é precificado a R$ 22,15 por quilo enquanto a ponta de agulha foi a R$ 15,80 por quilo uma alta de R$ 0,30 e quarto dianteiro foi precificado a R$ 16 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços do boi gordo sobem em SP

Segundo a Scot Consultoria, o macho terminado destinado ao mercado paulista voltou a ser negociado na casa de R$ 300/@ (valor bruto e a prazo); bovinos com padrão exportação são negociados por R$ 310/@

Com escalas de abate mais curtas, os frigoríficos que atuam no interior de São Paulo abriram a terça-feira (14/6) elevando em R$ 2/@ os preços do boi gordo em relação aos valores do dia anterior, informa a Scot Consultoria. Dessa maneira, o macho terminado destinado ao mercado paulista voltou a ser negociado na casa de R$ 300/@ (valor bruto e a prazo). Por sua vez, os preços da vaca e da novilha gordas ficaram estáveis no dia de hoje, a R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (valores brutos e a prazo). Bovinos com padrão exportação (especialmente o boi-China, abatido com idade inferior a 30 meses) são negociados por R$ 310/@ no mercado paulista.

SCOT CONSULTORIA

Inspeção de produtos de origem animal não pode parar durante greve, determina STJ

Ministro Og Fernandes concedeu liminar na terça-feira

O ministro Og Fernandes, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), concedeu na terça-feira uma liminar, a partir de pedido da União, que obriga os fiscais agropecuários que atuam em estabelecimentos de abate permanente da inspeção de produtos de origem animal e nas unidades de vigilância agropecuária internacional a continuarem trabalhando durante a greve da categoria. A paralisação começou hoje (14/6) e vai terminar amanhã. Na semana passada, em assembleia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a categoria decidiu paralisar suas atividades por dois dias para protestar contra o projeto de lei 1.293 de 2021, que regulamenta o chamado autocontrole do setor produtivo. Segundo o sindicato, o projeto prejudica o futuro da atividade. “Considerando a natureza essencial das atividades envolvidas, relacionada à questão de saúde pública, e sem exercer juízo de mérito acerca da legalidade ou não do movimento grevista, em exame de cognição sumária, entendo que assiste razão à requerente no tocante aos percentuais mínimos de servidores presentes em atividade a serem observados para a garantia da continuidade do serviço público”, diz o ministro. Fernandes afirma que a medida não desrespeita o direito de greve porque ela não alcança todos os servidores que atuam como auditor fiscal federal. Em caso de descumprimento da liminar, o ministro do STJ estabeleceu multa diária de R$ 500 mil.

VALOR ECONÔMICO

A exportação de carne bovina in natura atingiu 4,6 bilhões de dólares, incremento de 62,1%

Em maio, foram exportadas 153,2 mil toneladas de carne bovina in natura. O embarque médio diário foi de 6,9 mil toneladas, volume 15,3% maior comparado à média diária de maio de 2021

O faturamento até maio atingiu 4,6 bilhões de dólares, incremento de 62,1% frente ao acumulado no mesmo período de 2021. Em Paragominas – PA, com boa oferta de boiadas, os compradores abriram o dia ofertando R$2,00/@ a menos para o boi gordo e para a vaca gorda, em relação ao dia anterior (13/6). Para a novilha o preço está estável. 

SCOT CONSULTORIA

Com início da fase de baixa do ciclo pecuário e forte demanda da China, cresce abate de novilhas

Na avaliação do médico veterinário Hyberville Neto, da HN Agro (Bebedouro, SP), é possível que faltem lotes de fêmeas jovens no segundo semestre deste ano para atender ao mercado chinês

Os abates brasileiros de bovinos somaram 6,96 milhões de cabeças no primeiro trimestre de 2022, um aumento de 5,5% na comparação com o mesmo intervalo de 2021, informou na última quarta-feira (8/6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Apesar do avanço no trimestre, foi o segundo menor abate para o período desde 2010 (acima apenas de 2021, quando somou 6,59 milhões de cabeças no período analisado)”, observa o médico veterinário Hyberville Neto, diretor da HN Agro, de Bebedouro, SP. O acréscimo no acumulado de janeiro a março deste ano foi puxado pelos abates de fêmeas, com crescimento de 12,9% em relação ao resultado registrado em igual período do ano passado. Para machos o incremento foi de 1,1%, considerando a mesma base de comparação. Segundo Neto, o maior abate de fêmeas reflete as boas vendas de novilhas ao mercado da China neste começo de ano, além dos preços dos bezerros em queda, resultado do atual processo de mudança do ciclo pecuário (encaminhado para a fase de baixa nas cotações). O resultado trimestral aponta para uma tendência de falta de oferta de novilhas para o segundo semestre, acredita Neto. “Se a China seguir com bons volumes de compra de carne bovina brasileira, o que é esperado, não haverá grande oferta de novilhas para ajudar a suprir a demanda por animais jovens (uma das exigências dos compradores asiáticos, que só aceitam adquirir bovinos abatidos com até 30 meses de idade)”, afirma o analista da HN. De acordo com ele, geralmente, a maior oferta de fêmeas ocorre no primeiro semestre, com picos em março (pós-estação) e maio (seca). Na avaliação de Neto, essa demanda dos frigoríficos por animais jovens terá que partir de sistemas mais intensivos, incluindo o confinamento, que, por sua vez, não registrou preços atrativos no mercado futuro nos últimos meses, desestimulando a atividade de engorda no cocho. Com isso, observa Neto, é possível que o ágio das categorias jovens (o chamado “boi-China”) ganhe força na segunda metade do ano.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta de 0,43%, a R$5,1341 na venda

O dólar avançou pelo sétimo pregão seguido e renovou sua maior cotação em um mês contra o real na terça-feira, acompanhando o salto da moeda norte-americana no exterior para os maiores patamares em duas décadas

A moeda norte-americana à vista avançou 0,43%, a 5,1341 reais, maior patamar para encerramento desde 12 de maio (5,1424). A sequência de sete valorizações diárias consecutivas, em que os ganhos do dólar totalizaram 7,5%, foi a mais longa desde uma série de mesma duração finda em 30 de setembro do ano passado. Com esse desempenho, a divisa norte-americana reduziu as perdas acumuladas no ano para 7,9%, ficando 11,4% acima da mínima para fechamento de 2022, de 4,6075 reais, atingida no início de abril. Na B3, às 17:05 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,21%, a 5,1550 reais. O Federal Reserve, banco central norte-americano, encerra um encontro de política monetária de dois dias na quarta-feira, e os mercados –que há apenas alguns dias tinham uma alta de 0,50 ponto percentual nos juros como praticamente garantida para a reunião– passaram a apostar majoritariamente numa dose de aperto mais intensa, de 0,75 ponto. Essas expectativas, alimentadas por dados da semana passada que mostraram a inflação ao consumidor norte-americano acelerando bem mais do que o esperado em maio, impulsionaram os rendimentos da dívida soberana dos EUA para os maiores patamares em vários anos nesta quarta-feira, com a taxa referencial de dez anos indo a pico desde 2011. Isso deu forças ao dólar, que atingiu seu maior patamar desde dezembro de 2002 contra uma cesta de divisas fortes nesta quarta-feira, movimento que abriu caminho para a derrocada da maioria das moedas de países emergentes. Os mercados de ações acompanharam o movimento de fuga de ativos arriscados e também caíram com força no dia. “A grande preocupação é com a inflação, de que o Fed está ainda mais atrás da curva do que o mercado imaginava”, disse à Reuters Mauro Morelli, estrategista da Davos Investimentos. “Isso aumenta a aversão a risco, o dólar é a moeda de segurança e aí o dólar se valoriza contra as outras moedas. Isso é um cenário pior para mercados emergentes.” Morelli disse ver um cenário em que “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Ao mesmo tempo que um aumento muito agressivo nos juros pelo Fed poderia minar o crescimento econômico dos EUA e derrubar ativos considerados arriscados, como o real, a entrega de um ajuste abaixo do atualmente precificado poderia ser vista como insuficiente diante do nível elevado de inflação e se mostrar “ainda pior” para o desempenho dos mercados, disse o especialista. Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que, assim como o encontro do Fed, se encerra na quarta-feira, a Selic deve ser elevada em 0,50 ponto percentual, a 13,25%, segundo a visão majoritária no mercado. No entanto, a probabilidade implícita em contratos de DI já indica 31% de chance de aumento mais agressivo, de 0,75 ponto.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda antes de Fed, na maior série de perdas desde 2015

O Ibovespa fechou em baixa na terça-feira, sem fôlego para reagir mesmo após sete sessões seguidas no vermelho, com agentes financeiros preferindo cautela antes de decisão de política monetária nos Estados Unidos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,52%, 102.063,25 pontos, renovando mínimas desde janeiro. O volume financeiro na sessão somou 23,5 bilhões de reais. Com tal desempenho, o Ibovespa acumula declínio de 9,19% na maior série de perdas desde setembro de 2015, quando também caiu oito sessões seguidas. A última vez em que o índice registrou mais quedas consecutivas julho e agosto de 1998 – nove. O Federal Reserve anuncia na quarta-feira à tarde sua decisão de juros, e as apostas no mercado migraram nesta semana para uma alta de 0,75 ponto percentual – de 0,5 ponto antes – apoiadas em dados mais fortes de inflação nos EUA. Há também expectativa sobre os sinais que o banco central norte-americano dará sobre seus próximos passos. De acordo com o analista da Ouro Preto Investimentos Bruno Komura, o risco está nas reuniões seguintes do BC norte-americano. “Talvez o Fed tenha que ser mais duro uma vez que a inflação não está dando alívio”, afirmou. A preocupação nos mercados é de que o Fed, para combater a inflação, aperte demais as condições monetárias e leve a economia para uma recessão, o que pode afetar as projeções para os resultados das empresas, refletindo-se nos preços das ações. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,38%. No Brasil, o BC também anuncia decisão de política monetária na quarta-feira após o fechamento do mercado. Até a semana passada, a expectativa entre economistas era de que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevaria a Selic em 0,5 ponto, para 13,25%. Mas posições para aumento de 0,75 ponto no mercado de DI cresceram. A sessão ainda repercutiu a aprovação pelo Senado do projeto que limita a cobrança do ICMS nos setores de combustíveis, energia elétrica, gás natural, comunicações e transporte coletivo. Na visão de Komura, o cenário externo é o principal vetor no movimento da bolsa recentemente, mas preocupações com o cenário fiscal no Brasil também prejudicam.

REUTERS

Serviços sobem 0,2% em abril, diz IBGE

Setor está, em média, 7,2% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e 4,2% abaixo do nível recorde, de novembro de 2014

O volume de serviços prestados no país teve alta de 0,2% em abril, frente a março, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados na terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março, o setor tinha avançado 1,4% (dado revisado após divulgação inicial de 1,7%). Com o desempenho de abril, os serviços estão, em média, 7,2% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020 e 4,2% abaixo do nível recorde, de novembro de 2014. Nem todas as atividades, no entanto, recuperaram o patamar do pré-pandemia. Na comparação com abril de 2021, o indicador teve alta de 9,4%. Em 2022, considerando de janeiro a abril, o setor subiu 9,5%. No resultado acumulado em 12 meses até abril, houve alta de 12,8%. O resultado na série com ajuste sazonal ficou abaixo da mediana das estimativas de 23 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de variação de 0,4%. O intervalo das projeções ia queda de 0,4% e alta de 1,6%. Já a expectativa mediana para o resultado de abril de 2022 frente a abril de 2021 era de 10,4%, com intervalo entre 3,6% e 13,2%. Das cinco atividades acompanhadas pela pesquisa, apenas duas acompanharam a alta da média dos serviços: informação e comunicação (0,7%) e serviços prestados às famílias (1,9%), o segundo resultado positivo consecutivo das duas, com ganho acumulado de 2,5% e 5,2%, respectivamente. Em contrapartida, transportes (-1,7%); profissionais, administrativos e complementares (-0,6%); e outros serviços (-1,6%) tiveram recuo. Os dois primeiros setores interromperam uma sequência de cinco taxas positivas seguidas, enquanto o último eliminou o avanço de 1,4% verificado em março. O IBGE informou ainda que a receita nominal subiu 0,9% na passagem entre março e abril. Na comparação com abril de 2021, a receita de serviços teve alta de 16,5%. Os serviços prestados às famílias subiram 1,9% em abril, frente ao mês anterior, a segunda alta seguida, após um crescimento de 3,2% em março. O segmento, no entanto, ainda se encontra 9,6% abaixo do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Ao lado de serviços prestados às famílias, o segmento de outros serviços também não recuperou o patamar do pré-pandemia e se encontra 0,7% abaixo de fevereiro de 2020. Esta área engloba principalmente serviços financeiros complementares (corretoras, por exemplo), administração de shopping center e apoio à agricultura, entre outros. As outras três atividades que compõem o setor de serviços já ultrapassaram o patamar do pré-pandemia: transportes (16,3%), informação e comunicação (11,4%) e profissionais e administrativos (5%). Na média, os serviços se encontravam, em abril de 2022, em nível 7,2% acima do pré-pandemia. Uma das atividades mais afetadas pelo isolamento social provocado pela covid-19, o transporte de passageiros subiu 2,3% em abril, a sexta alta seguida, acumulando alta de 27,7% no período. Com isso, ultrapassou pela primeira vez o nível de fevereiro de 2020, marco da pré-pandemia, ficando 0,1% acima deste patamar. Na comparação com abril de 2021, o transporte de passageiros avançou 81,6%, a 13ª taxa positiva seguida na comparação interanual. Já o transporte de cargas teve recuo de 0,1% em abril, ante março, e interrompeu uma sequência de seis taxas positivas, na qual tinha acumulado ganho de 11,1%. Frente a abril de 2021, o indicador avançou 9,9%, a 20ª taxa positiva seguida.

VALOR ECONÔMICO

Produção das agroindústrias volta a esfriar

PIMAgro, índice do FGV Agro, recuou 0,2% em abril

Durou pouco a reação da produção agroindustrial brasileira, e o PIMAgro, índice do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) que mensura o ritmo da atividade em diferentes ramos que fazem parte do setor, voltou a registrar variação negativa em abril. Depois de subir 1,7% em março em relação ao mesmo mês de 2021, após oito quedas interanuais consecutivas, o indicador recuou 0,2%. Em relação a março deste ano, a retração foi de 1,3%. “Com a queda, a agroindústria voltou a se distanciar ainda mais do período pré-pandemia (fevereiro/2020) – foi 2,6% menor. Em março, essa diferença era de 1,3%. Em comparação ao nível recorde, que foi observado em abril de 2010, a produção agroindustrial no quarto mês deste ano foi 16,3% inferior. Ou seja, fica claro que o setor tem bastante espaço para crescer”, informaram os analistas do FGV Agro. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. Na comparação com abril do ano passado, a queda apontada pelo FGV Agro foi determinada por um recuo de 1% registrado no grupo formado por produtos alimentícios e bebidas. Neste, na área de produtos alimentícios, houve redução de 4,7% e, na de bebidas, avanço de 13,2%. No segmento de produtos não-alimentícios, foi observada uma variação positiva interanual média de 0,7%, garantida por insumos (19,9%) e fumo (7,7%). De uma maneira geral, apontou o centro da FGV, fatores conjunturais que prejudicam a agroindústria brasileira desde o ano passado continuam a dar o tom. “O setor ainda enfrenta dificuldades para encontrar matérias-primas e sofre com a alta dos custos; a inflação continua corroendo o poder de compra da população; o mercado de trabalho ainda não entrou em uma dinâmica de recuperação consistente; e as elevadas taxas de juros encarecem o crédito”, informou. Com a variação negativa de abril, o indicador fechou o primeiro quadrimestre com queda de 1,2% ante igual intervalo de 2021. Nessa comparação, o segmento de produtos não-alimentícios recuou 3,3%, enquanto o ramo formado por produtos alimentícios e bebidas cresceu 1%. Mesmo assim, conclui o FGV Agro, a agroindústria em geral teve um desempenho melhor que o do restante da indústria brasileira, cuja queda média foi de 3,4% no período.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos com altas consistentes

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 4,35%/3,31%, chegando em R$ 120,00/R$ 125,00, enquanto a carcaça especial que aumentou 5,62%/5,38%, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (13), houve alta de 10,16% no Paraná, chegando em R$ 5,64/kg, avanço de 4,06% em Santa Catarina, atingindo R$ 5,64/kg, ampliação de 3,66% em Minas Gerais, valendo R$ 7,08/kg, aumento de 2,73% em São Paulo, custando R$ 6,39/kg, e de 2,55% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 5,64/kg.

Cepea/Esalq

Estabilidade na maioria das cotações do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 1,09%, valendo R$ 7,35/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,61/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (13), tanto a ave congelada quanto a resfriada não tiveram alteração nos valores, custando, ambas, R$ 7,76/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne de frango alcançam 429,6 mil toneladas em maio

Embarques do ano alcançam 1,990 milhão de toneladas

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 429,6 mil toneladas em maio, volume que supera em 3,7% o total embarcado no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 414,3 mil toneladas. Com este desempenho, o setor alcançou receita de US$ 904,6 milhões, número 37,8% superior ao alcançado em maio de 2021, com US$ 656,3 milhões. No saldo acumulado no ano (janeiro a maio), as exportações de carne de frango alcançaram 1,990 milhão de toneladas, número 7,8% maior do que as 1,846 milhão de toneladas registradas em 2021. No mesmo período, a receita em dólares das vendas internacionais alcançou US$ 3,776 bilhões, número 33,6% maior que o resultado alcançado no ano passado, com US$ 2,826 bilhões. “O quadro inflacionário global, com a alta dos custos de produção, e a forte demanda por carne de frango no mercado internacional fortaleceram os preços médios internacionais para patamares superiores a US$ 2 mil dólares por tonelada.  O bom desempenho na receita dos embarques de maio ajuda a equilibrar os impactos gerados pelos preços elevados de todos os insumos que compõem a produção”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.  Entre os principais destinos das exportações brasileiras em maio, destaque para a China, que importou 50,2 mil toneladas (-8,8%), Emirados Árabes Unidos, com 44,8 mil toneladas (+73,2%), Japão, com 33,1 mil toneladas (+3,2%) e União Europeia, com 26,3 mil toneladas (+80,7%). O Brasil tem aumentado a capilaridade dos seus embarques de maneira sustentável, além de reforçar a posição em mercados históricos. Por exemplo, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita são destaques positivos na região do Oriente Médio. Já na Ásia, destaque para Filipinas que atinge o seu maior volume de compras de produtos brasileiros, e Coreia do Sul, que também vem mostrando boas perspectivas. Ainda, há boas expectativas nos meses vindouros nas exportações para o mercado mexicano” avalia Luis Rua, diretor de mercados da ABPA.

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