CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1753 DE 13 DE JUNHO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1753 | 13 de junho de 2022

NOTÍCIAS

Mercado do boi fecha a semana valorizado

O fechamento na sexta-feira foi marcado por aumento de preços em 23 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria. Nas demais praças, estabilidade

Com volume de ofertas reduzido e escalas encurtando, os compradores encerraram a semana ofertando entre R$1,00 e R$2,00 a mais por arroba na maior parte das praças pecuárias. Destaque para a região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, onde a referência para as ofertas de compra do boi gordo subiu R$5,00/@ em comparação ao dia anterior (9/6), a maior movimentação dentre as regiões monitoradas.  Cotações sobem em São Paulo mesmo com poucos negócios reportados. Os compradores encerraram a semana ofertando R$1,00/@ a mais pelo boi gordo em São Paulo, sinalizando uma firmeza nas cotações para a próxima semana. Para fêmeas, os preços permaneceram estáveis. A referência para bovinos cujo destino é a exportação aumentou R$5,00/@.  Em Santa Catarina, com a menor oferta, os compradores iniciaram o dia ofertando mais R$2,00/@ para o boi gordo e mais R$3,00/@ para vaca gorda na comparação com o dia anterior (9/6). Para a novilha os preços se mantiveram estáveis.

SCOT CONSULTORIA

Boi: preços reagem com queda no volume de oferta

A retomada de unidades chinesas embargadas auxiliou para uma movimentação de alta no curto prazo para o mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na sexta-feira (10). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado voltou a registrar negócios acima da referência média. O volume de animais ofertados caiu sensivelmente nos últimos dias, o que tem resultado no encurtamento das escalas de abate em grande parte do país. “Os elementos de alta seguem presentes no mercado, sinalizando para movimentação ainda mais consistente durante a segunda quinzena do mês. A retomada de boa parte das unidades embargadas pela China é outro elemento que favorece a alta dos preços no curto prazo, com os frigoríficos exportadores retornando a sua programação normal”, apontou Iglesias. Com isso, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 309 na modalidade a prazo. Para Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 275 já na região de Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 274. Em Uberaba (MG), preços a R$ 275 por arroba e em Goiânia (GO), preços a R$ 277 a arroba. O mercado atacadista volta a apresentar preços firmes. O ambiente de negócios volta a sugerir por alta dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo. “Para a segunda quinzena do mês a expectativa é de arrefecimento, com uma reposição naturalmente mais lenta entre atacado e varejo”, disse Iglesias. O quarto traseiro do boi permanece precificado a R$ 22,15 por quilo, já a ponta de agulha segue precificada a R$ 15,50 por quilo e por fim o quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 1,48%, a R$4,9892 na venda; moeda sobe 4,43% na semana

O dólar teve forte alta contra o real na sexta-feira, com dados de inflação norte-americanos mais elevados que o esperado desencadeando temores de endurecimento da trajetória de aperto monetário do banco central dos Estados Unidos

A moeda norte-americana à vista encerrou a sessão em alta de 1,48%, a 4,9892 reais, seu maior patamar para fechamento desde o dia 16 de maio (5,0507 reais). Em relação à última sexta-feira, o dólar ganhou 4,43%, segundo avanço semanal seguido e o mais intenso desde o período findo em 26 de março de 2021 (+4,68%). Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,63%, a 5,0140 reais. A moeda norte-americana começou a ganhar fôlego –tanto no mercado local quanto no internacional– após o Departamento do Trabalho dos EUA informar que seu índice de preços ao consumidor acelerou a alta a 1% em maio, contra 0,3% em abril e expectativa de taxa de 0,7%. O avanço acumulado em 12 meses foi de 8,6%, o mais intenso desde dezembro de 1981, com os preços da gasolina atingindo um pico recorde. Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, disse que a perspectiva de aperto monetário agressivo “deixa mais aflorado o sentimento de que a economia (dos EUA) pode entrar num cenário de recessão”, o que tende a azedar o apetite por risco dos investidores e levar a fugas de capital de ativos mais arriscados, como moedas de países emergentes. Ao mesmo tempo, juros mais altos nos Estados Unidos impulsionam os rendimentos da dívida soberana do país, considerada a mais segura do mundo, o que costuma elevar a demanda por dólares. “O Brasil é um país que exporta commodities e taxa de juros; é o que a gente vende para o mundo. Nossa taxa de juros já está bastante alta, e, com a nossa inflação começando a recuar, a gente começa a ver nossa taxa real ficando cada vez mais atraente”, disse o especialista. Ele espera que o dólar opere abaixo dos 5 reais ao longo da maior parte do restante do ano. A moeda norte-americana acumula baixa de 10,5% contra divisa brasileira até agora em 2022.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com apreensão sobre juros nos EUA

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, pressionado por preocupações sobre os próximos passos do banco central norte-americano, enquanto Eletrobras recuou após precificar oferta de ações que privatiza a maior empresa de geração e transmissão de energia da América Latina

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,55%, a 105.432,62 pontos, segundo dados preliminares, na sexta queda seguida. Na semana, contabilizou perda de 5,1%. O volume financeiro na sexta-feira no pregão somava 27,9 bilhões de reais. O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou pela manhã que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1% no mês passado, acelerando frente ao avanço de 0,3% em abril e superando previsões no mercado, de alta de 0,7%. A notícia pressionou os mercados de forma generalizada, dado o risco de o Federal Reserve precisar manter o ritmo de aperto monetário até setembro para combater a inflação. No Brasil, Eletrobras foi um dos destaques do dia após a companhia precificar sua oferta de ações a 42 reais por papel, na segunda maior operação do tipo do mundo este ano, e a maior oferta de ações em 12 anos no Brasil, desde a capitalização da Petrobras, em 2010.

REUTERS

Vendas no varejo do Brasil sobem 0,9% em abril, acima do esperado

As vendas no varejo brasileiro tiveram alta de 0,9% em abril na comparação com o mês anterior e subiram 4,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. Pesquisa da Reuters apontou que as expectativas eram de altas de 0,4% na comparação mensal e de 2,6% sobre um ano antes.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

Brasil espera eu definir o que é ‘desmatamento’

Nas regras para barrar importações de commodities de áreas desmatadas, conceito ainda está em debate

A definição sobre o que é “desmatamento” se tornou uma frente de disputa no desenho da política que a União Europeia (UE) quer adotar para barrar importações de commodities agrícolas associadas a cortes de vegetação realizados após 2020 – ilegais ou legais no país de produção. A depender de que tipo de vegetação nativa a proposta europeia quiser preservar, 56% da vegetação ainda existente no Cerrado poderia ficar exposta ao risco de desmatamento para produzir commodities ao bloco. Atualmente, o Cerrado mantém 53% de sua vegetação nativa. Se a proposta abranger apenas o desmate de “florestas”, conforme definição da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) – e presente na proposta elaborada pela Comissão Europeia -, 74% da área ainda preservada no Cerrado poderia ser desmatada para a produção de commodities para o bloco, ou 79 milhões de hectares. Mas se o projeto quiser barrar o desmatamento de regiões em “terras com madeira”, um outro conceito também da FAO, a desproteção do bioma na cadeia de fornecimento da UE cairia para 18%. Esse percentual se refere a áreas de pastagem natural. Os dados constam em um levantamento da iniciativa Trase que, a pedido do bloco da bancada verde no Parlamento Europeu, realizou um levantamento para comparar o impacto ambiental dos diferentes conceitos a partir de dados do Mapbiomas. A análise foi feita sobre a proposta do órgão executivo da União Europeia. O conceito de “florestas” da FAO em que se baseia essa proposta envolve regiões com mais de 0,5 hectare, com árvores de mais de 5 metros e que cobrem ao menos 10% da área. Mas, no Parlamento Europeu, a matéria vem passando por debates e alterações. Em abril, o Comitê Ambiental do legislativo do bloco propôs mudanças, entre as quais a inclusão do conceito de desmate de “terras com madeira”, como savanas, e de “degradação” de coberturas vegetais. Na definição da FAO, “terras com madeira” incluem também áreas com menor cobertura de vegetação e com árvores inferiores a 5 metros. Uma eventual exclusão da vegetação rasteira do Cerrado na proposta europeia teria forte impacto na política ambiental que a UE está tentando adotar. A maior parte da produção de grãos e da criação de gado do Brasil é feita no bioma, assim como a maior parte das importações de soja e carne bovina realizadas pela União Europeia provém do Cerrado. Segundo a Trase, 65% da soja que a UE importou com possível relação com áreas desmatadas nos últimos cinco anos veio do bioma. No caso das importações de carne bovina, 37% do volume com possível associação a desmatamento recente saiu de pastos do Cerrado. Os dados mostram que o bioma é um ponto crítico caso a UE queira barrar o desmatamento em suas cadeias de fornecimento. A definição do que é desmatamento também implica a proteção ou desproteção de parcelas de vegetação em outros biomas. O uso apenas do conceito de florestas da FAO excluiria do mecanismo as commodities eventualmente produzidas a partir de 9,2 milhões de hectares do Pantanal, área que corresponde a 76% deste bioma. Também livraria da barreira commodities eventualmente produzidas em 6,6 milhões de hectares dos Pampas (74% do bioma), e de 32 milhões de hectares no Chaco, na Argentina e Paraguai (24% do bioma). A Trase alertou que a política do bloco, se aprovada utilizando somente o conceito de “florestas” da FAO, pode “deslocar a conversão de terras para áreas desprotegidas”, como as que são classificadas como “terras com madeira”. Em seus comentários sobre as conclusões da consultoria, o bloco de parlamentares ambientalistas da UE defendeu que a nova legislação barre commodities produzidas em quaisquer ecossistemas naturais convertidos recentemente, e não apenas em “florestas” ou “terras com madeira”.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

BRF inicia operação em fábrica na Arábia Saudita

A BRF iniciou operações em sua nova fábrica em Dammam, na Arábia Saudita, após investimentos de 18 milhões de dólares que elevaram a capacidade de produção mensal da unidade para 1.200 toneladas de alimentos, disse a empresa à Reuters na quinta-feira

A companhia ressaltou que o mercado Halal, cujo processo de produção segue preceitos islâmicos, desempenha um papel estratégico nos planos de crescimento da BRF –atualmente, a empresa exporta para 14 países na região do Oriente Médio, com expectativa de alcançar mais mercados nos próximos anos. “É um momento muito positivo para os mercados locais e… estamos conseguindo atingir nossos objetivos, ao mesmo tempo em que demonstramos nosso comprometimento de longo prazo com a região e com a estratégia do governo local”, disse em nota o CEO global da BRF, Lorival Luz. A distribuição Halal foi um destaque positivo em meio ao amargo prejuízo líquido de 1,58 bilhão de reais obtido pela companhia no primeiro trimestre deste ano. O segmento teve lucro bruto de 565 milhões de reais no período, avanço de 44,3% no comparativo anual, conforme balanço financeiro. O volume de vendas da BRF nos mercados halal também foi positivo nos três primeiros meses de 2022, com aumento de 20,5% ante igual período do ano passado. A planta inaugurada foi adquirida por meio da controlada indireta da BRF com sede nos Emirados Árabes, Badi Limited, que comprou a companhia de processamento de alimentos Joody Al Sharqiya Food Production Factory, por 8 milhões de dólares. O negócio foi concluído em janeiro do ano passado. Quando a compra foi anunciada, em maio de 2020, a fábrica saudita tinha capacidade de produção de 3,6 mil toneladas ao ano e seu portfólio incluía produtos como cortes empanados, marinados e hambúrgueres. Na época, a BRF disse que o plano era expandir a capacidade da planta para 18 mil toneladas ao ano. No mês passado, durante divulgação dos resultados, a empresa ainda disse que a tendência de preços era otimista no halal devido à retomada do canal de food service, intensificação do turismo, e efeito positivo dos preços internacionais, por conta da restrição da oferta mundial de carne de frango causada pela guerra no leste europeu. Além da Arábia Saudita, a BRF está presente em outros países da região, com unidades de produção como a de Al Wafi Factory nos Emirados Árabes Unidos, e na Turquia, onde é dona da Banvit e tem três fábricas.

REUTERS

Alta Brasil investirá até R$ 8 milhões em novo centro de distribuição

Unidade da empresa de genética bovina ficará em Uberaba (MG) e terá de 3 mil a 4 mil metros quadrados de área

A Alta Brasil, subsidiária da companhia canadense no país, deve começar a construir, em Uberaba (MG), um novo centro de distribuição em 2023 para atender as demandas interna e externa por genética bovina, que estão em crescimento acelerado. A planta deverá ter de 3 mil a 4 mil metros quadrados, e o aporte é estimado entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões. O centro atual possui 900 metros quadrados de área. No ano passado, o faturamento da empresa cresceu quase 30%, para R$ 238 milhões, e, para este ano, ela prevê um avanço de 20%, para R$ 286 milhões. O presidente da Alta Brasil, Heverardo Carvalho, atribui o crescimento à consolidação da importância da genética para a pecuária nacional. “Não adianta melhorar sanidade, bem-estar e alimentação sem uma genética que maximize os ganhos”, frisa. Segundo estimativas, a Alta detém um terço do mercado brasileiro de genética bovina e responde por 40% dos embarques — um ano atrás, a fatia nos embarques estava mais próxima dos 30% que dos 40%. Ainda assim, apenas R$ 7 milhões da receita adicional vieram dos embarques. A empresa está tentando ampliar seus negócios no exterior. A companhia acaba de fechar um acordo para exportar 40 mil doses de sêmen da raça gir leiteiro para a Índia, zebuínos que são originários de terras indianas. “Nenhum país cria tão bem como o Brasil, e o mundo precisa de comida mais do que nunca. O leite e a carne são parte disso. Além disso, temos uma genética que, a cada dia, traz resultados em produtividade e ganhos para os criadores. O estrangeiro também quer essa tecnologia”, diz o presidente da Alta Brasil. Atualmente, a empresa negocia a abertura de mercados no leste da África e já exporta para países das Américas Latina e Central. Segundo Carvalho, estabelecer protocolos sanitários viáveis é o principal desafio para continuar ampliando os negócios. No primeiro semestre deste ano, o mercado brasileiro negociou 4,85 milhões de doses de sêmem bovino — 230 mil foram vendidas ao exterior —, volume 3,4% menor que o dos três primeiros meses de 2021, segundo dados analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Mas, segundo o Cepea, as vendas tendem a aumentar a partir deste trimestre.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Altas para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 3,70%/2,61%, chegando em R$ 112,00/R$ 118,00, enquanto a carcaça especial que aumentou 1,15%/1,10%, custando R$ 8,80 o quilo/R$ 9,20 o quilo.

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (9), o valor ficou estável apenas no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,23/kg. Houve aumento de 3,04% em Santa Catarina, chegando em R$ 5,42/kg, avanço de 0,83% em São Paulo, atingindo R$ 6,05/kg, valorização de 0,30% em Minas Gerais, valendo R$ 6,68/kg, e de 0,20% no Paraná, fechando em R$ 5,12/kg.

Cepea/Esalq

Pesquisa aponta aumento de 45 centavos no preço do suíno no Rio Grande do Sul

A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou, na sexta-feira (10), o preço de R$ 6,03 para o quilo do suíno vivo pago ao produtor independente no estado, aumento de 45 centavos se comparado a semana anterior

O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 88,67. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.443,33 e da casquinha de soja é de R$ 1.250,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 4,98. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,10 (base suíno gordo) e R$ 5,20 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 09/02; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,10, vigente desde 09/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,20 (leitão), vigentes desde 10/02, respectivamente; BRF R$ 5,10, vigente desde 06/06; Estrela Alimentos R$ 4,10 (base creche e terminação), vigente desde 08/02, e R$ 5,15 (leitão), vigente desde 09/02; JBS R$ 5,10, vigente desde 23/05; e Pamplona R$ 5,10 (base terminação) e R$ 5,20 (base suíno leitão), vigentes desde 09/02.

ACSRS

Região Sul respondeu por 66% do abate nacional de suínos no primeiro trimestre

Os três estados da região registraram aumentos significativos em relação ao primeiro trimestre de 2021

De acordo com as estatísticas agropecuárias do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) Região Sul respondeu por 66,0% do abate nacional de suínos, no 1º trimestre de 2022, seguida pela Sudeste (18,8%), Centro-Oeste (13,9%), Nordeste (1,2%) e Norte (0,1%). O abate de 920,43 mil cabeças de suínos a mais no 1º trimestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 19 das 25. Entre os estados ocorreram aumentos significativos: Paraná (+229,39 mil cabeças), Santa Catarina (+176,92 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+157,81 mil cabeças). No ranking das UFs, Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 28,1% da participação nacional, seguido por Paraná (20,5%) e Rio Grande do Sul (17,4%). No 1º trimestre de 2022, foram abatidas 13,64 milhões de cabeças de suínos, representando aumentos de 7,2% em relação ao mesmo período de 2021 e de 1,5% na comparação com o 4° trimestre de 2021. Em comparação mensal, foram registrados os melhores resultados do abate de suínos para os meses de janeiro, fevereiro e março, propiciando o melhor 1° trimestre da série histórica desde que a Pesquisa foi iniciada em 1997. O aumento da produção de carne suína, conjugado à redução do volume exportado aumentou a participação da disponibilidade interna da proteína. O aumento da oferta num cenário de demanda enfraquecida por conta do menor poder aquisitivo das famílias contribuiu para a queda nos preços pagos ao produtor (Cepea/Esalq) na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o relatório na comparação entre os primeiros trimestres de 2022 e 2021, o volume de carne suína embarcado para o exterior com origem na Região Sul caiu, porém num valor percentual menor do que a queda total das exportações (-4,8%). Sendo assim, a sua participação no total exportado passou de 93,6% para 95,1%. Com aumento de 6,5% nas exportações, é de origem catarinense o maior volume de carne suína exportado entre todas as unidades da federação, e teve como seus principais destinos:  China (57,28 mil toneladas), Filipinas (14,92 mil toneladas), Chile (10,70 mil toneladas), Hong-Kong (6,63 mil toneladas), Argentina (5,15 mil toneladas) e Japão (5,12 mil toneladas).  O volume exportado de origem paranaense registrou aumento de 12,7% e teve como seus principais destinos: Hong-Kong (7,46 mil toneladas), Argentina (6,86 mil toneladas), Uruguai (6,1 mil toneladas), e Cingapura (5,28 mil toneladas). Diferentemente dos outros dois cenários anteriores, a exportação de carne suína de origem do Rio Grande do Sul registrou queda de 28,3% e teve como seus principais 19 destinos:  China (24,50 mil toneladas), Hong-Kong (4,59 mil toneladas), Rússia (4,02 mil toneladas), Vietnã (2,87 mil toneladas) e Cingapura (2,40 mil toneladas).

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Frango: maioria das cotações ficaram estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 2,08%, chegando em R$ 7,35/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg.
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, e no Paraná houve aumento de 1,08%, custando R$ 5,61/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (9), tanto a ave congelada quanto a resfriada cederam 0,13%, custando, respectivamente, R$ 7,67/kg e R$ 7,68/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Preço da carne sobe em regiões exportadoras

As cotações da carne de frango estão em elevação em áreas com grande presença de exportadores, como Toledo (PR), visto que a demanda externa está aquecida, de acordo com dados do Cepea

No acumulado desta parcial de junho (de 31 de maio a 9 de junho), o frango inteiro congelado se valorizou 7,2%, negociado a R$ 8,50/kg na quinta-feira, 9. Por outro lado, em mercados voltados principalmente aos consumidores brasileiros, como a Grande São Paulo, o mesmo produto se valorizou apenas 0,1% no mesmo comparativo, comercializado a R$ 7,46/kg no dia 9.

Cepea

INTERNACIONAL

Rabobank diz esperar disponibilidade reduzida de carne bovina no final de 2022

Um novo relatório do Rabobank diz que os preços do gado estiveram fortes durante o primeiro trimestre de 2022, mas o quarto trimestre pode ser algo diferente

Os preços do gado nos sete principais países exportadores permaneceram fortes até o primeiro trimestre. Estoques baixos e temporadas favoráveis na Austrália continuam sustentando os preços do gado, enquanto a demanda firme do consumidor sustenta os preços dos EUA, apesar da produção acima do esperado e dos números de gado em engorda no primeiro trimestre resultantes das condições secas. Ajustamos nossa perspectiva para a produção dos EUA de acordo e agora acreditamos que a produção pode se expandir até o segundo e terceiro trimestre antes de se contrair no quarto trimestre. Forte é a melhor palavra para descrever o mercado de carne bovina dos EUA no primeiro trimestre. A produção aumentou, as exportações foram robustas e os números de gado confinado cresceram. As condições de seca estão levando ao aumento do abate e do número de gados confinados, com a contração contínua no rebanho de vacas sendo outro contribuinte. A produção aumentou cerca de 2%, ano a ano, no primeiro trimestre devido principalmente ao aumento do abate. A seca e os altos custos de alimentação pesaram no rebanho, com números totais acima de 8% ano a ano no primeiro trimestre e o abate de vacas aumentou 18% ano a ano. Esse aumento no abate, juntamente com o número acima do esperado de gados confinados, significa que as estimativas de produção até 2022 precisam ser ajustadas. A produção de carne bovina dos EUA deve permanecer forte até o terceiro trimestre, antes de diminuir no quarto trimestre devido à disponibilidade reduzida. Espera-se que a produção geral de carne bovina diminua cerca de 1% ano a ano. Os primeiros sinais de diminuição da confiança do consumidor são aparentes na maioria dos mercados, com os preços da carne bovina sob pressão, embora os custos de produção estejam mais altos. Um ajuste para baixo dos preços do gado e dos custos dos insumos será necessário para restaurar as margens do processador e manter a competitividade da carne bovina com os consumidores. O Rabobank espera ajustes contínuos dos mercados de consumo à medida que o mundo avança para o terceiro trimestre. Os lockdowns das principais cidades chinesas restringem ainda mais a demanda por carne bovina. Isso restringiu significativamente as vendas de foodservice em março e provavelmente caíram ainda mais em abril. As vendas no e-commerce também se contraíram devido à falta de entregadores. Como resultado, as importações chinesas de carne bovina caíram no primeiro trimestre e o Rabobank espera que caiam no segundo trimestre. A continuação dos bloqueios afetará as importações de carne bovina da China em 2022. Relatórios oficiais de doença de pele irregular e febre aftosa na Indonésia colocaram as autoridades em nações comerciais – particularmente Austrália e Nova Zelândia – em alerta máximo.  Em todo o mundo, há produtos de carne bovina de baixa emissão e climaticamente neutros nas prateleiras. Na Austrália, um grande produtor de gado lançou uma marca neutra em carbono em 2019 e agora um grande varejista introduziu uma linha de carne bovina neutra em carbono. Uma empresa de processamento de carne da Nova Zelândia lançou com sucesso o primeiro produto de carne bovina com zero carbono líquido da Nova Zelândia nos EUA. No final de maio, um grande varejista do Reino Unido anunciou um novo esquema sustentável de carne bovina e ovina para apoiar e incentivar seus pecuaristas a atingir zero líquido até 2030. As empresas estão começando a dar o próximo passo, iniciando e avançando programas para estabelecer cadeias de suprimentos e verificar o progresso na redução das emissões da cadeia de suprimentos de carne bovina e ajudá-las a cumprir seus compromissos declarados. Na opinião do Rabobank, o custo total da produção de carne bovina não está sendo repassado aos consumidores. A disposição e a capacidade de pagamento dos consumidores provavelmente serão testadas em 2022, à medida que os níveis de inflação subirem em todo o mundo.

BEEF MAGAZINE

Peste suína africana detectada em suíno perto de Roma pela primeira vez

Dois casos de peste suína foram encontrados em porcos em uma fazenda perto de Roma, segundo a mídia local citando autoridades de saúde na quinta-feira, a primeira vez na Itália que a doença africana se espalhou de javalis para gado

Alessio D’Amato, um oficial de saúde da região do Lácio, da qual Roma é a capital, disse ao jornal La Repubblica que os porcos da fazenda serão abatidos. A peste suína africana é inofensiva para os seres humanos, mas muitas vezes fatal para os porcos, levando a perdas financeiras para os agricultores. Originou-se na África antes de se espalhar para a Europa e a Ásia e matou centenas de milhões de porcos em todo o mundo. A China suspendeu as importações de carne suína da Itália em janeiro, depois que a doença foi detectada em um javali na região noroeste do Piemonte. O governo italiano posteriormente nomeou um comissário especial para coordenar as medidas destinadas a eliminar a doença.

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Smithfield reduzirá produção de suínos nos EUA e fechará fábrica na Califórnia

Segundo a empresa, medida será adotada para enfrentar a crise de aumento de custos

A americana Smithfield Foods, controlada pelo WH Group, da China, anunciou que vai reduzir suas operações de suínos nos EUA para enfrentar a crise de aumento de custos e que, nesse processo, fechará uma instalação na Califórnia. Em comunicado, a companhia disse que vai interromper as atividades em Vernon, Califórnia, no início de 2023, e que alinhará seu sistema de produção de suínos reduzindo seu rebanho de fêmeas na porção ocidental do país. A empresa também afirmou que diminuirá seu rebanho de fêmeas em Utah e que está explorando opções para sair de suas fazendas no Arizona e na Califórnia. A Smithfield afirmou que atenderá seus clientes da Califórnia com sua marca Farmer John e com produtos de fábricas existentes no Meio Oeste.

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