CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1611 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1611 | 10 de novembro de 2021

  

NOTÍCIAS

Boi gordo: alta em São Paulo

A oferta comedida de boiadas terminadas segue como principal vetor da alta nas cotações. Com isso, os compradores paulistas iniciaram a semana ofertando R$ 2,00/@ a mais pelo boi gordo. A cotação das fêmeas permaneceu estável

Com isso, a arroba do boi, vaca e novilha gordos ficou apregoada em R$267,00, R$250,00 e R$258,00, respectivamente, preços brutos e a prazo. Ressaltamos que alguns negócios acima da referência foram relatados, a depender da necessidade do comprador, podendo chegar a R$270,00/@ para o boi gordo.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: mercado físico voltou a ter preços mais altos na terça-feira

Intensidade dos reajustes segue chamando a atenção, mesmo em um período de grande turbulência do ponto de vista da demanda

O mercado físico de boi gordo voltou a ter preços mais altos. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta. E a intensidade dos reajustes segue chamando a atenção, mesmo em um período de grande turbulência do ponto de vista da demanda, sem a China na ponta importadora. As autoridades chinesas seguem sem se manifestar. Assim, o Brasil está há mais de dois meses descredenciado para vender carne bovina ao gigante asiático. “Esse movimento está atrelado ao enxugamento da oferta no mercado doméstico. Com o volume de animais confinados reduzindo semana após semana, resta saber se o mercado doméstico reunirá as condições necessárias para sustentar os preços domésticos nesses patamares”, disse Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 278 na modalidade a prazo, contra R$ 271 na segunda-feira (8). Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 265, ante R$ 260. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 277, ante R$ 270. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 253, ante R$ 250. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 280 por arroba, contra R$ 270 no dia anterior. Os preços da carne bovina subiram no atacado. A reposição entre as cadeias está mais acelerada durante a primeira quinzena. Além disso, as festas de fim de ano se aproximam. Com isso, o quarto traseiro foi precificado a R$ 20,50 por quilo, alta de R$ 0,10. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 13,60, por quilo, alta de R$ 0,10. A ponta de agulha foi precificada a R$ 13,20, por quilo, alta de R$ 0,20.

AGÊNCIA SAFRAS

Exportação de carne bovina no Mato Grosso perde 57% da receita, INFORMA IMAC

Levantamento aponta que as exportações somaram US$ 110 milhões em outubro, receita referente ao embarque de 22 mil toneladas

As exportações mato-grossenses de carne bovina e seus derivados caíram 56,2% em outubro com relação a setembro de 2021, passando de US$ 252,63 milhões para US$ 110,53 milhões.  Em comparação com outubro do ano passado, a queda na receita foi de 29%, quando foram comercializados US$ 156,52 milhões. Com relação ao mercado chinês, levantamento do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) aponta que a perda de receita chega próximo de 90% em outubro no comparativo com a receita de setembro, caindo de US$153,49 milhões para US$ 18,13 milhões. No acumulado do ano, entretanto, o resultado das exportações mato-grossenses em 2021 ainda supera a receita registrada entre janeiro e outubro de 2020. Nos dez primeiros meses de 2021, o comércio internacional de carne bovina e seus derivados movimentou US$ 1,54 bilhão, 12,5% a mais do que no mesmo período de 2020, US$ 1,37 bilhão. Em volume, entretanto, houve queda de 4,6%. A análise do Imac considera os números publicados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia. Em volumes, as exportações passaram de 45,5 mil toneladas em setembro para 22,3 mil toneladas no último mês, queda de 50% em um mês. Em outubro de 2020, Mato Grosso embarcou 37 mil toneladas, 42% a mais que em outubro deste ano.

IMAC

IMEA: arroba desvalorizou 14,6% em outubro

Boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que a arroba do boi gordo em outubro desvalorizou 14,6% em relação a setembro 

O preço do bezerro também começa a sentir os impactos da saída da China do mercado. Na primeira semana de novembro o preço médio do bezerro de 12 meses foi de R$ 2.835, 15% a menos que o registrado há um mês, R$ 3.032. “A suspenção da China reforça uma lição que o Brasil já vivenciou em 2016, quando a Rússia fechou as portas para nossa carne, que é a necessidade de diversificar mercado. Nossa produção é de qualidade e em grande volume, precisamos agregar valor à nossa produção e buscar novos consumidores para ter condições de realocar mercadoria quando um mercado se fechar”, explica Bruno de Jesus Andrade. Dados preliminares de novembro de 2021 apontam que em apenas três dias úteis, o valor exportado diário está 29,13% inferior ao valor diário observado em novembro de 2020. E sobre o volume, a queda é de 37,21% sobre a média diária registrada em novembro de 2020. Os números são referentes as exportações brasileiras.

IMEA 

Frigoríficos em Goiás elevam os preços da arroba bovina para conseguir a efetivação da compra

Após dois meses de queda nos preços, a média da arroba do boi gordo registrou movimentação positiva nesta semana no estado de Goiás 

O Instituto para o Fortalecimento do Agronegócio em Goiás (IFAG) informou que a média de preço do boi gordo à vista ficou em R$ 240,70/@ com variação positiva de 0,28% frente a semana anterior. No caso da vaca gorda, a cotação está próxima de R$ 233,84% e teve uma desvalorização de 0,45% no comparativo semanal. “Foi possível observar uma leve valorização da arroba no fim da semana, em razão da oferta mais ajustada já que alguns pecuaristas tem segurado a boiada, obrigando os frigoríficos a elevarem os preços ofertados para conseguir a efetivação da compra.”, informou o instituto. Com relação ao mercado de reposição, a última semana registrou baixa liquidez nas negociações e os preços das principais categorias ficaram estagnados.  As referências para o bezerro nelore macho de 13 a 24 meses está precificado em R$ 3.305,00 por cabeça, enquanto a nelore fêmea de 13 a 24 meses está cotada em R$ 2.420,00 por cabeça. O instituto também destacou que as programações de abate tiveram uma leve redução em razão da oferta de animais menos intensa, ficando com média de 08 dias em Goiás.

IFAG 

Boi gordo: preço em dólar no MT em outubro foi de apenas US$ 46,45/@, INFORMA Imea

Em países como Austrália e EUA, a cotação média da arroba ficou em US$ 110,45/@ e US$ 73,07/@, no mês passado

Embora a China continue de fora das compras, a carne bovina brasileira segue altamente competitiva no mercado internacional, com preços em dólar bem inferiores aos valores impostos pelos concorrentes. Levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que, em dólar, as cotações do boi gordo em São Paulo e Mato Grosso recuaram 14,95% e 14,68%, respectivamente, no mês passado, ante os preços de setembro, atingindo, em média, US$ 48,75/@ e US$ 46,45/@. Na Austrália, a arroba também sofreu desvalorização em outubro (de 2,5%), mas segue valendo mais que o dobro da arroba brasileira – US$ 110,45/@, em média. O Imea também cita os preços médios da arroba nos EUA, Uruguai e Paraguai, em outubro, que atingiram US$ 73,07, US$ 66,62, US$ 54, respectivamente.

IMEA 

Rio Grande do Sul: Câmara Setorial discute situação da pecuária de corte e dos frigoríficos

Pesquisa realizada pelo Sicardergs indica que a ociosidade vem crescendo nos frigoríficos do Rio Grande do Sul, atingindo níveis elevados

O Diretor Executivo do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicardergs), Zilmar Moussalle, apresentou os dados de uma pesquisa realizada pela instituição que indicam que a ociosidade vem crescendo nos frigoríficos, atingindo níveis elevados. Os motivos seriam a diminuição do rebanho gaúcho ao longo dos anos, a expansão das lavouras e as exportações de animais vivos para outros estados e para o exterior. Segundo ele, os estoques de animais vivos, entre machos e fêmeas, caíram 19, 12% e 9,61%, respectivamente, entre 2018 e 2020. “Isto causa impacto em diversas cadeias, no que gira em recursos no estado e no que se deixa de arrecadar em ICMS”, afirma Moussalle. O engenheiro agrônomo Paulo Spannenberg, falou sobre o Programa Estadual de Desenvolvimento, Coordenação e Qualidade do Sistema Agroindustrial da Carne de Gado Vacum, Ovino e Bufalino, conhecido como Agregar RS Carnes. O programa, coordenado pela SEAPDR, foi criado em 2002 e tem por objetivo aumentar o abate realizado sob inspeção sanitária oficial e incentivar o desenvolvimento e a competitividade da cadeia produtiva da carne. O programa dá incentivo fiscal a frigoríficos, com redução de ICMS de 3,6% na compra e de 3% ou 4% na saída dos produtos, e tem 110 indústrias habilitadas. Em 2020, foram concedidos benefícios aos frigoríficos na ordem de R$ 366 milhões. Outra pauta foi o Instituto Desenvolve Pecuária, criado há seis meses, e que conta com 224 associados, principalmente nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste. O Presidente Luís Felipe Barros afirmou que o instituto tem por objetivo conectar e integrar criadores de todo o Rio Grande do Sul com informações de qualidade, compartilhamento de experiências, tecnologia para inovação, realização de compras em conjunto e elaboração de sugestões para políticas públicas voltadas à pecuária.

Ascom Seapdr / Governo do RS 

ECONOMIA

Dólar tem forte queda ante real

Expectativas de juros mais altos no Brasil e dados de inflação dos Estados Unidos no radar

O dólar negociado no mercado interbancário caiu 0,91%, a 5,4911 reais. Enquanto isso, o dólar futuro de maior liquidez tinha queda de 0,99%, a 5,5170 reais. Além do noticiário político-fiscal, há expectativas de que o Banco Central possa acelerar o ritmo de aperto monetário como fator de apoio para o real. No último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) da autarquia, a taxa Selic foi elevada em 150 pontos-base, a 7,75% ao ano. No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas fortes oscilava entre estabilidade e leve queda. Investidores apontaram o ambiente global como benigno para ativos considerados arriscados na terça-feira. O mercado internacional fica agora à espera da divulgação, nesta quarta-feira, de dados sobre a inflação ao consumidor norte-americano, que podem oferecer pistas sobre quando o Federal Reserve elevará os juros. O banco central dos EUA disse em sua última reunião de política monetária que terá paciência em relação à elevação dos custos dos empréstimos. A manutenção de juros baixos na maior economia do mundo é vista como favorável a moedas de países emergentes.

REUTERS

Mercado respira e bolsa fecha em alta

Com investidor atento à PEC dos Precatórios, Ibovespa registrou ganho de 0,7% 

À espera da definição sobre a PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados, os investidores aproveitaram o dia para retirar parte dos prêmios de risco que vêm pesando nos ativos locais recentemente. Ainda que a PEC não seja considerada por analistas como boa do ponto de vista fiscal, a percepção de que a proposta deve ser aprovada em segundo turno tira do horizonte os cenários considerados ainda piores pelos investidores. Assim, a sessão foi de alta da bolsa e de queda do dólar e das taxas longas de juros. O Ibovespa terminou o pregão em alta de 0,72%, aos 105.535 pontos. O volume negociado dentro do índice foi de R$ 20,64 bilhões, abaixo da média anual diária de R$ 24 bilhões. Em um movimento que chamou a atenção, o Ibovespa chegou a acelerar os ganhos após deputados terem rejeitado o destaque que alterava a regra de correção do teto de gastos – âncora fiscal que tem amplo apreço entre os participantes do mercado financeiro. Segundo gestores consultados havia o temor de que, sem os votos necessários para a rejeição do destaque – que abre espaço fiscal no ano que vem -, o governo poderia decretar Estado de Calamidade para comportar novos gastos e ampliar os benefícios sociais. A confiança em relação ao resultado sobreviveu, inclusive, à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de formar maioria em relação à liminar concedida no fim da semana passada pela ministra Rosa Weber, que suspende as emendas de relator em 2022. As emendas de relator são um dos instrumentos usados pelo governo na barganha com parlamentares em votações, e ganharam a alcunha de “orçamento secreto” pela baixa transparência na negociação e execução.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: terça-feira de preços mistos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu até 2,50%, chegando a R$ 115,00/R$ 123,00, enquanto a carcaça especial avançou 1,11%/2,15%, valendo R$ 9,10/R$ 9,50 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (8), houve queda somente no Paraná, na ordem de 1,16%, atingindo R$ 5,94/kg. O preço do suíno vivo subiu 3,40% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,70/kg, alta de 1,58% em São Paulo, custando R$ 6,41/kg, valorização de 1,16% em Santa Catarina, chegando a R$ 6,10/kg, e de 0,18% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 5,68/kg.

Cepea/Esalq 

China relata surto de peste suína africana na ilha de Hainan, diz OIE

A China relatou um surto de peste suína africana (ASF) em uma fazenda de suínos na província insular de Hainan, no sul do país, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), com sede em Paris disse na terça-feira

REUTERS 

Argentina identifica e barra suínos portando PRSS

A Argentina, por meio do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), detectou três suínos reprodutores positivos para anticorpos da Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRSS) em amostras oficiais de animais importados durante o período de quarentena

O país é livre desta doença, que não é transmissível ao homem, e por isso decidiu não admitir a entrada de animais importados para preservar e manter as condições sanitárias do setor suíno local. Segundo a Federação dos Produtores de Suínos “foi muito importante que o Senasa tenha comunicado com transparência e rapidez a situação que pode ser detectada ao cumprir todos os protocolos de quarentena estabelecidos pelo mesmo organismo”. Durante o mês de outubro, dois grupos de suínos da mesma origem foram importados para a Argentina e durante a quarentena oficial, três deles foram reativos à técnica ELISA para detecção de PRRS em amostras oficiais. Diante do resultado obtido, os veterinários oficiais do Senasa visitaram imediatamente as duas instalações de isolamento e verificaram se as condições específicas de biossegurança aplicáveis a este tipo de local estão devidamente cumpridas e se os procedimentos de quarentena foram cumpridos e registados. Conforme estabelecido nos procedimentos pós-controle foi realizado o teste confirmatório de Imunofluorescência Indireta (IFI), que também apresentou resultados positivos. O crescimento do setor tem exigido a incorporação da genética através de reprodutores importados, gerando um desafio que vem sendo assumido pelo Senasa, estabelecendo medidas preventivas para a entrada de PRRS com base na sua avaliação de risco e de acordo com a atualização das recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e informações científicas.A PRRS (Porcine Reproductive Respiratory Syndrome) é uma doença vírica nova, grave, e que atinge animais de todas as idades. As principais perdas com a doença estão relacionadas à diminuição do número de animais produzidos por porca/ano, e a diminuição da produção dos animais infectados. É uma das infecções virais com maior impacto econômico na América do Norte e em muitos países europeus. No Brasil é obrigatória a notificação imediata ao serviço veterinário oficial (SVO) de qualquer caso suspeito. O rebanho suíno brasileiro é considerado livre da infecção pelo vírus da PRRS perante à OIE.

AGROLINK 

Frango: ave na granja tem recuo de preço em SP na terça-feira

Segundo o Cepea/Esalq, depois de avançarem por cinco meses consecutivos e atingirem recordes reais em setembro, os valores médios da carne de frango se enfraqueceram, especialmente na segunda metade de outubro

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja caiu 3,45%, custando R$ 5,60/kg, enquanto o frango no atacado ficou estável em R$ 7,40/kg. Na cotação do animal vivo  não houve mudança de preço em São Paulo, valendo R$ 5,50/kg, no Paraná, fixado R$ 5,91/kg, nem em Santa Catarina, custando R$ 3,70/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (8), tanto o preço da ave congelada quanto o da resfriada ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 7,76/kg e R$ 8,07/kg.

Cepea/Esalq

A gripe aviária se espalha para a Polônia, atingindo fazendas que totalizam 650.000 aves

A Polônia relatou vários surtos de gripe aviária altamente patogênica H5N1 em granjas avícolas com bandos de quase 650.000 aves, disse a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na segunda-feira.

REUTERS 

Exportações de carne de frango crescem 24,2% em outubro

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 397,1 mil toneladas em outubro, número que supera em 24,2% o desempenho registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 319,7 mil toneladas

Em receita, as vendas de carne de frango para o mercado internacional alcançaram saldo de US$ 715,2 milhões, desempenho 60,1% superior ao alcançado em outubro de 2020, com US$ 446,8 milhões. No acumulado do ano (janeiro a outubro), as exportações de carne de frango alcançaram 3,864 milhões de toneladas, volume 10,45% maior que as 3,498 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Em receita, as exportações de carne de frango somaram US$ 6,339 bilhões, saldo 25,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 5,066 bilhões. “Houve crescimento generalizado nos diversos destinos de exportações da carne de frango do Brasil em outubro, mantendo as projeções positivas previstas pela ABPA para o ano de 2021. Ao mesmo tempo, a significativa alta na receita das exportações tem equilibrado os impactos das elevações dos custos de produção acumulados desde o ano passado”, avalia o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Líder entre os principais importadores de carne de frango do Brasil, a China foi destino de 51,2 mil toneladas em outubro, volume 2,5% superior ao registrado no décimo mês de 2020. Outros destaques foram Japão, com 47,2 mil toneladas (+60,4%), Emirados Árabes Unidos, com 43,6 mil toneladas (+108,1%), África do Sul, com 23,6 mil toneladas (+1,3%), e União Europeia, com 19,7 mil toneladas (+49,6%). “Com média histórica recorde, acima das 400 mil toneladas mensais, o segundo semestre deste ano deve seguir em sólido ritmo de embarques, especialmente em um momento no qual, historicamente, regiões do Hemisfério Norte apresentam focos de Influenza Aviária, enfermidade da qual o Brasil é livre”, avalia o Diretor de Mercados da ABPA, Luis Rua.

ABPA 

Fraca demanda faz preço do frango vivo recuar 5% na primeira semana de novembro

O frango vivo adquirido no mercado independente que está sendo processado nos abatedouros paulistas foi adquirido no sábado (6) por R$5,70/kg, ou seja, um valor 5% inferior ao registrado no primeiro dia da semana e do mês – R$6,00/kg em 1º de novembro, cotação que permanecia inalterada desde 15 de julho passado

O rompimento inicial dessa estabilidade de 112 dias, a mais longa de 2021, ocorreu na quinta-feira, 4, quando o frango vivo comercializado no interior paulista sofreu baixa de 10 centavos. O retrocesso, porém, não parou aí. Prosseguiu nos dois dias seguintes, ambos registrando queda de 10 centavos. Daí os R$5,70/kg que marcam a abertura dos negócios da segunda-feira. Em Minas Gerais a situação não foi muito diferente, pois a cotação de R$6,20/kg, estável desde 6 de outubro passado, também registrou a primeira baixa, de 10 centavos, na quinta-feira (4), sendo acompanhada de novo retrocesso no dia seguinte, mas desta vez de 20 centavos. E como, no sábado, o mercado mineiro operou nas mesmas condições do dia anterior, o valor de encerramento da semana ficou em R$5,90/kg. O que pode ocorrer nesta semana – final da primeira quinzena – é uma grande interrogação. O mercado do frango abatido vem demonstrando reação mínima ao início do mês e, por isso, os abatedouros permanecem operando com a produção própria, indo minimamente ao mercado independente de aves vivas, que permanece fraco. E a inconsistência aumenta na medida em que a semana termina com um novo feriadão. Aos valores atuais, frango paulista e mineiro registram variação anual pouco superior a 28%, menos da metade do incremento registrado no trimestre abril/junho (65,5% de valorização em relação ao mesmo trimestre do ano anterior). É um resultado que tende a um decréscimo contínuo no decorrer do mês sem que os custos de produção retrocedam na mesma proporção.

AVESITE 

Sem desoneração, aumento de custos podem impactar inflação e empregos em aves e suínos

Alerta é da ABPA, que ressalta perda de competitividade em plena retomada econômica

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alerta que os preços ao consumidor da carne de frango, da carne suína e seus subprodutos poderão ser impactados já no primeiro trimestre de 2022, caso não ocorra a prorrogação do modelo de Contribuição Previdenciária sobre Receita Bruta (CPRB), a chamada “desoneração da folha de pagamento”. Em vigor desde 2011 por meio da Lei 12.546/11, a CPRB foi estabelecida para estimular a geração de emprego e renda em cadeias produtivas de setores intensivos em mão de obra, como é o caso da cadeia agroindustrial da avicultura e da suinocultura, e outros quinze setores. O objetivo é que o prazo para a manutenção da desoneração seja estendido por mais quatro anos – caso contrário, terminará no final de dezembro deste ano. De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a reoneração dos setores – com a alteração do modelo tributário – deverá causar impactos diretos nos custos de produção, agravando o quadro inflacionário decorrente das altas de insumos (como ração, combustíveis e embalagens). “No início da pandemia, nosso setor produtivo, considerado essencial à estabilidade social, foi convocado a manter a produção. Em resposta, incrementamos a oferta de alimentos e o consumo per capita de produtos avícolas e suinícolas cresceu. Agora, o quadro poderá ser inverso com mais altas nos alimentos, caso não ocorra a prorrogação da desoneração”, explica. Outra consequência imediata é a provável suspensão das contratações pelo setor produtivo, que vem incrementando a oferta interna e as exportações de carne de frango e de carne suína. “Apenas no ano passado, contratamos mais de 20 mil trabalhadores, que se somaram aos cerca de 500 mil colaboradores diretos em nossas fábricas. Com o aumento dos custos e a perda de competitividade, não teremos como manter o ritmo de contratações, e ainda corremos o risco de demitir em meio à esperada retomada econômica”, analisa o Presidente da ABPA.

ABPA 

MEIO AMBIENTE 

Frigoríficos têm como custear combate ao desmatamento, diz Fitch

Segundo a agência, empresas do segmento dispõem de flexibilidade financeira que permite que elas se adaptem a compromissos ambientais da COP26

As empresas de carnes têm flexibilidade financeira para cobrir os custos necessários para se adaptarem ao compromisso que diversos países, entre eles Brasil e Estados Unidos, assumiram de acabar com o desmatamento até 2030. Essa é a avaliação da agência de classificação de crédito Fitch Ratings, que divulgou um relatório sobre o tema. Para a Fitch, ainda que seja difícil quantificar os efeitos de acabar com o desmatamento na oferta de gado, nos preços e nas margens, os efeitos de curto prazo são “provavelmente” neutros devido ao longo tempo que ainda há para implementação. Além disso, “baixa alavancagem [relação entre dívida e Ebitda] e maior flexibilidade financeira também vão mitigar os efeitos de crédito”, avaliou a agência. A empresa lembrou que JBS, Marfrig e Minerva podem ter alguma proteção à compra de gado no Brasil devido à diversificação que operadores de fora do país asseguram. A Fitch também citou os investimentos que essas companhias estão fazendo em alimentos plant-based. E, enquanto as ações para combater o desmatamento podem ter baixo impacto financeiro sobre as empresas de carnes, a inação definitivamente pode trazer prejuízos. A Fitch recorda que já há casos de restrições comerciais relacionadas com questões sanitárias no Brasil, como o recente embargo da China após a confirmação de dois casos atípicos de “vaca louca”, e que alguns países europeus já propuseram banir importações de carne brasileira devido aos incêndios na Amazônia. As exportações de carne para a Europa representam cerca de 10% da divisão brasileira da Minerva, 6% da receita de exportação da JBS e 1% da receita da Marfrig. O principal destino é a Ásia. “Nós acreditamos que padrões ambientais elevados fortalecem o perfil de crédito dessas companhias”, defendeu a Fitch.

VALOR ECONÔMICO 

Brasil já desenvolve técnicas para reduzir emissão de metano na pecuária

Melhoramento genético de pastagens e dos animais e a utilização de aditivos que podem ser agregados na alimentação estão entre as estratégias

O Brasil já vem trabalhando com estratégias para reduzir a emissão de metano na pecuária do país. O tema foi abordado em coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (8) com o Secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Camargo, e o Presidente da Embrapa, Celso Moretti. Na última semana, o Brasil foi uma das nações que aderiram ao compromisso global para redução das emissões de metano durante a COP 26, em Glasgow. Entre as estratégias que já são utilizadas para reduzir a emissão de metano na pecuária brasileira estão o melhoramento genético de pastagens para desenvolver alimentos mais digestíveis para os animais e o melhoramento genético dos animais, que permite o abate precoce. Também está em estudo a utilização de aditivos que podem ser agregados na alimentação animal, com substâncias como taninos e óleos essenciais. “Nos últimos 10 anos, o Brasil reduziu de 48 para 36 meses o tempo de abate. Quando o animal fica menos tempo no campo, ele vai produzir menos metano”, explicou o Presidente da Embrapa. Além da redução da emissão, o Brasil já trabalha na compensação de emissões, como os sistemas Integrados de Lavoura-Pecuária e Floresta (ILPF) que hoje ocupa 17 milhões de hectares.  Para o Secretário Camargo, o acordo vem em boa hora e é importante que o Brasil não esteja fora dessa iniciativa. “O Brasil é parte da solução, e temos que estar engajados em todas essas iniciativas para que que consigamos manter 1,5ºC de crescimento de temperatura em relação aos níveis pré industriais, por isso que assinamos esse importante pacto”, disse, lembrando que técnicas como a terminação intensiva e manejo de dejetos de animais já estão contempladas no Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, Chamado de ABC. Entre as metas do ABC+ até 2030 estão a adoção de tecnologias sustentáveis em mais de 72 milhões de hectares de áreas degradadas e a mitigação de 1,1 bilhão de toneladas de CO² equivalente, superando o recorde alcançado pela fase anterior do plano ABC. Camargo esclareceu que o acordo assinado em Glasgow prevê uma meta global de 30% de redução de emissões de metano até 2030, e cada país irá avaliar, de acordo com suas possibilidades, as ambições que serão possíveis de alcançar. Além da emissão da pecuária, outras áreas como os lixões urbanos e a extração de petróleo também devem ser avaliadas.

MAPA 

INTERNACIONAL 

Enquanto Brasil fica de fora do mercado da China, os EUA expandem embarques de carne bovina ao país asiático

De acordo com o USDA, no acumulado de janeiro a setembro/21 as vendas da proteína norte-americana ao mercado chinês cresceram 761% em faturamento, para US$ 1,12 bi

“A China tem sido uma importante fonte de crescimento para as exportações de carne bovina dos EUA em 2021”, relata a Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF). Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, os embarques de carne bovina norte-americana ao mercado chinês cresceram 672% em relação ao mesmo período de 2020, para 138.041 toneladas. Em receita, o aumento das vendas à China foi de 761% (considerando a mesma base de comparação), gerando receita total de US$ 1,12 bilhão. Caso seja incluído o mercado de Hong Kong, o volume enviado até setembro sobe para 176.694 toneladas, com faturamento de US$ 1,49 bilhão – o que significou quebra do recorde anterior, de US$ 1,15 bilhão, estabelecido em 2014. Nas contas da USMEF, os embarques de carne bovina aos mercados do Japão, Coreia do Sul e China/Hong Kong alcançarão receita da ordem de US$ 2 bilhões em 2021. Em setembro passado, as exportações totais de carne bovina dos EUA atingiram 123.628 toneladas, um aumento de 20% em relação ao mesmo mês de 2020 e o quarto maior volume da era pós-BSE (Encefalopatia Espongiforme Bovina, ou “mal da vaca louca”). O valor das exportações saltou 59% no mês passado, para US$ 954,1 milhões, o segundo maior mês já registrado, perdendo apenas para agosto de 2021. No acumulado dos primeiros três trimestres de 2021, os embarques totais de carne bovina aumentaram 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 1,08 milhão de toneladas, com receita de US$ 7,58 bilhões – um acréscimo de US$ 2 bilhões (ou 36%) na comparação com o faturamento obtido em igual intervalo de 2020. As exportações norte-americanas de carne suína totalizaram 219.687 toneladas em setembro, queda de 1% em relação ao volume obtido em igual mês do ano anterior. No entanto, em valor, os embarques em setembro cresceram 8%, para US$ 608,3 milhões. No acumulado de janeiro a setembro, as exportações de carne suína dos EUA subiram 1%, para 2,24 milhões de toneladas, enquanto a receita no período teve aumento de 9%, para US$ 6,23 bilhões.

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