CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1612 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1612 | 11 de novembro de 2021

  

NOTÍCIAS

Boi gordo: cotações decolando

A intensificação da busca por matéria-prima pelos frigoríficos, diante da menor oferta de gado, resultou em alta de R$5,00/@ para o boi gordo, R$10,00/@ para a vaca gorda e R$9,00/@ para a novilha gorda na comparação feita dia a dia, em São Paulo

As escalas de abate avançam com dificuldade e atendem, em média, quatro dias. Mesmo cenário de pouca oferta disponível e preços firmes na região de Campo Grande, o resultado foi de alta de R$9,00/@ para o boi gordo, R$8,00/@ para a vaca gorda e R$11,00/@ para a novilha gorda na comparação feita dia a dia. A mesma dificuldade na originação da matéria-prima forçou os frigoríficos da região de Goiânia a abrirem o mercado ofertando R$13,00/@ a mais pelo boi gordo na região na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA

Alta na cotação do boi gordo em 27 das 32 praças monitoradas

A dificuldade de compras na região de Dourados-MS levou à alta de R$8,00/@ para o boi gordo e de R$3,00/@ para a vaca e novilha gordas na comparação feita dia a dia.

No Sudeste de Mato Grosso, na comparação diária, alta de R$8,00/@ para o boi, vaca e novilha gordos. A oferta enxuta é o principal fator de pressão sobre os preços.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: preços da arroba disparam com restrição de oferta

De acordo com a Safras & Mercado, referência em São Paulo subiu R$ 15 por arroba, passando de R$ 278 para R$ 293, maior valor registrado na quarta

O mercado físico de boi gordo voltou a ter preços acentuadamente mais altos na quarta-feira (10). De acordo com o analista de Fernando Henrique Iglesias, da consultoria esse movimento “nada mais é que um reflexo da rápida diminuição da oferta de animais terminados, prontos para o abate, nas principais regiões produtoras do país”. Conforme Iglesias, os frigoríficos passaram a operar com escalas de abate encurtadas e foram obrigados a realizar agressivo aumento dos preços de compra. Por outro lado, os preços da carne bovina não apresentam movimento similar. “Outro aspecto a ser considerado é que ainda há importante volume de carne bovina estocada em câmaras frias. Sem uma perspectiva de retomada das compras por parte da China, é possível que a indústria frigorífica disponibilize essa carga nos meses de novembro e dezembro, período que conta com maior apelo ao consumo, o que tem potencial para produzir nova inversão dos preços do boi gordo, mesmo no período de maior demanda no ano”, disse o analista. De acordo com a Safras, em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 293 na modalidade a prazo, contra R$ 278 na terça-feira (9). Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 280, contra R$ 265. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 289, ante R$ 277. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 260, contra R$ 253 no fechamento anterior. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 290 por arroba, ante R$ 280. Já os preços da carne bovina ficaram estáveis no atacado. “É importante reforçar que os preços da carne não acompanham o movimento de alta do boi gordo no físico, com um movimento tímido de recuperação até o momento. Somado a isso, precisa ser mencionada a situação dos frigoríficos exportadores, que mantém grande volume de proteína animal estocada em câmaras frias, aguardando o recredenciamento da carne bovina por parte da China, situação que até o momento não aconteceu”, disse Iglesias. Assim, o quarto dianteiro seguiu com preço de R$ 20,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 13,30 por quilo, e a ponta da agulha seguiu com preço de R$ 13 por quilo.

Agência Safras

Rabobank avalia queda de 2% na exportação de carne bovina em 2021, mas prevê crescimento de 1% em 2022

Devido à suspensão temporária dos embarques para a China, o Rabobank estima uma redução de 2 % neste ano de 2021, em comparação com o ano anterior. No entanto, a perspectiva para 2022, é que os embarques de carne bovina tenham uma ligeira recuperação de 1% nas vendas externas

“Os dados de outubro indicam queda de 49 % nos embarques totais com relação ao mês anterior, com a China reduzindo as compras em 93 % no mesmo período. Apesar das expectativas para o retorno em breve sejam ainda positivas, os impactos nas quedas dos preços do boi gordo têm sido significativos”, informou o banco holandês. No acumulado de janeiro a outubro de 2021, a China ainda segue como maior destino, seguidos por Hong Kong e os Estados Unidos. Juntos, esses três mercados representam 63% de todas as vendas externas. “Novas oportunidades também podem surgir com os Estados Unidos, que nos dados até outubro aumentaram em 86% das compras do Brasil e com as expectativas de Real mais desvalorizado pode ganhar ainda mais competitividade neste mercado”, destacou o analista de proteína animal do Rabobank, Wagner Hiroshi Yanaguizawa. No médio prazo, as expectativas são de incremento nas importações de carne bovina por parte da China. “Com as mudanças nos hábitos de consumo durante o período da pandemia o país tem elevado o consumo de carne bovina e projetando um cenário de crescimento limitado da produção local. A única alternativa é aumentar as compras externas. E nesse sentido o Brasil está bem posicionado no mercado chinês”, comentou o Rabobank. A produção de proteína animal está sendo impactada pela falta de mão de obra nas indústrias frigorificas dos Estados Unidos e Europa e isso deve estimular os compradores a investir na proteína brasileira. O Rabobank estima que a recuperação da economia nacional e global com o avanço da vacinação contra a Covid-19, os riscos climáticos para produção de grãos e pastagens (La Niña), novas projeções de câmbio mais desvalorizado, lançamento do novo pacote de ajuda financeira, demanda chinesa e as eleições devem guiar o mercado pecuário no próximo ano.

Rabobank

ECONOMIA

Dólar sobe após salto da inflação nos EUA, mas expectativas de Copom mais duro limitam ganhos

O dólar registrou leve alta contra o real na quarta-feira, em linha com a força internacional da moeda norte-americana após dados de inflação dos Estados Unidos. Expectativas de juros ainda mais altos no Brasil limitaram os ganhos

A moeda norte-americana spot teve valorização de 0,21%, a 5,5024 reais na venda. O dólar futuro, cujas negociações vão além das 17h (de Brasília), tinha alta de 0,34% na quarta-feira, a 5,5175 reais. Segundo Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, isso se deve a dados de inflação domésticos que surpreenderam para cima. O IBGE informou pela manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,25% em outubro, após alta de 1,16% no mês anterior, alcançando a maior variação para o mês desde 2002 (1,31%). Em 12 meses, a alta foi a 10,67%, de 10,25% em setembro, resultado mais forte desde janeiro de 2016 (+10,71%). A leitura veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que esperavam avanço de 1,05% na base mensal e de 10,45% em 12 meses. Os dados, disse Argenta, apontam para inflação “mais preocupante”, puxada pelos núcleos e não por fatores pontuais e temporários, o que elevou as apostas de participantes do mercado em aceleração do atual ciclo de aperto monetário do Banco Central. Atualmente, a taxa Selic está em 7,75% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC promover elevação de 150 pontos-base em seu último encontro. A moeda norte-americana ganhava força globalmente, com seu índice frente a seis rivais fortes disparando 0,93%, a 94,847, após dados de inflação mais fortes do que o esperado nos Estados Unidos. Segundo o Departamento do Trabalho do país, o índice de preços ao consumidor norte-americano subiu 0,9% no mês passado, após alta de 0,4% em setembro. Nos 12 meses até outubro, o índice aumentou 6,2%, o maior avanço anual desde novembro de 1990, após salto de 5,4% em setembro. Além de avaliar perspectivas para a política monetária, investidores repercutiram nesta sessão o noticiário em torno da PEC dos Precatórios, que foi aprovada no final da terça-feira em segundo turno pelo plenário da Câmara e agora terá de ser apreciada pelo Senado.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta, mas NY e petróleo reduzem fôlego

O Ibovespa fechou em alta pelo segundo pregão seguido nesta quarta-feira, refletindo alívio com a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados

O índice, porém, terminou distante do melhor momento da sessão, conforme Wall Street acelerou as perdas em meio a preocupações com a inflação. Pesou ainda os preços do petróleo aprofundando queda, enfraquecendo as ações da Petrobras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,52%, a 106.087,42 pontos, de acordo com dados preliminares. O movimento ampliou a alta em novembro – após quatro meses seguidos de queda, em que acumulou um declínio de mais de 18%. Na máxima do dia, chegou a 107.407,42 pontos.

REUTERS

Alta dos preços no Brasil tem máxima para outubro em 19 anos e IPCA vai a 10,67% em 12 meses

A inflação oficial do Brasil acumulada em 12 meses entrou no quarto trimestre no maior nível do ano, depois de os preços terem registrado máxima para um mês de outubro em 19 anos, pressionados pelos combustíveis

Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 1,25%, depois de ter subido 1,16% no mês anterior, alcançando a maior variação para o mês desde 2002 (1,31%). A taxa acumulada em 12 meses passou com isso a 10,67%, de 10,25% em setembro, resultado mais forte desde janeiro de 2016 (+10,71%). Os resultados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters e um avanço de 1,05% na base mensal e de 10,45% em 12 meses. Com isso, a inflação segue firme para terminar o ano bem acima da meta, possivelmente na casa dos dois dígitos –a última vez que isso aconteceu foi em 2015 (10,67%). O objetivo oficial é de uma taxa medida pelo IPCA de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Os preços vêm sendo bastante influenciados este ano pela força do dólar, bem como crise hídrica e custos altos de insumos. As preocupações com uma inflação persistente já levaram o Banco Central a elevar a taxa básica de juros Selic a 7,75% até agora neste ano. “O que tem contribuído para inflação dos últimos meses são os monitorados, como combustíveis, gás de botijão e energia elétrica, sendo que desde setembro temos escassez hídrica”, explicou o Gerente do IPCA, Pedro Kislanov. O índice de difusão dos preços, segundo o IBGE, subiu a 67% em outubro, de 65% em setembro, indicando maior espalhamento da alta entre os grupos. O mês de outubro foi marcado novamente pela pressão dos preços de Transportes, com alta de 2,62%, de 1,82% no mês anterior. Os maiores responsáveis por isso foram os combustíveis, cujos custos subiram 3,21%. A gasolina subiu 3,10% em outubro e teve o maior impacto individual no índice do mês, marcando a sexta alta consecutiva. Com isso a gasolina acumula alta de 38,29% no ano e de 42,72% nos últimos 12 meses. Também subiram os preços do óleo diesel (5,77%), do etanol (3,54%) e do gás veicular (0,84%). “A alta da gasolina está relacionada aos reajustes sucessivos que têm sido aplicados no preço do combustível, nas refinarias, pela Petrobras”, disse Kislanov. Também se destacaram o aumento nos preços das passagens aéreas (33,86%) e do transporte por aplicativo (19,85%). Também pesou com força no bolso do consumidor o aumento de 1,17% dos alimentos e bebidas, de alta de 1,02% em setembro. O resultado foi puxado por tomate (26,01%) e batata-inglesa (16,01%), devido à redução da oferta por questões climáticas, o que fez os custos da alimentação no domicílio subirem 1,32%. A alta de 1,16% da energia elétrica levou o grupo Habitação a registrar avanço de 1,04% nos preços, embora esse item tenha desacelerado em relação à taxa de 6,47% de setembro. Em outubro, foi mantida a bandeira Escassez Hídrica. A inflação de serviços também acelerou com força em outubro, para 1,04%, de 0,64% no mês anterior, conforme segue a retomada desse setor com a abertura da economia depois da pandemia de Covid-19.

REUTERS 

Produção industrial cai em 9 das 15 regiões em setembro, diz IBGE

Somente 4 das 15 regiões analisadas pelo IBGE têm atividade acima do nível pré-pandemia; maior parque industrial do País, São Paulo registrou queda de 1% no mês

Às voltas com problemas de oferta e de demanda, a maioria dos parques industriais regionais no País amargou perdas na passagem de agosto para setembro. A produção recuou em nove dos 15 locais que integram a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, apurada pelo IBGE. Como consequência, apenas quatro permanecem operando em patamar acima do alcançado em fevereiro de 2020, antes do agravamento da pandemia de covid-19 no País. “Fatores como o desabastecimento de insumos, um aumento do custo de produção e de matérias-primas e também a inflação acelerada, com uma taxa de desemprego em patamar alto, prejudicando o consumo das famílias, impactam diretamente a cadeia produtiva da indústria nacional”, justificou Bernardo Almeida, Gerente da pesquisa do IBGE. Em São Paulo, maior parque industrial do País, houve uma queda de 1,0% na produção em setembro ante agosto. A indústria paulista chegou a setembro operando em nível 1,4% aquém do pré-crise sanitária. Na média do País, a produção encolheu 0,4% na passagem de agosto para setembro, para patamar 3,2% inferior ao pré-covid. “A indústria de São Paulo se destaca como principal influência negativa”, afirmou Almeida, ressaltando que houve perdas especialmente na fabricação de alimentos na região. Os quatro estados com desempenho superior ao pré-crise sanitária foram Minas Gerais (10,2% acima do nível de fevereiro de 2020), Santa Catarina (5,2% acima), Rio de Janeiro (1,7% acima) e Paraná (1,6% acima). “A indústria brasileira vem encontrando dificuldades para crescer em 2021, com trajetórias adversas marcando a maioria de seus parques regionais. Porém, em algumas localidades os sinais de dinamismo são ainda mais escassos. É o caso do Nordeste, cuja produção industrial segue muito abaixo do pré-pandemia (-17,9%).

O ESTADO DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

Rabobank projeta 5% no aumento do plantel de suínos na China em 2022 e recuo nas importações de carne suína

As exportações da proteína brasileira devem ter um crescimento modesto em relação ao ano passado, na ordem de 1%

De acordo com dados divulgados pelo Rabobank detalhando as perspectivas para o agro brasileiro em 2022, a expectativa para a suinocultura brasileira é de aumento na produção e crescimento modesto nas exportações, enquanto a China recompõe o rebanho de suínos e produção de proteína. O banco informa que o movimento de abate de matrizes em algumas regiões da China, somado aos altos custos de produção e queda do faturamento, devem impactar no ritmo de recuperação do rebanho em 2022, e com isso, a expectativa é de um aumento de 5% no plantel suíno. A perspectiva do Real mais desvalorizado em 2022 pode trazer ainda mais oportunidades para carne suína brasileira, mesmo com a expectativa de nova queda na demanda do gigante asiático. Sendo assim, apesar de um crescimento modesto de 1% nas exportações de carne suína brasileira, o aumento deve fazer o Brasil atingir um novo recorde em volume embarcado, alcançando 1,1 milhão de toneladas no ano que vem. No mercado interno, apesar das diferenças entre as regiões produtoras e consumidoras, de maneira geral, os incrementos na oferta tem desafiado a demanda e dificultado os aumentos de preços tanto do suíno vivo como da carcaça. Segundo o relatório do Rabobank, o início de 2022 será o primeiro desafio para a suinocultura brasileira, com a redução sazonal na demanda para a China em janeiro, somada ao menor consumo doméstico nesse período. Isso pode trazer um cenário de pressão nos preços do atacado/varejo com o próprio mercado testando o poder de compra do consumidor. “Vale mencionar que o comportamento da demanda no feriado do Ano novo chines, somado aos desafios adicionais com a PSA e Covid-19 (com a chegada das estações mais frias) vão direcionar as exportações brasileiras no início de 2022. A procura por novos destinos deve se intensificar no próximo ano com a tendência de recomposição do plantel suíno da China e recuperação da oferta global elevando a competitividade no mercado externo”, informou o Rabobank.

Rabobank

Suínos: cotações em queda no sul marcam a quarta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 115,00/R$ 123,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,10/R$ 9,50 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (9), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,68/kg. Houve queda de 0,84% no Paraná, chegando a R$ 5,89/kg, e de 0,16% em Santa Catarina, atingindo em R$ 6,09/kg. Foi registrado aumento de 4,03% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,97/kg, e de 0,78% em São Paulo, fechando em R$ 6,46/kg.

Cepea/Esalq 

Exportações de carne suína crescem 11,9% em outubro

As exportações de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram em outubro 99,1 mil toneladas, de acordo com levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) 

O dado supera em 11,9% o desempenho registrado no décimo mês de 2020, quando foram exportadas 88,5 mil toneladas. O saldo em dólares das exportações de outubro chegou a US$ 217,9 milhões, resultado 9,3% maior que os US$ 199,4 milhões obtidos com os embarques no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, as vendas de carne suína já se aproximam de 1 milhão de toneladas. Entre janeiro e outubro, foram embarcadas 967,9 mil toneladas, volume 13,4% maior que o registrado nos dez primeiros meses de 2020, com 853,4 mil toneladas. O saldo é significativamente positivo também na receita das exportações, chegando a US$ 2,279 bilhões, desempenho 21,5% maior que o efetivado entre janeiro e outubro do ano passado, com US$ 1,876 bilhões. “A média de embarques registrada até aqui no segundo semestre é histórica, acima de 100 mil toneladas, e projeta para o cumprimento da expectativa de um novo recorde de exportações de carne suína do Brasil, alcançando 1,1 milhão de toneladas”, avalia Ricardo Santin, Presidente da ABPA. A China segue como principal destino das exportações de carne suína, com importação total de 481,9 mil toneladas entre janeiro e outubro, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Outros destaques são o Chile, com 52,5 mil toneladas (+56,5%), Japão, com 11,3 mil toneladas (+19,1%) e EUA, com 9,7 mil toneladas (+43,4%).

ABPA 

Santa Catarina: Queda no preço base preocupa suinocultores

A Cooperativa Central Aurora anunciou baixa de R$ 0,10 no preço pago pelo quilo do suíno vivo a partir da quarta-feira (10). A notícia preocupa os suinocultores, já que os custos de produção estão elevados em 2021 e contribuem para que os produtores continuem no vermelho com a atividade

“Nesta época do ano o normal seria aumentar a remuneração dos suinocultores porque a tendência histórica é de aumento no consumo. Tradicionalmente em outubro os mercados começam a abastecer seus estoques para as festas de final de ano. Mas em 2021 está sendo o contrário. A perda do poder aquisitivo da população é um dos fatores que interfere nesta baixa, já que as pessoas estão com dificuldades para comprar proteína. A exportação de carne bovina para a China ainda está travada e também contribui para a baixa de preços”, elenca o Presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi. Durante análise de mercado Losivanio destaca que os suinocultores não obtiveram lucro com a atividade em 2021. “Mesmo assim acompanhamos o crescimento da suinocultura pelo país com o aumento de plantel incentivado pelas indústrias e cooperativas. Isso é preocupante e podemos dizer que o primeiro semestre de 2022 será de grandes dificuldades para nós suinocultores”.

ACCS

Frango: quarta-feira termina com preços estáveis no Sul

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,60/kg, enquanto o frango no atacado caiu 1,35%, chegando em R$ 7,30/kg 

Na cotação do animal vivo, não houve mudança de preço no Paraná, fixado R$ 5,91/kg, nem em Santa Catarina, custando R$ 3,70/kg. Em São Paulo, houve queda de 9,09%, atingindo R$ 5,00. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (9), o preço da ave congelada ficou estável em R$ 7,76/kg, enquanto o resfriado teve leve alta de 0,12%, fechando em R$ 8,08/kg.

Cepea/Esalq 

Exportação de frango brasileiro deve acompanhar o avanço da produção da proteína em 2022, informa Rabobank

Para o banco, tanto a produção brasileira da proteína quanto as exportações devem crescer na ordem de 1,5% em 2022

Segundo o Rabobank, detalhando as perspectivas para o agro brasileiro em 2022, a expectativa para a exportação de carne de frango brasileira é positiva, mas merece atenção em alguns pontos. A projeção é de um avanço de 1,5% nos embarques para o ano que vem, chegando a 4,4 milhões de toneladas embarcadas. O analista do setor de proteínas animais do banco, Wagner Yanaguizawa, aponta que deve haver mudanças no cenário das parcerias comerciais em relação a 2021. Um dos exemplos é a exportação da proteína brasileira para o México que tem a tendência de diminuição, na expectativa de que a mão-de-obra nos frigoríficos dos Estados Unidos seja retomada e o país latino volte a importar dos norte-americanos. “No mercado externo, a manutenção do ritmo de reabertura econômica e câmbio ainda mais favorável devem manter positivas as demandas pela carne de frango brasileira”, informou o relatório do banco. A produção da carne de frango no Brasil também deve aumentar 1,5%, mas os altos custos com alimentação das aves podem limitar os volumes. “Com relação ao mercado doméstico, a carne de frango tem a sido a proteína animal mais beneficiada em termos de consumo, diante do cenário de reabertura econômica e recuperação do poder de compra. A carne de frango tem seguido ritmo de valorização praticamente desde o início do ano, registrando a segunda queda mensal nos preços em outubro (após a queda de abril), refletindo os bons níveis de demanda interna”, informou o Rabobank. Os custos de produção para a avicultura, principalmente da ração, assim como na produção suína, devem continuar impactando as margens do setor, porém com menor intensidade, já que as expectativas de novos aumentos de área de grãos plantada e produtividade devem reduzir os preços médios comercializados com relação a este ano, conforme análise do banco.

Rabobank

EMPRESAS

BRF vai pisar no freio para controlar alavancagem

Empresa reportou prejuízo líquido de R$ 277 milhões no terceiro trimestre

A deterioração dos preços da carne suína exportada à China e a disparada dos custos com grãos derrubaram o resultado da BRF no terceiro trimestre, período no qual a dona da Sadia também foi afetada pela valorização da opção de venda que os sócios na turca Banvit possuem contra a empresa brasileira. Nesse contexto, a BRF reportou na quarta-feira um prejuízo líquido de R$ 277 milhões. No mesmo trimestre do ano passado, a dona da Sadia havia lucrado em torno de R$ 220 milhões. O Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores da BRF, Carlos Moura disse que a empresa vem atuando com “previsibilidade, agilidade e austeridade” diante da conjuntura desafiadora. Em meio aos efeitos adversos da valorização do dólar sobre os níveis de endividamento, a BRF sinaliza que vai pisar no freio em investimentos — ao menos no curto prazo. “Estamos reorganizando as prioridades de capital para poder manter alavancagem sobre controle”, afirmou Moura. A meta da BRF é manter o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado) abaixo de 3 vezes. Em setembro, o indicador rompeu a barreira, saindo de 2,73 vezes para 3,06 vezes — o que também reflete o aporte de R$ 1,3 bilhão feito para adquirir a Hercosul e Mogiana, uma ofensiva que deu à companhia cerca de 10% de participação em ração para pet. De acordo com Moura, a desvalorização do dólar desde o fim de setembro (quando a empresa marca as dívidas do balanço trimestral) já faria com que a alavancagem estivesse 0,2 vez inferior. Além disso, a inclusão pro-forma do Ebitda em doze meses das duas companhias recém-adquiridas faria o indicador atingir 3,01 vezes. No balanço, a BRF só incorporou os resultados de setembro de Hercosul e Mogiana, frisou. Apesar do ambiente adverso, a BRF conseguiu segurar a margem bruta em níveis acima da concorrência. No terceiro trimestre, a companhia registrou uma margem bruta de 21,2%, queda de 2,4 pontos na comparação anual. Como um todo, a BRF fez uma forte recomposição de preços — ainda insuficiente para compensar a queda de custos —, o que junto com o dólar valorizado ajudou a impulsionar a receita líquida. Entre julho e setembro, as vendas da companhia somaram R$ 12,4 bilhões, incremento 24,6% na comparação anual. Nesse intervalo, o preço médio dos produtos comercializados pela BRF cresceu 18,6%. No Brasil, o preço médio subiu 20,7%, o que contribuiu para que a receita líquida aumentasse mesmo com uma queda de 0,6% no volume vendido no país. Ao todo, a receita líquida da BRF no Brasil chegou a R$ 6,4 bilhões, aumento de 20%. No trimestre, a companhia teve um forte crescimento do volume de vendas de in natura no mercado local. Em aves, o aumento foi de 7% e, em suínos, de 4,2%. Em contrapartida, as vendas de alimentos processados, que em geral entregam margens melhores, recuaram 2,9%. Segundo Moura, ainda não há consenso entre analistas se a queda dos preços da carne suína na China é reflexo da recomposição do rebanho pós-peste suína africana ou se é uma estratégia de liquidação de matrizes de baixa aptidão. Nesta hipótese, a demanda do país seguirá sustentada.

VALOR ECONÔMICO

Menos dependente do Brasil, JBS lucrou R$ 7,6bi no terceiro trimestre

Ganho da companhia foi mais de duas vezes maior que o registrado no mesmo período de 2020

Os Estados Unidos provaram, mais uma vez, por que a JBS depende cada vez menos do Brasil – em tempos de custos galopantes e embargo chinês não é uma má notícia para os acionistas. Maior empresa privada do país, com faturamento anual de quase R$ 330 bilhões, a companhia dos irmãos Batista acaba de registrar um dos melhores resultados da história no terceiro trimestre. Puxada pela forte demanda americana por carne bovina, a JBS lucrou R$ 7,6 bilhões no período, mais que o dobro do resultado do terceiro trimestre do ano passado, quando a companhia teve um lucro de R$ 3,1 bilhões. Na mesma base de comparação, a receita líquida aumentou 32,2%, atingindo R$ 92,6 bilhões. Atualmente, o Brasil responde por 25% do faturamento da empresa. “Às vezes, a gente não se dá conta do tamanho”, afirmou o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni. Os números superlativos ainda não consideram aquisições feitas recentemente, sobretudo no exterior, que vão agregar US$ 2 bilhões em vendas anuais. No trimestre, a operação americana de carne bovina foi o principal destaque. A unidade JBS USA Beef – que também contempla as operações no Canadá e na Austrália, onde a seca ainda afeta a rentabilidade –, triplicou o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), somando R$ 8,4 bilhões, o equivalente a 60% do consolidado. A margem Ebitda da divisão pulou mais de dez pontos, de 9,6% no terceiro trimestre do ano passado para 21,8%, um novo recorde. Considerando todos os negócios, o Ebitda da JBS chegou a R$ 13,9 bilhões no trimestre, aumento de 74,2% na comparação anual. A margem do grupo cresceu 3,6% no intervalo, de 11,4% a 15%. No Brasil – onde ficam as divisões Seara e Friboi –, os negócios mostraram mais uma vez o peso dos custos (grãos e boi gordo). No trimestre, o Ebitda da Seara caiu 10,2%, para R$ 984 milhões. Com isso, a margem Ebitda do negócio de frango, suínos e alimentos processados registrou uma contração de 5,5 pontos, para 10,2%. No caso da Friboi, a margem Ebitda recuou 1,4 pontos, a 6,1%. Nesse caso, o embago chinês – anunciado no fim do trimestre – ainda não teve efeito, e provavelmente derrubará o resultado do negócio brasileiro de carne bovina no quarto trimestre. Em um sinal do menor peso do Brasil nos negócios, Tomazoni disse que o embargo da China tem um efeito significativo sobre a Friboi. O país asiático responde por cerca de 50% da exportação, mais ou menos um quarto da receita da divisão. Sem destino para a carne que iria à China, a JBS reduziu fortemente os abates no Brasil. No entanto, a divisão é apenas uma fração do grupo – 15% do total. “A China é 3,75% disso”, disse o CEO, salientando o perfil global da companhia. Diante do momento favorável nos EUA e da forte geração de caixa – foram mais de R$ 7 bilhões em caixa livre no terceiro trimestre, o Conselho da JBS aprovou a distribuição de mais R$ 2,4 bilhões em dividendos (R$ 1 por ação). Como o grupo já havia pago R$ 5 bilhões em proventos em 2021, o dividend yield fica em 8%. Ao contabilizar as recompras de ações, de R$ 7 bilhões até outubro, o retorno ao acionista já chegou a 15%, destacou o CFO da companhia, Guilherme Cavalcanti. Nesse cenário de despesas financeiras menores, a JBS vem reduzindo o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda). O indicador passou de 1,61 vez em junho para 1,52 vezes em setembro. Em dólares, saiu de 1,73 vez para 1,49 vez. No horizonte, a JBS reiterou os planos de listar os negócios em uma bolsa nos Estados Unidos. “Se nada mudar no horizonte, nós vamos estar listados nos EUA em 2022”, ressaltou Tomazoni.

VALOR ECONÔMICO

Na JBS, ajuste no topo: Wesley Filho sobe mais um degrau e Xandó assume o Brasil

André Nogueira, atual CEO nos EUA, assume como presidente global de operações da América do Norte

A JBS acaba de anunciar uma dança das cadeiras na cúpula, em mais um sinal da ascensão de Wesley Batista Filho e da preparação da companhia para fazer a aguardada listagem de ações nos EUA em 2022. Depois de investir quase R$ 20 bilhões em aquisições desde 2020, um ritmo intenso que vai trazer o faturamento para US$ 65 bilhões, o CEO Gilberto Tomazoni decidiu redistribuiu funções para não perder o que considera ser um diferencial da JBS — o foco minucioso no detalhe. Aos 30 anos, Wesley Filho vai assumir como presidente global de operações com foco no Hemisfério Sul, passando a ser responsável também pelos ativos da JBS na Austrália — que até então ficavam sob o guarda-chuva da JBS USA —, o que inclui a nascente divisão de aquicultura e a estratégia global para plant based. Ao mesmo tempo, o longevo CEO da JBS USA, André Nogueira, vai assumir uma função mais estratégica. Ele será par de Wesley Filho, assumindo a posição de Presidente Global de Operações, com foco na América do Norte. De certa maneira, pode-se dizer que Nogueira ficará à frente do Hemisfério Norte — até porque abaixo dele estão operações americanas e, por tabela, também os ativos europeus controlados pela Pilgrim’s Pride (listada na Nasdaq, a PPC opera atualmente com governança independente, mas a JBS já propôs fechar o capital da companhia, um tema que cabe aos minoritários). Wesley Filho e Nogueira vão se reportar a Tomazoni. “O André era quem tocava o dia-a-dia, batia o bumbo. Agora, ele vai poder focar mais em M&A e crescimento”, disse Tomazoni ao Pipeline. Nogueira teve um papel fundamental na reestruturação da Swift, comprada em 2007, naquele que é o maior case de turnaround da indústria frigorífica americana. Egresso do Banco do Brasil, o carioca foi CFO do JBS USA e também conduziu a operação na Austrália. No Brasil, a promoção de Wesley Filho mexe na Seara, que vinha sendo comandada por ele há dois anos, um período marcado por um agressivo plano de expansão fabril e contínuo ganho de market sobre a rival BRF. A partir de janeiro, João Campos assume como CEO da Seara. O executivo chegou à Seara no ano passado, como Diretor-Executivo de alimentos preparados. Nos bastidores, poucos duvidavam que ele estava fadado ao comando da Seara. Antes da Seara, Campos chefiava a PepsiCo no Brasil. No lugar de Campos, a JBS trouxe um velho conhecido da família Batista. Alexandre Almeida, que comandou o laticínio Itambé quando pertencia à J&F e teve uma curta passagem pela BRF em 2018, fica com a posição de diretor de alimentos preparados da Seara. Outro velho conhecido também está voltando à gestão da JBS. Gilberto Xandó, que liderou a Vigor e é um executivo também próximo dos Batista — ele é chairman de PicPay, Ypê e membro do conselho da JBS —, vai ficar responsável pelos negócios da JBS no Brasil, respondendo para Wesley. Os chefes de Friboi e Seara, que perfazem mais ou menos 25% do faturamento da companhia, vão se reportar a Xandó. Na América do Norte, a JBS também está mudando cadeiras. Nogueira vai passar o bastão de CEO nos EUA para Tim Schellpeper, que estava à frente do negócio americana de carne bovina, o mais importante para a companhia. Com mais de 30 anos na indústria frigorífica, Schellpeper já comandou as operações da Smithfield e veio para a JBS em 2017, depois de muita insistência de Nogueira.

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