CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1554 DE 18 DE AGOSTO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1554 | 18 de agosto de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: arroba recua em São Paulo

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo negociada em São Paulo, capital, recuou de R$ 318 para R$ 316/317, na modalidade a prazo

Apesar do bom desempenho das exportações, que sinalizam um bom apetite do mercado chinês, a demanda doméstica fraca limita bastante a possibilidade de maiores avanços nas cotações. Na B3, os contratos futuros do boi gordo também apresentaram recuos em todas os vértices da curva em 2021. Para o ano de 2022, houve valorização. O vencimento para agosto passou de R$ 318,05 para R$ 314,85, do outubro foi de R$ 322,80 para R$ 321,10 e do novembro foi de R$ 327,30 para R$ 325,00 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Calmaria nas praças paulistas e alta na cotação do boi gordo no Triângulo Mineiro

A cotação do boi gordo que atende ao mercado interno está estável em R$317,00/@ em São Paulo desde 27/7, preço bruto e a prazo. Para o “boi China” os negócios ocorrem até R$320,00/@, preço bruto e à vista

No Triângulo Mineiro, a arroba do boi gordo subiu 1,0%, ou R$3,00/@, na comparação feita dia a dia, cotada em R$315,00/@, preço bruto e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos relatam falta de animais para abate em Mato Grosso

Baixo número de animais prontos e concorrência entre indústrias que atuam no mercado interno e as exportadoras estão entre as razões da escassez

A indústria frigorífica de Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país, afirma que o setor corre risco de não ter gado suficiente para abate. O baixo número de animais prontos e a concorrência entre processadoras que atuam no mercado interno e as exportadoras estão entre os motivos para a escassez. A falta de animais tem mantido o preço da arroba em patamares elevados. Atualmente, o indicador Cepea/B3 para o boi gordo está em R$ 313,25 por arroba, valor 37,7% maior que o de um ano atrás, quando a cotação da arroba estava em R$ 227,40. “A dura realidade da falta de matéria-prima tem trazido sérios problemas para o setor”, disse, em nota, Paulo Bellincanta, Presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT). Segundo ele, também a ociosidade, que tem batido recordes a cada ano, compromete a oferta, o que eleva os preços do produto final para o consumidor. De acordo com a entidade, há ainda desequilíbrio entre a exportação e o mercado interno. Os frigoríficos exportadores, que vendem em dólar, têm uma margem muito superior à dos que dependem apenas do mercado nacional. A concorrência ficaria mais equilibrada, prossegue o Sindifrigo-MT, se a oferta retornasse a patamares que permitissem às empresas elevar sua capacidade instalada a um intervalo de 75% a 80%. Segundo dados mais recentes do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a capacidade utilizada dos frigoríficos do Estado em junho foi de 74,7% em média. No ano passado, as 33 indústrias frigoríficas instaladas no Estado trabalharam com 58,6% de capacidade. Em 2018, os frigoríficos abateram 5,31 milhões de animais, arrecadando R$ 297 milhões. No ano passado, foram 5,13 milhões de animais, com faturamento de R$ 432 milhões. “A realidade, porém, está muito distante e neste momento se faz urgente uma ação governamental para amenizar e permitir que as pequenas empresas atravessem esse período sem danos maiores. Evitar hoje uma quebradeira em cadeia é mais que uma opção, é uma urgência inteligente de quem quer que o setor não tenha prejuízos irreversíveis.”

VALOR ECONÔMICO

Boi gordo: arroba desvaloriza até R$ 2 na terça

Foram registradas tentativas de negociações abaixo da referência média; movimento não teve adesão dos pecuaristas

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na terça-feira, 17. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a dinâmica de negócios segue sem grandes mudanças. Os frigoríficos seguem com uma frente bastante confortável em suas escalas de abate, que ainda atendem entre cinco e sete dias úteis de comercialização, em média. Em São Paulo, foram relatadas algumas tentativas de compra abaixo da referência média, mas sem grande aderência por parte do pecuarista. “Importante destacar o ótimo desempenho das exportações no decorrer do mês de agosto, sinalizando para um bom ritmo de compras por parte da China. O Brasil se beneficia das recentes decisões do governo da Argentina além dos problemas de rebanho na Austrália. Esses dois países apresentam retração das vendas de carne bovina com destino ao mercado chinês”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 – R$ 317 na modalidade a prazo, ante R$ 318 na segunda-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 316, contra R$ 314. Em Cuiabá, preços do boi gordo a R$ 308, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 315 a arroba, ante R$ 314. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Segundo Iglesias, a tendência de curto prazo remete a menor espaço para reajustes, em linha com a menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. A carne de frango ainda conta com a predileção do consumidor médio, algo compreensível nas atuais circunstâncias macroeconômicas, e essa dinâmica não deve mudar até o final do ano. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17 por quilo. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,25 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 0,25%, a R$5,2682

O dólar à vista fechou em leve queda na terça-feira, influenciado por vendas após a cotação superar o patamar psicológico de 5,30 reais e também por um ajuste depois da arrancada no fim da sessão da véspera

Assim, a cotação no mercado doméstico escapou de uma contaminação mais direta do clima de aversão a risco no exterior, onde o dólar subia de forma generalizada e as bolsas de Nova York caíram perto de 1%. No Brasil, o dólar à vista perdeu 0,25%, a 5,2682 reais. A moeda trocou de sinal várias vezes durante o pregão e variou de 5,305 reais (+0,45%) a 5,2367 reais (-0,84%).

REUTERS

Ibovespa passa a ter queda no ano com riscos político e fiscal no Brasil

O Ibovespa fechou em queda pelo segundo pregão consecutivo na terça-feira, renovando mínima intradia desde abril e voltando a ficar no vermelho no acumulado do ano, em meio a um ambiente externo hostil, com preocupações sobre o crescimento econômico e sem alívio nos ruídos fiscais e políticos no Brasil

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,07%, a 117.903,81 pontos, na véspera de vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. No pior momento, caiu a 116.247,81 pontos, menor patamar intradia desde 5 de abril. No ano, agora acumula queda de 0,94%. O volume financeiro na sessão somou 38 bilhões de reais. A disseminação da variante Delta do coronavírus em vários países tem ampliado preocupações sobre a retomada econômica, com números mais fracos do varejo norte-americano pesando em Wall Street e contaminando a bolsa paulista. A falta de definição no Congresso em relação à votação de etapa da reforma tributária, segundo o sócio e economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, também adiciona aversão a risco na bolsa paulista. O Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que iria tentar colocar em votação o projeto que muda regras do Imposto de Renda no plenário da Casa na terça-feira, mas reconheceu que a análise pode ser mais uma vez postergada.

REUTERS 

IGP-10 acelera alta em julho com efeito de geadas e secas, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) acelerou a alta a 1,18% em agosto, depois de subir 0,18% em julho, com os efeitos das geadas e secas impulsionando os preços de commodities importantes, disse na terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)

Com esse resultado, o índice acumula agora alta de 32,84% em 12 meses. Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, subiu 1,29%. No mês anterior, houve queda de 0,07%. “Os efeitos da seca e das geadas estão mais evidentes no resultado do índice ao produtor”, disse em nota André Braz, Coordenador dos Índices de Preços. Entre os componentes do IPA, o destaque nessa leitura partiu do grupo Matérias-Primas Brutas, que passou a subir 0,55% em agosto, deixando para trás a queda de 1,78% vista no mês anterior. Os itens de destaque, disse Braz, foram as culturas mais afetadas pelo clima, como milho e café. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, acelerou a alta a 0,88% no período, de 0,70% em julho. A inflação da Alimentação ganhou ritmo em agosto, com o grupo subindo 1,13%, após registrar alta de 0,45% no mês passado. Em agosto houve alta de 0,79% do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), após avanço de 1,37% no período anterior.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

REUTERS 

IPPA/Cepea: Preços de HFs sobem com força e elevam IPPA/CEPEA

Em julho, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) avançou 3%, em termos nominais, frente a junho de 2021

Os Índices de todos os grupos de produtos registraram alta no mês, com destaque para o IPPA-Hortifrutícolas, de 21,5%. Neste caso, com exceção do preço da batata, todos os produtos que compõem o índice de hortifrutícolas registraram elevações consideráveis – o que se pode atribuir aos impactos da geada sobre o campo, com destaque para a alta expressiva do preço do tomate, da banana e da uva, de importantes 52,2%, 32,3% e 12,4%, respectivamente, em relação a junho. Quanto ao IPPA-Grãos avançou 3,7%, o IPPA-Cana-Café, 2,7% e o IPPA-Pecuária, 0,4%. Entre os grãos, houve aumento nos preços do milho, da soja e do algodão em pluma, contribuindo para uma leve recuperação em relação à queda registrada em junho. O índice composto pela cana-de-açúcar e pelo café reagiu às altas de ambos os produtos. Por fim, as elevações nos preços do frango vivo, do leite e, mais sutilmente, do boi gordo respondem pelo pequeno incremento do índice da pecuária. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, avançou 1,4% – logo, de junho para julho, os preços agropecuários subiram frente aos industriais da economia.

CEPEA 

Economia cresce em junho, mas recua 0,3% no 2º trimestre, diz Monitor do PIB da FGV

“Ainda há um longo caminho para a retomada mais robusta da economia”, diz Claudio Considera, Coordenador da pesquisa

A economia brasileira encolheu 0,3% no segundo trimestre de 2021, na comparação com os três meses antecedentes. Apenas em junho, teve crescimento de 1,2% perante maio, conforme o Monitor do PIB, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), na análise da série dessazonalizada. Na comparação interanual, a economia cresceu 12,1% no segundo trimestre e 10,1% em junho. “No segundo trimestre, com relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a economia seguiu no ritmo de intenso crescimento, observado no primeiro trimestre, devido à baixa base de comparação em 2020. Com exceção da agropecuária, todas as atividades econômicas e componentes da demanda tiveram resultados positivos. Entretanto, a economia apresentou retração de 0,3% no segundo trimestre comparado ao primeiro, evidenciando que houve certo otimismo com o resultado do primeiro trimestre, mostrando que ainda há um longo caminho para a retomada mais robusta da economia”, diz Claudio Considera, Coordenador do Monitor do PIB. Segundo o FGV Ibre, o consumo das famílias cresceu 12,5% no segundo trimestre, no confronto com um ano antes. “Pelo terceiro mês consecutivo, todos os componentes apresentaram crescimento, com destaque ao elevado crescimento de serviços (9,4%), produtos duráveis (48,4%) e semiduráveis (90,2%)”, destaca no documento. Na série com ajuste sazonal, o consumo das famílias cresceu 0,8% ante o trimestre anterior. A análise desagregada dos componentes da demanda foi feita na série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente, permitindo melhor compreensão da trajetória de seus componentes, conforme o FGV Ibre. A formação bruta de capital fixo (FBCF, um indicativo de investimentos) aumentou 35,2% no segundo trimestre, em relação a igual período de 2020. O elevado crescimento do componente de máquinas e equipamentos (85,7%) segue sendo o principal responsável por esse desempenho significativo. Isso se deveu, em grande parte, ao aumento de automóveis, caminhões e veículos automotores em geral. Entretanto, na taxa trimestral dessazonalizada contra o primeiro trimestre, a FBCF teve retração de 2,2%. A exportação teve expansão de 12,9% no segundo trimestre, perante um ano antes, diz o FGV Ibre. Foi registrado crescimento em todos os componentes da exportação, com exceção da agropecuária que apresentou queda de 0,2%. A importação apresentou crescimento significativo de 37,6% no segundo trimestre, em comparação ao mesmo período de 2020, diz o Ibre. Todos os componentes da importação apresentaram elevadas taxas de crescimento, com destaque para serviços (23,4%) que teve resultado positivo pelo segundo mês consecutivo.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

BRF tem perspectiva positiva para 2º semestre

A BRF espera uma melhora no cenário no Brasil para a companhia no segundo semestre, com retomada do consumo e adequação dos preços dos produtos aos custos de produção, informaram executivos da companhia em teleconferência com analistas na semana passada

“Estamos absolutamente confiantes na retomada do consumo, na retomada da economia”, disse o Presidente global da BRF, Lorival Luz. Ele disse que ainda deverá ocorrer um movimento natural de readequação dos preços à inflação de custos e insumos no Brasil. A inflação de grãos e insumos no primeiro semestre ficou acima da curva histórica e, por isto, a adequação de preços dos produtos a estes custos leva um tempo maior, segundo o Diretor Vice-Presidente da BRF para o mercado do Brasil, Sidney Manzaro. “Eu estou bastante otimista com o segundo semestre pra BRF… acredito que a partir do segundo semestre, com essa adequação de custo e preço, teremos um resultado melhor”, disse ele. O executivo disse ainda que o consumo per capita de carnes de frango e suína continua crescendo, enquanto o de carne bovina cai, gerando oportunidades para a BRF. A força das marcas da BRF no mercado doméstico também é uma vantagem para a empresa. “Num momento que você tem pressão sobre renda, o consumidor escolhe a marca que confia”, disse Manzaro. A BRF informou na semana passada que teve um prejuízo de R$ 199 milhões no segundo trimestre, impactada por efeitos inflacionários e cambiais nas despesas financeiras. A receita líquida subiu 27,8% em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 11,6 bilhões.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Mapa já tem método validado para diagnóstico de Peste Suína Africana no país

Laboratório Federal em Minas Gerais já concluiu a validação completa de suas técnicas moleculares para o diagnóstico da doença. A ampliação para outros laboratórios da Rede LFDA está sendo discutida no Ministério

A Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (Rede LFDA) está apta para atuar na hipótese de uma possível introdução do vírus de Peste Suína Africana (PSA) no território nacional. No caso de suspeita de PSA, o LFDA-MG é o laboratório oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que realiza o diagnóstico.  A padronização e verificações dos métodos vêm sendo trabalhadas pelo laboratório em Minas Gerais desde 2015, tendo sido concluída a validação completa de suas técnicas moleculares para o diagnóstico da doença em outubro de 2020. A ampliação para realização do diagnóstico em outros laboratórios da Rede LFDA também já está sendo discutida no Ministério. “A capacidade de pronta atuação e resposta do LFDA demonstra o alto grau de capacitação de seu corpo técnico, incluindo recente treinamento nas técnicas diagnósticas para PSA no laboratório de referência da União Europeia em Madrid, na Espanha – Centro de Investigación en Sanidad Animal INIA-CISA”, destaca o Coordenador de Gestão de demandas laboratoriais do Mapa, Leandro Barbiéri. O diagnóstico da PSA pode ser feito por ensaios sorológicos como ELISA e imunoperoxidase, ensaios moleculares de PCR e pelo isolamento de vírus em células. Dos três métodos, o ensaio mais recomendado e utilizado para o diagnóstico da Peste Suína Africana é a PCR. O Mapa reforça que desde 2018, quando a PSA se disseminou na China e outros países da Ásia e Europa, vem sendo desenvolvidas ações para fortalecer as capacidades de prevenção do ingresso do vírus da PSA no país, visando a detecção e diagnóstico precoces e resposta rápida a eventuais incursões da doença no Brasil. A Rede LFDA é composta por seis Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) distribuídos por todo o Brasil: LFDA-GO, em Goiânia; LFDA-MG, em Pedro Leopoldo; LFDA-PA, em Belém; LFDA-PE, em Recife; LFDA-RS, em Porto Alegre; e LFDA-SP, em Campinas.

MAPA 

Exportação de carne suína catarinense cresce 29% no mês de julho

Principal produtor e exportador de carne suína do Brasil, Santa Catarina segue ampliando sua presença no mercado internacional

Em julho, o estado alcançou o faturamento de US$ 133,5 milhões, com 53,2 mil toneladas embarcadas. O resultado demonstra um crescimento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em julho, Santa Catarina ampliou consideravelmente o faturamento com os embarques para mercados importantes como Chile (25%), Estados Unidos (70,9%) e Emirados Árabes (85,7%). O analista da Epagri/Cepa Alexandre Giehl explicou que, apesar dos bons resultados, o setor produtivo segue preocupado com os elevados custos de produção. “Embora se observem leves melhorias nos preços ao produtor pagos nas primeiras semanas de agosto, essas variações ainda são insuficientes para cobrir os aumentos de custos dos meses anteriores”, destacou.

O estado respondeu por mais da metade (54,7%) do faturamento brasileiro com as exportações de carne suína em julho.

AGRICULTURA/SC 

Suínos: Rebanho de fêmeas na China diminui em julho, o primeiro declínio em quase 2 anos

No geral, o rebanho suíno da China aumentou 0,8% em julho em relação ao mês anterior e foi 31% maior do que no ano anterior

O rebanho de matrizes suínas da China caiu pela primeira vez em quase dois anos, contraindo 0,5% em julho em relação ao mês anterior, disse a mídia estatal, depois que uma queda nos preços dos suínos que levou muitos agricultores a se livrarem das fêmeas improdutivas. Em termos homólogos, no entanto, ainda era um aumento de 25%, de acordo com o porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Meng Wei. Os preços despencaram nos últimos meses em meio a uma oferta abundante devido aos esforços do maior produtor mundial de carne suína para reconstruir rapidamente seu rebanho reprodutor após uma devastadora epidemia de peste suína africana durante 2018 e 2019. Os agricultores perderam em média 665 yuans (US$ 102) por cabeça em junho, de acordo com dados do Ministério da Agricultura. Um executivo da maior processadora de carne suína do país, o WH Group, disse à imprensa na semana passada que a eliminação de fêmeas em junho foi significativa e pode elevar os preços dos suínos vivos no segundo semestre de 2022. O abate de porcas de baixa eficiência melhorou a estrutura do rebanho reprodutor e todas as porcas de alto desempenho foram mantidas, disse a emissora estatal CCTV, citando um funcionário do ministério da agricultura. A China tinha 45,6 milhões de porcas no final de junho, cerca de 2% a mais do que no final de 2017, o último ano antes da epidemia de peste suína africana. O ministério disse este mês que tinha como meta um rebanho de 43 milhões até 2025. No geral, o rebanho suíno da China aumentou 0,8% em julho em relação ao mês anterior e foi 31% maior do que no ano anterior, disse à agência de planejamento estatal do país em uma coletiva de imprensa separada. O rebanho de suínos da China totalizou 439 milhões no final de junho, um funcionário da agricultura disse recentemente, igual a 99,4% do nível no final de 2017. (US$ 1 = 6,4788 yuans chineses)

REUTERS

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