
Ano 11 | nº 2780 | 20 de agosto de 2026
NOTÍCIAS
Estabilidade no mercado do boi gordo em São Paulo
Mercado abre estável, com indústria abastecida e oferta de boiadas controlada
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação está cotado em R$ 347/@ em São Paulo, a vaca em R$ 325/@, a novilha em R$ 337/@ e o “boi-China” em R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). O mercado abriu estável para todas as categorias. Apesar da oferta controlada e da resistência da ponta vendedora em negociar no novo patamar, compras foram realizadas nas novas referências entre a tarde de terça e a manhã de quarta, permitindo à indústria preservar as escalas de abate e manter a pressão sobre a cotação do boi gordo. Para as fêmeas, a menor oferta sustentou as cotações. O volume da boiada influenciava as negociações: lotes maiores alcançavam preços mais altos, enquanto lotes menores e negociações pontuais tendiam a ocorrer em referências mais baixas. As escalas de abate estavam, em média, para oito dias. No Pará, na comparação feita dia a dia, em duas das três praças paraenses, a cotação caiu. Na região de Marabá, o boi gordo caiu R$2,00/@. A cotação da vaca e a da novilha ficou estável. Na região de Redenção, a cotação do boi gordo caiu R$2,00/@ e a cotação da vaca caiu R$3,00/@. Para a novilha, estabilidade. Na região de Paragominas, não houve alterações. A cotação do “boi China” não mudou. Ágio de R$5,00/@ nas regiões de Marabá e Redenção e sem ágio em Paragominas. As escalas de abate estavam, em média, entre cinco e oito dias. No Rio de Janeiro, o dia havia iniciado com pressão sobre a vaca, cuja cotação caiu R$2,00/@ em relação ao dia anterior. Para o boi gordo e para a novilha, estabilidade. Para o boi gordo, negócios abaixo da referência vigente foram relatados, mas não em volume suficiente para se tornarem tendência de mercado.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: arroba segue em declínio devido a escalas de abate confortáveis
Oferta de animais de parceria e férias coletivas foram fatores relevantes para que frigoríficos pudessem ajustar suas programações
O mercado físico do boi gordo ainda se depara com tentativas de compra em patamares mais baixos, considerando o atual posicionamento das escalas de abate, que são mais confortáveis na comparação com o mês passado. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos se deparam com a incidência de animais de parceria, somado às férias coletivas que foi relevante para as grandes indústrias reorganizarem suas programações. O especialista ainda pontua que o mercado segue atento ao ritmo semanal dos embarques de carne bovina divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior no início de cada semana, além nos dados sobre o consumo doméstico. “No mercado futuro, houve forte alta na terça-feira diante da expectativa da abertura de mercado pela Coréia do Sul. No entanto, ainda restam muitas etapas e o mais provável é que as exportações se iniciem de fato apenas no final de 2027 ou no início de 2028”, ressalta Iglesias. Cotações médias da arroba do boi: São Paulo: R$ 346,33 — ontem: R$ 347,00. Goiás: R$ 335,18 — ontem: R$ 335,71. Minas Gerais: R$ 337,18 — ontem: R$ 339,18. Mato Grosso do Sul: R$ 341,48 — ontem: R$ 342,20. Mato Grosso: R$ 330,95 — ontem: R$ 332,50. O mercado atacadista volta a se deparar com queda nos preços da carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente sugere por novo recuo das indicações no curto prazo, em linha com um ambiente pautado por menor apelo ao consumo. “Além disso, é válido mencionar que a carne bovina ainda dispõe de menor competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne de frango.” Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo, estável. Quarto dianteiro: R$ 21,00 por quilo, queda de R$ 0,20. Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo, queda de R$ 0,20.
SAFRAS NEWS
Imea aponta queda no interesse de pecuaristas de MT pelo confinamento
O Estado deve levar 1,33 milhão de cabeças aos cochos ao longo de 2026, uma queda de 7,71% sobre a quantidade projetada em abril/26, de acordo com o 2º levantamento das Intenções de Confinamento
Os pecuaristas de Mato Grosso devem levar 1,33 milhão de cabeças aos cochos ao longo de 2026, uma queda de 7,71% sobre a quantidade projetada em abril/26, de acordo com o 2º levantamento das Intenções de Confinamento divulgado na terça-feira (18/8) pelo Instituto de Economia Mato-Grossense (Imea). A pesquisa também apontou custo médio da diária confinada de R$ 13,62/cabeça/dia em julho/26, o que significou um aumento de 3,57% no comparativo anual. O avanço nos custos deve-se ao forte movimento de valorização da reposição, justifica o Imea. Na primeira quinzena de agosto/26, a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro em Mato Grosso ficou em 2,13 cabeça/cabeça, um recuo 6,63% sobre as 2,29 cabeças de bezerro que podiam ser adquiridas com a venda de um boi gordo no mesmo período de 2025 – um reflexo da maior valorização do bezerro, de 18,62%, comparado à alta de 10,76% do boi gordo. “A menor oferta de bezerros deve seguir sustentando as cotações e limitando uma recuperação mais consistente da relação de troca”, antecipam os analistas do Imea. Ainda de acordo com levantamento atual do Imea sobre a atividade de confinamento no Estado, houve recuos nos preços dos insumos utilizados na alimentação. Na comparação com as médias de 2025, o milho recuou 13,86%, enquanto o caroço de algodão caiu 24,18%, o DDG, 15,60%, e o farelo de soja, 2,47%. “Esse movimento indica um ambiente mais favorável para a composição das dietas”, reforça o instituto. Ainda assim, parte desse alívio foi absorvido pela valorização da reposição, acrescenta. Quanto à programação das entregas, diz o Imea, 48,31% dos animais previstos para saírem dos cochos devem ser destinados ao abate entre setembro/26 e novembro/26, concentrando a oferta em uma janela tradicionalmente relevante para o abastecimento da indústria durante a entressafra.
PORTAL DBO
CARNES
Abates de bovinos, suínos e frangos cresceram no segundo trimestre de 2026
Aquisição de couro também avançou no período, informa o IBGE. O abate de bovinos somou 10,72 milhões de cabeças no país no segundo trimestre de 2026
O abate de bovinos somou 10,72 milhões de cabeças no país no segundo trimestre de 2026, aumento de 1,3% ante igual período de 2025. Os dados são das “Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha: Primeiros resultados para o segundo trimestre de 2026”, divulgadas na quarta-feira (19/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, houve crescimento de 4,2%. O abate de bovinos resultou em 2,76 milhões de toneladas de carcaças, uma alta de 3% em relação ao segundo trimestre de 2026 e aumento de 4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2026. A aquisição de couro, por sua vez, avançou 1,9% no segundo trimestre de 2026, ante segundo trimestre de 2025, para 10,96 milhões de peças inteiras de couro. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, esse número indica aumento na mesma magnitude de 1,9% do volume recebido pelos curtumes. Os dados vêm de instalações que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano.
O abate de suínos cresceu 3,2% no segundo trimestre de 2026, ante igual trimestre de 2025, para 15,58 milhões de cabeças. Na comparação com o primeiro trimestre do ano, houve aumento de 2%. O peso acumulado das carcaças de suínos chegou a 1,49 milhão de toneladas no segundo trimestre, com crescimento de 4,8% em relação a igual período de 2025 e de 4,5% ante o primeiro trimestre. O número de frangos abatidos somou 1,69 bilhão de aves no segundo trimestre de 2026, o que representou aumento de 2,8% em relação a igual período de 2025. Frente ao primeiro trimestre do ano, no entanto, foi registrado recuo de 1,2%. O peso acumulado das carcaças foi de 3,74 milhões de toneladas no segundo trimestre, com expansão de 5,1% em relação a igual período de 2025 e de 0,1% ante o primeiro trimestre.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar fecha em queda no Brasil em linha com exterior após Tesouro dos EUA anunciar recompra de títulos
O dólar fechou a quarta-feira em queda firme contra o real, refletindo a fraqueza da divisa norte-americana no mercado internacional desencadeada por anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de que irá dobrar o tamanho de algumas operações de recompra de títulos.
O dólar à vista fechou em queda de 0,86%, aos R$5,1777 na venda. Às 17h31, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 0,72% na B3, aos R$5,1920. Nesse mesmo horário, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,83%, a 98,817. Na quarta-feira, o Tesouro norte-americano anunciou a duplicação do volume das recompras de títulos com vencimentos de 10 a 30 anos para pelo menos US$4 bilhões por operação entre 9 de setembro e 4 de novembro. O movimento se deu um dia após uma grande onda de vendas de títulos ter derrubado o preço dos papéis e empurrado o rendimento dos títulos de 30 anos para seu nível mais alto desde 2007, em meio a temores de uma escalada iminente na guerra dos EUA e Israel contra o Irã e crescentes preocupações com a deterioração do quadro fiscal dos EUA.
Segundo a estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, quando o Tesouro anuncia que vai comprar ativamente esses papéis, ele gera uma demanda artificial que eleva o preço dos títulos. “O reflexo dessa queda nos juros americanos é a perda de força do dólar frente às outras moedas globais”, disse a estrategista. “Grande parte do capital mundial estava estacionada nos Estados Unidos aproveitando justamente aquelas taxas de juros altíssimas e extremamente seguras. Quando o Tesouro atua para derrubar esses juros longos, o dólar perde parte do seu apelo. Isso faz com que investidores saiam de lá em busca de rentabilidade em mercados emergentes, como o Brasil”, completou Nossig. Para o estrategista da Empiricus Research, Matheus Spiess, o movimento dos Títulos dos EUA potencializou um esperado ajuste no mercado de câmbio doméstico. “O mercado ficou meio sobrevendido, com muita saída de gringo. Então é natural que aconteça um ‘rebound’”, disse Spiess, referindo-se à forte desvalorização do real observada na semana passada, a qual foi motivada pela intensa saída de capital estrangeiro do mercado local por conta da cautela gerada pelo cenário eleitoral, que segue no radar, em meio a preocupações fiscais. Em segundo plano, o mercado também avaliou na quarta-feira a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, divulgada no meio da tarde. O documento mostrou que a preocupação com a inflação se aprofundou na reunião do Fed no mês passado, com “vários” formuladores de política monetária dispostos a aumentar as taxas de juros e “muitos” afirmando que um aumento nos custos de empréstimos seria necessário caso a inflação não caísse para a meta de 2% do banco central dos EUA.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com alívio nos Tresuries e encerra maior série de perdas desde 2023
O Ibovespa encerrou em alta na quarta-feira, em meio ao forte alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, encerrando uma série de 11 fechamentos negativos, mas sem conseguir sustentar o patamar dos 170 mil pontos alcançado no melhor momento do dia.
Incertezas em torno do cenário eleitoral, em um ambiente de preocupações com o quadro fiscal e o nível dos juros no país, bem como potencial desaceleração da atividade econômica, continuam pesando no pregão brasileiro, assim como a forte saída de capital externo em agosto. Parte inferior do formulário
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,9%, a 167.830,27 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, porém, chegou a 170.340,60 pontos. Na mínima, alcançou 166.334,73 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$27,49 bilhões. Nos 11 pregões anteriores, quando registrou a maior série de perdas diárias desde 2023, o Ibovespa acumulou uma queda de 6,55%.De acordo com o chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital, Nicolas Gass, a bolsa paulista se beneficiou do forte alívio nos rendimentos dos Treasuries, após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar que vai dobrar o volume das operações de recompra de títulos de longo prazo de US$2 bilhões para pelo menos US$4 bilhões. “Na prática, isso é o Tesouro entrando como comprador justamente para garantir liquidez na parte longa da curva… O efeito (de queda nos rendimentos dos Treasuries) foi imediato… e destravou o apetite por risco no mundo inteiro, praticamente, inclusive no Brasil”, ressaltou. Gass, porém, classificou a alta como um “respiro temporário”, afirmando que os fatores que derrubaram a bolsa em agosto continuam todos no lugar: a saída de capital externo e a incerteza eleitoral. Ele também chamou a atenção para as preocupações envolvendo o cenário fiscal brasileiro e o nível da Selic. “Foi um repique técnico, dentro de uma tendência de baixa…Para falar em reversão, precisamos ver o estrangeiro voltando a comprar de uma forma consistente, o que não aconteceu.” Em agosto, até o dia 17, a bolsa registra saldo negativo de capital externo de R$18,6 bilhões. Ainda da pauta norte-americana, a ata da última decisão de juros do Federal Reserve mostrou que a preocupação com a inflação se aprofundou no mês passado, com “vários” integrantes do Comidê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do banco central dos EUA dispostos a elevar as taxas de juros e “muitos” afirmando que um aumento seria necessário caso a inflação não caísse para 2%.
REUTERS
Preços pagos aos produtores aumentaram em julho, afirma Cepea
Alta foi impulsionada por café, cana e grãos, enquanto hortifrutícolas e pecuária caíram
A remuneração média pela produção agropecuária no país aumentou no mês passado, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) registrou alta nominal de 1,53% em julho frente a junho. Segundo o Cepea, o resultado mensal foi impulsionado, sobretudo, pelas altas dos grupos Cana e Café (6,61%) e Grãos (5,24%), que mais do que compensaram as quedas observadas em Hortifrutícolas (-11,50%) e pecuária (-3%). Entre os produtos, destacaram-se as altas de café, arroz, milho, soja, trigo, leite, laranja e uva, enquanto cana-de-açúcar, algodão, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, ovos, batata, tomate e banana exerceram influência baixista sobre seus respectivos grupos.
CEPEA
Prévia do IGP-M sinaliza deflação em indicador fechado de agosto, diz economista da FGV
Caso a estimativa do especialista se confirme, será o terceiro recuo consecutivo do IGP-M
A queda de 0,36% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) na segunda prévia de agosto foi menos intensa do que a registrada em igual período de julho (-1,11%), mas sinaliza que o indicador completo do mês deve terminar com sinal negativo, informou André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV). Caso a estimativa do especialista se confirme, será o terceiro recuo consecutivo do IGP-M, usado para reajustar aluguel. Em julho, o índice cedeu 1,16% e, em junho, teve recuo de 0,50%. Braz comentou que, em agosto, o indicador se manteve em queda principalmente por continuidade de produtos industriais mais baratos no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), 60% do IGP-M, caiu 0,50% na segunda prévia de agosto, após diminuir 1,72% em julho. O recuo foi influenciado pelos preços industriais, que foi de recuo de 2,13% na segunda prévia de julho para baixa de 1,41% agora, disse. Por outro lado, após retração de 0,43% na segunda prévia de julho, os produtos agropecuários tiveram alta de 2,27% na segunda prévia de agosto, acrescentou. Assim, continuou ele, como os preços agrícolas voltaram a subir, e os preços industriais tiveram queda menos intensa, o IPA registrou recuo mais fraco na prévia de agosto ante a prévia de julho. “Mas os produtos industriais ajudaram a continuar a ‘puxar’, para baixo o IPA [com manutenção de deflação] na segunda prévia”, acrescentou. “Na parte industrial, o que colaborou para [continuar o] recuo no IPA foi o minério de ferro, com queda de preço de 3,37%, e a querosene de aviação, com recuo de preço de 14,47%”, detalhou. Outro aspecto que ajudou a manter negativa a taxa da segunda prévia do IGP-M de agosto foi o comportamento de preços do varejo, disse ainda o economista. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), 30% do IGP-M, passou de aumento de 0,12% para queda de 0,49% da segunda prévia de julho para igual apuração em agosto. A tarifa de eletricidade residencial ficou 8% mais barata na segunda prévia do IGP-M do mês, e ajudou a derrubar o IPC. Isso ocorreu por influência do chamado “bônus de Itaipu”, explicou Braz. Esse é desconto automático, aplicado na conta de luz, que devolve aos consumidores excedentes financeiros gerados por operação da usina hidrelétrica binacional de Itaipu. Na contramão do atacado e do varejo, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), 10% do IGP-M, acelerou de 0,66% para 0,73% da segunda prévia de julho para a mesma medição de gosto. Para o especialista, os fatores que estão contribuindo para a deflação tanto no atacado quanto no varejo na ótica do IGP-M devem permanecer até fim do mês. “Não vejo [a taxa completa do mês] muito diferente da segunda prévia”, disse.
VALOR ECONÔMICO
Fluxo cambial registra entrada líquida de US$ 851 milhões na semana de 14 de agosto, diz BC
No acumulado de agosto, o fluxo ficou positivo em US$ 1,504 bilhão
O Banco Central divulgou na quarta-feira (19) que o fluxo cambial registrou entrada de US$ 851 milhões dos dias 10 a 14 de agosto. O saldo semanal foi resultado da entrada de US$ 3,467 bilhões pela conta comercial e da saída de US$ 2,616 bilhões pela conta financeira. No acumulado de agosto, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 1,504 bilhão, resultado da entrada de US$ 4,121 bilhões pela conta comercial e da saída de US$ 2,618 bilhões pela conta financeira. Já no ano, o fluxo cambial segue positivo em US$ 21,2 bilhões, resultado da conta comercial positiva em US$ 42,425 bilhões e da conta financeira negativa em US$ 21,225 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
JBS anuncia proposta para comprar ações da Pilgrim´s Pride
A JBS anunciou proposta não vinculante para comprar a totalidade das ações ordinárias em circulação da norte-americana Pilgrim´s Pride que ainda não possui, segundo comunicados ao mercado. companhia propôs uma relação de troca de 2,086 ações ordinárias Classe A da JBS para cada ação ordinária da Pilgrim´s Pride. Parte inferior do formulário
O grupo JBS detém atualmente cerca de 82% das ações da companhia norte-americana em circulação. Segundo o grupo de origem brasileira, a transação tem entre os objetivos a simplificação da estrutura do grupo e redução de custos.
REUTERS
INTERNACIONAL
Caso de bicheira é confirmado em Ciudad Juárez e pode afetar reabertura da fronteira dos EUA ao gado mexicano
A presença da bicheira-do-Novo-Mundo voltou a acender o alerta na fronteira entre México e Estados Unidos. Um caso ativo foi registrado em Ciudad Juárez, no estado mexicano de Chihuahua, cidade que faz fronteira com El Paso, no Texas.
Segundo informações do Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar do México (Senasica), o município apareceu no relatório mais recente com um caso entre os 82 casos ativos registrados em Chihuahua. Informações preliminares indicam que as larvas da bicheira foram encontradas em um cão. É a primeira vez que Ciudad Juárez aparece no mapa de casos da bicheira-do-Novo-Mundo, e a localização torna a ocorrência especialmente relevante para a pecuária. A cidade fica próxima de importantes pontos utilizados no comércio de animais entre México e Estados Unidos, incluindo Santa Teresa, no Novo México, uma das localidades consideradas para a retomada da entrada de animais mexicanos no território americano. A confirmação ocorre justamente quando os Estados Unidos se preparam para uma reabertura gradual dos pontos da fronteira sul ao comércio de animais vivos mexicanos.
Em 24 de julho de 2026, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou um plano coordenado de reabertura gradual, condicionado ao cumprimento, pelo México, do plano conjunto de combate à bicheira-do-Novo-Mundo. O primeiro ponto previsto para reabrir é Douglas, no Arizona, na fronteira com o estado mexicano de Sonora. A reabertura está programada para 24 de agosto. Na sequência, o Serviço de Inspeção Sanitária de Animais e Plantas do USDA deverá avaliar a possibilidade de reabrir os pontos de Santa Teresa e Columbus, no Novo México, para a entrada de bovinos, bisões e cavalos vivos provenientes do México. É justamente a proximidade do novo caso com Santa Teresa que aumenta a atenção sobre a situação sanitária na região. O cronograma americano, entretanto, não é definitivo.
O USDA já havia alertado que a reabertura da fronteira seria flexível e poderia ser modificada de acordo com a evolução da situação da bicheira no México. Segundo as regras anunciadas, a retomada das importações poderá ser interrompida caso as autoridades americanas identifiquem aumento do risco sanitário em Sonora ou Chihuahua. Essa avaliação poderá ser feita a partir de auditorias realizadas depois da reabertura, observações em campo ou outras informações disponíveis às autoridades sanitárias americanas. Como Ciudad Juárez está localizada em Chihuahua, o novo caso surge justamente em uma das regiões mencionadas pelo governo americano como determinantes para a continuidade do processo de reabertura.
Até a publicação das informações sobre a ocorrência em Juárez, entretanto, não havia uma manifestação do USDA especificamente sobre o novo caso. Portanto, ainda não é possível afirmar que a detecção provocará uma mudança no cronograma. Agora, o setor pecuário acompanha não apenas a evolução dos casos no México, mas também a eventual resposta do USDA. A confirmação em Ciudad Juárez mostra que a bicheira-do-Novo-Mundo continua sendo um dos principais fatores capazes de determinar quando — e em que ritmo — o comércio de bovinos vivos entre México e Estados Unidos poderá voltar à normalidade.
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