CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2768 DE 04 DE AGOSTO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2768 | 04 de agosto de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: semana iniciou com cotações estáveis

O mercado abriu sem muitos negócios no primeiro dia útil de agosto, conforme o habitual para a segunda-feira.

Pelos dados da Scot Consultoria, na praça de São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 348/@, enquanto o “boi-China” está em valendo R$ 350, /@ (valores brutos, no prazo). Como de costume no início da semana, poucos negócios foram realizados e, com isso, a cotação não mudou na segunda-feira em São Paulo. A escalas de abate estavam, em média, para seis dias. Vencimento do contrato futuro do boi gordo (B3) em julho/26. No último dia útil de julho (31/7), na B3, aconteceu a liquidação do contrato futuro do boi gordo, cujo código é BGIN26. A cotação da arroba nesse vencimento, segundo o indicador da B3, ficou em R$346,02. O indicador do Cepea ficou em R$346,56/@. O indicador do boi gordo da Scot Consultoria ficou em R$347,41/@, considerando a média móvel dos últimos cinco dias. No mercado atacadista da carne com osso, na última semana, as vendas no varejo começaram em ritmo lento, mas ganharam força ao longo da semana, resultando em maior demanda por reposição de estoques. Somado a esse fator, a menor disponibilidade de carne sustentou as cotações das carcaças casadas. Dessa maneira, a cotação da carcaça subiu. A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 2,4%, cotada em R$23,70/kg e a do boi inteiro, subiu 2,0%, apregoada em R$23,20/kg. A cotação da carcaça da vaca subiu 2,3%, negociada em R$22,65/kg e a da novilha subiu 2,0%, comercializada em R$22,70/kg. É esperado que esse cenário permaneça com o pagamento dos salários e a com o Dia dos Pais. Por outro lado, no mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio caiu 1,6%, cotado em R$6,10/kg, e a do suíno especial caiu 2,5%, negociado em R$7,70/kg.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: oferta mais restrita fortalece preços da arroba em julho; saiba o que esperar de agosto

Para o mês, há uma expectativa de um maior equilíbrio nas cotações do boi gordo, pois tende a haver um avanço gradual da oferta proveniente dos confinamentos

O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos para o boi gordo no decorrer de julho. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a oferta mais restrita dificultou a composição das escalas de abate por parte da indústria frigorífica. Nas exportações, a projeção dos volumes se mostrou mais lenta, com uma queda no ritmo diário ao longo do mês, algo previsível e que refletiu o esgotamento precoce da cota brasileira disponibilizada pela China. Iglesias sinaliza que, para agosto, há uma expectativa de um maior equilíbrio nas cotações do boi gordo, pois tende a haver um avanço gradual da oferta proveniente dos confinamentos. Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 30 de julho: São Paulo (Capital) – R$ 350 a arroba, avanço de 4,48% perante os R$ 335 praticados no fim de junho. Goiás (Goiânia) – R$ 325 a arroba, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 praticados no fim do mês anterior. Minas Gerais (Uberaba) – R$ 325 a arroba, alta de 3,17% perante os R$ 315 praticados no fim do mês passado. Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 335 a arroba, aumento de 4,69% frente aos R$ 320 registrados no final do mês anterior. Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 325 a arroba, queda de 1,52% frente aos R$ 330 registrados no fim de junho. Rondônia (Vilhena) – R$ 325 a arroba, acréscimo de 1,56% em relação aos R$ 320 registrados no encerramento do mês passado. O mercado atacadista registrou preços mistos ao longo de julho. Segundo Iglesias, o corte do quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 20 por quilo, queda de 4,76% frente ao valor praticado no fim de junho. O quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 26,50 por quilo, aumento de 3,92% frente aos R$ 25,50 praticados no fechamento do mês anterior. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,243 bilhão em julho até o momento (18 dias úteis), com média diária de US$ 69,072 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 195,214 mil toneladas, com média diária de 10,845 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.368,90. Em relação a julho de 2025, houve alta de 3,4% no valor médio diário da exportação, queda de 9,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 14,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SAFRAS NEWS 

Mercado europeu paga até 40% a mais pela carne bovina de Mato Grosso no 1º semestre de 2026

Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) confirmam que os mercados europeus pagaram até 40% a mais pela carne bovina produzida no estado durante o primeiro semestre de 2026, com preços médios que alcançaram patamares expressivos por tonelada exportada.

Conforme o levantamento oficial do instituto, a União Europeia registrou um preço médio de US$ 6.390 por tonelada no período, enquanto os demais países europeus desembolsaram uma média ainda superior, fixada em US$ 6.667 por tonelada. Em contrapartida, a China permaneceu soberana como o principal destino das exportações em volume, concentrando 55,2% dos embarques estaduais, embora tenha apresentado preço médio de US$ 4.745 por tonelada. O cenário é medido pelo Índice de Atratividade das Exportações do Imea, que avalia a remuneração frente ao valor da arroba no mercado interno. A União Europeia liderou o ranking com índice de 108,49, seguida pelos demais países do continente (98,59), Oriente Médio (76,58), América do Norte (75,47) e China, que pontuou com 74,37. Na avaliação de Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o gigante asiático segue como parceiro comercial indispensável devido à sua enorme capacidade de absorção de grandes volumes de carne. Contudo, o avanço consistente da carne mato-grossense em praças exigentes como a europeia atesta o empenho dos produtores em cumprir rigorosos critérios de qualidade, rastreabilidade e regularidade de abastecimento. Segundo o dirigente, a diversificação de clientes protege a cadeia contra oscilações bruscas, estimula novos aportes em genética e tecnologia, e consolida o valor agregado da pecuária estadual no cenário global.

CENÁRIO MT

ECONOMIA

Dólar tem alta leve no Brasil com atuação de importadores e Oriente Médio no foco

O dólar fechou a segunda-feira com leve alta ante o real, em um dia marcado pela esperança de acordo no Oriente Médio, pelo desdobramento da intervenção de EUA e Japão no iene e pela atuação de importadores na compra da moeda norte-americana no Brasil.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,38%, aos R$5,0877. Às 17h07, o dólar futuro para setembro — atualmente o mais líquido — subia 0,06% na B3, aos R$5,1200. No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o adiamento de um novo ataque ao Irã. Além disso, afirmou que o Irã e outros países do Oriente Médio pediram mais tempo para concluir um acordo para reabertura do Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% do petróleo e do gás exportados pelos países. Na segunda-feira, o Irã desmentiu que estivesse negociando com os EUA, mas Trump confirmou que as conversas estão em andamento e voltou a ameaçar punir Teerã caso um acordo não seja fechado. Nesse cenário ainda nebuloso, os agentes se apegaram à possibilidade de avanços nas negociações de paz, o que conduziu a queda do petróleo Brent para a faixa de US$83 o barril e o recuo firme dos rendimentos dos Treasuries. O movimento no Brasil ocorreu em uma sessão em que o dólar se fortaleceu ante uma cesta de moedas fortes, o euro e a libra, mas cedeu ante o iene, na esteira de intervenções do Japão e dos EUA na última semana para segurar a moeda japonesa. O Japão confirmou na segunda que realizou uma intervenção de compra de ienes na última sexta-feira em conjunto com o Tesouro dos EUA. Mas, em vez de comprar ienes e vender dólares, o Tesouro comprou ienes em troca de euros na sexta-feira, conforme o Financial Times. Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central do Brasil informou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 seguiu em R$5,20 e no final de 2027 variou de R$5,29 para R$5,28. Já a Selic esperada para o fim de 2026 caiu de 14,00% para 13,75%, com os economistas passando a projetar dois cortes de 25 pontos-base da taxa básica até o fim do ano. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e esse diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. Hoje o cenário é um pouco diferente diante da perspectiva de alta de juros nos EUA e de novas baixas no Brasil. No campo político, pesquisa BTG/Nexus indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto em eventual segundo turno da disputa pelo Planalto, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

REUTERS

Ibovespa fecha estável apesar de recuo de Vale e Petrobras

O Ibovespa fechou quase estável na segunda-feira, com as blue chips Vale e Petrobras entre as maiores pressões negativas, em dia de queda de commodities no exterior, enquanto Embraer forneceu um contrapeso relevante com alta de quase 4%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,03%, a 177.946,66 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 178.556,60 pontos na máxima e 176.783,14 pontos na mínima do dia.

REUTERS

Mercado reduz projeção de inflação e prevê corte maior dos juros neste ano

Os analistas do mercado financeiro reduziram, pela quinta semana consecutiva, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026, mostra atualização do Relatório Focus divulgada ontem.

Junto com a nova estimativa, os analistas passaram a prever uma queda maior da taxa Selic até o fim deste ano. Mercado financeiro prevê inflação em 5,03% no fim deste ano. O percentual corresponde à quinta queda consecutiva das previsões para o IPCA acumulado nos 12 meses finalizados em dezembro. Há quatro semanas, a projeção sinalizava alta de 5,3% do índice oficial de preços. Para os preços administrados, a exemplo dos combustíveis e das contas de luz, a previsão recuou de 5% para 4,93%. Apesar dos recuos recentes, o índice deve fechar o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%). Analistas mantêm estáticas expectativas para 2027, 2028 e 2029. Para o ano que vem, as projeções apontam para alta de 4,22% dos preços. Já para 2028 e 2029, as estimativas permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente. O mercado financeiro reduziu de 0,20% para 0,08% a expectativa de inflação para o mês de julho, que será divulgado na próxima semana. Já para agosto, as projeções apontam para uma deflação de 0,17%, guiada pelo abatimento do chamado “Bônus de Itaipu” sobre as contas de luz. Relatório cortou a previsão para a taxa Selic ao final de 2026. As expectativas mostram que a taxa básica de juros deve cair 0,5 ponto percentual neste ano, dos atuais 14,25% ao ano para 13,75% ao ano. Nas últimas semanas, as projeções indicavam apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual da taxa, a ser realizado na reunião da próxima quarta-feira (5). Projeções para 2027, 2028 e 2029 permanecem estáveis. As perspectivas dos analistas mostram a taxa básica de juros em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Relacionadas Com inflação mais baixa, mercado aposta em novo corte da Selic na quarta. Inflação do aluguel recua, mas contratos vencidos em agosto subirão 2,76%.

UOL ECONOMIA

Indústria do Brasil tem em julho contração mais forte em 5 meses com retração da demanda, mostra PMI

A indústria brasileira apresentou contração em julho após mostrar fôlego no mês anterior, uma vez que a concorrência, a retração da demanda, as pressões inflacionárias e a guerra no Oriente Médio reduziram consideravelmente os volumes de vendas, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

Em julho, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial, compilado pela S&P Global, caiu a 47,5, de 50,8 em junho, marcando a contração mais intensa desde fevereiro. A marca de 50 separa crescimento de retração. “A preocupação agora é que a fraqueza da indústria se espalhe para outras partes da economia. As fábricas são grandes clientes dos setores de transporte, logística, armazenagem, manutenção e serviços empresariais. Se a produção continuar caindo, a demanda por esses serviços também poderá enfraquecer, gerando um impacto mais amplo sobre o crescimento econômico”, alertou Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. As novas encomendas — maior componente do índice — registraram a queda mais acentuada em mais de três anos, com contrações mais intensas nas categorias de bens de consumo e de bens intermediários.

A demanda internacional por produtos brasileiros voltou a se deteriorar, embora em ritmo mais fraco do que em junho, com as empresas consultadas relatando vendas menores para a China, a Europa e a América Latina. Com a queda das encomendas tanto no mercado doméstico quanto no externo, as empresas reduziram os volumes de produção pelo terceiro mês consecutivo, no ritmo mais forte desde fevereiro. Em resposta a esse cenário, as empresas cortaram o número de funcionários depois de cinco meses de criação de vagas. Algumas delas atribuíram as reduções no quadro de funcionários ao desempenho fraco das vendas, enquanto outras relataram falta de candidatos adequados para preencher vagas existentes. As empresas do setor industrial sinalizaram ainda aumento dos custos em relação a junho, com itens eletrônicos, alimentos, frete, combustíveis, produtos químicos, metais e plásticos sendo apontados como mais caros. Os aumentos de preços foram associados à guerra no Oriente Médio, ainda que eles tenham desacelerado para o menor nível em cinco meses. A inflação dos preços cobrados pelos fabricantes recuou para o menor nível em quatro meses, enquanto a diferença entre os dois indicadores de preços foi a menor desde fevereiro. O PMI mostrou ainda que, em julho, uma proporção maior dos participantes da pesquisa mostrou-se otimista em relação às perspectivas para a produção nos próximos 12 meses, na comparação com junho — 66% ante 53%. Como resultado, o nível geral de confiança aumentou. Além de projetarem uma melhora da demanda e dos investimentos após as eleições presidenciais, em outubro, as empresas esperam se beneficiar de aquisições, lançamentos de novos produtos e parcerias.

REUTERS

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA

Whatsapp 041 999368886

 

 

abrafrigo

Leave Comment