CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2661 DE 02 DE MARÇO DE 2026

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Ano 11 | nº 2661 | 02 de março de 2026

 

NOTÍCIAS

Preço do boi gordo atinge recorde no Estado de São Paulo

Mercado é sustentado pela oferta controlada e pelas escalas curtas, mantendo as cotações firmes. Indicador Cepea/Esalq do boi gordo registrou a cotação de R$ 353,15 a arroba

O mercado pecuário encerrou fevereiro com preços recorde. Na sexta-feira (27/2), o indicador Cepea/Esalq do boi gordo registrou a cotação de R$ 353,15 a arroba, o maior valor nominal de sua série histórica, iniciada em 1994. Com isso, o indicador, que é baseado nos negócios realizados no Estado de São Paulo, teve uma alta acumulada de 8,03% durante o mês, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo a Scot Consultoria, na sexta-feira o mercado esteve sustentado pela oferta controlada e pelas escalas curtas, o que manteve as cotações firmes. Contudo, como é comum no encerramento da semana, o volume de negócios foi menor, a ponta compradora não elevou a oferta em relação ao dia anterior e os compradores mais ativos foram os frigoríficos exportadores. No Estado de São Paulo, destaca a Scot, as cotações não mudaram na comparação diária. O preço do boi gordo seguiu em R$ 350 a arroba para o pagamento a prazo. Com o último dia útil do mês, fevereiro acumulou alta de 7,4% para o boi gordo, 7,6% para a vaca gorda e 6,3% para a novilha, de acordo com o indicador da Scot. A cotação do “boi China”, por sua vez, subiu 7,6% no período. Das 32 regiões pecuárias monitoradas pela Scot, 18 apresentaram estabilidade para os preços do boi gordo na sexta-feira em relação ao dia anterior. As demais 14 praças registraram altas para os valores de referência.

GLOBO RURAL

A cotação da arroba do boi gordo decolou no Acre

Ao decorrer do mês de fevereiro, as cotações do mercado do boi gordo não pararam de subir.

De dezembro até o primeiro dia útil de fevereiro, a cotação do boi gordo esteve em queda, negociado em R$259,00/@. Porém, na primeira semana do mês, a cotação do boi gordo começou a subir – e não parou. O viés altista se deu pela oferta restrita, com parte da boiada seguindo direcionada para Mato Grosso e Rondônia. Na comparação mensal, a cotação do boi gordo valorizou 10,2%, ou R$26,50/@. Já na comparação semanal, a alta na cotação do boi gordo foi de 3,4%, ou R$9,50/@, negociado em R$285,50/@. Para as fêmeas, tanto a vaca quanto a novilha apresentaram alta de 3,8%, ou R$10,00/@, apregoadas em R$273,00/@ e R$276,00/@, respectivamente. Todos os preços são a prazo, descontados o Senar e do Funrural. O diferencial de base do boi gordo está em R$59,50/@, ou 20,8% menor no Acre em relação a São Paulo, onde a arroba está em R$345,00. O mercado deve permanecer firme no curto prazo, com oferta como principal fator de preço.

SCOT CONSULTORIA

USP lança programa de genética e melhoramento animal para gado de corte

Objetivo é profissionalizar a gestão da cadeia da carne com estrutura dinâmica orientada para a inovação. O programa vai fazer avaliações genéticas e genômicas integradas para características de alto impacto nos rebanhos

O Grupo de Melhoramento Animal e Biotecnologia (Gmab) da Universidade de São Paulo (USP) vai lançar o Programa de Genética e Melhoramento Animal (GMA), ação que tem o objetivo de fortalecer a pecuária de corte brasileira. O programa tem suporte científico da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da universidade, com sede em Piracicaba, e suporte técnico da empresa CTAG NextGen, especializada em tratamento de dados. O lançamento oficial ocorre no dia 25 de março durante a Femec, feira de agronegócios realizada pelo Sindicato Rural de Uberlândia (MG), que movimentou mais de R$ 2,7 bilhões em negócios em 2025. O projeto já iniciou a coleta de dados e pedigree para realizar a primeira avaliação genômica oficial. O professor Fernando Baldi, vice-presidente do Gmab, diz que o diferencial do programa será a união entre a base científica e a agilidade do mercado. O grupo tem como princípio que a competitividade da pecuária moderna depende da integração entre genética, produção, indústria e mercado. “Nossa missão é profissionalizar a gestão da cadeia da carne por meio de uma estrutura dinâmica e orientada à inovação. Unimos décadas de experiência em genômica e eficiência alimentar para entregar soluções que aumentam a produtividade e garantem a viabilidade do negócio nos trópicos”, disse em nota. O programa vai fazer avaliações genéticas e genômicas integradas para características de alto impacto como crescimento, capacidade materna, longevidade, precocidade sexual, carcaça e eficiência alimentar. Também serão desenvolvidos índices bi econômicos ajustados à realidade de cada rebanho para animais registrados e comerciais, além de um índice bi econômico focado no retorno global do sistema.

GLOBO RURAL

ECONOMIA 

Dólar termina sessão estável, mas acumula queda de 2,17% em fevereiro

Após superar os R$5,17 pela manhã, em meio à disputa dos investidores pela formação da Ptax de fim de mês, o dólar perdeu força ante o real e fechou a sexta-feira muito próximo da estabilidade, com a moeda norte-americana também demonstrando maior fraqueza no exterior no fim da tarde.

O dólar à vista encerrou a sessão com leve baixa de 0,09%, aos R$5,1344. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,81% e, no mês, recuo de 2,17%. No acumulado de 2026, o dólar à vista registra queda de 6,46%. Às 17h06, o dólar futuro para abril — que nesta sexta-feira passou a ser o mais líquido no Brasil — cedia 0,03% na B3, aos R$5,1750. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. Definida a Ptax (R$5,1495 na venda), o dólar passou a oscilar sem a pressão técnica vista mais cedo, se reposicionando próximo da estabilidade ante o real durante a tarde. Neste cenário, após atingir a cotação máxima de R$5,1717 (+0,63%) às 10h43, em meio à disputa pela Ptax, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1230 (-0,32%) às 13h13, logo depois da definição da taxa. No restante da sessão, o dólar pouco se afastou da estabilidade ante o real, sendo que no exterior a moeda norte-americana também perdeu um pouco de força ante outras divisas. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,84% em fevereiro, acelerando ante os 0,20% de janeiro e bem acima da projeção mediana captada em pesquisa da Reuters com economistas, de 0,57%. Nos 12 meses até fevereiro, a taxa avançou 4,10%, acima da projeção de 3,82%. Os resultados do IPCA-15 tiveram maior impacto no mercado de renda fixa, onde as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) dispararam, com investidores reduzindo um pouco as apostas de que o Banco Central em março cortará em 50 pontos-base a taxa básica Selic, hoje em 15%.

REUTERS

Ibovespa fecha dia em queda, mas tem nova alta mensal apoiada por estrangeiros

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, mas assegurou mais um desempenho mensal positivo, o sétimo seguido, marcado por novas máximas históricas, novamente sustentadas pelo fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras.

As perdas em Wall Street e o IPCA-15 acima do esperado corroboraram a correção negativa no último pregão do mês, também marcado pelo anúncio do Bradesco sobre consolidação de seus negócios de saúde e repercussão de resultados corporativos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,14%, a 188.835,64 pontos, acumulando declínio de 0,89% na semana, mas ainda subiu 4,12% no mês, de acordo com dados preliminares. Na sexta-feira, o Ibovespa registrou 188.478,08 pontos na mínima e 191.005,02 pontos na máxima. O volume financeiro no pregão somava R$25,56 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

IPCA-15 sobe bem mais que o esperado em fevereiro impactado por mensalidades escolares e transportes

Os preços das mensalidades escolares e dos transportes pressionaram a inflação e o IPCA-15 subiu bem mais do que o esperado em fevereiro, em meio a expectativa de cortes de juros pelo Banco Central em março.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve em fevereiro avanço de 0,84%, depois de subir 0,20% em janeiro, resultado que ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,57%. Ainda assim, os dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que, em 12 meses, a alta do IPCA-15 desacelerou a 4,10%, de 4,50% no mês anterior. No entanto, também ficou bem acima da projeção de 3,82%. A meta contínua para a inflação é de 3,0% medido pelo IPCA, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Com a taxa básica de juros em 15%, o BC volta a se reunir no mês que vem para decidir sobre a Selic em meio a amplas expectativas de que inicie um ciclo de cortes. “Embora o IPCA-15 capture efeitos sazonais típicos de fevereiro, os dados indicaram deterioração qualitativa. Ainda assim, mantemos a avaliação de que o quadro inflacionário brasileiro segue em processo de desinflação”, disse Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, que segue vendo o início dos cortes dos juros pelo BC em março. Em um efeito sazonal, os preços do grupo Educação subiram 5,20% em fevereiro, após marcar uma variação positiva de 0,05% em janeiro, por causa dos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos que ocorrem no início do ano letivo. A maior contribuição foi dada pelos cursos regulares (+6,18%), com altas dos preços do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%). Mas o que exerceu o maior peso sobre o índice do mês foi o aumento de 1,72% dos Transportes, após queda de -0,13 no mês anterior, com as passagens aéreas subindo 11,64%. Já os combustíveis avançaram 1,38% em fevereiro apesar do corte de preços nas refinarias pela Petrobras, com altas nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%). Já no grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,20% em fevereiro, abaixo da taxa de 0,31% de janeiro, com alta de 0,09% da alimentação no domicílio. Tiveram alta tomate (10,09%) e carnes (0,76%), enquanto os preços do arroz (-2,47%), frango em pedaços (-1,55%) e frutas (-1,33%) recuaram. André Valério, economista sênior do Inter, destacou deterioração do índice na margem, com a inflação de serviços acelerando de 0,15% para 1,49% em fevereiro, ainda que amplamente influenciada pelas altas em Educação e nas passagens aéreas.

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UE acelera acordo comercial com o Mercosul

A União Europeia aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir que o bloco obtenha a vantagem do pioneirismo, afirmou na sexta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A Comissão Europeia concluiu seu maior pacto comercial de todos os tempos em termos de reduções tarifárias com a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai após 25 anos de negociações. O Executivo da UE afirmou que irá eliminar cerca de 4 bilhões de euros em taxas sobre as exportações da UE. A Alemanha e outros defensores do acordo, como a Espanha, afirmam que ele é essencial para compensar as perdas comerciais causadas pelas tarifas dos EUA e para reduzir a dependência da China em relação a minerais essenciais. Os opositores, liderados pela França — o maior produtor agrícola da UE —, afirmam que o acordo aumentará drasticamente as importações de carne bovina, açúcar e aves baratas, prejudicando os agricultores nacionais, que têm realizado repetidos protestos.

REUTERS 

Setor público consolidado tem superávit primário de R$ 103,7 bi em janeiro

Um ano antes, o resultado havia sido superávit em R$ 104,093 bilhões.

Os dados do setor público consolidado envolvem governo central (formado por Previdência e Tesouro, além do próprio BC), Estados, municípios e estatais. Ficam fora da conta empresas do grupo Petrobras, além de bancos públicos, como Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal. O resultado de janeiro refletiu um superávit do governo central de R$ 87,3 bilhões e um superávit de R$ 21,3 bilhões dos Estados e municípios. As estatais tiveram déficit de R$ 4,9 bilhões. Em 12 meses até janeiro, por sua vez, o déficit primário alcançou R$ 55,4 bilhões, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 12 meses até dezembro, o superávit estava em 0,43% do PIB. Pelo critério nominal, que inclui despesas com juros, o setor público consolidado teve superávit de R$ 40,1 bilhões no primeiro mês de 2026, contra déficit de R$ 63,737 bilhões em janeiro do ano anterior. O resultado nominal de janeiro refletiu, além do superávit primário de R$ 103,7 bilhões, uma conta de juros de R$ 63,6 bilhões. Nos 12 meses até janeiro, por sua vez, o déficit nominal foi de R$ 1,086 trilhão, o equivalente a 8,49% do PIB. Em dezembro de 2025, estava em 8,34% do PIB. A conta de juros até janeiro somou R$ 1,031 trilhão, ou 8,1% do PIB, vinda de R$ 1007,6 bilhões, ou 7,9% do PIB no último mês de 2025. O BC atualizou na sexta-feira as elasticidades das dívidas líquida e bruta do setor público a seus principais indexadores. Para a dívida líquida, a valorização de 1% do câmbio leva a um aumento imediato de 0,07 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 8,9 bilhões. Para cada aumento de 1 ponto percentual da Selic, mantida por 12 meses, há elevação da dívida de 0,49 ponto, ou R$ 62,9 bilhões. Já um aumento de 1 ponto na inflação, mantido por 12 meses, eleva a dívida em 0,17 ponto, ou R$ 21,9 bilhões. No caso da dívida bruta, a valorização de 1% do câmbio gera queda imediata de 0,08 ponto, ou R$ 10 bilhões. Para cada elevação de 1 ponto da Selic, mantida por 12 meses, há elevação de 0,45 ponto da dívida, ou R$ 57,3 bilhões. Já cada aumento de 1 ponto na inflação, mantido por 12 meses, eleva a dívida em 0,17 ponto, ou R$ 21,6 bilhões.

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Renda domiciliar per capita nominal mensal foi de R$ 2.316 no Brasil em 2025, diz IBGE

A renda domiciliar per capita nominal mensal foi de R$ 2.316 no Brasil em 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todo ano, o instituto envia as estatísticas da renda domiciliar per capita para o Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de cumprir a exigência da Lei Complementar 143/2013. Esses dados são usados para rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). O IBGE divulgou ainda o valor para as 27 unidades da federação. O Distrito Federal manteve a liderança no ranking, com R$ 4.538. O valor reflete os salários da burocracia pública federal, diante da elevada proporção de servidores por causa de Brasília. Na outra ponta, mais uma vez a menor renda foi registrada no Maranhão, de apenas R$ 1.219. No Estado de São Paulo, a renda per capita nominal foi de R$ 2.956 em 2025, a segunda maior do país. No Estado do Rio, era de R$ 2.794. Em Minas Gerais, por sua vez, a renda foi de R$ 2.353, conforme os dados do IBGE. Para chegar aos valores, o instituto soma o rendimento do trabalho e de outras fontes de renda recebidas pelos moradores de cada domicílio do país. O resultado, então, é dividido pelo número de moradores da residência. Neste caso, o IBGE não divulga valores corrigidos pela inflação para fins de comparação com anos anteriores.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Frango/Cepea: Poder de compra do avicultor paulista segue em queda

Os recuos registrados nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem fazer deste o quarto mês consecutivo de retração no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, apontam pesquisadores do Cepea.

Enquanto o frango registra neste mês (até o dia 25) o menor patamar real desde maio de 2024 (série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro/26), os preços médios do milho estão praticamente estáveis e os do farelo apresentam pequeno avanço. No estado de São Paulo, dados do Cepea mostram que o valor do frango vivo registra média de R$ 5,04/kg nesta parcial de fevereiro, queda de 2,1% em relação à de janeiro. Pesquisadores do Cepea destacam que o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem contribuído para evitar um movimento de desvalorização mais acentuado da carne. Diante disso, dados do Cepea mostram que é possível ao avicultor paulista a compra de 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango nesta parcial de fevereiro, 1,9% abaixo da quantidade registrada em janeiro. De farelo de soja, na mesma comparação, o produtor consegue adquirir 2,73 quilos com a venda de um quilo do animal, 2,6% a menos que no mês anterior.

CEPEA

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