CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2647 DE 06 DE FEVEREIRO DE 2026

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Ano 11 | nº 2647 | 06 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado: “boi China” sobe mais uma vez em São Paulo

As indústrias com escalas mais curtas tiveram que subir as ofertas de compras para conseguirem comprar boiadas. As com escalas um pouco mais confortáveis (embora ainda curtas) mantiveram as ofertas.

O “boi-China” registrou alta de R$ 2/@ na quinta-feira (5/2), para R$ 337/@, no prazo, valor bruto, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. Por sua vez, segundo a consultoria, o boi gordo sem perfil para exportação está valendo R$ 330/@ em São Paulo (no prazo), enquanto a vaca gorda sofreu reajuste positivo de R$ 5/@ na mesma praça, batendo R$ 312/@, e novilha segue cotada em R$ 320/@. Com essas referências de preço, por ora, havia um aparente equilíbrio no mercado, que atendia aos interesses dos vendedores. Para os próximos dias, com os compradores ainda pouco escalados, não era possível descartar novas altas. Até agora, não foi possível confirmar de forma concreta negócios realizados acima de R$340,00/@, mas não excluímos a possibilidade de que tenham ocorrido em indústrias com extrema necessidade de compra. As escalas de abate estavam, em média, para seis dias. Todos os preços são brutos e com prazo. Na Bahia, na região Sul do estado, a oferta de boiadas melhorou nos últimos dias, o que manteve a estabilidade nas cotações. As escalas de abate estavam, em média, para nove dias. Na região Oeste, o cenário também era de uma oferta confortável de boiadas, o que ajudou a sustentar os preços. As escalas de abate estavam, em média, para sete dias. Todos os preços são brutos e com prazo. No Oeste do Maranhão, as ofertas de boiadas ainda estavam curtas e a ponta vendedora seguia resistente nas vendas e, nesse sentido, o preço do boi gordo e o da novilha subiu R$2,00/@. As escalas de abate estavam, em média, para cinco dias.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo continua subindo: confira as cotações

Indústria não consegue afrouxar escalas de abate e exportações de carne seguem em ritmo acelerado

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nesta quarta-feira (4). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda estão com oferta restrita e uma grande dificuldade em avançar em suas escalas de abate. “O atual ambiente sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. A demanda segue aquecida, em especial a de exportação, com um desempenho bastante interessante das vendas brasileiras durante o mês de janeiro, com bom volume de embarques para Estados Unidos, Europa, China, entre outros destinos”, disse. Média da arroba do boi gordo: São Paulo: R$ 334,67 — ontem: R$ 333,50, Goiás: R$ 319,29 — ontem: R$ 316,79. Minas Gerais: R$ 320,29 — ontem: R$ 319,12. Mato Grosso do Sul: R$ 318,52 — ontem: R$ 318,07. Mato Grosso: R$ 312,50 — ontem: R$ 311,08. O mercado atacadista segue com preços acomodados ao longo da semana. De acordo com Iglesias, o baixo nível dos estoques nas indústrias justifica o atípico comportamento dos preços da carne bovina no atacado em um período que costuma ser marcado pela fragilidade do consumo doméstico. “A queda dos preços da carne de frango e dos cortes suínos no atacado ainda não chegou de maneira efetiva ao varejo, o que tem contribuído para este ambiente de firmeza para os preços da carne bovina”, assinalou Iglesias. Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26,50 por quilo; Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,00 por quilo; Ponta de agulha: se mantém no patamar de R$ 18,00 por quilo.

SAFRAS NEWS

Boi/Cepea: Fevereiro se inicia com preços um pouco acima dos de janeiro

Em janeiro, os valores médios do boi gordo registraram apenas pequenas oscilações frente aos de dezembro/25, apontam pesquisas do Cepea.

No entanto, agora em fevereiro, as médias parciais já estão acima das do mês anterior. De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de janeiro, os valores do boi gordo foram sustentados pelo bom desempenho das vendas internas e pelo expressivo avanço das externas. Ressalta-se que dados parciais da Secex apontam que as exportações brasileiras de carne in natura já superam as de janeiro do ano passado, quando os embarques haviam sido recordes para o mês. Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que chuvas favoreceram a recuperação de boa parte das pastagens, permitindo aos pecuaristas segurarem os animais no pasto por mais tempo. Dessa forma, a oferta de animais permaneceu reduzida em janeiro, assim como as escalas de abate, que variaram entre 3 e 10 dias. Agora em fevereiro, compradores precisam ceder e ofertar preços mais elevados para conseguirem completar as escalas.

CEPEA

Exportações brasileiras de carne bovina in natura crescem 28,6% em jan/26, com receita de US$ 1,29 bi

Embarques totalizaram 231,8 mil toneladas; em faturamento, vendas registraram acréscimo anual de 42,5% segundo dados da Secex

As exportações brasileiras de carne bovina in natura cresceram 28,6% em janeiro de 2026, para 231,8 mil toneladas, em comparação ao mesmo período de 2025, segundo informações apuradas pelo Portal DBO, a partir de dados divulgados na quinta-feira (5/2) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em receita, os embarques totais somaram US$ 1,292 bilhão no mês passado, um acréscimo de 42,5% em relação ao faturamento obtido em janeiro/25. Trata-se de recordes históricos para o mês de janeiro. A China foi o grande destaque no mês passado, mesmo diante das novas medidas de proteção de mercado adotadas a partir de 1º de janeiro deste ano. O preço médio da carne brasileira exportada ficou em US$ 5,573.2/t, uma valorização de 10,8% sobre o valor médio de janeiro/25, de US$ 5,028.9/t. Em relatório aos seus assinantes, a Agrifatto divulgou os dados de janeiro/26 com os números totais do setor brasileiro de exportação de carne bovina, ou seja, além do produto in natura, industrializados e miudezas. Pelo levantamento da consultoria, o Brasil exportou um total de 272,17 mil toneladas em janeiro/26, com queda mensal de 24,16%, “um movimento típico após o pico sazonal de dezembro”.  Ainda assim, janeiro/26 registrou o maior volume já exportado para o mês, superando em 23,55% o desempenho de janeiro de 2025, que até então detinha o recorde, informa a Agrifatto. Os preços da carne bovina brasileira permaneceram sustentados no mercado externo no mês passado, destaca a consultoria. O valor médio da tonelada exportada avançou 0,25% no comparativo mensal, alcançando US$ 5.188,52, o que impulsionou a receita total de janeiro/26 para US$ 1,41 bilhão, resultado 39,20% superior ao observado no mesmo período de 2025, compara a Agrifatto.

PORTAL DBO/AGRIFATTO

Carne bovina: Brasil exporta 119,93 mil t para China em jan/26

Embarques da proteína in natura ao mercado chinês somaram US$ 650,1 milhões no 1º mês do ano, alta de 44,8% em relação à receita obtida em jan/25 

Em janeiro/26, mês que marcou o início das medidas de salvaguarda da China – com imposições de cotas e tarifas adicionais ao Brasil e a outros fornecedores globais de carne bovina –, as exportações brasileiras da proteína ao gigante asiático somaram 119,93 mil toneladas, um avanço anual expressivo de 31,53%, informou a Agrifatto, com base em dados divulgados na quinta-feira (5/2) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “O crescimento reforça a relevância do mercado chinês”, destacou a Agrifatto. Os números da Secex mostram que, em faturamento, os embarques para a China de carne bovina in natura somaram US$ 650,1 milhões em janeiro/26, um acréscimo de US$ 202,1 milhões (ou de 44,8%) em relação à receita obtida em janeiro de 2025. Em receita, a participação do mercado chinês no ranking total dos compradores da carne bovina in natura atingiu 50,3% no primeiro mês deste ano.

Em 2025, as exportações de carne bovina in natura ao mercado chinês renderam ao Brasil o expressivo valor de US$ 18,8 bilhões, um aumento de US$ 2,9 bilhões (ou de 47,9%) em relação ao faturamento de 2024.

DBO/AGRIFATTO

ECONOMIA

Dólar fecha estável no Brasil apesar de avanço das cotações no exterior

Em uma sessão de agenda relativamente esvaziada no Brasil, o dólar oscilou em margens estreitas e fechou a quinta-feira quase estável ante o real, apesar do avanço da moeda norte-americana ante boa parte das divisas de emergentes no exterior.

O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,07%, aos R$5,2540. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,28%. Às 17h03, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,27% na B3, aos R$5,2800. No exterior, o dólar registrou ganhos firmes ante a libra após o Banco da Inglaterra manter sua taxa de juros de referência em 3,75%, em votação apertada. A moeda norte-americana também oscilou em alta ante o euro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) manter sua taxa de depósito em 2%, como esperado. Às 17h08, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, incluindo a libra e o euro — subia 0,16%, a 97,842. No grupo de divisas pares do real, o dólar sustentou ganhos ante o peso chileno, o peso mexicano e o peso colombiano, entre outros, em uma sessão de maior busca por ativos de segurança nos mercados globais. Ainda assim, a moeda norte-americana não conseguiu se firmar em alta no Brasil. Durante a tarde, a divisa dos EUA se reaproximou da estabilidade. Investidores também acompanharam, no início da tarde, entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao portal UOL. Nela, Lula afirmou que sua viagem a Washington para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve ocorrer na primeira semana de março. Sobre o escândalo envolvendo a liquidação do Banco Master, o presidente afirmou que esta é uma “chance real de pegar” os magnatas da corrupção ligada à lavagem de dinheiro no país. Lula também reclamou que a taxa de juros está elevada no Brasil, mas acrescentou que a economia não parou de crescer apesar disso. “Bons resultados da economia vão virar votos, só deixar a campanha começar”, disse Lula, em referência à corrida eleitoral deste ano. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março. À tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que a balança comercial brasileira teve superávit de US$4,343 bilhões em janeiro, uma alta de 85,8% sobre o dado do mesmo mês de 2025.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com Itaú, mas Vale reduz ganho

O Ibovespa fechou com uma alta modesta na quinta-feira, assegurada pelas ações do Itaú Unibanco após resultado robusto, enquanto Vale pressionou na ponta negativa, em sessão de correção depois de forte valorização recente.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,18%, a 182.035,83 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 184.017,44 pontos. Na mínima, marcou 181.568,98 pontos. O volume financeiro somava R$30,2 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

Brasil tem superávit comercial de US$4,3 bi em janeiro com retração das importações

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$4,343 bilhões em janeiro, uma alta de 85,8% sobre o saldo de janeiro de 2025, diante de um recuo mais forte nas importações do que a queda observada nas exportações, apontou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na quinta-feira.

O saldo veio ligeiramente abaixo da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$4,9 bilhões para o mês. As exportações somaram US$25,153 bilhões no mês passado, uma queda de 1% em relação a janeiro de 2025. O movimento de queda foi mais intenso nas importações, que caíram 9,8% no mesmo período, totalizando US$20,810 bilhões. No mês passado, apenas as exportações do setor agropecuário apresentaram crescimento, uma alta de 2,1%, impulsionada por melhores desempenhos de soja e milho. Por outro lado, os embarques ao exterior da indústria extrativa caíram 3,4%, impactados por vendas menores de petróleo e minério de ferro. O dado da indústria de transformação teve recuo de 0,5%. No recorte por regiões, os dados seguem mostrando perda de participação dos EUA. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas para o país norte-americano apresentaram recuo de 25,5%. A participação dos EUA no total das exportações brasileiras caiu de 12,7% em janeiro de 2025 para 9,5% no mês passado. No mesmo período, a fatia da China subiu de 21,7% para 25,7%. Do lado das importações, houve queda nas compras de bens intermediários e combustíveis, recuo mais relevante do que as elevações em bens de consumo e bens de capital.

REUTERS

EMPRESAS

BRF aprova R$ 532,4 milhões em dividendos à Marfrig

Montante corresponde ao valor de R$ 0,60177382100 por ação e foi pago na quarta-feira (4/2). A Marfrig se tornou única acionista da BRF após processo de fusão entre as duas empresas, que criou a MBRF

O conselho de administração da BRF aprovou a distribuição de R$ 532,43 milhões em dividendos à única acionista da companhia, a Marfrig, conforme ata divulgada nesta quinta-feira (5/2) referente à reunião do colegiado realizada na segunda-feira (2/2). O montante corresponde ao valor de R$ 0,60177382100 por ação, com base no balanço levantado pela BRF em 31 de dezembro de 2025, e foi pago em parcela única na quarta-feira (4/2).

 “Os dividendos serão imputados ao dividendo obrigatório relativo ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025, nos termos da legislação aplicável e do Estatuto Social da Companhia”, informou a ata.

VALOR ECONÔMICO

CARNES

Carnes voltam a liderar as exportações do agronegócio em janeiro

Valor da venda externa da proteína bovina supera em 25% o do mesmo mês de 2025

As exportações do agronegócio começaram 2026 com US$ 10,7 bilhões, considerando alimentos, grãos e produtos derivados da agropecuária, como celulose. O início do ano foi incrementado pelo ritmo forte das carnes, que atingiram US$ 2,44 bilhões, 25% a mais do que em janeiro de 2025. Como sempre ocorre em janeiro, as carnes superaram a soja. Só que, desta vez, com uma evolução muito maior. As receitas com as exportações de proteína animal foram 194% superiores às de soja, que está em início de vendas externas. A liderança é da carne bovina, que somou US$ 1,3 bilhão no mês passado. Cotas importas por Estados Unidos e China à carne brasileira levam o exportador a acelerar as vendas no início do ano. A cota anual dos Estados Unidos foi preenchida logo nos primeiros dias de janeiro. As vendas externas de carne de frango “in natura” também avançaram neste ano, somando US$ 795 milhões, 6% a mais do que no mesmo mês de 2025. O café ainda tem preços aquecidos, mas o volume exportado foi menor, derrubando as receitas de janeiro para US$ 1 bilhão, 24% a menos do que em igual mês do ano passado. A balança comercial do mês passado também teve participação menor de celulose, cujas exportações recuaram para US$ 957 milhões, 6% a menos no período, e do açúcar, que teve queda de 27%. Nas importações, o destaque vem de fertilizantes que, após o recorde do ano passado, começam 2026 com um volume de compras 4% menor em relação a janeiro de 2025. Os preços médios, no entanto, subiram 5%, fazendo o país gastar 1% a mais. Segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), os gastos com as importações desse insumo somaram US$ 935 milhões no mês passado.

FOLHA DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos/Cepea: Com fraca demanda, preço despenca em janeiro

Depois de atravessarem o último trimestre do ano passado em estabilidade, os preços do suíno vivo apresentaram forte queda em janeiro, apontam dados do Cepea.

A pressão sobre as cotações veio sobretudo do desaquecimento das demandas interna e externa. Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse movimento de baixa já é tipicamente observado em janeiro, quando a demanda doméstica costuma diminuir, por conta dos maiores gastos no período. Neste ano, verificou-se também retração da demanda externa, o que reforçou as quedas de preços. Segundo dados da Secex, a média de embarques na parcial de janeiro foi de 4,9 mil toneladas, contra 5,4 mil toneladas em dezembro. Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que os abates em janeiro estiveram em ritmo similar ao observado em dezembro, o que, somado à demanda retraída, acabou resultando em forte desequilíbrio entre disponibilidade e procura em janeiro. Na praça SP-5, o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 8,24/kg em janeiro, baixa de 6,9% frente à de dezembro. Trata-se da queda mais intensa no preço do suíno vivo desde janeiro/25 (em valores reais), quando o animal registrou forte desvalorização de 13,3% frente a dezembro/24.

CEPEA

RABOBANK: Crescimento desigual da produção suína global em 2026, com incertezas sanitárias e comerciais

Entenda o crescimento desigual da produção suína global em 2026, impactado por incertezas sanitárias e comerciais

O ano de 2026 deverá ser marcado por um crescimento desigual da produção global de carne suína, em meio a um cenário de incertezas sanitárias, comerciais e estruturais. A avaliação consta no relatório Global Pork Quarterly Q4 2025, divulgado pela RaboResearch, área de estudos do banco global de agronegócio Rabobank, que aponta uma combinação de fatores limitantes e regionais capazes de impactar a oferta mundial ao longo do próximo ano. De acordo com o estudo, temas como biossegurança, pressão de doenças, custos elevados de construção e restrições comerciais continuarão a influenciar as decisões de investimento e expansão da suinocultura em diferentes países. Além disso, mudanças nas políticas comerciais de grandes mercados devem seguir reorganizando os fluxos globais de exportação. Nesse contexto, o foco da indústria tende a permanecer na elevação da produtividade, na redução de custos e em uma expansão cautelosa da produção. A RaboResearch projeta aumento da produção global de carne suína no primeiro semestre de 2026, impulsionado principalmente pelos principais países produtores. Estados Unidos, União Europeia e China devem registrar crescimento moderado nesse período, enquanto o Brasil tende a apresentar estabilidade produtiva, sustentada por ganhos de eficiência e pelo forte desempenho no mercado externo. O país segue batendo recordes de exportação e consolidando sua posição como um dos protagonistas do comércio global de carne suína. Segundo Chenjun Pan, analista sênior de proteína animal da RaboResearch, os vetores de crescimento variam conforme a região. Nos Estados Unidos, China, União Europeia e Brasil, os avanços em produtividade têm papel cada vez mais relevante, enquanto, no caso chinês, o tamanho do rebanho ainda exerce influência significativa sobre o volume produzido. Para o segundo semestre de 2026, no entanto, o relatório aponta desaceleração e até possível retração da produção global. Esse movimento deverá ser puxado principalmente pela redução dos rebanhos na China, em um esforço de reequilíbrio entre oferta e demanda, e pela Espanha, que enfrenta restrições comerciais relacionadas à Peste Suína Africana (PSA), fator que tem levado à diminuição do plantel. No comércio internacional, a avaliação do Rabobank é de que a volatilidade observada em 2025 deverá se estender para 2026. Enquanto o Brasil registrou crescimento de 12% nas exportações de carne suína em 2025, outros grandes exportadores, como Estados Unidos e Canadá, apresentaram retrações de um dígito. Para o próximo ano, ajustes nas políticas de importação de mercados estratégicos tendem a intensificar as incertezas. Entre os principais movimentos citados estão a introdução de cotas de importação pelo México para fornecedores fora de acordos de livre comércio, além da abertura de investigações antidumping e antissubsídios sobre a carne suína dos Estados Unidos. A China, por sua vez, impôs direitos antidumping às importações de carne suína da União Europeia. Japão e Filipinas seguem restringindo a entrada de carne suína espanhola devido a preocupações relacionadas à PSA. O relatório também destaca o aumento da incerteza em relação às exportações de miúdos da União Europeia para a China, especialmente diante do interesse do Brasil em ampliar seu acesso ao mercado chinês. Com base nos dados dos três primeiros trimestres de 2025, a RaboResearch avalia que as exportações europeias devem perder força no quarto trimestre, pressionadas por tarifas adicionais e pela elevada oferta interna chinesa, resultante da liquidação planejada de rebanhos. No campo sanitário, a saúde dos rebanhos permanece como um dos principais desafios para a suinocultura global em 2026. Países como Vietnã e Filipinas enfrentam dificuldades para recuperar sua produção doméstica diante da persistente disseminação da Peste Suína Africana. Mesmo em mercados onde a PSA não atingiu diretamente os rebanhos, como a Espanha, o setor convive com pressão crescente devido ao endurecimento das exigências de biossegurança e controle sanitário. Além da PSA, a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS) continua afetando a produção nos Estados Unidos e no México. Segundo o Rabobank, os avanços no desenvolvimento de novas ferramentas de controle da doença ainda são lentos, com resultados limitados até o momento.

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