
Ano 11 | nº 2613 | 10 de dezembro de 2025
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: preços estáveis nas praças paulistas
Uma parte dos compradores estava com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testavam preços menores, mas sem negócios concretizados.
Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, uma parte dos compradores situados em São Paulo está com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testam preços menores, mas sem negócios concretizados. Com isso, diz a Scot, os preços de todas as categorias prontas para abate fecharam a terça-feira com estabilidade no mercado paulista: o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 322/@, o “boi-China” em R$ 326/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha gorda em R$ 314/@ (preços brutos, no prazo). Quem não possuía escala longa mantinha as ofertas dentro das referências. Sendo assim, o preço permaneceu estável para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, para 11 dias. Na Bahia, na região Sul, parte da indústria estava fora das compras e, além disso, as ofertas de bovinos estavam menores, mas ainda sem alterar o preço de todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, para cinco dias. Na região Oeste, a oferta estava menor por conta da retração dos vendedores e, com isso, a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@. A cotação da vaca e a da novilha não mudou. Em Alagoas, sem alterações nos preços. Na exportação de carne bovina in natura, até a primeira semana de dezembro, o volume exportado foi de 76,7 mil toneladas, com uma média diária de 15,3 mil toneladas, aumento de 59,1% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$5,6 mil, alta de 13,4% na comparação feita ano a ano.
SCOT CONSULTORIA
Demanda norte-americana é um dos destaques do mercado do boi
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana contando com poucas novidades. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com o bom potencial de demanda previsto em dezembro.
Segundo ele, o mercado interno está em seu melhor mês de consumo, enquanto o ritmo de embarques ainda é bastante interessante, contando com boa expectativa em torno da demanda norte-americana por carne bovina brasileira. “Vale o destaque que a posição do rebanho norte-americano é bastante deficitária neste momento, exigindo importações mais contundentes nos próximos meses”, destacou. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 322,33 — na sexta: R$ 324,50. Goiás: R$ 314,11 — R$ 315,71. Minas Gerais: R$ 317,35 — R$ 320,18. Mato Grosso do Sul: R$ 318,52 — R$ 320,00. Mato Grosso: R$ 299,73 — R$ 302,43. O mercado atacadista inicia a semana com preços acomodados no decorrer desta segunda-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano. “Os fatores impulsionadores são a entrada do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e as confraternizações inerentes ao período”, diz o analista. Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26 por quilo; Quarto dianteiro: se mantém cotada a R$ 18,50; Ponta de agulha: segue cotada a R$ 18,50 por quilo.
SAFRAS NEWS
Comida barata’ gera novo ciclo de confinamento em MT
Instalação de indústrias de biocombustíveis no Estado elevou oferta de alimentos, como o DDG. Novo ciclo ajuda a completar escalas em abatedouros e a manter oferta de gado
A instalação de indústrias de biocombustíveis e o consequente aumento na disponibilidade de “comida barata” para o gado, com os coprodutos do processamento de soja e milho, têm possibilitado o surgimento de um “novo ciclo” de confinamento de animais em Mato Grosso, diz a Associação dos Criadores do Estado (Acrimat). Agricultores de municípios ao longo da BR-163 passaram criar pequenos rebanhos, de 200 a 300 cabeças, alimentados com o DDG (grãos secos de destilaria) das indústrias de etanol de milho e farelo de soja das fábricas de biodiesel, em áreas de 10 a 20 hectares nas fazendas dominadas pelos cultivos de grãos. A atividade extra ajuda a gerar mais renda, completar escalas em abatedouros e a manter ainda firme a oferta de gado. “Tem um pessoal novo chegando e tem oferta maior. Acredito que é um novo ciclo de confinamento, um ciclo pulverizado no Estado, ao longo do eixo da BR 163, onde tem muita boia barata”, afirmou Oswaldo Ribeiro Júnior, presidente da Acrimat. “Muita gente está soltando gado nos confinamentos, os agricultores estão engordando bezerro e fazendo terminação na propriedade mesmo, e isso lota escalas”, completou. Segundo ele, não houve escassez de animais no último trimestre do ano e os preços da arroba se estabilizaram e até recuaram. A média de preço no Estado está em torno de R$ 320 por arroba. O boi-China, animal abatido com até 30 meses de idade, recebe R$ 5 a mais por arroba. O movimento de “confinamento pulverizado” já gera reflexos na manutenção da oferta firme de bovinos para o abate mesmo com a inversão do ciclo pecuário no Estado, disse o dirigente. Com a competição mais acirrada no mercado, o “pecuarista raiz” de Mato Grosso deve investir no processo de cria para se manter na atividade e lucrar, disse o presidente. Como os frigoríficos do Estado também passaram a investir em confinamentos, há uma oferta contínua de animais para abate, sem grandes oscilações de preço, que “salvavam” a rentabilidade de parte dos criadores em determinados momentos do longo ciclo pecuário, desde a inseminação até o boi ir para o gancho. “Não tem mais esse prazer da variação do preço, virou um platô e o produtor está se contentando com pouco. O movimento está tirando a competitividade do pecuarista raiz, sem as oscilações para cima que salvavam”, disse ao Valor. Com a competição mais acirrada, o dirigente aponta a necessidade de repensar custos e fazer contas. “Para o pecuarista raiz sobra a cria, o futuro vai ser esse, pois na ponta vai ser muito disputado”, completou. São quase 1 milhão de cabeças de gado confinadas no último trimestre em Mato Grosso, segundo levantamento mais recente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), alta de 67% na comparação com o mesmo período de 2023 (555,1 mil cabeças). “Todos os frigoríficos têm confinamento e garantem escala por 7 a 10 dias, e tirou essa pressão. Mercado é mercado”, disse o presidente da Acrimat. Mesmo com esses movimentos e desafios, ele é otimista e diz que as expectativas são boas para o setor. “A demanda do ciclo não vai sofrer por conta da segurança alimentar do mundo”, disse. Ele ressaltou a manutenção das vendas para China e EUA, a consolidação do mercado do Chile, as expansões para o México e o retorno da Rússia, além do avanço em mercados do sudeste asiático, como Indonésia, Filipinas, Cingapura e Vietnã. “Todo mundo está comprando a carne do Brasil. O mercado externo está explodindo”, disse. “Com dois anos, estamos matando garrote e fêmea com 18 arrobas. Baixou muito a idade do abate, está virando tudo carne gourmet, não tem mais carne dura”, avaliou. Segundo ele, o “boi-China”, abatido com até 30 meses para cumprir exigências dos chineses, “educou” o pecuarista mato-grossense. “Mesmo quem não faz boi-China, baixou a idade de abate do rebanho. Isso melhora a oferta de carne mais macia, mais jovem”, apontou. A preocupação está com a virada do ciclo. “Não tem matriz produzindo para todo mundo. Uma hora isso explode, seja de 2026 para frente. Vai ter escassez de bezerro, com preços próximos de R$ 4 mil”, vislumbrou. Ele afirmou que já há procura firme por boi magro no Estado, principal produtor de carne bovina do país, com 32,1 milhões de cabeças de gado, segundo o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). “Os investimentos em fêmeas têm que ser feitos agora, para tirar bezerro no fim do ano e dar tempo de valorizar. Em 2027, vai precisar de muita matriz e bezerro”, avaliou.
GLOBO RURAL
Frigoríficos parceiros registram recorde de exportações da Carne Hereford
Envio de mais de 260 toneladas reuniu diferentes cortes e atendeu oito mercados internacionais que mantêm compras de carne bovina com origem e certificação reconhecidas
Os frigoríficos Silva e Verdi, parceiros do Programa Carne Certificada Hereford, registraram um recorde de exportações ao embarcarem 263,31 toneladas de carne Hereford para o mercado internacional. O volume corresponde ao acumulado dos últimos meses e integra os resultados operacionais do programa na relação com plantas habilitadas para exportação. As cargas tiveram como destinos Maldivas, Portugal, México, Itália, Holanda, Canadá e Suíça, mercados que, nos últimos anos, passaram a ampliar o recebimento de carne bovina com origem identificada. Os embarques incluíram cortes de traseiro e dianteiro com maior regularidade de padronização, entre eles picanha, bife de vazio, contrafilé, filé mignon, filé de costela, alcatra, patinho, lagarto e raquete. Os lotes foram destinados a compradores que operam com redes varejistas, distribuidores e serviços de alimentação. O destaque ficou por conta dos embarques pelo Frigorífico Silva, que foi responsável pela exportação de 261,88 toneladas. O diretor do Programa Carne Certificada Hereford, Eduardo Eichenberg, explica que o desempenho está relacionado ao funcionamento contínuo do programa Carne Certificada Hereford e ao trabalho das propriedades envolvidas. “Esse resultado, recorde de exportações, vai de encontro ao sucesso que a gente tem tido dentro do programa de carne e principalmente com as raças Hereford e Braford”, observa. “Criadores e produtores comerciais estão se esmerando em produzir um produto de excelente qualidade, que está sendo reconhecido por mercados internacionais exigentes”, complementa o dirigente. Segundo Eichenberg, a evolução dos embarques acompanha mudanças recentes no perfil de compras de alguns países. “Esses mercados são muito seletivos na aquisição de proteína animal e vêm buscando produtos com processo de certificação bem definido”, comenta. Ele acrescenta que o desempenho é consequência do trabalho desenvolvido em diferentes etapas. “Tudo está caminhando para o mesmo objetivo, que é essa produção de um produto de excelente qualidade, que é a nossa Carne Certificada Hereford, fruto de um processo que começa na reprodução, passa pelo frigorífico e chega ao consumidor”, destaca. “Agora não só no mercado interno, mas também entre consumidores internacionais”, conclui.
ABHB
ECONOMIA
Dólar volta a subir com reação negativa à candidatura de Flávio Bolsonaro
O dólar voltou a subir no Brasil na terça-feira após o senador Flávio Bolsonaro reiterar que sua candidatura à Presidência é “irreversível”, mas a divisa desacelerou os ganhos durante a tarde em meio às discussões em Brasília para votação de projeto que trata das penas dos condenados por tentativa de golpe.
A moeda norte-americana à vista fechou em alta de 0,35%, aos R$5,4411. No ano, porém, a divisa acumula perdas de 11,94%. Às 17h08, o contrato de dólar futuro para janeiro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,05% na B3, aos R$5,4610. No início do dia, Flávio repetiu que sua candidatura à Presidência é “irreversível” e agradeceu o apoio manifestado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) na véspera. O senador falou à imprensa após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. Na noite de segunda-feira, Flávio já havia dito em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que sua candidatura era irreversível. Às 10h35, logo após os comentários de Flávio, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de 5,4965 (+1,37%), em meio à avaliação de que o senador é menos competitivo que Tarcísio — o favorito do mercado — na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois disso, porém, o dólar desacelerou, em movimento intensificado no início da tarde, após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmar que o projeto de dosimetria das penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro será votado na Casa. Em tese, o projeto poderia reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma das interpretações no mercado é a de que, se o projeto for aprovado, crescem as chances de Flávio desistir da candidatura, colocando novamente na disputa o nome de Tarcísio. Os investidores operavam também com foco na última reunião do Comitê de Política Monetária do ano, que terminará na quarta em meio à expectativa praticamente unânime de manutenção da taxa de juros em 15%, com o comunicado possivelmente trazendo indicações sobre as perspectivas para a reunião de janeiro.
REUTERS
Ibovespa tem leve queda com PL da Dosimetria e falas de Flávio no radar
Em uma sessão marcada pela forte volatilidade, o Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos até encerrar em leve queda de 0,13%, aos 157.981 pontos.
Na véspera das decisões de política monetária no Brasil e nos EUA, o foco dos investidores permaneceu no cenário eleitoral: nas primeiras horas do dia, o índice chegou a tocar os 155.188 pontos e ceder mais de 1%, na mínima intradiária, em reação às declarações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que sua candidatura ao Planalto é “irreversível”. No começo da tarde, porém, o Ibovespa devolveu parte das perdas e passou a ceder perto de 0,20%. O movimento ocorreu depois que o projeto de lei (PL) da Dosimetria foi pautado para ontem. A medida pode reduzir penas para condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e funcionar como uma alternativa à anistia, o que tem sido utilizado como moeda de troca pelo filho de Bolsonaro. Já na reta final do pregão, o Ibovespa chegou a inverter o sinal e tocar os 158.851 pontos, na máxima do dia, mas o alívio foi momentâneo. As notícias de que o relator do PL da Dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), vê acordo na Câmara e no Senado para aprovar o projeto, e de que Flávio Bolsonaro conversou com o ex-ministro da Economia Paulo Guedes antes do anúncio da candidatura, promoveram uma melhora no sentimento dos agentes financeiros, ainda que rápida. A forte volatilidade também marcou o movimento registrado por blue chips de commodities no pregão de ontem. Após adotar uma alta maior, as ON da Vale encerraram com ganho de 0,06%, enquanto as PN da Petrobras subiram 0,63%. Já bancos recuaram em bloco, com destaque para as units do Santander, que cederam 2,13%. Dados da própria bolsa mostram que o anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro provocou uma retirada de R$ 2 bilhões do segmento secundário da B3 (ações já listadas) pelos estrangeiros na sexta-feira, quando o Ibovespa encerrou em forte queda de 4,31%.
VALOR ECONÔMICO
PIB do agro crescerá 1% em 2026 com maior uso de capital próprio pelo produtor, diz CNA
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio do Brasil em 2026 deverá crescer 1% em 2026, com produtores garantindo a expansão do setor no país graças à utilização de uma parcela maior de recursos próprios em suas atividades, enquanto o crédito está mais caro e escasso, afirmou na terça-feira a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Para 2025, a CNA estima expansão de 9,6% do PIB do agronegócio, que considera os segmentos de insumos, agropecuária, agroindústria e serviços, impulsionado por safras recordes de soja e milho. Além da forte base de comparação e de indicações iniciais de um clima não tão favorável para a safra de grãos em 2026 em relação a 2025, a situação financeira de parte dos produtores também pesa, em momento em que os dados da inadimplência no campo atingiram níveis recordes no Brasil, comentou o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, durante encontro com jornalistas. Isso acaba se refletindo em um custo maior do financiamento em ambiente de taxas de juros já elevadas, o que leva os agricultores a utilizarem uma parcela maior de recursos próprios para desenvolver seus negócios. “Está havendo um ajuste. O produtor não tem disponibilidade de recursos dos bancos oficiais e está havendo um aporte de capital dos produtores, aqueles capitalizados de safras anteriores. Por isso tivemos oportunidade de aumento de produção, mesmo com a escassez de financiamento”, disse o presidente da CNA, João Martins. A entidade citou dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre a safra 2025/26, afirmando que a produção total de grãos e oleaginosas deve superar o volume colhido na safra anterior em 0,8%, para 354,8 milhões de toneladas. “Se continuam os juros altos… vamos ver rapidamente uma nova agricultura no Brasil, uma agricultura autossustentável pelo produtor”, declarou ele, ponderando que, ainda assim, seria desejável mais recursos oficiais. O chamado crédito rural oficial, oriundo das instituições financeiras, representa cerca de 30% do total da agricultura brasileira, com 40% vindo do mercado privado (mercado de capitais, cooperativas, revendas etc.), e os 30% restantes seriam capital próprio, segundo a entidade. “O que temos visto é que tem aumentado o investimento com capital próprio, tinha caído nos últimos anos, estava em torno de 20%. Ele voltou a crescer porque as taxas e exigências de garantias estão elevadas”, disse Lucchi. Ele comentou que os preços de importantes produtos, como a soja e milho, deverão crescer em 2026, especialmente o cereal, com projeção de alta de 15%. A confederação afirmou que em outubro deste ano o crédito rural com taxas de mercado registrou a sua maior inadimplência desde o início da série histórica, em 2011, alcançando 11,4%. A entidade citou como fatores os recorrentes problemas climáticos nos últimos anos; a queda nos preços das commodities e alta nos custos de produção; recursos insuficientes para o seguro rural, além de bancos mais restritivos e juros maiores. No mesmo período do ano anterior, o valor era de 3,54% e, em janeiro de 2023, de 0,59%. Não obstante, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Brasil deve alcançar R$1,57 trilhão em 2026, alta de 5,1% ante 2025, segundo a entidade. O segmento agrícola deve totalizar R$1,04 trilhão (+6,6%), impulsionado pelo aumento da produção de grãos. Já o VBP da pecuária deve avançar 2,2%, chegando a R$528,09 bilhões, com a bovinocultura de corte apresentando expansão de 4,7%.
Esse crescimento se daria apesar da expectativa de uma queda de 4,5% na produção de carne bovina e com maiores preços.
REUTERS
CNA projeta impacto negativo de US$ 2,7 bilhões com tarifas americanas em 2026
Em balanço e perspectivas para o próximo ano, a entidade também destacou que o setor deve ficar atento à relação com a China e com a União Europeia. O Brasil exportou US$ 10,5 bilhões em produtos agropecuários de janeiro a novembro aos Estados Unidos.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que as perdas do setor agropecuário brasileiro com as tarifas americanas podem chegar a US$ 2,7 bilhões no próximo ano. Segundo a entidade, 45% do valor exportado para os Estados Unidos em 2024 ainda está com a tarifa acumulada de 50%, o que deve afetar as vendas futuras. “É importante dizer que 45% da nossa pauta agropecuária ainda segue com tarifas adicionais. Os destaques são os produtos que tem o mercado americano como o principal, então a questão do pescado ficou completamente fora da lista de exceção, como sebo bovino, mel, uvas e álcool etílico”, destacou a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori. A projeção foi divulgada nesta terça-feira, 9, durante a apresentação do balanço do Agro em 2025 e as perspectivas para 2026. A diretora também analisou a trajetória de exportações para os Estados Unidos antes e depois da imposição da taxa adicional de 40%, que entrou em vigor a partir de agosto. De acordo com ela, é possível ver “dois momentos completamente diferentes”. “Então de janeiro a julho nós tivemos um crescimento das exportações agropecuárias para o mercado americano na casa dos 20% em valor. E se a gente pegar de agosto até novembro, uma redução de 38%. Uma coisa acabou compensando um pouco a outra”, disse a especialista que lembrou que aconteceram antecipações nos embarques após o anúncio da tarifa. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela CNA, o Brasil exportou US$ 10,5 bilhões em produtos agropecuários de janeiro a novembro aos Estados Unidos, sendo o terceiro destino mais relevante. O resultado é 4% menor do que o observado no mesmo período. O item mais comprado pelos norte-americanos foi o café verde em valor. A Confederação também alertou para uma espécie de efeitos colaterais dos acordos entre os Estados Unidos e os outros países. Segundo a diretora, esse é o “principal movimento” que o setor deve estar atento em 2026. “A maioria dos acordos que os Estados Unidos têm firmado têm três componentes: primeiro, acesso ao mercado, então redução de barreiras tarifárias, redução de barreiras não tarifárias; segundo um compromisso de investimentos no mercado americano, nas indústrias americanas; terceiro, um compromisso de compras de produtos, na sua maioria produtos agropecuários americanos. Isso tem muita relevância para nós”, destacou Mori. A especialista cita alguns tratados já assinados, como do Reino Unido, que se comprometeu a comprar US$ 700 milhões em etanol e criou uma cota própria para a carne bovina norte-americana. De acordo com ela, é preciso ter atenção aos documentos para saber os impactos pois ainda há poucas informações sobre a operacionalização desses pactos comerciais. As perspectivas sobre o maior parceiro comercial do Brasil também foram apresentadas pela diretora da CNA. Mori destacou três pontos que devem estar no radar dos produtores brasileiros, com destaque para o acordo entre o país asiático e os Estados Unidos. Ela recordou que as nações negociam desde abril e que os norte-americanos já anunciaram que os chineses vão comprar mais produtos agropecuários deles, apesar de não ter um comunicado oficial da contraparte chinesa. Soja e carne bovina podem ser itens desse acordo. Para a diretora da CNA, também é preciso estar atento às movimentações de salvaguardas na União Europeia. A expectativa é de que o acordo comercial Mercosul-União Europeia seja oficializado neste ano, mas a manobra para emplacar as salvaguardas tem preocupado a entidade.
O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO
GOVERNO
Mapa anuncia abertura do mercado da Guatemala para carne bovina do Brasil
Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 500 novas oportunidades de comércio desde o início de 2023
O governo brasileiro confirmou junto às autoridades sanitárias da Guatemala a autorização para que o Brasil exporte carne bovina e seus produtos ao país. Com uma população de cerca de 18 milhões de habitantes, a Guatemala importou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e outubro de 2025. Os cereais foram o principal produto exportado pelo Brasil neste ano. No último ano, o país importou US$ 155,6 milhões em carne bovina, aproximadamente 8,6% do consumo interno. Se comparado aos anos anteriores, o valor representa um crescimento de 122% em relação aos anos anteriores, demonstrando o potencial crescente do mercado centro-americano. A aprovação da carne bovina brasileira ocorre em um momento de forte desempenho do setor. O Brasil segue como o maior exportador mundial, tendo embarcado mais de US$ 12 bilhões em 2024, o equivalente a 2,8 milhões de toneladas destinadas a mais de 150 mercados. Em 2025, o ritmo segue acelerado: até outubro, as exportações brasileiras de carne bovina já superaram US$ 14 bilhões. A abertura para a Guatemala cria novas oportunidades para o Brasil em um mercado regional estratégico, com potencial de expansão especialmente para cortes congelados, categoria que representa mais de 70% das importações guatemaltecas do produto. “Para o país parceiro, a chegada da carne bovina brasileira contribui para maior estabilidade de oferta, fortalecendo a segurança alimentar e ampliando o acesso de consumidores e da indústria local a proteínas de qualidade”, destaca o Ministério da Agricultura e Pecuária.
MAPA
INTERNACIONAL
Salvaguardas agrícolas endurecem acordo Mercosul–UE
As alterações incluem prazos mais curtos e a aplicação das normas de proteção para produtos agrícolas, como carne bovina e aves
A Comissão de Comércio Internacional do Parlamento europeu (Inta, na sigla em inglês) aprovou os mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas vinculadas ao acordo comercial Mercosul-União Europeia (UE), em negociação a mais de duas décadas. As medidas de salvaguardas passaram por votação na segunda-feira, 08, sendo aprovado com 27 votos a favor, 8 contra e 7 abstenções. O regulamento define como a UE pode suspender temporariamente as preferências tarifárias sobre as importações agrícolas dos países do Mercosul caso essas importações prejudiquem os produtores da UE. Os eurodeputados, no entanto, decidiram modificar alguns pontos do texto inicial apresentado há cerca de três meses. Entre as alterações estabeleceram que: A Comissão Europeia deve iniciar uma investigação sobre a necessidade de medidas de proteção quando as importações de produtos agrícolas sensíveis, como aves ou carne bovina, aumentarem 5% em média ao longo de três anos. Na proposta da Comissão Europeia, era previsto o patamar de 10% ao ano; O tempo de investigação deve ser reduzido de seis para três meses em geral, e de quatro para dois meses no caso de produtos sensíveis “para introduzir salvaguardas mais rapidamente”; A comissão adotou ainda uma alteração que prevê que as salvaguardas podem assumir a forma de uma obrigação de reciprocidade por parte dos países do Mercosul para aplicarem as normas de produção da UE. O próximo passo é a votação da proposta em Plenário, o que deve ocorrer na próxima semana, entre 15 e 18 de dezembro. Após essa etapa, há expectativa que a assinatura do acordo Mercosul-UE seja realizada no dia 20 de dezembro, aqui no Brasil. Na sequência, o texto ainda precisará passar por negociações e ratificação dos países membros de ambos os blocos econômicos para, então, começar a valer. Atualmente, a UE é o segundo maior parceiro comercial do Mercosul em bens, com exportações de € 57 bilhões em 2024. Na outra ponta, a UE representa um quarto do comércio total do Mercosul em serviços.
O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO
UE mantém recall de carnes da JBS após detectar hormônio proibido em cargas
Produtos eram provenientes de uma unidade da empresa localizada em Campo Grande. Procurada pela reportagem, a JBS não se manifestou
Lotes de carne bovina brasileira que chegaram à União Europeia foram alvo de recall determinado pela Comissão Europeia, após a detecção nas cargas de resquícios de estradiol, um hormônio reprodutivo utilizado na fertilização de fêmeas e que é proibido no bloco. A carne teve a retirada do varejo solicitada em meados de novembro e permanece com a comercialização impedida, conforme apurou o Valor. Os produtos eram provenientes de uma unidade da JBS localizada em Campo Grande (MS). Em nota, a JBS disse que a companhia foi informada pelo Ministério da Agricultura sobre a suspensão tanto da certificadora quanto da fazenda relacionada ao lote em questão e imediatamente deixou de exportar produtos desse fornecedor para a Europa. “A JBS cumpre rigorosamente o protocolo para a exportação de carne bovina para a Europa, atuando apenas com fazendas e certificadoras aprovadas pelo Ministério da Agricultura”, afirmou a empresa. A companhia observou que “trabalha com o mercado europeu há 30 anos e continua exportando normalmente, atendendo a todos os requisitos necessários”. O lote, disse a JBS, é de 20 toneladas, o equivalente a “menos que um contêiner”, e “representa 0,025% do que o país remeteu para o mercado europeu de janeiro a novembro deste ano”. O Ministério da Agricultura do Brasil enviou ofícios ao Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) de Campo Grande, indicando que recebeu notificações de Itália, Holanda e Espanha de suspeitas de carga com resíduos do hormônio. “Recebemos, por meio da notificação (…) a comunicação de suspeita de carga de carne congelada de bovino sem osso de animais tratados (com estradiol) produzida pelo estabelecimento JBS, sob SIF 1662”, dizem os documentos aos quais o Valor teve acesso. O ministério ainda ressaltou que a notificação europeia tem relação com falha observada pelos auditores europeus em recente auditoria realizada no Brasil. “Solicitamos ao Sipoa que demande ao estabelecimento investigação que identifique a causa do desvio notificado, as medidas corretivas de caráter imediato e permanente, as medidas preventivas e os prazos para a implantação das medidas de controle, com obrigatório preenchimento do Relatório de Investigação, Avaliação de Causa/Efeito e Plano de ação”, afirma o ministério no ofício. Uma fonte com conhecimento sobre o assunto disse que as medidas estão “dentro dos protocolos oficiais internacionais das autoridades sanitárias competentes”. Sem dar detalhes, outra fonte ressaltou que o volume de carne que faz parte do recall é ínfimo, perto da quantidade exportada pelo país, abaixo de 1%. Alguns dos países da UE afetados pelo recall da carne são Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, República Tcheca, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda e Eslováquia. O Reino Unido (incluindo a Irlanda do Norte) também está entre os países afetados, informou a RTÉ, órgão oficial de comunicação da Irlanda. A Associação de Agricultores Irlandeses (IFA, na sigla em inglês) afirmou ao RTÉ que o recall de carne bovina brasileira levanta questões sobre os controles sanitários do Brasil. O presidente da IFA, Francie Gorman, disse que o caso de recall deve servir de alerta aos parlamentares que defendem aprovar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Para ele, o acordo traria benefícios à indústria, mas em detrimento dos agricultores europeus. Em geral, o agronegócio da UE é contrário a flexibilizações de comércio entre os dois blocos. A diretora da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel, lembrou que, no ano passado, também houve um debate sobre o estradiol, que é um hormônio reprodutivo utilizado na fertilização de fêmeas. Ela observou que a carga residual de estradiol em carnes exportadas costuma ser ínfima, do ponto de vista de impacto para a saúde, porque o abate ocorre muito após sua aplicação, que só acontece com o animal em idade reprodutiva. Além disso, não se trata de um hormônio promotor de crescimento. A legislação brasileira, por meio da Instrução Normativa nº 17/2004 do Mapa, veta o uso de promotores de crescimento (hormônios) na produção animal brasileira. Lígia Pimentel também ressaltou que o Brasil já passou por outros eventos relativos a resíduos antes, que não envolviam hormônios promotores de crescimento, uma vez seu uso é proibido no Brasil. “Ainda neste ano a China levantou preocupações após identificar fluazuron nas cargas, mas esse não é um hormônio, e sim um ectocida (carrapaticida)”, disse.
GLOBO RURAL
Carne bovina: EUA enfrenta dificuldades no mercado chinês
Desde o início de 2025, Pequim deixou de renovar os registros de mais de 415 unidades frigoríficas norte-americanas, tornando-os inelegíveis para exportar a proteína
Enquanto os frigoríficos do Brasil despejam grandes quantidades de carne bovina no mercado da China, Pequim continua dificultando a vida dos exportadores dos Estados Unidos, que reclamaram da ausência de um acordo envolvendo a proteína norte-americana. Segundo reportagem publicada no site da revista Drovers (www.drovers.com), recentemente, grande parte da atenção dada ao acordo entre as duas potências mundiais girou em torno da compra de soja pela China, mas a “carne bovina dos EUA ficou de fora das negociações”. Desde o início de 2025, a China deixou de renovar os registros de mais de 415 estabelecimentos de carne bovina dos EUA, tornando-os inelegíveis para exportar. “Esta é uma enorme perda de mercado para os EUA, que o Brasil e outros países estão ansiosos para preencher”, relatou o texto da Drovers, reproduzindo um relatório de 9 páginas divulgado recentemente pelo Meat Institute, associação representante do setor nos EUA. Em entrevista à Drovers, o CEO da Federação de Exportadores de Carne dos EUA (USMEF), Dan Halstrom, disse que os importadores chineses continuam interessados na mercadoria dos EUA, especialmente os estabelecimentos de alto padrão, como o Sam´s Club, “que estão prontos para reintroduzir a carne norte-americana assim que os frigoríficos forem reativados”. Em 2024, a China foi o terceiro maior mercado de carne bovina dos EUA, em valor, com mais de US$ 1,5 bilhão. Ethan Lane, vice-presidente sênior de assuntos governamentais da National Cattlemen’s Beef Association (NCBA), afirmou que “a entidade está frustrada por a carne bovina não ter sido incluída no acordo com a China e não entende por que foi deixada de fora das discussões”. “O que precisamos aqui é que essa negociação resulte na retomada do nosso acesso a esse mercado. Isso representava cerca de 13% a 14% do nosso mercado e é algo que os produtores definitivamente sentem em relação à carcaça”, disse Lane, segundo a reportagem da Drovers.
DROVERS
FRANGOS & SUÍNOS
ABCS reúne líderes do varejo para traçar caminhos estratégicos da carne suína em 2026
Encontro em São Paulo integrou C-levels de 9 grandes redes que faturam cerca de R$ 200 bilhões, e fortalece a conexão entre varejo e cadeia produtiva
A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), promoveu, no dia 4 de dezembro, em São Paulo, um encontro que reuniu C-levels e executivos de grandes grupos do varejo alimentar brasileiro, responsáveis por cerca de R$ 200 bilhões em faturamento anual. Entre os convidados estavam representantes do Carrefour, Cencosud (Prezunic, GBarobosa e Bretas), GPA (Extra Mercado e Pão de Açúcar), Plurix, Rede São Paulo e Swift, redes estratégicas para o avanço do consumo da carne suína no país. O encontro foi destinado a diretores, gerentes e compradores, criando um ambiente reservado para debater cenários, riscos e oportunidades do mercado de carnes, especialmente no contexto das projeções para 2026. A programação incluiu análise de dados conduzida pelo consultor de mercado Iuri Machado, que trouxe perspectivas sobre consumo, competitividade entre proteínas e direcionadores capazes de influenciar a estratégia comercial do varejo no próximo ciclo. Além das discussões técnicas, o encontro proporcionou networking qualificado e a construção de novas oportunidades de negócio, reforçando o papel da ABCS como articuladora entre indústria, varejo e consumidor. Marcelo Lopes, presidente da ABCS, reforçou a importância desse trabalho para a cadeia de suínos. “Tenho andado pelo país afora e visto o sucesso dessa parceria com o varejo, esse centro de informações que criamos em conjunto é um grande sucesso para a comunicação da carne suína, tanto para o consumidor, quanto para passar a realidade da suinocultura para o varejo. Recebemos muito reconhecimento dentro e fora do setor.” Christianno Sanguinetti, diretor comercial da Cencosud Brasil, afirmou que esses encontros são sempre bons, um momento em que podemos ouvir os produtores, ter informações de produção, de mercado, perspectivas de futuro e encontrar colegas de outras redes”.
ABCS
Queda na receita cambial da carne de frango nos últimos oito meses é superior a 10%
Seis meses depois de a própria Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) ter declarado oficialmente que o Brasil é um país livre da IAAP, o único caso ocorrido na avicultura comercial continua afetando as exportações do produto.
As reduções no volume importado começaram antes mesmo do registro do caso de IAAP, em maio passado. No primeiro trimestre do ano o volume exportado registrou aumento de 15% sobre idêntico período de 2024, nos oito meses seguintes já a partir de abril e acumulou redução de 6%, fazendo com que o total exportado até novembro recuasse 1,12%. O efeito negativo foi ainda maior na receita cambial. O País havia se preparado para exportar bem mais em 2025 e, com os embargos, parte do produto ficou sem colocação definida, o que provocou queda nos preços. Resultado: após um aumento de 20% na receita do 1º trimestre, no acumulado dos oito meses seguintes ocorreu redução de mais de 10%, o que faz com que a receita de 2025 seja, por ora, 3% menor que a do ano passado. Esta é uma situação sem condições de reversão ou mesmo de redução do déficit, porquanto nos primeiros embarques de dezembro corrente o preço médio registrado ficou quase 9% aquém do alcançado há um ano.
SECEX/MDIC
Com China ainda ausente, exportações de carne de frango podem sofrer retração no ano
As importações foram reabertas no último dia de outubro passado, mas isso não significou que os chineses tenham retomado as compras de carne de frango do Brasil.
Em novembro elas foram cinco vezes maiores que as de outubro, mas limitadas a não mais que 137 toneladas, menos de meio por cento do volume registrado um ano antes, em novembro de 2024. Considerada a média importada nos 17 meses transcorridos entre janeiro de 2024 e maio de 2025 (quando ocorreu o caso de IAAP na avicultura comercial), nos últimos seis meses a China deixou de receber do Brasil, em média, pelo menos 45 mil toneladas mensais de carne de frango. É o que faz com que o total exportado no ano pelo Brasil continue abaixo do registrado em 2024. Com a ausência chinesa em dezembro, o volume total exportado em 2025 pode ficar abaixo do registrado no ano passado. A perspectiva é levantada frente ao comportamento histórico dos embarques no último mês de cada exercício – época, aliás, em que os estoques externos visando ao Natal e ao período de Festas já foram antecipadamente formados. Uma análise dos últimos 18 anos aponta que as exportações do mês de dezembro têm correspondido a 8,55% do total anual. Supondo-se que esse índice se mantenha também em 2025 e considerando que já foram exportadas perto de 4,670 milhões de toneladas entre janeiro e novembro, o volume deste mês irá girar em torno das 436 mil toneladas, o que redunda em um total anual pouco superior a 5,100 milhões de toneladas – portanto, menos que o registrado em 2024 (5.156.840 toneladas). Para igualar o resultado do ano passado é preciso exportar em dezembro um volume próximo de 487 mil toneladas, resultado obtido em outubro passado e que correspondeu a um recorde histórico nas exportações brasileiras de carne de frango. Com o feriado natalino e o período de festas, os embarques decrescem sensivelmente com a China ainda ausente do mercado.
AVESITE
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