
Ano 11 | nº 2551 | 12 de setembro de 2025
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: cotação do boi gordo estável em São Paulo
A oferta de bovinos para abate esteve confortável, e parte dos compradores relatou escalas mais alongadas na quinta-feira. Esse cenário desacelerou as negociações, com os compradores aguardando maior clareza quanto ao desempenho do consumo de carne bovina ao longo da semana.
Pelos dados da Scot, o animal sem padrão-exportação vale R$ 312/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 315/@. Por sua vez, ainda em relação ao mercado paulista, a vaca gorda está apregoada em R$ 285/@ e a novilha terminada segue vendida a R$ 300/@, acrescenta a Scot. A oferta de bovinos para abate esteve confortável, e parte dos compradores relatou escalas mais alongadas na quinta-feira. Esse cenário desacelerou as negociações, com os compradores aguardando maior clareza quanto ao desempenho do consumo de carne bovina ao longo da semana. Diante disso, ofertas abaixo das referências foram testadas, mas tiveram pouca efetividade até então. Assim, o mercado permaneceu com preços estáveis na comparação diária. As escalas de abate estiveram, em média, para 11 dias. Todos os preços foram brutos e com prazo. No Tocantins, a oferta de bovinos para abate esteve elevada para o período no estado, enquanto a demanda interna por carne bovina ficou abaixo do esperado. Esse cenário desacelerou as negociações e contribuiu com um viés baixista às cotações. Na região Sul, a cotação do boi gordo manteve-se estável, a da novilha recuou R$1,00/@ e a da vaca, R$2,00/@. Na região Norte, houve queda de R$2,00/@ para todas as categorias. A cotação do “boi China” não se alterou. Todos os preços foram brutos e com prazo. No Rio de Janeiro, diferente das outras regiões, a oferta de gado para abate não esteve tão confortável, embora o escoamento de carne bovina tenha ficado abaixo do esperado para o início do mês. A oferta de fêmeas mostrou-se mais folgada que a de machos, embora não tenham ocorrido grandes excedentes. Esse cenário trouxe um mercado mais moroso nesta quinta-feira, mantendo as cotações estáveis. As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias. Todos os preços foram brutos e com prazo.
Scot Consultoria
Preços do boi gordo resistem à escala de abate cheia da indústria
Exportações aquecidas nos últimos meses e em setembro dão sustentação à arroba
O mercado físico do boi gordo apresentou predominante acomodação em seus preços no decorrer da quarta-feira (10). No entanto, de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, em várias regiões do país o que se evidencia é um consistente avanço das escalas de abate. “Algumas unidades indicam escalas completas para o mês de setembro”, afirma. “Conforme citado anteriormente, a incidência de animais de parceria (contratos a termo), somado a utilização de confinamentos próprios ajuda no alongamento das escalas de abate”. Segundo ele, as exportações ainda são um importante diferencial para oferecer suporte aos preços da arroba, com números recordes registrados ao longo de 2025. Balanço dos primeiros dias de setembro mostra uma média de embarques de 15 toneladas por dia. Média da arroba do boi: São Paulo: R$ 310,83. Goiás: R$ 301,96. Minas Gerais: R$ 297,06. Mato Grosso do Sul: R$ 320,82. Mato Grosso: R$ 303,45. O mercado atacadista se depara com acomodação dos preços no decorrer da quarta-feira. Segundo Iglesias, isso acontece em um ambiente pautado por algum espaço para reajustes no curto prazo, em uma semana que ainda conta com os efeitos da entrada dos salários na economia. “Vale destacar que durante a segunda quinzena o apelo a reajustes é significativamente menor, além disso, a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade”, assinalou. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,10 por quilo; o traseiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha se mantém no patamar de R$ 17,10, por quilo.
Safras News
Boi/Cepea: Em meio à baixa liquidez, preços seguem estáveis
Levantamentos do Cepea mostram que as negociações no mercado pecuário seguem apresentando estabilidade
Pesquisadores explicam que esse cenário se deve ao fato de as escalas de abate estarem preenchidas por animais de contrato e/ou gado próprio, o que reduz a necessidade de compra dos frigoríficos no spot. De modo geral, pecuaristas negociam apenas lotes pequenos nesse mercado, o que tem tornado a liquidez relativamente baixa. No estado de São Paulo, os preços do boi vêm oscilando principalmente entre R$ 310 e R$ 315, com alguns negócios a até R$ 320, ainda conforme levantamentos do Centro de Pesquisas.
Cepea
Preço da carne bovina sobe ao consumidor, mas pecuarista não vê lucro
Demanda externa aquece preços da carne, mas oferta elevada de animais limita alta da arroba e concentra ganhos na indústria exportadora. Preço da carne bovina ao consumidor acumula alta de 22,17% nos últimos 12 meses.
A carne bovina ao consumidor brasileiro acumula alta de 22,17% nos últimos 12 meses, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado na quarta-feira, 10. À primeira vista, pensa-se que esse ganho está indo para o pecuarista, mas há fatores que limitam esse repasse integral. É verdade que, no campo, também houve valorização da arroba bovina no mesmo período. Porém, de forma mais modesta: de acordo com o indicador Cepea, o preço da arroba ao pecuarista subiu 20,28% nos últimos 12 meses. Embora positiva, a valorização fica abaixo do aumento no preço da carne ao consumidor, mas acima da inflação acumulada no período (+5,13). Enquanto isso, o milho, principal insumo da alimentação bovina, passou de R$ 62,60 para R$ 63,87 a saca em Campinas (SP) — alta acumulada de 2,03%. Apesar da baixa oscilação, a valorização comprime a margem de lucro do pecuarista.
Além dos custos com alimentação, soma-se gastos com insumos, energia e mão de obra. “Aqui na nossa região a realidade é que a alta da carne que o consumidor vê no mercado não se reflete na rentabilidade do pecuarista. Os custos de produção – como ração, insumos, energia e mão de obra – subiram bastante, e a margem de lucro está muito apertada. O produtor acaba arcando com esses custos, mas não consegue repassar no preço do boi gordo na mesma proporção”, destaca o pecuarista Guilherme Bumlai, de Campo Grande (MS). O economista e analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, explica que, atualmente, o pecuarista brasileiro está observando um mercado com movimentos limitados de alta da arroba. Isso, em decorrência de uma oferta elevada de animais para o abate. “Estamos vivendo um ano de muita oferta, por mais contraditório que isso pareça. Observamos que o preço da carne está subindo, mas não é a demanda doméstica que está puxando esses valores. O que realmente está impulsionando os preços é a demanda de exportação. Hoje, o Brasil está exportando carne como nunca”, observa o especialista. E os números comprovam. Em agosto, mês em que o tarifaço dos Estados Unidos entrou em vigor, o Brasil enviou ao exterior 299,4 mil toneladas de carne bovina, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado foi o segundo maior volume da série histórica. Além de representar uma alta de 20,7% em relação ao mesmo mês de 2024 (248.033 toneladas). Considerando o acumulado do ano (entre janeiro e agosto), o Brasil exportou 2,08 milhões de toneladas de carne bovina in natura — crescimento de 15% em comparação às 1,81 milhão de toneladas do mesmo intervalo de 2024. No aspecto de receita, em agosto, as exportações de carne bovina alcançaram US$ 1,60 bilhão — alta de 49,8% em relação aos US$ 1,07 bilhão registrados no mesmo mês do ano anterior. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, a receita atingiu US$ 10,51 bilhões, avanço de 32,9%.
O Estado de São Paulo/Agro
Confinamento: Índice de Custo Alimentar cai em agosto de 2025
A safra recorde reduziu os preços dos grãos e trouxe alívio direto aos custos de nutrição, informa a Ponta Agro
O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apresentou, em agosto/25, o mesmo comportamento nas duas principais regiões produtoras do país. No Centro-Oeste, o ICAP foi de R$ 14,14, representando uma redução de 3,02% em relação a julho, enquanto no Sudeste o índice alcançou R$ 12,53, com queda de 1,18%. Na safra 2024/2025, o Brasil consolidou recordes de produção de grãos. Essa expansão, sustentada por clima favorável, ganhos de produtividade e investimentos agrícolas, ampliou a oferta e pressionou os preços para baixo. “O movimento trouxe alívio direto aos custos de nutrição no confinamento, reduzindo o ICAP em agosto. Ao mesmo tempo, o avanço das exportações de carne bovina manteve a arroba valorizada, garantindo margens positivas aos pecuaristas”, avalia a Ponta Agro, em comunicado à imprensa. No comparativo anual, o ICAP de agosto expõe uma contradição: mesmo diante de uma safra recorde de grãos, os custos da nutrição animal ficaram acima de 2024 — alta de 3,21% no Centro-Oeste e de 12,98% no Sudeste. De acordo com a empresa, o motivo não está apenas na oferta, mas no apetite da própria pecuária. “Com a arroba firme, mais animais foram confinados, ampliando a demanda por milho, soja e coprodutos. Essa pressão foi reforçada pelo crescimento das demais cadeias de proteína: o leite retomou fôlego, a produção de ovos avança em ritmo acelerado e suínos e frango caminham para novos recordes. Todas essas atividades compartilham de parte de insumos utilizados na pecuária de corte, mantendo os custos nutricionais firmes em 2025 nos confinamentos brasileiros”, explica o informe da Ponta Agro.
Portal DBO
ECONOMIA
Dólar fecha abaixo de R$5,40 após dados reforçarem aposta de corte de juros nos EUA
O dólar fechou a quinta-feira em queda no Brasil, indo abaixo dos R$5,40 no pela primeira vez desde meados de agosto, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após dados da inflação e do mercado de trabalho dos EUA reforçarem a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve na próxima semana.
Durante a tarde a moeda dos EUA se manteve no território negativo, com investidores atentos à continuação do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Com o voto da ministra Carmen Lúcia, a Primeira Turma do STF formou maioria para condenar Bolsonaro por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. O ministro Cristiano Zanin, que apresentava suas considerações neste fim de tarde, também votou pela condenação de Bolsonaro, levando o placar para 4 a 1 contra o ex-presidente. A condenação de Bolsonaro era largamente esperada no mercado, que agora segue monitorando eventual nova medida de retaliação do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil — este sim um fator com potencial para mexer nos ativos. O dólar à vista fechou em baixa de 0,30%, aos R$5,3911 — abaixo de R$5,40 pela primeira vez desde 15 de agosto, quando encerrou a R$5,3994, e na menor cotação desde 12 de agosto, quando atingiu R$5,3864. No ano a divisa acumula baixa de 12,75%. Às 17h04 na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,24%, aos R$5,4160. O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,4% em agosto, depois de aumentar 0,2% em julho. Nos 12 meses até agosto, o indicador avançou 2,9%, o maior aumento desde janeiro, depois de ter subido 2,7% em julho. Economistas consultados pela Reuters previam aumento de 0,3% no mês e 2,9% em 12 meses. Já os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA somaram 263 mil na semana passada, acima da expectativa de 235 mil em pesquisa da Reuters, em um novo sinal de piora nas condições do mercado de trabalho. Às 17h13 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,27%, a 97,523.
Reuters
Ibovespa renova duplo recorde em dia favorável a ativos de risco
Novos dados de inflação e de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos consolidaram a perspectiva de cortes dos juros americanos neste mês
Depois de marcar um novo recorde intradiário ao tocar os 144.012 pontos durante a manhã, o Ibovespa perdeu um pouco de força ao longo da tarde. A principal referência acionária local reduziu parte do ímpeto após a divulgação de nova pesquisa do Datafolha, que apontou que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 33%, atingindo o pico do ano. Ainda assim, o índice conseguiu suporte para renovar a máxima nominal de fechamento, aos 143.150 pontos, com alta de 0,56%. Até então, o recorde de fechamento era de 142.640 pontos, que foi batido na última sexta-feira (5). Pela manhã, novos dados de inflação e de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos consolidaram a perspectiva de cortes dos juros americanos neste mês, enquanto os números de varejo no Brasil reforçaram a percepção de desaceleração da atividade e a chance de o Banco Central antecipar o início do afrouxamento monetário. O movimento impulsionou um pregão mais favorável a ativos de risco por aqui e nos EUA. Entre as blue chips, as units do BTG Pactual foram destaque, ao subir 1,67%. Da mesma forma, o dia foi positivo para os papéis da Vale, que avançaram 0,78%. Por outro lado, a queda nos preços de petróleo no mercado futuro empurrou as ações da Petrobras para o negativo: as ON da estatal cederam 1,05%, enquanto as PN recuaram 0,38%. Apesar da alta firme do índice na sessão, o volume financeiro do Ibovespa encerrou em apenas R$ 14,2 bilhões e R$ 24,4 bilhões na B3. Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta mais expressiva: o Dow Jones subiu 1,36%, o S&P 500 avançou 0,85%, e o Nasdaq teve alta de 0,72%.
Valor Econômico
Fazenda vê PIB mais fraco e inflação menor em 2025, mantém projeções para 2026
O Ministério da Fazenda revisou para baixo as previsões para o crescimento do país e a inflação neste ano, em meio a uma política restritiva de juros do Banco Central, informou a Secretaria de Política Econômica (SPE) na quinta-feira, mantendo estáveis as projeções para 2026.
Segundo boletim divulgado pela SPE, a Fazenda reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2,3% neste ano, contra previsão de 2,5% feita em julho. Para 2026, a estimativa de crescimento foi mantida em 2,4%. “A revisão está relacionada ao resultado abaixo do esperado observado para o PIB do segundo trimestre comparativamente ao projetado em julho, repercutindo canais potentes de transmissão da política monetária ao crédito e atividade”, disse a SPE em nota. Segundo a pasta, a economia tem mostrado sinais de desaceleração, com moderação no ritmo de crescimento do crédito, além de uma tendência de arrefecimento da expansão da massa salarial, apesar do nível baixo de desemprego. Na semana passada, após a divulgação do desempenho do PIB do segundo trimestre deste ano, a secretaria já havia informado que o dado apontava para um “leve viés de baixa” na projeção de crescimento de 2,5% vigente naquele momento para 2025. A Fazenda ainda projetou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará este ano com alta de 4,8%, ante avanço de 4,9% na projeção de julho. Para 2026, o ministério prevê que a inflação será de 3,6%, mesmo patamar estimado anteriormente, “convergindo para o centro da meta (de 3%) de 2027 em diante”. Na avaliação da SPE, a perspectiva de um índice de preços menor neste ano reflete efeitos defasados do real mais valorizado, menor inflação no atacado agropecuário e industrial e um “excesso de oferta de bens em escala mundial como reflexo do aumento nas tarifas comerciais”. O Banco Central estacionou a taxa básica de juros do país a 15% ao ano, maior nível em duas décadas, e previu que ela permanecerá nesse patamar por período bastante prolongado para levar a inflação à meta de 3%, citando a desaceleração da atividade como fator importante nesse processo. A autoridade monetária voltará a deliberar sobre os juros em reunião na próxima semana.
Reuters
Vendas no varejo do Brasil recuam 0,3% em julho, em linha com o esperado
As vendas do varejo brasileiro marcaram o quarto mês consecutivo de queda em julho, fornecendo mais um indicativo do esfriamento gradual da atividade na abertura do terceiro trimestre, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira.
As vendas varejistas recuaram 0,3% frente a junho, na série com ajuste sazonal, com alta de 1,0% na comparação com julho de 2024. Economistas esperavam uma queda de 0,3% do varejo frente a junho e alta de 0,8% na comparação anual, segundo pesquisa da Reuters. Das oito atividades do comércio varejista investigadas pelo IBGE, metade teve queda nas vendas, liderada por equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,1%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,9%). As maiores altas foram registradas em móveis e eletrodomésticos (1,5%) e livros, jornais, revistas e papelaria (1,0%). O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, destacou a perda de fôlego no curto prazo do varejo, que acumulou queda de 1,1% no patamar de vendas desde março. “O que se vê é uma trajetória lenta e contínua de queda do varejo brasileiro nesses últimos meses”, disse a jornalistas. O chamado comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, teve crescimento de 1,3% das vendas em julho sobre junho, com queda de 2,5% na comparação anual. Dados do IBGE na semana passada mostraram que a produção industrial do país também encolheu em julho, em 0,2%, marcando o quarto mês seguido sem crescimento.
Reuters
IBGE prevê safra recorde em 2025: 341,2 milhões de toneladas
Em relação ao relatório anterior, a previsão é 0,2% maior. Segundo o IBGE, colheita de grãos neste ano será 16,6% superior ao registrado em 2024
A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas deve ser recorde e atingir 341,2 milhões de toneladas em 2025, 16,6% acima de 2024. É o que informou na quinta-feira (11/8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Também nesta quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou suas projeções indicando 350,2 milhões de toneladas para o ciclo 2024/25, um avanço de 16,3% na comparação com a safra anterior. Em relação ao relatório de julho do IBGE, a previsão é 0,2% superior, um acréscimo de 773,6 mil toneladas. O IBGE informou ainda que a área semeada ficou em 81,3 milhões de hectares, aumento de 2,8% frente à área colhida em 2024; e alta de 0,1 (acréscimo de 82,7 mil hectares) ante projeção de julho. A soja, o milho, e o arroz, os três principais produtos deste grupo, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 88% da área a ser colhida. O instituto detalhou ainda que, na safra 2025 ante safra 2024, estão previstos acréscimos na área de 5,1% do algodão herbáceo (em caroço); de 11,2% na do arroz em casca; de 3,5% na da soja, de 3,6% na do milho (declínio de 5,4% no milho 1ª safra e crescimento de 6,2% no milho 2ª safra) e de 11,2% na do sorgo. Em contrapartida, foram apurados declínios de 18,5%, na área a ser colhida, na do trigo; e de 6,6% na do feijão. Em relação à produção, na LSPA de agosto, houve acréscimos de 6,6% para o algodão herbáceo (em caroço), de 17,2% para o arroz em casca, de 14,5% para a soja, de 20,3% para o milho (crescimento de 13,7% para o milho 1ª safra e de 22% para o milho 2ª safra), de 24,7% para o sorgo, e de 2,6% para o trigo. Em contrapartida, houve decréscimo de 0,5% para o feijão.
Globo Rural
FRANGOS & SUÍNOS
Suinocultura independente registra estabilidade em São Paulo e queda em Minas Gerais
Enquanto o preço permanece em R$ 9,60/kg em SP, suinocultores mineiros enfrentam recuo de 3,26%; já em Santa Catarina, leve alta sustenta a cotação.
Na quinta-feira (11), as associações pontuaram que os preços atingiram um valor máximo, mas que a oferta ainda segue controlada. De acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço dos suínos no estado de São Paulo permaneceu estável pela segunda semana consecutiva e está precificado em R$ 9,60/kg. No mercado mineiro, o valor do animal também apresentou queda de 3,26% e está cotado em R$ 8,90/kg no fechamento desta semana, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). “O mercado já vinha em queda de braços: de um lado, a dificuldade da demanda no varejo e atacado; de outro, a escassez de oferta do produtor. Agora, com a demanda mais enfraquecida, o preço cedeu. A lógica é automática: quando uma das variáveis se enfraquece, o equilíbrio se desmonta. Ainda assim, continuaremos com preços na margem de lucro”, disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal também registrou avanço de 0,22% nesta semana, em que os preços passaram de R$ 8,91/kg para R$ 8,93/kg.
APCS/ Asemg/ ACCS
Suínos/Cepea: Vivo inicia setembro com a maior média mensal desde nov/24
Os preços médios do suíno vivo iniciam setembro nos maiores patamares nominais desde novembro/24, aponta levantamento do Cepea.
Segundo o Centro de Pesquisas, isso evidencia que o mercado suinícola vem se mostrando firme ao longo de 2025 – após cair fortemente em janeiro, devido ao típico enfraquecimento da demanda nesse período do ano, os valores do animal vivo subiram em fevereiro e se mantiveram relativamente estáveis até julho. Em agosto, pesquisadores explicam que um movimento de alta foi iniciado e, com isso, a média da parcial de setembro se mantém no maior nível deste ano. Agentes consultados pelo Cepea indicam que há certo equilíbrio entre a oferta e a demanda por animais no mercado independente de suíno vivo. Quanto às exportações brasileiras, dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que foram enviadas 120 mil toneladas de carne suína em agosto, diminuição de 4,2% frente ao volume de julho, mas avanço de 2,6% em relação ao de agosto/24.
Cepea
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA
041 996978868
