
Ano 11 | nº 2524 | 06 de agosto de 2025
NOTÍCIAS
Boi gordo: alta na cotação de todas as categorias em São Paulo
Com o melhor escoamento da carne em relação à última semana e a ponta vendedora ainda retraída, o dia abriu com alta de R$3,00/@ na cotação do boi gordo, da vaca e do “boi China”. Para a novilha, a cotação subiu R$2,00/@.
Pelos dados da Scot, o boi “comum”, o “boi-China”, a vaca e a novilha gordas subiram no Estado de São Paulo, e agora valem, respectivamente, R$ 300/@, R$ 305/@, R$ 275/@ e R$ 282/@ (preços brutos, no prazo). Com o melhor escoamento da carne em relação à última semana e a ponta vendedora ainda retraída, o dia abriu com alta de R$3,00/@ na cotação do boi gordo, da vaca e do “boi China”. Para a novilha, a cotação subiu R$2,00/@. As escalas de abate atendiam, em média, a sete dias. No Pará, o mercado abriu com alta de R$5,00/@ para todas as categorias nas regiões de Marabá e de Redenção. Na região de Paragominas, a cotação não mudou. No Mato Grosso do Sul, a cotação subiu em todas as regiões. Na região de Dourados, o boi gordo subiu R$3,00/@. Para a vaca e para a novilha, a cotação não mudou. Na região de Campo Grande, a cotação do boi gordo não mudou. Para a vaca e para a novilha, teve alta de R$3,00/@. Na região de Três Lagoas, houve alta de R$3,00/@ na cotação do boi gordo. A cotação da vaca e da novilha não mudou.
Scot Consultoria
Negociações entre Brasil e Japão sobre carne bovina focam em estados brasileiros menores e irritam indústria
As negociações em andamento para abrir o mercado japonês à carne bovina brasileira estão se concentrando no fornecimento de três pequenos estados exportadores brasileiros, irritando outros setores da indústria do país sul-americano que estão ansiosos para atingir os clientes com altos salários, de acordo com diversas fontes.
O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, tenta há duas décadas entrar no mercado japonês, sem sucesso. Um acordo daria ao Japão uma alternativa aos seus principais fornecedores, Estados Unidos e Austrália, em um momento em que as tarifas americanas estão remodelando o comércio global de alimentos. As negociações ganharam força após uma visita de Estado do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em março ao Japão, um dos maiores importadores de carne bovina do mundo. Mas o atual estado das negociações, que se concentram em estados que representam menos de 4% das exportações brasileiras em volume, preocupa os frigoríficos dos grandes estados produtores de carne bovina: São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará. Juntos, eles foram responsáveis por quase 60% das exportações totais de carne bovina do Brasil, ou 1,72 milhão de toneladas no ano passado. Um memorando do governo brasileiro, emitido após uma visita técnica de autoridades japonesas em junho, mostrou que Brasília respondeu a “um questionário para importação de carne bovina da região sul da Federação das Repúblicas do Brasil”, citando Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Esses três pequenos estados exportadores foram declarados livres de febre aftosa, uma doença viral contagiosa em bovinos, antes dos demais estados, embora o Brasil tenha adquirido em maio o status nacional de livre da doença sem vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal. O último surto da doença no Brasil ocorreu em 2006, segundo o governo. O Ministério da Agricultura do Brasil não fez comentários imediatos sobre as negociações com o Japão. Uma fonte do governo local, que pediu para não ser identificada, confirmou que as negociações estão ocorrendo por região. A fonte disse que o Brasil inicialmente não tem planos de negociar licenças para além dos três estados. Representantes do setor de carne bovina, incluindo exportadores, disseram à Reuters que esperam que mais estados sejam incluídos. “Sabemos que as negociações são difíceis”, disse Paulo Mustefaga, chefe do grupo de lobby da carne bovina Abrafrigo, que representa a Marfrig e exportadores menores de carne bovina. “A surpresa para nós é que isso agora está caminhando para aprovação em apenas três estados.” O Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão afirmou estar ciente do status do Brasil livre de febre aftosa. Acrescentou que o Japão está “conduzindo uma avaliação de risco de acordo com os procedimentos japoneses” antes de emitir quaisquer licenças de exportação para frigoríficos brasileiros, sem dar mais detalhes.
Reuters
ECONOMIA
Dólar fecha perto da estabilidade com cautela antes de tarifa de Trump
O dólar à vista fechou perto da estabilidade na terça-feira, refletindo uma sessão de baixa volatilidade tanto no mercado nacional quanto no cenário externo, conforme os investidores continuaram monitorando o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, com a ata do Banco Central também no radar.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,02%, a R$5,50565. Às 17h10, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,23%, a R$5,542 na venda. O pregão desta terça foi novamente marcado pelo foco no comércio, na véspera da entrada em vigor da tarifa de 50% do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre uma série de produtos brasileiros, enquanto o governo do Brasil busca negociar com Washington. Durante todo o dia, os investidores estiveram receosos de que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro pudesse gerar uma reação de Trump, que vincula sua ameaça tarifária ao julgamento do aliado. Ainda que esse temor não tenha se concretizado, pelo menos por enquanto, os agentes financeiros permaneceram cautelosos, sem realizar apostas em qualquer direção no mercado de câmbio.
“Como houve (anteriormente) um bombardeio de notícias muito rápido, acho que o mercado não está conseguindo se posicionar. Isso é um problema, tem que ter algo muito grande para o mercado ir para uma direção”, disse Lucélia Freitas, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. Segundo Freitas, um ponto de atenção para os investidores nas próximas sessões será a expectativa pelo anúncio de um plano de contingência por parte do governo para enfrentar os potenciais impactos da tarifa dos EUA. “Caso realmente prevaleçam as tarifas, pode haver subsídios, o que aponta para a questão fiscal. Essas definições com certeza vão impactar no mercado”, disse. A autarquia manteve a visão de que os vetores inflacionários seguem adversos, com pressões no mercado de trabalho, expectativas de mercado para a inflação desancoradas e projeções de preços elevadas, o que enfatiza a necessidade de juros em patamar contracionista por período bastante prolongado. O dólar atingiu a maior cotação do dia, a R$5,5326 (+0,46%), ainda nos primeiros minutos de negociações. A mínima do pregão, a R$5,4990 (-0,15%), foi alcançada às 10h39.
Reuters
Ibovespa fecha em alta com aval de Itaú antes de balanço
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, com Itaú entre os principais suportes antes da divulgação do balanço do banco após o encerramento do pregão, enquanto Embraer e Klabin figuraram na ponta negativa após os respectivos resultados publicados mais cedo.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,29%, a 133.356,44 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 134.232,83 pontos na máxima e 132.681,92 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$17,1 bilhões antes dos ajustes finais do pregão, de uma média diária no ano de cerca de R$24 bilhões.
Reuters
Cepal estima crescimento de 2,3% para economia do Brasil em 2025
Nova previsão supera a perspectiva anterior, de 2%, mas ainda representa uma desaceleração ante os 3,4% registrados em 2024
O Brasil deverá ter um crescimento econômico de 2,3% em 2025, superando a previsão anterior, de 2%, segundo estimativa divulgada nesta terça-feira (5) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), comissão ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). Os números foram revelados no relatório anual “Estudo Econômico da América Latina e do Caribe”. Apesar da melhora, o índice ainda representa uma desaceleração ante os 3,4% registrados em 2024. O relatório aponta um cenário global de “desaceleração generalizada”, e ressalta que, para a América Latina num geral, essa classificação está alinhada a uma década marcada por um fraco crescimento econômico. A Cepal destaca que, no primeiro trimestre deste ano, somente 5 países da região registraram crescimento acima de 1%. Isso se deve a uma gama de razões que variam de nação para nação. No caso do Brasil, o relatório atribui a desaceleração ao enfraquecimento do consumo e de investimentos.
Valor Econômico
Economia brasileira deve sentir impacto, mas suportar tarifas de 50% de Trump
Os produtos brasileiros em breve estarão sujeitos a uma das tarifas mais altas já impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas isso não deve desestabilizar a economia do país, graças às amplas exceções à taxação e ao fortalecimento das relações comerciais com a China, segundo economistas e autoridades.
O impacto relativamente baixo sobre a economia brasileira dá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais liberdade para manter sua posição firme diante de Trump — algo raro entre líderes ocidentais — após chamá-lo de “imperador” global indesejado e comparar suas ameaças tarifárias a uma forma de chantagem. Lula afirmou estar aberto a negociar um acordo comercial, mas rejeitou as críticas de Trump sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como uma ameaça à soberania brasileira e à independência do Judiciário. O Supremo Tribunal Federal está julgando o ex-presidente por suposta conspiração para reverter o resultado das eleições de 2022, quando ele perdeu para Lula. Essas tensões, que ganharam força com a prisão domiciliar de Bolsonaro decretada na segunda-feira, provavelmente tornarão as negociações entre Washington e Brasília difíceis e prolongadas, mesmo que os efeitos sobre a economia brasileira pareçam limitados. Diferentemente de México e Canadá, que destinam cerca de três quartos de suas exportações aos Estados Unidos, o país norte-americano compra apenas 12% das exportações brasileiras. Em comparação, as exportações do Brasil para a China dobraram na última década, representando agora 28% do total de embarques do país. Após as isenções previstas na ordem executiva de Trump na semana passada, incluindo aviões, energia e suco de laranja, a tarifa de 50% que entra em vigor na quarta-feira se aplicará a pouco menos de 36% das exportações brasileiras para os EUA em valor, segundo estimativa do governo. Muitas dessas exportações sujeitas à tarifa são commodities como carne bovina e café, que devem encontrar mercados alternativos com um desconto modesto, segundo economistas. “Já esperávamos um impacto limitado, mas caiu ainda mais com as exceções”, disse Luiza Pinese, economista da XP, que reduziu pela metade sua previsão de impacto negativo das tarifas sobre o Produto Interno Bruto do Brasil neste ano para 0,15 ponto percentual. O Goldman Sachs manteve sua projeção de crescimento de 2,3% da economia brasileira neste ano, citando as exceções “notáveis”, e apontou que o apoio do governo aos setores afetados, esperado para os próximos dias, deve suavizar ainda mais o impacto econômico. “O Brasil depende dos Estados Unidos, é verdade, mas depende dos países do Brics, depende da Europa e do Mercosul”, disse a ministra do Planejamento, Simone Tebet, em um evento público na semana passada, referindo-se ao bloco comercial sul-americano e a grandes nações em desenvolvimento como China, Índia e Rússia. Ela disse que quase metade do comércio do agronegócio brasileiro, motor da economia do país nos últimos anos, está concentrado na Ásia, em comparação com apenas 10% destinados aos Estados Unidos. “Quando a gente fala da indústria, esse número é de quatro vezes por um — ou seja, quatro vezes mais para a Ásia do que para os Estados Unidos”, acrescentou. O Brasil também é muito menos aberto do que a maioria das grandes economias globais, o que limita os efeitos de perturbações comerciais. Exportações e importações representaram 36% do PIB do país no ano passado, menos da metade da participação observada em pares latino-americanos como México e Paraguai, e apenas um quarto do nível de economias asiáticas voltadas à exportação, como Tailândia e Malásia, segundo dados do Banco Mundial. Grande parte das exportações do Brasil são commodities que podem ser redirecionadas para diferentes mercados ao longo do tempo, disse Thiago Carlos, gestor de portfólio de mercados emergentes da Pacific Investment Management Company (PIMCO). No curto prazo, uma maior oferta interna de alimentos pode até ajudar a reduzir a inflação, acrescentou. Analistas consultados pela Reuters estimaram que, mesmo sem um acordo comercial com os EUA e antes das isenções, a perspectiva de crescimento do Brasil para 2026 permaneceria praticamente inalterada em relação ao consenso anterior de 1,6% a 1,7% antes de Trump elevar a tarifa para 50%. Ainda assim, Luis Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners, alertou para possíveis efeitos colaterais se o auxílio do governo não for bem direcionado para proteger setores e empregos vulneráveis.
“Apesar de as isenções terem coberto 45% do valor exportado, quando você pega os 700 produtos que ficaram isentos, o universo de exportação para os Estados Unidos tem 4 mil produtos… Boa parte das empresas que exportam para os Estados Unidos não foram cobertas pela isenção”, disse. O Banco Central do Brasil afirmou que as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros podem ter efeitos “significativos” em setores específicos, e que os efeitos macroeconômicos mais amplos permanecem incertos e dependerão do curso das negociações e da percepção de risco pelo mercado. Flavio Ataliba, pesquisador da FGV, também observou que o vasto tamanho e a diversidade regional do Brasil resultarão em impactos desiguais. A região Nordeste, em particular, pode ser mais afetada devido à sua base exportadora de produtos de baixo valor agregado e intensivos em mão de obra, como frutas frescas, frutos do mar, têxteis e calçados — todos agora sujeitos à tarifa integral de 50%, acrescentou.
Reuters
Copom reforça cautela em ata e aponta efeitos de juro elevado
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou sua postura conservadora ata da última reunião do colegiado, divulgada na terça. O documento repetiu as principais mensagens do comunicado da decisão da semana passada que manteve a taxa Selic em 15%, ao destacar que os juros devem ser mantidos em patamar restritivo por um período “bastante prolongado” em meio ao quadro inflacionário adverso, ao cenário externo incerto e à robustez do mercado de trabalho.
Se a mensagem geral do documento trouxe poucas novidades, o detalhamento sobre os dados recentes de inflação e atividade mostrou que o cenário tem evoluído conforme espera o Banco Central (BC). Com isso, economistas do mercado se mostram otimistas com uma flexibilização monetária que deve ocorrer em 2026 e que pode ser apoiada, inclusive, pelo contexto global, caso as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos do Brasil ajudem na desinflação doméstica e a tendência de dólar mais fraco se estenda. Entre os trechos da ata que mais chamaram a atenção do mercado está a menção à desaceleração mais acentuada do crédito. “O mercado de crédito, mais sensível às condições financeiras, tem apresentado uma moderação mais nítida”, diz o documento, que ainda ressalta o recuo nas concessões de crédito com recursos livres e o aumento dos juros e da inadimplência. “É uma informação que reforça algo que o BC tem dito desde o fim do primeiro trimestre: a política monetária funciona. Temos abandonado aquele ambiente em que, mesmo com os juros aumentando, a inflação e as expectativas não reduziam”, avalia André Muller, economista-chefe da AZ Quest. Para ele, o reconhecimento de que o mercado de crédito tem demonstrado um enfraquecimento maior devido ao juro básico elevado é a única “novidade” relevante da ata divulgada ontem. De qualquer forma, ainda não é o caso de um ambiente de crédito “tão restritivo” a ponto de exigir uma resposta da política monetária, pondera Muller. Na sua visão, a postura cautelosa do colegiado é adequada, uma vez que o Copom trabalha para baixar as expectativas de inflação de prazos mais longos a níveis mais próximos da meta de 3%. De qualquer forma, a moderação observada na atividade e a melhora do IPCA devem se estender nos próximos meses e abrir espaço para um ciclo de corte de juros mais extenso do que o relatório Focus aponta no momento, afirma o economista. Na mesma linha, Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora Investimentos, entende que a persistência da taxa Selic em 15% e da comunicação dura do colegiado criarão o quadro necessário para que os juros caiam à frente. “Com um juro real próximo de 10%, não tem como [a política monetária] não produzir uma desaceleração da atividade. A discussão correta nunca foi sobre se os juros teriam efeito, mas sim sobre quando fariam efeito. E hoje não há mais dúvida de que a política monetária impacta a economia”, diz.
Valor Econômico
GOVERNO
Governo promete apoio a venda e consumo de produtos incluídos no tarifaço
Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que a Pasta vai sugerir regulamentações. Reino Unido pode ser opção para pescados
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (4/8) que a Pasta vai focar em regulamentações para viabilizar a comercialização e consumo interno de produtos agropecuários afetados pela taxação de 50% e que, eventualmente, deixarão de ser exportados para os Estados Unidos. “Ficamos no foco de algumas regulamentações internas que podem aumentar o consumo de produtos que eram exportados, isso gera oportunidades. Estamos avaliando com a área técnica para anunciar junto [com o plano de contingência em construção”, afirmou a jornalistas após reunião com setores produtivos e ministros em Brasília. Ele não mencionou quantidade e valores de produtos que poderão ser absorvidos pelo mercado doméstico. Uma das medidas avaliadas pelo governo é a compra pública de alimento que deixarão de ser exportados, disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Fávaro repetiu que trabalha para abrir novos mercados. Para o setor de pescados, por exemplo, o ministro disse que “enxerga possibilidades” de retomar as vendas para a União Europeia, bloqueadas desde 2017, e para o Reino Unido. “O Reino Unido terminou o protocolo [sanitário] e agora é uma ação mais política para formalizar a reabertura desse mercado”, disse Fávaro. Ele mencionou ainda o caso do Japão, que realizou auditoria técnica no sistema de inspeção federal em junho, uma das possibilidades de abertura para a carne bovina, outro produto sobretaxado pelos EUA. Outro caso é o do Vietnã, mercado aberto em março, e que habilitou dois frigoríficos para exportação até agora. “Imagina se a gente se esforçar agora e habilitar, 15, 20, 30 plantas frigoríficas. Amplia os mercados”, disse na coletiva. “É um processo que vamos intensificar para minimizar os impactos, e isso é estruturante”, disse. “São mercados importantes que estão gradativamente na fila de finalizar o protocolo sanitário”, completou. Fávaro disse ainda que alguns produtos merecem tratamento “especial” na negociação pela inclusão na lista de exceção às tarifas. “Tem produtos que, na medida que são mais dependentes do mercado norte-americano, precisa ser tratado de forma mais especial neste momento. Mas os 398 mercados abertos [de janeiro de 2023 até agora] atenderem todos os segmentos da agropecuária brasileira”, completou. O ministro não mencionou os produtos que considera “especiais” para as tratativas neste momento. Questionado sobre as negociações para derrubada de embargos impostos à carne de frango brasileira após a descoberta do caso de gripe aviária em Montenegro (RS), em maio, Fávaro disse que o Chile deverá retomar as compras em breve. O país sul-americano ainda mantém bloqueio aos frigoríficos de todo o país, assim como a China. “Nós tivemos, no momento da confirmação do caso, 32 ou 33 países que fecharam completamente o mercado brasileiro. Hoje, deve estar em sete ou oito. Mas desses, três não compram nada, então se resume a quatro mercados. Desses, se resolvermos a retomada por China, União Europeia e Chile, praticamente zerou o impacto comercial da gripe aviária. O Chile já está pronto para retomar. Estamos nas últimas negociações com a UE e China”, concluiu.
Globo Rural
EMPRESAS
BRF confirma que acionistas aprovaram fusão com a Marfrig
Processo de votação foi concluído nesta terça-feira em assembleia
A BRF aprovou a fusão com a Marfrig. A informação foi divulgada na terça-feira (5/8) após a votação na assembleia-geral extraordinária, que concluiu a votação. A união entre as duas companhias já tinha recebido apoio da maioria nos votos à distância. A aprovação final se deu por 78,39% dos votos totais. Nos votos à distância, divulgados no sábado (2/8), a aprovação havia sido garantida por 43,8% dos votos (71,5% dos votos válidos). Em fato relevante assinado por Fábio Mariano, vice-presidente de finanças e de relações com investidores da BRF, a companhia informou que os acionistas aprovaram a incorporação de ações da BRF pela Marfrig, conforme transação acertada em 15 de maio. A assembleia da BRF foi instalada em 16 de junho, mas teve que ser adiada diante de questionamentos de investidores. O principal oponente da operação foi a Previ, que era um acionista histórico da BRF e avaliava que a relação de troca de ações entre os papéis da BRF pelos da Marfrig não refletia o valor justo da dona da Sadia. O fundo de pensão acabou vendendo todas as suas ações em 14 de julho. A BRF afirmou na terça-feira em nota que a aprovação da fusão com a Marfrig pelos acionistas minoritários “reforça a confiança no processo”. A empresa defendeu que o processo de fusão foi “conduzido com higidez e em estrita conformidade com os protocolos legais e regulatórios aplicáveis, seguindo as melhores práticas de governança corporativa”. Os acionistas que discordarem da operação terão agora 30 dias para exercer seu direito de recesso – ou seja, poderão vender suas ações nesse período, antes que a fusão se concretize. A conclusão da fusão depende agora de votação favorável em assembleia-geral de acionistas da Marfrig, também marcada para esta terça-feira, às 15h. “As companhias seguem confiantes na finalização da operação, que também passa pela aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”, afirmou a BRF. A BRF afirmou em nota que a aprovação do processo de fusão da empresa com a Marfrig pelos acionistas minoritários, confirmada em assembleia-geral extraordinária realizada hoje, “reforça a confiança no processo”. Segundo o comunicado, o processo de fusão foi “conduzido com higidez e em estrita conformidade com os protocolos legais e regulatórios aplicáveis, seguindo as melhores práticas de governança corporativa”. A votação, porém, atrasou após questionamentos de acionistas minoritários. O principal oponente da operação, a Previ, que era um acionista histórico da BRF, avaliava que a relação de troca de ações entre os papéis da BRF pelos da Marfrig não refletia o valor justo da dona da Sadia, mas acabou vendendo todas as suas ações em 14 de julho. A partir de hoje, quando ainda será publicada a ata da assembleia geral extraordinária de acionistas, começa a contar um período de 30 dias para o exercício do direito de recesso, que garante aos acionistas que discordaram do processo a venda de suas posições antes da concretização da fusão. A operação ainda terá que passar pelo crivo dos acionistas da Marfrig, que se reúnem hoje às 15h. “As companhias seguem confiantes na finalização da operação, que também passa pela aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”, afirmou a BRF, em nota.
Globo Rural
FRANGOS & SUÍNOS
CONAB: preços do frango vivo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste em julho passado
Dados da CONAB indicam que após fortes quedas em maio e junho, em julho ocorreu breve recuperação no preço do frango vivo comercializado na Região Centro-Oeste, que voltou a registrar a terceira melhor cotação (R$5,77/kg) dos últimos 12 meses.
No Sudeste, cotado a R$6,12/kg, a cotação do frango manteve-se estável, com valorização de apenas 0,16%. Em decorrência, fechou julho com o menor preço de 2025. Idêntica estabilidade foi observada também na Região Sul, onde o preço médio registrado – R$4,34/kg – apresentou queda de 0,23% sobre o mês anterior. Mas, ao contrário das duas outras Regiões, o valor alcançado em julho foi o segundo menor dos últimos 12 meses, apenas superando (por margem mínima) os R$4,31/kg de março passado.
CONAB
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