
Ano 11 | nº 2523 | 05 de agosto de 2025
NOTÍCIAS
Boi gordo inicia semana com altas em São Paulo e Goiás
Dia dos Pais impulsiona preços no setor de carnes
O mercado do boi gordo iniciou a semana com valorização nas principais praças. Segundo análise publicada nesta segunda-feira (4) pela Scot Consultoria, no informativo “Tem Boi na Linha”, em São Paulo, a cotação das arrobas de todas as categorias subiu R$ 2,00, reflexo da menor oferta de animais prontos para abate e da melhora no escoamento da carne. Apesar de um ambiente ainda marcado pela especulação, a demanda foi suficiente para sustentar a alta. As escalas de abate, conforme o relatório, seguem atendendo a uma média de sete dias. Em Goiás, o movimento também foi de alta, com variações conforme a região. Na área de Goiânia, houve aumento de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para a vaca. Para a novilha, os preços permaneceram estáveis. No Sul do estado, o acréscimo de R$ 2,00/@ foi registrado apenas para a novilha. A cotação do “boi China” também subiu R$ 2,00/@. No mercado atacadista de carne com osso, o bom ritmo no escoamento observado na semana anterior se manteve. A valorização da arroba, aliada à proximidade do Dia dos Pais, ajudou a sustentar os preços das carcaças casadas. A carcaça casada do boi capão subiu 1,8%, com acréscimo de R$ 0,35/kg. A carcaça do boi inteiro apresentou alta de 0,5%, ou R$ 0,10/kg. As carcaças dianteiras e da ponta de agulha seguiram estáveis, enquanto as traseiras tiveram alta. A do boi castrado avançou 3,4% (R$ 0,75/kg) e a do boi inteiro, 1,0% (R$ 0,20/kg). Para a vaca e para a novilha, os preços subiram R$ 0,10/kg, alta de 0,6% e 0,5%, respectivamente. No setor de carnes alternativas, o frango médio teve queda de 0,8%, equivalente a R$ 0,05/kg. Já o suíno especial registrou recuo de 2,5%, ou R$ 0,30/kg.
Scot Consultoria
Média de preços da arroba segundo a Safras & Mercado
São Paulo: 302,00 – Na sexta-feira 300,17
Goiás: 284,82 – Na sexta feira 283,75
Minas Gerais: 290,29 – Na sexta-feira 289,41~
Mato Grosso do Sul: 301,93 – Na sexta-feira 301,14
Mato Grosso: 295,68 – Na sexta-feira 293,65
Agência Safras
Setor de couros acelera exportações aos EUA antes do tarifaço
Curtumes relatam interrupção nas negociações com importadores americanos em vendas que rendem US$ 200 milhões por ano. Curtumes nacionais relataram que os pedidos dos importadores norte-americanos não estão sendo renovados
A indústria de couro brasileira intensificou a exportação por avião para os Estados Unidos na última semana para tentar entregar os produtos antes da entrada em vigor das tarifas de 50% impostas por Donald Trump. Curtumes relatam interrupção nas negociações com importadores americanos em vendas que rendem US$ 200 milhões por ano. O presidente executivo do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), José Fernando Bello, afirmou ao Valor que o setor está preocupado com o impacto do tarifaço e que “perde duplamente”, pois a indústria de calçados, também sobretaxada pelos EUA, deixam de comprar dos curtumes diante das incertezas do mercado. “São US$ 200 milhões por ano. Além de perder parte dessa venda, ainda tem o cliente interno que é o calçado, que está na iminência de perder a exportação do calçado em couro. Perdemos a venda no mercado interno que também exporta para os EUA. Perdemos duas vezes, o que é bastante dramático”, completou. Segundo ele, os curtumes nacionais relataram que os pedidos dos importadores norte-americanos não estão sendo renovados por conta da expectativa de implementação das tarifas. Em reunião na segunda-feira (4/8) entre representantes dos setores produtivos e ministros em Brasília, Bello reiterou os pedidos do setor para que haja negociação com os EUA para eliminação das tarifas ou, ao menos, a redução das alíquotas para o patamar anterior, de 10%, tido como “aceitável” no mercado. “Se possível, queremos eliminá-las. Pedimos também para, na medida do possível, apoiar as empresas que não estão contempladas na redução da tarifa, com linhas de créditos de financiamentos com juros subsidiados, a agilização para devolução dos créditos tributários de exportação de PIS/Cofins e o ICMS dos Estados, e construir um sistema de apoio ao desemprego que poderão vir nas indústrias com modelo parecido ao feito na pandemia”, completou. Cada setor ouvido na segunda-feira deverá formalizar as demandas ao governo nos próximos dias. “O governo escutou, anotou, pediu para cada setor formalizar, protocolar as demandas, e indicar quais mercados seriam potenciais, que o governo poderia ajudar para aumentar as vendas e diminuir o impacto da não venda aos EUA”, concluiu.
Globo Rural
ECONOMIA
Dólar recua em linha com perdas entre emergentes e com tarifa de Trump em foco
O dólar à vista fechou em baixa ante o real na segunda-feira, recuando pela segunda sessão seguida diante da perspectiva de retomada do afrouxamento monetário pelo Federal Reserve e na esteira da recuperação de ativos brasileiros depois das perdas acumuladas com a ação tarifária dos Estados Unidos sobre o Brasil.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,69%, a R$5,5070. Às 17h18, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,61%, a R$5,545 reais na venda. Os movimentos do real nesta sessão tiveram como pano de fundo as perdas da moeda norte-americana ante divisas emergentes, como o rand sul-africano e o peso chileno, uma vez que os mercados continuaram repercutindo um relatório de emprego fraco dos Estados Unidos na semana passada. Os números de sexta-feira mostraram que os empregadores dos EUA criaram bem menos postos de trabalho do que o esperado em julho, enquanto os resultados dos dois meses anteriores foram revisados de forma acentuada para baixo, sugerindo perda na resiliência do mercado de trabalho. Com isso, operadores têm reavaliado as apostas sobre os próximos movimentos do banco central dos EUA, projetando agora mais de 90% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros já na próxima reunião, em setembro. Outra redução até dezembro está totalmente precificada. “O ambiente externo começa a semana menos tenso, mas ainda instável. O dólar segue oscilando diante da perspectiva de cortes de juros nos EUA, enquanto o real continua vulnerável também às incertezas internas”, disse Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP. No cenário doméstico, o mercado também tem se mostrado um pouco mais aliviado com o atual panorama das tensões comerciais entre Brasil e EUA, depois que o presidente Donald Trump oficializou a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, mas excluiu uma série de produtos da taxa. Essa perspectiva mais positiva tem ajudado ativos brasileiros a recuperar as fortes perdas acumuladas ao longo de julho, principalmente nos dias em que parecia que a ameaça tarifária de Trump iria ser estendida à toda a pauta de exportação brasileira.
Reuters
Ibovespa fecha em alta com RD Saúde em destaque e reação de BB
O setor de proteínas, BRF ON caiu 3,2%, após a maioria dos acionistas minoritários aprovar a fusão com a Marfrig, enquanto despacho do órgão antitruste Cade determinou a conversão do ato de concentração envolvendo negócio de sumário para ordinário, após recurso da Minerva. Na terça-feira, BRF e Marfrig realizam assembleias sobre o acordo. MARFRIG ON recuou 0,42%.
O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, mas em pregão com volume financeiro reduzido, tendo RD Saúde entre os destaques positivos em semana de divulgação de balanço, assim como Banco do Brasil, que reagiu após tombo na sexta-feira com receios sobre o resultado do segundo trimestre. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,4%, a 132.971,20 pontos, tendo marcado 133.928,94 pontos na máxima e 132.439,54 pontos na mínima. O volume financeiro somou R$15,22 bilhões, bem abaixo da média diária do ano de R$24,1 bilhões. A bolsa paulista descolou da performance mais robusta nos pregões norte-americanos, onde o S&P 500 fechou o dia com elevação de 1,47%, refletindo busca por pechinchas após queda mais forte na sessão anterior e aumento de apostas em um corte na taxa de juros dos Estados Unidos em setembro. “Para nós, o case do Brasil continua positivo, já que os principais catalisadores permanecem: cortes de juros e eleições”, afirmou Emy Shayo, cochefe de estratégia em ações para mercados emergentes e chefe de estratégia para América Latina e Brasil. “Acreditamos que a recente performance abaixo do esperado foi exagerada, embora existam três bons motivos para isso: tarifas, China e resultados corporativos”, acrescentou em relatório a clientes nesta segunda-feira, assinado também por Cinthya Mizuguchi. Ponderando que agosto provavelmente não deve trazer muito alívio, considerando as férias de verão no hemisfério norte, Shayo chamou a atenção para compras na baixa conforme a questão das tarifas se estabiliza, o ciclo de afrouxamento monetário se aproxima e fluxos para mercados emergentes impulsionam o Brasil. “Seguimos acreditando que o mercado brasileiro tem um piso, sustentado pelos catalisadores de médio prazo — juros e eleições –, e estamos muito próximos ou já nesse patamar.”
Reuters
Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5,07%
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,09% para 5,07% este ano. É a décima redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus da segunda-feira (4).
Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,44% para 4,43%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Em junho, mesmo pressionada pela energia elétrica, a inflação oficial – divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – perdeu força e fechou em 0,24%, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desaceleração nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%. Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito. A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nos 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,89% para 1,88%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,95% e 2%, respectivamente. Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,60 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.
Agência Brasil
Brasil abre 166.621 vagas formais de trabalho em junho
O Brasil abriu 166.621 vagas formais de trabalho em junho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado do mês passado foi fruto de 2.139.182 admissões e 1.972.561 desligamentos e ficou abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 171.404 vagas. O saldo de junho ficou abaixo do resultado do mesmo mês em 2024, que teve abertura de 206.310 vagas. O saldo positivo de 1.222.591 postos de trabalho no primeiro semestre deste ano também foi inferior ao do mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1.311.751 vagas. Os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas em junho, puxado pelo setor de serviços, com 77.057 postos, seguido pelo comércio, com 32.938, enquanto o setor de construção ficou na lanterna, com abertura de 10.665 vagas. Os dados são preliminares e ainda sujeitos a alterações.
Reuters
EMPRESAS
BRF e Marfrig pedem para o Cade manter tramitação mais rápida em fusão
Em ofício, as duas empresas defenderam o uso do chamado rito sumário, apesar da manifestação da Minerva Foods, de riscos à concorrência
A Marfrig e a BRF enviaram ofício na segunda-feira (4/8) solicitando para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manter o procedimento ordinário e adotar rito sumário no processo de fusão. Nesse formato, a tramitação é mais rápida. As duas empresas pedem, no documento, que o presidente do órgão, Gustavo Augusto, reconsidere sua posição. Em despacho, o presidente do Cade leva em conta a manifestação da Minerva apontando risco concorrencial diante da fusão de BRF e Marfrig e pede esclarecimentos adicionais referentes à participação dos fundos SALIC International Investment Company (“SIIC”) e em particular a Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (“SALIC”). A SALIC já detém 24,5% do capital da própria Minerva e, com a incorporação, passará a ter participação também na Marfrig, o que, segundo a empresa, pode levar a um alinhamento indevido de interesses entre concorrentes. A Minerva teme, ainda, que conselheiros indicados pela Salic nas duas companhias favoreçam a troca de informações estratégicas, prejudicando a rivalidade no setor. Eu seu ofício, assinado pelo escritório Mudrovitsch Advogados, a Marfrig e a BRF argumentam, entre outras coisas, que há regras estatutárias que impedem a SALIC de interferir na independência das empresas e de influenciar a condução de seus negócios.
Valor Econômico
INTERNACIONAL
China deve importar menos carne e redesenhar comércio global
Até 2034, o consumo de frango deve superar as carnes bovina e suína, aponta relatório da OCDE-FAO
Nos próximos dez anos, o consumo global de carnes deve crescer 47,9 milhões de toneladas, conforme o novo Relatório da OCDE-FAO Agricultural Outlook 2025-2034. Apesar da expansão, o aumento no consumo per capita será de apenas 0,9 quilos por pessoa ao ano — alcançando 29,3 quilos por ano até 2034. Segundo a projeção, a carne de frango segue como protagonista do crescimento mundial. O consumo dessa proteína deve aumentar 21% até 2034, superando o crescimento das carnes ovina (16%), bovina (13%) e suína (5%). As estimativas indicam uma mudança nas preferências alimentares, com consumidores, especialmente em países desenvolvidos, priorizando carnes mais leves, como a de frango, em detrimento de carnes vermelhas, por motivos de saúde, sustentabilidade e bem-estar animal. Em países de alta renda, onde o consumo per capita é elevado, o crescimento tende a desacelerar. O levantamento mostra que, regiões como Canadá e União Europeia devem manter um consumo estagnado, com destaque para a substituição gradual da carne bovina, suína e ovina pela carne de frango. Em 2024, estes países representaram 35% do consumo global, com 17% da população mundial. Um dos destaques do relatório é a redução da dependência da China nas importações de carne, especialmente suína e de frango. A participação do país nas importações globais deve cair de 20% para 16%, afetando a produção nos principais países exportadores. Esse novo comportamento chinês impacta diretamente o comércio mundial: o crescimento das importações globais de carne será de apenas 10%, bem abaixo dos 37% registrados na década anterior. Conforme o relatório, países exportadores, como o Brasil, que deve atingir novos recordes de exportação de carne bovina, precisam se adaptar ao novo cenário, que traz riscos significativos em caso de adoção de medidas protecionistas no comércio internacional. Cerca de 45% do crescimento global no consumo de carne virá de países de renda média-alta, como Brasil, Indonésia, Filipinas, Estados Unidos e Vietnã. A África, que deve ver a sua população saltar de 1,5 bilhão para 1,8 bilhão até 2034, também desempenha um papel importante, com crescimento de 33% no consumo de carne no continente, de acordo com o Agricultural Outlook 2025–2034. Já do lado da produção, o crescimento será liderado pela Ásia (55% do aumento total), puxada pela recuperação da China após a Peste Suína Africana e pelo avanço da Índia, Vietnã e depois Estados Unidos. “A América Latina, especialmente o Brasil, também ganhará participação na produção global, aproveitando suas vantagens em terra, genética e alimentação animal”, aponta o documento. A produção mundial de carne deverá crescer 13%, ou 46 milhões de toneladas equivalente carcaça, atingindo 406 milhões de toneladas até 2034.
Agro Estadão
Austrália: Exportações de carne bovina em alta batem novo recorde mensal
As exportações australianas de carne bovina, em plena expansão, atingiram outro recorde mensal histórico, alcançando 150.435 toneladas em julho. O número de exportações do mês passado, divulgado pelo DAFF no início da tarde, superou facilmente o recorde anterior estabelecido um mês antes, quando o volume de junho atingiu 134.593 toneladas. O mês passado adicionou mais 15.800 toneladas, ou 11,7% ao recorde anterior.
Para colocar a atividade de exportação de julho em perspectiva, as exportações australianas de carne bovina nunca haviam ultrapassado 130 mil toneladas antes de outubro do ano passado, mas continuaram a crescer desde então. O volume recorde do mês passado foi 16% maior do que julho do ano passado – que, por sua vez, era um recorde histórico na época, com pouco menos de 130 mil toneladas. No ano calendário encerrado em 31 de julho, as exportações australianas de carne bovina para todos os mercados alcançaram 852.653 toneladas, um aumento impressionante de 121 mil toneladas ou quase 16% em relação aos mesmos sete meses do ano passado. O recorde anual de 1,34 milhão de toneladas, estabelecido no ano passado, agora parece totalmente alcançável. No ritmo atual de produção, é extremamente provável que o ano de 2025 estabeleça um novo recorde, ultrapassando 1,4 milhão de toneladas. As exportações de gado confinado também estabeleceram um novo recorde mensal, após quase alcançarem 40 mil toneladas em junho. O recente crescimento no volume de exportações é impulsionado por uma combinação perfeita de fatores: Menor número de cabeças de gado nos EUA em 70 anos, aumentando a demanda por carne bovina australiana tanto nos EUA quanto em terceiros países onde Austrália e EUA tradicionalmente competem; Impactos das tarifas impostas por Trump a exportadores como o Brasil, tornando a carne brasileira praticamente inviável no mercado americano sob um adicional de 50% de tarifa, somado à taxa existente de 24%; Problemas de acesso ao mercado chinês para alguns exportadores, especialmente os EUA; Forte e contínua demanda global por carne bovina. As exportações para os Estados Unidos no mês passado atingiram 43.056 toneladas, um aumento de 7.700 toneladas ou 22% em relação ao mês anterior, à medida que a produção doméstica de carne bovina nos EUA continua em queda. Isso aconteceu apesar de a maior demanda da temporada de churrascos no verão norte-americano já ter passado. O volume do mês passado para os EUA ainda não é recorde, já que em outubro do ano passado as exportações chegaram a incríveis 47 mil toneladas. O aumento das oportunidades comerciais da Austrália nos EUA foi favorecido pelo grande declínio nas exportações de carne brasileira para os EUA nos últimos dois meses, provocado pelas tarifas de Trump. A partir da última quinta-feira, o Brasil passou a enfrentar tarifas totais de 74,6% na carne exportada para os EUA. Alguns traders de carne sugerem que isso redirecionará ainda mais as exportações brasileiras para mercados como China e, potencialmente, Indonésia – onde a Austrália tem avançado bastante na comercialização de carne em caixas nos últimos 12 meses.
Beef Central
FRANGOS & SUÍNOS
Brasil está nas “últimas negociações” com UE e China para retomar embarques de frango, diz Fávaro
O Brasil está finalizando negociações com a União Europeia e a China para retomar as exportações de carne de frango para esses importantes mercados importadores, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, na segunda-feira.
Ele também afirmou que o Chile está pronto para retomar importações de carne de frango do Brasil, após o país ter resolvido com seus parceiros comerciais questões relacionadas a um caso de gripe aviária em granja comercial, mais cedo neste ano, que já foi solucionado. “O Chile já está pronto para retomar, e nós estamos nas últimas negociações com União Europeia e China”, disse Fávaro a jornalistas, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Reuters
Preços do frango abatido na passagem de julho para agosto
A 31ª semana de 2025, dias 27 de julho a 2 de agosto, pode ficar marcada como a de menor preço do frango abatido em 2025.
No período, a cotação do produto chegou a cair ao menor nível (R$7,11/kg) em quase 17 meses. Mas o valor médio da semana não passou de R$7,16/kg, resultado que não era experimentado desde os últimos meses de 2023. O valor de abertura do mês (R$7,22/kg) foi negativo em relação a agosto do ano passado, apresentando retração de 1,5%. Com o fim das férias, a chegada dos salários ao mercado e a comemoração do Dia dos Pais no próximo final de semana, a recuperação apenas vislumbrada pode se acentuar. A procura pelo frango vivo ofertado por produtores independentes permaneceu em absoluta calmaria, mantendo-se as cotações máximas vindas de semanas anteriores – R$5,60/kg em São Paulo, R$5,75/kg em Minas Gerais.
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