
Ano 11 | nº 2483 | 09 de junho de 2025
NOTÍCIAS
Arroba do boi gordo teve valorização na semana
Em São Paulo e Mato Grosso, aumento foi superior a 3%; menor disponibilidade de animais para exportação ajudam a explicar movimento. Para o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias o ambiente de negócios ainda sugere uma continuidade deste movimento no curto prazo, considerando o posicionamento das escalas de abate. Mas até quando?
Ele afirma que o quadro geral aponta para uma menor disponibilidade de animais jovens, em especial aqueles que cumprem os requisitos de exportação para a China. “Por outro lado, a oferta de fêmeas segue representativa no Centro-Norte brasileiro, aumentando a diferença de preços para fêmeas e machos.” Conforme o analista, as exportações são o grande elemento de demanda para a atual temporada, com o país caminhando a passos largos para um recorde histórico nos embarques. Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil tiveram a seguinte variação na semana (30 de maio a 6 de junho). São Paulo (capital): R$ 320, alta de 3,23% (R$ 310). Goiás (Goiânia): R$ 295, avanço de 1,72% (R$ 290). Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, aumento de 2,95% (R$ 285). Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, valorização de 3,28% (R$ 305). Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310, crescimento de 3,33% (R$ 300). Rondônia (Vilhena): R$ 270, aumento de 1,89% (R$ 265). O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, ressaltou que, no geral, 27 praças de comercialização tiveram alta nos preços da arroba ao longo da semana, enquanto cinco ficaram estáveis. Segundo ele, o restante do mês deve ser de preços mais firmes, a contar com a menor participação de fêmeas no mercado e com as exportações de carne bovina batendo recordes seguidos, fatores que dão sustentação à arroba.” Outra condicionante é o clima, visto a chegada do inverno e de frentes frias que em junho já começam a acontecer, o que impacta o mercado, podendo acelerar a oferta de boiadas por parte do pecuarista, sendo um fator baixista às cotações. Assim, para o especialista da Scot, ao menos na primeira quinzena de junho, o mercado do boi gordo deve operar de forma firme. O mercado atacadista voltou a se deparar com preços acomodados. Ainda há espaço para alguma alta dos preços no curto prazo. O quarto do traseiro do boi terminou a semana cotado a R$ 23 o quilo, queda de 3,77% frente aos R$ 23,90 da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,50 o quilo, recuo de 2,63% frente aos R$ 19,00 registrados anteriormente.
Agência Safras
Preço do boi gordo encerrou a semana com estabilidade na maioria das regiões
Viés para esta semana é de preços firmes, e novas altas não estão descartadas. Acreditando em novas altas, pecuaristas, especialmente de São Paulo, têm preferido aguardar
O mercado pecuário encerrou a semana com estabilidade na maior parte das regiões brasileiras. Na sexta-feira (6/6), das 32 praças pecuárias analisadas pela Scot Consultoria, apenas cinco apresentaram aumento nas cotações do boi gordo: Belo Horizonte, norte de Minas Gerais, oeste do Rio Grande do Sul, Marabá (PA) e Redenção (PA). Todas as demais não tiveram variações de preços. Nas praças pecuárias de Araçatuba e Barretos, referências para o Estado de São Paulo, a combinação entre a menor disponibilidade de boiadas e a melhora no escoamento de carne resultou em três reajustes positivos para o boi gordo e dois para a vaca e a novilha gorda ao longo da semana. Com isso, na sexta-feira, o mercado fechou com as cotações estáveis para todas as categorias. No caso do boi gordo, a cotação é de R$ 310 a arroba para pagamento a prazo. No entanto, o viés para esta semana é de preços firmes, e novas altas não estão descartadas. As escalas de abate atendiam, em média, a seis dias, informou a Scot Consultoria. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), acreditando em novas altas, pecuaristas, especialmente de São Paulo, têm preferido aguardar. Já compradores estão interessados, mas demonstram cautela na concessão de novos reajustes. A reação do preço dos animais para abate incentiva a reposição. Levantamentos do Cepea junto a leiloeiras e pecuaristas mostram que a demanda se reaqueceu nos últimos dias. “Tem estado boa a liquidez para bezerro. Já para boi magro, a oferta anda baixa, o que limita os negócios. Os preços estão firmes, com algumas altas”, destaca o Centro de Estudos. Para os confinamentos, o boi magro é o principal insumo e seu preço avançou fortemente desde meados do segundo semestre de 2024, acompanhando o boi gordo. Conforme cálculos do Cepea em parceria com a DSM-Tortuga, os custos dos confinamentos aumentaram 45,9% de setembro do ano passado até abril. No mesmo período, o custo do boi magro aumentou 51,7% enquanto a dieta, 34,5% – média de 11 Estados, em confinamentos com nível tecnológico básico.
Globo Rural
Alta para as fêmeas em Paragominas
Em Paragominas, no Pará, ao longo da semana passada, as categorias de fêmeas apresentaram alta, impulsionadas pela menor oferta no mercado.
Desse modo, na comparação semanal, a cotação do boi gordo ficou estável, cotado em R$285,50/@. Para a vaca e para a novilha houve alta de 3,2%, ou R$8,00/@, sendo negociadas em R$261,00/@. Preços são a prazo e descontados os impostos (Senar e Funrural). Em São Paulo, o diferencial de base do boi gordo é de R$20,00/@, ou menos 7,0%, com a arroba negociada em R$305,50, nas praças paulistas, considerando o preço a prazo e livre de impostos. No curto prazo, a expectativa é que as cotações variem entre estabilidade a alta.
Scot Consultoria
ECONOMIA
Dólar cai ao menor valor em 8 meses
Mesmo com o avanço firme do dólar no exterior, a moeda norte-americana fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, na menor cotação em oito meses, em meio à expectativa pelo pacote de medidas fiscais do governo Lula, que pode substituir a alta do IOF.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,30%, aos R$5,5701 — menor valor de fechamento desde 8 de outubro do ano passado, quando encerrou em R$5,5334. Na semana, a divisa acumulou baixa de 2,63% e, no ano, recuo de 9,85%. Às 17h25, na B3 o dólar para julho — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,44%, aos R$5,5880. Pela manhã o Departamento do Trabalho dos EUA informou que foram criadas 139.000 vagas no país no mês passado, após 147.000 em dado revisado para baixo em abril. O resultado ficou acima dos 130.000 postos projetados por economistas consultados pela Reuters. As estimativas variavam de 75.000 a 190.000 empregos. A taxa de desemprego nos EUA permaneceu em 4,2% pelo terceiro mês consecutivo. O resultado acima do esperado do relatório de empregos payroll deu força às apostas de que o Federal Reserve não terá tanto espaço para cortar juros no curto prazo, o que fez os rendimentos dos Treasuries subirem e o dólar ganhar força ante a maioria das demais divisas. Por trás do movimento estava a expectativa de que o governo Lula possa anunciar nos próximos dias medidas fiscais estruturais, em substituição ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre várias operações, adotado recentemente. Na quinta-feira a Reuters informou que o governo federal deve encampar um projeto de lei complementar que prevê um corte de 10% em benefícios tributários, como principal medida para substituir IOF. A proposta permitiria um aumento de arrecadação de R$40 bilhões este ano e mais R$40 bilhões no ano que vem, o que ultrapassaria a necessidade de recursos para 2025. Profissionais ouvidos pela Reuters ponderaram que, em tese, o corte de benefícios fiscais, se confirmado, tende a ser mais bem recebido pelo mercado que a iniciativa anterior do governo, de elevar o IOF. O recuo seguia contrastando com o exterior, onde a divisa dos EUA sustentava ganhos.
Reuters
Ibovespa fecha na mínima em um mês, com Selic no radar
No setor de proteínas JBS ON subiu 1,93%, no último pregão de negociação na B3, uma vez que a companhia passará a ter sua listagem primária nos EUA, com o início das negociações previsto para 12 de junho. A partir de segunda-feira, os papéis da JBS serão negociados na B3 como BDRs. A companhia obteve no final de maio a aprovação da CVM para a chamada dupla listagem, na última etapa de um movimento que busca “destravar” valor da JBS e adequar a estrutura de capital ao perfil da empresa.
O Ibovespa fechou com um declínio marginal na sexta-feira, descolado de Wall Street e na mínima em um mês, refletindo reprecificação de apostas em relação aos próximos movimentos da taxa Selic e certo ceticismo com medidas fiscais sinalizadas para a próxima semana. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa terminou com decréscimo de 0,1%, a 136.102,1 pontos, menor patamar de fechamento desde 7 de maio, tendo marcado 135.600,86 pontos na mínima e 136.889,88 pontos na máxima do dia. Na semana, contabilizou uma perda de 0,67%. O volume financeiro na sexta-feira somou R$24,38 bilhões. De acordo com o gestor de renda variável Tiago Cunha, da Ace Capital, a fraqueza mais recente na bolsa reflete em parte a percepção crescente de que o ciclo de alta da Selic não acabou e o Banco Central pode promover mais um aumento na taxa, de 0,25 ponto percentual, na próxima reunião, em 17 e 18 de junho. Além disso, acrescentou, investidores também estão preferindo aguardar para ver o pacote fiscal sinalizado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que poderia ser uma alternativa ao decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre várias operações. O pregão brasileiro também teve como componente negativo o avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, após números do mercado de trabalho reforçarem o dinamismo da economia norte-americana e apoiarem uma postura cautelosa do Federal Reserve em relação a cortes de juros. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de mais de 1%.
Reuters
IGP-DI recua mais do que o esperado em maio com queda de 0,85%, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou mais do que o esperado em maio, a 0,85%, puxado pelas quedas nos preços de produtos agropecuários, depois de subir 0,30% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters com economistas era de uma queda de 0,66% no mês. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 1,38%, revertendo a direção após a alta de 0,2% no mês anterior. “O IPA recuou em maio, influenciado principalmente por produtos agropecuários como farelo de soja, milho em grão e bovinos”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE. No IPA, a queda nos preços de Matérias-Primas Brutas foi o maior destaque para o movimento de maio, despencando 2,86% no mês, depois da queda de 0,34% em abril. Os itens que mais contribuíram para o movimento do IPA foram milho em grão (+0,19% para -14,29%), minério de ferro (-1,05% para -2,15%) e bovinos (+4,45% para -3,54%). Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — subiu 0,34% no mês, desacelerando em relação à alta de 0,52% em abril. “No IPC, o recuo de passagens aéreas e alimentos in natura causou desaceleração dos preços ao consumidor”, explicou Dias. Em maio, houve decréscimo em seis das oito classes que formam o índice: Saúde e Cuidados Pessoais (1,41% para 0,59%), Alimentação (0,72% para 0,29%), Educação, Leitura e Recreação (-0,36% para -0,71%), Despesas Diversas (0,88% para 0,44%), Transportes (0,10% para 0,02%) e Comunicação (0,03% para -0,34%). O item tomate IPC teve baixa de 9,09% no mês, ante avanço de 16,14% em abril. A passagem aérea registrou queda de 6,98%, depois de cair 3,86% no mês anterior. Já o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) teve alta de 0,58% em maio, acima do avanço de 0,52% do mês anterior. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
Reuters
Poupança registra em maio 1º mês de captação positiva em 2025
Os depósitos em caderneta de poupança superaram os saques em R$ 336,868 milhões no mês passado, de acordo com o BC
Os depósitos em caderneta de poupança superaram os saques em R$ 336,868 milhões em maio, como divulgado nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). Em abril, a captação líquida – diferença entre entradas e saídas – foi negativa em R$ 6,418 bilhões. O mês de maio foi o primeiro neste ano que registrou entrada líquida. Em janeiro, houve saída líquida de R$ 26,226 bilhões; em fevereiro, de R$ 8,007 bilhões; em março, de R$ 11,459 bilhões e em abril, de R$ 6,418 bilhões. No mês passado, os brasileiros depositaram R$ 365,094 bilhões e sacaram R$ 364,757 bilhões da poupança. O rendimento no período foi de R$ 6,087 bilhões e o saldo da caderneta ficou em R$ 1,011 trilhão. Em maio do ano passado, a modalidade teve entrada líquida de R$ 8,227 bilhões. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou saída líquida em maio de R$ 128,647 milhões enquanto a poupança rural teve entrada de R$ 465,515 milhões. No acumulado de 2025, a poupança registrou saída líquida de R$ 51,773 bilhões. Em 2024, a saída líquida foi de R$ 15,467 bilhões.
Valor Econômico
Maio tem US$ 53 bilhões de corrente de comércio, crescimento de 1,9%
As exportações brasileiras em maio deste ano somaram US$ 30,156 bilhões e as importações US$ 22,918 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,239 bilhões e corrente de comércio de US$ 53,074 bi, segundo dados divulgados na quinta-feira (05/06) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
No ano, as exportações totalizam US$ 136,9 bilhões e as importações US$ 112,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 24,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 249,4 bilhões. Em relação a maio de 2024, as exportações no mês tiveram ligeira queda, de 0,1%, e as importações crescimento de 4,7%, com aumento de 1,9% na corrente de comércio. Já no comparativo de janeiro a maio, as exportações caíram 0,9% e s importações subiram 9,2%, com crescimento de 3,4% na corrente de comércio. Exportações e importações por setores: Em maio deste ano, comparando com igual mês de 2024, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,51 bilhão (3,4%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,05 bilhão (0,6%) em Agropecuária; e queda de US$ 0,51 bilhão (6,6%) em Indústria Extrativa. Já no acumulado do ano, houve crescimento de US$ 0,55 bilhão (1,7%) em Agropecuária e de US$ 2,5 bilhões (3,6%) em produtos da Indústria de Transformação. Na Indústria Extrativa houve queda de US$ 4,46 bilhões (12,5%). Em relação às importações, o comparando entre os meses de maio teve queda de US$ 3,1 milhões (0,6%) em Agropecuária e de US$ 0,82 bilhão (45,9%) em Indústria Extrativa; com crescimento de US$ 1,85 bilhão (9,5%) em produtos da Indústria de Transformação. No acumulado do ano, as exportações cresceram US$ 0,35 bilhão (14,3%) em Agropecuária e US$ 11,24 bilhões (12,1%) em produtos da Indústria de Transformação. Já na Indústria Extrativa houve queda de US$ 2,12 bilhões (29,5%).
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
GOVERNO
Brasil participou de cerimônia de reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participaram no dia 6, em Paris, da cerimônia de outorga ao Brasil da certificação de país livre de febre aftosa sem vacinação, conferida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
O reconhecimento, ocorrido durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da OMSA, abrange todas as regiões do país e representa importante conquista para o setor agropecuário brasileiro. A decisão da OMSA reflete os avanços do Brasil na área de saúde animal e fortalece a posição do país como fornecedor confiável e seguro de proteína animal para os mercados internacionais. Ao ampliar as oportunidades de exportação, o reconhecimento contribuirá para o desenvolvimento sustentável, a segurança alimentar e o bem-estar global. A certificação atesta a exitosa implementação do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com o apoio de autoridades estaduais e federais e em estreita colaboração com o setor produtivo. A estratégia envolveu, ao longo da última década, investimentos estruturantes e ações progressivas, como o fortalecimento dos serviços veterinários oficiais, a modernização dos sistemas de vigilância e a transição de zonas livres com vacinação para zonas livres sem vacinação. O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a preservação do patrimônio sanitário nacional e com a observância dos mais elevados padrões internacionais em saúde animal e comércio agropecuário.
MAPA
Mapa reforça parcerias comerciais com a Turquia em missão focada no café e carne bovina
Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, fortalece presença no mercado turco, enquanto negociações de carne bovina avançam em áreas estratégicas
Durante os dias 1º a 3 de junho, em missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à Turquia, a comitiva brasileira, liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, e pelo adido agrícola Diego Rodrigues, fortaleceu laços comerciais com foco no café e na carne bovina, destacando oportunidades significativas para expandir o comércio entre os dois países. A comitiva visitou a Kahve Dünyası, uma das maiores redes de cafeterias da Turquia, onde 100% do café servido é brasileiro. A visita incluiu o acompanhamento do processo de torra e moagem do tradicional café turco. Para o secretário-adjunto Marcel Moreira, “não é exagero dizer que o tradicional café turco, patrimônio cultural do país, também é brasileiro”. No segundo dia da missão, o foco da comitiva se voltou para o mercado de carne bovina. A reunião com o vice-ministro da Agricultura e Florestas da Turquia, Ahmet Gumen, abriu caminho para avanços nas negociações, além de abordar a sustentabilidade na produção agropecuária e as estratégias para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A delegação também se reuniu com Mücahit Taylan, novo gerente geral da Junta da Carne e do Leite, órgão responsável pela importação de carne bovina e pela maior parte da importação de bovinos vivos para reprodução na Turquia, mercado aberto em abril deste ano. A reunião solidificou o compromisso de expandir o comércio de carne bovina, um dos pilares do setor agropecuário brasileiro. A comitiva também se reuniu com a embaixadora do Brasil na Turquia, Gilda Neves, para avaliar os avanços obtidos com a recente instalação da adidância agrícola no país. Durante o encontro, foi discutido o papel fundamental da pauta agropecuária nas relações bilaterais. A missão representou um marco na relação entre Brasil e Turquia, onde o café, o setor agropecuário e a sustentabilidade convergem para abrir novas oportunidades de colaboração.
MAPA
Aplicação do crédito rural já supera R$ 330 bilhões na safra 2024/25
O resultado representou um avanço de 11% em relação ao mês anterior
Com um mês restante para o encerramento do Plano Safra 2024/2025, os desembolsos de crédito rural no país somaram R$ 330,93 bilhões entre julho de 2024 e maio de 2025. O valor representa um avanço de 11% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central na quinta-feira (5), com base no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB). O montante considera os financiamentos contratados e efetivamente liberados a todos os produtores rurais. Apenas no mês de maio, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os demais produtores responderam por R$ 273,84 bilhões em crédito. O valor representa um acréscimo de R$ 27 bilhões em comparação a abril. A soma contempla R$ 155,07 bilhões em operações de custeio, R$ 56,97 bilhões em investimentos e R$ 70,90 bilhões voltados à comercialização e industrialização. Esse volume equivale a cerca de 68% da programação estabelecida para a safra atual e corresponde a 82% dos valores desembolsados no mesmo período da safra anterior, quando o total atingiu R$ 332,50 bilhões. Segundo o governo, a diferença no comparativo se deve à maior adesão dos produtores ao uso das Cédulas de Produto Rural (CPRs) como forma de financiamento. Entre julho de 2024 e abril de 2025, as emissões de CPRs chegaram a R$ 331,4 bilhões, sendo R$ 150,5 bilhões emitidos junto a instituições financeiras e R$ 180,9 bilhões junto ao mercado de capitais. O volume representa R$ 116,2 bilhões a mais do que o registrado no mesmo período da safra anterior. O Pronamp apresentou desempenho positivo em todas as finalidades de crédito, tanto em número de contratos quanto em volume financeiro. No período, foram firmados 202.137 contratos, totalizando R$ 53,48 bilhões. Somente nas operações de custeio e investimento, os valores chegaram a R$ 47 bilhões e R$ 6,48 bilhões, com 174.243 e 27.894 contratos, respectivamente. Entre as fontes de recursos com desempenho superior ao da safra anterior, destacam-se a Poupança Rural Controlada, com variação de 24%, os recursos equalizados do BNDES (13%) e os Recursos Livres Equalizáveis (181%). Já entre as fontes com taxas de juros não controladas, a Poupança Rural Livre apresentou variação de 113%. No conjunto dos programas de investimento agropecuário com taxas de juros equalizadas, ainda há 29% dos recursos a serem comprometidos. Já nos financiamentos para custeio e comercialização com recursos equalizáveis, o saldo remanescente é de 14%. Os dados são provisórios e foram extraídos em 4 de junho. Os valores definitivos serão divulgados aproximadamente 35 dias após o encerramento do mês de referência.
Agrolink
INTERNACIONAL
Índice da FAO de preços dos alimentos cai, com cereais, açúcar e óleo vegetais
Já o índice de preço da carne teve alta de 6,8% e o de lácteos de 21,5%, em relação ao valor de 2024
O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) teve média de 127,7 pontos em maio, queda de 1 ponto (0,8%) ante abril. Segundo a FAO, os recuos nos preços de cereais, açúcar e óleo vegetais compensaram os avanços de carnes e lácteos. O índice mensal ficou 7,2 pontos (6%) acima de maio do ano passado, mas permaneceu 32,6 pontos (20,3%) abaixo do pico atingido em março de 2022. O subíndice de preços dos Cereais registrou média de 109 pontos no mês passado, perda de 2 pontos (1,8%) ante abril e 9,7 pontos (8,2%) abaixo do registrado um ano antes. Segundo a FAO, os preços do milho caíram com a forte concorrência e o aumento da oferta sazonal de Brasil e Argentina, com a colheita de ambos acima do ritmo do ano passado. Expectativas de colheita recorde nos EUA também pesaram. O trigo recuou de forma moderada, com a demanda contida e a melhoria das condições das colheitas no Hemisfério Norte. Chuvas no fim do mês reduziram o risco de seca em partes da Europa, no Mar Negro e nos EUA. Entre outros grãos, os preços do sorgo e da cevada também cederam. Em contraste, o Índice de Preços do Arroz aumentou 1,4% em maio. O levantamento da FAO também mostrou que o subíndice de preços dos Óleos Vegetais registrou média de 152,2 pontos em maio, recuo de 5,8 pontos (3,7%) ante abril, mas 19,1% acima de maio de 2024. O óleo de palma caiu pelo segundo mês seguido, mantendo um desconto em relação aos óleos concorrentes, em virtude das produções sazonalmente maiores e o avanço da oferta no Sudeste Asiático, disse a FAO. O subíndice de preços da Carne da FAO teve média de 124,6 pontos em maio, alta de 1,6 ponto (1,3%) em relação ao valor de abril e 7,9 pontos (6,8%) ante o nível do ano anterior. Os preços da carne suína aumentaram com a demanda fortalecida e a forte alta nos preços da Alemanha, após o país recuperar o status de livre de febre aftosa. Os preços da carne bovina também subiram, atingindo novo recorde histórico, em meio à demanda sólida e à oferta limitada. A carne ovina também teve ganhos no mês. Contudo, os preços da carne de aves caíram com as cotações mais baixas no Brasil, onde um caso de gripe aviária em granja comercial levou à imposição de embargos, resultando em excedentes robustos, afirmou a FAO. O relatório mostrou, ainda, que o subíndice de preços de Lácteos teve média de 153,5 pontos em maio, 1,3 ponto (0,8%) maior que abril e 27,2 pontos (21,5%) acima do valor do ano passado.
Estadão/Agro
FRANGOS & SUÍNOS
Frango/Cepea: Preços do vivo e da carne seguem em queda
Ao contrário dos ovos, mercado sentiu impacto da gripe aviária
Os preços do frango vivo e da carne seguem em queda em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, a pressão vem da oferta elevada da proteína. Por outro lado, o típico aquecimento da demanda no início do mês limitou as baixas. Pesquisadores explicam que a disponibilidade de carne de frango no mercado doméstico acima da procura se dá em razão das restrições às exportações brasileiras da proteína, causadas, por sua vez, pela confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS) no dia 15 de maio. Agentes consultados pelo Cepea relatam que, apesar da melhora nas vendas neste início de mês, o atual cenário é marcado por forte concorrência, o que inviabiliza quaisquer ajustes positivos nas cotações da carne.
Cepea
Brasil investiga 10 suspeitas de gripe aviária de alta patogenicidade
Todas são em aves silvestres ou em criações de subsistência. Das suspeitas de gripe aviária em investigação no Brasil, nenhuma está em granja comercial
Dez suspeitas de infecção por gripe aviária de alta patogenicidade estão sob investigação no Brasil, informa o Ministério da Agricultura. Nenhum está em granja comercial. A mais recente atualização do mapa divulgado pela Pasta é de domingo, às 19h. Minas Gerais concentra o maior número. Autoridades de defesa sanitária investigam duas em aves silvestres, nos municípios de Florestal e Santo Antônio do Monte, e outra em uma criação doméstica, em Novo Cruzeiro. O Estado registrou, recentemente, um caso em Mateus Leme. A infecção atingiu três aves ornamentais de uma propriedade particular. Em outras regiões do Brasil, autoridades sanitárias investigam suspeitas em criações de subsistência, nos municípios de Alegre (ES), Viamão (RS), Caçador (SC), Paraiapebas (PA) e Itaituba (PA). Em aves silvestres, possíveis focos da doença estão sob avaliação em Angra dos Reis (RJ) e Utinga (BA). Desde o dia 15 de maio de 2023, quando houve o primeiro caso de gripe aviária no Brasil, o Ministério da Agricultura contabiliza 171 ocorrências: 167 em animais silvestres, três em criações domésticas e de subsistência e uma em granja comercial, em Montenegro (RS). Oficialmente, o governo brasileiro considera o caso encerrado e aguarda o fim do período de vazio sanitário – de 28 dias – para recuperar o reconhecimento internacional como livre da doença e negociar a reabertura dos mercados.
Globo Rural
Testes de gripe aviária em granja comercial no RS dão negativo, diz governo gaúcho
Testes de gripe aviária em aves de uma granja comercial no Rio Grande do Sul deram negativo, informou à Reuters a Secretaria de Agricultura do Estado nesta sexta-feira. As aves com suspeita da doença estavam sendo transportadas de uma granja em Teutônia para um frigorífico da cidade vizinha de Westfália.
Reuters
Preço do frango tem queda de mais de 15% com excedente de oferta e impactos da gripe aviária
Mesmo com queda nos preços, expectativa de melhora nas vendas pode aliviar estoques de carne de frango
Desde a divulgação do primeiro caso de gripe aviária no município de Montenegro/RS, os preços do frango vivo na granja paulista recuaram 15,38%. A cotação, que era de R$ 6,50 por quilo, despencou para R$ 5,50. O efeito seguiu para o atacado paulista, onde a queda foi de 15,43%, com o produto passando de R$ 8,10 para R$ 6,85 o quilo. O indicador para o frango congelado, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), confirma a tendência de baixa generalizada. A cotação caiu 15,17% no período, saindo de R$ 8,70 para R$ 7,38 por quilo, refletindo a retração de compradores e a incerteza que tomou conta do mercado. Para o indicador do frango resfriado, a desvalorização foi de 14,42% em que os preços saíram de R$ 8,81/kg para R$ 7,54/kg, conforme reportado pelo Cepea nesta quinta-feira. No estado do Paraná, a cotação do frango vivo registrou uma baixa de 7,44% no comparativo diário, agora o preço está sendo negociado no patamar de R$ 4,85/kg. Com relação às exportações, a Scot Consultoria reforça que tendo em vista que o país não registrou nenhum novo caso em granja comercial, as flexibilizações podem começar a ocorrer. O Brasil tem trabalhado para restabelecer a normalidade nas exportações. Do outro lado da balança, o alívio nos custos de produção foi tímido e insuficiente para compensar as perdas. Embora a entrada da colheita da safrinha de milho tenha começado a pressionar os preços do grão para baixo, a queda foi muito menos expressiva que a do frango. A cotação do milho em Rio do Sul (SC), uma praça importante para a avicultura, passou de R$ 66,00 por saca em 15 de maio para R$ 63,00 hoje, uma retração de apenas 4,55%. Na mesma linha, o indicador do milho do Cepea (base Campinas/SP) registrou uma queda de 5,54%, com a saca passando de R$ 73,07 para os atuais R$ 69,02 por saca. Ainda de acordo com a Scot Consultoria, alguns fatores ajudaram a frear a queda dos preços, como o clima adverso na Argentina e no Brasil — com excesso de chuvas na província de Buenos Aires e risco de geadas que poderiam afetar as lavouras de milho segunda safra no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
Cepea/Esalq
Mais um mercado suspende compras de produtos avícolas do Brasil por gripe aviária
Com inclusão da Mauritânia, agora são 22 importadores que aplicaram embargo nacional
Outros 14 países estão com o embargo apenas para produtos avícolas do Rio Grande do Sul. A Mauritânia entrou na lista de países que suspenderam as compras de produtos avícolas de todo o Brasil, em função do caso de gripe aviária encontrado em uma granja comercial em Montenegro (RS) no mês passado. Segundo levantamento do Ministério da Agricultura divulgado na sexta-feira (6/6), agora são 22 importadores que aplicaram embargo nacional. Outra alteração na lista foi a entrada de Omã com restrição a compras de carnes e subprodutos vindos do Estado do Rio Grande do Sul. Com isso, 14 países estão com o embargo estadual, além da União Euroasiática, formada por Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão. As suspensões de compras restritas somente à cidade de Montenegro (RS) não tiveram alteração. Permanecem com este embargo os Emirados Árabes Unidos, Japão, Catar e Jordânia.
Valor Econômico
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