CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2351 DE 12 DE NOVEMBRO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2351 |12 de novembro de 2024

NOTÍCIAS

Cotações no mercado do boi gordo estáveis em São Paulo

Com muitas indústrias avaliando o desempenho das vendas de carne bovina no fim de semana, os compradores abriram a semana com os mesmos preços da sexta-feira (8/11). Houve negócios pontuais na tarde de sexta-feira para o “boi China” em R$340,00/@, a referência, porém, ainda não está consolidada no mercado

Segundo a Scot Consultoria, neste início de semana, muitas indústrias seguem avaliando o desempenho das vendas de carne bovina durante o fim de semana, o que resultou em estabilidade nos preços do boi gordo. Na praça paulista, disse a Scot, os compradores abriram a semana com os mesmos preços da sexta-feira (8/11).  Com isso, pelos números da Scot, o boi “comum” e “boi-China” estão valendo R$ 335/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 307/@ e R$ 317/@, respectivamente. As escalas de abate atenderam, em média, a uma semana, sem mudanças. No Norte do Mato Grosso o dia foi aberto com cotações estáveis e ofertas limitadas, mantendo as escalas de abate curtas. No atacado da carne com osso, na primeira semana de novembro, a cotação da carne bovina com osso subiu. O preço da carcaça do boi capão casado subiu 4,0%, e a carcaça do boi casado inteiro subiu 3,1%. A cotação da carcaça de fêmeas também subiu. Para a vaca casada, o preço subiu 5,0%. Para a novilha casada, a cotação subiu 6,7%. Destaque para os cortes do traseiro 1×1. Para o corte do boi casado capão a alta foi de 5,9%, e para o boi inteiro foi de 4,5%.

Scot Consultoria

Preços da arroba do boi no país se aproximam dos valores paulistas

Frigoríficos continuam com dificuldades na aquisição de boiadas para trazer mais folga às escalas de abate

O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços em alta nesta segunda-feira (11). De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos ainda encontram grande dificuldade na aquisição de boiadas e, portanto, ainda operam com escalas de abate reduzidas. Tal cenário resulta em negócios acima da referência média em diversos estados. Em São Paulo, por exemplo, se consolidam as negociações na base de R$ 340 a arroba a prazo. Teto da arroba do boi: São Paulo: até R$ 340, com as negociações entre R$ 330 e R$ 335 a prazo. Minas Gerais: no Triângulo Mineiro, indicação de negócios em até R$ 320 e R$ 325. Goiás: em Goiânia, indicação de negócios em até R$ 325 a R$ 330 a prazo. Em Mineiros, também foram relatados negócios em até R$ 325/330. Mato Grosso do Sul: preços firmes, com viés de alta. Em Naviraí foram relatadas negociações a R$ 320. Mato Grosso: na região de Rondonópolis, relatos de negócios ao nível de R$ 315. Em Cuiabá também foram vistas negociações em até R$ 315 a prazo. O mercado atacadista se depara com preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, considerando a boa demanda ao longo da primeira quinzena do mês. O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 24,00 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 18,20, por quilo.

Agência Safras

Exportações de carne bovina in natura avançam 30% até a segunda semana de novembro/24

Nos primeiros dias de novembro/24, o Brasil exportou 73,5 mil toneladas de carne bovina e registrando alta de 5% no preço médio por tonelada.

As exportações de carne bovina in natura alcançaram 73,5 mil toneladas nos primeiros seis dias úteis de novembro/24 de acordo com as informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume embarcado de carne bovina chegou em 187,9 mil toneladas em 20 dias úteis em novembro/23. A secretária ainda informou que a média diária exportada até a segunda semana de novembro/23 ficou em 12,2 mil toneladas, avanço anual de 30,4%, sendo que a média diária exportada no mês de novembro do ano passado ficou em 9,3 mil toneladas. Com relação ao preço médio, o valor está em US$ 4.822 mil por tonelada, leve avanço de 5% frente ao valor negociado em novembro/23, que estava em US$ 4.592 mil por tonelada. Com relação ao valor negociado para o produto até a segunda semana de novembro/24 ficou em US$ 354,5 milhões, avanço de 10,87% frente ao negociado no ano passado, em que o novembro/23 ficou em US$ 863,2 milhões. A média diária ficou em US$ 59 milhões, avanço de 36,9%, frente ao observado no mês de novembro do ano passado, que ficou em US$ 43,1 milhões.

SECEX/MDIC

Reviravolta no mercado

O mercado de reposição está acompanhando o mercado do boi gordo

Com uma maior oferta de fêmeas para abate no primeiro semestre, houve uma retração nos preços do boi gordo, influenciando o mercado de reposição. Neste semestre, o cenário mudou. Diminuiu a oferta de fêmeas para abate e para a renovação do plantel para reprodução. Essa redução da oferta, resultou em recuperação nos preços da arroba do boi gordo, que, por sua vez, refletiu positivamente nos preços da reposição. Uma das categorias cuja cotação mais subiu foi a da desmama. Na comparação feita mês a mês, nas praças pecuárias paulistas, a cotação do bezerro desmamado subiu 12,2%. Nos últimos doze meses, a valorização foi de 26,3%. Em uma análise semana a semana, a alta foi de 2,3%. Olhando para o futuro, as perspectivas indicam uma restrição na oferta de bovinos para reposição no começo de 2025. Isso porque a estação de monta foi adiada na maior parte do Brasil, devido à condição corporal (ECC) abaixo do ideal das matrizes, que sofreram com a seca prolongada que prejudicou a disponibilidade e a qualidade das pastagens. A tendência é de mercado firme e em alta. A dica é acompanhar o mercado e ajustar as estratégias de compra e venda para aproveitar as oportunidades.

Scot Consultoria

INTERNACIONAL

Retorno da seca nos EUA atrasa recuperação de rebanho bovino, prejudicando a Tyson Foods

O retorno da seca nas áreas produtoras de gado dos EUA está atrasando os planos dos fazendeiros de expandir a produção depois que o rebanho do país encolheu para o menor nível em sete décadas, disseram fazendeiros e analistas

A oferta restrita de gado está pressionando os frigoríficos, incluindo a Tyson Foods, que divulga seus lucros trimestrais na terça-feira, e os consumidores que enfrentam altos preços da carne bovina. Os produtores de carne esperavam que as chuvas incentivassem os fazendeiros a começarem a reconstruir os rebanhos em 2024, depois que anos de seca queimaram os pastos e forçaram o envio de mais animais para abate. Em vez disso, a seca piorou nos últimos dois meses, em mais um golpe para os processadores, que precisam pagar para comprar suprimentos limitados de gado. Nos Estados Unidos, 62% do gado estava em áreas que sofriam com a seca no final de outubro, o maior índice desde dezembro de 2022, de acordo com o U.S. Drought Monitor. Mais da metade do rebanho permanecia em zonas de seca na semana passada, depois que as chuvas atingiram as planícies, ante menos de 20% na maior parte do ano e apenas 8% em junho. Em Nebraska, o segundo maior Estado produtor de gado do país, o fazendeiro Chad Engle disse que a seca reduziu as extensas pastagens a palha amarela e quebradiça e liberou nuvens de poeira nos currais que fazem seu gado tossir e respirar com dificuldade. “Tínhamos planos de expandir nosso rebanho, mas não podemos fazer isso em meio a uma seca”, disse Engle, acrescentando que abateu 10% a mais de seu rebanho do que o normal no ano passado. Fazendeiros de Oklahoma, o quinto maior produtor de gado dos EUA, geralmente semeiam trigo em setembro, mas a seca atrasou o plantio, privando-os de semanas de pastagem. “A seca é a razão pela qual o tamanho do rebanho diminuiu tanto e é a única coisa que impede os pecuaristas de expandir o rebanho”, disse Kristoffer Inton, estrategista de ações da Morningstar. A falta de pasto e os altos preços do gado fizeram com que os fazendeiros enviassem vacas, ou novilhas, e bezerros jovens para confinamento mais cedo do que o normal para serem engordados com grãos. Com menos novilhas retidas nas fazendas para reprodução, uma expansão do rebanho ainda está a anos de distância, segundo analistas. O aumento nos custos do gado está prejudicando os frigoríficos, como a Tyson, cujo negócio de carne bovina, sua maior unidade, teve prejuízo no terceiro trimestre. A expectativa é de que o prejuízo aumente no quarto trimestre, de acordo com a empresa de pesquisa de investimentos CFRA, que previu margens negativas de 2,2%. As entregas antecipadas de novilhas e gado jovem para confinamento irão distorcer a produção de carne bovina em 2025 para o primeiro semestre do ano e resultarão em uma oferta ainda menor no segundo semestre, disse Derrell Peel, economista agrícola da Universidade Estadual de Oklahoma.

Reuters

ECONOMIA

Dólar sobe ante real com receios sobre política de Trump

Em mais um dia de alta global, o dólar desacelerou no restante do dia e encerrou a segunda-feira abaixo de 5,80 em uma sessão novamente marcada por receios quanto ao retorno de Donald Trump à Casa Branca e pela demora do governo Lula em lançar seu pacote fiscal

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,58%, cotado a 5,7711 reais. Em novembro, porém, a divisa acumula baixa de 0,18%. Às 17h07, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,44%, a 5,7795 reais na venda. A segunda-feira foi mais um dia de elevação praticamente generalizada do dólar ante as demais divisas, em meio aos receios quanto à adoção pelos Estados Unidos de tarifas mais elevadas de importação — uma das promessas de campanha do presidente eleito Donald Trump. A queda de preços do minério de ferro e do petróleo, dois dos principais produtos da pauta exportadora brasileira, na esteira da decepção com notícias sobre estímulos econômicos na China, era outro fator que pesava sobre o real. Na sexta-feira, com os mercados fechados no Brasil, o país asiático já havia divulgado números decepcionantes de inflação. No Brasil, a demora do governo em apresentar seu pacote fiscal, prometido originalmente para depois das eleições municipais, voltou a impulsionar o dólar e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Operador ouvido pela Reuters afirmou que cotações acima de 5,80 reais atraíram agentes para a ponta de venda, o que trouxe certo alívio para os preços, ainda que o dólar segue em alta. O feriado do Dia dos Veteranos nos Estados Unidos, que manteve o mercado de Treasuries fechado, também reduziu a liquidez no câmbio no Brasil, segundo o operador. De fato, perto do fechamento do mercado à vista o dólar para dezembro — o mais líquido atualmente — somava cerca de 150 mil contratos negociados, bem menos que a média de uma sessão normal. No início do dia, o Banco Central informou no relatório Focus que a mediana das projeções do mercado para o dólar no fim de 2024 passou de 5,50 para 5,55 reais. No caso de 2025, foi de 5,43 para 5,48 reais.

Reuters

Ibovespa fecha quase estável em dia de pressão de Vale e Embraer em alta

O Ibovespa fechou quase estável na segunda-feira, resistindo à pressão negativa das ações da Vale, com Embraer entre os destaques positivos após a Suécia escolher o C-390 Millennium como seu próximo avião militar de transporte

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa registrou um acréscimo de 0,03%, a 127.873,7 pontos, tendo marcado 127.306,45 pontos na mínima e 128.095,17 pontos na máxima da sessão. O volume financeiro somou 20,4 bilhões de reais. “Com a queda do Ibovespa no último pregão, o índice perdeu o suporte em 128.120 e voltou a apontar para baixo. Os próximos suportes estão em 124.500 e 123.000 pontos”, afirmaram analistas do Itaú BBA no relatório Diário do Grafista, enviado a clientes na segunda-feira. “Do lado da alta, o índice encontrará resistências em 131.400 e 132.300 pontos, que é a referência de curto prazo para a tendência de baixa.” Investidores permanecem na expectativa de medidas fiscais, após a última semana terminar sem anúncios. Em entrevista à RedeTV! veiculada no domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o custo do ajuste nas contas não pode recair sobre as pessoas mais necessitadas. Uma bateria de resultados corporativos também ocupa as atenções nos próximos dias, entre eles os números, Banco do Brasil, B3, BRF e JBS, entre outros.

Reuters

Mercado eleva novamente projeção de inflação para 2024, 2025 e 2026, mostra FOCUS

Analistas consultados pelo Banco Central subiram pela sexta vez consecutiva sua projeção para a alta do IPCA neste ano, elevando também as expectativas para a inflação em 2025 e 2026 e para as cotações do dólar, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a mediana das expectativas para a inflação ao consumidor no Brasil este ano agora é de 4,62%, de 4,59% na semana anterior. Para 2025, também houve aumento, o quarto em sequência, com a projeção do IPCA marcando alta de 4,10%, de 4,03% anteriormente. Os analistas também elevaram pela segunda vez seguida a conta para 2026, chegando a 3,65%, de 3,61%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com uma banda de 1,5 ponto percentual permitida para cima ou para baixo. A mudança na previsão ocorre na esteira da divulgação de dados do IPCA de outubro na sexta-feira, que mostraram uma aceleração dos preços acima do esperado. A alta do índice foi de 0,56% no mês, de um avanço de 0,44% em setembro. Economistas consultados pela Reuters esperavam um aumento de 0,53%. Nos 12 meses até outubro, o IPCA acumulou avanço de 4,76%, de 4,42% no mês anterior, deixando o índice acima do teto da meta de inflação para este ano e marcando o resultado mais elevado nessa base de comparação desde outubro do ano passado (4,82%). Contribuindo para o aumento das expectativas de inflação, também está o acirramento das preocupações do mercado com o equilíbrio das contas públicas, com investidores na espera de medidas prometidas pelo governo para cumprir as regras do arcabouço fiscal. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda um aumento na previsão quanto ao preço do dólar ao fim deste ano, agora em 5,55 reais, de 5,50 reais há uma semana. Em 2025, a expectativa avançou para 5,48 reais, de 5,43 reais antes. Para além dos fatores domésticos, o aumento nas previsões para o preço do dólar ocorre depois da eleição presidencial dos Estados Unidos, que teve uma grande vitória do ex-presidente Donald Trump. Segundo analistas, as promessas do republicano para a economia, incluindo tarifas, têm potencial inflacionário, o que valorizaria a moeda norte-americana ao manter os juros elevados. Em relação à expansão da economia, houve manutenção na expectativa para o crescimento do PIB neste ano em 3,10%. Em 2025, a economia brasileira deve crescer 1,94%, de 1,93% na previsão anterior. Sobre a Selic, foi mantida a expectativa tanto para o fim deste quanto do próximo, com a taxa básica de juros indo a 11,75% em 2024 e a 11,50% em 2025. Na quarta-feira, o Copom acelerou o ritmo de seu aperto monetário, elevando a Selic em 50 pontos-base, depois de uma alta de 25 pontos em setembro. A taxa agora está em 11,25%.

Reuters

Vendas no varejo brasileiro sobem 4% em outubro em base anual, aponta Stone

As vendas no varejo brasileiro se recuperaram em outubro após instabilidade em setembro, com crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior e avanço de 2,5% na margem, mostraram dados da empresa de meios de pagamento Stone divulgados na segunda-feira

A variação se aproxima de levantamento da rival Cielo, que mostrou que o faturamento do varejo brasileiro cresceu 1,2% em outubro ante o mesmo período do ano passado, descontada a inflação, e teve alta de 5,5% em termos nominais. “Outubro foi um mês muito positivo para o varejo, com crescimento tanto nas lojas físicas quanto online”, afirmou em comunicado o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone Matheus Calvelli. “O setor também teve um bom desempenho no recorte regional e entre os segmentos analisados, recuperando boa parte da queda no mês passado”, acrescentou. A Stone apura mensalmente o desempenho do setor com base nos comerciantes credenciados a sua plataforma. São consideradas as operações via cartões, voucher e Pix. Os números da Stone mostraram que, em outubro, o setor de tecidos, vestuário e calçados apresentou alta mensal de 1,8%, enquanto o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caiu 0,6%. Combustíveis registraram queda mensal de 0,6%, enquanto móveis e eletrodomésticos subiram 1,6% no mês. Outros setores, como livros e papelaria e material de construção, também mostraram recuperação mensal, com 2,5% e 5,1%, respectivamente. A Stone também passou a levantar dados do comércio digital, com o indicador, que analisa cinco setores com um volume significativo de vendas diretas online, subindo 3,2% em outubro, enquanto o comércio físico cresceu 0,4%. “Analisando o desempenho anual, o comércio digital também superou o físico, com crescimento de 4,9% em comparação a 2,7%”, adicionou a companhia.

Reuters

Dívida pública em setembro chegou a R$ 8,928 trilhões, 78,3% do PIB, diz Banco Central

Apesar de inferior aos 78,5% de agosto, a proporção em relação ao Produto Interno Bruto subiu quase quatro pontos porcentuais desde dezembro, quando estava em 74,42%

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu de R$ 8,898 trilhões para R$ 8,928 trilhões, de agosto para setembro, segundo o Banco Central (BC). No fim do ano passado, ela era de R$ 8,079 trilhões. Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) a dívida caiu de 78,5% em agosto para 78,3% em setembro, porém ainda assim é quase quatro pontos porcentuais maior do que a de dezembro de 2023, quando estava em 74,42%. O pico da série da dívida bruta foi alcançado em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19. No melhor momento, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB. A DBGG — que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais — é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil. A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) — que leva em conta as reservas internacionais do Brasil — subiu de 62,0% do PIB em agosto para 62,4% em setembro. Em reais, atingiu R$ 7,117 trilhões.

O Estado de São Paulo

GOVERNO

Acordo amplia possibilidades de exportação de material genético bovino para a Índia

Brasil também abriu o mercado indiano para derivados de ossos destinados à produção de gelatina. Julio Ramos e Alka Upadhyaya assinaram dois certificados zoossanitários internacionais

Brasil e Índia assinaram dois certificados zoossanitários internacionais que vão ampliar novas possibilidades para exportação de produtos da pecuária brasileira aos indianos. Um dos acordos abre o mercado da Índia para derivados de ossos destinados à produção de gelatina (bone chips). O outro formaliza melhorias nas condições de exportações de sêmen bovino e bubalino, além de embriões bovinos brasileiros para lá. Os temas eram negociados desde 2019, disse o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Julio Ramos, que liderou uma missão à Nova Delhi na última semana, onde os certificados foram assinados. Os novos certificados vão permitir maior agilidade no processo de exportação de material genético brasileiro à Índia. Foram flexibilizados alguns requisitos que também garantirão redução de custos operacionais. A Pasta reforçou que as mudanças não comprometem a qualidade ou a segurança sanitária do produto embarcado nem o status sanitário do país importador. Os novos certificados apresentam alternativas que anteriormente não estavam previstas para a comprovação do atendimento aos requisitos, como testes laboratoriais mais modernos e com melhor custo-benefício, eliminação de exigências e requisitos duplicados e a possibilidade de comprovação de alguns requisitos por meio de um controle mais efetivo e racional em relação ao manejo e histórico dos animais. A equipe brasileira se reuniu com o Departamento de Pecuária e Lácteos do Ministério da Pesca, Pecuária e Lácteos da Índia, representado pela secretária Alka Upadhyaya. Também foi discutido o acesso para diversos produtos brasileiros ao mercado indiano, como material genético avícola, bile não comestível de aves, pet food, ossos desengordurados, chifres, cascos, produtos de reciclagem animal e amireia. Houve avanços nas negociações para a exportação de carne de búfalo da Índia para o Brasil, um produto de relevância para o mercado indiano. O país também quer viabilizar o acesso de produtos como caseína, lactose e leite de camelo no mercado brasileiro. Em outras agendas, a comitiva brasileira discutiu possibilidades para a ampliação do mercado de pulses e a possibilidade de abertura da Índia para as exportações de citrus, erva-mate e castanhas do Brasil. Ainda foram debatidos mecanismos para a redução de tarifas para a entrada de produtos brasileiros na Índia, como algodão, suco de laranja, carne suína e de aves.

Globo Rural

BNDES atinge carteira de crédito de R$ 550 bilhões, a maior desde 2017

Banco projeta R$ 25 bi em dividendos para o Tesouro neste ano e Mercadante fala em ‘esforço muito grande’ por arcabouço fiscal

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) alcançou R$ 550,3 bilhões de créditos nos primeiros nove meses de 2024, o maior valor desde 2017, anunciou a instituição na segunda-feira (11). Além disso, as consultas somaram R$ 258,9 bilhões de janeiro a setembro, aumento de 30% ante o mesmo período de 2023, e alta de 153% em relação a 2022. Já os desembolsos totalizaram R$ 87 bilhões, com crescimento de 15% na comparação com o ano passado. A Indústria passou a ser o principal destino do crédito aprovado pelo banco, recebendo R$ 37 bilhões em 2024. A agropecuária, em segundo lugar, recebeu R$ 35,1 bilhões. Essa é a primeira vez, desde 2017, que o setor industrial ultrapassou o agrário, movimento gerado pelas políticas de fomento do governo federal e pelo programa Nova Indústria Brasil. O crédito concedido à indústria apresentou crescimento de 108% em relação a 2023 e de 263% frente ao mesmo período de 2022. Na agropecuária, a alta foi de 15,5% sobre 2023 e de 49% em relação a 2022. No setor de comércio e serviços, a aprovação de crédito chegou a R$ 24,5 bilhões e no de infraestrutura a R$ 40,8 bilhões. Quase 80% dos créditos desembolsados, segundo o banco, seguiram taxas de mercado, enquanto 21% tiveram taxas incentivadas, como a TR (Taxa Referencial) e aquelas atreladas ao Plano Safra. Os dados excluem os desembolsos feitos por meio do programa emergencial para apoiar a reconstrução de cidades do Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes do primeiro semestre. O aumento da concessão de crédito segue o desejo do presidente do banco, Aloizio Mercadante, de alcançar 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em total desembolsado. Hoje, esse patamar está em 1,1% do PIB –não houve, porém, aumento proporcional em relação ao desembolso do ano passado. Já quando analisadas as aprovações, os valores devem chegar a 1,9% do PIB no final do ano, o que indica que a meta estipulada por Mercadante está bem próxima de ser atingida. A diferença entre as aprovações e os desembolsos se dá pelos processos burocráticos dos empréstimos dentro do banco. Em entrevista a jornalistas na segunda, o diretor de planejamento e relações institucionais do banco, Nelson Barbosa, disse que o BNDES está voltando a seu tamanho padrão e rebateu críticas de que o banco estaria voltando ao inchaço registrado no final do segundo mandato do presidente Lula e nos governos Dilma. Em 2010, por exemplo, os desembolsos do BNDES atingiram 4,3% do PIB. O valor só voltou a ser menor do que 2% em 2016, quando somou 1,4% do PIB. “O BNDES está voltando ao seu tamanho padrão, num tamanho menor do que ele tinha em 2002; então qualquer comparação entre o BNDES de agora com os anos 2009 a 2015 é infundada” disse Barbosa. Segundo ele, o aumento do crédito do BNDES não contribui para a inflação e o aumento da taxa de juros. O banco teve lucro líquido recorrente de R$ 9,8 bilhões de janeiro a setembro deste ano, um crescimento de 48,5% em relação ao mesmo período de 2023. O lucro líquido total foi de R$ 19 bilhões, e o patrimônio líquido de R$ 169,1 bilhões. Os ativos do BNDES somaram R$ 807,1 bilhões, aumento de 10,2% em relação a dezembro de 2023. O aumento se deu, em especial, pelo acréscimo de R$ 35,3 bilhões da carteira de crédito expandida e de R$ 42,8 bilhões dos títulos e valores mobiliários, em função de recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e do Tesouro Nacional e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Além do aumento da carteira de crédito, o banco vem ampliando também sua carteira de participações societárias. Neste ano, por exemplo, o montante alcançou R$ 81,7 bilhões –em comparação, no último ano do governo Jair Bolsonaro, a carteira era de R$ 62,7 bilhões. Segundo o BNDES, só neste ano o banco deve receber R$ 25 bilhões em dividendos. “Nós estamos tendo R$ 19 bilhões de lucro, mas estamos dando ao Tesouro R$ 25 bilhões de dividendos. Então, é um esforço muito grande que o banco está fazendo para poder contribuir para o equilíbrio orçamentário e para reduzir o endividamento do país”, disse Mercadante nesta segunda. “É muito importante nós assumirmos e entendermos que esse é o nosso papel também.”

Folha de São Paulo

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações da carcaça suína especial e arroba do suíno CIF iniciaram a semana com novas altas

Preço da carcaça suína especial registrou um avanço de 1,08%, enquanto valores da arroba do suíno CIF tiveram um ganho de 1,08%

As cotações dos suínos iniciaram a semana com novas valorizações devido a demanda aquecida da primeira quinzena do mês, principalmente com a proximidade do feriado da Proclamação da República. A Scot Consultoria apontou que a oferta ajustada neste início de mês também está contribuindo para o avanço nas cotações. De acordo com o levantamento da Scot Consultoria, o preço da carcaça suína especial registrou um avanço de 1,08%, em que os valores passaram de R$ 14,70/kg para R$ 14,80/kg. Já os preços médios da arroba do suíno CIF tiveram um ganho de 1,08% no comparativo diário, em que os preços passaram de R$ 185,00/@ e estão sendo negociados em R$ 187,00/@. Segundo as informações da Safras & Mercado, as negociações envolvendo o animal vivo ocorreram em ambiente ajustado, favorecendo as cotações. O analista também apontou que a reposição entre atacado e varejo apresentou boa fluidez, diante das expectativas positivas para o consumo na ponta final nas próximas semanas, além da capitalização das famílias e da aproximação do período de festas. De acordo com o levantamento realizado pelo Cepea na última sexta-feira (08), o Indicador do Suíno Vivo em Minas Gerais registrou alta de 1,63% e está cotado em R$ 9,99/kg. No Paraná, o preço do animal registrou ganho de 0,85% e está precificado em R$ 9,50/kg. Já na região do Rio Grande do Sul, o animal apresentou alta de 2,52% e está precificado em R$ 9,34/kg. Em São Paulo, o valor ficou próximo de R$ 9,83/kg e apresentou avanço de 1,44%. Em Santa Catarina, o valor do suíno registrou incremento de 1,44% e está cotado em R$9,29/kg.

Cepea

Exportações de carne suína crescem 30% até a segunda semana de novembro/24

Exportações de carne suína registraram aumento de 30% na média diária e avanço de 10,7% no preço por tonelada

Os embarques de carne suína in natura chegaram em 35.552 mil toneladas até a segunda semana de novembro/24, conforme reportou a Secretária de Comércio Exterior (Secex). No ano anterior, o volume exportado alcançou 91.130 mil toneladas em 20 dias úteis de novembro/23. A média diária exportada até a segunda semana de novembro/24 ficou em 5,9 mil toneladas e registrou um ganho de 30% frente a média diária embarcada em novembro do ano passado, que ficou em 4,5 mil toneladas. A receita obtida com as exportações de carne suína até a segunda semana de novembro/24 ficou em US$ 90 milhões, sendo que o faturamento de novembro do ano anterior, que foi de US$ 208,3 milhões. A média diária do faturamento até a segunda semana de novembro em US$ 15 milhões e teve um incremento de 44% frente a média diária do ano anterior, que ficou em US$ 10,4, milhões. Já o preço pago por tonelada até a segunda semana de novembro/24 ficou em US$ 2.532 por tonelada e teve um avanço de 10,7% frente ao praticado em novembro do ano passado, que estava sendo negociado em US$ 2.286 por tonelada.

SECEX/MDIC

China perde posto de principal destino das exportações de carne suína do Brasil

As Filipinas assumiram, pela primeira vez, a liderança nas exportações de carne suína do Brasil no acumulado do ano, com um total de 206 mil toneladas compradas pelo país asiático (+103,3%), informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

“Após anos como principal destino das exportações de carne suína do Brasil, a China cedeu lugar para as Filipinas, em um momento em que vemos o setor ampliar significativamente a capilaridade de suas exportações”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota. De janeiro a outubro, as exportações brasileiras de carne suína (in natura e processada) acumulam alta de 10,7% em volume, alcançando 1,121 milhão de toneladas, segundo a ABPA. A receita de exportações em 2024 também é positiva, com alta de 5,2%, a US$ 2,482 bilhões. A China agora caiu para o segundo lugar entre os maiores compradores no ano, com 199,9 mil toneladas (-40,6%), seguida por Chile (92,5 mil t, +33,9%), Hong Kong (89,4 mil t, -11,8%) e Japão (75,8 mil t, +137,2%). Considerando apenas o mês de outubro, as exportações de carne suína totalizaram 130,9 mil toneladas, o segundo melhor saldo mensal da história do setor, e que supera em 40,7% as exportações registradas em igual mês do ano passado. Em receita, o saldo é recorde: total de US$ 313,3 milhões no mês (+56,4%). “No mês de outubro, dos dez primeiros importadores, apenas dois não registraram crescimentos expressivos, o que coloca a suinocultura exportadora do Brasil em um novo quadro, com maior sustentabilidade comercial”, disse Santin. Segundo estimativa recente do Rabobank, as exportações brasileiras de carne suína deverão registrar um novo recorde em 2025, com alta de 2% a 3% em relação a 2024.

Carnetec

Cotações do frango no mercado paulista mantém estabilidade

Os preços do frango no atacado paulista iniciaram a semana em R$ 7,40/kg e sem alteração. Já para o frango na granja, a referência está estável e cotada em R$ 5,50/kg, conforme reportado pela Scot Consultoria

A Scot Consultoria ainda reportou que para os próximos dias, a expectativa é que as referências se mantenham firmes, em função do período de primeira quinzena do mês e da proximidade do feriado da Proclamação da República, que acaba gerando antecipação de pedidos. A referência para o animal vivo no Paraná seguiu com estabilidade no comparativo diário, em que está cotado em R$ 4,62/kg. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgou que o frango vivo seguiu com estabilidade e sendo negociado em R$ 4,49/kg. No levantamento do Cepea, os preços para o frango congelado na última sexta-feira (08) estavam próximos de R$ 7,87/kg e não tiveram alteração. Já os para os valores do frango resfriado não tiveram alteração e estavam precificados em R$ 7,99/kg.

Cepea

Média diária de embarques de carne frango aumentou 63,1% até a segunda semana de novembro/24

Preços médios pagos pela carne de frango tiveram alta de 7,9% até a segunda semana de novembro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado de carne de in natura chegou em 174,3 mil toneladas até a segunda semana de novembro/24.  No ano passado, o volume exportado alcançou 356,2 mil toneladas em 20 dias úteis de novembro/23. A média diária até a segunda semana de novembro/24 ficou em 29,05 mil toneladas, sendo que isso representa um aumento de 63,1% frente à média diária exportada do ano anterior, que ficou em 17,8 mil toneladas. O preço pago pelo produto até a segunda semana ficou em US$ 1.913 por tonelada, isso representa uma alta de 7,9% se comparado com os valores praticados em novembro do ano anterior, que estavam em US$ 1.773 por tonelada. A receita obtida até a segunda semana do mês de novembro ficou em US$ 333,5 milhões, enquanto em novembro do ano anterior o valor ficou em US$ 631,9 milhões. A média diária da receita ficou em US$ 55,5 milhões, avanço de 76,00% frente a média diária observada em novembro do ano anterior, que ficou em US$ 31,5 milhões.

SECEX/MDIC

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