
Ano 10 | nº 2352 |13 de novembro de 2024
NOTÍCIAS
Preço da arroba do boi continua subindo em São Paulo
A Scot Consultoria, que acompanha diariamente os negócios nas praças pecuárias brasileiras, identificou elevação nos preços do boi gordo “comum” e do “boi-China” na terça-feira (12/11), no Estado de São Paulo
O primeiro teve elevação de R$ 2/@, para R$ 337/@, enquanto o animal com padrão exportação registrou acréscimo de R$ 5@, chegando em R$ 340/@. Com isso, considerando os números da Scot, o mercado paulista voltou a registrar algum ágio para o “boi-China” em relação ao animal “comum, embora seja um valor ainda baixo (apenas R$ 3/@). Pelos dados da Agrifatto, ambas as categorias têm hoje o mesmo valor em SP – negociados em R$ 340/@. “Apesar de alguns frigoríficos (de SP) ainda estarem fora das compras, o mercado abriu o dia registrando alta para todas as categorias”, ressaltou a Scot, que apurou avanço de R$ 3/@ para a vaca e a novilha gordas, para R$ 310/@ e R$ 320/@, respectivamente. A Scot disse que, em São Paulo, pecuaristas pedem R$ 350 pela arroba do boi gordo, mas ainda sem conseguir sucesso nos negócios com este valor. Segundo a Scot, as escalas de abate no mercado paulista giram hoje entre quatro e seis dias.
Scot Consultoria
Escalas de abate e exportações continuam elevando preços do boi
Frigoríficos exportadores permanecem agressivos no mercado, o que se justifica diante da atual movimentação do câmbio, diz analista
O mercado físico do boi gordo apresenta preços em alta no decorrer desta terça-feira (12). O ambiente de negócios ainda sugere pela manutenção do movimento no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, bastante apertadas neste momento, posicionadas entre quatro e cinco dias úteis na média nacional. “Os frigoríficos exportadores permanecem agressivos no mercado, o que se justifica diante da atual movimentação do câmbio, somado ao agressivo ritmo de embarque registrado nas últimas semanas”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Preços médios da arroba do boi (a prazo): São Paulo: R$ 337. Goiás: R$ 328,75. Minas Gerais: R$ 327,94. Mato Grosso do Sul: R$ 325,34. Mato Grosso: R$ 314,12. O mercado atacadista volta a apresentar preços acomodados no decorrer da semana. O ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a boa demanda ao longo da primeira quinzena do mês. “Ainda é importante mencionar que a carne de frango tende a ganhar competitividade no restante da temporada, consequência do baixo poder de compra da população brasileira”, disse Iglesias. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 19,50 por quilo. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,00 por quilo. A ponta de agulha está no patamar de R$ 18,20, por quilo.
Agência Safras
IBGE: abate de bovinos cresce 14,8% no 3º trimestre em relação ao mesmo período de 2023
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária
O abate de bovinos cresceu 14,8% em comparação ao 3º trimestre de 2023, o de suínos teve um aumento de 1,9% e o de frangos, alta de 2,7%. Em comparação ao 2° trimestre de 2024, os abates de bovinos, suínos e frangos tiveram, respectivamente, altas de 3,7%, 2,4% e 0,9%. Os dados são dos primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, divulgados ontem (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No 3º trimestre de 2024, foram abatidas 10,33 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. O abate de suínos somou 14,92 milhões de cabeças e o de frangos, 1,62 bilhão de cabeças. Foram produzidas 2,74 milhões de toneladas de carcaças bovinas, um acréscimo de 14,3% em relação ao 3° trimestre de 2023 e aumento de 6,3% em relação ao 2º trimestre de 2024. O peso acumulado das carcaças de suínos foi de 1,40 milhão de toneladas no 3º trimestre de 2024, aumento de 1,7% em relação ao 3º trimestre de 2023 e de 4,1% em comparação com o 2° trimestre de 2024. Já o peso acumulado das carcaças de frangos foi de 3,47 milhões de toneladas, acréscimo de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,1% frente a 2° trimestre de 2024. Os curtumes que efetuam curtimento de, pelo menos, cinco mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano declararam ter recebido 10,34 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 3º trimestre de 2024. Essa quantidade representa um acréscimo de 15,1% em comparação à registrada no 3º trimestre de 2023 e aumento de 2,6% em relação ao 2° trimestre de 2024.
Agência de Notícias IBGE
Doença da vaca louca: governo de MG descarta caso em humano
Amostras de sangue do paciente foram colhidas e encaminhadas à análise. Suspeita de caso de mal da vaca louca em MG foi descartada
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou na tarde da terça-feira (12) que o homem de 78 anos internado em Caratinga não foi acometido pela variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ), associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (EEB) e conhecida popularmente como ‘doença da vaca louca’. Conforme o órgão, a enfermidade acomete principalmente pessoas jovens, abaixo dos 30 anos, o que não é o caso do paciente em questão. O caso noticiado trata-se de provável Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) na forma esporádica, ou seja, não é transmissível. A maioria dos casos de DCJ acontece pela forma esporádica (85%) e afetam, geralmente, pessoas entre 55 e 70 anos, sendo mais prevalente em mulheres”, diz o comunicado enviado à Globo Rural. Também por meio de nota, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) afirmou que não há suspeita ou investigação da ocorrência de Encefalite Espongiforme Bovina em Minas Gerais e que o Brasil nunca registrou casos clássicos da doença. De acordo com Ministério da Saúde, a Doença de Creutzfeldt-Jakob é neurodegenerativa e “caracterizada por provocar uma desordem cerebral com perda de memória e tremores”. Por ser de rápida evolução e de forma inevitável, leva à morte.
Globo Rural
ECONOMIA
Dólar fecha estável ante real com ata do Copom e expectativa por medidas fiscais
Apesar do forte avanço das cotações no exterior, o dólar fechou a terça-feira praticamente estável ante o real, com o mercado se apegando às promessas do governo Lula de equilíbrio fiscal e à expectativa de que o ciclo de alta de juros no Brasil seja mais longo, como indicado na ata do último encontro do Copom.
O dólar à vista fechou o dia em leve alta de 0,04%, cotado a 5,7735 reais. Em novembro, a divisa acumula baixa de 0,14%. Às 17h12, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,03%, a 5,7805 reais na venda. Antes da abertura do mercado a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reiterou as preocupações do BC com as expectativas de inflação desancoradas e alertou que isso pode levar a um ciclo mais longo de elevações da Selic, hoje em 11,25% ao ano. A moeda norte-americana e os rendimentos dos Treasuries avançavam globalmente na sessão ainda em reação às promessas políticas do presidente eleito Donald Trump de corte de impostos e aumento de tarifas de importação nos EUA. Isso fez o dólar ensaiar ganhos mais consistentes ante o real no período da tarde, com a divisa atingindo a máxima de 5,7999 reais (+0,50%) às 14h49. No restante do dia, o dólar oscilou próximo da estabilidade. “O nosso dólar andou bem de lado, porque estamos na iminência ainda de que as propostas do governo para a área fiscal sejam apresentadas para a Câmara e para o Senado”, lembrou Lucélia Freitas Aguiar, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Com o BC apertando a Selic e saindo algo do lado fiscal, a tendência é o dólar dar uma estabilizada, não ficar tão disparado”, acrescentou. Pela manhã, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil terá uma política fiscal “vigorosa”, mas não houve qualquer detalhamento das medidas, aguardadas com ansiedade pelo mercado. No exterior, o dólar seguia em alta ante quase todas as demais divisas. Às 17h12, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,58%, a 106,030.
Reuters
Ibovespa recua sem novidades na seara fiscal e Vale cai pelo 3º dia
Alta expressiva dos juros futuros mais longos pesou sobre o índice
Sem gatilhos locais vindos da seara fiscal e em um dia de subida mais expressiva dos juros futuros mais longos, o Ibovespa não obteve suporte suficiente para voltar para o campo positivo e fechou a sessão da terça-feira (12) em queda de 0,14%, aos 127.698 pontos. Em um pregão volátil, o índice oscilou entre os 127.411 pontos e os 128.210 pontos. As ações da Vale voltaram a ser destaque negativo ao cair 2,27%, a R$ 57,32. Esse é o terceiro pregão seguido de perdas para a empresa. A companhia vem sofrendo desde que a China anunciou novas medidas de estímulo que frustraram agentes financeiros. Desde o fechamento da última quinta-feira (7), antes do anúncio chinês, a empresa já perdeu R$ 28,1 bilhões em valor de mercado, fechando a sessão de hoje em R$ 260,4 bilhões. Por outro lado, a sessão foi de alta para os papéis da Petrobras. As PN subiram 1,88%, a R$ 36,93, enquanto as ON avançaram 0,97%, a R$ 39,52. Em relatório divulgado na terça-feira, analistas do J.P. Morgan não descartaram a chance de que a companhia anuncie dividendos extraordinários junto com a divulgação do novo plano estratégico, que ocorre no fim do mês. Segundo eles, a companhia ainda tem US$ 2,7 bilhões retidos e a distribuição de proventos extraordinários poderia ajudar o governo a equilibrar as contas públicas em um momento em que a equipe econômica luta para achar brechas para reduzir os gastos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se encontrar com ministros de pastas de cunho social, como Trabalho e Emprego e Previdência Social, em meio ao impasse sobre o corte de gastos. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os detalhes pendentes foram superados e que a negociação das medidas deve ser concluída até amanhã. Para Fernando Bresciani, analista do Andbank, definir quais são as medidas que vão entrar no pacote de corte de gastos é “trabalhoso” porque são necessárias amplas negociações políticas antes de ser enviado ao Congresso Nacional. “É um pacote difícil de ser aprovado e, se vier mais fraco que o esperado pelo mercado, pode penalizar os DIs, a bolsa e o câmbio.” O especialista pontua, ainda, que a alta do dólar globalmente e a subida nos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos ajudam a adicionar pressão ao governo para entregar medidas que sejam suficientes para manter o arcabouço fiscal em pé nos próximos anos. “Com o governo Donald Trump mais duro, vamos sofrer um pouco, então precisamos de mais cortes”, diz o analista.
Valor Econômico
BC diz que piora adicional nas expectativas de inflação pode prolongar aperto nos juros
Uma deterioração adicional das expectativas de mercado para a inflação à frente pode levar a um prolongamento do ciclo de aperto dos juros básicos implementado pelo Banco Central, mostrou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)
No documento, divulgado na terça-feira, o BC também reforçou a defesa da adoção de medidas fiscais pelo governo, argumentando que ações nesse sentido podem induzir o crescimento econômico. As expectativas de mercado para os preços à frente seguem desancoradas, com a previsão para o IPCA de 2025 na pesquisa Focus passando de 3,95% na reunião do Copom de setembro para 4,03% na semana passada, antes da decisão de política monetária. A previsão novamente piorou nesta semana, para 4,10%, bem acima da meta central estabelecida, de 3% neste e nos próximos anos. “A desancoragem das expectativas de inflação é um fator de desconforto comum a todos os membros do Comitê”, disse o BC na ata. “Uma deterioração adicional das expectativas pode levar a um prolongamento do ciclo de aperto de política monetária.” Na última quarta-feira, o Copom decidiu acelerar o ritmo de aperto nos juros ao elevar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, a 11,25% ao ano, em decisão unânime de sua diretoria que não indicou os próximos passos da política monetária. Na ata, o BC manteve o argumento usado em setembro de que, por conta de incertezas, o Comitê preferiu uma comunicação que reforça a importância do acompanhamento dos cenários ao longo do tempo, sem dar indicação futura, “insistindo no seu firme compromisso de convergência da inflação à meta”. De acordo com o documento, foi considerado adequado acelerar o ritmo de aumento na Selic neste mês por conta da necessidade de uma política monetária mais contracionista, em meio a um cenário com resiliência da atividade, mercado de trabalho apertado e piora nas projeções e expectativas para a inflação. “Um aumento de 0,50 ponto percentual se mostra apropriado diante das condições econômicas correntes e das incertezas prospectivas, refletindo o compromisso de convergência da inflação à meta, essencial para a construção contínua de credibilidade”, afirmou. A autarquia disse que não se pode concluir que há uma inflexão no mercado de trabalho ou no ritmo de crescimento do país a partir de recentes sinais “incipientes” de moderação, como indicadores de comércio e de rendimentos. Para o BC, não se observa alteração relevante no cenário de crescimento prospectivo em relação à reunião anterior. Em relação à evolução dos preços, a ata afirmou que o cenário de curto prazo para a inflação se mostra mais desafiador, com a estiagem deste ano elevando preços de alimentos, além de uma inflação de serviços incompatível com a meta e uma indicação de reajustes maiores em bens industriais diante do movimento recente do câmbio. Sobre o cenário externo, o BC eliminou a referência feita na ata de setembro a um ambiente que se mostrava “mais benigno”, afirmando que ele se mantém desafiador, com incertezas econômicas e geopolíticas relevantes.
Reuters
Venda no varejo cresce em setembro, mas fica abaixo do esperado
Volume de vendas voltou a subir em setembro, depois de queda em agosto, apurou o IBGE
O volume de vendas no varejo restrito teve alta de 0,5% em setembro, ante agosto, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Em agosto, frente a julho, o comércio restrito tinha caído 0,2% (dado revisado após divulgação de queda de 0,3% nessa comparação, previamente). Na comparação com setembro de 2023, o varejo restrito avançou 2,1%. O comércio restrito acumula alta de 3,9% no resultado. No acumulado do ano até setembro, o varejo tem alta de 4,8% no volume de vendas. O resultado de setembro ante agosto o varejo restrito veio menor que a mediana estimada pelo VALOR DATA apurada junto a 23 consultorias e instituições financeiras, que era de alta de 1,3%. O intervalo das projeções para o varejo restrito ia de queda de 0,4% a elevação de 2,6%. As vendas avançaram em quatro das oito atividades pesquisadas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,5%), Combustíveis e lubrificantes (2,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, e de perfumaria (1,6%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%). Na mesma comparação, houve quedas em Móveis e Eletrodomésticos (-2,9%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,8%), tecidos, vestuário e calçados (-1,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%). Já a alta de 2,1% ante setembro de 2023 também foi menor que a esperada. A expectativa mediana era de aumento de 3,7%, com intervalo entre alta de 1,7% e crescimento de 5,2%. No varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo, o volume de vendas subiu 1,8% na passagem entre agosto e setembro, já descontados os efeitos sazonais. Houve alta de 6,6% em veículos, motos, partes e peças e alta de 1,1% no material de construção. Os analistas de 21 bancos e consultorias esperavam aumento de 2,2%, no volume de vendas do varejo ampliado, segundo a mediana. O intervalo das projeções ia de expansão de 0,2% a aumento de 3% em setembro. Em agosto, frente a julho, o comércio ampliado tinha caído 0,4% (após divulgação inicial de queda de 0,8%). Na comparação com setembro de 2023, o volume de vendas do varejo ampliado subiu 3,9%. A expectativa mediana, pelo Valor Data, era de alta de 4,5%. As projeções variavam entre aumento de 5,9% e elevação de 0,7%. A receita nominal do varejo restrito acumulou alta de 1,1% em setembro, ante agosto. Na comparação com setembro de 2023, houve alta de 6,8%. Já a receita nominal do varejo ampliado – que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, e material de construção – avançou 1,8% em setembro, ante agosto, na série com ajuste sazonal. Na comparação com setembro de 2023, houve alta de 3,9%. Das 27 unidades da federação, ocorreram resultados positivos em vendas em 21, com destaque para Espírito Santo (3,8%), Amazonas (3,3%) e Piauí (3%). Por outro lado, ocorreram quedas em cinco, com destaque para Amapá (-3,9%), Tocantins (-3,9%) e Mato Grosso (-2,5%). Minas Gerais apresentou estabilidade (0,0%). Já 22 apresentaram alta no volume de vendas em setembro, perante um ano antes. Os destaques positivos ficaram por conta de aumentos em Amapá (14,6%), Paraíba (13%) e Roraima (11,3%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuraram cinco das 27 unidades da federação, com destaque para Mato Grosso (-1,9%), Minas Gerais (-1,1%) e Mato Grosso do Sul (-0,6%).
Valor Econômico
GOVERNO
Ministro da Agricultura anuncia criação de duas novas secretarias
Reestruturação da pasta deve ser validada na próxima semana, segundo Fávaro
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deve ter mais duas secretarias, segundo o ministro Carlos Fávaro. Uma seria o próprio Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que ganharia o status de secretaria. A outra trataria de promoção comercial. “Provavelmente [serão duas novas secretarias]. Mas sem o inchamento da máquina. Nós estamos fazendo o remanejamento interno, com peças, dando um foco específico”, disse Fávaro aos jornalistas após participar de um encontro com representantes do setor produtivo na sede do ministério, na terça-feira, 12. O chefe da pasta afirmou que são pequenos ajustes e que a validação das manobras deve ser feita no dia 22 de novembro, quando haverá uma reunião com os atuais secretários e diretores das áreas do Mapa. No caso do Inmet, Fávaro pontuou que a “reestruturação já está acontecendo”, o que vai englobar, além do novo status, um orçamento de R$ 200 milhões para modernização tecnológica do órgão meteorológico. “Nós teremos seguramente o melhor instituto meteorológico da América Latina. […] Estamos modernizando toda a plataforma tecnológica, a estrutura desse órgão que vai ser fundamental, tanto para prever melhor as mudanças [climáticas] durante as safras para que os produtores minimizem os impactos como também para Seguro Rural”. Quanto à nova secretaria de promoção comercial, o ministro destacou que seria montada uma estrutura para abrigar partes de ao menos três diferentes pastas: Gabinete ministerial, Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e Secretaria da Defesa Agropecuária (SDA). Com isso, não haveria ampliação do orçamento geral da pasta. “Vai ficar muito claro o papel de quem faz a promoção comercial, quem faz a relações diplomáticas e quem faz a relação sanitárias com o ministério da agricultura. Com isso, eu acho que a gente vai ter mais efetividade. […] Se a gente mexer uma peça ou outra e montar uma estruturinha, aí vai ter aquele cara que vai cuidar exatamente de aproximar o comprador e o vendedor”, explicou Fávaro. Atualmente, o ministério já conta com cinco secretarias. Além da SDA e SCRI, há também a Secretaria Executiva, Secretaria de Política Agrícola e a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo. Outra mudança em discussão é com relação a transferência de mais autonomia para as Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária (SFA) do Mapa. A proposta dá às superintendências mais poderes sobre o sistema de inspeção federal. Fávaro disse que o assunto “está caminhando bem” e será abordado também na reunião do dia 22 junto ao secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e os diretores da
área. “Validando isso a gente já implementa imediatamente. É também um empoderamento gradual, relativo, responsável, mas para que a gente possa ser mais efetivo na prestação de serviço à população”, comentou o ministro. Em setembro, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) tomou conhecimento sobre a proposta e emitiu uma nota em que criticava a medida. O sindicato vê brechas para “ingerências políticas” caso a mudança avance. A entidade também ressaltou que a preocupação é devido a casos de corrupção anteriores, como a Operação Carne Fraca de 2017. Atualmente, as inspeções, como em Portos e Aeroportos, se reportam diretamente à SDA, sem uma subordinação às superintendências.
Estadão Agro
Ministério da Agricultura anuncia reestruturação de áreas técnicas
Inmet ganha status de secretaria e promoção dos produtos do agro brasileiro no exterior será centralizada. Segundo o ministro, mudanças não vão gerar despesas adicionais para a Pasta
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou na terça-feira (12/11) que a Pasta deverá ter duas novas secretarias em breve a partir de uma “pequena reestruturação” em áreas técnicas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) vai ganhar status de secretaria e as atividades de promoção comercial dos produtos do agronegócio brasileiro no exterior, desempenhadas por servidores de diversos setores do ministério e pelo próprio gabinete do ministro, serão centralizadas em uma nova secretaria. Em conversa com jornalistas, Fávaro disse que a medida não vai gerar despesas adicionais e será formalizada por meio de remanejamento de cargos. Mesmo assim, o tema chama atenção em momento de aperto nas contas para o custeio das atividades da Pasta e de discussão no governo de corte de gastos. O ministro voltou a comentar, inclusive, que sua Pasta ficará de fora das medidas a serem anunciadas pelo Poder Executivo para enxugar as contas públicas. Na semana passada, um integrante do segundo escalão do ministério disse que o “corte de gasto já havia ocorrido”, pois não existia disponibilidade de recursos para bancar algumas atividades corriqueiras. Fávaro disse que a proposta de reestruturação será validada no próximo dia 22 de novembro. Na área internacional, ele projeta mais eficiência e melhores resultados com a nova secretaria de promoção comercial. Essa é um dos pontos altos da gestão dele na Pasta, com recorde de abertura de mercados e de saldo positivo na balança comercial. “A ideia, sem ônus para o tamanho da máquina pública, ocupando os espaços, trocando um pouco as cadeiras, é dar o empoderamento a uma área que ainda não existe. Por exemplo, a criação de uma secretaria que trate da promoção comercial dos produtos da agropecuária. Vai ser um braço mais forte da Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos], do Ministério das Relações Exteriores junto com outras duas secretarias, a Secretaria de Defensa Agropecuária e a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais”, disse Fávaro. Segundo ele, a mudança vai deixar claro a atribuição de cada secretaria. A SDA cuidará de tratados sanitários, a SCRI de acordos diplomáticos e a nova Pasta fará a promoção de produtores e empresas brasileiras com compradores estrangeiros. “Vai ficar muito claro o papel de quem faz a promoção comercial, quem faz relações diplomáticas e quem faz as relações sanitárias para o Ministério da Agricultura. Com isso, vamos ter mais efetividade e vamos continuar avançando, batendo recordes, na conquista de mercados para o setor”, completou. Ele afirmou que a medida será implementada “sem o inchamento” da máquina pública. “Estamos fazendo remanejamento internos, com peças, e dando foco específico (…) Se mexer uma peça ou outra e montar uma estruturazinha, vai ter aquela pessoa que vai cuidar exatamente de aproximar comprador e vendedor”, completou. Fávaro afirmou também que o Inmet vai ganhar status de secretaria. O instituto já passa por um processo de reestruturação interna. O ministro disse que estão reservados cerca de R$ 200 milhões para investimentos na modernização tecnológica do órgão. “Teremos seguramente o melhor instituto meteorológico da América Latina, só não vamos conseguir ultrapassar na qualidade os institutos meteorológicos americanos em função de tanto investimento que tem, mas vamos buscar cooperações técnicas para aperfeiçoar”, afirmou na conversa com jornalistas. “Não vi o posicionamento dos colaboradores do Inmet, mas é legítimo se preocupar com a questão orçamentária. Mas posso dizer que, não seguindo o mesmo modelo que está sendo praticado na governança do órgão, mas numa nova configuração, inclusive com upgrade dado na estrutura, dado tratamento de secretaria, será a Secretaria do Inmet para que possa ter acesso direto à gestão e pleitear essa modernização”, ponderou. O ministro ainda confirmou que a Secretaria de Defesa Agropecuária deverá passar por uma reestruturação. O modelo sugerido fortalece as Superintendências Federais de Agricultura nos Estados, que teriam atribuições para comandar os serviços prestados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) e pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). “Está caminhando bem, a proposta será validada no dia 22 com o secretário [de Defesa Agropecuária, Carlos] Goulart e diretores das áreas. Validando isso, implementamos imediatamente. É também um empoderamento gradual, relativo, responsável, para que possa ser mais efetivo na prestação de serviço a população”, concluiu Fávaro. A reportagem apurou que pode haver mudanças na Secretaria de Política Agrícola, como na gestão compartilhada da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área está incomodada com o modelo adotado, em que a estatal e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) organizam medidas separadamente e apenas buscam a assinatura do Ministério da Agricultura para liberação do dinheiro envolvido nas operações.
Valor Econômico
Desembolso de crédito rural recuou R$ 50 bi em 4 meses do Plano Safra
Foram liberados R$ 151,4 bilhões em financiamentos aos produtores. Na safra 2023/24, o montante foi de R$ 201,2 bilhões no período. Entre julho e outubro deste ano foram liberados R$ 151,4 bilhões em financiamentos aos produtores
O desembolso de crédito rural por instituições financeiras recuou 25% entre julho e outubro deste ano na comparação com o mesmo período de 2023. Em quatro meses, o valor liberado no Plano Safra 2024/25 é R$ 50 bilhões menor do que no primeiro quadrimestre do ciclo anterior. Foram liberados R$ 151,4 bilhões em financiamentos aos produtores contra R$ 201,2 bilhões no Plano Safra 2023/24. Foram desembolsados R$ 95,4 bilhões para custeio, R$ 32,6 bilhões para investimento, R$ 13,5 bilhões para comercialização e R$ 9,8 bilhões para industrialização, segundo dados extraídos em 8 de novembro do sistema do Banco Central e compilados pelo Valor. As informações podem mudar conforme o dia de acesso. O subsecretário de Política Agrícola do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, disse em audiência pública na semana passada que é preciso esperar cerca de 45 dias para que o sistema do BC mostre um retrato fiel do desempenho do crédito rural. Muitas operações já contratadas pelos produtores ainda não aparecem nos relatórios públicos, pois ainda não houve liberação de recursos, o que ocorre no prazo indicado, segundo ele. Mesmo assim, o subsecretário concordou que o ritmo está menor nesta safra, mas em torno de 14% ou 15%. Ele ressaltou o impacto do clima na produção e no planejamento de agricultores, a redução dos custos dos insumos e até o abandono de áreas marginais que seriam cultivadas como razões que justificam o recuo na busca por determinados empréstimos. Ele afirmou que o recuo nos desembolsos é mais expressivo entre os grandes produtores, mas que parte dessa diferença no montante de recursos tem sido acessada via emissão de Cédulas de Produto Rural (CPR) pelos bancos. Médios produtores aumentaram a busca por crédito e pequenos mantiveram o ritmo, disse. “O que reduziu foram as operações com taxa livre de crédito rural, e parte foi compensada em CPRs bancárias, passou também pelo crivo de análise de risco dos bancos. O comparativo que se coloca usa dados do recurso liberado. Quando analisamos o dado do recurso contratado para ser liberado nos próximos dias, os números estão com queda de 14% a 15%”, disse Bittencourt na ocasião. De julho a setembro, por exemplo, os financiamentos por meio de CPRs bancárias cresceram 58,8% na comparação com o mesmo período de 2023, saindo de R$ 65,8 bilhões para R$ 104,5 bilhões. Esse movimento mais que compensou a queda de 20,1% no desembolso de crédito rural pelas linhas tradicionais, com ou sem subvenção do governo, naquele período. Ao somar os valores das linhas e das CPRs, o governo argumenta que o montante acessado pelos produtores nos bancos e cooperativas financeiras no Plano Safra cresceu 2,4% até setembro, para R$ 236,1 bilhões liberados. O movimento continuou em outubro, mas os dados ainda não estão fechados. Em junho, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, defendeu a inclusão dos recursos ofertados via CPRs bancárias na divulgação do Plano Safra 2024/25, o que não ocorria até então. A medida inflou o total disponível no sistema financeiro nesta safra. A Pasta defende que os bancos são obrigados a aplicar determinados recursos em financiamentos via CPRs, como parte do dinheiro captado com Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), o que justificaria o cálculo. O Ministério do Desenvolvimento Agrário disse que já foram liberados mais de R$ 29,5 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) até outubro, 4% a mais que no mesmo período de 2023 — número um pouco maior que o do BC. A maior parte dos recursos (R$ 17,3 bilhões) foi para a região Sul, mas o Nordeste concentra o maior número de contratos (323,4 mil).
Valor Econômico
INTERNACIONAL
Preço global de carnes cai em outubro
O índice global de preços de carnes voltou a cair em outubro, em relação a setembro, afetado por reduções nos preços de carnes de aves e suína, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO)
O índice de preços de carnes da FAO ficou em 120,4 pontos em outubro, 0,3% abaixo do valor revisado de setembro e 7,5% acima do registrado em outubro do ano passado. Os preços internacionais de carne suína foram os que mais caíram, refletindo o aumento nos abates na Europa Ocidental em um cenário de fraca demanda. Os preços de carne avícola tiveram leve declínio, pressionados por aumento na oferta para exportação em grandes países produtores.
“Em contrapartida, as cotações internacionais de preços da carne bovina aumentaram moderadamente, sustentadas por compras internacionais mais fortes”, disse a FAO em comunicado na sexta-feira (8). Os preços da carne ovina ficaram praticamente estáveis, já que o aumento na demanda global foi mitigado por uma alta na oferta por parte da Oceania.
Carnetec
FRANGOS & SUÍNOS
Cotações da carne suína apresentam novas valorizações
De acordo com o levantamento da Scot Consultoria, o preço da carcaça suína especial registrou um avanço de 1,60%, em que os valores passaram de R$ 14,80/kg para R$ 14,90/kg
Já os preços médios da arroba do suíno CIF tiveram um ganho de 1,60% no comparativo diário, em que os preços passaram de R$ 187,00/@ e estão sendo negociados em R$ 190,00/@. Os preços dos suínos estão muito elevados, ainda mais com a chegada das festividades. Além disso, a China vem demandando muito da proteína brasileira. O pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino, destacou que esse será o melhor desempenho das exportações de carne suína. “Se os preços da carne suína apresentarem uma valorização mais intensa, é possível que haja uma migração para o consumo da carne de frango. A tendência é que os cortes mais especiais para suínos tenham uma valorização neste final de ano”, comentou o pesquisador do Cepea. De acordo com o levantamento realizado pelo Cepea na última segunda-feira (11), o Indicador do Suíno Vivo em Minas Gerais registrou alta de 2,60% e está cotado em R$ 10,25/kg. No Paraná, o preço do animal registrou ganho de 0,42% e está precificado em R$ 9,54/kg. Já na região do Rio Grande do Sul, o animal apresentou alta de 0,21% e está precificado em R$ 9,34/kg. Em São Paulo, o valor ficou próximo de R$ 9,34/kg e apresentou avanço de 0,54%. Em Santa Catarina, o valor do suíno registrou incremento de 0,81% e está cotado em R$ 9,91/kg.
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Frango sobe no atacado
Indústria projeta estoques elevados até o início de 2024, aproveitando o cenário de valorização das carnes bovina e suína.
Os preços do frango seguiram com movimento de alta na terça-feira (12), com os preços no atacado registrando ganho de 0,68% cotado em R$ 7,45/kg. Os valores do frango na granja seguem com estabilidade e precificados em R$ 5,50/kg, conforme reportado pela Scot Consultoria. A Scot Consultoria ainda informou que para os próximos dias, a expectativa é que as referências se mantenham firmes, em função do período de primeira quinzena do mês e da proximidade do feriado da Proclamação da República, que acaba gerando antecipação de pedidos. A referência para o animal vivo no Paraná seguiu com estabilidade no comparativo diário, em que está cotado em R$ 4,62/kg. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) disse que o frango vivo seguiu com estabilidade negociado em R$ 4,49/kg. No levantamento do Cepea, os preços para o frango congelado na última segunda-feira (11) estavam próximos de R$ 7,7,90/kg e tiveram alta de 0,38%. Já os para os valores do frango resfriado tiveram ganho de 0,63% e estavam precificados em R$ 8,04/kg. O pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino, destacou que a indústria deve aumentar os estoques de frango até a virada do ano. “Com os preços elevados da carne bovina e da carne suína, o consumo de carne de frango deve se aquecer em janeiro, quando a população está mais descapitalizada e no período de férias escolares”, comentou.
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