
Ano 10 | nº 2335 |21 de outubro de 2024
NOTÍCIAS
Estabilidade e perspectivas no mercado do boi gordo em São Paulo
Na sexta-feira, na comparação diária, o mercado do boi gordo em São Paulo apresentou alta de R$2,00/@ na cotação da vaca gorda, para as demais categorias estabilidade
Com isso, o boi gordo “comum” segue valendo R$ 305/@ no mercado paulista, enquanto a novilha gorda e o “boi-China” estão cotados em R$ 295/@ e R$ 310/@, respectivamente (no prazo, valores brutos). As escalas de abate atendendo, em média, a seis dias. O mercado interno apresenta desafios nos próximos dias, com o varejo travando as vendas devido à alta nos preços da carne e o período do mês, que impacta no consumo. Mercado de boi gordo seguiu firme em Mato Grosso do Sul. O mercado do boi gordo no estado apresentou valorizações na comparação dia a dia. Na região de Dourados, o boi subiu R$2,00/@, enquanto a vaca se manteve estável. A escala média de abate permaneceu em seis dias. Para a região de Campo Grande, o boi subiu R$3,00/@, enquanto a cotação da vaca e a da novilha seguiu estável, com escala média de cinco dias. Já em Três Lagoas, a valorização aconteceu para as fêmeas, de R$3,00/@ para a vaca e para a novilha. O preço do boi gordo seguiu estável, com escala de cinco dias. O “boi China” no estado também apresentou valorização de R$3,00/@. Mercado do boi gordo em alta no Noroeste do Paraná. Na região, o mercado apresentou elevações nos preços. O preço do boi gordo subiu R$2,00/@, da vaca e a novilha subiu R$3,00/@.
Scot Consultoria
Escalas encurtadas de abate e demanda superaquecida mexem com o mercado
O mercado de boi gordo registrou nova elevação para os preços da arroba durante a semana, trazendo alta de 5% em uma semana em certas praças
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios, bastante aquecido, sugere a continuidade deste movimento no curto prazo. Segundo ele, isso decorre por conta da posição das escalas de abate, que está em sua pior posição na atual temporada. “Em contrapartida, o mercado registra sintomas de um superaquecimento, com exportações muito agressivas na atual temporada, caminhando para um recorde histórico”. As escalas de abate na semana passada giraram em torno de 5 dias úteis em vários estados do país, o que deve continuar nesta próxima semana, favorecendo a continuidade do movimento de alta nas cotações da arroba. Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim em 17 de outubro: São Paulo (Capital): R$ 310, alta de 1,64% frente aos R$ 305 registrados na semana passada. Goiás (Goiânia): R$ 300, avanço de 5,26% perante os R$ 285. Minas Gerais (Uberaba): R$ 305, aumento de 3,39% ante aos R$ 295. Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305, valorização de 1,69% frente aos R$ 300. Mato Grosso (Cuiabá): R$ 280 a arroba, 3,10% acima dos R$ 270. Rondônia (Vilhena): – R$ 285, aumento de 3,64% em relação aos R$ 275. O mercado atacadista registrou novo movimento de alta nos preços no decorrer da semana e a tendência é de que este movimento tenha continuidade no curto prazo. Iglesias destaca que as proteínas concorrentes também devem apresentar elevação em seus preços em função do atual movimento delimitado de oferta de carne bovina, com grande destaque para a carne de frango. O quarto do traseiro avançou 0,87% ao longo da semana, passando de R$ 23,00 o quilo para R$ 23,20 o quilo. O quarto do dianteiro subiu 1,11%, de R$ 18,00 para R$ 18,20. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 467,680 milhões em outubro (9 dias úteis), com média diária de US$ 51,964 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 101,660 mil toneladas, com média diária de 11,295 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.600,40. Em relação a outubro de 2023, houve alta de 27,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 27,4% na quantidade média diária exportada e avanço de 0,1% no preço médio.
Agência Safras
Estatística da pecuária (Sudeste de Mato Grosso)
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, a volatilidade do mercado do boi gordo também ocorreu no Sudeste de Mato Grosso, com uma alta nos preços de todas as categorias, acompanhada de uma escala de abate cada vez menor
Na comparação semana a semana, houve incremento nos preços em todas as categorias. Para o boi gordo, a valorização foi de 10,0%, ou R$25,00/@, com a cotação em R$276,00/@. A cotação da vaca teve um aumento de 5,6%, ou R$13,00/@, sendo comercializada em R$246,50/@, enquanto a novilha registrou um incremento de 8,3%, ou R$19,50/@, apregoada em R$256,00/@. Todos os preços indicados são a prazo e estão isentos de impostos (Senar e Funrural). Em São Paulo, o diferencial de base do boi gordo é de R$24,50/@, ou menos8,9%, com o boi cotado em R$300,50/@ nas praças paulistas. Esses preços também são a prazo e livres de impostos. No curto prazo, o cenário é de firmeza às cotações, com boa perspectiva de demanda interna e externa e manutenção de um recorte de oferta, principalmente de fêmeas, mais compassada.
Scot Consultoria
Preço do boi gordo encerra a semana com estabilidade em São Paulo
Apenas na primeira quinzena deste mês, a arroba já valorizou 9,46%. Volume negociado de animais tem sido insuficiente para alongar as escalas de abate
O preço do boi gordo no Estado de São Paulo encerrou a semana com estabilidade, com a arroba cotada, na sexta-feira (18/10), a R$ 305 para contratos de pagamento em 30 dias, segundo a Scot Consultoria. Já em Mato Grosso do Sul as cotações da arroba subiram, para R$ 300 na região de Três Lagos, R$ 302 em Dourados e R$ 303 em Campo Grande. No Noroeste do Paraná, o preço estava em R$ 302 a arroba. O analista Raphael Galo, da Scot Consultoria, lembra que, nos últimos dez anos, houve uma variação média positiva de 5,05% nas cotações do boi gordo em outubro, sendo que a maior alta para o período ocorreu em 2014 (8,50%). No entanto, apenas na primeira quinzena deste mês, os preços já superaram 9,46% de valorização na arroba (até o dia 16) ou R$ 25,95, “acima da média e acima da maior variação mensal”, destaca o analista. Segundo a Scot, as escalas de abate dos frigoríficos estão, em média, atendendo a seis dias. O mercado interno apresenta desafios nos próximos dias, com o varejo travando as vendas devido à alta nos preços da carne e o período do mês, que impacta no consumo. A consultoria Agrifatto lembra que o volume negociado de animais tem sido insuficiente para alongar as escalas de abate. Além disso, a segunda quinzena de outubro é geralmente marcada por menor volume de vendas e preços travados. “Como era esperado, o início desta semana manteve esse padrão, com o volume de pedidos de reposição de estoques baixos e as distribuições ainda lentas. Ainda que o volume de carne disponibilizado pelos frigoríficos tenha sido um pouco menor em comparação a semana anterior, a demanda mais fraca predominou”, destaca a consultoria.
Globo Rural
Escalas de abate em alguns Estados brasileiros, conforme apuração semanal da Agrifatto
Pará – Foi o destaque desta semana, pois registrou declínio de 2 dias úteis nas programações de abate nesta sexta-feira (18/10), em relação à sexta-feira anterior (11/10), registrando escala de 4 dias úteis, o menor patamar desde 27/03/2023
Mato Grosso – Apontou recuo semanal de 1 dia útil nas suas escalas, encerrando a semana com as programações atendendo 4 dias úteis. Paraná – Indicou uma queda semanal de 1 dia útil em suas programações de abate, resultando em 5 dias úteis de escalas. Mato Grosso do Sul – Apresentou declínio de um dia útil sobre a semana passada, fechando a sexta-feira (18/10) com suas programações de abate em 5 dias úteis. Rondônia – Registrou retração de 1 dia útil sobre sexta-feira anterior, encerrando a semana em 6 dias úteis. Minas Gerais – O único Estado a apresentar aumento foi Minas Gerais, com avanço de um dia útil no comparativo semanal, portanto suas escalas de abate ficaram em 5 dias úteis. GO/TO/SP – Os três Estados registraram estabilidade no comparativo semanal, com suas escalas encerrando o período em 5, 5 e 7 dias úteis, respectivamente.
Portal DBO
Confinamento bovino pode render lucro recorde em 2024
Confinador deve ficar atento aos médios e longo prazos. Reposição e nutrição estão mais baratas e o preço de arroba de venda alto
Levantamento realizado pela Ponta Agro, empresa de tecnologia focada na gestão da informação na pecuária, mostra que, em setembro deste ano, a atividade deve registrar o melhor desempenho desde 2020, com margem de lucro líquido superior a R$ 1.400 por cabeça na região Sudeste e a R$ 800 no Centro-Oeste. O valor leva em consideração apenas a cotação de balcão, podendo os ganhos serem maiores com as bonificações. “Trata-se de um cenário hipotético no qual um produtor comprou animais de reposição há três ou quatro meses. Ou seja, em um momento no qual os preços ainda estavam muito baixos. Então, agora há uma oportunidade de o confinador ganhar muito dinheiro. Neste momento, há todas as combinações favoráveis, ou seja, reposição e nutrição baratas e preço de arroba de venda alto. No curto prazo, o pecuarista tem tudo para recuperar o fôlego, já que vem passando alguns ciclos de muito aperto, de arroba baixa”, disse, em nota, Paulo Dias, CEO da Ponta Agro. Conforme a série histórica da empresa, a região Sudeste obteve, em 2020, lucro líquido de R$ 1.273,34; em 2021, R$ 670,03; em 2022, 301,19; e em 2023, R$ 364,47. Já na região centro-oeste, foi de R$ 1.270,33 em 2020; R$ 867,17 em 2021; R$ 693,18 em 2022; e R$ 718,86 em 2023. Dias salienta, no entanto, que, embora o momento seja de recuperação da lucratividade e de reposição de perdas passadas, o confinador deve ficar atento aos médios e longo prazos. “O mercado está bagunçado, com a arroba aumentando, e tendência de subida de preços de insumos e de animais de reposição”, diz. Em setembro de 2024, o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) registrou R$ 13,53 para a região Centro-Oeste e R$ 11,86 no Sudeste. Comparado a agosto de 2024, o ICAP no Centro-Oeste teve uma queda de 1,24%, enquanto no Sudeste houve um aumento expressivo de 6,94%, rompendo a tendência de queda que vinha sendo observada desde março de 2024. Segundo a empresa, esse aumento no Sudeste reflete o término dos efeitos favoráveis da safra e da renovação dos estoques de insumos, sendo agora o custo das dietas influenciado por uma demanda crescente por insumos devido a condições climáticas desfavoráveis, queimadas e migração dos animais para o cocho. Além disso, a maior procura por proteína animal nos mercados interno e externo pressiona o custo da alimentação.
Globo Rural
Mercado de reposição também vive trajetória de alta nas praças brasileiras
Já são cinco semanas consecutivas de altas para todas as categorias de machos, destaca Mariana Guimarães, analista da Scot Consultoria
Os preços no mercado de reposição registraram a quinta semana consecutiva de alta para todas as categorias de machos negociados no Estado de São Paulo, informa a médica veterinária Mariana Guimarães, analista da Scot Consultoria. “O mercado de reposição segue aquecido”, destaca a analista. Na comparação mensal, das 13 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, todas apresentaram altas de preços para o boi magro, o garrote e o bezerro de desmama. Por sua vez, para o bezerro de ano, 12 das 13 praças registraram aumentos no período analisado (preços em comparação com os valores registrados 30 dias atrás). Quanto às fêmeas, relata Mariana, 12 praças registraram preços mais altos para todas as categorias, considerando a mesma base de comparação. Na semana passada, em São Paulo, as cotações dos machos de reposição subiram, em média, R$ 43 por cabeça. Para as fêmeas, a alta foi mais expressiva, de R$ 102,78 por cabeça, em média. Dessa maneira, continua a Scot, na comparação semanal, a cotação do bezerro de desmama foi a que subiu de forma mais intensa (3,8%) em São Paulo, seguida pelo boi magro (2,4%), pelo garrote (1,2%) e pelo bezerro de ano (0,6%). “Já são cinco semanas consecutivas de altas para todas as categorias de machos”, enfatiza Mariana. Para as fêmeas aneloradas, em igual comparação, a cotação da novilha foi a que subiu de forma mais acentuada (7,4%) no mercado paulista, seguida pela bezerra de ano (6,5%), pela bezerra de desmama (6,4%) e pela vaca boiadeira (1,3%). Na comparação feita mês a mês, a relação de troca está mais favorável para os recriadores/invernistas para todas as categorias de bovinos não-terminados, observa Mariana. No período, o poder de compra melhorou com maior intensidade para o bezerro de desmama (6,4%), seguido pelo bezerro de ano (3,9%), pelo garrote (2,4%) e pelo boi magro (0,4%). Atualmente, com a venda de um boi gordo de 19@ na praça paulista, é possível comprar 2,61 bezerros de desmama, 2,23 bezerros de ano, 1,83 garrote e 1,53 boi magro. A volta gradativa das chuvas na última semana em grande parte dos Estados brasileiros tem dado ânimo aos compradores de animais de reposição, observa Mariana. “Conforme a capacidade de suporte das pastagens melhora, o mercado de reposição deve seguir firme”, prevê a analista. Em médio prazo, diz ela, com o retorno definitivo do período das águas e a oferta mais restrita de bovinos magros, espera-se uma retirada ainda maior das fêmeas do gancho, resultando em uma redução mais acentuada na disponibilidade de bovinos para renovação do plantel. “Com isso, assim que houver disponibilidade adequada de forragem, a possibilidade de valorização dos preços tende a aumentar”, antecipa Mariana.
Portal DBO
Frigoríficos tentam reajustes no preço da carne bovina pago pela China
Os exportadores brasileiros estão tentando aumentar o valor da tonelada de dianteiro bovino destinada ao mercado chinês para US$ 5.000, informa a Agrifatto
Os exportadores brasileiros estão tentando aumentar o preço da tonelada de dianteiro bovino destinada à China para US$ 5.000, informou a Agrifatto. Neste momento, diz a consultoria, poucos negócios são fechados por US$ 4.800, o que representa um acréscimo de 4,35% em relação ao preço registrado na semana anterior. “Em setembro de 2024, os estoques chineses de carne bovina caíram para o menor nível desde julho de 2022, indicando uma demanda robusta pela proteína”, observa a Agrifatto. Com essa queda nos estoques, diz a consultoria, a China pode aceitar pagar mais pela carne bovina importada, acrescenta a consultoria. As exportações globais de carne bovina devem se manter estáveis em 2025, atingindo 12,9 milhões toneladas, relata a Agrifatto, com base em relatório estimativo recente divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, o departamento prevê algumas mudanças entre os fornecedores mundiais da proteína. “Os envios menores de países como Canadá, Estados Unidos e da União Europeia serão compensados pelo aumento nos embarques da Argentina, Brasil, Austrália e Índia”, relata a Agrifatto, que completa: “O Mercosul terá um papel crescente em 2025, mesmo de forma mais modesta em comparação ao avanço das exportações em 2024″. Para o próximo ano, o USDA estima que as exportações de carne bovina do Mercosul irão atingir 5,39 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 30 mil toneladas em relação ao volume esperado para 2024, diz a Agrifatto. “Esse crescimento está atrelado ao aumento das exportações do Brasil e da Argentina”, destaca a consultoria, ainda citando as estimativas do USDA. O Brasil, diz a consultoria, deverá exportar 25 mil toneladas a mais de carne bovina em 2025, enquanto a Argentina poderá aumentar em 40 mil toneladas as suas vendas externas. Porém, afirma a Agrifatto, haverá uma queda nas exportações do Uruguai de 15 mil toneladas e de 20 mil toneladas partindo do Paraguai. Ainda segundo o USDA, o consumo doméstico de carne bovina no Brasil deve sofrer redução de 120 mil toneladas, por conta dos reajustes (para cima) dos preços da proteína aos consumidores. Por sua vez, na Argentina, a expectativa é de que tanto o mercado interno quanto as exportações cresçam.
Portal DBO
ECONOMIA
Dólar supera R$5,70 e acumula alta semanal de 4,61%
O dólar fechou a sexta-feira em alta e acima dos 5,70 reais, com os receios em torno da política fiscal do governo Lula se sobrepondo ao exterior, onde a moeda norte-americana cedia ante a maior parte das demais divisas na esteira de algumas notícias positivas da China
O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,71%, cotado a 5,7004 reais. Com isso, a divisa completou a terceira semana consecutiva de ganhos ante o real, com elevação acumulada de 1,51% nos últimos cinco dias. Somente em outubro o dólar já subiu 25 centavos de real, acumulando alta de 4,61%. Às 17h24, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,74%, a 5,7020 reais na venda. A moeda norte-americana oscilou no território positivo no Brasil durante praticamente todo o dia, a despeito do ambiente global mais favorável ao risco após alguns anúncios da China. O país asiático informou que seu Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre subiu 0,9% ante os três meses anteriores e teve alta de 4,6% em relação ao terceiro trimestre de 2023. Já a produção industrial chinesa subiu 5,4% em setembro na comparação anual, ante 4,5% projetados, enquanto as vendas no varejo avançaram 3,2% no mês passado, ante 2,5% das projeções. Para além dos números, o Banco do Povo da China solicitou às instituições financeiras que aumentem o apoio ao crédito para a economia real e deu início a duas iniciativas para injetar 112,38 bilhões de dólares em seu mercado de ações. “O mercado está desacreditando das promessas do governo, que fala e não mostra nada de concreto na área fiscal. Assim, quando o dólar cai sempre aparecem compradores refazendo posições na moeda”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. O pessimismo com as contas públicas sustentou as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e o dólar ante o real ainda que não tenham surgido na sexta-feira, na avaliação de profissionais ouvidos pela Reuters, notícias novas — nem positivas, nem negativas — no front fiscal. Durante evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a dizer que o Brasil precisa crescer de forma sustentável. No mesmo evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a abertura de crédito especial para pessoas prejudicadas pelo apagão em São Paulo.
Reuters
Ibovespa fecha em queda, mas assegura resultado positivo na semana
No setor de proteínas, MARFRIG ON avançou 5,97%, com analistas do Goldman Sachs recomendando a compra dos papéis. No setor MINERVA ON subiu 3,12%, BRF ON fechou em alta de 1,93% e JBS ON valorizou-se 0,29%
O Ibovespa fechou com uma queda discreta na sexta-feira, com Petrobras entre as maiores pressões de baixa, acompanhando o declínio dos preços do petróleo no exterior, assim como Vale, que caiu na esteira do recuo do minério de ferro. A alta nas taxas dos contratos de DI, conforme persistem receios com a cena fiscal no país, também minou o desempenho de ações na bolsa paulista, principalmente aquelas atreladas a consumo ou com níveis de endividamento elevados. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,22%, a 130.499,26 pontos, após marcar 131.724,66 pontos na máxima e 130.121,08 pontos na mínima da sessão. Na semana, porém, ainda assegurou um ganho de 0,39%. O volume financeiro somou 22,1 bilhões de reais no pregão desta sexta-feira, marcado também pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. Na visão de Christian Iarussi, especialista em mercado de capitais e sócio da The Hill Capital, parte da queda do Ibovespa refletiu preocupações com o crescimento da economia chinesa. “Apesar de alguns indicadores da China terem vindo acima das expectativas… o mercado ainda está cético quanto ao potencial de recuperação sustentável do país, o que afeta diretamente setores como mineração e petróleo”, destacou. Na China, o crescimento do PIB no terceiro trimestre desacelerou em relação ao segundo trimestre, para 4,6%, mas ficou um pouco acima da previsão de economistas 4,5%. Dados sobre as vendas no varejo e a produção industrial na segunda maior economia do mundo em setembro também ficaram acima do esperado, enquanto o banco central deu início a esquemas para injetar 112 bilhões de dólares naquele mercado de ações. Iarussi ainda citou a falta de clareza sobre a disposição do governo brasileiro em cortar despesas para conter o aumento do déficit público como outro componente negativo para a bolsa. “Investidores estão à espera de ações efetivas do governo em relação ao controle dos gastos públicos antes de baixar a guarda”, pontuou.
Reuters
EMPRESAS
Marfrig usará Sadia, da BRF, como sua marca de expansão global
Mudança, que ocorrerá nas operações de exportação de carne bovina, é o mais novo passo na integração entre as duas empresas. O empresário Marcos Molina: ‘Muito a se fazer’ para a integração entre Marfrig e BRF avançar
Marfrig e BRF ainda não são uma empresa só — e pode ser que isso demore a acontecer —, mas os movimentos mais recentes mostram que a integração entre elas é cada vez maior. Executivos de ambas as companhias anunciaram em Paris — paralelamente ao Salon Internacional de l’Agroalimentaire, ou Sial, uma das maiores feiras de negócios da indústria de alimentos de origem animal do mundo —, que, a partir de agora, a Sadia, da BRF, será a marca que a Marfrig usará para ampliar suas exportações de carne bovina. Além disso, os cortes bovinos da Marfrig passarão a ter as marcas Sadia/Bassi e Perdigão/Montana no mercado brasileiro. A Marfrig tem hoje o controle da BRF, com 51% de seu capital, e a mudança é mais um passo na busca por sinergia entre as duas empresas. A decisão complementa um primeiro movimento, de setembro deste ano, quando as companhias anunciaram uma união em suas principais marcas para crescer no mercado de carne bovina processada no Brasil. Com essa mudança, os hambúrgueres de carne nobre da Marfrig passaram a levar a marca Sadia/Bassi, e Perdigão/Montana tornou-se o rótulo da linha de processados bovinos da Perdigão, da BRF. “Vamos estender essa junção de marcas para o segmento de cortes de carne bovina no Brasil a partir de novembro (…) Agora, globalmente, a Sadia passa a ser a marca de expansão no negócio bovinos do grupo Marfrig BRF”, disse Marcel Sacco, vice-presidente de marketing e novos negócios da BRF. A Marfrig atua com diferentes marcas de bovinos no mundo, como GJ, Pampeano, Tacuarembó e Quickfood — as duas últimas, de cortes produzidos nas unidades de Uruguai e Argentina, respectivamente. A empresa continuará a usar essas marcas, mas a GJ, presente em 91 países, deve ser prioritariamente substituída, de forma gradual, ainda que não vá deixar de existir. “Vamos colocar Sadia também por causa da força internacional da marca, da presença que ela já tem”, afirmou o executivo. Segundo ele, a marca é a preferida no segmento de alimentos no Brasil, a terceira na preferência na América Latina e a quinta no mercado halal, que segue os preceitos muçulmanos. Assim, o grupo vai usar Sadia em novos mercados, e naqueles em que ele já utiliza outras marcas, se fará uma avaliação caso a caso, disse Miguel Gularte, CEO da BRF. Rui Mendonça, CEO de Marfrig para América do Sul, acrescentou que a “preferencial vai ser Sadia”. A sinergia entre as duas empresas também já é realidade na área comercial no exterior, que tem equipes de venda “multiproteínas”. Isso significa que todos os vendedores das duas empresas comercializam carnes bovina (produzida pela Marfrig), suína ou de frango, produzidas pela BRF. A BRF compartilha com a Marfrig seu escritório em Xangai, por exemplo, e a Marfrig faz a distribuição de produtos da BRF na Argentina e no Uruguai, segundo Alisson Navarro, diretor de exportações da Marfrig. “Todos os colaboradores vendem todas as proteínas “, resumiu. Segundo a Marfrig, a escolha da Sadia como a marca de expansão das exportações de carne bovina também abre caminho para a empresa avançar no mercado halal do Oriente Médio. A marca chegou há 50 anos à região, onde já é referência em carne de frango. O trabalho para disseminar o produto começou nos pontos de venda, disse Igor Marti, vice-presidente de Mercado Halal. “Estamos colocando a marca Sadia muito bem destacada no ponto de venda e apresentando o material de apoio para dizer ao consumidor que a marca em que ele confia no frango e nos vegetais” merece essa confiança também na carne vermelha, afirmou. Ao adotar a marca Sadia nos mercados de exportação, o grupo quer ganhar participação e ampliar suas margens. E, com a integração na área de vendas, na cadeia de suprimentos e nos serviços, as empresas visam, além disso, a ganhos de eficiência. Isso também já é realidade nas negociações de frete, segundo Gularte. No modelo integrado nas vendas, conta o executivo, muitos clientes “multiproteína” compravam frango e suíno da BRF, mas carne bovina de outra empresa. “Hoje, ele [o cliente] compra as duas companhias”, relatou. Gularte disse que a integração de portfólio é parte de um projeto que começou nas duas empresas quando a Marfrig assumiu o controle da BRF. “Quando a Marfrig assumiu o controle, ela trouxe esse programa de cultura de performance, em que olhamos onde havia oportunidade de melhorar, de [avaliar se era possível] replicar em uma empresa o que já se fazia na outra”, afirmou. Sobre os passos recentes, o fundador da Marfrig, Marcos Molina, disse que Marfrig e BRF têm buscado “os melhores resultados para cada uma” e adotado medidas que aprofundem a sinergia operacional e comercial. A expansão global da marca Sadia no mercado de bovinos é um exemplo claro do potencial de geração de valor que esse trabalho conjunto pode gerar — Marcos Molina.
Valor Econômico
GOVERNO
Marrocos isenta de taxas importação de carne bovina e ovina do Brasil
Isenção atinge cota de 20 mil toneladas de carnes e miúdos e visa estreitar relações comerciais entre os países. Exportação de carne para Marrocos terá isenção de imposto
Em decisão oficial formalizada por meio de ofício, o governo de Marrocos anunciou a concessão de uma cota de 20 mil toneladas para importação de carne bovina, ovina, caprina e camelídea do Brasil com isenção total do imposto sobre o valor agregado (IVA) na importação. A medida foi comunicada pelos Ministérios da Economia e Finanças, Agricultura e da Indústria e Comércio de Marrocos como parte de uma estratégia para estimular o setor agropecuário local e garantir o abastecimento de alimentos no país. Segundo o Ministério da Agricultura brasileiro, a conquista desta cota isenta é fruto direto da missão oficial brasileira realizada em abril de deste ano, sob a liderança do secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Júlio Ramos. Durante a missão, a comitiva brasileira, que contou com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e a participação do embaixador do Brasil em Marrocos, Alexandre Parola, e da adida agrícola Ellen Laurindo, avançou nas tratativas de abertura de mercado e na discussão sobre as tarifas de importação marroquinas, que chegam a 200% para carne bovina congelada, além de 100% para carne de frango in natura. O ofício marroquino destaca que a isenção da cota de 20 mil toneladas de carnes e miúdos visa facilitar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado marroquino, reforçando as relações comerciais entre os países. O documento também reforça a importância de acordos como esse para manter o equilíbrio no abastecimento de alimentos e garantir preços mais acessíveis para os consumidores locais. Além da isenção sobre carnes e miúdos, a regulamentação estabelece que até 120 mil cabeças de bovinos e 100 mil ovinos também poderão ser importados com isenção do IVA, facilitando ainda mais o fluxo comercial entre os dois países. No entanto, o imposto parafiscal continuará a ser aplicado aos importadores. Marrocos está entre os 60 países que abriram seus mercados para os produtos agropecuários brasileiros nos últimos 22 meses. Em 2023, o país foi o quarto maior destino das exportações brasileiras para a África, com US$ 1,23 bilhão, e o comércio bilateral entre os dois países atingiu US$ 2,65 bilhões.
Globo Rural
INTERNACIONAL
Carne bovina: consumo per capita na Argentina cai para 46 kg, ante 80 kg na década de 60
“Não há consumo; o mercado está com excesso de oferta”, disse ao Clarin o presidente da Câmara Argentina de Açougues e Fornecedores (CAMyA), Leonardo Rafael
O consumo de carne bovina por habitante na Argentina caiu para 46 kg nos primeiros 8 meses de 2024, 12% menos que há um ano, segundo informa o portal do jornal Clarín com base em dados medidos pelo Instituto Argentino de Promoção da Carne Bovina (IPCVA). Na década de 1960, a demanda per capita de proteína na Argentina girava ao redor de 80 kg, em média, recorda o jornal. A partir daí, passou a cair no decorrer dos anos. Na década de 1970, ainda estava em 82 kg/cabeça, mas nos anos 80 recuou para 78 kg. Por sua vez, na década de 90, a queda foi mais abrupta, chegando nos 70 kg/habitante. No novo milênio, diz o Clarín, essa baixa foi ainda mais acentuada, batendo 57 kg/pessoa em 2010 e, por fim, atingiu os atuais 46 kg/habitante. “Não há consumo; o mercado está com excesso de oferta”, disse ao Clarín o presidente da Câmara Argentina de Açougues e Fornecedores (CAMyA), Leonardo Rafael. Ele acrescentou: “É uma questão de bolso; as pessoas não têm poder de compra”. No período janeiro a setembro de 2024, os 24 cortes de carne bovina tiveram aumento de 32%, em média, e a variação em relação ao mesmo período de 2023 atingiu 151%. Esses números, segundo o Clarín, estão distantes dos dados de inflação medidos pelo Indec (Instituto Nacional de Estadística e Censos de Argentina), que vem desacelerando nos últimos meses. A inflação do mês passado foi de 3,5%, conforme o Indec. Nos primeiros nove meses de 2024, atingiu 101,6% e chegou a 209% nos últimos 12 meses.
Portal Clarín
FRANGOS & SUÍNOS
Frango/Cepea: Poder de compra tem nova queda frente ao milho e cai sobre o farelo
Piora também se deve à estabilidade no preço pago pelo frango vivo
O poder de compra de avicultores paulistas frente aos principais insumos utilizados na atividade vem recuando em outubro, no comparativo com o mês anterior, conforme apontam levantamentos do Cepea. Segundo este Centro de Pesquisas, a piora se deve às altas nas cotações do milho e do farelo de soja combinadas à estabilidade no preço pago pelo frango vivo. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, frente ao milho, a relação de troca segue desfavorável pelo segundo mês consecutivo, e, para o derivado da soja, o poder de compra está diminuindo em outubro, depois de ter avançado por três meses (julho, agosto e setembro). No mercado de frango, com a oferta interna de carne mais controlada, compradores estão pouco ativos na aquisição de maiores lotes de animais por parte da indústria, ainda conforme explicam pesquisadores do Cepea.
Cepea
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA
041 3289 7122
041 996978868
