CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2331 DE 15 DE OUTUBRO DE 2024

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Ano 10 | nº 2331 |15 de outubro de 2024

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportações totais de carne bovina em setembro crescem 30% e tem novo recorde mensal, a 319.026 toneladas

As exportações totais de carne bovina (carne in natura + produtos processados) atingiram um novo recorde mensal, alcançando 319.026 toneladas em setembro (+30%), o que proporcionou uma receita de US$ 1,287 bilhão (+28%), informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

As empresas brasileiras conseguiram melhorar um pouco o preço médio negociado neste mês, com o valor médio chegando a US$ 4.035 por tonelada, quantia próxima aos US$ 4.073 por tonelada obtidos em 2023, no mesmo mês. No acumulado do ano, no entanto, os preços médios continuam abaixo dos praticados em 2023. No ano passado, o valor foi de US$ 4.422 por tonelada e, em 2024, de janeiro a setembro, de US$ 3.998 por tonelada (-10%). De janeiro a setembro de 2024, as exportações totais de carne bovina atingiram 2.349.611 toneladas (+33,7%), com receita de US$ 9,394 bilhões (+21%).  Em 2023, o acumulado era de 1.757.920 toneladas e a receita de US$ US$ 7,775 bilhões. A China continua o principal cliente do produto brasileiro comprando 932.335 toneladas (+8,3%) com receita de US$ 4,119 bilhões (-1,3%), até setembro de 2024. Os preços médios pagos pelos chineses caíram de US$ 4.850 em 2023 para US$ 4.420 por tonelada em 2024. A participação chinesa relativa no total exportado, porém, caiu de 49% em 2023 para 39,7% em 2024. A grande novidade neste ano foi a preocupação brasileira de diversificar seus mercados, o que explica a redução na participação chinesa no total. Países como Argélia (34.205 toneladas), México (32.265 toneladas) e a Turquia (42.176 toneladas) saíram praticamente do zero em aquisições no ano passado para quantidades importantes em 2024, entrando na lista dos 20 maiores importadores do produto brasileiro. Na segunda posição entre os maiores clientes da carne bovina brasileira estão os Estados Unidos, que importaram 196.609 toneladas, com receita de US$ 709 milhões, de janeiro a setembro de 2023 e, em 2024, compraram 393.673 toneladas (+100,2%), com receita de US$ 1,100 bilhão (+55,2%). Os Emirados Árabes também aumentaram fortemente suas importações em 2024 e ocupam a terceira posição entre os 20 maiores compradores. Em 2023, de janeiro a setembro, foram adquiridas apenas 40.087 toneladas, com receita de US$ 204,1 milhões. Em 2024, a movimentação subiu para 120.740 toneladas (+ 162%) e a receita para US$ 547,8 milhões (+ 168,3%). O Chile ocupou a quarta posição, com movimentação de 76.088 toneladas e receita de US$ 371,7 milhões em 2023 e 77.347 toneladas (+1,7%) com receita de US$ 362,6 milhões em 2024 (- 2,4%). Historicamente, as exportações brasileiras de carne bovina ficavam em torno de 20% da produção total de carne bovina do país. Neste ano, o total deve superar os 35% da produção estimada em 10 milhões de toneladas. De janeiro, a setembro, 98 países aumentaram sua movimentação enquanto outros 70 reduziram suas compras.

Publicado em: Valor Econômico/Globo Rural/Notícias Agrícolas/Safras & Mercado/Agro Record/Estadão Conteúdo/Uol Notícias/Jornal do Comércio/Portal DBO/Isto É Dinheiro/Agro Estadão/Portal do Agronegócio/Matogrosso Mais Notícias/Agro Em Dia/Zero Hora/Dinheiro Rural/Página Rural.

NOTÍCIAS

Estabilidade no mercado do boi gordo em São Paulo

O mercado abriu o dia com muitos compradores fora dos negócios. Os que estavam na ativa ofereceram as mesmas cotações de sexta-feira, dia 11 de outubro. Essa demora na definição do preço advém da expectativa de alta vigente

Na região Sul de Minas Gerais, o mercado na região está sob pressão, com a oferta cada vez menor, registrando um aumento de R$2,00 por arroba para todas as categorias de bovinos destinados ao abate. No Rio de Janeiro, a oferta no estado continuou diminuindo, o que tem levado a aumentos semanais na cotação. Nesta semana, não foi diferente, com um acréscimo de R$5,00/@ para a vaca e para a novilha. No mercado atacadista de carne com osso nesta primeira quinzena de outubro, as cotações no mercado de carnes com osso subiram. A cotação da carcaça do boi casado capão subiu 8,0%. Já a cotação da carcaça do boi casado inteiro subiu 7,2%. Entre os cortes de fêmeas, a cotação da vaca casada subiu 9,0%, e a cotação da novilha casada subiu 8,0%.

Scot Consultoria

Veja como os preços da arroba do boi começaram a semana

Movimento de alta tende a seguir no curto prazo, diz analista. O mercado físico do boi gordo apresenta continuidade do movimento de alta, com escalas de abate ainda encurtadas

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, ao que tudo indica, mesmo com a entrada de animais confinados no mercado, a valorização da arroba não deve perder tração no curtíssimo prazo. “Ressaltando que haverá forte dependência da oferta de animais confinados no mercado brasileiro na atual temporada, considerando a ausência de oferta significativa de animais terminados a pasto em um segundo semestre de amplo desgaste das pastagens”, diz. Preços da arroba do boi: São Paulo: R$ 305,17. Goiás: R$ 287,14. Minas Gerais: R$ 299,42. Mato Grosso do Sul: R$ 301,82. Mato Grosso: R$ 270,34. O mercado atacadista se depara com preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, com indústrias ainda se deparando com estoques relativamente curtos.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,00 por quilo. Ponta de agulha permanece precificada a R$ 17,00 por quilo.

Agência Safras

Do campo ao prato: por que o preço da carne bovina subiu no Brasil?

Em setembro, indicadores de inflação mostraram forte alta do produto. Situação das fazendas explica movimento dos valores, que chegou ao consumidor. Alta na carne bovina ao consumidor tem origem no campo

O preço da carne bovina aumentou no varejo do Brasil. Apenas no mês de setembro, o valor médio do contrafilé subiu 3,79%, conforme o IPCA, o indicador oficial de inflação do país. O filé-mignon aumentou 2,47%; e a alcatra, 3,02%. As carnes mais populares, como músculo, tiveram alta de 1,5%. A explicação para o produto ficar mais caro para os brasileiros começa no campo, no mercado de boi gordo. Apenas na semana passada, o preço do animal vivo subiu mais de 7% em São Paulo, que serve de referência para o mercado nacional. No ano, a elevação passa de 20%. Desde o início do mês, a alta na arroba foi de R$ 27. Na B3, o mercado futuro aponta cotações superiores a R$ 300 a arroba pelo menos até o mês de fevereiro. O motivo é falta de animais prontos para abate. As condições climáticas desfavoráveis prejudicaram os pastos. Quando isso acontece, o boi leva mais tempo para chegar ao peso ideal de abate, e a oferta cai. Nos confinamentos, a quantidade de animais também diminuiu, o que limita ainda mais a capacidade de abastecer o mercado. Do ponto de vista da indústria, o mercado interno está enfrentando forte concorrência da demanda externa. Em setembro, as exportações de carne bovina atingiram um volume recorde, informou a Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo). Foram quase 320 mil toneladas, em meio a uma melhora nos preços médios pagos pelos clientes internacionais e da valorização do dólar em relação ao real. Com crescimento no volume de carne para o exterior e limitações na quantidade de animais abatidos, a oferta de produto para o varejo brasileiro tende a cair e, consequentemente, o preço ao consumidor subir.

Valor Econômico

Volume exportado de carne bovina in natura ultrapassa 100 mil toneladas até segunda semana de outubro

Média diária registra aumento de 27,4%

O volume exportado de carne bovina in natura alcançou 101,6 mil toneladas na segunda semana de outubro, conforme apontou a Secretária de Comércio Exterior (Secex) na segunda-feira (14). O volume embarcado em outubro do ano anterior foi de 186,1 mil toneladas em 21 dias úteis. A média diária exportada na segunda semana de outubro/24 ficou em 11,2 mil toneladas, ganho de 27,4%, frente a outubro/23 com 8,8 mil toneladas. O preço médio na segunda semana de outubro/24 ficou com US$ 4.600 mil por tonelada, alta de 0,01% frente a outubro de 2023, com US$ 4,596 mil por tonelada. O valor negociado para o produto ficou em US$ 467,6 milhões. O valor comercializado durante o mês de outubro do ano anterior foi de US$ 855,6 milhões. A média diária ficou em US$ 51,9 milhões, avanço de 27,5%, frente a outubro do ano passado, que ficou em US$ 40,746 milhões.

Secex/MDIC

Cotações da reposição subindo

A segunda semana de outubro foi marcada pela falta de chuva em grande parte do país, apesar das mudanças climáticas em determinadas regiões

Essa situação tem afetado negativamente as propriedades rurais, que enfrentam escassez de pasto. Em resposta, muitos produtores estão optando pela reposição mais pesada, para diminuir o tempo de permanência no pasto. Nesse contexto, considerando a média nacional, na comparação de preços feita semana a semana a cotação do boi magro anelorado subiu 5,0%, a do garrote e a da desmama subiu 4,0% e a do bezerro de ano subiu 3,0%. A cotação da vaca magra subiu 2,0%, a da novilha 3,0% e a da bezerra de ano e a da desmama subiu 1,0%.

A procura pelo boi magro anelorado tem sido maior, e a oferta não está grande, elevando os preços. Das 13 praças monitoradas pela Scot Consultoria, apenas na Bahia a cotação não mudou. Nas demais, subiram.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Dólar cai ante real com notícia de pacote do governo para segurar gastos

O dólar fechou a segunda-feira em queda ante o real, retornando para abaixo dos 5,60 reais, após reportagem da Reuters informar que o governo Lula se prepara para apresentar medidas de contenção de gastos depois das eleições municipais

O recuo no Brasil ocorreu a despeito de, no exterior, a moeda norte-americana estar em alta ante a maioria das demais divisas. O dólar à vista fechou em baixa de 0,59%, cotado a 5,5827 reais. Em outubro, porém, a divisa acumula alta de 2,45%. Às 17h26, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,28%, a 5,600 reais na venda. A moeda norte-americana perdeu força e migrou para o território negativo no Brasil ainda pela manhã, na esteira de comentários do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, que reforçou o compromisso da autarquia com a meta de inflação de 3%. Em sua primeira fala pública após ter tido sua indicação para assumir a presidência do BC em 2025 aprovada pelo Senado, Galípolo também reiterou que a desancoragem das expectativas segue preocupando. “A taxa de juros básica aqui está se movendo basicamente observando o que está acontecendo do ponto de vista da atividade e olhando para as projeções da inflação dentro do horizonte relevante”, disse, em evento promovido pelo Itaú BBA. Galípolo afirmou ainda que o BC não persegue um nível de câmbio e atua no mercado apenas em casos de falta de liquidez ou excesso de volatilidade. Tanto o dólar quanto as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) perderam força após os comentários de Galípolo, mas o principal gatilho do dia surgiu no início da tarde, em matéria da Reuters informando que o governo prepara medidas de contenção de gastos obrigatórios. As medidas devem ser apresentadas após a realização do segundo turno das eleições municipais, no fim deste mês. Um primeiro pacote buscará tratar pontualmente de gastos específicos, iniciativa que deve ser acompanhada de um segundo eixo com propostas mais estruturais e “mais duras”. “O que elevou o dólar até a última sexta-feira foi a preocupação com o fiscal. Então hoje, com esta notícia, o mercado aproveitou para realizar lucros”, comentou à tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Com o governo falando em cortar gastos, o mercado realizou e o dólar caiu, em total descompasso com o exterior”, acrescentou. Pela manhã, também no evento do Itaú BBA, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo ainda está na etapa de análise para elaboração do projeto de reforma do Imposto de Renda, com estudos que incluem avaliação sobre a eficácia das deduções atuais, além da análise de modelos internacionais de tributação de dividendos. Já o Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado um sinalizador do PIB, avançou 0,2% em agosto sobre o mês anterior, em dado dessazonalizado. A leitura foi melhor do que a expectativa de estabilidade em pesquisa da Reuters, marcando uma retomada ante a queda de 0,6% de julho, em dado revisado.

Reuters

Ibovespa sobe e retoma 131 mil pontos

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, retomando o patamar dos 131 mil pontos perdido na semana passada, com alívio na curva de juros doméstica em meio à notícia da Reuters sobre contenção de gastos do governo

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,78%, a 131.005,25 pontos. O volume financeiro no pregão somou 19,35 bilhões de reais. Depois de uma manhã sem grandes oscilações, o Ibovespa engatou alta pela tarde, na sequência de notícia da Reuters de que o governo prepara medidas de contenção de gastos para serem apresentadas após o segundo turno das eleições municipais, no fim deste mês, citando fontes do Ministério da Fazenda. Analistas destacaram o tom positivo das medidas em torno de maior disciplina fiscal. “É justamente a linha de discurso que faltava para trazer mais previsibilidade para o mercado”, afirmou o analista Renato Nobile, da Buena Vista Capital. Estiveram no radar ainda declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento promovido pelo Itaú BBA. Haddad disse que o governo pode rever mais uma vez a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, após a Fazenda elevar em setembro sua projeção para o PIB em 2024 a 3,2%, ante estimativa anterior de 2,5%. Já Galípolo, em sua primeira fala pública após ter indicação à presidência do BC aprovada pelo Senado, destacou que os diretores da autarquia estão de olho nas projeções de inflação e na atividade econômica para definir os juros básicos. No mercado de juros, a percepção mais benigna sobre o fiscal refletiu alívio na curva dos DIs, fortalecendo ações de empresas de setores cíclicos, mais sensíveis a juros, com a taxa para janeiro de 2025, de curtíssimo prazo, em 11,132% no final da tarde, ante 11,146% do ajuste anterior. No exterior, a alta dos principais índices acionários norte-americanos selou o ambiente favorável para a bolsa paulista, com o índice de referência SPX subindo 0,77%. Investidores aguardam uma série de balanços corporativos nos EUA esta semana, assim como dados econômicos importantes, em busca de indicações sobre a saúde da maior economia do mundo. Na visão de Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, o comportamento benigno das bolsas norte-americanas ofereceu algum apoio ao índice acionário doméstico, mas o maior foco esteve no sinal de maior responsabilidade fiscal do governo brasileiro.

Reuters

Mercado passa a ver Selic em 11,00% ao fim de 2025, mostra Focus

Analistas consultados pelo Banco Central subiram sua projeção para o nível da Selic no próximo ano, em meio a expectativas ligeiramente mais altas para o crescimento do PIB e para o avanço do IPCA em 2024 e projeção de uma inflação menor em 2025, de acordo com a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a mediana das expectativas para a taxa básica de juros ao fim do próximo ano é de 11,00%, de 10,75% na semana anterior, indicando menos cortes de juros em 2025. Para 2024, a projeção da Selic se manteve em 11,75%. No momento, a taxa está em 10,75%. A mudança na previsão ocorre na esteira da divulgação de novos dados para o IPCA na semana passada, que mostraram que a inflação ao consumidor acelerou em setembro, mesmo que em linha com o esperado. Em 12 meses, a alta dos preços chegou a 4,42%, próximo do teto da meta de inflação de 4,50%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda um aumento ligeiro na projeção para o IPCA neste ano, agora com alta de 4,39%, ante 4,38% há uma semana. Em 2025, o índice deve chegar a 3,96%, abaixo dos 3,97% projetados anteriormente. Houve ligeira melhora ainda na expectativa para a expansão do PIB em 2024, agora em 3,01%, de 3,00% na semana anterior. No próximo ano, a economia brasileira deve crescer 1,93%, segundo os analistas, mesma projeção da pesquisa anterior. Para o mercado de câmbio, foi mantida a previsão quanto ao preço do dólar ao fim deste ano em 5,40 reais. Em 2025, a expectativa é de que a moeda norte-americana atinja 5,40 reais, de 5,39 reais na semana anterior.

Reuters

IBC-Br sobe 0,23% em agosto ante julho, na série com ajuste, e 3,1% na comparação anual

No trimestre encerrado em agosto, a alta da atividade econômica foi de 1,5% em relação ao trimestre anterior, e no acumulado do ano, a expansão foi de 2,9%, informou o Banco Central

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,23% em agosto, na comparação dessazonalizada com julho, conforme divulgado na segunda-feira (14) pela autoridade monetária. Em julho, o indicador teve queda de 0,59% (dado revisado de queda de 0,4%). O resultado de agosto veio acima da mediana das estimativas colhidas pelo Valor Data, de elevação de 0,10%. O dado também ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de queda de 0,39% a crescimento de 0,50%. No trimestre encerrado em agosto, a alta foi de 1,5% em relação ao trimestre anterior. No acumulado do ano, a alta foi de 2,9%. Em 12 meses, o indicador apresentou avanço de 2,5%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, por sua vez, houve alta de 3,1%. Devido às constantes revisões, o indicador acumulado em 12 meses é mais estável do que a medição mensal. Por fim, na média móvel trimestral, usada para captar tendências, o IBC-Br teve alta de 0,33% em relação aos três meses encerrados em julho. O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) de frequência trimestral, descreve um quadro mais abrangente da economia.

Valor Econômico

CARNES

Carne bovina é um dos principais produtos pecuários nas exportações brasileiras

O Brasil é o maior exportador de carne do mundo, segundo maior produtor e terceiro maior consumidor. A pecuária é um dos pilares do agronegócio brasileiro e, em reconhecimento à sua relevância para a economia e a sociedade, comemorou-se na segunda-feira (14) o Dia Nacional da Pecuária.

“O Brasil é um país de grande importância na pecuária internacional, exportamos carne bovina para mais 150 países, além de outros produtos do setor que movimentam a economia e agropecuária brasileira”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atua tanto no fomento da cadeia produtiva quanto no incentivo às exportações. Somente com a carne bovina, as vendas alcançaram US$ 1,25 bilhão em setembro deste ano, um aumento de 29,2% em comparação ao mesmo período de 2023. Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa), o faturamento de setembro é o terceiro maior da história das exportações do setor. As exportações de carne bovina in natura também registraram recorde de volume embarcado, com vendas que somaram US$ 1,14 bilhão, um crescimento de 28,4%. Em 2023, a produção de carne bovina foi de 9,5 milhões de toneladas, e a expectativa para este ano é de 10,2 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O relatório “Perspectivas para a Agropecuária – Safra 2024/25, volume 12” destaca que o Brasil é o maior exportador, o terceiro maior consumidor mundial e o segundo maior produtor de carne bovina. O secretário da SCRI, Luis Rua, ressaltou o compromisso do Mapa em ampliar os mercados internacionais para a cadeia produtiva. “Não paramos de trabalhar para fortalecer a cadeia pecuária, garantindo um pecuarista forte, frigoríficos robustos e uma cadeia completa, gerando benefícios sociais e econômicos para o país”, afirmou. Para que os pecuaristas acessem o mercado externo, é necessário cumprir os requisitos regulamentados pelo Mapa, por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). É imprescindível obter o registro do estabelecimento no Serviço de Inspeção Federal (SIF), que atesta a regularidade sanitária, técnica e legal das instalações e etapas do processo de produção. Após a concessão do registro, a empresa deve solicitar a habilitação para exportar junto ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/SDA). De acordo com a Secretaria, atualmente mais de 3.200 estabelecimentos nacionais estão registrados no SIF. Todos os estabelecimentos registrados são habilitados para exportação. Qualquer estabelecimento registrado no Dipoa possui autorização para exportar produtos de origem animal (POA) para países que não exigem habilitação específica. No entanto, alguns países requerem que, além do registro no Dipoa, o estabelecimento tenha uma autorização de exportação concedida pelo país importador, o que chamamos de habilitação. Outro requisito é o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), que é o documento que expressa o acordo sanitário estabelecido entre autoridades sanitárias de países que realizam, entre si, comércio de animais e material de multiplicação animal. Significa que, ao emitir o documento, a autoridade sanitária do país de origem da mercadoria atesta o cumprimento de todas as condições, chamadas requisitos sanitários, que incluem exigências de saúde e bem-estar animal, demandadas pelo país importador.

MAPA

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos registra tímidas altas para o animal vivo na segunda-feira

O mercado de suínos abriu a semana na segunda-feira (14) com leve alta para o preço do animal vivo.

Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 13,30/kg, em média. Segundo informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (11), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, valendo R$ 8,96/kg. Houve tímida alta de 0,12% no Paraná, chegando a R$ 8,53/kg, incremento de 0,73% no Rio Grande do Sul, custando R$ 8,28/kg, avanço de 0,12% em Santa Catarina, alcançando R$ 8,43/kg, e de 0,45% em São Paulo, fechando em R$ 8,99/kg.
Cepea/Esalq

Suíno/Cepea: preços para o setor seguem na estabilidade desde a terceira semana de agosto

As cotações do suíno vivo e da carne atravessaram setembro em estabilidade, mas as médias mensais fecharam acima das observadas em agosto. Vale lembrar que, na segunda quinzena de junho, os preços do suíno vivo e da carne iniciaram um movimento de alta, que se sustentou até a terceira semana de agosto

Desde então, os preços desses produtos vêm permanecendo praticamente estáveis em quase todas as regiões monitoradas pelo Cepea, sustentados por um equilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado doméstico. As exportações brasileiras de carne suína, considerando-se produtos in natura e industrializados, apresentaram recuperação em setembro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram embarcadas 119 mil toneladas da proteína no último mês, 1,7% a mais que em agosto e 7% acima do volume escoado em setembro/23. Ainda conforme a Secex, em termos financeiros, a receita obtida com as exportações brasileiras de carne suína somou R$ 1,56 bilhão em setembro deste ano, montante 2,3% superior ao arrecadado em agosto e expressivos 29,5% maior que o auferido em igual período de 2023. De agosto para setembro, os preços médios do suíno vivo comercializado no mercado independente subiram na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba). As cotações do milho e do farelo de soja (principais insumos presentes na atividade suinícola) também avançaram no período, mas em menor intensidade frente ao animal vivo. Esse cenário garantiu novo aumento no poder de compra do suinocultor paulista – no caso do milho, trata-se do oitavo mês seguido de melhora da relação de troca; e, para o farelo de soja, o terceiro. Em setembro, os preços médios das carnes suína, bovina e de frango subiram no atacado da Grande São Paulo. Os avanços da carne suína superaram os da proteína avícola, mas ficaram abaixo dos observados para a de boi. Diante desse contexto, a competitividade da carne suína cresceu frente à bovina, mas diminuiu em relação à de frango. Para a carcaça especial suína negociada no atacado da Grande SP, a média de setembro foi de R$ 13,05/kg, alta de 5,1% em relação ao mês anterior. O impulso veio da menor oferta interna de produtos de origem suinícola.

Cepea

Em 9 dias úteis, receita com exportações de carne suína chega a 52,98% de outubro/23

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (14), as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, até a segunda semana de outubro (nove dias úteis), atingiram cerca de metade do total arrecadado em todo o mês de outubro de 2023

A receita obtida, US$ 100 milhões, representa 52,98% do total arrecadado em todo o mês de outubro de 2023, com US$ 188,7 milhões. No volume embarcado, as 40.143 toneladas representam 48,63% do total registrado em outubro do ano passado, com 82.531 toneladas.

O faturamento por média diária foi de US$ 11,1 milhões, quantia 23,6% maior do que a de outubro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 21,66% observando os US$ 14,1 milhões, vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 4.460 toneladas, houve elevação de 13,5% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado a semana anterior, redução de 20,31%, comparado às 5.597 toneladas da semana passada. Já no preço pago por tonelada, US$ 2.491, ele é 8,9% superior ao praticado em outubro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa baixa de 1,69% em relação aos US$ 2.534 anteriores.

Secex/MDIC

Preços estáveis para o mercado do frango

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, da mesma maneira que a ave no atacado, fechando, em média, R$ 6,80/kg

Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,49/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, valendo a R$ 4,43/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (11), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,44/kg e R$ 7,57/kg.

Cepea/Esalq

Média diária de faturamento com exportações de carne de frango sobe na segunda semana de outubro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Governo Federal, as exportações de carne de aves in natura até segunda semana de outubro (nove dias úteis), registrou média diária de faturamento 24,5% superior a de outubro de 2023

A receita obtida, US$ 353,1 milhões, representa 53,37% do total arrecadado em todo o mês de outubro de 2023, que foi de US$ 661.7 milhões. No volume embarcado, as 180.943 toneladas representam 48,35% do volume registrado em outubro do ano passado, com 374.171 toneladas. O faturamento por média diária até o momento do mês foi de US$ 39.2 milhões quantia 24,5% maior do que a registrada em outubro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 0,92% quando comparado aos US$ 39,6 milhões vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 20.104 toneladas, aumento de 12,8% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado a semana anterior, diminuição de 0,59% em relação às 20.225 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 1.951, ele é 10,4% superior ao praticado em outubro do ano passado. O resultado, frente a semana anterior, representa diminuição de 0,33% sobre o valor de US$ 1.958 visto na semana passada.

Secex/MDIC

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