CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2325 DE 07 DE OUTUBRO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2325 |07 de outubro de 2024

 

NOTÍCIAS

“Boi China” subiu R$ 5,00 no mercado paulista na sexta

Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, a semana terminou com a cotação do “boi-China” subindo R$ 5/@ no mercado paulista, agora negociado em R$285,00/@, um ágio de R$ 8/@ sobre o preço do animal gordo “comum”, que vale R$ 277/@ no mercado paulista

Os preços das fêmeas, disse a Scot, também registraram avanço diário de R$ 5/@ na sexta-feira, em São Paulo, chegando em R$ 255/@ (vaca gorda) e R$ 275/@ (novilha gorda). “O mercado está com forte volatilidade, com a cotação subindo praticamente todos os dias”, ressaltou a Scot, completando: “negócios acima da cotação de referência estão acontecendo, notadamente para rebanhos destinados à exportação”. No mercado futuro, os contratos do boi gordo passaram por ajustes negativos na última quinta-feira (3/10). O vencimento para outubro/24 fechou cotado a R$ 286,80/@, com queda de 0,74% em relação ao dia anterior.

Scot Consultoria

Arroba do boi gordo se aproxima de R$ 300 com escalas de abate encurtadas

Demanda permanece aquecida, em especial para exportação. Brasil caminha para um novo recorde de embarques de carne bovina neste ano

O mercado de boi gordo registrou uma semana de forte valorização nos preços da arroba, em meio à dificuldade enfrentada pelos frigoríficos em avançar com as escalas de abate, com a escassez de oferta registrada no mercado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, negócios chegaram a ser fechados por até R$ 300 no mercado paulista, uma vez que a demanda permanece muito aquecida, em especial à direcionada para exportação. Com isso, o Brasil caminha para um novo recorde de embarques de carne bovina neste ano. “As escalas de abate nesta semana giram em torno de sete dias úteis em todo o país. No entanto, em estados como São Paulo, as escalas de abate não passam de cinco dias úteis”, ressalta Iglesias. Preços da arroba do boi: Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 3 de outubro: São Paulo (Capital): R$ 295, alta de 7,27% frente aos R$ 275 registrados na semana passada. Goiás (Goiânia): R$ 270, avanço de 3,85% perante os R$ 260 praticados na última semana Minas Gerais (Uberaba): R$ 285, aumento de 5,56% frente aos R$ 270 registrados na semana anterior. Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 270, valorização de 8% frente aos R$ 250 do final do mês passado. Mato Grosso (Cuiabá): R$ 285, 3,64% acima dos R$ 275 do encerramento da última semana. Rondônia (Vilhena): R$ 265, aumento de 8,16% em relação aos R$ 245 praticados no final da semana passada. Iglesias destaca que o mercado atacadista apresentou preços firmes no decorrer da semana e o ambiente de negócios ainda sugere por novas altas no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. Vale destacar que no atual ambiente de forte alta dos preços da carne bovina a expectativa é de ganho de competitividade das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango. O quarto do traseiro avançou 10,26% ao longo da semana, passando de R$ 19,50 o quilo para R$ 21,50 o quilo. O quarto do dianteiro subiu 8,91%, de R$ 15,15 para R$ 16,50.

Agência Safras

Preço do boi gordo ficou estável após acumular alta de quase 14% em setembro

Demanda tem sido puxada pelas exportações de carne bovina em patamares recordes. Segundo analistas, a demanda firme contribui para a valorização do animal vivo

A cotação do boi gordo ficou estável nas duas principais praças pecuárias de São Paulo nesta sexta-feira (4/10). Em Barretos e Araçatuba, a arroba a prazo foi negociada a R$ 277, mesmo valor do dia anterior, segundo levantamento da Scot Consultoria. No acumulado de setembro, contudo, a arroba bovina registrou valorização de 13,45%, tendo recuperado as perdas registradas ao longo do primeiro semestre – quando a oferta elevada vinha pressionando o mercado. Segundo analistas, a demanda firme também contribui para a valorização do animal vivo. De acordo com Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, a demanda tem sido puxada, principalmente, pelas exportações de carne bovina em patamares recordes. A previsão da consultoria é de uma produção de cerca de 10 milhões de toneladas este ano, com exportação de 4 milhões de toneladas – 40% do total. “Agosto foi um mês em que também houve recuperação dos preços da arroba bovina, mas também foi o segundo maior abate do ano. Então ainda tem bastante boi no mercado, mas demanda está superaquecida”, completou o analista.

Globo Rural

Estatística da pecuária (Sul do Tocantins)

Na comparação semanal, a região Sul tocantinense registrou um aumento de 5,6% na cotação da arroba do boi gordo, impulsionado pela escassez de bovinos terminados, que tem sido afetada pela seca e pelas queimadas recorrentes. As indústrias frigoríficas estão operando com escalas curtas, em média, de cinco a sete dias.

A cotação da vaca também teve uma alta no período, de 4,6%, ou R$10,00/@, sendo comercializada a R$226,50/@. Já a novilha registrou um incremento de 2,3%, ou R$5,00/@, também cotada a R$226,50/@, segundo levantamento da Scot Consultoria. Os preços referem-se a condições a prazo e já descontados os impostos (Senar e Funrural). Em São Paulo, o diferencial de base do boi gordo é de R$26,50/@, ou 9,7% inferior, com o boi cotado a R$273,00/@ nas praças paulistas. Esses preços também são a prazo e livres de impostos.

Scot Consultoria

Escalas de abate seguem desconfortáveis aos frigoríficos brasileiros

No fechamento da sexta-feira (4/10), a média nacional das programações das indústrias permaneceu estagnada em 7 dias úteis, segundo dados da Agrifatto

O mês de outubro/24 começou com as escalas de abate apertadas em todo o País, predominando programações entre 5 a 7 dias úteis, informou a Agrifatto. Nesta entressafra, a oferta de boiadas gordas segue reduzida, com o clima seco e as queimadas dificultando as entregas dos lotes terminados, relatou a consultoria. Diante disso, diz a Agrifatto, a média nacional das escalas de abate permaneceu estagnada em 7 dias úteis na primeira semana de setembro. Veja abaixo o movimento das programações das indústrias em algumas das principais regiões de pecuária do País, conforme apuração semanal da Agrifatto:

Rondônia – Foi o destaque desta semana, demonstrando estabilidade nas escalas em relação ao quadro apresentando na semana anterior, mas indicando o maior patamar de dias úteis, com 9 dias no fechamento da sexta-feira (4/10). São Paulo – Registrou declínio semanal de 1 dia útil nas suas escalas de abate, encerrando a semana com as programações atendendo 8 dias úteis. Mato Grosso – Também apontou queda de 1 dia útil em suas programações de abate, resultando em 6 dias úteis de escalas neste 4 de outubro/24. Minas Gerais – Foi o único Estado que registrou avanço semanal nas escalas, de 1 dia, fechando a sexta-feira com 6 dias úteis. PR/MS/PA/TO – O quatro Estados registraram estabilidade no comparativo semanal, encerrando o período com escalas de 5, 5, 6, 7 e 7 dias úteis, respectivamente.

Portal DBO

Volume exportado de carne bovina in natura tem novo recorde com 251,7 mil toneladas em setembro/24

Média diária embarcada ficou em 11,98 mil toneladas. Os embarques de carne bovina in natura finalizaram o mês de setembro/24 com 251,7 mil toneladas, segundo as informações divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) na sexta-feira (04)

No comparativo anual, o volume embarcado em setembro do ano anterior foi de 195,04 mil toneladas em 23 dias úteis. Isso representou um avanço de 29,05%. Já no comparativo mensal, o volume exportado registrou uma alta de 15,78%, frente ao total embarcado em agosto/24 que exportou 217,04 mil toneladas. A média diária movimentada até a quinta semana de setembro/24 ficou em 11,9 mil toneladas, incremento de 23,51%, frente ao volume total exportado em setembro/23 que ficou em 9,7 mil toneladas. O preço médio até a quinta semana de setembro/24 ficou com US$ 4.513 mil por tonelada, queda de 0,50% frente aos dados divulgados em setembro de 2023, em que os preços médios registraram o valor médio de US$ 4.537 mil por tonelada. O valor negociado para o produto na quinta semana de setembro/24 ficou em US$ 1,136 bilhão, frente ao mês de setembro do ano anterior com US$ 884. A média diária ficou em US$ 54,1 milhões, avanço de 28,4%, frente ao observado no mês de setembro do ano passado, com US$ 44,2 milhões.

Agência Safras

Reposição: preços aquecidos no início deste último trimestre, indica a Scot Consultoria

Em SP, as cotações machos e fêmeas tiveram aumento ao longo desta semana

Em setembro/24, todas as 13 praças pecuárias de mercado de reposição monitoradas pela Scot Consultoria apresentaram altas mensais (na comparação com agosto/24) para os preços do boi magro, enquanto 11 delas registraram elevação para as cotações do garrote e 10 regiões tiveram aumento para os bezerros (desmamado e com 12 meses de idade), informou a médica-veterinária e analista Mariana Guimarães. Quanto às fêmeas, sob a mesma comparação, 12 praças registraram preços mais altos para a vaca boiadeira e para a novilha, enquanto, para a bezerra de desmama e de ano, foram registradas 11 praças com cotações mais elevadas. Em São Paulo, tanto os preços dos bovinos machos quanto das fêmeas tiveram incrementos ao longo desta semana, na comparação com a anterior, destacou Marina. “O aumento nos preços do boi gordo, a visão de um cenário mais promissor nos próximos meses (conforme indicado pelas cotações da arroba no mercado futuro), o ritmo consistente da exportação de carne bovina e a diminuição da oferta de gado magro são fatores que corroboram para um cenário mais favorável para a ponta vendedora de animais de reposição”, observa a analista. Na semana, as cotações dos machos subiram, em média, R$ 35,04 por cabeça, no Estado de São Paulo, contabiliza a Scot, fazendo uma comparação com os preços da semana anterior. Para as fêmeas, a alta foi de R$ 60,48 por cabeça, em média. Na comparação semanal, para os machos anelorados, a cotação do bezerro de ano foi a que subiu de forma mais intensa (2,8%) em SP, seguida pelo garrote (1,1%), pelo boi magro (0,9%) e pelo bezerro de desmama (0,8%). “Já são três semanas consecutivas de altas para todas as categorias”, informou Mariana. Para as fêmeas aneloradas, em igual comparação, as cotações de todas as categorias subiram – o maior destaque ficou para a vaca boiadeira (5,2%), seguida pela bezerra de ano (3,7%), pela novilha (1,5%) e pela bezerra de desmama (1,1%). No curto prazo, prevê Mariana, a expectativa é de que os preços permaneçam firmes. “Porém, as condições climáticas poderão ditar o ritmo das compras, em especial, para as categorias mais jovens, que necessitam um tempo superior para o encerramento do ciclo produtivo”, alerta, acrescentando: “As previsões de chuvas para outubro serão decisivas para os próximos 30 dias, e influenciarão o mercado”. Uma eventual mudança do clima pode melhorar a qualidade das pastagens, estimulando a reposição que depende da oferta de forragens. Segundo recorda Mariana, setembro/24 foi marcado por condições climáticas adversas em todo o Brasil. As temperaturas, em grande parte dos Estados, ficaram acima da média histórica registrada, e o volume e a frequência das chuvas foram escassos, o que influenciou negativamente a recuperação das pastagens e a produção de grãos, relata ela.

Portal DBO

Produção de carne bovina bate recorde no Brasil

Segundo trimestre registrou produção recorde de 2,57 milhões de toneladas

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a pecuária nacional bateu um recorde histórico no segundo trimestre desse ano, com a produção de carne bovina alcançando a marca de 2,57 milhões de toneladas. Esse é o maior registro desde que a série histórica teve início e passou a ser monitorada, em 1997. Para o gerente de Corte da Alta, Manoel Sá Filho, dois fatores explicam esse excelente resultado para a pecuária nacional. “O consumo interno sem dúvida responde por grande parte desse recorde, mas, não podemos deixar de citar as exportações, que também tiveram papel relevante. Foram mais de 612 mil toneladas no segundo trimestre, aumento de 30% na comparação anual, com destaques para os meses de abril e maio”, destaca. Corroborando com os dados do IBGE, o relatório Visão Agro, divulgado pela consultoria Agro do Itaú BBA, indica que o bom momento da pecuária deve perdurar, já que a previsão é que a produção de carne bovina aumente 15% em 2024, superando os 10 milhões de toneladas equivalentes à carcaça. “As projeções indicam inclusive que o consumo per capita de carne bovina em 2024 no Brasil deve retornar ao patamar recorde de 32 kg/habitante, registrado em 2013”, comemora Manoel Sá. O relatório pontua, ainda, que as exportações devem crescer 20%, atingindo o pico de 3,4 milhões de toneladas. “Todos esses números mostram que já estamos em momento de retomada do ciclo pecuário. O que a maioria pensou que iria acontecer somente em 2025 já está sendo visto agora, o que é muito positivo”, completa. Bom momento da pecuária é influenciado pelo melhoramento genético. Para Sá Filho, a execução de programas de melhoramento genético vem impulsionando o aumento da produção de bovinos no Brasil de forma consistente. “Os animais que estão sendo abatidos em 2024 são reflexos do recorde de venda que tivemos em 2021, quando mais de 20 milhões de doses de sêmen bovino voltadas especificamente para corte foram vendidas”, analisa. O melhoramento genético de bovinos de corte envolve a seleção e o acasalamento direcionado entre os animais com características desejáveis para as próximas gerações. Trata-se de uma prática fundamental na pecuária e amplamente utilizada pelos criadores de diferentes raças. O objetivo é tornar a produção mais eficiente e lucrativa. “Nós temos um grande potencial de crescimento, considerando que, atualmente, apenas 25% das vacas de corte no Brasil são inseminadas. Temos um rebanho de matrizes em torno de 80 milhões de cabeças e a oportunidade de crescer mais 75%. Os criadores têm visto os excelentes resultados frutos do investimento em genética e o mercado deve crescer exponencialmente nos próximos anos”, acrescenta Manoel Sá.

Agrolink

ECONOMIA

Dólar cai ante real com fluxo de venda de moeda e alta do petróleo

O dólar perdeu força durante o dia e fechou a sexta-feira em baixa ante o real, com agentes aproveitando as cotações mais elevadas no Brasil para vender divisas e em meio ao avanço firme do petróleo no exterior

A queda do dólar ante o real contrastou com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas, após a divulgação de dados fortes do mercado de trabalho dos EUA. O dólar à vista fechou em baixa de 0,32%, cotado a 5,4564 reais. Na semana, porém, a moeda acumulou alta de 0,37%. Às 17h18, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,36%, a 5,4745 reais na venda. Principal dado do dia, o relatório de emprego payroll mostrou pela manhã que a economia norte-americana abriu 254.000 vagas fora do setor agrícola em setembro, ante 159.000 em agosto (dado revisado para cima). O resultado ficou bem acima dos 140.000 postos projetados por economistas ouvidos pela Reuters, contra 142.000 em agosto no dado informado originalmente. Outros números revelaram a força da economia norte-americana: a média de ganhos por hora aumentou 0,4% em setembro, os salários aumentaram 4,0% ante o ano anterior e a taxa de desemprego caiu para 4,1% em setembro. Outro fator de influência sobre o mercado de câmbio, na avaliação da analista Larissa Quaresma, da Empiricus Research, era o avanço firme do petróleo no exterior, em mais um dia de preocupações em torno da escalada do conflito no Oriente Médio. Como o Brasil é exportador de petróleo, a alta da commodity no exterior favorece a alta do real ante o dólar. Com isso, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 5,4516 reais (-0,41%) às 12h00. Durante a tarde, demonstrou certa volatilidade, mas ainda encerrou em baixa. À tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a balança comercial brasileira registrou superávit de 5,363 bilhões de dólares em setembro. Ao fazer sua revisão trimestral de projeções para o ano, o MDIC estimou que a balança comercial fechará 2024 com um saldo positivo de 70,4 bilhões de dólares, ante previsão anterior de superávit de 79,2 bilhões de dólares.

Reuters

Ibovespa fecha com alta tímida em dia de ajustes e volume fraco

O Ibovespa fechou com um acréscimo modesto nesta sexta-feira, após uma sessão sem tendência definida marcada por ajustes técnicos, com agentes financeiros também analisando dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,09%, a 131.791,55 pontos, tendo marcado 131.156,35 pontos na mínima e 131.935,97 pontos na máxima do dia. Na semana, o Ibovespa caiu 0,71%. O volume financeiro nesta sexta-feira somou apenas 16,28 bilhões de reais, bem abaixo da média diária do ano, de 23,597 bilhões de reais. Para o analista Alex Carvalho, da CM Capital, foi uma sessão de estabilização após a queda mais expressiva da véspera, quando o Ibovespa fechou em baixa de 1,38%. A agenda do dia destacou dados dos EUA sobre criação de empregos que endossaram a tese de pouso suave da maior economia do mundo, mantendo apostas de novo corte de juro pelo Federal Reserve, embora em um ritmo mais brando. Na visão de economistas da Genial, os dados reforçam a percepção de um maior vigor da economia norte americana, contribuindo para afastar os temores de recessão e de uma desaceleração mais forte dos dados de emprego. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,9%, enquanto agentes permanecem monitorando o aumento da tensão no Oriente Médio. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano subiu para 3,973%, de 3,85% na véspera.

Reuters

Balança comercial brasileira tem superávit de US$5,4 bi em setembro e governo piora projeção para ano

A balança comercial brasileira registrou superávit de 5,363 bilhões de dólares em setembro, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que também reduziu sua projeção para o saldo total no fechamento deste ano

O resultado de setembro veio acima do esperado pelo mercado. Pesquisa da Reuters com economistas apontava expectativa de saldo positivo de 4,7 bilhões de dólares para o período. O dado do mês passado é fruto de 28,789 bilhões de dólares em exportações e 23,426 bilhões de dólares em importações. Na apresentação da sexta-feira, o MDIC fez sua revisão trimestral de projeções para o ano, estimando que a balança comercial fechará 2024 com um saldo positivo de 70,4 bilhões de dólares, ante previsão anterior de superávit de 79,2 bilhões de dólares. Com a piora, o resultado previsto para o ano fica 28,9% abaixo do observado em 2023, quando houve superávit de 98,9 bilhões de dólares. A projeção considera que o país fechará 2024 com 335,7 bilhões de dólares em exportações, contra 345,4 bilhões de dólares estimados em julho. A estimativa para as importações ficou em 265,3 bilhões de dólares, ante 266,2 bilhões de dólares.

Reuters

Índice de Preços de Alimentos da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO) sobe 3%

O índice de setembro deste ano foi 2,1% maior que o valor correspondente de 2023, mas ficou 22,4% abaixo do pico de 160,3 pontos alcançado em março de 2022. O subíndice de preços da Carne da FAO teve média de 119,6 pontos em setembro, alta de 0,4 ponto (0,4%) ante agosto e 5,5 pontos (4,8%) acima do valor de 2023

O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) de setembro subiu 3% em relação ao mês anterior, marcando a maior alta na variação mensal desde março de 2022. A média ficou em 124,4 pontos no nono mês do ano, impulsionada por ganhos em todas as commodities analisadas, com destaque para o açúcar. O índice de setembro deste ano foi 2,1% maior que o valor correspondente de 2023, mas ficou 22,4% abaixo do pico do índice de 160,3 pontos alcançado em março de 2022. O subíndice de preços dos Cereais registrou média de 113,5 pontos em setembro, alta de 3,3 pontos (3%) ante agosto, mas recuo de 12,8 pontos (10,2%) diante de setembro de 2023. Depois de três quedas seguidas, os preços do trigo subiram no mês passado, com a preocupação com condições climáticas desfavoráveis. O excesso de umidade no Canadá causou atrasos na colheita e levaram a cortes na projeção de safra da União Europeia, disse a FAO. No entanto, os preços competitivos da região do Mar Negro limitaram o aumento. Os preços do milho subiram com os baixos níveis do Rio Madeira no Brasil e do Rio Mississippi nos Estados Unidos, juntamente com a forte demanda doméstica no Brasil e o ritmo sólido de exportação na Argentina. Entre outros grãos, os preços da cevada se firmaram enquanto os do sorgo caíram. O Índice de Preços do Arroz da FAO caiu 0,7% em setembro. O levantamento mostrou, ainda, que o subíndice de preços dos Óleos Vegetais teve média de 142,4 pontos no mês passado, alta de 6,2 pontos (4,6%) ante agosto, e alcançando o nível mais alto desde o início de 2023. Segundo a FAO, os preços do óleo de palma subiram pelo quarto mês consecutivo em setembro, sustentados por preocupações com uma produção menor do que a esperada. Enquanto isso, as cotações do óleo de soja se recuperaram, devido ao recuo nos esmagamentos dos EUA. Quanto aos óleos de girassol e colza, as recuperações de preços em setembro foram apoiadas por uma perspectiva de oferta mais restrita, após a redução da produção das oleaginosas na temporada 2024/25. O subíndice de preços da Carne da FAO teve média de 119,6 pontos em setembro, alta de 0,4 ponto (0,4%) ante agosto e 5,5 pontos (4,8%) acima do valor de 2023. O avanço foi atribuído aos preços maiores da carne de aves, com a forte demanda pelo produto brasileiro após o alívio das restrições comerciais relacionadas à doença de Newcastle, segundo a FAO. Os preços da carne bovina ficaram estáveis, com ofertas limitadas que foram suficientes para atender à demanda global. Da mesma forma, os preços da carne suína permaneceram inalterados, com a oferta cobrindo adequadamente o aumento da demanda. Já a carne ovina teve um ligeiro recuo, com a fraca demanda chinesa. O relatório mostrou, ainda, que o subíndice de preços de lácteos teve média de 136,3 pontos em setembro, alta de 5 pontos (3,8%) ante agosto e de 24,3 pontos (21,7%) ante o valor de um ano atrás. O aumento foi impulsionado por preços mais altos em todos os produtos lácteos. O leite em pó desnatado subiu com a oferta limitada. Enquanto isso, os preços da manteiga aumentaram pelo décimo primeiro mês consecutivo, sustentados pela demanda sólida, estoques restritos e oferta limitada de leite na Europa Ocidental. Os preços do queijo também aumentaram, refletindo a forte demanda global e ofertas exportáveis restritas na Europa Ocidental. De acordo com a FAO, o subíndice de preços do Açúcar teve média de 125,7 pontos no mês passado, avanço de 11,9 pontos (10,4%) ante agosto, mas 37 pontos (22,7%) abaixo de 2023. O avanço mensal ocorreu com preocupações com uma oferta global mais restrita na temporada 2024/25. “A piora das perspectivas de safra no Brasil, devido ao tempo seco prolongado e aos incêndios que danificaram os canaviais no final de agosto, foram os principais impulsionadores dos preços globais”, afirmou a FAO. Além disso, preocupações de que a oferta exportável da Índia poderia ser afetada pela decisão do governo de suspender as restrições ao uso de cana-de-açúcar para a produção de etanol também contribuíram para a alta.

Estadão Conteúdo

LEGISLAÇÃO

Regulamentação de produtos vegetais análogos aos de proteína animal avança no Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou audiência pública na semana passada sobre a proposta para regulamentar os produtos de proteína vegetal análogos aos de proteína animal, segundo diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Mapa, Hugo Caruso

A regulamentação visa estabelecer requisitos mínimos de identidade e qualidade, identidade visual e regras de rotulagem para os produtos de proteína vegetal que buscam espelhar características de produtos de origem animal existentes, como, por exemplo, hambúrgueres veganos, entre outros. Em 2019, alguns representantes do setor de proteína animal defendiam a proibição desse tipo de produto de proteína vegetal, argumentando que estes não seguiam as mesmas regras exigidas para os produtos cárneos, levando a uma concorrência desleal, segundo Caruso, durante o 3º Seminário de Especialistas em Defesa Agropecuária, Auditores Fiscais Federais Agropecuários, promovido pela Anffa Sindical em evento paralelo à feira Expomeat. Desde então, o Dipov vem conduzindo reuniões e consultas sobre o tema e, segundo Caruso, a indústria de proteína animal passou a aceitar que a regulamentação é o melhor caminho. “Para nós, nunca foi uma alternativa proibir. Nós preferimos demorar bastante tempo, conversar com todos os segmentos e mostrar que a proibição não resolve”, disse Caruso, durante a apresentação. Após a audiência pública realizada na semana passada, o texto da proposta ainda deverá passar por ajustes internos no Mapa, para evitar conflitos com a norma existente para produtos de origem animal, e ser submetido a outras etapas regulatórias previstas na legislação antes de ser publicado. “Nós temos o desafio de encontrar uma solução para atender a esse setor novo e não podemos perder de vista o principal ator que é o consumidor”, disse Caruso. “O consumidor tem que estar no centro das nossas atenções. Nós no Mapa temos uma missão muito importante (…) que é promover o desenvolvimento das cadeias agropecuárias em benefício da sociedade brasileira, que é o consumidor.”

Carnetec

CARNES

Aumento da tensão no Oriente Médio impõe desafios logísticos às exportações do agro

Venda de carnes a países da região, incluindo Israel, segue em alta apesar da guerra na Faixa de Gaza, mas necessidade de desviar rotas encareceu frete. Carnes são o item que o agro brasileiro mais exporta para o Oriente Médio

Um ano após o ataque do grupo extremista Hamas a Israel, que levou à guerra na Faixa de Gaza e gerou mais uma onda de violência no Oriente Médio, as exportações do agronegócio brasileiro encaram um novo desafio na região. A escalada das tensões, com o envolvimento de Líbano e Irã no conflito, pode impor obstáculos logísticos na região, o que significa aumento de custos. “No ano passado houve um aumento entre 15% e 20% no custo de frete para a região, mas depois, com ao arrefecimento das tensões, os preços voltaram ao que era antes. Agora, com uma nova crise, pode ser que haja um aumento semelhante”, avalia o consultor e diretor regional da Câmara de Comércio do Estado de São Paulo (Caesp), Michel Alaby. Para Maurício Palma Nogueira, diretor da consultoria pecuária Athenagro, o cenário poderia ficar ainda mais complicado caso outros países se envolvessem no conflito, como Rússia, Estados Unidos e China. “Por enquanto, não há nada indicando problemas desse nível, mas o cenário é um pouco mais tenso. As chances de se tornar uma guerra regional é maior”, diz. A guerra em Gaza, que completa um ano, não chegou a afetar as exportações do agronegócio à região. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o Brasil exportou US$ 11,9 bilhões a países árabes, o que representou um aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2023. Para Israel, foram US$ 316,2 milhões, montante praticamente igual ao do ano passado, segundo dados da plataforma Agrostat. Principal item da pauta de exportações brasileiras à região, as carnes cresceram em volume e em receita. Para Israel, o volume cresceu 22% em relação a 2023, para 24,5 mil toneladas de carne bovina, e para os países árabes, 19%, a 1,5 milhão de toneladas (entre carnes bovina e de frango). Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a indústria já vinha se preparando para diferentes cenários desde os ataques do Hamas a Israel. “Esse volume é justamente reflexo de já ter se criado alternativas desde quando começou o conflito já prevendo uma possível escalada”, afirma. No lugar das rotas tradicionais, via Mediterrâneo, os navios que saem do Brasil rumo ao Oriente Médio têm contornado a África e realizado o desembarque em portos da Turquia e do Golfo Pérsico, ou atravessado o canal do Panamá como alternativa ao Canal de Suez, no Egito. Com isso, o tempo de viagem até a região passou de 30 a 35 dias para até 60 dias. Santin afirma que cerca de 5% a 10% das exportações ainda seguem a rota padrão, via Suez. Ele acrescenta que o crescimento superior a 20% no volume embarcado está dentro das expectativas do setor. “Esse volume não decorre da guerra, é um aumento normal de mercado de consumo que tem acontecido dentro da previsão normal que já tínhamos”, diz. De acordo com Alaby, o Brasil ocupa uma posição privilegiada no fornecimento de proteína animal para os países árabes, sobretudo em tempos de guerra. “O Brasil hoje é o primeiro produtor mundial de carne halal [que segue os preceitos muçulmanos]. E isso é condição sine qua non para comprar proteína animal”, diz. Outro fator que contribui para o desempenho positivo das exportações é o fato de os principais destinos da proteína animal, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e Iraque, não estarem diretamente envolvidos no conflito. Juntos, os três países respondem por cerca de 22% das exportações brasileiras de carne de frango.

Globo Rural

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações estáveis no mercado de suínos na sexta-feira (4)

Segundo a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 13,20/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (3), houve queda de 0,47% apenas no Paraná, chegando em R$ 8,49/kg. OS preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 8,96/kg), Rio Grande do Sul (R$ 8,19/kg), Santa Catarina (R$ 8,38/kg), e em São Paulo (R$ 8,96/kg).

Cepea/Esalq

Receita das exportações de carne suína em setembro/24 sobe 17,79% em relação a setembro /23

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína in natura, até a quarta semana de setembro (21 dias úteis), registraram aumento de mais de 17% em faturamento

A receita obtida, US$ 269,1 milhões representam aumento de 17,79% sobre o total arrecadado em todo o mês de setembro de 2023, que foi de US$ 228,5 milhões. No caso do volume embarcado, as 107.705 toneladas representam elevação de 9,41% sobre o total registrado em agosto do ano passado, quantidade de 98.438 toneladas. O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 12,8 milhões, quantia 17,8% maior do que a de setembro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve diminuição de 9,16% observando os US$ 11.7 milhões, vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 5.128 toneladas, elevação de 9,4% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado da semana anterior, incremento de 7,92%, comparado às 4.752 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 2.499, ele é 7,7% superior ao praticado em setembro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa aumento de 1,14% em relação aos US$ 2.471,005 anteriores.

Agência Safras

Cotações estáveis para o frango na sexta-feira (4)

De acordo com a Scot Consultoria, o15:52 03/10/2024 valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, assim a ave no atacado, fechando, em média, R$ 6,75/kg

Na cotação do animal vivo, o preço aumentou 0,22% no Paraná, cotado a R$ 4,66/kg, enquanto em Santa Catarina, o valor não mudou, valendo a R$ 4,43/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (3), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,41/kg e R$ 7,55/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Preços do vivo sobem pelo 4º mês

Os preços do frango vivo subiram em setembro pelo quarto mês consecutivo. Na média do estado de SP, o quilo do animal foi negociado a R$ 5,44 em setembro, aumento de 1,4% em relação à de agosto

Pesquisadores do Cepea explicam que o impulso veio da demanda aquecida nos mercados interno e externo. Para a carne de frango, o movimento também foi de alta nos preços, refletindo, além da procura firme, a oferta mais enxuta em boa parte do mês, o que, por sua vez, foi resultado do forte ritmo das exportações da proteína, ainda conforme pesquisas do Cepea.

Cepea

Exportações de carne de frango têm altas em setembro/24 no volume e receita

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne de aves in natura até a terceira semana de setembro (21 dias úteis), tiveram expressivas altas em volume e faturamento em relação ao mesmo mês do ano passado

A receita obtida, US$ 608,4 milhões, representa elevação de 30,88% sobre o total arrecadado em todo o mês de setembro de 2023. No volume embarcado, as 451.796 toneladas representam 21,09% sobre o total registrado em agosto do ano passado, quantidade de 373.083 toneladas. O faturamento por média diária até o momento do mês foi de US$ 41,2 milhões quantia 30,9% maior do que a registrada em setembro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve diminuição de 10,27% quando comparado aos US$ 46 milhões vistos na semana passada. No caso das toneladas por média diária, foram 21.514 toneladas, elevação de 21,1% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado da semana anterior, retração de 10,99% em relação às 24.171 toneladas da semana passada.

No preço pago por tonelada, US$ 1.919, ele é 8,1% superior ao praticado em setembro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa tímida alta de 0,80% no comparativo ao valor de US$ 1.903 visto na semana passada.

Agência Safras

Falta de adaptação a abate kosher trava exportação de frango brasileiro a Israel

Mercado israelense abriu-se para o produto brasileiro em agosto de 2023

A abertura do mercado israelense para a carne de frango brasileira, anunciada em agosto do ano passado, ainda não se converteu em embarques efetivos do produto. A razão, segundo Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), é que a indústria nacional ainda precisa se adaptar ao protocolo de abate kosher exigido pelas autoridades judaicas. “O protocolo kosher exige que a empresa tenha uma linha de produção dedicada. A unidade de abate precisa passar por preparações técnicas que incluem pequenas obras de adaptação que estão sendo feitas”, explica o executivo. Atualmente, Brasil é o único país do mundo com autorização para exportar carne de frango ao mercado israelense. Israel é o maior consumidor per capita de frango do mundo: são 65 quilos por habitante a cada ano.

Globo Rural

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA

041 3289 7122

041 996978868

 

abrafrigo

Leave Comment