
Ano 10 | nº 2324 |04 de outubro de 2024
NOTÍCIAS
Movimentação intensa nos preços do boi gordo nas praças paulistas
Pelo quarto dia consecutivo, a cotação da arroba de bovinos terminados registrou alta nas praças pecuárias de São Paulo. As escalas de abate no estado têm diminuído gradativamente, variando entre quatro e sete dias, reflexo da oferta limitada de boiadas
O mercado iniciou as compras com um aumento de R$3,00/@ para o “boi China” e R$5,00/@ para o boi gordo, com algumas ofertas de preços maiores que a referência. O mercado também foi de alta para as fêmeas. O “boi-China” bateu R$ 280/@, com alta de R$ 3/@ sobre o dia anterior. A vaca teve incremento de R$3,00/@, enquanto a novilha registrou um aumento de R$10,00/@, resultado da dificuldade em encontrar essas categorias. No Pará, no estado, o cenário foi de alta para o boi gordo em todas as regiões, impulsionado por ofertas mais restritas, reduzindo as escalas de abate, que atualmente variam de quatro a cinco dias. Para as fêmeas, a comparação diária apontou um cenário de estabilidade. Na região de Marabá, a cotação do boi aumentou R$5,00/@. Enquanto a vaca e a novilha permaneceram estáveis. Em Redenção, o boi gordo teve alta de R$3,00/@. As fêmeas seguiram estáveis. Em Paragominas, a alta foi de R$2,00/@. As demais categorias não tiveram alteração. No Acre, na comparação diária, os preços seguiram estáveis no estado.
Scot Consultoria
Demanda de carne bovina permanece aquecida
O mercado físico do boi gordo mantém um cenário de altas consistentes nas principais regiões produtoras do Brasil. Mesmo diante da elevação dos preços da arroba, a indústria frigorífica não consegue evoluir de maneira satisfatória em suas escalas de abate
“O movimento de alta se acelerou no decorrer desta semana, com a arroba do boi gordo voltando a ser negociada em até R$ 300 no mercado paulista”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a demanda de carne bovina permanece aquecida, em especial para exportação, que caminha para um recorde histórico na atual temporada. Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 289,75. Goiás: R$ 269,11. Minas Gerais: R$ 282,94. Mato Grosso do Sul: R$ 280,91. Mato Grosso: R$ 244,26. O mercado atacadista segue com preços firmes, e o ambiente de negócios ainda sugere por nova alta no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. “Vale destacar que no atual ambiente de forte alta dos preços da carne bovina a expectativa é de ganho de competitividade das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango”, assinalou Iglesias. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 16,50. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50 por quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 15,50.
Agência Safras
Boi/Cepea: Reajustes de setembro compensam perdas do ano
As cotações máximas do ano têm se renovado dia a dia tanto para o boi quanto para os animais de reposição e para a carne no atacado. Levantamento do Cepea mostra que, no acumulado de setembro, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 teve forte acréscimo de 14,4%, fechando em R$ 274,35 no dia 30
No comparativo com a média de agosto, a de setembro (R$ 255,45) foi 8,7% maior. No mercado atacadista de carne com osso da Grande São Paulo, a carcaça casada de vaca/novilha se valorizou 15,2% no balanço do último mês, com o quilo chegando a R$ 17,73 no dia 30; a carcaça casada de boi avançou 12,2%, a R$ 18,70. Pesquisadores do Cepea explicam que, em julho e agosto, as cotações pecuárias ensaiaram o início da recuperação das quedas que se sucederam ao longo de todo o primeiro semestre. Mas foi em setembro que os reajustes compensaram as perdas do ano. Segundo pesquisadores do Cepea, a forte estiagem agravada por queimadas reduziu significativamente as ofertas de animais a pasto em setembro, ao mesmo tempo em que a demanda esteve aquecida.
Cepea
Boi brasileiro está incomodando a União Europeia
O pedido da Comissão Europeia para adiar por um ano a implementação da lei antidesmatamento (EUDR), que restringe a entrada de commodities de áreas desmatadas após dezembro de 2020, pode aliviar as pressões imediatas, mas não resolve os desafios do Brasil no mercado europeu, segundo Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria
A lei visa proteger o mercado interno da União Europeia, barrando produtos agrícolas e florestais de áreas desmatadas. Torres acredita que há grande chance de os 27 Estados-Membros aprovarem o adiamento. “Estamos num ambiente de guerra, e o alimento deixa de ser só comida, passa a ser um fator estratégico”, disse ele durante o Agtech Meeting, em Piracicaba (SP). Para Torres, o contexto global foi alterado pela guerra, o que torna a questão alimentar mais sensível. Embora o adiamento possa dar mais tempo para adaptação, Torres considera a medida protecionista, dificultando a competitividade do Brasil. “Nossa carne é mais barata, e o sistema de produção mais eficiente, o que incomoda a União Europeia, que quer reduzir nossa influência no mercado de alimentos e fibras”, explicou. A competição com a União Europeia tem crescido, especialmente no mercado de exportação de bovinos vivos, onde o Brasil tem avançado. “A União Europeia dominava esse mercado, mas agora não dominam mais. Eles farão de tudo para limitar nossa participação.” Torres também criticou a falta de preparo do Brasil nas negociações internacionais. “Nossos diplomatas não estão prontos. Precisamos treinar melhor nossos representantes. Enquanto os EUA têm grandes equipes defendendo cada setor, nós temos apenas um adido agrícola.” Perder o mercado europeu seria significativo, mesmo com exportações reduzidas. “Perder mercado é difícil, leva tempo para recuperar. Na Europa, a cadeia já está organizada, então não é bom perder esse espaço”, afirmou, destacando que o futuro das exportações brasileiras está na Ásia.
Pecuaria.com.br
Para setor de couros, rastreabilidade é tema irreversível
Setor considera que a provável prorrogação da entrada em vigor da lei antidesmatamento da UE será determinante para que a cadeia possa se adequar às novas exigência. “A Europa será exigente no cumprimento das regras, precisamos estar preparados”, afirma José Fernando Bello
O setor produtivo de couro brasileiro considera que a provável prorrogação da entrada em vigor da lei antidesmatamento da União Europeia será determinante para que a cadeia possa se adequar aos novos critérios exigidos pelos europeus, que compram anualmente um quarto de tudo que os curtumes nacionais exportam. Em 2023, os negócios com os europeus alcançaram US$ 280 milhões, com o embarque de 107 mil toneladas de couros. A UE é o segundo maior cliente do portfólio, atrás apenas da China, o que reforça a dependência e a dificuldade de redirecionar exportações caso haja barreiras nesse comércio. O prazo será importante para o país avançar com os programas de rastreabilidade individual da cadeia bovina e bubalina desde o nascimento dos animais, uma das exigências feitas pela EUDR (na sigla em inglês), disse José Fernando Bello, presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Hoje, os exportadores brasileiros precisam apresentar informações da movimentação do gado nos últimos 90 dias, regra atendida pelos curtumes, além de outras certificações socioambientais. Mas há um alerta. “A Europa será exigente no cumprimento das regras, precisamos estar preparados”, disse Bello, em entrevista à reportagem. Na avaliação do dirigente, será necessária a atuação conjunta com pecuaristas, frigoríficos e governo para implementar a rastreabilidade individual de forma gradual até a entrada em vigor da lei europeia, possivelmente no fim de 2025. Mas ele apontou desafios como a capacitação, a disponibilidade de tecnologia e o custeio dessa medida. “O desafio é a rastreabilidade. O setor não se furta a esse dever, mas a solução foge à nossa mão. Se a pecuária não colocar brincos nos animais, não teremos matéria-prima nos curtumes [para vender à Europa]”, disse o executivo. “Somos um apêndice da pecuária, representamos apenas 1% do valor do boi. Ninguém compra terra pensando em couro”, acrescentou. O CICB participa de fóruns de discussão e diz que o tema evoluiu nos últimos anos, em busca de um consenso setorial. Um plano nacional deverá ser lançado em breve pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, com foco na sanidade animal. Em outubro, o governo deverá realizar testes na Plataforma AgroBrasil+Sustentável, em desenvolvimento pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) da Pasta em conjunto com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O objetivo da plataforma é integrar bancos de dados e oferecer um mecanismo público de checagem de conformidade de alguns produtos. Atualmente, empresas privadas cobram cerca de R$ 30 por peça de couro para fazer essa verificação, o que inviabiliza essas operações, disse Bello, do CICB. Uma das perguntas sem respostas sobre o processo de rastreabilidade individual é quem vai bancar a instalação de brincos ou chips de monitoramento no rebanho de mais de 230 milhões de cabeças de gado. “Para ter rastreabilidade individual desde o nascimento, preciso de investimentos. Quem vai pagar a conta?”, questionou. Nas informações adicionais prestadas pela Comissão Europeia na quarta-feira (2/10), não há menção a financiamento ou custeio de medidas para suprir as exigências da EUDR. “Já pedimos apoio para custear, mas desconheço a existência de linha a fundo perdido para implementar a medida”, completou. Projetos-piloto de curtumes brasileiros para monitorar a origem do couro têm demonstrado que a medida vai gerar custos. De acordo com presidente do CICB, “as empresas não conseguem agregar valor ao produto. É apenas custo”. Ele está mais otimista com a evolução dos projetos e das políticas nacionais durante o prazo dado pela União Europeia e na implementação, ao menos parcial, da rastreabilidade da cadeia bovina até a entrada em vigor das regras. Bello apontou que a rastreabilidade é um tema “irreversível” e que outros mercados vão implementar medidas semelhantes em breve. “O Brasil precisa ter as melhores ferramentas e gestão. O consumidor quer ter informação da origem do produto”.
Valor Econômico
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 0,52%, a R$5,4738 na venda
O dólar fechou a quinta-feira em alta no Brasil, acompanhando o avanço firme da moeda norte-americana no exterior, com os investidores em busca de ativos mais seguros em função do acirramento do conflito no Oriente Médio
O dólar à vista fechou em alta de 0,52%, cotado a 5,4738 reais. No ano, a divisa norte-americana acumula elevação de 12,82% ante o real. Às 17h06, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,52%, a 5,4910 reais na venda.
Reuters
Ibovespa fecha em queda com ajuste em Vale
O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, mais do que devolvendo os ganhos dos últimos dois pregões, pressionado particularmente pela queda de cerca de 2% da Vale e preocupações com a cena fiscal, enquanto Petrobras avançou na esteira da alta do petróleo no exterior
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,38%, a 131.671,51 pontos, tendo marcado 131.176,49 pontos na mínima e 133.513,79 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou 23,06 bilhões de reais. Na visão da analista Júlia Aquino, da XP Investimentos, houve efeito do clima de aversão a risco global com a chance de escalada do conflito no Oriente Médio, mas investidores também seguem atentos à questão fiscal, com dados mostrando um déficit primário do governo federal de 22,4 bilhões de reais em agosto.
Investidores permanecem desconfortáveis com a situação das contas públicas, mesmo após a Moody’s elevar o rating soberano do Brasil, em meio à desconfiança sobre a capacidade do governo de equilibrar os números à frente, diante de questões como a criação de despesas permanentes com receitas temporárias. Para alguns estrategistas, a situação fiscal representa um obstáculo para o Brasil capturar benefícios do momento favorável no cenário externo, com queda de juros nos Estados Unidos e estímulos econômicos na China, bem como para a Selic recuar abaixo de dois dígitos. Na véspera, o presidente do Banco Central reafirmou que juros mais baixos dependem de um choque positivo no fiscal.
Reuters
Serviços ganham força em setembro com melhor desempenho de vendas em mais de 2 anos, mostra PMI
O crescimento do setor de serviços no Brasil acelerou em setembro, quando a atividade de vendas atingiu um pico em mais de dois anos em meio a uma melhora da perspectiva, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) na quinta-feira
O PMI de serviços do Brasil da S&P Global subiu a 55,8 em setembro, de 54,2 em agosto, completando um ano de crescimento e sinalizando um maior aumento da produção. A marca de 50 separa expansão de contração. “Setembro registrou uma recuperação no crescimento da atividade de serviços, compensando a desaceleração de agosto e marcando o trimestre mais forte para o setor desde o segundo trimestre de 2022”, disse em nota a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. A pesquisa apontou que os participantes citaram esforços de marketing, tendência positiva da demanda e aumento sustentado na entrada de novos negócios como fatores por trás do resultado. O subíndice de novas encomendas recebidas por fornecedores de serviços aumentou no ritmo mais forte desde julho de 2022. As empresas de serviços esperam que a demanda siga positiva nos próximos 12 meses, o que ajudou a elevar a confiança para o maior nível desde agosto de 2023, sustentada ainda pela redução do desemprego e por planos de investimento. Os fornecedores de serviços seguiram abrindo vagas de trabalho em setembro, dando sequência à tendência iniciada em outubro de 2023. No entanto, o ritmo de expansão foi o mais fraco em sete meses. O levantamento mostrou ainda que os preços de insumos continuaram a aumentar no final do terceiro trimestre, com citações de custos mais elevados de alimentos, combustíveis e serviços públicos, embora a taxa de inflação tenha diminuído em relação a agosto. Isso levou as empresas a elevarem os preços de venda novamente no mês, mas de forma menos intensa do que em agosto. Com a aceleração do crescimento em serviços e na indústria, o PMI Composto do Brasil foi a 55,2 em setembro, de uma mínima de oito meses de 52,9 em agosto.
Reuters
Mercado de trabalho/Cepea: Agrosserviços crescem no 2º tri e sustentam recorde do número de pessoas no agro
O agronegócio empregou 28,6 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2024, avanço de 2,3% (ou de aproximadamente 643 mil pessoas) frente ao mesmo período do ano passado, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil)
Novamente, trata-se de um recorde da série histórica, iniciada em 2012. A participação do setor no total de ocupações do Brasil seguiu em 26,5% de abril a junho de 2024. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que o crescimento no contingente ocupado no agronegócio esteve relacionado sobretudo aos incrementos de 8,3% (ou de aproximadamente 815 mil pessoas) no número de pessoas atuando nos agrosserviços e de 4% (ou de aproximadamente 179 mil pessoas) nas agroindústrias. Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, a expansão das atividades agroindustriais tem como consequência uma maior movimentação de serviços – dada a relativa maior complexidade de algumas operações industriais, estas utilizam e movimentam uma ampla gama de serviços. O aumento na população ocupada no agronegócio no segundo trimestre de 2024 foi puxado por empregados com e sem carteira assinada, por trabalhadores com nível educacional mais alto – uma tendência observada no setor desde o início da série histórica –, e por mulheres (houve um aumento na participação feminina durante o período). Observando-se a série histórica, nota-se uma transformação no perfil de ocupação do agronegócio, em que se tem a substituição de trabalhadores por conta própria e auxiliares familiares por empregados, com e sem carteira assinada. Além dessa, outro movimento interessante é o crescimento do nível médio de escolaridade desses trabalhadores, evidenciado pelo aumento da participação de trabalhadores com ensino superior e médio, completo ou não.
Cepea
Governo central tem déficit de R$ 22,4 bilhões em agosto, diz Tesouro
As contas do governo central registraram déficit primário em agosto. No mês passado, a diferença entre as receitas e as despesas ficou negativa em R$ 22,404 bilhões. O resultado sucedeu o déficit de R$ 9,283 bilhões em julho
O valor do rombo já havia sido publicado pelo governo no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do Tesouro Nacional na segunda-feira, 30. As publicações de dados do Tesouro estão sofrendo atrasos em razão da mobilização dos servidores. A divulgação oficial do resultado das contas aconteceu nesta quinta-feira, 3. Em agosto do ano passado, o saldo (que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central havia sido negativo em R$ 26,730 bilhões, em valores nominais. O resultado do oitavo mês do ano veio praticamente em linha com as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um déficit de R$ 22,30 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast. O intervalo das estimativas variava de déficit de R$ 25 bilhões a superávit de R$ 8,50 bilhões. No acumulado do ano até agosto, o governo central registrou déficit de R$ 99,997 bilhões. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 105,884 bilhões, em termos nominais. Em agosto, as receitas tiveram alta de 9,6% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado, houve alta real de 8,8%. Já as despesas subiram 2% em agosto, já descontada a inflação. No acumulado destes oito meses, a variação foi positiva em 7,1%. Em 12 meses até agosto, o governo central apresenta déficit de R$ 227,5 bilhões, equivalente a 1,98% do PIB. Desde janeiro de 2024, o Tesouro passou a informar a relação entre o volume de despesas sobre o PIB, uma vez que o arcabouço fiscal busca a estabilização dos gastos públicos. No acumulado dos últimos 12 meses até agosto, as despesas obrigatórias somaram 18,4% em relação ao PIB, enquanto as discricionárias do Executivo alcançaram 1,8% em relação ao PIB no mesmo período. Para 2024, o governo persegue duas metas. Uma é a de resultado primário, que deve ser neutro (0% do PIB), permitindo uma variação de 0,25 ponto porcentual para mais ou menos, conforme estabelecido no arcabouço. O limite seria um déficit de até R$ 28,8 bilhões. A outra é de limite de despesas, que é fixo em R$ 2,089 trilhões neste ano. No último Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, publicado em setembro, o Ministério do Planejamento e Orçamento estimou um resultado deficitário de R$ 28,3 bilhões nas contas deste ano.
O Estado de São Paulo
GOVERNO
Assinatura eletrônica facilita comércio interno de produtos de origem animal
O sistema digital foi implementado em março deste ano. A ferramenta foi desenvolvida para agilizar e facilitar a rastreabilidade e segurança no processo de certificação dos produtos
O Ministério da Agricultura informou que mais de 50 mil requerimentos já foram feitos para a assinatura eletrônica de certificados sanitários para a comercialização interna de produtos de origem animal. O sistema digital foi implementado em março deste ano. A ferramenta foi desenvolvida para agilizar e facilitar a rastreabilidade e segurança no processo de certificação dos produtos. Das 50.002 solicitações feitas até ontem, mais de 48 mil já foram efetuadas, com mais de 90% com parecer favorável, disse a Pasta. O tempo médio de análise é de dois dias. Antes da digitalização da Certificação Sanitária Nacional (CSN), uma carga com produtos de origem animal só era liberada para trânsito no território nacional com a versão física do documento, que era entregue no Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa). “A burocracia demandava esforços do serviço público para entrega da liberação e trabalho da empresa para pegar o documento físico, podendo acontecer incidente, como o extravio”, disse o ministério. Antes do documento chegar, ainda era necessário arcar com custos de estocagem da mercadoria. Com a versão, a pessoa jurídica acessa o parecer online. Além da assinatura eletrônica, os certificados contam ainda com código de autenticidade e com QR Code, permitindo mais segurança na checagem da veracidade do documento.
Globo Rural
INTERNACIONAL
Embarques de carne bovina da Austrália crescem 16% em setembro
Os EUA continuam dominando as compras da proteína australiana, com um avanço de 52% sobre o resultado obtido em setembro de 2023
As exportações de carne bovina da Austrália em setembro continuaram em ritmo acelerado, atingindo 114.046 toneladas, 6% abaixo do volume do mês anterior (julho/24 e agosto/24 foram excepcionalmente altos, por vários motivos), mas 16% acima do resultado obtido em igual período de 2023, informou o portal beefcentral.com. No acumulado de janeiro a setembro de 2024, o volume de exportação para todos os mercados atingiu 967.252 toneladas, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. “Com apenas três meses restantes no ano, nossas exportações de carne bovina continuam no caminho certo para entregar um dos maiores resultados em volume anual da história, se não o maior”, antecipa a reportagem do portal australiano. Pela estimativa mais recente da Meat & Livestock Australia (MLA), os embarques australianos da proteína bovina devem atingir 1,359 milhão de toneladas em 2024, o que superaria os recordes anteriores, de 2019 (1,229 milhão toneladas) e de 2014 (1,294 milhão de toneladas). Os Estados Unidos continuam dominando as compras de carne bovina australiana, respondendo por 37.218 toneladas no mês passado, um avanço de 52% sobre o resultado de setembro/23. No acumulado do ano, diz o portal da Beef Central, os EUA importam um pouco mais de 272.000 toneladas de carne bovina australiana, um forte avanço de 67% em relação ao volume registrado no mesmo período dono passado. O Japão, segundo maior mercado de exportação de carne da Austrália, comprou 17.100 toneladas no mês passado, uma queda de 13% em relação aos números de agosto, mas 5% acima das compras de igual mês de 2023. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, as vendas de carne bovina da Austrália para o Japão atingiram quase 197.000 toneladas, um aumento de 28% em relação ao ano passado. As exportações para a China no mês passado atingiram 16.161 toneladas, um aumento de 7% em relação ao mês anterior e o segundo maior volume mensal deste ano, só perdendo para julho. No acumulado do ano, a China comprou 137.353 toneladas de carne bovina australiana, 10% abaixo do resultado obtido em igual período de nove meses do ano passado, um reflexo da desaceleração na economia do país asiático.
Beefcentral.com
FRANGOS & SUÍNOS
Quinta-feira (3) com cotações estáveis para o mercado de suínos
Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 13,20/kg, em média.
Segundo informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (2), houve tímida queda de 0,12% no Paraná, chegando a R$ 8,53/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 8,96/kg), Rio Grande do Sul (R$ 8,19/kg), Santa Catarina (R$ 8,38/kg), e São Paulo (R$ 8,96/kg).
Cepea/Esalq
Suínos/Cepea: Forte alta do vivo eleva poder de compra frente ao milho pelo 8º mês
O poder de compra de suinocultores paulistas frente ao milho cresceu pelo oitavo mês seguido, conforme apontam levantamentos do Cepea. Em relação ao farelo de soja, setembro foi o terceiro mês consecutivo de aumento no poder de compra
Pesquisadores do Cepea explicam que esse cenário decorreu das altas de preços do suíno vivo superiores às verificadas para os principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja), comparando-se as médias de agosto e setembro. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo foi negociado ao valor médio de R$ 8,95/kg em setembro, forte aumento de 5,8% em relação ao de agosto. Inclusive, este foi o quinto mês seguido de valorização, de acordo com levantamento do Cepea.
Cepea
Suinocultura independente: preços seguem ‘estacionados’, com oferta de animais ainda enxuta
Na quinta-feira (3) as principais Bolsas de Suínos que comercializam os animais no mercado independente registraram mais um período de estabilidade nos preços
Em São Paulo, o preço ficou estável pela sétima semana consecutiva em R$ 9,07/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). “Os fundamentos são de um mercado que continua com uma oferta de suínos vivos bastante razoável e os frigoríficos em sua reunião semanal estão propondo novos preços para a carcaça. Isso significa que o produtor de suínos está perdendo com esta estabilidade nos preços. A reclamação é em função do aumento no custo. Como parâmetro, há 45 dias, o animal vivo custava R$ 170,00 a arroba e o milho, R$ 58,00 a saca, uma relação de troca que significava que uma arroba suína comprava 2,93 sacas de milho. Hoje, o suíno a R$ 170,00 e o milho a R$ 70,00 a saca, a relação de troca cai para uma arroba suína podendo comprar 2,43 sacas de milho. No mercado mineiro, o preço ficou estável pela oitava semana consecutiva, valendo R$ 9,00/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). “O ciclo dessa alta já soma 18 semanas. No atual teto são 8 semanas. Poucas vezes tivemos tal cenário. A causa é repetitiva: soma das demandas interna e externa combinada com oferta enxuta. Preço sempre é consequência dos eventos de mercado”, disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve pequena alta, passando de R$ 8,57/kg vivo para R$ 8,59/kg vivo. No Paraná, entre os dias entre os dias entre os dias 26/09/2024 a 02/10/2024, o indicador do preço do quilo do suíno vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 1,61%, fechando a semana em R$ 8,26/kg vivo.
Agrolink
Estabilidade nos Preços do frango na quinta-feira (3)
De acordo com a Scot Consultoria, o15:52 03/10/2024 valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado teve alta de 0,75%, fechando, em média, R$ 6,75/kg
Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,65/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, valendo a R$ 4,43/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (2), a ave congelada teve aumento de 0,41%, atingindo R$ 7,41/kg, e o frango resfriado teve sutil aumento de 0,13%, fechando em R$ 7,55/kg.
Cepea/Esalq
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA
041 3289 7122
041 996978868
