CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2306 DE 10 DE SETEMBRO DE 2024

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Ano 10 | nº 2306 |10 de setembro de 2024

 

NOTÍCIAS

Carne bovina: preço por tonelada das exportações na 1ª semana de setembro caiu 2,8%

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne bovina in natura até a primeira semana de setembro (cinco dias úteis), tiveram o faturamento por média diária 40% superior à de setembro do ano passado e à última semana de agosto deste ano

A receita obtida, US$ 313,1 milhões, representa 35,38% do total arrecadado em todo o mês de setembro de 2023, que foi de US$ 884,9 milhões. No volume embarcado, as 70.984 toneladas representam 36,39% do total registrado em setembro do ano passado, com 195.048 toneladas. O faturamento por média diária até o momento do mês foi de US$ 62.6 milhões, valor 41,5% maior do que o registrado em setembro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve incremento de 42,87% frente aos US$ 43.828,801 vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 14.196 toneladas, houve alta de 45,6% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado da semana anterior, alta de 43,62% em relação às 9.884 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 4.410, ele é 2,8% inferior ao praticado em setembro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa queda de 0,52% no comparativo ao valor de US$ 4.434 visto na semana passada.

Agência Safras

Boi gordo: preços seguem subindo com oferta mais curta na entressafra

Mercado atacadista se mantém com preços firmes. Ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com negócios saindo acima das referências médias em alguns estados. Os frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas entre cinco e sete dias úteis, a depender do estado. A entressafra chega ao seu ápice, com uma oferta mais restrita de animais terminados e maior dependência da oferta de animais confinados para atender as escalas de abate. Para algumas indústrias a incidência de animais de parceria (contratos a termo), tem sido extremamente benéfica, ajudando na composição das escalas, mesmo assim os preços continuam subindo em grande parte do país, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Preços médios da arroba do boi: São Paulo: R$ 251,85. Goiás: R$ 241,79. Minas Gerais: R$ 244,41. Mato Grosso do Sul: R$ 252,95. Mato Grosso: R$ 219,26. O mercado atacadista se mantém com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo. O quarto traseiro segue precificado a R$ 18,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 14,00.

Agência Safras

Início da semana com alta no preço da novilha em São Paulo

A demanda por bovinos com até 30 meses destinado ao mercado externo tem aumentado. A oferta está mais enxuta e provocou uma alta de R$2,00/@ para a novilha. Para as demais categorias, os preços seguiram estáveis na comparação com a última sexta-feira (6/9)

Segundo apurou a Scot Consultoria, o mercado paulista abriu a semana com aumento na procura por novilhas gordas, o que resultou em valorização diária de R$ 2/@, agora negociada por R$ 237/@. Para as demais categorias, os preços de São Paulo seguiram estáveis na comparação com a última sexta-feira (6/9). Dessa forma, diz a Scot, o boi gordo está valendo R$ 245/@, a vaca é negociada por R$ 220/@ e o “boi-China” está apregoado em R$ 250/@ (preços brutos, a prazo). Abate de bovinos bate recorde no 2° trimestre, destaque para as fêmeas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados completos das Estatísticas da Produção Pecuária para o 2° trimestre. O destaque ficou para os resultados das categorias dos abates de fêmeas. Os abates de vacas aumentaram 2,2% em relação ao 1° trimestre de 2024 e 18,8% em relação ao 2° trimestre de 2023. Para as novilhas, os abates aumentaram 8,0% na comparação com o 1° trimestre de 2024 e 25,4% frente ao 2° trimestre de 2023. Mercado atacadista de carne com osso. Nesta segunda semana de setembro a cotação dos cortes da carne bovina apresentou aumento generalizado. A carcaça do boi casado capão subiu 2,4%, e a cotação da carcaça do boi casado inteiro subiu 1,9%. A vaca casada registrou a maior alta, com 3,2%, e a cotação da novilha casada subiu 3,1%.

Scot Consultoria

Canadá abre mercado para carne bovina do Brasil de áreas livres de febre aftosa sem vacinação

Medida inclui Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia, além de 14 municípios do Amazonas e 5 de Mato Grosso

O Canadá autorizou na segunda-feira, 9, a importação de carne bovina do Brasil de áreas livres de febre aftosa sem vacinação, informou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, ao Estadão/Broadcast Agro. “Vamos ampliar a exportação de carne bovina para o Canadá de Estados com reconhecimento de áreas livres de febre aftosa sem vacinação. Isso inclui Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia, além de 14 municípios do Amazonas e 5 de Mato Grosso”, disse Perosa à reportagem, nos bastidores do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2024). Até então, somente carne bovina proveniente de Santa Catarina podia ser exportada ao Canadá. Até então, somente carne bovina proveniente de Santa Catarina podia ser exportada ao Canadá. Mais cedo, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, havia antecipado que o Brasil havia obtido a ampliação do mercado de carne bovina para o Canadá. “Isso é resultado da busca de boas relações diplomáticas que o presidente Lula tem fortalecido”, disse o ministro na abertura do Fiap. O evento, que antecede os debates do grupo de agricultura do G20 Brasil, é realizado pelo B20 Brasil, fórum de engajamento empresarial coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O Estado de São Paulo

Índice de custo de produção de bovinos confinados – Agosto/24

Na edição nº 87, referente ao mês de agosto, a equipe do Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) observou aumento nos custos para as propriedades CSPm (1,49%) e CSPg (3,99%), e redução para CGO (0,30%) em relação ao mês anterior. Considerando um período mais longo, de agosto de 2023 a agosto de 2024, constatamos reduções no ICBC de 0,85% e 0,32% para os confinamentos CSPm e CSPg, e aumento de 2,63% para CGO

As variações dos preços das commodities agrícolas afetaram os custos de alimentação, que passaram a representar 66,5%, 65,4%, e 69,7% dos custos da diária-boi (CDB) para CSPm, CSPg, e CGO, respectivamente. Instabilidades foram observadas, com reduções para o caroço e torta de algodão e grão de soja (16,0%, 6,5% e 4,8%, respectivamente) e aumentos para o DDG 30%, grão de milho e de sorgo, polpa cítrica e farelo de trigo e algodão (23,4%, 3,4%, 11,3%, 10,7% e 2,9%, respectivamente) em SP; enquanto em GO, houve reduções para o caroço e farelo de algodão e a casca e grão de soja (6,0%, 8,1%, 3,5% e 4,6%, respectivamente), aumentos do DDG 30%, da torta de algodão, da polpa cítrica e do grão de soja (18,4%, 3,6%, 1,2% e 4,6%, respectivamente). Além disso, o uso do software RLM proporcionou a otimização da formulação da dieta, visando minimizar os custos de produção. Na análise dos custos, adotamos a taxa Selic de 10,50% ao ano. Taxas mais elevadas impactam diretamente nos custos de oportunidade, influenciando a remuneração do capital de giro, dos ativos imobilizados e da terra. Nesse contexto, os custos de oportunidade atingiram 14,8%, 11,7% e 12,4% do custo da diária-boi (CDB) para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Propriedades com uso mais intensivo de bens de capital conseguem otimizar custos fixos e os associados a oportunidades, conferindo um diferencial competitivo. Na aquisição do boi magro: R$ 7,33/kg em SP e em GO, representando 66,3%, 62,7%, e 66,2% do CT para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Os preços atuais são inferiores para SP e superiores para GO, comparando os praticados no mesmo período de 2023. Os custos totais por arroba indicados entre julho e agosto de 2024 tiveram variações de -2,4% (CSPm), -1,4% (CSPg) e -0,4% (CGO). Além disso, no mês de agosto, os preços de aquisição de animais reduziram 4,0% em São Paulo e 0,5% em Goiás. De forma equivalente, os valores da arroba do boi gordo aumentaram em São Paulo (1,3%) e em Goiás (0,4%), alcançando R$ 231,13/@ e R$ 218,17/@, respectivamente. Em síntese, os confinadores paulistas e goianos poderiam obter lucros de R$ 15,32/@ (CSPm), R$ 16,10/@ (CSPg) e R$ 9,79/@ (CGO) na venda do boi gordo. O monitoramento contínuo dos indicadores de custo é vital para a tomada de decisões estratégicas na atividade.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP.

ECONOMIA

Dólar tem leve baixa com perspectiva de diferencial de juros mais favorável ao Brasil

O dólar à vista fechou a segunda-feira em leve baixa no Brasil, apesar do avanço quase generalizado da moeda norte-americana no exterior, com o real sendo impulsionado pela expectativa de que o diferencial de juros se tornará mais favorável ao país com o corte de juros pelo Federal Reserve e com a alta da Selic pelo Banco Central, na próxima semana

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,14%, cotado a 5,5817 reais. Em setembro, a divisa acumula queda de 0,97%. Às 17h10, na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido do mercado brasileiro — tinha baixa de 0,41%, aos 5,5930 reais. A moeda norte-americana começou o dia no Brasil em alta firme ante o real, acompanhando o avanço da divisa dos EUA também no exterior, em meio à expectativa de que o Federal Reserve comece o afrouxamento monetário na próxima semana de forma gradual, cortando os juros em 25 pontos-base. Enquanto a curva de juros brasileira precificava alta de 25 pontos-base da Selic pelo BC, a curva norte-americana refletia a perspectiva de corte de 25 pontos-base pelo Fed, ambos na próxima semana. Atualmente a Selic está em 10,50% ao ano, enquanto a taxa básica norte-americana está na faixa de 5,25% a 5,50%. Pela manhã, o boletim Focus do Banco Central indicou que a projeção mediana do mercado para a Selic no fim de 2024 passou de 10,50% para 11,25% ao ano. Na prática, a mudança representa a perspectiva de três altas de 25 pontos-base da Selic ainda este ano — em setembro, novembro e dezembro. “Esta projeção do Focus consolidou a visão de que o carrego será mais robusto no câmbio. Com isso, a moeda (real) ganha aqui mais proteção, porque fica mais caro apostar contra o BRL”, comentou Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura. Assim, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 5,5755 reais (-0,25%) às 14h32, a despeito de, no exterior, a moeda norte-americana seguir sustentando ganhos ante a maior parte das demais divisas.

Reuters

Ibovespa tem alta discreta amparada em Petrobras e Itaú

O Ibovespa fechou com um acréscimo discreto nesta segunda-feira, assegurado pelas ações da Petrobras na esteira da alta dos preços do petróleo no exterior, enquanto a Azul voltou a figurar entre as maiores quedas com receios persistentes sobre o endividamento da companhia aérea.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,13%, a 134.747,41 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 134.399,45 pontos na mínima e 135.249,97 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somava 13,9 bilhões de reais antes dos ajustes de fechamento.

Reuters

Mercado passa a ver alta de 0,25 p.p. da Selic em setembro e juros a 11,25% ao fim do ano, mostra Focus

Analistas consultados pelo Banco Central passaram a projetar alta na taxa básica de juros neste mês, com a Selic encerrando o ano a 11,25%, de acordo com a mais recente pesquisa Focus divulgada na segunda-feira

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que os economistas agora preveem que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevará a Selic, atualmente em 10,50% ao ano, em 0,25 ponto percentual em sua reunião de 17 e 18 de setembro. O aperto total esperado até o final de 2024 agora é de 0,75 ponto, com aumento de 0,25 ponto em cada uma das três últimas reuniões deste ano, em uma forte mudança após 11 semanas consecutivas de expectativa de que a taxa básica de juros não seria alterada este ano.

A expectativa no Focus é de que o ciclo de aperto monetário termine com mais uma alta de 0,25 ponto na primeira reunião do ano que vem, com a Selic chegando a 11,50%. A partir daí, os analistas consultados veem nova série de reduções, e a taxa básica deve fechar o ano a 10,25%, o que ainda representa aumento ante a projeção de 10,00% na semana anterior. A mudança na mediana do Focus para a taxa de juros vem na esteira de crescentes alterações nas previsões de instituições financeiras sobre a trajetória da Selic neste ano e no próximo, à medida que os membros do BC têm demonstrado desconforto com o fato de a inflação ter se distanciado do centro da meta de 3% em leituras recentes. No mês passado, a XP Investimentos e o BTG Pactual passaram a prever o início de um ciclo de alta de juros a partir da próxima reunião do Copom. A XP elevou para 11,75% sua projeção para a Selic ao final deste ano, enquanto o BTG Pactual vê a taxa atingindo 12% no novo ciclo de aperto. Autoridades do BC, em falas recentes, têm enfatizado que a possibilidade de elevar os juros está sobre a mesa da reunião do Copom deste mês, acrescentando que não hesitarão em subir a taxa para levar a inflação para o centro da meta. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que os analistas elevaram sua expectativa para a alta do PIB brasileiro ao fim deste ano, agora em 2,68%, ante avanço de 2,46% há uma semana. No próximo ano, a projeção é de crescimento de 1,90%, de 1,85% anteriormente. Essa alteração ocorre após o IBGE ter divulgado na semana passada números acima do esperado para o PIB no segundo trimestre do ano. Segundo o órgão, o país cresceu 1,4% entre abril e junho em relação ao trimestre anterior. A expectativa de analistas consultados pela Reuters era de avanço de 0,9% no período. Houve ainda aumento ligeiro na projeção da alta do IPCA neste ano, de 4,26% há uma semana, para 4,30%. Em 2025, o índice é estimado em alta de 3,92%, mesmo nível da semana anterior. No câmbio, o dólar deve fechar este ano em 5,35 reais, acima dos 5,33 reais previstos na semana anterior. Para 2025, houve manutenção da expectativa de 5,30 reais ao fim do ano.

Reuters

Corrente de Comércio brasileira alcança US$ 412,9 bilhões

As exportações brasileiras alcançaram US$ 234,6 bilhões no acumulado de janeiro até a primeira semana de setembro de 2024.

No mesmo período, as importações somaram US$ 178,4 bilhões, resultando em um superávit da balança comercial de US$ 56,2 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 412,9 bilhões, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na segunda-feira (9). Segundo o balanço, na primeira semana de setembro de 2024, a corrente de comércio do Brasil registrou uma média diária de US$ 2,6 bilhões, com um saldo diário médio de US$ 421,65 milhões. Em comparação com a média diária de setembro de 2023, houve um crescimento de 8,1%. No início de setembro, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,1 bilhões, com a corrente de comércio atingindo US$ 13 bilhões. Esse saldo positivo foi resultado de exportações no valor de US$ 7,6 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões. A média diária de exportações na primeira semana de setembro foi de US$ 1,5 bilhão, um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média era de US$ 1,4 bilhão. As importações também registraram crescimento. A média diária das importações na primeira semana de setembro de 2024 foi de US$ 1,1 bilhão, representando um aumento de 11,9% em comparação com a média de US$ 976,6 milhões no mesmo período de 2023. De acordo com os dados da Secex/MDIC, no acumulado do ano até a primeira semana de setembro, comparado ao mesmo período de 2023, o destaque vai para o aumento das exportações da Indústria de Transformação, que somaram US$ 179,83 milhões, um crescimento de 25,3%. Em contraste, houve uma queda nas exportações do setor agropecuário (-20,5%) e da indústria extrativa (-9,8%). Seguindo a mesma tendência, as importações da Indústria de Transformação cresceram 12,5%, totalizando US$ 112,05 milhões no acumulado do ano. O setor agropecuário registrou um aumento de US$ 4,31 milhões (22,2%), enquanto a indústria extrativa apresentou uma leve queda de US$ 0,6 milhões (1,1%). De acordo com análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as projeções de exportação de soja pelo Brasil são mantidas em 102 milhões de toneladas para 2025, um aumento em relação às 93,5 milhões previstas para 2024 e às 101,9 milhões de 2023. A consultoria Céleres, por sua vez, prevê exportações de 107 milhões de toneladas em seu cenário base.

Agrolink

Renda média dos trabalhadores tem crescimento interanual de 5,8% no segundo trimestre

Estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na sexta-feira (06/09) apontou que os rendimentos do trabalho no segundo trimestre de 2024 apresentaram uma nova elevação em relação ao trimestre anterior

O crescimento interanual da renda habitual média foi de 5,8%. No entanto, estimativas mensais indicam que o rendimento habitual médio real alcançou o pico de R$ 3.255,00 em abril de 2024, recuando para R$ 3.187,00 em julho de 2024, uma redução de 2,1%. A nota “Retrato dos Rendimentos do Trabalho – Resultados da PNAD Contínua do Segundo Trimestre de 2024”, que teve como base os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os trabalhadores por conta própria, empregados sem carteira e do setor público apresentaram um crescimento interanual da renda acima de 7% no segundo trimestre de 2024 (7%, 7,9% e 7,4% respectivamente). Por sua vez, os trabalhadores privados com carteira registraram um crescimento de 4,4%, mantendo taxas de crescimento mais lento que as demais categorias desde o início de 2023. Os maiores aumentos na renda, em comparação ao quarto trimestre de 2022, foram observados na região Nordeste (8,5%), entre os trabalhadores acima de 60 anos (8,8%), e com ensino superior (5,7%). Apenas trabalhadores com ensino fundamental incompleto ou com escolaridade inferior apresentaram um fraco aumento na renda (1,1%). O crescimento foi menor para os que habitam no Centro-oeste (3,3%), entre os jovens de 14 a 24 anos (3,6%) e em regiões metropolitanas (4,4%). Os rendimentos habituais recebidos pelas mulheres, que vinham mostrando desempenho inferior ao dos homens em anos anteriores, apresentaram ao longo de 2023 um crescimento interanual maior que o masculino (no quarto trimestre, 4,2% contra 2,5% da renda habitual). No segundo trimestre de 2024, entretanto, o crescimento da renda foi novamente superior entre os homens (6,2% para homens e 5,2% para mulheres). Em termos setoriais, os piores desempenhos da renda habitual ocorreram nos setores de construção, agricultura e serviços profissionais, com queda interanual de 1%, e aumentos de 0,5% e 2,1%, respectivamente. Já os trabalhadores da indústria e da administração pública apresentaram crescimento superior a 8%. A análise também evidência que, apesar do aumento da renda individual dos trabalhadores, a renda média por domicílio caiu para todas as faixas de renda, exceto para as faixas de renda muito baixa, que apresentou um pequeno crescimento. A desigualdade na renda individual aumentou um pouco, mas a desigualdade na renda domiciliar permaneceu estável.

Assessoria de Imprensa Ipea

LEGISLAÇÃO

Receita amplia para 43 os benefícios fiscais que empresas precisam declarar

Ação tem como objetivo ajudar a União a arrecadar R$ 20 bilhões a mais em 2025

A Receita Federal ampliou de 16 para 43 os itens da lista de benefícios fiscais que as empresas precisam declarar, por meio da chamada Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi). A nova obrigação acessória foi regulamentada em junho, com o objetivo de restringir a utilização indevida de benefícios fiscais. A ampliação da lista já era esperada. O governo incluiu no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025 uma expectativa de aumentar a arrecadação em R$ 20 bilhões no ano que vem com esse controle na utilização de benefícios tributários por parte das empresas. A Receita observa que somente a exigência da declaração inibe a utilização indevida de benefícios fiscais. Além disso, a declaração ajuda o Fisco a verificar se as empresas estão usufruindo o benefício devidamente ou indevidamente. Com isso, a secretaria do Ministério da Fazenda pode fazer programas mais assertivos de autor regularização, além daqueles para coibir fraudes. Desde meados deste ano, as empresas precisavam prestar conta sobre 16 benefícios tributários. Ontem, foi publicada no “Diário Oficial da União” uma instrução normativa com mais 27 itens a serem informados na declaração, entre eles o Regime Especial da Indústria Petroquímica (Reiq), as áreas de livre comércio Sudam/Sudene e Zona Franca de Manaus, produtos farmacêuticos e químicos, defensivos agrícolas e subvenções para investimento e para inovação tecnológica (IN nº 2.216, de 2024). As empresas têm até o dia 20 de outubro para declarar os benefícios recebidos de janeiro a agosto. Para os demais meses, a declaração deverá ser transmitida até o dia 20 do segundo mês subsequente ao do período de apuração. Os valores informados serão alvo de auditoria interna da Receita. Em caso de informação prestada de maneira errônea, será aplicada multa de 3% sobre o valor omitido, inexato ou incorreto. Já as empresas que não entregarem a declaração estarão sujeitas à multa, que varia conforme a receita bruta, limitada a até 30% do valor dos benefícios usufruídos.

Valor Econômico

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina dos Estados Unidos crescem 7% em julho/24

No período mensal, embarques norte-americanos alcançaram 110.419 toneladas, tendo como destaques o Japão e o México

As exportações de carne bovina dos Estados Unidos continuaram a ganhar força em julho/24, de acordo com dados divulgados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF, na sigla em inglês). Os embarques norte-americanos alcançaram 110.419 toneladas, ligeiramente acima do resultado de junho/24 (+ 0,24%) e avanço de 7% em relação ao volume de julho/23. Foi o segundo melhor resultado mensal de 2024, destaca a USMEF. No acumulado de janeiro a julho deste ano, porém, as vendas externas de carne bovina dos EUA recuaram 2% sobre igual período de 2023, para 754.152 toneladas. Porém, em receita, os embarques tiveram acréscimo de 6%, considerando a mesma base de comparação. “É muito gratificante ver a demanda por carne bovina dos EUA crescendo nos mercados asiáticos, com o Japão e Taiwan”, disse o CEO da USMEF, Dan Halstrom. “A carne bovina norte-americana enfrentou ventos contrários severos na Ásia e especialmente no Japão, mas a perspectiva para o restante do ano é encorajadora”, acrescenta. Após um sólido desempenho em junho/23, as exportações para o Japão atingiram 22.031 toneladas, um aumento de 14% em relação ao ano passado, enquanto a receita subiu 17%, para US$ 175 milhões. “Embora a economia do Japão continue patinando, o turismo crescente no país impulsionou a demanda pela carne bovina norte-americana nos setores de serviços de alimentação e hospitalidade”, observa a USMEF. A federação também destacou o significativo avanço dos embarques ao mercado do México, que em julho/24 foram os maiores deste ano, com 21.081 toneladas vendidas, um aumento de 19% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em receita, as exportações ao mercado mexicano subiram 17%, para US$ 122,5 milhões — o maior faturamento em quase quatro anos. O México é o maior destino em volume para carne bovina dos EUA e o segundo em valor, atrás do Japão. O bloqueio imposto pela Colômbia à carne bovina dos EUA, por causa de casos de gripe aviária (H5N1) em vacas leiteiras do país, continua a pesar fortemente nas exportações norte-americanas ao mercado colombiano. “Os embarques para a Colômbia registraram um forte primeiro trimestre/24, mas caíram drasticamente desde abril/24, quando as exportações dos Estados afetados pela H5N1 foram suspensas”, informa a USMEF. No acumulado de janeiro a julho deste ano, as exportações de carne bovina para a Colômbia caíram 32% em relação mesmo período de 2023, para 2.312 toneladas, gerando receita total de US$ 14,2 milhões, uma queda de 21% considerando a mesma base de comparação. No dia 25 de março de 2024, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou o primeiro registro de gripe aviária (H5N1) em uma vaca leiteira nos EUA – desde então, muitos outros casos no país foram contabilizados pelas autoridades locais, acendendo um sinal de alerta na cadeia pecuária norte-americana. No final de abril/24, a Colômbia anunciou o bloqueio da importação de carne bovina fresca/congelada e produtos derivados da proteína provenientes de Estados norte-americanos onde vacas leiteiras testaram positivo para gripe aviária. “Os EUA são os maiores fornecedores de carne bovina importada da Colômbia e essa tentativa (de suspensão) é impraticável e equivocada”, disse a USMEF no momento do bloqueio colombiano.

Portal DBO

FRANGOS & SUÍNOS

Preços do suíno vivo têm leves altas na segunda-feira (9)

Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 13,20/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (6), o preço ficou estável somente em Minas Gerais (R$8,96/kg). Houve alta de 0,12% no Paraná, chegando a R$ 8,43/kg, avanço de 0,12% no Rio Grande do Sul, com preço de R$ 8,07/kg, aumento de 0,24% em Santa Catarina, atingindo R$ 8,38/kg, e de 0,34% em São Paulo, fechando em R$ 8,95/kg.

Cepea/Esalq

Volume das exportações de carne suína em agosto foi o segundo maior da história

Receita cresceu 9,1%, para US$ 276,3 milhões, e atingiu recorde para o mês, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Entre janeiro e agosto, Brasil embarcou 870,2 mil toneladas de carne suína

As exportações brasileiras de carne suína (in natura e processada) totalizaram 118,1 mil toneladas em agosto, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume, 4,7% maior do que o de agosto de 2023, foi o segundo melhor resultado mensal da história do segmento. Na mesma base de comparação, a receita cresceu 9,1%, para US$ 276,3 milhões, um recorde para o mês de agosto. Em reais, o montante também foi o maior da história, segundo a ABPA – a receita em moeda local subiu 23,4%, para R$ 1,534 bilhão. Nos oito primeiros meses deste ano, os embarques de carne suína somaram 870,2 mil toneladas, o que representou um aumento de 7,7% em comparação com igual intervalo do ano passado. A receita, em contrapartida, caiu 1,6%, para US$ 1,885 bilhão. O mercado das Filipinas manteve-se como o principal destino da carne suína brasileira ao importar 28 mil toneladas em agosto, ou 80% a mais do que no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar ficou a China, com 16,3 mil toneladas (-46%), seguida pelo Chile, com 12,3 mil toneladas (+48%), Hong Kong, com 9,5 mil toneladas (+5%) e Japão, com 8,1 mil toneladas (+170%). “As exportações brasileiras de carne suína ganharam novos ‘players’, com o crescimento do protagonismo das Filipinas e do Chile, com fortes elevações comparativas. O mesmo ocorreu com o Japão, mercado que se destaca pela importação de produtos de alto valor agregado e que agora é parte dos cinco maiores destinos do produto brasileiro”, disse, em nota, o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Santa Catarina é o Estado que lidera as exportações brasileiras de carne suína. Os embarques catarinenses recuaram 0,4% em agosto, para 62,5 mil toneladas. O Rio Grande do Sul exportou 26 mil toneladas no mês passado, volume 13,6% superior ao de agosto de 2023. Em seguida, estão Paraná, com 16,7 mil toneladas (+8%), Mato Grosso, com 3,2 mil toneladas (+4%), e Mato Grosso do Sul, com 2,5 mil toneladas (+13,9%).

ABPA

Exportações de carne suína iniciam setembro com resultados positivos

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína in natura até a primeira semana de setembro (cinco dias úteis), mostraram resultados positivos em relação a setembro do ano passado e em comparação à última semana de agosto

A receita obtida, US$ 65,3 milhões, representa 28,59% do total arrecadado em todo o mês de setembro de 2023, que foi de US$ 228,5 milhões. No volume embarcado, as 25.538 toneladas representam 25,94% do total registrado em agosto do ano passado, com 98.438 toneladas.

O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 13 milhões, quantia 14,4% maior do que a de setembro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 10,23% observando os US$ 11,8 milhões vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 5.107 tonelada, crescimento de 3,8% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado da semana anterior, elevação de 5,97%, comparado às 4.819 da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 2.558, ele é 10,2% superior ao praticado em setembro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa crescimento de 4,01% em relação aos US$ 2.459 anteriores.

Agência Safras

Frango no mercado paulista tem leves altas na segunda-feira (9)

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,76%, fechando, em média, R$ 6,65/kg.

Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,66/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, valendo a R$ 4,41/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (6), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado baixaram 0,27%, cotados, respectivamente, em R$ 7,26/kg e R$ 7,45/kg.

Cepea/Esalq

Em cinco dias úteis, embarques de carne de frango atingem 33,21% do total faturado em setembro/23

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas na segunda-feira (9), as exportações de carne de aves in natura até a primeira semana de setembro (cinco dias úteis), atingiram pouco mais de 30% do faturamento total registrado em setembro do ano passado.

A receita obtida, US$ 220 milhões, representa 33,21% do total arrecadado em todo o mês de setembro de 2023, que foi de US$ 662,4 milhões No volume embarcado, as 116.660 toneladas representam 31,26% do total registrado em agosto do ano passado, com 373.083 toneladas.

O faturamento por média diária até o momento do mês foi de US$ 44 milhões quantia 32,9% maior do que a registrada em setembro de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve incremento de 31,14% frente aos US$ 33.560,807 vistos na semana passada. Em toneladas por média diária, foram 23.332 toneladas, elevação de 25,1% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se alta de 44% em relação às 16.202 toneladas da semana anterior. No preço pago por tonelada, US$ 1.886, ele é 6,2% superior ao praticado em setembro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa queda de 8,9% no comparativo ao valor de US$ 2.071 visto na semana passada.

Agência Safras

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