
Ano 10 | nº 2305 |09 de setembro de 2024
NOTÍCIAS
Estabilidade no mercado do boi gordo em São Paulo
A primeira semana do mês encerrou com estabilidade nos preços na comparação diária, mas firmes, com alguns frigoríficos fora das compras e de olho no desempenho do escoamento de carne no fim de semana do feriado de Independência
Com o aumento dos preços ao longo da semana e o produtor mais suscetível a negociar, as ofertas estão razoáveis, com as escalas de abate das indústrias paulistas atendendo, em média, para sete dias. Na Bahia, as ofertas estão escassas na região e a ponta vendedora com rebanho para negociar buscou ofertas de compra melhores. A ponta compradora esteve menos ativa no último dia da semana e o volume de negócios ocorreu de modo menos intenso, mas com a necessidade de alta nos preços frente ao dia anterior para todas as categorias. Na região Sul, o preço do boi gordo subiu R$2,00/@. /@. Para a vaca, alta de R$3,00/@ e para a novilha, o aumento na cotação foi de R$5,00/@. Na região Oeste, a alta foi de R$5,00/@ para todas as categorias. No Noroeste-PR, o mercado vem se mantendo com viés altista, registrando aumento de R$2,00/@ nos preços para as categorias de fêmeas. Na exportação de carne bovina in natura em agosto, o mês teve desempenho recorde para um agosto e foi o segundo melhor mês da história – atrás apenas do julho/24. Foram exportadas 217,4 mil toneladas – 9,8 mil toneladas/dia, volume 17,4% superior ao exportado em agosto/23.
Scot Consultoria
Preço do boi gordo encerra a semana com estabilidade em SP e alta na Bahia
Ofertas estão razoáveis, com as escalas de abate das indústrias atendendo, em média, para sete dias. Das 23 regiões pecuárias, 21 registraram altas nos preços da arroba do boi gordo nesta sexta-feira
A primeira semana de setembro encerrou com estabilidade nos preços do boi gordo na comparação diária no mercado do interior de São Paulo. No entanto, as cotações estão firmes, com alguns frigoríficos fora das compras e de olho no desempenho do escoamento de carne no fim de semana do feriado de Independência. Com o aumento dos preços ao longo da semana e o produtor mais suscetível a negociar, as ofertas estão razoáveis, com as escalas de abate das indústrias paulistas atendendo, em média, para sete dias. Com isso, nesta sexta-feira (6/9), nas praças de Barretos e Araçatuba, a arroba do boi gordo foi negociada em R$ 245 a arroba, a da vaca em R$ 220 e da novilha em R$ 235, segundo apuração da Scot Consultoria. O “boi China” está apregoado em R$ 250. Das 23 regiões pecuárias acompanhadas pela Scot Consultoria, 21 registraram altas nos preços da arroba do boi gordo na sexta-feira. Somente as regiões de Cuiabá (MT) e do norte do Tocantins tiveram baixas. A maior elevação diária ocorreu no Oeste da Bahia, onde a cotação aumentou em R$ 2,58, para R$ 216,08. De acordo com a Scot Consultoria, as ofertas estão escassas na região e a ponta vendedora com rebanho para negociar buscou ofertas de compra melhores. A ponta compradora esteve menos ativa no último dia da semana e o volume de negócios ocorreu de modo menos intenso, mas com a necessidade de alta nos preços frente ao dia anterior para todas as categorias. Em agosto, as exportações de carne bovina in natura tiveram um desempenho recorde. Esse foi o segundo melhor mês da história para os embarques, atrás apenas de julho deste ano. Foram exportadas 217,4 mil toneladas, com média de 9,8 mil toneladas diárias, volume 17,4% superior ao exportado em agosto de 2023.
Globo Rural
Preço do boi gordo sobe apesar do clima, e analistas veem virada de ciclo no segundo semestre
Valorização ocorre apesar do avanço do fogo em regiões produtoras, cenário que tenderia a derrubar o mercado. Preocupação está na oferta de animais terminados em confinamento ou à base de concentrado
Em alta desde agosto, a cotação da arroba bovina no Brasil deve seguir em trajetória ascendente nos próximos meses puxada por uma demanda firme e uma oferta em queda no país após recorde no volume de abates no primeiro semestre. A valorização, ressaltam analistas, ocorre a despeito do avanço do fogo em regiões produtoras – cenário que, em condições normais, tenderia a derrubar o mercado. “Hoje a força do mercado tem sido tão forte quanto o clima para determinar preço. A oferta ficou tão reduzida que a arroba continuou subindo indiferente a esses acidentes climáticos que estamos assistindo”, avalia o diretor-fundador da Scot Consultoria, Alcides Torres. Na avaliação dele, se o clima estivesse mais ou menos seco, os preços se comportariam da mesma forma. “Claro que o clima interfere em toda a produção rural do planeta, mas muito mais do que o clima, hoje, o que está pesando na cotação do boi é a oferta de rebanho e o ciclo de preços”, completa Torres Após alta de 4,8% em agosto, o mercado iniciou setembro com valorização de quase 3% em setembro. O diretor da Athenagro, Maurício Palma Nogueira, destaca que a redução da oferta tem ocorrido num momento de demanda firme tanto no mercado interno quanto no mercado externo, com as exportações brasileiras batendo recordes no primeiro semestre. Ao todo, foram 1,29 milhão de toneladas, um aumento de 27,3% comparado ao mesmo período de 2023. “Isso gera a firmeza de mercado que estamos vendo, com contratos futuros reagindo 5% nos vencimentos mais longos, para outubro”, comenta Nogueira. Segundo ele, se tem havido fogo em áreas de pastagens, é porque há capim disponível para queima, o que significa que boa parte dos animais excedentes disponíveis para abate já foram liquidados. A preocupação, alerta o diretor da Athenagro, está na oferta de animais terminados em confinamento ou à base de concentrado. “Quando há a perda de pastagem, o produtor tem que buscar alternativas para manter o rebanho, e isso inclui uso de concentrado, o que pode inclusive aumentar a produtividade”, explica. Com isso, ele avalia que, em algum momento do segundo semestre, deva haver uma pressão pontual na oferta por conta da entrada desses rebanhos no mercado, mas sem comprometer os fundamentos de alta. “Provavelmente, já estamos na inversão do ciclo pecuário, por isso acreditamos que o cenário a partir de agora favorecerá a formação de preços melhores”, destaca Nogueira. O diretor da Scot Consultoria concorda. Além das exportações firmes, ele destaca as boas perspectivas para o consumo interno no país. “O nível de desemprego caiu ao nível mais baixo dos últimos anos e a relação da elasticidade de renda para o consumo de carne está mais do que provado. Então, se não houver nenhum acidente de percurso, a expectativa é de preços firmes até dezembro”, completa Torres.
Globo Rural
Estatística da pecuária (Belo Horizonte – Minas Gerais)
Na região central do estado mineiro, o mercado se mostrou firme na última semana. Com um cenário de ofertas reduzidas, as cotações de todas as categorias de bovinos terminados subiram
Refletindo uma alta demanda por parte dos frigoríficos e com expectativa de melhora no escoamento de carne nesse início de mês, a cotação semanal apresentou alta. Por outro lado, as ofertas menores sugerem que quem tem boiada está esperando que o mercado apresente novas altas. A expectativa é de que o mercado belo-horizontino siga firme, com expectativa de maiores incrementos para o próximo mês. Na comparação semanal, o preço do boi gordo apresentou aumento de 2,2%, ou R$5,00/@, sendo comercializado em R$231,50/@. Para a vaca, a alta foi de 2,6%, ou R$5,50/@, estando cotada em R$217,50/@, já para a novilha, o incremento foi de 4,0%, ou R$8,50/@, apregoada em R$220,50/@, segundo levantamento da Scot Consultoria. Preços a prazo e descontados os impostos (Senar e Funrural). Nas praças paulistas, o diferencial de base do boi gordo é de R$10,00/@, ou 4,3% a menos, com o boi cotado em R$241,50/@ em São Paulo. Preços a prazo e livre de impostos.
Scot Consultoria
ECONOMIA
Dólar fecha em alta, a R$ 5,59, com mercado avaliando corte de juros pelo Fed
Dados mistos do mercado de trabalho americano fizeram o dólar ganhar força no exterior e no Brasil. Na semana, porém, moeda acumula 0,8% de desvalorização
O dólar fechou em alta ante o real na sexta-feira (6), mas ainda abaixo dos R$ 5,60, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior. A divulgação de dados mistos do mercado de trabalho norte-americano manteve as dúvidas dos investidores sobre o tamanho do corte de juros nos EUA este mês. Os números do Departamento de Trabalho mostraram que os empregadores norte-americanos criaram 142.000 postos de trabalho forra do setor agrícola em agosto, abaixo do esperado. Porém, a taxa de desemprego recuou para 4,2% no mês passado, de 4,3% em julho, em linha com as expectativas. O dólar comercial fechou em alta de 0,35% na sexta-feira, a R$ 5,589 na compra e a R$ 5,590 na venda. O dólar futuro de próximo vencimento (DOLc1) subia 0,20%, a 5.605,45 pontos. Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 1,19%, cotado a R$ 5,5726 reais. Na semana, o dólar acumulou baixa de 0,83% ante o real. Em um dia de agenda esvaziada no Brasil, os investidores se voltaram para a divulgação do relatório payroll no exterior, com números sobre a geração de vagas de trabalho fora do setor agrícola dos EUA. O Departamento do Trabalho informou que a economia americana abriu 142.000 vagas em agosto, após 89.000 em julho, em dado revisado para baixo. Economistas consultados pela Reuters previam criação de 160.000 vagas, depois de 114.000 em julho. A criação de vagas menor que o esperado fez o dólar, em um primeiro momento, perder força ante as demais divisas globais, incluindo o real, em meio à percepção de que a fraqueza do mercado de trabalho abriria espaço para o Federal Reserve cortar juros em 50 pontos-base este mês, e não apenas em 25 pontos-base. Neste cenário, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$ 5,5295 (-0,77%) às 9h45, já após o payroll. Porém, em um segundo momento, os investidores se apegaram a outro dado: a taxa de desemprego nos EUA, que ficou em 4,2%, dentro do esperado, mas abaixo dos 4,3% do mês anterior, sugerindo que o mercado de trabalho segue resiliente. Neste cenário, o dólar voltou a ganhar força e passou a subir ante boa parte das demais divisas internacionais, inclusive o real. Às 13h49, o dólar à vista marcou a cotação máxima, de R$ 5,6021 (+0,53%). Os receios de que os EUA possam entrar em recessão, na visão de alguns profissionais, também geravam certa procura pela proteção do dólar. “Via de regra, a expectativa de queda de juros lá fora e de alta de juros aqui deveria fazer o dólar cair. Mas o mercado procurou se proteger do risco”, comentou Alexandre Viotto, head de banking e câmbio da EQI Investimentos.
Reuters
Ibovespa tem maior queda desde junho, após dado de empregos nos EUA
Bolsas dos EUA também fecham o dia e a semana com amplas perdas, após payroll. Sextou com mais apreensão e dúvidas do que alegria, depois que dados sobre o mercado de trabalho nos EUA foram divulgados, promovendo a questão: qual será o tamanho do corte nas taxas de juros que o Federal Reserve vai promover na reunião de setembro? A dúvida vem da apreensão que os dados geraram sobre a saúde da maior economia do mundo.
O resultado está nas bolsas globais, que acabaram no vermelho. O Ibovespa recuou 1,41%, aos 134.572,45 pontos, uma perda de 1.930,04 pontos, levando a semana a terminar no negativo, com 1,05%, após quatro semanas no azul – a última que havia encerrado no vermelho compreende os pregões de 29 de julho a 2 de agosto, com 1,29%. O dia foi tão pesado que a desvalorização de 1,41% do Ibovespa é a maior em um só dia desde 7 de junho, quando o índice recuou 1,73%. A dúvida sobre o tamanho do corte já ultrapassa há muito a questão sobre se o Fed vai ou não cortar as taxas em setembro. Isso parece ser passado há um bom par de semanas. O embate agora é o tamanho desse corte, que iniciaria um ciclo de queda das taxas, após a pandemia. Tudo isso porque hoje, antes da abertura dos mercados, os EUA divulgaram o payroll de agosto, com criação de 142 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola, menos que o esperado pelos analistas. O dado do mercado de trabalho veio bem acima das 89 mil vagas criadas em julho, mas esse foi um número bem revisado para baixo (de originalmente 114 mil divulgados). Claudia Rodrigues, economista do C6 Bank, ressalta que, “no geral, os dados do mercado de trabalho têm mostrado uma tendência de desaceleração nos últimos meses”. Ela lembra que isso vai ter “mais importância na próxima decisão do Fed do que a inflação, que está sob controle, apesar de ainda acima da meta. O recuo de agosto na taxa de desemprego deve levar o Fed a fazer um corte de 0,25 [ponto percentual] na taxa de juros.”. Essa é uma visão. Outra visão é que o corte será de 50 pontos-base. Étore Sanchez, da Ativa Investimentos, entende que o payroll de agosto “acentuou a frustração apontada pelo ADP” (relatório de empregos divulgado ontem): “avaliamos que a divulgação reforça a perspectiva de que o Fed deverá iniciar o ciclo de afrouxamento de forma mais agressiva. Além disso, aumenta a probabilidade de um ciclo de afrouxamento ainda mais profundo este ano”. E há a turma que coloca uma outra visão. Andressa Durão, economista do ASA, diz que “a totalidade dos dados não sugere que a economia americana esteja em recessão, mas os riscos aumentaram com os dados de mercado de trabalho divulgados ao longo da semana, já em níveis considerados ‘normais’”. Para ela, “apesar de uma recessão não ser cenário-base, essa normalização aconteceu rapidamente, depois de um longo período de aperto, o que sugere agora também rápida normalização da política monetária por parte do Fed”. Está tudo em aberto. Não há consenso sobre o tamanho do corte. Mas que haverá cortes, disso ninguém parece duvidar mais. “Os dados da folha de pagamento (o payroll) de agosto indicam que os riscos estão aumentando, à medida que o mercado de trabalho está claramente desaquecendo e o Fed precisa intervir para eliminar os riscos extremos”, disse à CNBC Sonu Varghese, estrategista macro global do Carson Group. “O relatório sela o acordo para um corte nas taxas em setembro, mas a grande questão é se o Fed vai acelerar, cortando 50 pontos-base, para enfrentar os riscos crescentes”. Essa incerteza fez grande parte dos investidores fugir dos ativos de risco, tanto em Nova York, onde as bolsas tiveram quedas robustas, quanto na B3, em São Paulo.
Infomoney
Poupança tem saque líquido em agosto pelo 2º mês, de R$398 mi
A caderneta de poupança sofreu saque líquido em agosto pelo segundo mês seguido, de 398,049 milhões de reais, mas ainda assim o menor nível de retirada mensal desde outubro de 2019, de acordo com dados do Banco Central na sexta-feira
No acumulado do ano, a poupança registra retirada líquida de 4,099 bilhões de reais. Foram apenas três meses com depósitos até agora em 2024. No mês passado, houve um saldo negativo de 1,288 bilhão de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), contra depósitos líquidos de 890,4 milhões de reais na poupança rural. A rentabilidade atual da caderneta de poupança é dada pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Esta fórmula vale enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano — a taxa básica de juros está atualmente em 10,50% ao ano e o Banco Central volta a se reunir em 17 e 18 de setembro para deliberar sobre a taxa básica.
Reuters
IGP-DI desacelera em linha com o esperado em agosto com queda de commodities, mostra FGV
A alta do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou em linha com o esperado em agosto, devido à queda nas commodities aos produtores e dos preços aos consumidores, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira
O IGP-DI subiu 0,12% em agosto, depois de avanço de 0,83% no mês anterior, em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,11%. O resultado levou o índice a subir 4,23% em 12 meses. “Em agosto, a inflação ao produtor apresentou desaceleração significativa… A queda nos preços de commodities importantes, como minério de ferro e soja, foi determinante para a desaceleração da inflação entre os produtos agropecuários e industriais”, disse André Braz, coordenador dos índices de preços. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do indicador geral, desacelerou para uma alta de 0,11%, após subir 0,93% no mês anterior. No IPA, a queda nas Matérias-Primas Brutas foi o maior destaque de agosto, caindo 0,47% no mês, ante alta de 1,54% em julho, sendo que as principais contribuições para esse movimento foram dos itens minério de ferro (1,34% para -6,28%), soja em grão (0,59% para -2,03%) e leite in natura (5,27% para 0,65%). Braz ainda destacou o resultado no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — como um fator para o índice geral. O IPC teve queda de 0,16% em agosto, após subir 0,54% em julho. Quatro das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (3,48% para -0,60%), Habitação (0,61% para -0,40%), Despesas Diversas (1,84% para 0,45%) e Transportes (1,09% para 0,82%). O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, teve alta de 0,70% em agosto, de 0,72% antes. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
Reuters
Preços mundiais dos alimentos caem ligeiramente em agosto, diz ONU
O índice mundial de preços de alimentos da Organização das Nações Unidas caiu ligeiramente em agosto, mostraram dados divulgados na sexta-feira, à medida que os preços mais baixos de açúcar, carne e cereais mais que compensaram os preços mais altos de laticínios e óleo vegetal
O índice de preços, compilado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação para monitorar as commodities alimentares mais comercializadas globalmente, caiu para 120,7 pontos em agosto, de 121 pontos revisados em julho. O índice da FAO atingiu a menor taxa em três anos em fevereiro deste ano, quando os preços dos alimentos recuaram de um pico recorde estabelecido em março de 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O valor de agosto foi 1,1% menor que o nível do ano passado e 24,7% abaixo do pico de março de 2022. Em um relatório separado, a FAO reduziu sua previsão para a produção global de cereais em 2024 em 2,8 milhões de toneladas métricas, para 2,851 bilhões de toneladas, colocando-a quase no mesmo nível da produção do ano anterior. A queda reflete em grande parte as perspectivas reduzidas para as safras de grãos secundários na União Europeia, México e Ucrânia, devido às condições climáticas quentes e secas. A previsão para a utilização mundial de cereais em 2024/25 foi reduzida em 4,7 milhões de toneladas em relação a julho, para 2,852 bilhões de toneladas, refletindo um aumento de 0,2% em relação a 2023/24. A agência também cortou sua previsão para os estoques mundiais de cereais no final das temporadas em 2025 em 4,5 milhões de toneladas, para 890 milhões.
Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Sexta-feira (6) de cotações estáveis para o mercado de suínos
Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 169,00, enquanto a carcaça especial caiu 0,75%, fechando em R$ 13,20/kg, em média
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (5), houve tímida alta apenas em Santa Catarina, na ordem de 0,12%, chegando a R$ 8,36/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 8,96/kg), Paraná (R$ 8,42/kg), Rio Grande do Sul (R$ 8,06/kg), e São Paulo (R$ 8,92/kg).
Cepea/Esalq
Preços do frango congelado e do resfriado subiram em São Paulo na sexta-feira (6)
De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, assim como a ave no atacado, fechando, em média, R$ 6,60/kg
Na cotação do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,66/kg, da mesma forma que em Santa Catarina, valendo a R$ 4,41/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (5), a ave congelada teve aumento de 0,55%, chegando a R$ 7,28/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,54%, fechando em R$ 7,47/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de carne de frango alcançam maior preço médio em dois anos
Valor médio das exportações volta a superar US$ 2 mil dólares/Ton; receita em Reais cresce 8,1%
O preço médio das exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) voltou a superar o patamar de US$ 2 mil dólares por tonelada, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em agosto, o preço médio da tonelada exportada alcançou US$ 2.089, número 8,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 1.918. É o maior preço médio desde agosto de 2022, com US$ 2.106 dólares por tonelada. Ao todo, foram embarcadas 379,8 mil toneladas em agosto, volume 12,3% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 433,3 mil toneladas. Em receita, a queda foi menor, de 4,5%, com US$ 793,6 milhões registrados em agosto deste ano, contra US$ 831 milhões no mesmo período do ano passado. Já a receita em Reais cresceu 8,1%, com R$ 4,406 bilhões em agosto deste ano, contra R$ 4,074 bilhões no oitavo mês de 2023. No ano (janeiro a agosto), o volume embarcado de carne de frango alcançou 3,432 milhões de toneladas, volume 1,8% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 3,495 milhões de toneladas. A receita registrada nos oito primeiros meses de 2024 chegou a US$ 6,319 bilhões, saldo 7,8% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com US$ 6,858 bilhões. A receita em Reais acumulada no ano totalizou R$ 33,004 bilhões, saldo 4,1% menor em relação ao ano anterior, com R$ 34,412 bilhões. “O fluxo de embarques registrado até aqui segue média mensal equivalente a dos 12 meses de 2023, se estabelecendo em torno de 430 mil toneladas”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. No levantamento por destino, os Emirados Árabes assumiram o primeiro posto, com 39,2 mil toneladas importadas do Brasil em agosto, número 17% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em ritmo diferente, os embarques para o Japão cresceram 32%, alcançando 39 mil toneladas. Em seguida vieram África do Sul, com 28,1 mil toneladas (+11%), Arábia Saudita, com 26,9 mil toneladas (-28%) e a China, agora no quinto posto, com 16,3 mil toneladas (-69%). No levantamento por estado, o Paraná segue na liderança das exportações, com 161,2 mil toneladas exportadas em agosto (-2,7), seguido por Santa Catarina, com 84,2 mil toneladas (-14,1%), Rio Grande do Sul, com 37,8 mil toneladas (-42,5%), São Paulo, com 23,8 mil toneladas (-3,1%) e Goiás, com 17,8 mil toneladas (+4,3%). “O preço médio foi fortemente influenciado pelo crescimento dos embarques para mercados com alto valor agregado, como o Japão. Por outro lado, houve perda de janela de embarques em determinados portos, especialmente em Paranaguá, onde há grande represamento de fluxo logístico. Colaborou para o resultado menor, também, efeitos pontuais da Doença de Newcastle, especialmente nos embarques para a China e o México”, destacou Santin.
ABPA
Frango/Cepea: Carne inicia setembro com preços em alta; abates são recordes
Os preços da carne de frango iniciaram setembro em alta em grande parte das praças acompanhadas pelo Cepea
Segundo pesquisadores deste Centro, o impulso vem do típico aumento da demanda neste período de maior poder de compra da população (recebimento dos salários). Agentes relataram que muitos atacadistas precisaram reabastecer os estoques. Quanto aos abates de frango no segundo trimestre de 2024, dados divulgados pelo IBGE indicam que foram recordes, considerando-se toda a série histórica do Instituto, iniciada em 1997, o que, conforme pesquisadores do Cepea, evidencia a estratégia do setor em elevar a produção, no intuito de atender à demanda externa aquecida pela proteína brasileira. Foram 1,6 bilhão de cabeças de frango abatidas no período, 1% a mais que nos primeiros três meses de 2024 e 3,2% acima da quantidade registrada em igual intervalo de 2023.
Cepea
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