CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2281 DE 06 DE AGOSTO DE 2024

clipping

Ano 10 | nº 2281 | 06 de agosto de 2024

 

NOTÍCIAS

Segunda-feira com preços estáveis em São Paulo

O mercado do boi gordo iniciou a semana com preços estáveis e firmes. As escalas de abate atendem a 10 dias

Na segunda-feira (5/8), segundo apurou a Scot Consultoria, nas praças paulistas, as cotações dos animais terminados se mantiveram firmes, com o boi gordo “comum” valendo R$ 227/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 202/@ e R$ 217/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” (base SP) está cotado em R$ 230/@, com ágio de R$ 3/@ sobre o animal “comum”. Na região de Belo Horizonte MG, os preços subiram na comparação feita dia a dia. As escalas de abate atendem a seis dias. No Norte-MT, os preços do boi e vaca ficaram estáveis na comparação diária. Para a novilha houve aumento de R$1,00/@. As escalas, em média, atendem doze dias. No mercado atacadista de carne com osso, apesar do baixo volume de negócios, a cotação subiu. O preço da carcaça casada da vaca e da novilha subiu 3,4%. A carcaça casada de boi inteiro subiu 2,4% e a de boi castrado, subiu 2,6%.

Scot Consultoria

Boi gordo: O mercado físico do boi iniciou a semana com preços firmes.

A lentidão foi dominante, em um dia que algumas indústrias permaneceram ausentes da compra de gado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado ainda carrega algum otimismo em torno da primeira quinzena de agosto, período pautado por bom consumo. “Agosto também é um período importante para a entrada de animais de confinamento no mercado, com grande incidência de contratos a termo nesta temporada. O mercado segue atento ao posicionamento dos grandes compradores de carne de frango do Brasil, que ainda não retornaram a compra de produtos avícolas brasileiros, em especial a China”, completou Iglesias. Preços da arroba do boi: São Paulo: R$ 230,62. Goiás: R$ 224,57. Minas Gerais: R$ 221,88. Mato Grosso do Sul: R$ 228,16. Mato Grosso: R$ 209,31. O mercado atacadista abre a semana com preços firmes. Segundo Iglesias, a expectativa ainda é de alta dos preços, considerando que além da entrada dos salários há o adicional de consumo durante o Dia dos Pais. “Soma-se a isso um intenso e constante ritmo de exportação, que ganha ainda mais relevância em um momento de franco enfraquecimento das moedas emergentes. Como ponto de atenção segue a situação da principal concorrente da carne bovina, a carne de frango que ainda conta com incertezas em meio às suas exportações”, disse. O quarto traseiro do boi segue precificado a R$ 17,00 por quilo. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 12,50 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,00 por quilo.

Agência Safras

Oferta alta derruba preço do boi gordo

Fêmeas registram alta no mercado no norte do Mato Grosso

Segundo o levantamento semanal da Scot Consultoria, o mercado de bovinocultura registrou queda no preço da arroba do boi gordo devido a ofertas confortáveis, enquanto os preços da vaca e novilha gordas subiram em razão da diminuição nas ofertas de fêmeas no norte do Mato Grosso. Na Região, o preço da arroba do boi gordo caiu 1,4%, equivalente a R$ 3,00/@, sendo negociado a R$ 207,00/@. Em contrapartida, o valor da arroba da vaca gorda subiu 1,6%, ou R$ 3,00/@, sendo comercializada a R$ 192,00/@. A novilha gorda também apresentou alta de 1,0%, ou R$ 2,00/@, cotada a R$ 196,00/@. Esses valores são a prazo e já descontam os impostos (Senar e Funrural), de acordo com os dados da Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, no estado de São Paulo, o diferencial de base do boi gordo é de R$ 16,50/@, ou 7,9%, com o preço do boi gordo nas praças paulistas cotado a R$ 223,50/@, também a prazo e livre de impostos. Para o curto prazo, com as escalas de abate ainda confortáveis para os compradores, atendendo, em média, a 10 dias, a expectativa é de que os preços do boi gordo se mantenham estáveis ou caiam. Essa perspectiva reflete o cenário atual de oferta e demanda, onde as escalas de abate favorecem os frigoríficos, mantendo a pressão sobre os preços do boi gordo.

Agrolink

ECONOMIA

Dólar chega a superar R$5,86 em dia de estresse global, mas desacelera alta

Após oscilar acima dos 5,86 reais no início do dia, o dólar à vista perdeu força em meio à desaceleração da moeda ante outras divisas de emergentes e a dados positivos do setor de serviços nos EUA, mas ainda assim a moeda norte-americana fechou a segunda-feira em alta no Brasil

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,7414 reais na venda, em alta de 0,53%. Esta é a maior cotação de fechamento desde 20 de dezembro de 2021, quando encerrou em 5,7450 reais. Em agosto, a moeda norte-americana acumula ganho de 1,51%. Às 17h36, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,04%, a 5,7425 reais na venda. No início do dia, o sell-off (liquidação) nos mercados globais colocou os índices de ações em forte baixa e o dólar em alta firme ante as divisas de emergentes, como o real, o peso mexicano e o peso chileno. Entre os fatores citados para o movimento estavam o receio de uma recessão nos EUA após dados fracos de emprego na sexta-feira; a continuidade da liquidação de operações de carry-trade com o iene pós o Banco do Japão subir juros na semana passada; os receios de que haja uma escalada no conflito envolvendo Israel no Oriente Médio e a decepção com balanços de companhias nos EUA, com a Berkshire Hathaway do empresário Warren Buffett reduzindo metade de sua participação na Apple. “Houve um sell-off bruto, com o (mercado de ações do) Japão mergulhando e os EUA também. Mas no intraday foi melhorando”, comentou o gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, Cleber Alessie Machado, pontuando que os ganhos do dólar ante o real, o peso mexicano e o peso chileno também diminuíram. “O ISM norte-americano contribuiu para isso, diluindo o receio de que haverá um pouso forçado da economia dos EUA e, por isso, o Fed poderia até chamar uma reunião extraordinária para cortar juros, como chegou a circular”, acrescentou. No Brasil, havia ainda a percepção de que o real e o Ibovespa haviam recuado bastante no início do dia, o que abria espaço para ajustes. “(O mercado brasileiro) caiu tanto que está tendo um rebound (recuperação). Isso é normal”, disse durante a tarde o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior. Neste cenário, após marcar a cotação máxima de 5,8655 reais (+2,71%) às 9h04, pouco depois da abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de 5,7135 reais (+0,05%) às 14h43. Até o encerramento dos negócios, porém, a divisa reacelerou um pouco.

Reuters

Ibovespa fecha em queda com exterior, mas Bradesco dispara e evita o pior

O Ibovespa fechou em baixa na segunda-feira, contaminado pela aversão a risco global, mas distante da mínima do dia, amparado pela disparada das ações do Bradesco, após o balanço do segundo trimestre mostrar lucro líquido acima do esperado e tendências positivas para os próximos meses

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com um declínio de 0,46%, a 125.269,54 pontos, mas chegou a cair a 123.073,16 pontos no pior momento da sessão (-2,21%). Na máxima, marcou 125.850,51 pontos. O volume financeiro somou 25,4 bilhões de reais. Divulgações recentes nos Estados Unidos reavivaram preocupações sobre o risco de recessão na maior economia do mundo, desencadeando um forte movimento de aversão a risco no exterior na segunda-feira, principalmente sob a tese de que o Federal Reserve possa estar atrasado no corte de juros. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 3%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 3,7846% no final do dia, após chegar a 3,667% na mínima da sessão, de 3,796% na última sexta-feira. “Vemos a reação do mercado como exagerada e repercutindo um receio de uma forte e/ou grave recessão a frente, a qual vemos como altamente incerta”, afirmou o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves. Para economistas do Bank of America Securities, a economia não precisa de cortes agressivos. Eles estimam um ciclo de cortes que começa em setembro, com uma redução de 0,25 ponto percentual a cada trimestre até a taxa terminal na faixa de 3,25% a 3,5% em meados de 2026. Eles ponderaram, contudo, que os dados podem estar dizendo que o equilíbrio de riscos mudou na direção do aumento da folga do mercado de trabalho e do risco de queda da inflação. “Se sim, então o Fed deve chegar à neutralidade rapidamente, mais rápido do que planeja”, acrescentaram. De acordo com a equipe do BofA Securities, isso poderia ocorrer na forma de cortes de 0,25 ponto em reuniões consecutivas, seguidos por uma trajetória suave para a neutralidade, o que levaria a taxa básica de juros a neutra no final de 2025. Outro caminho seria fazer cortes de 0,25 ponto em cada reunião, o que levaria a taxa básica de juros a neutra até meados de 2025; e uma terceira via seria promover vários cortes grandes e antecipados, o que poderia levar a taxa básica de juros a neutra até o início de 2026. Além de dados norte-americanos recentes mais fracos, em especial do mercado de trabalho, resultados e perspectivas de empresas de tecnologia aquém das expectativas, receios com a economia chinesa e efeito da valorização do iene, entre outros, também foram citados como gatilhos para o “sell-off”.

Reuters

Mercado eleva novamente previsão para inflação em 2024 e 2025 no Focus

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram novamente suas projeções para a alta da inflação neste ano e no próximo, assim como subiram sua expectativa para a Selic ao fim de 2025, de acordo com a mais recente pesquisa Focus divulgada na segunda-feira

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que agora a expectativa para o IPCA ao final de 2024 é de alta de 4,12%, ante previsão de avanço de 4,10% na semana anterior. No próximo ano, o índice é visto em alta de 3,98%, de 3,96% anteriormente. O centro da meta oficial para a inflação para este ano e o próximo é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O novo aumento na projeção acompanha o resultado deste mês para o IPCA-15. O indicador, apesar de ter desacelerado em relação ao mês anterior, subiu mais do que o esperado na base mensal, 0,30%, com a taxa em 12 meses se aproximando do teto da meta de inflação em 4,45%. Os dados do IPCA para o mês de julho inteiro serão divulgados na quinta-feira, com expectativa de analistas consultados pela Reuters de alta de 0,35% na base mensal e avanço de 4,47% em 12 meses. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda os analistas passaram a ver a Selic fechando 2025 em um patamar mais alto, agora em 9,75% ao ano, de 9,50% há uma semana. Pela sétima semana consecutiva, por outro lado, os economistas mantiveram a projeção para a taxa básica de juros ao fim deste ano em 10,50% ao ano. A nova projeção vem na esteira da mais recente reunião de política monetária do Banco Central na semana passada, quando as autoridades decidiram manter a Selic em 10,50% ao ano pelo segundo encontro consecutivo. A ata da reunião será divulgada na terça-feira. Houve manutenção também na expectativa para o dólar em 2024, projetado para encerrar o ano em 5,30 reais. Segundo o Focus, a estimativa para a divisa norte-americana ao final de 2025 também ficou em 5,30 reais, uma elevação sobre os 5,25 reais previstos na semana anterior. Para o PIB, houve novo avanço sobre a projeção para este ano, agora em alta de 2,20%, de 2,19% anteriormente. Em 2025, a expectativa é que o número desacelere para alta de 1,92%, ante 1,94% na semana anterior.

Reuters

GOVERNO

Fundo Clima pode agilizar entrada de recursos para pastos

Medida evitaria um aumento da taxa de juros por causa dos custos financeiros da operação

Fundo Clima pode ser usado como uma primeira alternativa para internalizar os recursos para financiar o programa de conversão de pastagens degradadas

O Fundo Clima pode ser usado como uma primeira alternativa para internalizar os recursos que o Ministério da Agricultura está contratando no mercado internacional para financiar o programa de conversão de pastagens degradadas. Ao Valor, o assessor especial do ministério Carlos Augustin disse nesta segunda-feira (5/8), nos corredores do Congresso da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em São Paulo, que a proposta de uso do Fundo Clima já foi discutida com o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, que foi bem recebida. O uso da estrutura do fundo seria uma forma de evitar que a internalização dos recursos signifique um aumento da taxa de juros por causa dos custos financeiros da operação. Augustin espera agora que Capobianco apresente a proposta ao conselho de administração do fundo para discussão e aprovação. Também seria preciso criar um regulamento específico. “A estrutura está pronta, não tem por que não usar”, defendeu o assessor especial. Até o momento, a Pasta já acertou a captação de US$ 500 milhões com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), em ienes, com custo de 1,5% ao ano. Porém, se esse recurso for internalizado de forma convencional, o custo final ao produtor pode chegar a CDI + 8% ou 9% ou até mais, segundo agentes privados. A alternativa do Fundo Clima, porém, ainda não deve atender toda a demanda de internalização de recursos esperados pelo ministério. “Há também uma forte expectativa com o recurso chinês”, disse Augustin. A esperança do ministério é que mais recursos sejam captados quando o presidente chinês, Xi Jinping, vier ao Brasil em novembro. O secretário afirmou que continua em conversas com o Tesouro Nacional para viabilizar uma solução para a internalização desses recursos e espera ter mais uma reunião com o Tesouro nesta semana. Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Bortolozzo, um custo “aceitável” para o produtor rural operar esse recurso estaria em torno de CDI + 3%, ou dólar + 6% a 7%. “Seria algo pelo qual o produtor teria apetite”, afirmou ao Valor o dirigente, que também esteve presente no Congresso da Abag. “Mas ainda não está tendo demanda para isso”, acrescentou. Bortolozzo observou que mesmo o acesso do produtor ao crédito do Plano Safra em curso pode encontrar dificuldades. “A análise de risco está muito espremida. Os bancos estão vendo como uma atividade de alto risco”, disse.

Valor Econômico

INTERNACIONAL

Perdas de US$ 30 milhões devido a problemas de qualidade na cadeia de carne bovina do Uruguai

 No setor de carnes do Uruguai, uma auditoria recente revela que as perdas econômicas relacionadas à qualidade da carne chegam a 30 milhões de dólares. Esse resultado destaca tanto os desafios enfrentados pelo setor quanto as oportunidades de implementar melhorias para fortalecer sua competitividade

A auditoria, realizada em 2023, mostra um quadro misto de progresso e áreas de oportunidade. Um dos destaques é a implementação do sistema de avaliação de carcaças frias, seguindo padrões internacionais, como o australiano. Esse sistema permite uma avaliação mais precisa dos atributos da carne, incluindo marmoreio, cor e textura, que são cruciais para atender às expectativas dos consumidores. A cadeia da carne bovina no Uruguai enfrenta perdas econômicas significativas que afetam tanto os produtores quanto o setor. Dados recentes revelam um impacto total de US$ 29.759.015 devido a vários fatores que deterioram a qualidade da carne. Esses dados foram apresentados durante uma das palestras preparadas pelo INAC para receber a delegação do LiderA, o programa de treinamento da Angus Uruguay. As contusões na carne resultam em perdas de 5,56 dólares por animal. Em nível nacional, essas perdas chegam a US$ 9.374.121. As contusões afetam a aparência e a qualidade do produto, reduzindo seu valor comercial. Os abcessos causam uma perda de US$ 1,97 por animal, com um impacto total de US$ 3.319.677 no Uruguai. Essa condição não só afeta a qualidade da carne, mas também aumenta os custos associados ao processamento e ao descarte do produto. Os problemas relacionados ao pH e aos cortes escuros geram uma perda de US$ 7,93 por animal. No total, esses problemas representam uma perda de US$ 13.368.694. Cortes escuros e pH inadequado podem levar a rejeições no mercado, afetando a aceitação do produto. As apreensões de fígado devido a problemas sanitários causam uma perda de US$ 1,28 por animal, acumulando um total de US$ 2.155.389. Essa causa de perda está ligada a controles de qualidade e regulamentos sanitários rigorosos. As perdas de gordura amarela, no valor de US$ 0,91 por animal, totalizam US$ 673.602 em nível nacional. A gordura amarela tende a ser menos apreciada pelos consumidores, afetando o valor do produto. O custo total das perdas por animal chega a US$ 17,70, com um impacto econômico geral de US$ 29.759.015 no Uruguai. Esses dados destacam a importância de implementar melhorias no gerenciamento da qualidade da carne para reduzir as perdas e aumentar a competitividade do setor.

El País Digital

Exportações de carne bovina da Austrália atingem recorde histórico em julho/24

Os embarques australianos atingiram 129.998 toneladas no mês passado, um aumento de 22% sobre junho/24 e 34% acima das vendas de julho/2. O volume de exportação de carne bovina da Austrália atingiu um recorde histórico em julho/24, superando recorde mensal anterior estabelecido no período de seca de 2015, informa o portal australiano beefcentral.com.

Os embarques para todos os mercados atingiram 129.998 toneladas no mês passado, um aumento de 22% (ou 24.000 toneladas) em relação ao mês anterior e 34% a mais que julho do ano passado. O novo recorde é 5% maior do que o recorde mensal anterior estabelecido em março de 2015, quando 123.464 toneladas foram embarcadas. No acumulado dos primeiros sete meses deste ano, as remessas de carne bovina para exportação da Austrália estão agora em 731.408 toneladas, 27% acima do volume registrado no mesmo período de 2023, de acordo com a Beef Central. O recorde de sete meses do ano foi estabelecido em 2015, quando as exportações de janeiro a julho atingiram 768.253 toneladas. Durante a seca de 2015, recorda o portal australiano, os volumes de abate e exportação permaneceram consistentemente altos ao longo de todo o primeiro semestre do ano. Embora os volumes mensais de junho deste ano tenham sido razoavelmente fortes, em 106.000 toneladas, não havia nenhum sinal claro de que as exportações explodiriam como ocorreu em julho, diz o portal. Outro recorde histórico foi estabelecido para exportações de carne bovina de animais alimentados com grãos, com um total de 36.976 toneladas no mês passado, superando facilmente o recorde anterior obtido um mês antes. “Isso reflete claramente o crescimento gradual de sistemas de acabamento alimentados com grãos na produção de carne bovina australiana nos últimos dez anos”, destaca a Beef Central. Com exceção do Japão, todos os importantes mercados de exportação de carne bovina australiana apresentaram volume significativamente maior em julho, em comparação ao mês anterior e ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Beef Central. Os Estados Unidos continuam a brilhar como o principal cliente de exportação, em termos de volume, com 38.540 toneladas adquiriras em julho/24, um aumento de 34% em relação ao volume de junho e 61% a mais que em julho do ano passado. No acumulado do ano, os EUA já compraram quase 194.000 toneladas de carne bovina australiana, um aumento de 72% em relação ao mesmo período de sete meses do ano passado. Igualmente significativas, as exportações para o Japão no mês passado continuaram a crescer, atingindo 26.297 toneladas, alta de 48% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, as vendas ao mercado japonês somaram 160.207 toneladas, com alta de 33% em relação ao mesmo intervalo de 2023. “Grande parte dessa tendência deve-se ao declínio gradual nas exportações dos EUA para o Japão, agora sendo mais substituídas por produtos australianos”, justifica a Beef Central. Uma história de “deslocamento” semelhante se aplica à Coreia do Sul, que importou20.331 toneladas em julho/24, 26% a mais que no mês anterior e 20% acima do volume obtido em julho do ano passado. Nos sete meses acumulados no ano, o volume para a Coreia do Sul chegou a pouco menos de 110.000 toneladas, um aumento de 5% em relação ao mesmo período ano passado. A China tem sido considerada um mercado de exportação desafiador até agora neste ano, devido aos desafios econômicos locais que limitam a demanda, mas as exportações de julho da Austrália ainda mostraram um aumento acentuado de 23% em relação ao mês anterior, para 16.249 toneladas. Porém, na comparação com julho/23, houve ligeira queda de 3%. No acumulado deste ano, as exportações de carne bovina australiana somam 106.000 toneladas, 8% abaixo do volume computado no mesmo período do ano passado. Diante disso, diz o portal, alguns analistas já estão estimando um volume recorde de embarques de carne bovina australiana para o ano civil de 2024, superando o volume histórico de 1,23 milhão de toneladas alcançado em 2019.

Beef Central

FRANGOS & SUÍNOS

Segunda-feira (5) com altas para o suíno vivo no RS e SP

A segunda-feira (5) foi de poucas mudanças nas cotações do mercado de suínos. Segundo análise do Cepea, os preços médios mensais do suíno vivo e da carne estão em alta há três meses seguidos. Em julho (até o dia 30), a média do animal vivo é a maior desde abril de 2021, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de junho/24), em algumas praças acompanhadas pelo Cepea

De acordo com a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 149,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 11,80/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (2), houve tímida alta de 0,28% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 7,17/kg, e de 0,63% em São Paulo, fechando em R$ 7,96/kg. Os valores não mudaram em Minas Gerais (R$ 7,97/kg), Paraná (R$ 7,61/kg), e Santa Catarina (R$ 7,42/kg).

Cepea/Esalq

CARNES

Preços globais de carnes sobem em julho com maior demanda para bovina e frango

Os preços globais de carnes bovina, de frango e ovina subiram em julho, impulsionados por forte demanda por exportações, enquanto os valores da carne suína caíram marginalmente devido ao cenário de excesso de oferta, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO)

O índice global de preços internacionais de carnes da FAO subiu 1,2% em julho, em relação a junho, para 119,5 pontos, e ficou 0,8% acima do registrado em julho do ano passado. Além do aumento na demanda, os preços das carnes bovina e ovina foram impulsionados pela redução sazonal na oferta de animais para abate na Oceania. Os preços da carne de frango aumentaram devido à forte demanda de importação, especialmente do Oriente Próximo e Norte da África, em meio a desafios à produção decorrentes de doenças animais, especialmente surtos de gripe aviária em várias regiões produtoras. Já os preços da carne suína caíram marginalmente (ligeiramente), refletindo o excesso de oferta na Europa Ocidental devido às demandas interna e externa mais fracas. A abertura de uma investigação antidumping pela China e restrições contínuas no acesso a mercados estrangeiros em razão de surtos de peste suína africana também impactaram os preços.

Carnetec

China pisa no freio na carne, mas demanda sobe em outros países

Compensação da queda nas exportações vêm do Oriente Médio e da própria Ásia

O Brasil volta a produzir recorde de carnes suína e de frango neste ano, o mesmo devendo ocorrer em 2025. Boa parte dessa proteína é exportada, e uma das grandes preocupações fica por conta da China, a número um na lista dos países importadores. Reduzidos os efeitos da peste suína africana, que mudou o quadro de produção dos chineses nos últimos anos, o país asiático busca obter autonomia na oferta interna e reduzir as importações. Foi o que ocorreu no primeiro semestre deste ano. A China comprou apenas 128 mil toneladas de carne suína do Brasil, um volume 40% inferior ao de igual período do ano passado. O mesmo ocorre com a carne de frango. As importações do país asiático recuaram para 276 mil toneladas no mercado brasileiro, 29% a menos do que de janeiro a junho de 2023. As preocupações, no entanto, se dissipam. Outros países da Ásia e os do Oriente Médio estão compensando a redução de compras da China. Nos seis primeiros meses deste ano, os países do Oriente Médio compraram 832 mil toneladas de carne de frango do Brasil, 110 mil a mais do que em 2023. A China comprou 114 mil a menos no mesmo período. Na carne suína, boa parte da substituição ocorre na própria Ásia. O Vietnã aumentou em 223% as compras do Brasil; o Japão, em 107%, e as Filipinas, em 65%. Fora do continente asiático, um dos destaques fica por conta dos Estados Unidos, que elevaram em 223% as importações da proteína brasileira no primeiro semestre. A produção brasileira de carne suína deverá atingir o recorde de 5,2 milhões de toneladas neste ano, com exportações de 1,33 milhão, conforme estimativas da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). A oferta interna de carne de frango, também recorde, deverá chegar a 15,1 milhões de toneladas, e as exportações sobem para 5,25 milhões, após o recorde de 5,14 milhões no ano passado. Diante desse quadro de produção e de exportação, a ABPA prevê um consumo nacional per capita de 45 kg de carne de frango e de 18 kg parta a carne suína no ano. O setor de avicultura tem, no entanto, um problema para ser resolvido a curto prazo. O reaparecimento da doença de Newscastle no Rio Grande do Sul forçou o país a suspender as exportações de carne de frango a vários países. Alguns, como China, Argentina, México e Macedônia do Norte, interromperam as compras de todo o país. Cinco bloquearam as importações dos gaúchos e outros estão com restrição de compras da área afetada pela doença. O setor vai ter de redirecionar pelo menos 60 mil toneladas para outros mercados. Os impactos maiores vêm da China e do México. O processo de eliminação da doença já foi concluído. Agora será feito um acompanhamento para a certificação de que não haverá reincidência da doença.

Folha de SP

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