CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2280 DE 05 DE AGOSTO DE 2024

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Ano 10 | nº 2280 | 05 de agosto de 2024

 

NOTÍCIAS

Preços estáveis e firmes no mercado boi gordo

O mercado do boi gordo fechou a semana com preços estáveis e firmes, relatou a consultoria Scot, que acompanha diariamente o mercado pecuário

Nas praças paulistas, de acordo com apuração da Scot, as escalas de abate estão em torno de 10 dias. Os preços dos animais terminados negociados no estado São Paulo registram um longo período de estabilidade – nas contas da Scot, são 11 dias sem alterações, com exceção da novilha gorda, cuja cotação anda de lado há seis dias. Com isso, o boi paulista segue negociado por R$ 227, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 202/@ e R$ 217@, respectivamente, de acordo com a Scot (valores brutos e a prazo). O “boi-China” (base SP) está cotado em R$ 230/@, com ágio de R$ 3/@ sobre o animal gordo “comum”, acrescentou a Scot.

Scot Consultoria

Preço do boi gordo encerra a semana com estabilidade em São Paulo

Expectativa é de melhora para o segundo semestre. As escalas de abate estão em torno de 10 dias em São Paulo

O mercado do boi gordo encerrou a semana com preços estáveis e firmes no Estado de São Paulo, informa a Scot Consultoria. Nas praças de Barretos e Araçatuba, a arroba para pagamento em 30 dias estava cotada a R$ 225 na sexta, sem mudanças em relação ao dia anterior. As escalas de abate estão em torno de 10 dias em São Paulo, segundo a Scot. Os preços de todas as categorias, com exceção das novilhas, estão estáveis há 11 dias. Para as novilhas, a estabilidade dos preços perdura a seis dias. Em vídeo divulgado pela consultoria, a analista de mercado Ana Paula Oliveira, da Scot, destaca que a expectativa é de melhora para o segundo semestre. No entanto, ela lembra que estão se encerrando os primeiros giros de confinamento. “Pode ser que venha uma oferta maior de boiadas, então algumas quedas pontuais não estão descartadas”, destaca. No oeste do Maranhão, os preços do boi gordo permaneceram estáveis, a R$ 197 a arroba. As escalas obtiveram uma diminuição de dois dias, ficando, em média, em oito dias. Já no sul de Minas Gerais, as cotações sofreram alterações. O boi comum apresentou uma valorização de R$ 4, para R$ 210 a arroba.

Globo Rural

Estatística da pecuária (Norte-Mato Grosso)

Na comparação semanal, segundo o levantamento da Scot Consultoria, devido a ofertas confortáveis, a arroba do boi gordo caiu. Entretanto, a diminuição das ofertas de fêmeas aumentou os preços da vaca e novilha gordas

Para o boi gordo, a queda foi de 1,4%, ou R$3,00/@, negociado em R$207,00/@. Para a vaca, aumento de 1,6%, ou R$3,00/@, comercializada em R$192,00/@ e, para a novilha, alta de 1,0%, ou R$2,00/@, cotada em R$196,00/@. Preços a prazo e descontados os impostos (Senar e Funrural). Em São Paulo, o diferencial de base do boi gordo é de R$16,50/@, ou 7,9%, com o boi gordo cotado em R$223,50/@ nas praças paulistas, preço a prazo e livre de impostos. No curto prazo, com escalas ainda confortáveis ao comprador, atendendo, em média, a 10 dias, a expectativa é de estabilidade à queda para os preços do boi gordo.

Scot Consultoria

Escalas de abate permanecem estáveis pela 4ª semana consecutiva

As programações dos frigoríficos brasileiros fecharam a semana atendendo a nove dias úteis de abate, conforme levantamento semanal da Agrifatto

O equilíbrio entre a oferta de animais terminados e o avanço das exportações brasileiras de carne bovina têm garantido estabilidade nas escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, destacou a Agrifatto. Com isso, as programações marcaram a quarta semana consecutiva de estabilidade na média nacional, ficando em nove dias úteis de abate. Veja abaixo as escalas atuais em alguns dos principais Estados brasileiros, conforme levantamento semanal da Agrifatto: Rondônia – Foi o destaque desta semana, apontando um acréscimo de 2 dias úteis em suas programações de abate (na comparação com a semana anterior), fechando o período com 14 dias úteis programados. Pará – O Estado também apresentou um avanço de 2 dias úteis em relação à semana passada, fechando suas escalas em 11 dias úteis. Tocantins – Registrou queda de 2 dias úteis em suas programações de abate, resultando em 9 dias úteis de escalas. Mato Grosso do Sul – Também indicou recuo na comparação semanal, em 1 dia útil, fechando a semana com 7 dias úteis de escalas já programadas. Minas Gerais – O Estado registrou uma redução de 1 dia útil, encerrando a semana com suas programações de abate atendendo a 8 dias úteis. PR/MT/GO/SP – Os quatro Estados apresentaram estabilidade entre as semanas, com suas programações atendendo 7, 9, 7 e 11 dias úteis, respectivamente.

Portal DBO

Carne bovina brasileira está na mira dos japoneses

Japão é um dos principais alvos para os exportadores brasileiros. Comitiva japonesa vai visitar um dos maiores frigoríficos de carne bovina do país

Uma comitiva de parlamentares e de técnicos do governo do Japão irá visitar o Brasil na próxima semana, disseram fontes. Uma das agendas será a visita a um dos maiores frigoríficos de carne bovina do país, em Mozarlândia (GO), na segunda-feira (5/8). A informação, que circula entre agentes privados, gerou expectativa no setor pecuário brasileiro. O mercado japonês é um dos principais alvos para os exportadores de carne bovina do Brasil. As negociações para a assinatura de um protocolo sanitário seguem entre as partes, mas a visita é avaliada como um “avanço” por uma fonte que acompanha o assunto. Já outra pessoa disse que a missão demonstra boa vontade do lado asiático nesse tema. Integrantes do governo disseram que a missão é privada, organizada pela embaixada do Japão, e não tem relação direta com as negociações bilaterais para abertura do mercado. A delegação, no entanto, será recebida pelo ministro, Carlos Fávaro, em São Paulo, na terça-feira. Um ex-ministro da Agricultura japonês também integra o grupo estrangeiro. O frigorífico de Mozarlândia, que será visitado pelos japoneses, é da JBS, uma das principais plantas da gigante do setor no Brasil. Um executivo da indústria das carnes ressaltou que o mercado japonês é o mais importante entre os que o Brasil tem pleiteado abertura e que muitas empresas têm interesse no processo. A escolha da unidade foi decisão da embaixada japonesa, disseram duas fontes. A possível abertura de mercado ainda depende do reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) do status do Brasil como país livre da febre aftosa sem vacinação, uma das exigências sanitárias dos japoneses para importar carne bovina. A expectativa é que a medida seja oficializada em 2025. O Ministério da Agricultura encerrou a imunização do rebanho nacional em maio, antes do previsto inicialmente. A abertura de mercado já foi tratada em missões recentes ao país asiático e foi tema de conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, em Brasília, em maio. Em contrapartida, o Brasil se comprometeu a abrir seu mercado para importação de Wagyu, raça bovina japonesa cuja carne é considerada a mais cara do mundo. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse na oportunidade que acredita no início das vendas de carne bovina de Estados brasileiros que já têm o status de livre da doença sem vacinação, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia, antes do reconhecimento de todo o país pela OMSA.

Valor Econômico

ECONOMIA

Dólar perde força com exterior e fecha em baixa de 0,44%

Após se aproximar dos 5,80 reais pela manhã, o dólar perdeu força e fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, próximo dos 5,70 reais, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior em meio à perspectiva de que o Federal Reserve poderá promover corte maior de juros em setembro

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,7109 reais na venda, em queda de 0,44%, após ter atingido na véspera a maior cotação desde dezembro de 2021. Na semana, porém, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,93%. Às 17h04, na B3, o dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,74%, a 5,7290 reais na venda. O principal ponto de atenção na agenda do dia era o relatório payroll do Departamento do Trabalho dos EUA, divulgado às 9h30. O documento mostrou que os EUA abriram 114.000 empregos fora do setor agrícola em julho, depois de 179.000 vagas em dado revisado para baixo em junho. Economistas consultados pela Reuters projetavam abertura de 175.000 postos de trabalho em julho, depois de 206.000 em junho conforme o dado anterior. A taxa de desemprego nos EUA subiu de 4,1% para 4,3%. Logo depois, porém, o dólar foi ladeira abaixo ante o real, em sintonia com a perda de força quase generalizada da moeda em todo o mundo. O movimento acompanhou a forte queda dos rendimentos dos títulos norte-americanos após o payroll, com o mercado passando a precificar chances majoritárias de corte de 50 pontos-base dos juros pelo Federal Reserve em setembro – e não apenas de 25 pontos-base, como os ativos vinham indicando nos últimos dias. De acordo com o estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, o Luciano Rostagno, a forte queda dos rendimentos dos Treasuries pressionou o dólar para baixo, favorecendo divisas como o real. A queda do dólar no Brasil estava em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante a maior parte das demais divisas no exterior — o que se mantinha no fim da tarde. “Há componentes domésticos que inibem uma apreciação maior do real”, disse Rostagno.

Reuters

Ibovespa flerta com 128 mil pontos, mas fecha em queda com receios sobre economia dos EUA

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, contaminado pelo viés negativo de Wall Street, após dados mais fracos da economia norte-americana, combinados com resultados e perspectivas de empresas de tecnologia, alimentarem preocupações de uma desaceleração mais forte do que o previsto nos Estados Unidos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,21%, a 125.854,09 pontos, após marcar 128.103,59 pontos na máxima, enquanto, na mínima, chegou a 125.730,94 pontos. Na semana, caiu 1,29%. O volume financeiro somou 24 bilhões de reais. O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou mais cedo que foram criados 114 mil empregos fora do setor agrícola no mês passado, menos do que os 179 mil em junho (dado revisado para baixo) e as previsões de analistas de 175 mil postos. A taxa de desemprego aumentou de 4,1% para 4,3%. Apesar de corroborarem apostas de que o Federal Reserve deve cortar os juros nos EUA em setembro, os dados aguçaram os receios com o risco de uma recessão na maior economia do mundo, de que a dosagem do remédio para controlar a inflação norte-americano pode ter sido excessiva. De acordo com gestor de renda variável César Mikail, da Western Asset, os números somaram-se aos resultados piores do que o esperado de algumas empresas de tecnologia, com Amazon e Intel ocupando os holofotes desta sessão. Ele destacou ainda um aspecto técnico nesse movimento mais negativo, após forte valorização nos pregões norte-americanos, citando que o mercado está “overbought” (sobrecomprado). “É natural esse tipo de volatilidade quando vem algo que não agrada”, ponderou. Em Nova York, o S&P 500 caiu 1,84%, enquanto o Nasdaq fechou em baixa de 2,43%. No mês passado, ambos renovaram suas máximas históricas. Apesar do ajuste de baixa nesta sessão, o S&P 500 ainda sobe mais de 14% no ano, enquanto o Nasdaq tem alta de quase 12%. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano recuava a 3,8016%, de 3,978% na véspera.

Reuters

Supremo julgará questões tributárias com impacto de R$ 712 bilhões aos cofres públicos

Um dos casos mais aguardados, previsto para este mês, trata da exclusão do ISS do PIS/Cofins. Ministros podem concluir a análise sobre a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) de pessoas físicas – a contribuição previdenciária do setor (ADI 4395). Nesse caso, o impacto potencial é de R$ 20,9 bilhões.

Estão nas mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo menos 32 importantes processos tributários contra União, Estados e municípios, com impacto estimado de R$ 712 bilhões aos cofres públicos. Três deles estão pautados para este mês e o mais aguardado pelos contribuintes é o que surgiu com a chamada “tese do século”. Discute a exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins. O levantamento foi realizado pelo escritório Machado Associados e reúne processos que estão indicados no Anexo de Riscos Fiscais do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. Apesar do valor ainda elevado do estoque, especialistas destacam que os casos mais relevantes já foram julgados pelos tribunais superiores nos últimos anos. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, tudo o que consta na LDO já teve o mérito analisado. Com isso, uma estimativa de impacto de R$ 80,4 bilhões foi reclassificada para “risco remoto”. Um dos julgamentos tributários mais aguardados pelos contribuintes pode ser realizado no dia 28. O STF pautou um recurso sobre a exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins. O julgamento pode ter impacto de até R$ 35,4 bilhões para a União, em caso de derrota. A discussão tem como pano de fundo a “tese do século”, a retirada do ICMS da base do PIS e da Cofins, definida no ano de 2017. O caso também pode influenciar outras “teses filhotes”. Para os contribuintes, os motivos para excluir o ICMS valem para o caso do ISS. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), porém, discorda. O tema também divide os ministros e ficou empatado, após oito votos, quando a questão começou a ser julgada no Plenário Virtual, em agosto de 2020 (RE 592616). Agora, com a transferência do caso para o plenário físico, o julgamento será reiniciado, mantendo-se os posicionamentos de ministros aposentados. “Há uma expectativa grande dos prestadores de serviço, que aguardam uma definição há muitos anos”, diz a advogada Maria Andréia dos Santos, sócia do Machado Associados. Para ela, a perspectiva é boa, por ser bem similar à “tese do século”. Porém, acrescenta, em outras “teses filhotes”, como a que trata do PIS e da Cofins na própria base de cálculo (RE 1233096), com impacto estimado em R$ 65,7 bilhões, os contribuintes podem não ter sucesso. A expectativa leva em conta o entendimento do STF no julgamento que considerou constitucional a inclusão do ICMS na base de cálculo da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB) – RE 1187264. “Esperamos ter, de fato, decisões que se aprofundem na particularidade de cada discussão, privilegiando a jurisprudência histórica do tribunal. Mas com relação a teses filhotes, a expectativa em geral não é boa”, afirma. No mesmo dia em que foi pautada a exclusão do ISS da base do PIS e da Cofins, os ministros podem concluir a análise sobre a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) de pessoas físicas – a contribuição previdenciária do setor (ADI 4395). Nesse caso, o impacto potencial é de R$ 20,9 bilhões. A exigência já foi julgada constitucional e a discussão agora concentra-se na chamada sub-rogação – cobrança antecipada, espécie de substituição tributária. Ainda consta na pauta de agosto um caso que interessa a Estados e municípios. Os ministros podem definir se incide o ICMS ou o ISS sobre operações de industrialização por encomenda, quando essa operação for etapa intermediária do ciclo produtivo da mercadoria (RE 882461). Os casos que podem ter maior impacto, segundo a LDO, porém, ainda não foram pautados. Entre eles está o que discute os limites de dedução de gastos com educação no Imposto de Renda, estimado em R$ 115 bilhões (ADI 4927), e o que trata da necessidade da edição de lei complementar para que seja cobrado o PIS/Cofins Importação, estimado em R$ 325 bilhões (RE 565886). Dificilmente os processos indicados no Anexo de Riscos Fiscais deverão afetar as contas públicas em 2024, segundo Tiago Sbardelotto, economista da XP Investimentos. Mesmo que itens pautados sejam julgados, afirma, eles só terão efeitos depois do trânsito em julgado (quando não cabe mais recurso), o que dificilmente se daria ainda no segundo semestre. Sbardelotto divide em três momentos as consequências dos julgamentos tributários. O mais imediato são as compensações – as empresas pedem os créditos que teriam a receber e utilizam para abater dos valores de impostos devidos. A Lei nº 14.873, de 2024, porém, lembra, passou a impor um limite para o uso desses créditos, para garantir maior previsibilidade na arrecadação.

Valor Econômico

Produção da indústria no Brasil tem em junho maior alta em quatro anos com retomada no RS

A produção industrial brasileira encerrou o segundo trimestre com crescimento acima do esperado em junho, quando houve o maior ganho de produção em quatro anos, em meio à retomada da atividade em áreas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul

Em junho, a produção teve alta de 4,1% na comparação com o mês anterior, bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 2,4%. Foi o maior crescimento desde julho de 2020 (+9,1%), interrompendo dois meses seguidos de perdas e ultrapassando o patamar pré-pandemia ao ficar 2,8% acima de fevereiro de 2020. No entanto, o setor ainda está 14,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Os dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda expansão de 3,2% da indústria na comparação com o mesmo mês do ano passado, contra expectativa de 1,2%. “Cabe destacar que o avanço mais acentuado observado em junho de 2024 está relacionado não só com a base de comparação depreciada, explicada pelos dois meses consecutivos de queda na produção, mas também pela volta à produção de várias unidades produtivas que foram direta ou indiretamente afetadas pelas chuvas ocorridas no Rio Grande do Sul em maio de 2024”, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo. Analistas apontam que a indústria no país deve dar uma contribuição pequena para a atividade econômica neste ano, mas que ainda assim com chances de terminar com leve alta, favorecida por um cenário de mercado de trabalho aquecido, condições de créditos melhores e inflação sob controle. O IBGE destacou que, em junho, 16 das 25 atividades pesquisadas apresentaram ganhos, com as maiores influências positivas partindo de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,0%); produtos químicos (6,5%); produtos alimentícios (2,7%) e indústrias extrativas (2,5%). O setor de produtos químicos, “de forma direta ou indireta, sofreu com os impactos das chuvas que afetaram o Rio Grande do Sul”, disse Macedo. “Algumas plantas industriais tiveram paralisações. Com isso, o avanço observado em junho é, primordialmente, um fator de compensação, mas que suplanta a queda assinalada em maio.” No setor de produtos alimentícios, que segundo o IBGE representa cerca de 15% da atividade industrial do Brasil, houve alta na produção de produtos importantes, como açúcar, produtos derivados de soja, suco de laranja e carnes de aves. Entre as categorias econômicas, o destaque ficou para o aumento de 6,8% na fabricação de Bens de Consumo, com os Bens Intermediários em alta de 2,6% e os Bens de Capital avançando 0,5% sobre maio.

Reuters

INTERNACIONAL

Preços mundiais dos alimentos diminuem em julho com pressão de cereais, diz ONU

Trigo tem pressão sazonal das safras do hemisfério norte

O índice mundial de preços de alimentos das Nações Unidas diminuiu ligeiramente em julho, de acordo com dados divulgados na sexta-feira, com um declínio no indicador de cereais compensado em parte por aumentos de carne, óleos vegetais e açúcar. O índice de preços da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, que acompanha as commodities alimentícias mais comercializadas globalmente, atingiu uma média de 120,8 pontos em julho, abaixo dos 121,0 pontos registrados em junho. A leitura de junho foi revisada após ter sido inicialmente indicada como 120,6. Considerando apenas os preços de cereais, houve uma queda 3,8%, atingindo seu nível mais baixo em quase quatro anos, com os preços globais de exportação de todos os principais cereais caindo pelo segundo mês consecutivo. Os preços do trigo caíram devido à disponibilidade sazonal das safras de trigo de inverno em andamento no hemisfério norte e às condições favoráveis para as safras de primavera no Canadá e nos EUA, informou a FAO. “Os preços de exportação do milho também caíram, uma vez que as colheitas na Argentina e no Brasil progrediram antes do ritmo do ano passado e as condições das safras nos Estados Unidos permaneceram robustas”, acrescentou o relatório. Antes de julho, o índice de preços de alimentos da FAO havia subido por quatro meses consecutivos, depois de atingir o menor valor em três anos em fevereiro, quando os preços dos alimentos recuaram em relação ao pico recorde estabelecido em março de 2022, após a invasão da Rússia à Ucrânia, também importante exportadora de produtos agrícolas. O valor de julho foi 3,1% inferior ao nível de um ano atrás e 24,7% abaixo do ponto mais alto de 2022.

Reuters

Regulamentação da UE sobre desmatamento pode ser desastrosa para o comércio de carne bovina dos EUA

Apesar dos inúmeros e abrangentes pedidos de adiamento, a Regulamentação sobre Desmatamento da União Europeia (EUDR) deverá ser implementada no final deste ano

A EUDR foi originalmente adotada em dezembro de 2021 como parte das Estratégias Farm to Fork e de Biodiversidade da UE e imporá requisitos obrigatórios de due diligence para empresas que desejam vender gado, soja, óleo de palma, madeira, cacau, café e borracha na UE. Como os produtos derivados desses itens também estão incluídos, essas regulamentações se aplicam à carne bovina e aos couros. O Parlamento Europeu tentou expandir a EUDR para incluir carne suína, de aves, ovina e caprina e milho, mas esses produtos foram excluídos da primeira rodada. Quando a EUDR entrar em vigor, as empresas que quiserem colocar produtos cobertos no mercado da UE, ou exportá-los, deverão provar que seus produtos são livres de desmatamento (produzidos em terras que não foram sujeitas a desmatamento após 31 de dezembro de 2020) e legais (em conformidade com todas as leis aplicáveis relevantes em vigor no país de produção). Como parte da due diligence, isso inclui a apresentação de geolocalização das terras onde o gado foi criado. Um sistema de benchmarking de países também deveria ser estabelecido, no qual a Comissão Europeia avaliaria o risco de desmatamento de países, ou partes deles, que produzem commodities e produtos relevantes, mas isso ainda não aconteceu. Embora não seja surpreendente que a carne bovina esteja na lista de produtos abrangidos pelo EUDR, a noção de que a produção de carne bovina nos EUA contribui – ou se beneficia – do desmatamento é improvável. Mas, como explica Erin Borror, vice-presidente de análise econômica da U.S. Meat Export Federation (USMEF), as etapas necessárias para cumprir a EUDR não são bem definidas e a regulamentação torna a UE um mercado ainda mais difícil de ser atendido pelo setor de carne bovina dos EUA. “A UE poderia ter tornado isso viável com uma classificação de risco insignificante que permitisse que um país fornecedor fosse excluído da regulamentação se tivesse dados rigorosos que demonstrassem que sua produção de carne bovina e de outros produtos afetados não é afetada pelo desmatamento”, disse Borror. “Mas, da forma como está redigido atualmente, os bons atores estão sujeitos às mesmas exigências que as regiões onde o desmatamento é uma preocupação genuína. A agricultura dos EUA simplesmente não contribui para o desmatamento nos Estados Unidos. O setor de carne bovina dos EUA é parte da solução, não parte do problema, e não deveríamos ser penalizados por essa regulamentação.” Os EUA são um dos muitos parceiros comerciais que solicitaram um atraso na implementação do EUDR. Em uma carta entregue no início deste verão, o Secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, a Secretária de Comércio, Gina Raimondo, e a Representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai, recomendaram que a Comissão Europeia adiasse a implementação até que, e a menos que, sejam feitas mudanças suficientes. Entre os países exportadores de carne bovina, as preocupações também foram levantadas por autoridades comerciais da Austrália, Nova Zelândia, Brasil e Paraguai. Mas os apelos por um adiamento também estão vindo da Europa. O ministro europeu da agricultura, Janusz Wojciechowski, enviou uma carta à presidente da UE, Ursula von der Leyen, neste verão, solicitando um adiamento e uma isenção geral para os produtores de países de baixo risco. Os ministros da agricultura e os líderes do setor de muitos estados-membros da UE também continuam a manifestar preocupação com a carga regulatória e os custos adicionais que a EUDR imporá aos setores nacionais. “De qualquer forma, a UE é um ambiente de negócios desafiador, devido às suas exigências de gado não tratado com hormônios (NHTC) e outros fatores que aumentam os custos dos fornecedores”, disse Borror. “O EUDR representa ainda mais custos de conformidade e acrescenta uma camada de incerteza que poderia fazer com que os exportadores dos EUA simplesmente abandonassem o mercado europeu. Os dados de importação do primeiro semestre de 2024 mostram que a carne bovina dos EUA já enfrenta um clima de negócios difícil na Europa. No trimestre abril-junho, as importações sob a parcela específica dos EUA da cota de carne bovina de alta qualidade (HQB) isenta de impostos da UE caíram 26% em relação ao ano anterior e foram as menores desde o primeiro trimestre de 2022. Para o ano da cota, que foi de 1º de julho de 2023 a 30 de junho de 2024, as importações totalizaram cerca de 13.220 t, 6% a menos que no ano da cota de 2022/2023. Menos de 50% da cota disponível dos EUA foi utilizada durante esse período.

Beef Magazine

FRANGOS & SUÍNOS

Frango/Cepea: Preços médios da carne diferem entre regiões em julho

Os preços médios da carne de frango apresentaram movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea em julho

Segundo pesquisadores deste Centro, enquanto o típico aumento da demanda no início do mês (recebimento de salários) e a oferta limitada sustentaram as médias mensais em algumas praças, em outras, a queda na procura, devido ao período de férias escolares, e a consequente baixa liquidez pressionaram as cotações. No mercado de pintainho de corte, levantamento do Cepea mostra que a forte demanda externa somada à menor disponibilidade de animais garantiram alta nos preços de comercialização.

Cepea

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