
Ano 10 | nº 2279 |02 de agosto de 2024
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo em São Paulo
O mercado do boi gordo começou agosto com preços estáveis. Apesar da redução na oferta observada em julho, as escalas de abate continuaram confortáveis
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo começou agosto com estabilidade. Segundo a consultoria, em São Paulo, os preços de todas as categorias, exceto as novilhas, permanecem estáveis há 11 dias. Para as novilhas, a estabilidade tem duração de seis dias. Com isso, o boi gordo paulista segue valendo R$ 227/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 202/@ e R$ 217/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” (base SP) está cotado em R$ 230/@, com ágio de R$ 3/@ sobre o boi gordo “comum”, acrescenta a Scot. Na Bahia, para a região Sul da Bahia, os preços seguiram estáveis na comparação diária. Já para a região Oeste, houve alta de R$3,00/@ para a vaca gorda, as demais categorias permaneceram estáveis na comparação dia a dia. Vencimento do contrato futuro do boi gordo em julho/24 na B3. No último dia de funcionamento da B3, em julho, houve a liquidação do contrato futuro do boi gordo, cujo código é BGIN4. A cotação da arroba nesse vencimento, segundo o indicador calculado pelo Cepea, ficou em R$232,40/@, à vista e livre de impostos.
Scot Consultoria
Preços do boi gordo neste começo de agosto
Primeira quinzena do mês, com as festividades pelo Dia dos Pais, traz otimismo ao mercado pelo aumento da demanda de carne
O mercado físico do boi gordo volta a apresentar preços mais altos. O destaque, mais uma vez, recaiu sobre o Mato Grosso do Sul, estado onde as escalas de abate estão apertadas. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a primeira quinzena de agosto ainda produz algum otimismo em termos de consumo, com o Dia dos Pais motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. No entanto, algumas questões reduzem o potencial deste movimento de alta, sendo a primeira delas a entrada em boa proporção de animais confinados no mercado, com boa incidência de contratos a termo nesta temporada. “Outro elemento de preocupação está na situação da avicultura de corte, com suspensões as exportações brasileiras de carne de frango ainda em vigência. Se porventura esse cenário se alongar pode ser evidenciado aumento da oferta interna e por consequência interferir na formação de preços das proteínas concorrentes e até mesmo da arroba do boi gordo”, assinalou Iglesias. Preços da arroba do boi: São Paulo: R$ 230,18. Goiás: R$ 224,57. Minas Gerais: R$ 221,88. Mato Grosso do Sul: R$ 228,16. Mato Grosso: R$ 209,31. O mercado atacadista apresenta preços acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por uma boa primeira quinzena do mês. “Temos a entrada dos salários na economia, somado ao repique de demanda causado pelas festividades relacionadas ao Dia dos Pais. Como ponto de atenção segue o problema causado pela Doença de Newcastle no Rio Grande do Sul, e o embargo à carne de frango brasileira, o que pode resultar em excesso de oferta no mercado doméstico se porventura o embargo se alongar mais do que o previsto”, disse Iglesias.
O quarto traseiro segue precificado a R$ 17,00 por quilo. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 12,50 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,00 por quilo.
Agência Safras
Preço do boi gordo começa agosto com estabilidade
Apesar da redução na oferta observada em julho, as escalas de abate continuaram confortáveis. Como parte das escalas de abates já está reservada com animais de confinamentos, a busca por novos lotes tem sido feita com muita cautela
O mês de agosto começou registrando preços estáveis no mercado de boi gordo, informou a Scot Consultoria. Apesar da redução na oferta observada em julho, as escalas de abate continuaram confortáveis. Na quinta-feira (1/8), nas praças de Barretos e Araçatuba, no Estado de São Paulo, a arroba do boi gordo para pagamento em 30 dias estava cotada a R$ 227, mesmo valor dos dois dias anteriores, de acordo com levantamento da Scot. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP também destaca que as negociações pecuárias encerraram julho com estabilidade, refletindo o equilíbrio efetivo das forças de oferta e demanda no mercado local. Segundo pesquisadores do Cepea, como parte das escalas já está reservada com animais de confinamentos, a busca por novos lotes no mercado spot tem sido feita com muita cautela. Com isso, a indústria consegue evitar novos ajustes da arroba num momento de oferta reduzida, enquanto aguarda por definições nas vendas domésticas de carne. No curto prazo, pesquisadores do Cepea indicam que alguma expectativa de aumento de consumo até tem sido alimentada por agentes ligados à indústria, em função da proximidade do Dia dos Pais, mas, até o momento, não há mudanças importantes no segmento varejista. No acumulado de julho, o indicador do boi gordo Cepea/B3 registrou alta de 3,26%, fechando a R$ 232,50 a arroba nesta quarta-feira (31/7). Também na quarta-feira, último dia de funcionamento da B3 em julho, houve a liquidação do contrato futuro do boi gordo, cujo código é BGIN4. A cotação da arroba neste vencimento ficou em R$232,40 a arroba, à vista e livre de impostos.
Globo Rural
Boi/Cepea: Mercado encerra julho com negócios estáveis
As negociações pecuárias encerraram julho estáveis, refletindo o equilíbrio efetivo das forças de oferta e demanda no mercado local
Segundo pesquisadores do Cepea, como parte das escalas já está reservada com animais de confinamentos, a busca por novos lotes no spot tem sido feita com muita cautela. Com isso, a indústria consegue evitar novos ajustes da arroba num momento de oferta reduzida, enquanto aguarda por definições nas vendas domésticas de carne. No curtíssimo prazo, pesquisadores do Cepea indicam que alguma expectativa de aumento de consumo até tem sido alimentada por agentes ligados à indústria, em função da proximidade do Dia dos Pais, mas, até o momento, não há mudanças importantes no segmento varejista. No acumulado de julho (até o dia 30), o Indicador do Boi Gordo CEPEA/B3 registrava alta de 3,3%, fechando a R$ 232,60 na terça-feira, 30.
Cepea
ECONOMIA
Dólar salta ao maior valor desde dezembro de 2021 influenciado por exterior e Copom
O dólar continuou o movimento mais recente de alta ante o real, fechando a quinta-feira na maior cotação desde dezembro de 2021, acima dos 5,70 reais, em um dia de aversão a ativos de risco em todo o mundo e de reação do mercado doméstico a sinalizações dadas na véspera pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central
O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,7364 reais na venda, em alta de 1,43%. Esta é a maior cotação de fechamento desde 21 de dezembro de 2021, no terceiro ano do governo de Jair Bolsonaro, quando encerrou a 5,7394 reais. Em 2024, o dólar acumula valorização de 18,24%. Às 17h20, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,42%, a 5,7545 reais na venda. A quinta-feira foi marcada pela aversão dos investidores a ativos de maior risco, como o real brasileiro, o peso chileno, o peso mexicano e ações listadas em bolsa, entre outros. O dólar sustentou ganhos firmes ante a maior parte das demais divisas, em meio a receios de que a guerra entre Israel e Hamas se espalhe pelo Oriente Médio após o líder do Hamas Ismail Haniyeh ter sido assassinado na véspera em Teerã, capital do Irã. No Brasil, o dólar chegou a ceder durante a manhã em alguns momentos, mas a pressão altista vinda do exterior acabou se sobrepondo. Depois das 11h o dólar iniciou uma escalada ante o real que colocou as cotações acima dos 5,70 reais durante a tarde. Outro fator externo de sustentação do dólar, na visão do diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, foram os dados decepcionantes do setor industrial chinês, um dos maiores compradores de commodities do Brasil. Apesar de a aversão ao risco ser global, o real era a moeda que mais se desvalorizava ante o dólar em todo o mundo. Isso porque o dólar também reagia ao comunicado do Copom na noite de quarta-feira, quando a taxa básica de juros foi mantida em 10,50%. O colegiado pediu cautela “ainda maior” na política monetária, avaliando também que a percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal tem impactado preços de ativos e expectativas de mercado, mas não deu sinalizações claras sobre seus próximos passos. “O movimento do dólar no Brasil está alinhado com o externo, mas está um pouco mais forte aqui em função de vários fatores”, comentou durante a tarde o gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, Cleber Alessie Machado. Segundo ele, ainda que o Copom tenha indicado estar preocupado com os efeitos do câmbio e das expectativas sobre a inflação, o colegiado não demonstrou intenção de subir a taxa básica Selic nos próximos meses — ainda em 2024 ou no início de 2025 — como era esperado por parte do mercado. “Isso é negativo para o real no curto prazo”, avaliou Machado. A curva de juros brasileira também refletiu esta percepção na quinta-feira, com a queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo.
Reuters
Ibovespa fecha em queda com piora externa
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, com a piora em Wall Street abrindo espaço para alguns movimentos de realização de lucros na bolsa paulista no primeiro pregão de agosto, enquanto WEG voltou a renovar máximas após sinalizar que as margens devem permanecer resilientes no curto prazo
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 0,19%, a 127.412,95 pontos, de acordo com dados preliminares, após tocar 128.761,54 pontos na máxima da sessão. Na mínima, chegou a 127.149,63 pontos. O recuo ocorre após o Ibovespa acumular em julho uma alta de 3%. O volume financeiro na bolsa na quinta-feira somava 21,2 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
Reuters
LEGISLAÇÃO
Governo Federal assina decreto que regulamenta as atividades de autocontrole dos agentes privados regulados pela defesa agropecuária
Documento foi assinado pelo presidente Lula e pelo ministro Carlos Fávaro durante evento em Mato Grosso
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinaram, na quarta-feira (31) em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), o decreto que regulamenta os programas de autocontrole dos agentes privados regulados pela defesa agropecuária. O documento ainda regula o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária para os setores de produtos de origem animal, comestíveis e não comestíveis, e de produtos destinados à alimentação animal. O decreto, que será publicado em edição extra do Diário Oficial da União, dispõe também sobre os procedimentos de inspeção e fiscalização da defesa agropecuária baseados em risco. Permitindo, a partir de agora, que o estado destine recursos priorizando situações de maior risco à coletividade, em vez de desperdiçá-los em casos de baixo risco ou risco desprezível. “Esta regulamentação reflete a preocupação do Governo em preservar os objetivos da defesa agropecuária e de respeito à autonomia da iniciativa privada, marcando uma mudança de abordagem no modelo regulatório da defesa agropecuária, permitindo a aplicação pioneira de um ‘modelo regulatório responsivo’”, destaca o ministro Carlos Fávaro, enfatizando a importância do diálogo entre reguladores e regulados, propiciando um aumento da transparência nos processos. As novas regulamentações refletirão em modernização, retirando o intervencionismo do poder público e estabelecendo o princípio do autocontrole, de modo a permitir que os procedimentos de inspeção e fiscalização agropecuária passem a ter um perfil mais “inteligente”. “O Decreto do Autocontrole oportuniza ao Estado direcionar seus recursos para situações de maior risco à coletividade, e, simultaneamente, confere mais responsabilidade ao agente privado, sem prejuízo das ações de regulação e fiscalização, competências indelegáveis do Estado”, explica o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart. No autocontrole, os agentes privados têm a obrigatoriedade de implantar, executar, monitorar, verificar e corrigir procedimentos, processos de produção e distribuição de insumos agropecuários, alimentos e produtos de origem animal ou vegetal, visando garantir sua inocuidade, identidade, qualidade e segurança. Os programas de autocontrole foram criados para garantir a inocuidade, identidade, qualidade e segurança dos produtos agropecuários e serão implantados, monitorados, verificados e mantidos pelos agentes privados regulados. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa será a responsável por estabelecer em normas complementares os requisitos específicos para cada setor produtivo necessários ao desenvolvimento dos programas de autocontrole, bem como os procedimentos e periodicidade para a sua verificação oficial, considerando as avaliações de risco. O Programa de incentivo à conformidade em defesa agropecuária, instituído em 2020, tem como objetivo estimular o aperfeiçoamento de sistemas de garantia da qualidade, robustos e auditáveis, visando consolidação de um ambiente de confiança recíproca entre o Poder Executivo e os agentes regulados. O programa exige por parte do estabelecimento regulado o compartilhamento em tempo real de dados operacionais e de qualidade com a fiscalização agropecuária, tendo como contrapartida benefícios e incentivos, na forma do regulamento. A adesão é voluntária, podendo ser solicitada por sistema eletrônico por estabelecimentos de produtos de origem animal, comestíveis e não comestíveis e de produtos destinados à alimentação animal, registrados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
MAPA
Governo publica decreto que regulamenta programas de autocontrole agropecuário
O ato torna efetiva a lei nº 14.515/22 relatada pelo senador Luis Carlos Heinze
Na quinta-feira, 1, foi publicado no Diário Oficial da União – DOU – o decreto que regulamenta a Lei do Autocontrole. O texto traz regras gerais para implementação do Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária incluindo competências, mensuração de riscos, princípios e penalidades impostas em caso de descumprimento. O senador Luis Carlos Heinze – PP/RS –, que relatou a matéria e atuou pela aprovação destacou a importância da medida. “Demorou um ano e sete meses para regulamentação ser publicada, mas ainda assim é uma grande conquista. O sistema atual está sobrecarregado. Agora temos um caminho viável que propõe um trabalho conjunto entre Estado e o setor privado, sem renunciar à segurança”, afirmou Heinze. O texto contempla 31 artigos que trazem conceitos e orientações para criação de programas de autofiscalização, a exemplo da classificação geral de riscos que deverá considerar a natureza, severidade e probabilidade. A adesão ao modelo é voluntária. O decreto define ainda que o manual de orientações deverá ser produzido pelas entidades representativas, considerando a legislação vigente. As normas específicas para cada setor deverão ser publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, bem como os procedimentos e periodicidade da chamada verificação oficial, que serão aplicadas a depender das avaliações de risco.
- Íntegra do decreto 12.126/24
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/decreto/D12126.htm
Agência Senado
EMPRESAS
BNDES libera crédito para tecnologia de rastreio de bovinos
Um financiamento de R$ 31 milhões liberado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) via Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) vai ajudar uma empresa brasileira a expandir a produção de dispositivos de IoT (internet das coisas) para monitorar rebanhos bovinos
A Constanta Industrial vai usar cerca de R$ 10 milhões em um projeto de rastreabilidade pecuária, que foi desenvolvido por uma startup controlada pela holding da qual é sócia. A intenção é produzir cerca de 300 mil dispositivos por mês para serem fixados na orelha de bovinos de corte. Os dispositivos terão acelerômetro, sensores de acompanhamento da saúde do animal e localização por GPS. Inédita no país, a tecnologia está em testes em fazendas de médio porte e em frigoríficos e deve ganhar escala no segundo semestre de 2025, conta Roberval Tavares, CEO do grupo. Segundo ele, o diferencial é o acompanhamento do animal via GPS e com transmissão via LoRaWAN (um padrão internacional de comunicação para redes de longa distância de baixa potência). A meta é incluir também a transferência dos dados por satélite de baixa órbita. A rastreabilidade socioambiental é um dos itens cada vez mais cobrados por consumidores das proteínas brasileiras e também por financiadores da atividade. A tecnologia fomentada pela Constanta Industrial oferece mais que o monitoramento do boi em si. É uma plataforma de gestão desenvolvida para viabilizar crédito ao pecuarista, por meio da comprovação do seu ativo principal: o rebanho. A iniciativa também garante segurança, já que os dados são gerenciados com blockchain. Tavares mira o potencial do mercado brasileiro, com mais de 200 milhões de cabeças de gado, e da América Latina, onde o rebanho chega a 350 milhões de animais. “É um dispositivo que pode movimentar valores bem consideráveis”, disse Pedro Gouveia, diretor financeiro do grupo. Ele afirmou que o financiamento via Funttel garante condições diferenciadas, com prazo de 72 meses para pagamento, dois anos de carência e juros próximos a 7% ao ano. “O Funttel é um importante instrumento público para induzir inovação e desenvolvimento tecnológico nesse segmento e o banco está aberto para dialogar com todo o setor produtivo”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Ele destacou a priorização de iniciativas para a expansão da conectividade no país. A operação já é considerada para a política de inteligência artificial do governo federal, em linha com a missão 4 da Nova Indústria Brasil (NIB). O recurso será aplicado pela Constanta no desenvolvimento da tecnologia e inovação, e não na produção dos materiais. Os dispositivos são produzidos nas fábricas em Atibaia (SP) e Manaus (AM). Os outros dois terços do crédito liberado via Funttel serão aplicados no desenvolvimento de produtos com IoT para monitoramento e gestão do consumo na iluminação pública, saneamento e gás. A empresa quer crescer tanto nessas áreas quanto no agronegócio com soluções IoT. O grupo já trabalha em um projeto para gerenciar máquinas agrícolas com conectividade. O objetivo é embarcar um dispositivo de monitoramento por satélite da Falcon em grandes equipamentos nas lavouras. A iniciativa, em estudo, deve ser lançada no início de 2025.
Globo Rural
FRANGOS & SUÍNOS
Estabilidade nas cotações no mercado de suínos em 1º de agosto
O primeiro dia de agosto foi de cotações com predomínio de estabilidade para o mercado de suínos
Segundo análise do Cepea, os preços médios mensais do suíno vivo e da carne estão em alta há três meses seguidos. Em julho (até o dia 30), a média do animal vivo é a maior desde abril de 2021, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de junho/24), em algumas praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores deste Centro, o impulso vem da maior procura por novos lotes de suínos para abate para atender às demandas interna e externa. De acordo com a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 149,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 11,80/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (31), houve tímida queda somente em Minas Gerais, na ordem de 0,13%, chegando a R$ 7,96/kg. Os valores ficaram estáveis no Paraná (R$ 7,63/kg), no Rio Grande do Sul (R$ 7,15/kg), em Santa Catarina (R$ 7,42/kg), e São Paulo (R$ 7,91/kg). A quinta-feira (1) mostrou preços em elevação para a suinocultura independente nas principais praças que comercializam o animal nesta modalidade. Oferta controlada de animais e demanda aquecida seguem sendo os motivos para esta tendência altista.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: agosto começa com preços em alta
A quinta-feira (1) mostrou preços em elevação para a suinocultura independente nas principais praças que comercializam o animal nesta modalidade. Oferta controlada de animais e demanda aquecida seguem sendo os motivos para esta tendência altista
Em São Paulo, o mercado apresentou alta, saindo de R$ 8,11/kg vivo para R$ 8,27/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o preço ficou estável em R$ 8,00/kg vivo pela quarta semana consecutiva, agora, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal subiu, saindo de R$ 7,53/kg vivo para R$ 7,58/kg vivo.
Agrolink
Suínos/Cepea: Médias sobem por três meses consecutivos
Levantamentos do Cepea mostram que os preços médios mensais do suíno vivo e da carne estão em alta há três meses seguidos
Em julho (até o dia 30), a média do animal vivo é a maior desde abril de 2021, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de junho/24), em algumas praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores deste Centro, o impulso vem da maior procura por novos lotes de suínos para abate para atender às demandas interna e externa. Quanto às exportações, a média diária nos primeiros 20 dias úteis de julho é de 5,2 mil toneladas de carne suína in natura, 10,5% acima da registrada no mês passado e 15,7% superior à do mesmo período de 2023 – dados Secex. Caso esse desempenho se mantenha, julho renovará o recorde de volume escoado, podendo alcançar 119,3 mil toneladas embarcadas no mês, considerando-se toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997.
Cepea
Frigoríficos apostam em miúdos para ganhar o mercado chinês de carne suína
Objetivo é ocupar o espaço da União Europeia, caso a China decida impor medidas antidumping contra o bloco europeu. China é o principal destino das exportações brasileiras de carne suína, mas com queda acumulada de 40,3% nos embarques deste ano
A exportação de miúdos é a aposta da indústria brasileira de proteína animal para ocupar o espaço da União Europeia no mercado chinês de carne suína caso o país asiático decida, de fato, impor medidas antidumping contra o bloco europeu. Atualmente, a China é o principal destino das exportações brasileiras, mas com queda acumulada de 40,3% nos embarques deste ano, com 127,9 mil toneladas. “A gente entende que caso a China decida por adotar uma medida antidumping contra a União Europeia, que é o grande fornecedor desses miúdos internos para a China, o Brasil pode ser uma alternativa par prover esse produto”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. A previsão da entidade é de que o Brasil exporte até 1,325 milhão de toneladas de carne suína este ano, o que representará um crescimento de 7,7% em relação a 2023 quando foram registradas 1,23 milhão de toneladas. Para 2025, a expectativa é de que sejam exportadas até 1,375 milhão de toneladas. Atualmente, apenas o Estado de Santa Catarina pode exportar miúdos e carne suína com osso para a China por ser reconhecido pelo país como uma zona livre de febre aftosa sem vacinação. A expectativa do setor é de que os Estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Acre recebam o mesmo reconhecimento a partir de um pedido já realizado pelo Brasil e que prevê também a inclusão de “miúdos vermelhos”, de maior valor agregado. Para o setor, este é um mercado estratégico na China. Destino de 21% das exportações brasileiras, o país registrou uma queda de 29% nas suas importações totais de carne suína nos cinco primeiros meses deste ano quando somada todos os cortes e países de origem. A queda é reflexo da recuperação da produção chinesa após a crise gerada pela Peste Suína Africana, mas o volume importado de miúdos no mesmo período cresceu 2,3%, para 474 mil toneladas, sendo 80% desse volume oriundo da Europa. “A China está se adequando e não está deixando de importar, mas adquirindo cortes complementares”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo. O cálculo da ABPA é de que, só do Rio Grande do Sul, a exportação e miúdos e carne com osso para a China gere uma receita entre US$ 100 e US$ 150 milhões. “Esta é uma pauta bastante presente, defendida pelo vice-presidente Alckmin na Cosban, e esperamos ter evolução nisso”, observou Santin.
Globo Rural
Frango congelado ou resfriado em SP com altas na quinta-feira (1)
Altas tímidas para a ave congelada ou resfriada no mercado paulista nesta quinta-feira (1) no mercado do frango, com demais preços estáveis
Segundo a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo não mudou, custando, em média, R$ 5,30/kg, assim como a ave no atacado, fechando em R$ 6,25/kg, em média, R$ 6,20/kg. Na cotação do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, cotado a R$ 4,37/kg, da mesma forma que no Paraná, custando R$ 4,53/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (31), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram ligeira alta de 0,14%, custando, respectivamente, R$ 7,02/kg e R$ 7,26/kg.
Cepea/Esalq
CARNES
ABPA faz projeções para produção e exportação de aves, suínos e ovos em 2024 e expectativa inicial para 2025
ABPA traz ainda previsões de consumo do setor
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que o ano de 2024 será positivo para a produção de carne de frango no país, com estimativa de crescimento de 1,8% no volume produzido, podendo chegar a 15,1 milhões de toneladas neste ano e com perspectivas iniciais de até 15,35 milhões de toneladas em 2025 (+2,3% em relação à 2024). O consumo anual da proteína habitante neste ano deve se manter nos patamares do ano passado, em torno de 45 kg per capita/ano, com possibilidade de incremento para 46 kg per capita/ano no ano seguinte (+2% em relação à 2024). Por sua vez, as exportações de carne de frango devem crescer até 2,2% este ano, com estimativas de vender ao exterior 5,25 milhões de toneladas em 2024, com expectativa de chegar a 5,35 milhões de toneladas em 2025 (+1,9% em relação à 2024). “Em relação às projeções divulgadas no final do ano passado, estamos estimando uma leve redução. Ainda assim, os volumes projetados de produção e exportação de carne de frango deverão novamente renovar o recorde neste ano de 2024, em um ano seguramente mais positivo para a avicultura quando comparado aos últimos dois anos e mesmo com os desafios do caso isolado de Newcastle que já está sendo superado pelo Brasil” explica o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Já a produção brasileira de carne suína poderá crescer 1% em 2024, atingindo um volume de 5,2 milhões de toneladas, com o consumo per capita interno estabilizado em 18 kg por habitante/ano (estável). Para 2025, as previsões iniciais indicam possibilidade de aumento de até 1%, chegando eventualmente a 5,25 milhões de toneladas (+1% em relação à 2024), mantendo o consumo per capita em torno de 18 kg por habitante/ano (estável). As exportações de carne suína devem encerrar 2024 com volume recorde de até 1,325 milhão de toneladas, crescimento de até 7,7% em relação ao ano anterior. Para 2025, a projeção inicial indica exportações de até 1,375 milhão, alta estimada de até 3,8% em relação a 2024. “Em um contexto internacional no qual o principal exportador, a União Europeia, tem reduzido sistematicamente as suas exportações, o Brasil vem ganhando espaço no mercado internacional. Aliado às recentes aberturas ou ampliações de mercado conquistadas, as projeções indicam volumes recordes neste ano de 2024, com diversificação dos mercados compradores de nossa carne suína”, destaca o diretor de mercados da ABPA, Luis Rua. A produção de ovos no Brasil poderá chegar a 56,9 bilhões de unidades em 2024, crescimento de até 8,5% se comparado ao ano passado. A projeção da Associação indica ainda que para 2024 o consumo também vai crescer 8,5%, totalizando 263 unidades por habitante/ano. Para 2025, a estimativa inicial de produção é de até 57,5 bilhões de unidades, crescimento estimado de 1% em relação a 2024. Já as exportações deverão apresentar recuo de até 20%, com 20 mil toneladas previstas. Contudo, em 2025, está prevista uma retomada do crescimento do volume exportado, com 22 mil toneladas exportadas e alta de 10%. “Tivemos um primeiro semestre com demanda bastante aquecida no mercado interno, o que diminuiu o ímpeto de exportações do setor. Estimamos um consumo per capita recorde em nosso país neste ano de 2024”, destaca o presidente.
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