
Ano 10 | nº 2225 |17 de maio de 2024
NOTÍCIAS
Mercado pressionado em São Paulo
Com o fim da “safra de capim” ganhando força Brasil afora, as cotações estão pressionadas
Nas praças paulistas, o comprador está confortável e as escalas avançaram, estando programadas para, em média, 15 dias. Do lado vendedor, com a baixa ou quase nenhuma precipitação em São Paulo, o que reduz a massa e qualidade das pastagens, a necessidade de venda dos bovinos para diminuir a pressão aos sistemas de pastagem aumentou. A cotação do boi gordo está apregoada em R$227,00/@, a da vaca em R$205,00/@ e a da novilha em R$220,00/@. Para a arroba do “boi China”, queda de R$2,00/@, apregoado em R$230,00. Ágio de R$3,00/@. Preços brutos e a prazo. Na região de Marabá e Redenção – Pará, com as pastagens sentindo o avanço do outono, a oferta de bovinos está maior, as escalas mais longas e os preços pressionados. Em Marabá, queda de R$5,00/@ para a cotação da vaca gorda e estabilidade para as demais categorias. O boi gordo está apregoado em R$210,00/@, a vaca em R$180,00/@ e a novilha em R$190,00/@. Em Redenção, a cotação do boi gordo caiu R$2,00/@ e a das demais categorias seguiu estável. O boi gordo está sendo negociado em R$203,00/@, a vaca e novilha gordas estão apregoadas em R$180,00/@ e R$192,00/@, respectivamente. A cotação do “boi China” em Marabá e Redenção ficou estável em R$217,00/@, ágios frente a arroba do boi comum de, respectivamente, R$7,00/@ e R$14,00/@. Todos os preços são brutos e a prazo. Em Goiás, queda de R$2,00/@ para o boi gordo destinado ao mercado interno, cotado em R$208,00/@, em Goiânia e no Sul de Goiás. Em Goiânia, a vaca e a novilha estão cotadas em R$190,00/@ e R$195,00/@, respectivamente. No Sul do estado, a cotação das fêmeas é de R$197,00/@. A cotação do “boi China” está em R$215,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$7,00/@. Todos os preços são brutos e a prazo.
Scot Consultoria
Arroba do boi gordo: tendência continua negativa nas cotações
O mercado físico do boi registrou preços acomodados nas principais praças de produção e comercialização do país, mas o viés ainda é negativo
O mercado físico do boi registrou preços acomodados nas principais praças de produção e comercialização do país, mas o viés ainda é negativo. Os frigoríficos se deparam com escalas de abate bastante confortáveis em meio ao avanço da quantidade de animais ofertados Brasil afora. Até mesmo em Mato Grosso os preços começam a sinalizar para baixa. O quadro climático ainda é muito relevante para entender este movimento. “Com chuvas esparsas na segunda quinzena do mês e temperaturas elevadas em boa parte do Centro-Oeste e parte da Região Norte, há uma maior dificuldade em segurar os animais, aumentando a necessidade e a urgência de negociar”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias. Preços do boi: Em São Paulo, Capital: R$ 227 por arroba. Em Goiânia, Goiás: R$ 209 por arroba do boi gordo. Em Uberaba, MG: R$ 212 por arroba. Em Dourados, MS: R$ 220 por arroba. Em Cuiabá: R$ 213 por arroba. O mercado atacadista volta a se deparar com preços acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere retração dos preços, em linha com um período de menor apelo ao consumo, o que pode ser acentuado pela posição das escalas de abate das indústrias, com indicações de grande quantidade de produto em estoque. O quarto traseiro foi precificado a R$ 17,90 por quilo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 13,70 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 13,15 por quilo.
Agência Safras
Preço do boi gordo acumula queda de 1,02% na primeira quinzena do mês
Nas praças de SP, o comprador está confortável e as escalas de abate avançaram
Aproximação de dias mais frios tem criado a expectativa de aumento na oferta de lotes remanescentes de animais a pasto. O avanço do período seco, que limita a possibilidade de manter o gado se alimentando no pasto, segue como principal motivação para que o pecuarista aumente o número de animais enviados para abate. Com isso, a arroba bovina acumula queda em São Paulo na primeira quinzena do mês. Dados do indicador Cepea/B3 divulgados nesta quinta-feira (16/5) mostram que os preços do boi gordo recuaram 1,02% em maio até o dia 14, para R$ 227 por arroba. Em Barretos (SP) e Araçatuba (SP) a arroba do boi gordo fechou cotada a R$ 227 a prazo hoje, estável em relação ao dia anterior. “Nas praças paulistas, o comprador está confortável e as escalas [de abate] avançaram, estando programadas para, em média, 15 dias. Do lado vendedor, com a baixa ou quase nenhuma precipitação em São Paulo, o que reduz a massa e qualidade das pastagens, a necessidade de venda dos bovinos para diminuir a pressão aos sistemas de pastagem aumentou”, disse a Scot em relatório. Na mesma linha, os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) afirmaram em nota que a aproximação de dias mais frios tem criado a expectativa de aumento na oferta de lotes remanescentes de animais a pasto. Ou seja, quanto mais próximo do inverno, maior tende a ser o escoamento do gado. No atacado da grande São Paulo, a carcaça casada bovina – referência para o preço da carne – acumula desvalorização de 0,8% na parcial deste mês, a R$ 16,23 por quilo no dia 14, segundo o Cepea.
Globo Rural
Boi/Cepea: Maior oferta mantém preços em queda
Os preços do boi gordo seguem em queda. Segundo pesquisadores do Cepea, além das escalas de abate alongadas em muitos frigoríficos, a aproximação de dias mais frios tem criado a expectativa de aumento na oferta de lotes remanescentes de animais a pasto
No acumulado da primeira quinzena (até o dia 14), o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 caiu 1,02%, fechando em R$ 227 nessa terça-feira, 14. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina acumula desvalorização de 0,8% na parcial deste mês, a R$ 16,23/kg no dia 14.
Cepea
ECONOMIA
Dólar fecha em leve queda no Brasil em dia de alta no exterior
Em mais uma sessão em que oscilou entre margens estreitas, o dólar à vista fechou a quinta-feira muito próximo da estabilidade ante o real, após ter cedido de forma mais firme durante a manhã em função do avanço do minério de ferro no mercado internacional
O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,1310 reais na venda, em baixa leve de 0,11%. Em maio, a divisa acumula queda de 1,19%. Às 17h33, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,04%, a 5,1375 reais na venda. Notícias de que autoridades da China, principal mercado consumidor de minério, estão considerando a compra pelo governo de imóveis não vendidos melhoraram as perspectivas de demanda pelo principal ingrediente da fabricação de aço. O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com alta de 2,56%, a 881 iuanes (122,09 dólares) a tonelada. O movimento do minério favoreceu a moeda do Brasil, um dos maiores exportadores globais da commodity. Às 9h47, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 5,1049 reais (-0,62%). Essa queda da cotação também foi influenciada pela percepção, trazida por dados de sessões anteriores, de que o Federal Reserve terá espaço para fazer dois cortes de juros ainda em 2024. Ainda durante a manhã, no entanto, o dólar se reaproximou da estabilidade, em sintonia com o ganho de força da moeda norte-americana também no exterior, após novos dados econômicos fortes dos EUA. Os preços de importados dos EUA aumentaram 0,9% no mês passado, um salto que elevou os temores do mercado de que a luta do Federal Reserve para domar a inflação ainda não teria terminado e poderia atrasar os planos de corte juros. Foi o maior salto desde março de 2022, quando os preços de importados subiram 2,9%.
Reuters
Ibovespa fecha com alta discreta tendo frigoríficos em destaque
MINERVA ON saltou 9,38%, em dia positivo para o setor, com JBS ON registrando alta de 4,63%. MARFRIG ON, que divulgou na noite da véspera lucro líquido de 62,6 milhões de reais no primeiro trimestre, revertendo resultado negativo de 634 milhões de reais um ano antes, fechou negociada em alta de 4,44%
O Ibovespa fechou com um acréscimo discreto na quinta-feira, com ações de frigoríficos entre as maiores altas, com destaque para Minerva, enquanto Petrobras continuou pressionando negativamente, em meio a receios sobre a estratégia da estatal após a troca do comando da companhia. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,2%, a 128.283,62 pontos, tendo marcado 128.965,46 pontos na máxima e 127.922,45 pontos na mínima do dia, véspera de vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. O volume financeiro somou 23,5 bilhões de reais. Na visão da Ágora Investimentos, uma performance mais positiva do Ibovespa tem sido limitada pela crescente percepção de risco político-fiscal, diante das intervenções na Petrobras e planos do governo para socorrer o Rio Grande do Sul — ainda que esses valores não sejam contemplados mais na meta fiscal. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 0,2%, depois de renovar máxima intradia mais cedo, com o mercado apostando em dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Federal Reserve este ano, movimento que tende a favorecer mercados emergentes, como é o caso do Brasil.
Reuters
Governo eleva a 2,5% projeção para a alta do PIB em 2024, vê inflação maior
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda melhorou de 2,2% para 2,5% sua projeção para o crescimento econômico do Brasil em 2024, ao mesmo tempo em que passou a enxergar uma pressão de preços maior neste ano, mostrou boletim divulgado na quinta-feira
A pasta também informou que sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 está em 2,8%, mesmo patamar estimado em seu boletim macrofiscal anterior, divulgado em março. De acordo com a secretaria, a nova previsão de crescimento para este ano não considera os impactos da calamidade provocada pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul. “A magnitude do impacto depende da ocorrência de novos eventos climáticos, de transbordamentos desses impactos para estados próximos e do efeito de programas de auxílio fiscal e de crédito nas cidades atingidas pelas chuvas”, disse a SPE no documento. A secretaria avaliou que o PIB do Rio Grande do Sul, com peso aproximado de 6,5% no PIB brasileiro, deverá registrar perdas principalmente no segundo trimestre, parcialmente compensadas ao longo dos trimestres posteriores. Para a SPE, atividades ligadas à agropecuária e indústria de transformação deverão ser as mais afetadas na medição da atividade a nível nacional, porque são mais representativas no PIB do Rio Grande do Sul que a média do PIB brasileiro. As projeções do SPE para o PIB do país seguem mais otimistas que as do mercado, que aposta em uma alta de 2,09% neste ano e 2,00% em 2025, segundo o boletim Focus do Banco Central. Em 2023, o PIB brasileiro cresceu 2,9%, impulsionado por uma safra recorde de grãos e forte resultado das indústrias extrativas, com destaque para petróleo e minério de ferro. De acordo com a SPE, a melhora na projeção de atividade refletiu “crescimento robusto” das vendas no varejo e dos serviços, aumento na geração de empregos e expansão das concessões de crédito, além de uma maior contribuição do setor externo diante da depreciação cambial. “Os sinais de recuperação do investimento, baseados na expansão de indicadores de atividade na construção civil e no crescimento das importações de bens de capitais, também auxiliaram nesse sentido”, apontou. A pasta revisou para baixo as projeções para 2024 na agropecuária (de -1,3% para -1,4%) e na indústria (de +2,5% para +2,4%), mas os recuos foram mais que compensados por uma reavaliação para cima da estimativa de desempenho para o setor de serviços (de +2,4% para +2,7%). Em relação à inflação, a SPE passou a ver alta de 3,70% do IPCA este ano, acima da previsão de 3,50% do último boletim. Para o ano que vem, a previsão para a alta dos preços foi calculada em 3,20%, ante 3,10% previstos em março. A meta estipulada pelo governo para a inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Nesse caso, a SPE informou ter incorporado às suas projeções os impactos da catástrofe no Rio Grande do Sul.
Reuters
IGP-10 sobe mais que o esperado em maio com altas generalizadas, diz FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta acima do esperado de 1,08% em maio, abandonando a queda de 0,33% do mês anterior, com aumentos generalizados entre os componentes do índice
Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses deflação de 1,27%, contra queda de 3,81% em abril nessa base de comparação, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de um avanço de 0,95%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, passou a subir 1,34% em maio, depois de recuar 0,56% no mês anterior. De acordo com André Braz, economista da FGV IBRE, o minério de ferro contribuiu sozinho para 53% desse resultado ao subir 11,70% no mês, ante uma queda de 14,46% em abril. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,39% em maio, depois de subir 0,21% no mês anterior. “No Índice de Preços ao Consumidor, o destaque foi para o grupo Transportes, que registrou aumento de 1,44% no preço da gasolina”, destacou Braz. A alta de Transportes acelerou a 0,64% em maio, de 0,19% antes. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,53% no mês, depois de uma alta de 0,33% em abril. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Reuters
EMPRESAS
Marfrig espera dividendos vindos da BRF em 2024
Companhia de aves e suínos começa a dar retorno ao seu controlador. A BRF, das marcas Sadia e Perdigão, lucrou R$ 594 milhões no intervalo de janeiro a março deste ano
Depois de investimentos bilionários que a Marfrig fez na BRF nos últimos anos, a companhia de aves e suínos começa a dar retorno ao seu controlador. O fundador e dono da Marfrig, Marcos Molina, afirmou na quinta-feira (16/5) em teleconferência com analistas que vê grandes chances de recebimento de dividendos vindos da BRF neste ano. “Na BRF, a gente vem de um melhor primeiro trimestre da história e agora a gente vê já os resultados do BRF+, uma mudança estrutural da empresa”, disse Molina sobre o programa de eficiência operacional de sua controlada. Paralelo a isso, o empresário destacou o cenário mais favorável nos preços de grãos – milho e farelo de soja usados na ração animal estão em queda -, e o setor de frangos, cuja demanda se mostra parruda nos mercados interno e externo. “[Então,] a gente tem uma previsibilidade, como já [estamos] em maio, de uma grande chance de distribuição de dividendo da BRF para Marfrig no ano de 2024”, estimou. A BRF, das marcas Sadia e Perdigão, lucrou R$ 594 milhões no intervalo de janeiro a março deste ano, e foi a grande responsável pelo lucro de R$ 62 milhões obtidos por sua controladora Marfrig no período no período. A companhia de aves e suínos contribuiu, sozinha, com 80% do Ebitda da Marfrig no trimestre. Entre os investimentos mais recentes, ao longo do quarto trimestre de 2023, a Marfrig desembolsou R$ 1,9 bilhão para adquirir cerca de 168,3 milhões de ações da BRF. Nos últimos dias de dezembro, a empresa fundada por Molina comprou 5,06% em ações na BRF para alcançar a participação de 50,06%. Nos Estados Unidos, o CEO da Operação América do Norte, Tim Klein, ressaltou que o segundo trimestre começou com a demanda mais devagar e o principal motivo foi o clima. No entanto, a expectativa é que este quadro mude. “A primavera começou muito chuvosa, mas o segundo e terceiro trimestres são os melhores pela sazonalidade da demanda por carne para a temporada de churrascos”, disse o executivo. O CEO da Operação América do Sul, Rui Mendonça, destacou que a receita da unidade no primeiro trimestre foi afetada por alguns fatores. O primeiro deles foi a menor quantidade de dias úteis, em função dos feriados de Carnaval e Sexta-Feira Santa no mesmo trimestre. “Tivemos um movimento dos fiscais do Mapa [Ministério da Agricultura] que atrapalhou a emissão de certificados. Tivemos uma queda nos preços de subprodutos e a queda do dólar no comparativo de trimestre contra trimestre”, afirmou, comparando o desempenho de janeiro a março com os últimos três meses de 2023. Do ponto de vista das exportações, Mendonça enxerga o fim de uma trajetória de queda nos preços da tonelada embarcada para a China, com sinais agora de estabilidade. “A tendência para o próximo trimestre com certeza é favorável”, acrescentou sobre o intervalo de abril a junho.
Valor Econômico
GOVERNO
Agronegócio bate recorde de exportações em abril, com US$ 15,24 bilhões
O resultado correspondeu a 49,3% das exportações totais do Brasil
Com valor recorde, as vendas externas brasileiras de produtos do agronegócio foram de US$ 15,24 bilhões em abril de 2024, um valor 3,9% superior na comparação com os US$ 14,67 bilhões exportados no mesmo mês de 2023. Esse resultado correspondeu a 49,3% das exportações totais do Brasil. O saldo de abril foi fortemente influenciado pela elevação do volume embarcado, que subiu 17,1%. Em relação aos preços médios dos produtos da agropecuária, houve queda de 11,3%, impossibilitando o registro de um valor ainda mais expressivo nas exportações. As exportações brasileiras de grãos atingiram um volume próximo de 18,5 milhões de toneladas em abril de 2024, número que corresponde a uma expansão de 6,7% na comparação com os 17,3 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de abril de 2023. Segundo os dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, açúcar de cana, carne bovina in natura, café, algodão não cardado nem penteado e celulose são os produtos que mais contribuíram para o crescimento das exportações no mês. Destaque por ter o maior valor exportado dentre todos os produtos do agronegócio brasileiro, a soja em grãos respondeu pela maior parte das exportações do setor. O volume exportado atingiu 14,70 milhões de toneladas, com elevação de 362,4 mil toneladas na comparação com a quantidade embarcada em abril de 2023. A quantidade é a terceira maior já registrada para um mês em toda a série histórica. A China é o principal importador da oleaginosa brasileira, tendo adquirido praticamente dez milhões de toneladas ou o correspondente a US$ 4,29 bilhões. Já as vendas externas de carnes brasileiras atingiram US$ 2,21 bilhões em abril de 2024, com crescimento de 27,5% frente às exportações de abril de 2023. Os registros de vendas externas de carne bovina foram de US$ 1,04 bilhão (+69,2%), com forte expansão do volume exportado, que passou de 133,40 mil toneladas para 236,77 mil toneladas no período em análise (+77,5%). Este volume é recorde para os meses de abril. Um dos maiores motivos para a expansão da quantidade exportada está no aumento da demanda chinesa por carne bovina in natura brasileira. Outro destaque é o complexo sucroalcooleiro, que continua registrando recordes de exportação. Em nenhum mês de abril da série histórica as exportações do setor tinham ultrapassado a cifra de um bilhão. Nesse mês de abril de 2024, as vendas externas do complexo sucroalcooleiro foram de US$ 1,07 bilhão, número que significou um crescimento de 77,6% na comparação com os US$ 600,07 milhões exportados em abril de 2023. O crescimento foi obtido em função das exportações de açúcar, que quase dobraram em volume (+94,7%), na comparação entre abril de 2023 e 2024. No primeiro quadrimestre de 2024 as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram o valor recorde de US$ 52,39 bilhões, o que representou crescimento de 3,7% em relação aos US$ 50,52 bilhões exportados no mesmo período do ano anterior. O aumento na quantidade embarcada é o fator que explica a expansão em valor, uma vez que o índice de quantum aumentou 14,8%, enquanto o índice de preço caiu 9,6%. Os principais produtos que explicam o crescimento das exportações no acumulado do ano de 2024 foram: açúcar de cana em bruto (+US$ 2,41 bilhões); algodão não cardado e não penteado (+US$ 1,36 bilhão); café verde (+US$ 958,32 milhões); carne bovina in natura (+US$ 814,62 milhões) e açúcar refinado (+US$ 589,73 milhões). A soma do incremento das vendas externas desses cinco produtos mencionados foi de US$ 6,13 bilhões, enquanto o crescimento das exportações totais foi de US$ 1,87 bilhão. Entre maio de 2023 e abril de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o montante de US$ 168,36 bilhões, o que representou expansão de 4,7% em comparação aos US$ 160,86 bilhões exportados nos doze meses imediatamente anteriores. Dessa forma, os produtos do agronegócio brasileiro representaram 49,3% das exportações brasileiras no período, 1,3 ponto percentual a mais do que a participação do agronegócio nas vendas externas entre janeiro e novembro de 2022.
MAPA
MEIO AMBIENTE
Nova regra para pecuária deve reduzir risco de desmatamento
Governo cria grupo sobre política de rastreabilidade do gado no país. Rastreabilidade individual daria um controle muito melhor sobre os animais e do trânsito deles
O governo federal deu um passo nesta semana para criação de uma política inédita em relação à cadeia pecuária do país. Uma portaria do Ministério da Agricultura estabeleceu um grupo de trabalho que terá como tarefa ajudar na definição de uma política pública para a rastreabilidade individualizada de bovinos e bubalinos do país. A rastreabilidade individualizada se daria por aplicação de brincos em todos os animais. O objetivo número 1 é melhorar o controle sanitário do gado, mas — se for implementada — a medida poderá permitir também um controle mais claro sobre o desmatamento associado à pecuária. A portaria 1.113, publicada na quarta-feira, dá prazo de 60 dias para o grupo apresentar sua proposta de como será a política de rastreabilidade. Ampliar os controles sobre a criação de gado e o desmatamento — em especial na região amazônica — é uma medida chave para as exportações de carne brasileira. Em 2025, começa a valer uma legislação da União Europeia que vedará a entrada no bloco de alguns produtos (incluindo carne) que tiverem ligação com desmatamento, legal ou ilegal. Grandes frigoríficos afirmam investir em políticas e tecnologias próprias com vistas a não comprarem gado de fazendas que foram desmatadas ilegalmente. Mas o setor continua convivendo com lacunas nas informações sobre a origem de parte do gado que chega à indústria. O problema central e antigo é com a falta de rastreabilidade dos animais de pecuaristas que não fornecem diretamente à indústria, mas que vendem gado aos fornecedores diretos. A pergunta recorrente é quais desses indiretos destrói a mata para formar pastagens. Em média, segundo estimativas, um animal passa por cinco fazendas, do nascimento ao abate. Apenas a última é a do fornecedor direto — cujo controle é mais estrito. “O monitoramento de fornecedores indiretos ainda é o maior desafio que o setor enfrenta, pois requer investimento em pesquisa e tecnologia, além de políticas públicas eficazes supervisionadas pelos órgãos governamentais responsáveis e o compromisso de toda a cadeia de valor para garantir a rastreabilidade completa da pecuária”, diz a Minerva Foods. A empresa diz ter sido a primeira a expandir a adoção da tecnologia de monitoramento geoespacial para 100% dos fornecedores diretos em todos os biomas de sua atuação no Brasil (Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica), “com o mesmo resultado para as compras de gado no Paraguai, Colômbia e Argentina”. O sistema de monitoramento geoespacial é auditado anualmente, diz a empresa. “No âmbito de monitoramento dos fornecedores indiretos, a Minerva Foods tem atuado no engajamento dos produtores rurais ao disponibilizar a tecnologia de monitoramento utilizada pela indústria”, diz. “A ferramenta permite que os produtores monitorem seus próprios fornecedores e mapeiem os riscos antes de realizar qualquer comercialização. A Marfrig afirma rastrear 100% de seus fornecedores diretos, de todos os biomas brasileiros. E diz já ter atingido a rastreabilidade de 85% dos fornecedores indiretos na Amazônia e de 71% dos indiretos no Cerrado, regiões estratégicas e de maior volume de animais fornecidos à empresa. “Além disso, todos os fornecedores indiretos localizados nas áreas de maior risco já estão 100% monitorados. A área rastreada pela Marfrig corresponde a cerca de 25 milhões de hectares, o que equivale a um território maior do que o Estado de São Paulo ou o Reino Unido”, diz Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade da Marfrig. Ele lembra que a Marfrig antecipou, de 2030 para 2025, sua meta de rastrear 100% dos fornecedores indiretos em todos os biomas. A JBS desenvolveu uma plataforma na qual os fornecedores diretos inserem dados de seus fornecedores e são informados se alguns deles têm alguma irregularidade em relação à política da empresa. Liège Correia, diretora de sustentabilidade da companhia, diz que hoje 63% do volume de gado que a empresa compra está monitorado por meio da plataforma. A meta é chegar a 2026 com 100%. Auditorias regulares atestarão se os dados de todos os fornecedores estarão inseridos na ferramenta. De um total que varia entre 25 mil a 30 mil fornecedores diretos, a empresa diz ter hoje cerca de 15% deles bloqueados, a maioria por desmatamento ilegal. A empresa ainda montou escritórios para auxiliar pecuaristas a se regularizarem. A Frigol afirma usar o Protocolo Boi na Linha, do Imaflora, para monitoramento de fornecedores diretos, e que desde 2018 adota o protocolo de monitoramento para todos os Estados onde têm unidades de produção. Sobre os fornecedores indiretos, a empresa diz ter iniciado o protocolo de avaliação e monitoramento de fornecedores indiretos “nível 1” (os fornecedores imediatos de seus fornecedores). No primeiro ano do projeto piloto de avaliação e monitoramento, “houve o atingimento de 77% de conformidade para fornecedores indiretos, sendo que a meta da empresa é mitigar o desmatamento por indiretos até 2030, com intenção de antecipar para 2025 a mitigação do desmatamento indireto nível 1”, informa. Paulo Barreto, pesquisador do Radar Verde, vê um quadro mais preocupante. Análise elaborada por ele com corte exclusivo para o mercado chinês aponta que, de um total de 176 plantas de frigoríficos que operam na Amazônia, 31 estão habilitadas a exportar para a China e 71 para Hong Kong. Barreto aponta que das 31 plantas, 20 demonstram ter controle sobre os fornecedores diretos. E que, das 71 aptas a vender a Hong Kong, 38 demonstraram controle sobre os diretos. De acordo com o pesquisador, nenhuma dessas plantas mostrou ter controle sobre os indiretos. A China tem começado a discutir o que poderá ser um critério verde para a carne. Mas é a União Europeia que domina as atenções. As exportações atuais para o continente já contemplam plantas e fazendas onde os bois já são 100% identificados. Entretanto, hoje o brinco de identificação só é pedido para 90 dias antes do abate. O que vai ter que mudar é a extensão dessa rastreabilidade até as fazendas de cria [de bezerros], e há um desafio em avançar neste ponto.
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos estável
De acordo com a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 134,00, da mesma forma que a carcaça especial, fechando em R$ 10,50/kg, em média
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (15), os preços ficaram estáveis no Rio Grande do Sul (R$ 6,20/kg), e em Santa Catarina (R$ 6,29/kg). Houve alta de 0,14% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,27/kg, avanço de 0,79% no Paraná, com preço de R$ 6,38/kg, e de 0,58% em São Paulo, fechando em R$ 6,96/kg. O mercado da suinocultura independente registrou altas nas bolsas de suínos realizadas na maior parte das praças nesta quinta-feira (16). De acordo com lideranças da área, as perdas de animais no Rio Grande do sul devido às enchentes causam ainda reações nos preços, além da a oferta de suínos vivos ajustada à demanda em cada região produtora.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: preços sobem na maioria das praças
O mercado da suinocultura independente registrou altas nas bolsas de suínos na maior parte das praças na quinta-feira (16). As perdas de animais no Rio Grande do sul devido às enchentes causaram reações nos preços
Em São Paulo houve aumento, passando de R$ 7,20/kg vivo para R$ 7,36/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, o valor ficou estável em R$ 7,30/kg vivo, sem acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal subiu, saindo de R$ 6,33/kg vivo para R$ 6,53/kg vivo. No estado do Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 09/05/2024 a 15/05/2024), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 8,79%, fechando a semana em R$ 6,37/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente baixa, podendo ser cotado a R$ 6,15/kg vivo”, informa o reporte do Lapesui.
Agrolink
Suínos/Cepea: Poder de compra cai frente ao farelo
O poder de compra de suinocultores paulistas frente ao farelo de soja vem caindo nesta parcial de maio
Isso porque, segundo levantamentos do Cepea, a oleaginosa tem se valorizado mais que o animal vivo. Para ambos, o impulso vem da demanda aquecida. No caso do suíno, com a maior procura pela proteína, frigoríficos vêm buscando lotes extras de animais para abate. Quanto ao farelo, conforme a Equipe Grãos/Cepea, as chuvas do Rio Grande do Sul impactaram negativamente a produção de soja, devendo limitar a oferta nacional, o que, por sua vez, já tem estimulado compradores a adquirirem novos volumes, visando assegurar seus estoques. Além disso, a forte demanda internacional por soja e derivados reforçou o cenário de alta nos preços, também segundo a Equipe Grãos/Cepea.
Cepea
Frango: preços estáveis na quinta-feira
De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 4,80/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,78%, fechando em R$ 6,40/kg, em média
Na cotação do animal vivo, o valor não mudou em Santa Catarina, com preço de R$ 4,40/kg, assim como no Paraná, com preço de R$ 4,40/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (15), a ave congelada teve recuo de 0,56%, chegando a R$ 7,14/kg, enquanto o frango resfriado baixou 0,54%, fechando em R$ 7,36/kg.
Cepea/Esalq
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