
Ano 10 | nº 2146 |22 de janeiro de 2024
NOTÍCIAS
Mercado estável nas praças paulistas
Com escalas de abate para uma semana, em média, parte das indústrias frigoríficas não vêm realizando muitas compras. Com isso, as cotações ficaram estáveis na comparação dia a dia
No fechamento da primeira quinzena de janeiro/24, após longo período de estabilidade, as cotações da arroba do “boi comum”, “boi-China” e da vaca gorda tiveram variações negativas em São Paulo, relatou a consultoria com sede em Bebedouro, SP. “As negociações no mercado paulista foram reduzidas devido ao aumento nas escalas de abate, que agora giram em torno de 10 dias, o que contribuiu para o cenário baixista na cotação da arroba”, disse Ana Paula Oliveira, analista de mercado da consultoria. O boi gordo vale hoje R$ 240/@ no estado de São Paulo, enquanto da vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 215/@ e R$ 237/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), de acordo com os dados apurados pela Scot. O “boi-China” está sendo negociado em R$ 245/@ no mercado paulista (bruto e a prazo), com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a Scot. Caiu a cotação na região do Triângulo em Minas Gerais. A cotação do boi gordo caiu R$3,00/@ na comparação diária e, para o “boi China” a queda foi de R$5,00/@. Para as demais categorias, preços estáveis. Preços estáveis na região de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Pouco volume de negócios durante a semana. Queda na cotação do boi no Pará região de Redenção. A cotação do boi gordo e do “boi China” caiu R$3,00/@ na comparação diária. Para as demais categorias, preços estáveis. Preços firmes em Santa Catarina. As cotações estão estáveis na comparação feita dia a dia.
SCOT CONSULTORIA
Estatística da pecuária (Santa Catarina)
Desde o final de novembro/23, as cotações da arroba do boi gordo mantiveram-se estáveis no estado catarinense
Segundo levantamento da Scot Consultoria em 18/1, as negociações da arroba do boi gordo estão precificadas em R$236,50, preço a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). As escalas de abates continuam alongadas, em média, 15 dias. Para a novilha gorda, houve queda no início desta semana (15/1). A arroba desvalorizou R$5,00 (-2,2%) em relação à última semana, estando cotada a R$221,50, preço a prazo, descontados os impostos. Na última semana, houve alongamento nas escalas de abate, o que refletiu em queda na cotação da arroba da novilha gorda na praça catarinense. O alongamento das escalas de abate indica um mercado bem ofertado de animais prontos para o abate e, com isso, a expectativa é de um mercado mais pressionado para o curto prazo.
SCOT CONSULTORIA
Frigoríficos registraram escalas de abate mais confortáveis na semana que passou
As indústrias fecharam a sexta-feira (19/1) com as programações de rondando a 10 dias úteis na média nacional, com avanço de 1 dia no comparativo semanal, informa a Agrifato. O mercado físico do boi gordo cedeu e algumas regiões sentiram a pressão baixista, relataram os analistas da Agrifatto
“Com a chegada da segunda quinzena de janeiro, o escoamento de carne bovina no varejo, que já não estava bem, está ainda mais fraco, devido ao menor poder aquisitivo da população”, relatou a consultoria. Diante de tal cenário, os estoques da proteína cresceram e escalas de abate das indústrias avançaram, ficando mais confortáveis, acrescentou a Agrifatto. Com isso, os frigoríficos fecharam a sexta-feira (19/1) com as programações de rondando a 10 dias úteis na média nacional, com avanço de 1 dia no comparativo semanal. São Paulo – As escalas avançaram 3 dias úteis no comparativo semanal em 11 dias úteis. Pará – Os frigoríficos paraenses encerraram a semana com as escalas em 9 dias úteis, com estabilidade frente sexta-feira anterior. Mato Grosso – As escalas ficaram em 10 dias úteis, com 1 dia de recuo no comparativo semanal. Mato Grosso do Sul – O Estado apresentou 1 dia útil de avanço, ante sexta-feira passada, fechando a semana com as programações de abate em 9 dias. Rondônia – A região demonstrou estabilidade, e as programações de abate estão próximas de 10 dias. Tocantins – Os frigoríficos locais também registraram estabilidade, com as programações de abate próximas em 9 dias úteis. Minas Gerais – As indústrias mineiras tiveram avanço de 1 dia útil, encerrando a sexta-feira em 8 dias úteis. Goiás – Os frigoríficos goianos fecharam a semana com as escalas em 11 dias úteis, 1 dia de avanço semanal.
PORTAL DBO
Boi: queda em SP e estabilidade no restante do país
Em Mato Grosso, os preços do boi ainda estão firmes, com potencial para alguma alta em meio à boa demanda por animais padrão China
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, após a queda das indicações, os frigoríficos em São Paulo têm conseguido realizar compras, mantendo as escalas de abate confortáveis. Em Mato Grosso, os preços ainda estão firmes, com potencial para alguma alta em meio à boa demanda por animais padrão China. Cotações: São Paulo (Capital): R$ 250 (-2%). Goiás (Goiânia): R$ 235 (-2,08%). Minas Gerais (Uberaba): R$ 250 (+4,17%). Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 235 (+2,17%). Mato Grosso (Cuiabá): R$ 214 (+1,42%). O mercado atacadista apresentou preços em queda para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere queda das indicações, especialmente para os cortes do traseiro bovino, menos demandados em um momento de descapitalização da população. Na última quinta-feira (18), o quarto traseiro foi precificado a R$ 18,70 por quilo. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 393,183 milhões em janeiro (9 dias úteis), com média diária de US$ 43,709 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 86,833 mil toneladas, com média diária de 9,648 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.528,00. Em relação a janeiro de 2023, houve alta de 23,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 32,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,5% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar cai na sexta, mas acumula alta de 1,45% na semana
O dólar à vista fechou a sexta-feira em leve baixa ante o real, mas ainda assim acumulou ganho consistente na semana, em meio ao movimento global de redução das apostas de que o Federal Reserve começará a cortar juros já em março
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9273 reais na venda, em baixa de 0,10%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 1,45%. Em janeiro até agora, a moeda acumula elevação de 1,56%. Na B3, às 17:20 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,03%, a 4,9355 reais. A divisa dos EUA novamente oscilou em margens estreitas na sexta-feira, sob influência do cenário externo. Ao longo da tarde o dólar voltou a oscilar perto da estabilidade, em leve baixa na maior parte do tempo, em sintonia com o exterior, onde a moeda cedia ante uma cesta de divisas fortes e em relação a boa parte das moedas de exportadores de commodities. No Brasil, as atenções seguiam voltadas para as negociações em Brasília em torno da medida provisória de reoneração da folha de pagamentos das empresas. Pela manhã, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que há acordo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para revogar a MP, mas a informação não foi confirmada pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Também pela manhã, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) teve variação positiva de 0,01% em novembro, na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado. O resultado do mês ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,10%, mas interrompe três meses seguidos em território negativo.
REUTERS
Ibovespa fechou em alta na sexta, mas tem perda na semana
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, mas contabilizou uma performance negativa no acumulado da semana, pressionado particularmente por ajustes nas expectativas relacionadas a cortes de juros nos Estados Unidos
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,25%, a 127.635,65 pontos, após perder mais de 3% nos três pregões anteriores. Na semana, teve uma perda de 2,56%, na terceira queda semanal seguida. O volume financeiro somou 27,5 bilhões de reais, ajudado pelas operações relacionadas ao vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. Dados recentes mostrando uma economia norte-americana robusta desencadearam revisões nas apostas sobre quando o Federal Reserve começará a reduzir a taxa, com alguns já avaliando uma queda em março como uma visão muito otimista. Os contratos futuros de juros nos EUA apontavam na sexta-feira que operadores enxergavam uma chance de cerca de 49% de um corte em março, bem abaixo dos 77% da semana passada. Esses ajustes afetaram particularmente mercados emergentes, como o Brasil. No mês, o índice MSCI para emergentes contabiliza perda de 6%. Em Nova York, o S&P 500 sobe 1,5%. O Ibovespa registrava baixa de 4,9%. Dados da B3 de janeiro endossam a percepção de menor apetite, uma vez que mostram saldo negativo de capital externo de 59,3 milhões de reais até o dia 17. Nos primeiros pregões desta semana, houve saída líquida de mais de 2 bilhões de reais. Na sexta-feira, a presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly, disse que sente que há “muito trabalho a fazer” para trazer a inflação de volta à meta de 2% e que é “prematuro” pensar que o corte nos juros está muito próximo.
REUTERS
GOVERNO
Governo quer dar impulso à programa de pastagens
Comitê interministerial responsável pela coordenação do programa de conversão de pastagens degradadas vai discutir a possibilidade de a União fazer um aporte inicial e assim atrair investimentos internacionais
O comitê interministerial responsável pela coordenação do programa de conversão de pastagens degradadas vai discutir a possibilidade de a União realizar um aporte financeiro para dar tração inicial ao plano este ano e atrair investimentos internacionais para financiar a recuperação de até 40 milhões de hectares pelo país. O grupo discutirá o tema em reunião na quinta-feira, 25. “Pode ser algo oportuno a se pensar que o governo brasileiro coloque um recurso inicial para o programa pegar tração e continuar atraindo os investidores internacionais”, afirmou o Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa. “A função do governo é catapultar tudo isso. A possibilidade de o governo brasileiro dar um sinal, talvez em parceria com o Banco do Brasil, pode dar um impulso ao programa”. Os membros do comitê já têm um valor em mente, mas o montante não foi revelado. A ideia é que o governo ajude com a equalização dos juros dos financiamentos, como nas linhas subsidiadas do Plano Safra. Mas isso depende de disponibilidade orçamentária e negociação com a equipe econômica. “Essa medida seria para mostrar para o mundo que o governo brasileiro também está fazendo um esforço para que o programa aconteça, porque além da segurança alimentar, retira a pressão de desmatamento sobre a Amazônia”, analisou. “Temos que avaliar disponibilidade de caixa, mas tudo que conseguirmos colocar vai potencializar o acesso aos recursos”, disse Perosa. Ele é um dos representantes da Pasta no grupo ao lado do assessor especial, Carlos Augustin. Segundo estimativa do BB repassada ao secretário, cada R$ 1 aplicado pelo governo pode alavancar R$ 4 em operações de financiamentos para conversão de pastagens. Vários fundos e empresas já demonstraram interesse em participar do programa, disse Perosa. Representantes da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) devem vir ao Brasil neste início de ano para discutir detalhes de um projeto de investimento nessa área. “Estamos aguardando a chegada de recursos do Banco Mundial e estamos em conversas com o Eximbank, da Coreia do Sul, para viabilizar mais recursos nessa frente para recuperação de pastagens”, afirmou Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do BB. O aporte do banco coreano deverá ser de US$ 200 milhões, apurou a reportagem. “Atuamos de forma ativa na captação de recursos para a aplicação em diversas frentes ESG no país. Em meados do ano passado, realizamos uma série de reuniões pela Ásia, pelos Estados Unidos e Europa, além de reuniões durante o FMI no Marrocos e na COP 28 em Dubai. Foram agendas de bastante êxito e que seguem gerando bons frutos”, completou Lassalvia. O programa foi pensado para rodar com recursos privados estrangeiros, mas o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já admitiu que poderia haver aporte orçamentário do governo, neste início. Segundo Roberto Perosa, o programa “já está em andamento”, mas o desafio é costurar medidas para que os juros sejam reduzidos. “O nosso trabalho é intensificar a busca por recursos mais baratos, temos que rodar mais o mundo”, afirmou. As taxas finais ideais seriam próximas de 4% ao ano, para empréstimos com três anos de carência e 12 anos para pagamento. Ele disse que há “diferentes olhares” dos investidores para o programa de conversão de pastagens. Em países europeus, o interesse é apoiar a preservação ambiental. Nações árabes e asiáticas têm foco na segurança alimentar. “São diferentes possibilidades. Em geral, são fundos soberanos, e não especulativos, que têm outras diretrizes além do retorno econômico”, concluiu Perosa. O comitê é formado por seis ministérios, Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também foram indicados representantes do setor agropecuário, da agricultura familiar e da sociedade civil.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: perdas na semana. sexta-feira quedas brandas
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve queda de 0,81, custando, em média, R$ 122,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,10%, com valor de R$ 9,00/kg.
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (18), houve queda de 0,43% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,93/kg, e de 1,05% em São Paulo, com valor de R$ 6,61/kg. Os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 6,11/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,02/kg), e Santa Catarina (R$ 6,00/kg).
Cepea/Esalq
Produção de carne suína da China no terceiro trimestre atinge maior nível em pelo menos uma década
A produção de carne suína da China no terceiro trimestre aumentou 4,8% em relação ao ano anterior, para 12,69 milhões de toneladas métricas, a maior para o trimestre em pelo menos uma década.
A produção de carne suína no terceiro trimestre na China, que consome metade da carne suína do mundo, é normalmente de cerca de 12 milhões de toneladas, e chegou perto do nível deste ano pela última vez em 2014, quando atingiu 12,67 milhões de toneladas. No entanto, os criadores chineses expandiram a produção nos últimos anos, e o rebanho de fêmeas reprodutoras ainda era maior do que há um ano, até julho, quando começou a diminuir, mostram dados do Ministério da Agricultura. Os produtores mantiveram rebanhos maiores este ano, esperando que uma recuperação económica mais forte aumente a procura de carne, mas o consumo tem sido decepcionante. A produção de carne suína da China nos primeiros nove meses do ano aumentou 3,6% em relação ao ano anterior, para 43,01 milhões de toneladas, mostraram dados do Departamento Nacional de Estatísticas na quarta-feira. O rebanho suíno nacional aumentou para 442,29 milhões de suínos no terceiro trimestre, contra 435,17 milhões no trimestre anterior, segundo os dados. Os agricultores também engordaram seus porcos durante o terceiro trimestre para ganhar mais dinheiro, aumentando a oferta de carne suína, disse Rosa Wang, analista da Shanghai JC Intelligence Co Ltd. “A margem suína foi positiva em agosto e setembro, então os suinicultores optaram por engordar porcos ou até comprar porcos de 90kg ou 100kg e engordarem até um peso maior para ganhar dinheiro”, disse ela. Desde então, as margens caíram, juntamente com a queda dos preços. Os futuros de suínos caíram 4,5% em outubro, pelo terceiro mês consecutivo, devido ao excesso de oferta.
REUTERS
Preços do frango na granja e no atacado paulista em queda na sexta-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve baixa de 1,92%, valendo R$ 5,10/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,45%, valendo R$ 6,57/kg
Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,30/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,66/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (18), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 7,32/kg e R$ 7,36/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Poder de compra avança em relação ao farelo e cai frente ao milho
Pesquisas do Cepea apontam que o poder de compra de avicultores paulistas vem aumentando pelo segundo mês consecutivo frente ao farelo de soja
Já em relação ao milho, a situação está pior. Isso porque, enquanto os preços do frango vivo registram leves altas nas primeiras semanas do ano, os do derivado da oleaginosa vêm recuando e os do cereal, subindo. No mercado avícola, apesar da menor demanda por carne, o alojamento de animais vivos está menor, o que, por sua vez, sustenta os valores de negociação.
Cepea
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