
Ano 10 | nº 2145 |19 de janeiro de 2024
NOTÍCIAS
Estabilidade em São Paulo com viés de baixa
O consumo abaixo das expectativas deixou o mercado morno. Na comparação dia a dia, as cotações da arroba permaneceram estáveis
Pelos dados da Scot Consultoria, as indústrias paulistas seguem trabalhando com escalas relativamente confortáveis, em média de 8 dias, o que resulta em lentidão nos negócios envolvendo lotes de animais terminados. Segundo a Scot, no mercado de São Paulo, a arroba do boi gordo está em R$ 240, enquanto os preços da vaca e a da novilha gordas são negociados por R$ 215/@ e R$ 237/@ (preços brutos e a prazo), respectivamente. O “boi-China” vale R$ 245/@ no Estado de São Paulo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal terminado “comum”. Agentes de mercado indicam um viés de baixa nos preços. Apesar da boa oferta de gado, e escalas sendo formadas para em média 9 dias, a demanda por carne bovina está enfraquecida, levando os frigoríficos a cumprirem somente como os compromissos já firmados. Na região de Goiânia em Goiás, os preços também seguiram estáveis, no entanto para o “boi China” a oferta de compra caiu. Na região do Sudeste de Rondônia, as cotações da arroba do boi gordo, vaca gorda e novilha gorda estiveram estáveis, salvo a do “boi China”. A cotação da arroba do “boi China” caiu R$2,00. Na região do Sul baiano, como observado em outras regiões do Brasil, os preços permaneceram estáveis.
Scot Consultoria
Arroba do boi: preços em queda no atacado
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, após a queda das indicações, os frigoríficos em São Paulo têm conseguido realizar compras, mantendo as escalas de abate confortáveis
Em Mato Grosso, os preços ainda estão estáveis em meio a boa demanda por animais no padrão China. “Mais uma vez é importante mencionar que a demanda por proteínas de origem animal está enfraquecida neste início de ano, algo compreensível diante da sazonalidade para este período do ano em que a população costuma estar descapitalizada”, diz Iglesias. Cotações: São Paulo: R$ 245; Goiânia: R$ 235; Uberaba: R$ 250; Dourados: R$ 236; Cuiabá: R$ 210. O mercado atacadista apresenta preços em queda para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere a queda das indicações, em especial dos cortes do traseiro bovino, menos demandados em um momento de descapitalização da população. “As despesas inerentes a esse período impactam nas decisões de consumo familiar. A prioridade é por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”, comentou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,70 por quilo, queda de R$ 0,30. A ponta de agulha segue a R$ 13,10 por quilo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 13 por quilo.
Agência Safras
Preço do boi gordo não se mexe nem com possibilidade de exportações recordes
Oferta de animais é incerta por conta do clima, enquanto a demanda interna se estabilizou. Agrifatto sinaliza que a oferta de animais prontos para o abate está limitada
Nem a possibilidade de embarques recordes de carne bovina está fazendo a arroba do boi gordo se mexer em São Paulo, indica o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Os preços na praça continuam oscilando ao redor de R$ 250. Ao longo do mês, a mínima foi de R$ 248,55 e a máxima, R$ 255,50. Em nota, os pesquisadores afirmam que a oferta de boi gordo é incerta por conta do clima, enquanto a demanda interna se estabilizou e as exportações estão aumentando. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que as exportações de carne bovina in natura alcançaram 86,8 mil toneladas nas primeiras duas semanas de janeiro. A média diária foi de 9,65 mil toneladas, um aumento de quase 25% em relação à média de janeiro de 2023, o que sinaliza a possibilidade de um novo recorde em volume para o mês. Segundo a consultoria Agrifatto, os envios de carne bovina à China, principal parceiro comercial do país, estão limitados aos volumes negociados em 2023, pois os importadores do país asiático estão oferecendo cerca de US$ 4.200 por tonelada do dianteiro bovino, bem abaixo do que esperam os exportadores e cerca de 9,1% menor do que vinha sido negociado no mês passado. A Agrifatto sinaliza que a oferta de animais prontos para o abate está limitada, mas a indústria também conta com escalas confortáveis e o escoamento da carne no mercado doméstico está lento. No Centro-Oeste, os preços da arroba cederam à pressão da indústria: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram recuos de 1,8%, 0,6% e 0,4%, cotados a R$ 229,10, R$ 211,40 e R$ 231,90, respectivamente, no comparativo semanal. Na B3, todos os contratos recuaram. O vencimento para janeiro de 2024 ficou em R$ 243,30 por arroba, desvalorização de 0,3%.
Globo Rural
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 0,03%, a R$4,9321 na venda
O dólar à vista fechou a quinta-feira novamente perto da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana se manteve no positivo ante várias divisas, após dados fortes sobre o mercado de trabalho norte-americano impulsionarem por mais um dia os rendimentos dos Treasuries
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9321 reais na venda, em leve alta de 0,03%. Em janeiro, a moeda acumula elevação de 1,66%. Na B3, às 17:05 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,13%, a 4,9395 reais.
Reuters
Ibovespa fecha em queda com alta em rendimentos dos Treasuries
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira pelo terceiro pregão seguido, descolado das bolsas norte-americanas e da alta de commodities como minério de ferro e petróleo, em nova sessão de avanço nos rendimentos dos Treasuries diante de revisões em perspectivas sobre cortes de juros nos Estados Unidos
A cena corporativa brasileira também ocupou os holofotes, com 3R Petroleum e PetroReconcavo disparando com a sugestão de fusão de seus ativos onshore, enquanto Energisa figurou entre as maiores quedas após anunciar que estuda follow on de cerca de 2 bilhões de reais. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,77%, a 127.530,32 pontos., de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 129.046,63 pontos. Na mínima, a 127.354,04 pontos. O volume financeiro somava 19,9 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
Reuters
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$3,575 bi em janeiro até dia 12, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 3,575 bilhões de dólares em janeiro até o dia 12, em movimento puxado tanto pela via financeira quanto pela comercial, informou na quinta-feira o Banco Central
Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 1,476 bilhão de dólares em janeiro até o dia 12. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que leva em conta exportações e importações, o saldo de janeiro até o dia 15 foi positivo em 2,099 bilhões de dólares. Na semana passada, de 8 a 12 de janeiro, o fluxo cambial total foi positivo em 5,637 bilhões de dólares.
Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos estável
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 123,00, enquanto a carcaça especial baixou 2,15%, com valor de R$ 9,10/kg.
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (17), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 1,18%, chegando a R$ 6,68/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Paraná (R$ 6,11/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,02/kg), e Santa Catarina (R$ 6,00/kg).
Cepea/Esalq
Suinocultura Independente: perdas generalizadas para os preços
Em São Paulo o preço teve queda, saindo de R$ 6,93/kg vivo para R$ 6,40/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS).
No mercado mineiro, o valor passou de R$ 7,00/kg vivo para R$ 6,70/kg vivo, sem acordo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 6,25/kg vivo para R$ 6,03/kg vivo nesta semana.
Agrolink
Preços estáveis para o frango no PR
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,75%, valendo R$ 6,60/kg
Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, não houve referência de preço, enquanto no Paraná, o valor ficou estável em R$ 4,66/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quarta-feira (17), houve alta de 0,69% para a ave congelada, atingindo R$ 7,32/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,41%, fechando em R$ 7,36/kg.
Cepea/Esalq
Embarques de carne de pato crescem 18,9% em 2023
Receita do setor aumentou 24,4% no ano
As exportações de carne de pato do Brasil cresceram em 2023, conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No ano, foram embarcadas 3.507 toneladas do produto, volume que supera em 18,9% o total exportado no mesmo período de 2022, com 2.950 toneladas. A receita gerada pelas exportações nos 12 meses de 2023 chegou a US$ 13,7 milhões, desempenho 24,4% maior que os US$ 11 milhões obtidos no ano anterior. Apenas no mês de dezembro foram embarcadas 484 toneladas, número 171,7% maior que o total exportado no mesmo período de 2022, com 178 toneladas. A receita obtida no mês chegou a US$ 1,7 milhão, desempenho 115,6% maior que o saldo do décimo segundo mês de 2022, com US$ 791 mil toneladas. Maior importadora dos produtos brasileiros, a Arábia Saudita foi destino de 986 toneladas em 2023, volume 2% inferior em relação a 2022. Por outro lado, os Emirados Árabes Unidos importaram 916 toneladas, número 32% maior, segundo o mesmo período comparativo. Outros destaques foram o Catar, com 422 toneladas (+38%), México, com 266 toneladas (+11%) e Japão, com 238 toneladas (+54%). “A estratégia de difusão internacional da marca brasileira seguirá forte em 2024, especialmente em ações em feiras internacionais. Isto, especialmente no Oriente Médio, que é o nosso principal mercado. Já para fevereiro, realizaremos degustações de shawarma (sanduíche típico árabe) de pato e promoção da imagem durante a Gulfood, maior feira de alimentos do Oriente Médio”, detalhou Luís Rua, diretor de mercados.
ABPA
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