CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2125 DE 13 DE DEZEMBRO DE 2023

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Ano 9 | nº 2125 |13 de dezembro de 2023

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi inalterado em São Paulo

Com escalas confortáveis os compradores estão menos ativos e as cotações seguiram inalteradas nas praças paulistas

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças paulistas, os compradores estão menos ativos e as cotações dos animais terminados seguem inalteradas. Com isso, o “boi comum” (destinado ao mercado interno) segue valendo R$ 242/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 220 e R$ 237/@ (preços brutos e a prazo), respectivamente. O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) é negociado por R$ 248/@ no Estado de São Paulo (bruto, a prazo), com ágio de R$ 6/@ em relação ao animal “comum”. Na região Norte de Minas Gerais, as cotações para vaca, novilha e “boi China” subiram R$5,00/@, na comparação diária. Para o boi comum, a cotação permaneceu estável. Na região Noroeste do Paraná, a cotação do boi destinado à exportação subiu R$2,00/@, na comparação diária. Para as demais categorias, estabilidade nos preços. Na exportação de carne bovina in natura, nos primeiros seis dias úteis de dezembro, foram movimentadas 64,8 mil toneladas de carne bovina in natura, e a média diária embarcada foi de 10,8 mil toneladas, aumento de 55,7% frente à média diária em dezembro/22. Na mesma comparação, o preço pago por tonelada ficou em US$4,5 mil, queda de 7,3%.

Scot Consultoria

Mercado físico do boi gordo mantém o mesmo padrão de negócios estáveis nas principais regiões produtoras

Frigoríficos ainda se deparam com escalas de abate apertadas, com um ou outro avanço pontual

A oferta de animais terminados segue restrita, sem grande disponibilidade de animais terminados a pasto, até mesmo pelas chuvas irregulares durante o segundo semestre, que prejudicaram a recuperação das pastagens. Em São Paulo, Capital, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 244. Já em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 242 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 240. Já em Dourados (MS), a indicação foi de R$ 232. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 207. O mercado atacadista voltou a conviver com preços estáveis. O ambiente de negócios ainda aponta para alguma alta dos preços no restante do mês, em linha com a boa demanda no decorrer do último bimestre. É importante destacar que o padrão de consumo nesta época do ano direciona a demanda para produtos de maior valor agregado. Outro aspecto é que esse perfil muda completamente ao longo do primeiro bimestre. Neste período, a prioridade são cortes de menor valor agregado que causem menor impacto na renda. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,70 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 13,10 por quilo. O quarto dianteiro segue a R$ 13 por quilo.

Agência Safras

Rússia audita 11 frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina e de aves

Missão russa esteve no Brasil inspecionando plantas frigoríficas este mês

Segundo o Mapa, a delegação russa passou por seis Estados brasileiros e pelo Distrito Federal. A Rússia auditou 11 plantas frigoríficas para exportação de carne bovina e de ave brasileira. As inspeções foram realizadas neste mês — a primeira desde 2015. São seis unidades de carne de aves e cinco de carne bovina. “A missão fortalece a relação de confiança entre as autoridades sanitárias do Brasil e da Rússia e reafirma o compromisso do Brasil em manter os mais altos padrões de qualidade e segurança em seus produtos agropecuários”, disse o Ministério da Agricultura, em nota. Segundo a Pasta, a delegação russa passou por seis Estados brasileiros e pelo Distrito Federal. No início e no fim do roteiro, houve reuniões técnicas com representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Além de frigoríficos, foram visitados estabelecimentos de criação de bovinos e aves, e laboratórios oficiais, apresentando os controles sanitários de uma ponta a outra da cadeia produtiva. As exportações brasileiras de carne bovina e carne de aves para o mercado russo, que em 2022 somaram US$ 278 milhões e representaram 15,4% da pauta brasileira, continuaram a crescer em 2023. Entre janeiro e outubro deste ano, o fluxo comercial já alcançou US$ 250 milhões, atingindo 22,2% do total das exportações brasileiras para a Rússia.

Globo Rural

Vacinação contra febre aftosa será suspensa em mais sete Estados em 2024

Serão contemplados Amapá, Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. A meta do governo é que o Brasil se torne totalmente livre da doença sem vacinação até 2026

O Ministério da Agricultura irá suspender a vacinação contra a febre aftosa em mais sete Estados a partir de abril de 2024, anunciou o diretor de Saúde Animal da Pasta, Eduardo de Azevedo durante o 3º Fórum Nacional do PE-PNEFA 2017-2026 (Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa), ocorrido na última sexta-feira (8/12), em formado on-line. Os Estados que serão contemplados são Amapá, Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe e pertencem aos blocos II, III e IV do PE-PNEFA. A Portaria com a confirmação será publicada em breve no Diário Oficial da União e deve ainda definir que a última etapa será antecipada de maio para abril de 2024. “A medida dá continuidade ao avanço do Plano Estratégico que tem como objetivo criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira”, disse o Ministério da Agricultura, em comunicado. Atualmente, no Brasil, somente os Estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação. A meta do governo é que o Brasil se torne totalmente livre da doença sem vacinação até 2026. Para isso, também será publicada uma norma indicando que a partir de 1º maio de 2024 haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre os Estados que foram autorizados a suspender a vacinação e as demais unidades federativas que ainda praticam a vacinação no país. De acordo com o ministério, isso será necessário porque o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional de zona livre sem vacinação está previsto para ser apresentado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em agosto de 2024. Para o Brasil alcançar esse reconhecimento, a entidade exige a suspensão da vacinação contra a febre aftosa e a proibição de ingresso de animais vacinados nos Estados e regiões propostas por, pelo menos, 12 meses.

Globo Rural

Vendas de carne bovina em alta no varejo

Uma pesquisa da Scanntech revela aumento nas vendas de carnes bovinas e aves no terceiro trimestre de 2023

Os dados, coletados em supermercados e atacarejos em todo o Brasil, indicam crescimento de 14% nas vendas de carne bovina e 11% na aviária. Essa tendência se deve à redução nos preços, que caíram 10% para a carne bovina e 16% para a aviária, comparados ao mesmo período em 2022. O ovo também se destaca, com aumento de 17% no terceiro trimestre, após queda inicial de 12%. Por outro lado, peixes e suínos enfrentam queda nas vendas, com reduções de 11% e 13%, respectivamente. O peixe, que possui o maior preço médio por kg, sofreu um aumento de 11% no preço no terceiro trimestre de 2023. O contra-filé liderou as vendas de carne bovina no trimestre, com aumento de 59,8% em volume, seguido pela alcatra, com alta de 29,2%. Estes cortes representam mais de 25% do faturamento do varejo de carnes bovinas no Brasil, com coxão mole, patinho e acém somando 52,3% do total vendido.

Pecuaria.com.br

ECONOMIA

Dólar sobe ante real em meio à compra de moeda para remessas ao exterior

O dólar à vista emplacou na terça-feira a quarta sessão consecutiva de alta ante o real, impulsionado pelo movimento tradicional de compra de moeda no fim de ano no Brasil, em um dia marcado por dados de inflação nos Estados Unidos, que ficaram perto da expectativa do mercado

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9679 reais na venda, em alta de 0,65%. Nas últimas quatro sessões, a divisa dos EUA acumulou elevação de 1,34%. Em dezembro, a moeda acumula alta de 1,07%. Na B3, às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,52%, a 4,9720 reais. No início do dia, o dólar oscilou entre altas e baixas, enquanto os investidores aguardavam pela divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês), às 10h30. O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o CPI subiu 0,1% em novembro, depois de ficar estável em outubro. Nos 12 meses até novembro, o índice avançou 3,1%, após alta de 3,2% em outubro. Economistas consultados pela Reuters previram que o índice de preços ao consumidor ficaria inalterado no mês e aumentaria 3,1% na base anual. Mais do que o CPI, as cotações no Brasil foram conduzidas pelas tradicionais compras de moeda de fim de ano, quando fundos e multinacionais costumam enviar recursos para o exterior. “De manhã, continuamos tendo fluxo de compra corporativa, para remessa ao exterior”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Estamos com pouco mais de dez dias úteis até o fim do ano. A janela está se estreitando e quem tem que mandar (recursos para fora) está comprando (dólares)”, acrescentou. Com os dados de inflação divulgados, os investidores voltarão suas atenções para as decisões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, ambas nesta quarta-feira.

Reuters

Ibovespa fecha em queda com tombo do petróleo antes de decisões de juros

O Ibovespa fechou em baixa na terça-feira, pressionado particularmente pelo declínio de Petrobras, na esteira do tombo do petróleo, com agentes financeiros também repercutindo dados de inflação à espera de decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,4%, a 126.403,03 pontos, em pregão véspera de vencimento de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice. O volume financeiro somou 18,75 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulgou que o índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado, depois de ficar inalterado em outubro. Em 12 meses, avançou 3,1%, depois de alta de 3,2% em outubro. Projeções apontavam estabilidade no mês e aumento de 3,1% na base anual. Os números vieram um dia antes da decisão do Federal Reserve, que será acompanhada de projeções dos membros do banco central norte-americano e coletiva do chair da instituição, Jerome Powell. A previsão é de manutenção da taxa em 5,25% a 5,50%, com o foco voltado para os próximos movimentos. No Brasil, o IPCA mostrou alta de 0,28% em novembro, acumulando em 12 meses elevação de 4,68%. Analistas estimavam aumento de 0,30% no mês e de 4,70% em 12 meses. O BC brasileiro também anuncia na quarta-feira decisão sobre os juros no país, com o mercado aguardando novo corte de 0,5 ponto percentual na Selic, atualmente em 12,25% ao ano. O foco estará no comunicado que acompanha a decisão, eventuais sinais sobre espaço para uma flexibilização maior. Na visão do responsável pela mesa de ações do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi, a bolsa paulista refletiu um pouco de realização de lucros após um forte desempenho em novembro e também alguma cautela antes dos eventos da quarta-feira, principalmente a decisão do Fed.

Reuters

Economistas reduzem projeção do IPCA para 2023 após dados oficiais de novembro

Segundo o IBGE, a inflação do país foi de 0,28% no mês passado, após 0,24% em outubro. A dinâmica positiva da inflação se manteve em novembro, em que pese a volatilidade dos preços trazida pelo clima adverso e os descontos da Black Friday, nota o economista do Banco BV, Cristian Meduna

Segundo o IBGE, o IPCA subiu 0,28% em novembro, após alta de 0,24% em outubro. O resultado veio abaixo da mediana de 39 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de alta de 0,30%. É a menor leitura para novembro desde 2018. “A avaliação mais geral é que a leitura foi boa, em linha com as últimas quatro ou cinco divulgações. A parte de serviços e industrial segue mostrando desaceleração, os núcleos continuam rodando em patamares baixos, assim como a difusão das altas”, resume Meduna. “Houve um pequeno repique em serviços, mas era algo esperado, não deve mudar a cabeça do Banco Central em relação ao processo de cortes da Selic.” Pontualmente, diz o economista, altas maiores que o esperado em itens como preços administrados acabaram compensadas por leituras menores que o antecipado de alimentos. Meduna chama atenção para a alta de 0,63% da alimentação, desacelerando em relação à variação superior a 1% do IPCA-15 do mesmo mês. Após o dado, o BV passou a esperar um IPCA de dezembro na casa de 0,30%, de forma que a projeção para o ano fechado caiu de 4,50%, para 4,40%. Outra casa que ajustou sua projeção após o dado de novembro foi a Guide. A corretora agora espera 4,54% no ano, de 4,66% anteriormente. “Os descontos da Black Friday em conjunto com o reajuste do preço da gasolina levaram a mais uma queda dos preços de bens industriais. Ainda, apesar da reversão dos preços de certos grupos de alimentos nos últimos meses, vale destacar que essa a inflação de alimentos no domicílio subjacente seguiu com seu quarto mês consecutivo de em variação mensal negativa. No acumulado de 6 meses, a tendência segue em firme baixa”, afirma a casa, em comentário distribuído. Para dezembro, a projeção preliminar é de IPCA de 0,49%. “Setor por setor, os dados vieram quase em linha com o consenso. Uma queda mais intensa em itens industriais de Black Friday, como artigos de residência e vestuário, mas também desaceleração dos preços da alimentação em domicílio, que tiveram queda vem forte na última semana de novembro e praticamente se reverteram depois”, diz o economista-chefe da Constância Investimentos, Alexandre Lohmann. Na outra ponta, ele observa que transporte por aplicativo, passagem aérea, pacote turístico e alimentação fora de casa ajudaram a inflação de serviços subir de 0,49% para 0,70% na passagem do mês. No entanto, são grupos que devolvem o movimento mais à frente, acrescenta. A Constância vê o a Selic chegar a 8,75% no fim do ciclo de cortes. Para o cenário de inflação, a gestora espera um IPCA de 4,51% este ano, mas nota que esse número cai se for confirmado um novo corte do preço da gasolina nos próximos dias.

Valor Econômico

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 3,82 bi nas duas primeiras semanas de dezembro

Valor é resultado de US$ 9,50 bilhões em exportações e US$ 5,68 bilhões em importações, no período, segundo a Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,82 bilhões nas duas primeiras semanas de dezembro — período com seis dias úteis. O valor é resultado de US$ 9,50 bilhões em exportações e US$ 5,68 bilhões em importações, no período, informou a Secretaria do Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No ano, o saldo positivo soma US$ 93,29 bilhões. A média diária de exportações em dezembro, até o dia 10 de dezembro (US$ 1,58 bilhão), avançou 32,2% quando comparada a dezembro do ano passado. O desempenho foi impulsionado pelo avanço de 39,5% nos embarques da indústria extrativa, seguida pela agropecuária (30,9%) e indústria de transformação (29,7%). Entre as importações, a média diária de dezembro, até o dia 10 (US$ 947,29 milhões), recuou 4,4% se comparada ao mesmo mês de 2022. Foi puxada pelo recuo de 69,1% da indústria extrativa e acompanhada pela retração de 29,5% da agropecuária. Em contrapartida, os desembarques da indústria de transformação avançaram 2,7%.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Cotação do suíno CIF sobe 1,52%

De acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF registrou avanço de 1,52%, custando, em média, R$ 134,00, assim como a carcaça especial teve alta de 0,96% e está cotado em R$ 10,50/kg, em média

O Indicador do Suíno Vivo, referente a última segunda-feira (11), o preço ficou estável no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,39/kg. No Paraná, o preço do animal também ficou estável e está precificado em R$ 6,48/kg. Já na região de Santa Catarina, o animal teve valorização de 0,16% e cotado em R$ 6,44/kg, enquanto em São Paulo o valor ficou próximo de R$ 6,93/kg e também seguiu com ganho de 1,46%. Em Minas Gerais, o valor do suíno teve valorização de 1,27% e está cotado em R$ 7,18/kg.

Cepea/Esalq

Preços do frango seguiram estáveis

Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado também seguiu valendo R$ 7,10/kg

No Paraná, a cotação do animal vivo seguiu com estabilidade e valendo R$ 4,59/kg. Já em Santa Catarina, o valor do frango vivo seguiu estável e está precificado em R$ 4,24/kg. Conforme informações divulgadas pelo Cepea/Esalq na segunda-feira (11), o preço do frango vivo congelado permaneceu cotado em R$ 7,43/kg. No caso do frango resfriado, o preço seguiu com estabilidade e está sendo comercializado em R$ 7,46/kg.

Cepea/Esalq

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