
Ano 9 | nº 2087 |18 de outubro de 2023
NOTÍCIAS
Preços estáveis no mercado do boi gordo em São Paulo
Frigoríficos permaneceram fora das compras e com escalas de abate feitas para a semana, com isso, os preços ficaram estáveis na comparação feita dia a dia
Pelos dados da Scot Consultoria, nas praças paulistas, o boi gordo “comum” (sem prêmio-exportação) continua valendo R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 210/@ e R$ 225/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 240/@ (base SP, preço bruto e a prazo) – um ágio de R$ 5/@ sobre o valor do animal “comum”. Na região Sul de Tocantins, na comparação diária, a cotação da arroba do boi permaneceu estável. A cotação da arroba da vaca e da novilha, subiu R$10,00. Na exportação de carne bovina in natura, até a segunda semana de outubro, foram exportadas 91,2 mil toneladas de carne bovina in natura e a média diária embarcada foi de 10,1 mil toneladas, aumento de 2,3% frente à média em outubro/22. Na mesma comparação, o preço pago por tonelada ficou em US$4,6 mil, queda de 21,1%. O faturamento médio diário, em dólares, caiu 19,4%, ficando em US$46,7 milhões.
SCOT CONSULTORIA
Brasil envia à China lista com 20 frigoríficos para habilitar exportações
Ainda não há expectativa de quando a China vai habilitar essas plantas. Ao todo, existem 77 estabelecimentos brasileiros aptos à habilitação para vender carne para a China
O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, confirmou na terça-feira (17/10) que o Brasil enviou à China uma lista com 20 frigoríficos para habilitação para exportação. A definição dos estabelecimentos foi feita em agosto, em diálogo com entidades representativas do setor de proteína animal, e respeitou a ordem cronológica das empresas que atendem às exigências chinesas e apresentaram pedidos para negociar com o país asiático. Ainda não há expectativa de quando a China vai habilitar essas plantas. O governo brasileiro mantém diálogo constante com a Administração-Geral de Alfândegas chinesa (GACC, na sigla em inglês), que toma a decisão. O Brasil havia enviado listas com número maior de unidades e o governo chinês pediu indicações mais enxutas. Fávaro explicou, no entanto, que outras plantas cumprem os requisitos e podem ser habilitadas, mas que a decisão de quantos frigoríficos serão autorizados a embarcar carnes para lá cabe exclusivamente aos chineses. Ao todo, são 77 estabelecimentos brasileiros aptos à habilitação. Na formulação da lista, empresas que têm mais de uma unidade foram autorizadas a substituir a posição dos frigoríficos, como forma de priorizar a habilitação de determinados estabelecimentos. “Não abri mão da ordem cronológica, mas discutimos a possibilidade de as empresas substituírem os SIFs na lista. Ela não está tomando o lugar de ninguém, está saindo uma unidade sua e entrando outra”, disse Fávaro. A medida permitiu, por exemplo, a substituição em casos de estratégia comercial, para priorizar a habilitação de unidade em algum Estado específico. “Chegamos ao entendimento de mandar 20 frigoríficos, e com ordem cronológica. Para nossa surpresa, a GACC disse que já está à frente, que já tem 50 analisados”, disse Fávaro. “Todos os 77 frigoríficos já estão aptos a serem habilitados. A China pode analisar e habilitar”, completou. Segundo Fávaro, entre os 77 frigoríficos que cumprem as regras chinesas, há unidades em todas as regiões brasileiras. Uma das intenções é regionalizar essas habilitações, para que empresas do Nordeste, por exemplo, possam vender para a China. Atualmente, nenhum frigorífico nordestino tem autorização para embarcar proteína animal para lá. O Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que a decisão pela habilitação cabe apenas ao país importador. “Não mandamos na soberania de outros países. Verificamos a conformidade [das empresas] e enviamos para a autoridade sanitária dos países. A partir daí, cabe o diálogo e interlocução, empresários fazendo pressão no país importador. É a estratégia negocial”, disse. Goulart afirmou ainda que a China vai enviar uma missão técnica para reconhecer o status do Paraná e do Rio Grande do Sul como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. Até o mês que vem, o Brasil também receberá visitas da Malásia, Filipinas, Indonésia e Cuba. “É um período de consolidação de mercados conquistados e prospecção de novos”, afirmou.
GLOBO RURAL
Ano de 2024 promete estabilidade para o ciclo pecuário, diz StoneX
Próximo ano pode ser de estabilização na porcentagem de vacas enviadas para abate. Reversão de ciclo, com retenção de fêmeas e aumento nos valores da arroba, é prevista somente para o início de 2025
Após um 2023 marcado pelo ciclo de alta na pecuária, com ampla oferta de gado que derrubou os preços da arroba, 2024 pode vir com um pouco mais de estabilidade e menor espaço para quedas intensas nas cotações do boi gordo. “O próximo ano pode ser de estabilização na porcentagem de vacas enviadas para abate, apesar de ser um volume ainda grande. Isso impede quedas mais severas de preço”, disse João Pedro Lopes, analista de inteligência de mercado da StoneX, durante evento na terça-feira (17/10). A reversão de ciclo, com retenção de fêmeas e aumento nos valores da arroba, é prevista somente para o início de 2025, tomando como base o último ciclo pecuário que durou cinco anos. Atualmente, o indicador do boi gordo Cepea/B3 mostra que os preços do animal conseguiram se recuperar, ultrapassando os R$ 240 por arroba. No entanto, este índice já tocou a mínima de R$ 196,35 em setembro, e a máxima de R$ 302 em fevereiro, quando a questão da oferta ainda não afetava tanto o mercado. Lopes destacou, porém, que outros fatores ainda pesam sobre as cotações da arroba, além da grande disponibilidade de animais para abate. “Os importadores chineses pagando menos pela carne bovina brasileira; a carne bovina no mercado doméstico ainda pouco competitiva em comparação com outras proteínas”, exemplificou. Entretanto, ele espera que as exportações da carne tenham bons volumes neste fim de ano, com a China se preparando para o Ano Novo Lunar. Soma-se a isso o período de festas, que ajuda a escoar a proteína no mercado interno, jogando a favor dos preços do boi. “Há também indícios de que menos animais foram confinados no segundo giro de confinamento”, disse Lopes, sobre outro fator que ajusta a oferta.
GLOBO RURAL
Custo operacional da recria/engorda recua 15% em MT, informa Imea
Segundo o Imea, tal retração foi pautada, principalmente, pelo menor custo com aquisição de animais
No terceiro trimestre deste ano, o Custo Operacional Efetivo (COE) para o sistema de recria e engorda no Mato Grosso atingiu R$ 179,14/@, o que significou redução de 15,35% quando comparado com o resultado obtido no trimestre anterior, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuário (Imea), com base em dados do Projeto Rentabilidade (Senar-MT). Segundo o Imea, tal retração foi pautada, principalmente, pelo menor custo com aquisição de animais. A despesa com a compra de bovinos de reposição, item que representa 56,76% do COE, saiu de R$ 125,16/@ no segundo trimestre/23 para R$ 101,68/@ no trimestre seguinte, uma queda de 18,76%. “Esse movimento foi justificado pela intensa oferta dos animais de reposição”, justifica o Imea. Na avaliação dos analistas do instituto, “as cotações das categorias de animais jovens tendem a se manter lateralizadas, sem grandes ajustes pelos próximos meses, visto que o ciclo pecuário passa por um momento lateralizado entre as fases de alta e de baixa”.
PORTAL DBO
Frigoríficos em Mato Grosso reduzem nível de ociosidade de suas plantas
Abates registraram recorde em set/23, elevando a taxa de aproveitamento das unidades, que ficou em 68,02%, em média – segundo maior resultado da série histórica do Imea
O aumento de oferta de bovinos terminados em Mato Grosso resultou no maior volume abatido para um mês de setembro, com 533,23 mil cabeças enviadas aos ganchos, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O recorde mensal manteve a capacidade frigorífica em utilização elevada, com uma média de 68,02% em setembro/23 – segundo maior resultado da série histórica do Imea. Segundo o instituto, o grande volume de abates em 2023 tem ocorrido sem um aumento significativo no número de frigoríficos ou na capacidade existente, o que justifica o elevado patamar na utilização das indústrias. Porém, prevê o Imea, a oferta de gado terminado no Estado tende a cair ao longo de outubro/23, com a menor oferta de fêmeas típica do segundo semestre, o que pode sustentar os preços do boi gordo. “A situação nos meses seguintes dependerá das decisões dos pecuaristas em resposta às mudanças nos preços no mercado futuro e nas margens de confinamento”, observam os analistas do Imea.
IMEA
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em baixa de 0,04%, a R$5,0351 na venda
O dólar à vista fechou a terça-feira muito próximo da estabilidade ante o real, numa sessão marcada pela volatilidade, com dados do setor de varejo nos EUA dando certo suporte às cotações, mas não o suficiente para sustentar os ganhos durante todo o dia
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0351 reais na venda, em leve baixa de 0,04%. Em outubro, a moeda norte-americana acumula alta de 0,16%. Na B3, às 17:06 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,06%, a 5,0465 reais. No início do dia, a moeda norte-americana chegou a oscilar em baixa ante o real, dando continuidade ao movimento da véspera, mas os dados do varejo dos EUA, divulgados às 9h30, deram força às cotações tanto no exterior quanto no Brasil. À tarde, porém, a alta da moeda norte-americana arrefeceu.
REUTERS
Ibovespa fecha em baixa com EUA e tensão geopolítica minando apetite a risco
O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, conforme dados econômicos norte-americanos corroboraram o cenário de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos e o conflito entre Israel e Hamas continuou freando o apetite a risco global
A pressão negativa, contudo, foi amortecida pelo avanço das ações da Petrobras, após a divulgação de dados recordes de produção pela companhia no terceiro trimestre. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,44%, a 116.021,99 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 116.916,68 pontos (+0,33%). Na mínima, a 115.563,93 pontos (-0,83%). O volume financeiro somava 19,4 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
REUTERS
Setor de serviços do Brasil recua 0,9% em agosto
O volume do setor de serviços do Brasil teve queda acentuada em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira, em resultado que interrompeu uma sequência de três meses de ganhos e frustrou com força as expectativas de economistas
O volume de serviços prestados no país recuou 0,9% em agosto frente ao mês anterior, após ter acumulado ganho de 2,1% no período de maio a julho. O resultado marcou a maior queda desde abril de 2023 (-1,7%) e ficou bem abaixo da projeção em pesquisa da Reuters de avanço de 0,4%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços registrou alta de 0,9%, contra expectativa de economistas de avanço de 2,8%. O setor de serviços ainda se encontra 11,6% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e está 1,9% abaixo do pico da série histórica, atingido em dezembro de 2022. De acordo com o IBGE, a leitura de agosto foi influenciada principalmente pelo setor de transportes, que teve queda de 2,1% no volume, contra avanço de 0,5% em julho. Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, o resultado dos transportes foi puxado principalmente pelo recuo nas atividades de gestão de portos e terminais e de transporte rodoviário de cargas, que está com uma base de comparação muito elevada. Diante de uma tendência histórica de concentração da atividade do setor agropecuário na primeira metade do ano, “vamos observar como o transporte de cargas se comportará no segundo semestre com uma produção agrícola menos pujante”, afirmou Lobo em nota. Além de transportes, outras três das cinco atividades pesquisadas ficaram no campo negativo em agosto. Os serviços prestados às famílias recuaram 3,8%, a atividade de informação e comunicação perdeu 0,8% e os outros serviços caíram 1,4%. A única atividade a registrar crescimento foi a de serviços profissionais, administrativos e complementares, que subiu 1,7% em agosto.
REUTERS
IGP-10 acelera mais do que o esperado em outubro, mostra FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) acelerou a alta mais do que o esperado em outubro, marcando a maior taxa mensal em mais de um ano, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira
O IGP-10 teve alta 0,52% neste mês, contra avanço de 0,18% em setembro, ficando bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,39% e registrando a variação positiva mais acentuada desde julho de 2022 (+0,60%). Assim, o índice passou a acumular em 12 meses queda de 4,88%, desacelerando as perdas ante a deflação de 6,35% em setembro. Em outubro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, avançou 0,61%, acelerando ante o ganho de 0,23% no mês passado. “No contexto do IPA, o preço do minério de ferro desempenhou um papel central, experimentando um significativo aumento de 7,31%”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços. “Essa elevação foi impulsionada pela política de apoio econômico adotada pela China, que é o maior consumidor global desse produto.” O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), por sua vez, que responde por 30% do indicador geral, subiu 0,25% em outubro, contra variação positiva de 0,02% no mês anterior. Entre os destaques desse segmento, o grupo Educação, Leitura e Recreação passou a subir 2,10%, abandonando a queda de 1,32% vista em setembro, com disparada de 13,96% do item passagem aérea neste mês, ante baixa de 9,14% no período anterior. Enquanto isso, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,36% em outubro, contra 0,18% em setembro. Vários dados recentes têm mostrado os índices de preços recuperando o fôlego no Brasil, indicando que a inflação já atingiu seu ponto mais baixo do ano, como era esperado diante do nível restritivo da política monetária. A Selic está atualmente em 12,75%, continuando em patamar contracionista mesmo após duas reduções consecutivas de 0,50 ponto percentual nos juros pelo Banco Central, que manteve sua taxa básica em 13,75% por quase um ano de forma a combater a inflação.
REUTERS
VBP: valor da produção agropecuária é atualizado para R$ 1,150 trilhão este ano
As estimativas do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), obtidas com base nas informações de setembro, resultaram em R$ 1,150 trilhão para este ano. O valor é 2,7% maior em relação ao obtido em 2022, que foi de R$ 1,120 trilhão. Em valores, um acréscimo de 30 bilhões
As lavouras, com crescimento de 4,8%, tiveram um faturamento de R$ 812 bilhões, e a pecuária, com retração de 2,2%, apresenta um faturamento de R$ 337,8 bilhões. A safra recorde de grãos deste ano é o principal fator responsável por esses resultados. Diversos produtos apresentaram desempenho favorável neste ano. Entre esses produtos, encontram-se amendoim, com aumento real de 13,5% no VBP, arroz 14,4%, banana 17,5%, cacau 17,3%, cana-de-açúcar 16,5%, feijão 4,9%, laranja 16,8%, mandioca 39,7%, soja 3,1%, milho 2,3%, tomate 25,5% e uva 13,7%. Conforme coordenador geral de Planos e Cenários da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, José Gasques, esse resultado se deve, especialmente, aos preços e ao volume produzido. Alguns produtos como algodão, batata inglesa, café e trigo têm trazido contribuição negativa, apresentando retração do VBP. Para todo esse grupo, os preços mais baixos em 2023 são a principal causa do seu desempenho. Estes são acompanhados pela retração da carne de frango e carne bovina. Por outro lado, na pecuária, os suínos, ovos e leite, têm tido desempenho bastante favorável. Cinco produtos, que respondem por 82,0% do VBP das lavouras, apresentam melhor desempenho, são soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão, esses produtos representam R$ 665,2 bilhões no Valor da Produção Agropecuária. Por fim, os resultados regionais mostram a liderança de Mato Grosso, seguido por Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Estes geram um faturamento de R$ 592,6 bilhões, que corresponde a 51,5 % do VBP do país.
Mapa
GOVERNO
Ministérios negociam prorrogação de dívidas de pecuaristas afetados pela queda nos preços da arroba
Carlos Fávaro destacou que há possibilidade de prorrogação automática dos financiamentos. Banco Central, após articulação do Ministério da Agricultura, recomendou que bancos adiem os vencimentos de pecuaristas com dificuldades financeiras
Os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário têm articulado medidas para a prorrogação de dívidas de setores que estão em dificuldades por conta da queda nos preços. Um dos segmentos é a pecuária de corte, por conta da redução na cotação da arroba, influenciada pelo ciclo pecuário. O Ministro Carlos Fávaro destacou que há possibilidade de prorrogação automática dos financiamentos, principalmente no Banco do Brasil. O Banco Central, após articulação do Ministério da Agricultura, também recomendou que as demais instituições adiem os vencimentos de pecuaristas com dificuldades financeiras. “Os custos de insumos cederam, volta a uma normalidade. As perspectivas são de melhoras no mercado da carne em 2024 e em 2025 com preços mais remuneradores”, ponderou Fávaro. O secretário substituto de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, disse que a Pasta está monitorando operações que fogem às diretrizes das prorrogações automáticas para analisar se poderá adotar alguma medida complementar. Já o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que vai retomar a discussão sobre a criação de um “Desenrola” do campo com o Ministério da Fazenda. O objetivo é criar um programa amplo para renegociação de dívidas dos produtores rurais, em especial os pequenos. “Temos um estudo em curso ainda, não concluído, que queremos concluir junto com o ministro Fernando Haddad. Temos conhecimento que muitos agricultores não conseguem tomar empréstimos em função das dívidas. Como o Desenrola foi bem sucedido nas cidades, vamos retomar o debate de um programa de Desenrola no campo brasileiro, voltado a todos os agricultores”, afirmou. Sobre a situação da seca no Norte do país, Teixeira disse que é possível pensar em medidas específicas para os produtores do Amazonas, como foi feito para o Rio Grande do Sul, nos casos da estiagem e do ciclone.
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Preços estáveis para suínos em MG, RS e SC. Alta no PR e SP
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve queda de 1,56%, chegando em R$ 126,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, valendo R$ 10,00/kg, em média
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (16), houve leve alta de 0,32% no Paraná, chegando em R$ 6,35/kg, e de 0,30% em São Paulo, alcançando R$ 6,75/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,71/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,22/kg), e Santa Catarina (R$ 6,17/kg).
Cepea/Esalq
Frango: cotações estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 7,10/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (16) não houve mudança de preço tanto para a ave congelada quanto para o frango resfriado, valendo, respectivamente, R$ 7,23/kg e R$ 7,31/kg.
Cepea/Esalq
Japão retira suspensão à importação de aves vivas de Santa Catarina
Desde o dia 17 de julho, após a detecção de um caso de gripe aviária de alta patogenicidade em uma ave de subsistência em Maracajá, Santa Catarina, o Japão havia suspendido temporariamente a importação de produtos avícolas do Estado
Em 18 de agosto, o país asiático liberou as importações de carne de frango catarinenses e agora, na terça-feira (17), o Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do país (MAF) do Japão anunciou a autorização da retomada da importação de aves vivas e ovos férteis de Santa Catarina. No ano passado, segundo informações do Governo Estadual, as exportações de frango, ovos e seus subprodutos para o país asiático renderam ao estado catarinense cerca de US$ 310,8 milhões, o equivalente a 14,75% da receita total das exportações desses produtos.
MAPA
Sancionado crédito de R$ 200 milhões para combate à gripe aviária silvestre
Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da segunda-feira (16) a lei resultante da Medida Provisória (MP) 1.177/2023 que abriu crédito extraordinário de R$ 200 milhões para o Ministério da Agricultura e Pecuária. Os recursos são destinados ao combate à gripe aviária pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária.
Na Comissão Mista de Orçamento (CMO), que analisou previamente a MP, o texto teve como relator o deputado Sérgio Souza (MDB-PR) e, como relator-revisor, o senador Wilder Morais (PL-GO). O Senado aprovou a medida no início de outubro. Segundo o governo, as ações de prevenção e combate à influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) são necessárias porque foram detectadas aves silvestres infectadas no país. Entre as ações previstas estão o deslocamento de equipes do serviço veterinário oficial e da vigilância agropecuária internacional, além de outros grupos, como bombeiros, defesa civil e Exército; contratação de mão de obra; aquisição de equipamentos de proteção individual, materiais para coleta de amostras, desinfetantes, lonas e bombas pulverizadoras; pagamento de indenizações; aquisição de caminhões e máquinas escavadeiras; compra de material para laboratório e investimento em infraestrutura para biossegurança. Outra finalidade do crédito extra é a construção de rodolúvios e arcolúvios, equipamentos que pulverizam sanitizante diluído em água para higienização externa de veículos, a fim de conter o vírus. A medida, segundo o governo, foi elaborada em conjunto com os ministérios da Saúde e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e a defesa civil, além de órgãos estaduais.
Agência Senado
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