CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2079 DE 05 DE OUTUBRO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2079 |05 de outubro de 2023

 

NOTÍCIAS

Cotação da vaca gorda sobe em São Paulo

Na comparação feita dia a dia, a cotação da vaca gorda subiu R$5,00/@. Os preços das arrobas do boi e da novilha ficaram estáveis. As escalas de abate têm encurtado, mantendo as ofertas de compra com preços firmes

Pelos dados da Scot Consultoria, nas praças paulistas, o boi “comum” (destinado ao mercado interno) está sendo negociado em R$ 230/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 205/@ e R$ 220@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 240/@ no mercado paulista, no prazo, valor bruto – um ágio de R$ 10/@ sobre o animal “comum”, acrescentou a Scot. Na região Sul de Goiás, todas as categorias tiveram alta de R$10,00/@. No Espírito Santo a arroba do “boi China” subiu R$5,00.

SCOT CONSULTORIA

Alta no preço do boi gordo aquece mercado de reposição

Em São Paulo, bezerro teve alta de R$ 100 a cabeça em um mês. Para a Scot Consultoria, alta no preço do boi estimula pecuarista a investir, valorizando também a reposição

A alta nos preços do boi gordo vistas nas últimas semanas ajudaram a melhorar o cenário no mercado de reposição. A avaliação é da Scot Consultoria, que vê elevação das cotações em todas as categorias. Em São Paulo, o bezerro de desmama vem sendo negociado a R$ 1,8 mil a cabeça, uma valorização de R$ 100 em um mês. “As expectativas para o médio prazo são positivas, já que o mercado de reposição deve continuar acompanhando os preços no mercado de boi gordo. E com a alta nos preços do bovino terminado, o produtor fica mais estimulado a investir na atividade”, explica a analista de mercado Nicole Santos, em vídeo divulgado pela consultoria. Na terça-feira (3/10), o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para o boi gordo, com base em São Paulo, fechou a R$ 238,80 por arroba. Nos últimos cinco dias, a média é de R$ 234,76. Em boletim divulgado nesta quarta-feira (4/10), a consultoria Agrifatto pontua que os frigoríficos começaram a oferecer alguma resistência aos atuais valores do boi no mercado físico. Com isso, algumas praças pecuárias registraram estabilidade ou até mesmo algum recuo nas cotações. Em Goiás, por exemplo, a arroba foi negociada a R$ 222,10 na terça-feira, estável em relação ao dia anterior, segundo a consultoria. No mercado de carne com osso, o mês de outubro começou com bom ritmo de vendas no atacado e no varejo. O dianteiro começa a recuperar liquidez e pode firmar preço, avalia a Agrifatto. Porém, ao menos por enquanto, os preços da carcaça se mantêm estáveis, entre R$ 15,50 e R$ 16 o quilo.

GLOBO RURAL

SP e GO registram redução dos custos de produção de bovinos confinados

Na edição nº 76, referente ao mês de setembro, a equipe do Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) identificou redução nos custos para as propriedades CSPm (1,33%), CSPg (1,40%) e CGO (1,83%), em comparação ao mês anterior

Considerando a avaliação para o ano de 2023, janeiro a setembro de 2023, o ICBC variou -31,08%, -30,36% e -33,85%, para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Os custos de alimentação reduziram em 2,67%, 2,43% e 3,15 para as propriedades representativas CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. O sorgo grão reduziu 8,1% e 3,7% para São Paulo e Goiás, nesta ordem. Isso se justifica pela safra do grão nesses estados. O farelo de Algodão 38% PB reduziu 18% em relação ao mês anterior para o estado de Goiás. O preço do milho grão aumentou 4,4% na praça paulista e reduziu 5,6% na goiana, segundo foi encontrado pela nossa equipe. Por fim, os custos da alimentação representaram 68%, 68% e 71% dos custos da diária-boi (CDB) para as propriedades representativas, CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. O software de formulação de Ração de Lucro Máximo (RLM) foi utilizado para encontrar a melhor dieta ao menor custo para as propriedades representativas. Além disso, os custos de remuneração do capital de giro e impostos variáveis representaram 16,72%, 21,04% e 16,59% do custo da diária-boi para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. De forma agregada, os custos fixos representaram 22,89% para CSPm, 24,92% para CSPg e 20,71% para CGO, do custo da diária-boi. A taxa Selic considerada nos cálculos para setembro foi de 12,75% aa, há um ano essa taxa era de 13,75% aa. Taxas mais altas implicam em maiores custos de oportunidade na remuneração do capital de giro, imobilizado e da terra. Os custos de oportunidades representaram 4,80%, 4,27% e 4,16% do custo total, na mesma ordem para aquelas propriedades representativas. Atividades produtivas que utilizam de forma mais intensiva os bens de capital conseguem otimizar os custos fixos e os de oportunidades relacionados. Isso pode ser um diferencial competitivo. Por fim, os custos da diária-boi (CDB) para os confinamentos de São Paulo (CSPm e CSPg) e de Goiás (CGO) reduziram em comparação ao mês de agosto.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP

Preço do boi gordo sobe mais de 5% em uma semana em Mato Grosso

O preço do boi gordo em Mato Grosso, Estado que concentra o maior rebanho do país, teve forte alta na última semana, de acordo com o indicador do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A valorização foi de 5,56% em comparação com a semana anterior, com a arroba à vista valendo, em média, R$ 189,56

Para os técnicos do Imea, o mercado sinaliza a recuperação dos preços. Na indústria local, as escalas de abate diminuíram 14,64% na comparação semanal, por causa da oferta restrita de animais terminados. Ficaram pouco acima de 9 dias. A média nacional apurada por consultorias privadas, aponta períodos de seis a sete dias. Apesar da recuperação vista nas últimas semanas, de janeiro a setembro deste ano, o valor médio do boi gordo em Mato Grosso foi de R$ 220,54 por arroba, 22,85% inferior ao do mesmo período no ano passado. Em São Paulo, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) iniciou o mês de outubro próximo da estabilidade. Na segunda-feira (2/10), fechou a R$ 236,05 por arroba, baixa de 0,04% em comparação com a sexta-feira (29/9). Em boletim, a Scot Consultoria ressalta que as cotações se mantêm firmes nas praças pecuárias paulistas. No boi comum, destinado ao mercado interno, a semana começou com preços relativamente estáveis. Valorização somente para o “boi China”, destinado à exportação, com ofertas em alta de R$ 5 por arroba. A tendência ainda é de preços sustentados, sinaliza a consultoria Agrifatto em boletim divulgado nesta terça-feira (3/10). A escala média de abates, em nível nacional, é a menor desde 2021 e os negócios em São Paulo se mantiveram nos R$ 233 por arroba. Na B3, os contratos com vencimentos até janeiro de 2024 se mantêm acima dos R$ 240 por arroba.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha estável sem pressão de Treasuries, mas com peso de petróleo

O dólar comercial encerrou em queda frente ao real na sessão desta quarta-feira, em dia de alívio na pressão dos Treasuries sobre ativos e risco. Apesar de os rendimentos dos títulos do Tesouro americano permanecerem em queda hoje, a moeda brasileira teve recuperação tímida, quase nula

O que inviabilizou essa retomada do real foram os preços do petróleo, que caíram mais de 5% e pesaram sobre moedas ligadas à commodity. Não à toa, os piores desempenhos do dia vieram do peso colombiano, coroa norueguesa e dólar canadense. Terminadas as negociações, o dólar comercial fechou em queda de 0,01%, a R$ 5,1524, Perto das 17h20, o contrato futuro para novembro da moeda americana exibia depreciação de 0,15%, a R$ 5,1780. O índice DXY, por sua vez, recuava 0,24%, aos 106,746 pontos. Depois da escalada recente, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano operaram em queda ao longo do dia de hoje. Já pela manhã a pressão dos Treasuries era dissipada, mas após a divulgação de dados mais fracos da geração de empregos no setor privado nos EUA em setembro, o movimento se consolidou. Apesar desses números melhores, a economista Ariane Benedito, da Esh Capital, diz que o movimento dos yield deve ficar mais certo e determinado após a divulgação do payroll na sexta-feira. “Os dados da ADP [de emprego no setor privado] têm ficado bem descolados dos números do payroll. Ao meu ver, os números de sexta-feira devem vir mais em linha com o que vimos no Jolts”, afirma. Os números de vagas não preenchidas (Jolts) mostraram um mercado de trabalho ainda bastante aquecido na sessão de ontem. A economista da Esh não tem como cenário base mais uma alta de juros pelo Fed, mas diz que vê como provável e que pode mudar sua leitura, dependendo da força do payroll. “Se o Fed optar por uma alta, acho que poderemos ver o dólar chegar a R$ 5,20, mas depois voltar até o fim do ano para R$ 4,80, caso tudo fique mais estável, e sem essa pressão da curva de juros”, afirma. “Agora tem o elemento China e a questão local que podem pesar também”, pondera. Em relação à leve depreciação do dólar hoje, apesar da melhora do humor em relação à curva de juros americana, houve incertezas no horizonte. Os preços dos contratos do petróleo caíram com força, pesando principalmente sobre as moedas ligadas à commodity.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha em alta com alívio nos juros, mas queda do petróleo limita ganhos

A commodity sofreu com temores de que a manutenção dos juros em patamares mais elevados por mais tempo possa afetar a economia global e a demanda pela matéria-prima

O Ibovespa avançou na quarta-feira, em linha com o alívio pontual das taxas de juros, mas teve ganhos limitados por conta da forte queda do petróleo e das ações da Petrobras. Além de dados divulgados ao longo dia mostrarem estoques de gasolina acima da média nos Estados Unidos, a commodity sofreu com temores de que a manutenção dos juros em patamares mais elevados por mais tempo possa afetar a economia global e a demanda pela matéria-prima. No fim do dia, o índice subiu 0,17%, aos 113.607 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até as 17h30) foi de R$ 16,28 bilhões no Ibovespa e R$ 20,05 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,81%, aos 4.263 pontos, Dow Jones fechou em alta de 0,39%, aos 33.129 pontos e Nasdaq subiu 1,35%, aos 13.236 pontos. Dados de emprego mais fracos que o consenso nos Estados Unidos permitiram o fechamento das curvas de juros na sessão e impulsionaram ações sensíveis às taxas, ainda que analistas descrevam o movimento como técnico, e não uma mudança estrutural de cenário. “Se o mercado estabilizar, acreditamos que a bolsa pode ter recuperação importante, até porque os fundamentos dos ativos locais não estão ruins como os preços indicam. Os valuations seguem baratos mesmo com o movimento recente de abertura das taxas. Mas não queremos pagar para ver no momento, porque o juro americano vem pressionando todos os ativos de risco e não temos a completa noção do que está provocando essa dinâmica”, diz Thalles Franco, sócio e gestor da RPS Capital. O executivo cita que, a casa acreditava que a pressão nos juros se dava por conta da alta do petróleo, mas tal movimento deveria ficar mais restrito aos vencimentos de curto prazo. Nota, adicionalmente, que economistas também têm apontado para fatores técnicos, como países com reservas grandes de Treasuries se desfazendo de parte dos títulos.

VALOR ECONÔMICO

Fluxo cambial fica positivo em US$ 3,123 bi na semana até 29 de setembro

A conta comercial foi responsável pela entrada líquida de US$ 3,576 milhões no período, enquanto a conta financeira anotou saída de US$ 453 milhões

O fluxo cambial anotou entrada líquida de US$ 3,123 bilhões entre os dias 25 e 29 de setembro, informou o Banco Central (BC) na quarta-feira. A conta comercial foi responsável pela entrada líquida de US$ 3,576 milhões no período, enquanto a conta financeira anotou saída de US$ 453 milhões. No acumulado do mês de setembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,671 bilhão. Já o fluxo financeiro anotou saída líquida de US$ 5,035 bilhões, enquanto o fluxo comercial registrou entrada de US$ 3,364 bilhões. No recorte do acumulado de 2023, até setembro, o fluxo cambial anota entrada líquida de US$ 20,653 bilhões – o fluxo financeiro registra saída de US$ 22,259 bilhões e o fluxo comercial tem entrada de US$ 42,912 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Setor de serviços do Brasil registra contração em setembro pela 1ª vez desde fevereiro, mostra PMI

A atividade de serviços no Brasil entrou em contração em setembro pela primeira vez desde fevereiro e atingiu o nível mais baixo em pouco mais de dois anos devido à retração da demanda, apontou na quarta-feira pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)

O PMI compilado pela S&P Global caiu em setembro para 48,7, de 50,6 em agosto, indo abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração pela primeira vez desde fevereiro. A leitura também é a mais baixa desde maio de 2021, marcando condições operacionais desafiadoras para os fornecedores de serviços, de acordo com a S&P Global. “Os dados do PMI de setembro indicaram uma ausência de crescimento no setor de serviços do Brasil pela primeira vez desde fevereiro, uma vez que a redução dos investimentos no setor privado e a retração da demanda teriam restringido a captação de novos negócios”, destacou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. A pesquisa apontou que a retração da demanda desencadeou a primeira queda em novos negócios em sete meses, com os participantes da pesquisa citando que as vendas foram refreadas ainda pela redução dos investimentos no setor privado. Esse cenário levou aos fornecedores de serviços a reduzir os quadros de funcionários pela primeira vez desde fevereiro, embora de forma moderada. Um aumento nas despesas operacionais também pesou em setembro, com muitas menções à alta dos preços dos combustíveis. Diante disso, um em cada dez participantes da pesquisa aumentou seus preços de venda, mas 87% das empresas mantiveram seus preços inalterados desde agosto. Assim a taxa geral de inflação de preços cobrados foi modesta e a segunda mais fraca desde novembro de 2020. “Em meio a preocupações relacionadas a políticas públicas, as empresas do setor de serviços diminuíram suas expectativas de crescimento. No entanto, as expectativas de negócio permaneceram historicamente altas, à medida que as empresas esperam que taxas de juros mais baixas estimulem a demanda e, subsequentemente, aumentem o volume de novos negócios”, completou De Lima. A retração de serviços somou-se à contração da indústria em setembro, e o PMI Composto do Brasil caiu a 49,0 em setembro de 50,6 em agosto, atingindo o nível mais baixo em 29 meses.

REUTERS

1ª TRANSAÇÃO YUAN-REAL

Uma operação comercial entre o Brasil e a China foi feita pela primeira vez em circuito fechado com as moedas locais, com transações financiadas e liquidadas em yuan e convertidas diretamente para real. A notícia foi divulgada pelo Banco da China Brasil SA, subsidiária do quarto maior banco estatal chinês

O negócio: uma exportação de celulose da Eldorado Brasil, empresa de São Paulo com representação em Xangai, na China. O embarque foi feito em agosto do porto de Santos para o de Qingdao, e a finalização da transação em moeda brasileira aconteceu em 28 de setembro. O acordo aconteceu graças à  criação em março de uma “Clearing House” (câmara de compensação), uma instituição bancária que permite o fechamento de negócios e a concessão de empréstimos entre os dois países sem que o dólar tenha que ser usado. Outros grandes exportadores brasileiros, como a Suzano e a Petrobras, também estudam a possibilidade de exportar para a China pulando a etapa de conversão ao dólar. Os executivos dizem que a demanda vem dos importadores chineses. Canal de notícias em chinês da CCTV informa de São Paulo sobre a exportação de celulose feita usando apenas yuan e real. Por que importa: além de a China ser o maior parceiro comercial do Brasil, o presidente Lula (PT),  tem defendido alternativas ao dólar hoje a principal moeda adotada em transações entre países. A divisa americana é impactada por uma série de variáveis que às vezes fogem do controle do Brasil –ontem (3), por exemplo, o dólar superou os R$ 5,15 impulsionado por apostas de mais juros nos EUA. Apesar do incentivo chinês às transações envolvendo yuan, os economistas acham difícil que a moeda substitua a americana como a principal em transações envolvendo grandes economias. Para um economista do FMI, seria preciso alterar as estruturas que sustentam o dólar no centro do câmbio global, algo considerado muito difícil, ao menos no curto prazo.

FOLHA DE SP

GOVERNO

Com 51 novos mercados abertos, Brasil diversifica exportações do agro para o mundo

A boa relação entre países reforça a confiança internacional na qualidade e sanidade do agro brasileiro. O Brasil, desde o início de 2023, conquistou 51 novos mercados para os produtos agropecuários até setembro deste ano.

Com uma pauta diversificada das exportações, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intermediou negociações nas Américas (Argentina, Canadá, México, República Dominicana, Uruguai, Equador, Colômbia, Chile e Panamá), totalizando 22 mercados. Na região asiática (Indonésia, Singapura, China, Índia, Malásia, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão) foram conquistados 14 mercados. No continente africano (Egito, Argélia, Angola e África do Sul) as tratativas contabilizaram sete produtos. Já na Europa (Rússia e Belarus), temos dois. Na Oceania (Polinésia Francesa, Nova Caledônia e Vanuatu) foram quatro mercados. E no Oriente Médio (Israel e Arábia Saudita), somamos dois itens. Com 51 novos mercados abertos, Brasil diversifica exportações do agro para o mundo. As aberturas de mercados são resultado de transações bilaterais que culminam no acordo dos requisitos de sanidade a serem atestados e do certificado correspondente, sanitário, fitossanitário ou veterinário, que passará a ser aceito pelo país importador nos pontos de entrada da mercadoria. Ainda há um trabalho de preparação do produtor e do exportador para atender às demandas de cada um desses novos parceiros, além do desenvolvimento de atividades de promoção comercial e de divulgação dos produtos agropecuários brasileiros. A presença da adidância agrícola brasileira também é fundamental para identificar oportunidades para comercialização dos produtos nacionais, atrair investidores estrangeiros e na superação de barreiras às exportações brasileiras. De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/ Mapa), entre os principais mercados alcançados destacam-se a comercialização para as carnes bovina e suína brasileiras para o México e a República Dominicana. As exportações brasileiras do agronegócio subiram 6,6% em agosto deste ano, no comparativo ao mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 15,63 bilhões. O valor correspondeu a 50,4% do total exportado pelo Brasil, segundo a SCRI.

MAPA

MEIO AMBIENTE

Carne e leite terão preço afetado mesmo com agro fora das regras de crédito de carbono, diz estudo

Carnes e leite estão entre os produtos que ficarão mais caros, por causa de barreiras de outros países e do custo do crédito

As cadeias de produção dos setores de pecuária, cimento e alimentos e bebidas estão entre aquelas que serão mais afetadas pelo aumento de custos gerados por uma precificação do carbono. Seja ela criada dentro do próprio país ou imposta por outras economias aos produtos brasileiros, via tributos ou mesmo pelo aumento no custo de crédito pelo sistema financeiro. Estudo divulgado pelo Banco BV e pela startup Deep aponta quais os setores mais afetados pela cobrança de sobrepreços em produtos que não controlem a emissão de poluentes. Estima também um impacto de R$ 48 bilhões sobre a economia brasileira caso o custo das emissões seja de R$ 50 (cerca de US$ 10) por tonelada de carbono. Isso representaria um aumento de 1,6% para os consumidores na sua cesta de consumo. Os números, no entanto, podem ser multiplicados por quase dez caso o Brasil fique sujeito às barreiras que serão impostas, por exemplo, pela União Europeia para a entrada de produtos de países sem mercados regulados de carbono. “Não estamos dizendo que vai ser um custo ruim para o país, mas que alguns setores, aqueles que não estiverem descarbonizando, vão ter um custo maior. Outros vão ter impactos positivos e ganhar competitividade internacionalmente”, afirma Arthur Covatti, CEO da Deep. “Dado que você vai ter esses mecanismos que vão criar um custo de carbono, é melhor ter um mercado interno, que o nosso governo colete esse tributo, do que não fazer nada, deixar as empresas livres para emitir, e elas começarem a pagar imposto para outros governos.” O cálculo das emissões por setores econômicos considera o cruzamento de dados do inventário nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e da matriz insumo produto do IBGE. O setor mais impactado é a pecuária –no estudo aparece também a pesca, por causa da classificação do IBGE, que coloca esses dois segmentos como um item só. Dos 13,85% de aumento de custos, mais da metade é efeito do desmatamento, que impacta esse setor e também se propaga por outros, como alimentos e bebidas. Nesse último, mais de 90% do custo é indireto. Como o estudo considera os custos acumulados na cadeia de produção, setores como o de álcool também aparecem entre os mais afetados, também por causa do efeito indireto. Marcelo Sarkis, superintendente de Riscos no banco BV, afirma que, mesmo se não houvesse uma taxação do carbono, as empresas com grandes emissões teriam aumento no custo de crédito diante da avaliação de risco dessas atividades feita pelas instituições financeiras. “Uma conclusão do estudo é que, se a gente combate desmatamento, a gente vira uma das economias mais limpas do mundo. Com o desmatamento, a gente ainda não é, [por isso] você ainda vê impactos grandes em alguns setores.”

FOLHA DE SP

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado do frango com leves altas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 7,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço não mudou, valendo R$ 4,47/kg, enquanto em Santa Catarina teve alta de 0,23%, custando R$ 4,28/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (3), tanto a ave congelada quanto a resfriada tiveram aumento de 0,43%, custando, respectivamente, R$ 6,94/kg e R$ 6,96/kg.

Cepea/Esalq

Governo registra caso de gripe aviária em leões-marinhos no Rio Grande do Sul

É o primeiro registro da doença em mamíferos marinhos entre os mais de 100 focos no Brasil

Caso de influenza aviária em leão-marinho é o primeiro em mamíferos marinhos registrado no país. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na quarta-feira (4/10) um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em um leão-marinho-da-patagônia (Otaria flavescens), o primeiro em mamíferos marinhos. Também chamado de leão-marinho-do-sul, o animal foi encontrada na praia do Cassino, no município de Rio Grande, litoral do Rio Grande do Sul. De acordo com comunicado, é o primeiro foco da doença registrado em mamíferos marinhos no Brasil. Casos semelhantes já foram reportados nessa mesma espécie no Peru, Chile, Argentina e Uruguai. Em nota, o Ministério informou que a coleta das amostras foi feita em conjunto com o Centro de Recuperação de Animais Marinhos de Rio Grande. O material foi processado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Campinas (LFDA-SP), referência na América do Sul para o diagnóstico do vírus, que confirmou tratar-se do H5N1, a mesma cepa já detectada em aves silvestres no país. A pasta informa ainda que a detecção deste novo caso não muda o status brasileiro de livre da gripe aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Do total de focos no Brasil, 111 foram confirmados em aves silvestres, três notificados em aves de subsistência e um único — este último — em mamíferos marinhos. Até o momento, não há registros da doença em plantéis comerciais.

MAPA

Suínos: cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 125,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,04%, custando R$ 9,40/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (3), os valores ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,47/kg), Paraná (R$ 6,27/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,17/kg). Houve queda de 1,13% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,13/kg, e recuo de 0,46% em São Paulo, fechando em R$ 6,51/kg.

Cepea/Esalq

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