
Ano 9 | nº 2065 |15 de setembro de 2023
NOTÍCIAS
Cotação da arroba do boi sobe nas praças paulistas
Com melhor escoamento da carne nos últimos dias, pecuaristas segurando a boiada e redução na oferta de bovinos, as cotações da arroba do boi destinado ao mercado interno e do “boi China” subiram, ambas, R$5,00 no comparativo diário
O boi gordo “comum”, destinado ao mercado interno, e o “boi China”, com prêmio-exportação, subiram R$ 5/@ na quinta-feira (14/9), disse a Scot Consultoria. Os analistas da empresa de Bebedouro (SP) atribuem o aumento a dois fatores principais: o maior escoamento da carne bovina nos últimos dias e a estratégia de retenção de oferta por parte dos pecuaristas, à espera de preços mais atrativos. Com isso, de acordo com a Scot, o animal macho “comum” passou a ser negociado por R$ 205/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” subiu para R$ 210/@ (preços brutos e a prazo). Ainda nas praças paulistas, a novilha gorda é vendida por R$ 200/@ e a vaca gorda está cotada em R$ 185/@ (valores brutos e a prazo). Na região Oeste do Maranhão, as cotações permaneceram estáveis, na comparação feita dia a dia. Na região Sudeste de Rondônia, os preços do boi destinado ao mercado interno e do “boi China” subiram R$5,00/@.
SCOT CONSULTORIA
Preço da arroba do boi sobe novamente
O mercado físico do boi gordo viu uma leve alta nos preços na quinta-feira (14). No entanto, a atividade comercial permaneceu fraca em São Paulo e no Mato Grosso do Sul
A oferta de animais diminuiu substancialmente nos últimos dias, o que está mantendo um lento avanço nas escalas de abate, mesmo com o aumento dos preços por arroba. Essas informações foram compartilhadas pelo analista e consultor Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado. De acordo com Iglesias, a fluidez das negociações nos próximos dias será crucial para determinar se haverá espaço para continuar a recuperação dos preços por arroba.
Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 209. Em Goiânia, a indicação foi de R$ 200 por arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 203, enquanto em Dourados (MS), foi indicada em R$ 214. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 176. No entanto, os preços da carne bovina no atacado permanecem estáveis. O mercado não demonstra grande entusiasmo para novas altas durante a segunda quinzena do mês, um período geralmente caracterizado por menor apelo ao consumo. É importante destacar que a carne de frango ainda é mais competitiva em comparação com a carne bovina, especialmente no varejo, conforme apontou Iglesias. O quarto traseiro continua sendo precificado a R$ 15,90 por quilo. A ponta de agulha mantém-se em R$ 12,50 por quilo, e o quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 12,20 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
China reduz compras de carne e pressiona preço da arroba do boi
No Brasil, diminuição na oferta começa a resultar em reação nas cotações, diz Cepea. China está com os estoques de carne bem abastecidos e demonstra cautela na hora de realizar novas compras
A China segue sendo destino de pouco mais da metade de todo volume de carne bovina exportado pelo Brasil em 2023. No entanto, os preços pagos pelos chineses vêm recuando com certa força nos últimos meses – em agosto, por exemplo, chegou ao menor nível desde novembro de 2021, segundo informações divulgadas na quinta-feira (14/9) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. De acordo com a empresa de análise de mercado Agrifatto, a China está com os estoques bem abastecidos e demonstra cautela na hora de realizar novas compras, resultando em preços do dianteiro bovino para exportação pressionado. Ainda em relação ao mercado internacional, a consultoria informa que, no Mercosul, a cotação do boi gordo em dólar recuou em todos os países, com a oferta elevada de animais no Uruguai e no Paraguai pressionando os preços para baixo. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse contexto reforçou o movimento de queda nos valores da arroba bovina no Brasil, que, por sua vez, já vinham sendo influenciados pela maior oferta de animais para abate. Considerando-se as médias mensais, a queda do indicador do boi gordo Cepea/B3 é de 27,54% de dezembro de 2022 até a parcial de setembro de 2023, em termos reais (os valores médios foram deflacionados pelo IGP-DI). Na quarta-feira (13/9), a cotação estava em R$ 202,00 a arroba. Contudo, o Cepea ressalta que, neste início de setembro, houve certa diminuição na oferta de boi gordo em diversas regiões pesquisadas, o que fez os preços da arroba reagirem em muitas praças. A Agrifatto também aponta que o mercado físico começa a se mexer e ajustes positivos já são vistos em grande parte das praças pecuárias. Segundo a empresa, a indústria enfrenta dificuldades para manter as escalas alongadas e, com isso, os preços são pressionados para cima. Em São Paulo, segundo a Agrifatto, o bovino para abate encerrou a quarta-feira cotado a R$ 206,90 a arroba, incremento de 4,6% e 5,6% na comparação diária e semanal, respectivamente. Na B3, os futuros tiveram movimentações negativas para todos os contratos deste ano. O vencimento para novembro de 2023 ficou precificado a R$ 227,75 a arroba, recuo de 0,65% em relação ao dia anterior.
GLOBO RURAL
Boi/Cepea: China segue como maior destino da carne, mas preço pago continua em queda
A China segue sendo destino de pouco mais da metade de todo volume de carne bovina escoado pelo Brasil em 2023
No entanto, os preços pagos pelos chineses pela carne nacional vêm recuando com certa força nos últimos meses – em agosto, o preço pago pelo país asiático foi o menor desde novembro de 2021. Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto reforçou o movimento de queda nos valores internos da arroba bovina, que, por sua vez, já vinham sendo influenciado pela maior oferta de animais para abate. Considerando-se as médias mensais, a queda do Indicador do boi gordo CEPEA/B3 é de 27,54% no acumulado da parcial deste ano (de dezembro/22 a parcial de setembro/23), em termos reais (os valores médios foram deflacionados pelo IGP-DI). Ressalta-se, contudo, que, neste início de setembro, houve certa diminuição na oferta de boi gordo em diversas regiões pesquisadas pelo Cepea, contexto que fez com que os preços da arroba reagissem em muitas praças.
Cepea
ECONOMIA
Dólar cai pelo 2º dia ante o real na esteira do avanço das commodities
O dólar à vista emplacou o segundo dia consecutivo de queda firme ante o real, na esteira da alta das commodities no mercado internacional e na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana avançava ante outras divisas, após a divulgação de dados econômicos positivos nos EUA
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8727 reais na venda, com baixa de 0,90%. Na véspera, a moeda já havia recuado 0,75%. Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,91%, a 4,8825 reais. O dólar cedeu durante praticamente todo o dia ante o real, apesar do exterior. Pela manhã, o Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas no varejo aumentaram 0,6% em agosto, levemente acima do 0,5% de julho. Economistas consultados pela Reuters previam aumento de 0,2%. Já o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram para 220.000 na semana encerrada em 9 de setembro, em dados ajustados sazonalmente, ante 217.000 na semana anterior. Apesar da alta, economistas previam 225.000 pedidos para a última semana. Os números do varejo e do mercado de trabalho norte-americano, considerados bons, deram força à leitura de que a inflação nos EUA ainda não está controlada e o Federal Reserve poderá ser levado a subir mais sua taxa de juros no futuro, ou a mantê-la em níveis elevados por mais tempo. Esta leitura deu força ao dólar ante divisas fortes e ante boa parte das moedas de países emergentes. No Brasil, no entanto, o efeito foi diluído. Dois profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que o avanço das commodities — entre elas o petróleo, que subia mais de 2% — determinou mais um dia de queda do dólar ante o real. Um terceiro profissional, o head de câmbio da Trace Finance, Evandro Caciano, observou que entre o fim da manhã e o início da tarde também houve um movimento técnico no mercado futuro, com estrangeiros comprados (posicionados no sentido da alta do dólar) reduzindo posições, assim como ocorreu na véspera. “Houve uma força de venda (de dólares no mercado futuro) muito forte. É um pouco de realização (de lucros), porque foi o estrangeiro operando”, disse Caciano.
REUTERS
Ibovespa fecha acima de 119 mil pontos com impulso de Vale
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, com novas medidas de suporte à economia chinesa apoiando ações sensíveis a commodities, notadamente Vale, que saltou mais de 4%
Investidores também repercutiram decisão do Banco Central Europeu de elevar os juros a um pico recorde, embora com sinalização de que essa provavelmente será a última alta, assim como uma bateria de dados nos Estados Unidos, enquanto aguardam decisão do Federal Reserve na próxima semana. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,1%, a 119.478,82 pontos, segundo dados preliminares. O volume financeiro do pregão, véspera de vencimento de opções sobre ações, somava 22,2 bilhões de reais.
REUTERS
Transportes impulsionam setor de serviços do Brasil para 3ª alta seguida em julho
O volume de serviços no Brasil iniciou o terceiro trimestre com alta em julho, marcando o terceiro mês seguido de crescimento, ajudado principalmente por transportes
Em julho, o setor registrou avanço de 0,5% na comparação com junho, resultado que ficou ligeiramente acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,4%. Com isso, os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira mostram que o setor teve desempenho positivo em cinco dos sete primeiros meses do ano, acumulando nos últimos três ganho de 2,2%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços registrou alta de 3,5%, contra expectativa de economistas de 3,6%. Assim, em julho o setor de serviços operava 12,8% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 0,9% abaixo do maior nível da série histórica, alcançado em dezembro do ano passado. “Em 2023, os serviços vêm mês a mês com resultados muito próximos ao ponto mais alto da série”, disse o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. O IBGE destacou no mês o desempenho do setor de transportes, que cresceu 0,6% e se recuperou da queda de 0,4% vista em junho, O resultado deveu-se principalmente à expansão de 1,4% do transporte de cargas, terceira taxa positiva seguida para atingir novamente o ponto mais alto da sua série histórica. “Uma das explicações para o crescimento da atividade de transporte rodoviário de cargas desde o pós-pandemia é a mudança de paradigma em relação ao comércio eletrônico, que teve um boom com a migração das lojas físicas para as plataformas digitais. Hoje esse fator perde para a questão agrícola”, explicou Lobo, destacando a demanda por insumos, fertilizantes e escoamento da produção agrícola. Outras duas das cinco atividades pesquisadas registraram crescimento em julho –serviços prestados às famílias, de 1,0%; e outros serviços, de 0,3%. Entretanto, o setor de serviços prestados às famílias segue sendo o único que ainda não superou o patamar pré-pandemia, operando em julho 1,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020. As duas atividades que tiveram resultados negativos em julho foram os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%) e informação e comunicação (-0,2%), de acordo com o IBGE. O índice de atividades turísticas, por sua vez, avançou 0,7% em julho depois de recuar 0,1% no mês anterior, e está 6,2% acima do patamar pré-pandemia e 1,4% abaixo de seu maior nível, de fevereiro de 2014.
REUTERS
Mercado piora projeção de déficit primário em 2023, mas vê rombo menor em 2024, mostra Prisma
Participantes do mercado financeiro passaram a esperar um resultado primário pior para este ano, em meio à perspectiva de uma arrecadação mais baixa, mas melhoraram o prognóstico para o rombo de 2024, mostrou um relatório do governo na quinta-feira
O boletim Prisma de setembro, publicado pelo Ministério da Fazenda, mostrou expectativa mediana de que o Brasil registre em 2023 resultado primário negativo em 106,507 bilhões de reais, ante 104,603 bilhões estimados no relatório anterior. Para o ano que vem, no entanto, houve uma revisão na estimativa de déficit a 83,016 bilhões de reais, contra 84,826 bilhões esperados anteriormente. No que diz respeito à arrecadação das receitas federais — considerada crucial pelos mercados para que o governo consiga atingir as metas previstas no novo arcabouço fiscal — a visão mediana no Prisma passou a embutir uma projeção de 2,349 trilhões de reais neste ano, abaixo dos 2,351 trilhões previstos no boletim anterior. Por outro lado, para 2024, a expectativa de arrecadação subiu marginalmente a 2,533 trilhões de reais, de 2,505 trilhões antes, melhora que vem em meio a esforços da equipe econômica do governo para ampliar as receitas e tentar cumprir o objetivo de déficit zero no ano que vem, ainda que sob o ceticismo de muitos participantes do mercado. O mercado reduziu suas projeções para a dívida bruta do governo geral a 76,12% do PIB neste ano e a 79,11% do PIB no próximo, mostrou o Prisma. Em agosto, a expectativa era de endividamentos de 76,19% e de 79,15%. O movimento veio após a divulgação de dados mostrando que a economia cresceu mais do que o esperado no segundo trimestre, o que levou a revisões para cima das estimativas para o PIB. Houve ligeiro recuo na expectativa mediana de despesa do governo federal deste ano, a 2,021 trilhões de reais, contra 2,022 trilhões anteriormente. Para o período seguinte, no entanto, a projeção aumentou a 2,172 trilhões, frente a 2,163 trilhões na leitura de agosto. Para 2023, foi prevista receita líquida (descontados os repasses a Estados e municípios) de 1,920 trilhão de reais, ante 1,921 trilhão no último Prisma. Já para 2024, a expectativa melhorou a 2,083 trilhões de reais, de 2,076 trilhões antes.
REUTERS
Safra agrícola brasileira bate recorde de R$ 830 bilhões em 2022, alta de 11,8% em um ano
Mato Grosso concentrou o maior valor de produção, seguido por São Paulo e Minas Gerais; preços dos principais produtos agrícolas mantiveram-se em patamares elevados com conflito entre Rússia e Ucrânia
A safra agrícola brasileira alcançou um valor de produção recorde de R$ 830,1 bilhões em 2022, um crescimento de 11,8% ante o desempenho registrado no ano anterior. Os dados são da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) 2022, divulgada na quinta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Com a restrição do comércio de algumas das principais commodities agrícolas, por conta dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, como o trigo e a soja, e o dólar mantendo sua valorização frente ao real, os preços dos principais produtos agrícolas nacionais mantiveram-se em patamares elevados. Como resultado, a produção agrícola brasileira, em 2022, apresentou novo crescimento no valor de produção”, justificou o IBGE. A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas alcançou um ápice de 263,8 milhões de toneladas no ano de 2022, 3,8% maior que a de 2021. A área colhida chegou a 90,4 milhões de hectares, 5,4% superior à de 2021. “O ano foi marcado pela ocorrência de uma estiagem prolongada que teve início ainda em novembro de 2021, durante o desenvolvimento das culturas em algumas Unidades da Federação produtoras, principalmente nos Estados da Região Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e que foi responsável pelo declínio da produção de algumas culturas, como a soja, o arroz e a primeira safra de milho, que tiveram suas produtividades severamente afetadas pelas adversidades climáticas”, lembrou o instituto. “Contudo, as principais culturas temporárias com predomínio de cultivo na segunda safra, mais notadamente o milho, apresentaram boa recuperação, após problemas climáticos enfrentados no ano anterior, que afetaram a produtividade em diversas Unidades da Federação”, ponderou. A produção de soja, de 120,7 milhões de toneladas, foi 10,5% menor que a de 2021, mas alcançou R$ 345,422 bilhões em valor de produção em 2022, aumento de 1,3% ante o ano anterior. O milho alcançou 109,4 milhões de toneladas, 24,0% mais que a produção de 2021, somando R$ 137,744 bilhões em valor bruto, um acréscimo de 18,6% ante o ano anterior. A cana-de-açúcar totalizou 724,4 milhões de toneladas, alta de 1,2% na safra ante 2021, arrecadando R$ 93,478 bilhões no ano passado, um crescimento de 24,2% em relação ao ano anterior. A safra de café, de 3,2 milhões de toneladas, 6,3% superior à de 2021, teve um valor de produção de R$ 51,814 bilhões, crescimento de 48,8% em um ano. A produção de algodão, de 6,4 milhões de toneladas, 12,4% maior que a de 2021, rendeu R$ 33,135 bilhões em valor de produção em 2022, um aumento de 25,2% em relação ao ano anterior. Os demais destaques no ranking de valor de produção em 2022 foram trigo em grão (R$ 15,697 bilhões, alta de 42,6% ante 2021), arroz em casca (R$ 15,530 bilhões, queda de 18,9% ante 2021), mandioca (R$ 15,298 bilhões, alta de 19,9%), laranja (R$ 14,367 bilhões, alta de 14,6%) e feijão em grão (R$ 12,374 bilhões, alta de 2,7%). O Mato Grosso concentrou o maior valor de produção em 2022, com R$ 174,8 bilhões, alta de 15,2% ante 2021, seguido por São Paulo (R$ 103,0 bilhões e aumento de 22,5%) e Minas Gerais (R$ 87,3 bilhões e elevação de 28,1%).
O ESTADO DE SÃO PAULO
EMPRESAS
Minerva faz oferta adicional de US$ 100 milhões em títulos de dívida no exterior
Na semana passada, o frigorífico captou US$ 900 milhões com o mesmo tipo de título
A Minerva disse na quinta-feira (14) que fez uma oferta adicional de títulos de dívida no exterior de US$ 100 milhões. Na semana passada, o frigorífico captou US$ 900 milhões com o mesmo tipo de título. A operação foi possível devido a uma demanda adicional de investidores qualificados e ao desempenho dos papéis no mercado secundário de bonds, segundo a companhia. As notas foram emitidas com ágio, ao preço de 100,5% do montante principal. As notas adicionais, assim como os bonds emitidos na semana passada, têm vencimento em 2033 e taxa de juros de 8,875%. Os recursos obtidos com os novos papéis também serão usados para o pagamento da compra de ativos da Marfrig.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos/Cepea: Vivo e carne têm forte valorização neste início de setembro
Os preços do suíno vivo e da carne suína voltaram a subir neste início de setembro em todas as praças acompanhadas pelo Cepea
De acordo com levantamento do Centro de Pesquisas, para a proteína, especificamente, os valores foram impulsionados pela típica elevação da demanda no início de cada mês, devido ao pagamento dos salários, e pelo consequente maior poder de compra da população. O aumento da procura por carne suína também intensificou a procura da indústria por animais em peso ideal para abate, o que elevou as cotações do vivo.
Cepea
Suinocultura independente: cotações apresentam estabilidade
Conforme divulgado pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o mercado nesta semana sinalizou manutenção nos preços do suíno vivo. No estado, os preços do animal estão sendo negociados ao redor de R$ 6,83/@ condições de bolsa, na qual a associação informou que foram 16.250 suínos comercializados
Em Minas Gerais, o preço do suíno vivo está em R$ 6,90/kg, conforme as informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Em Santa Catarina, os preços dos suínos também seguem estáveis e estão sendo negociados em R$ 6,32/kg.
AGROLINK
Custos de produção de frangos de corte e de suínos caem em agosto
Os custos de produção de frangos de corte e de suínos tiveram redução no mês de agosto segundo os estudos mensais da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa Suínos e Aves, disponível em embrapa.br/suinos-e-aves/cias
O ICPFrango caiu 1,58%, mantendo a sequência mensal de queda que iniciou em março, fechando em 328,89 pontos. Já a variação do ICPSuíno foi de -0,71%, encerrando o mês de agosto em 332,67 pontos. O ICPFrango apresentou em agosto queda na maioria dos itens de custos, incluindo nutrição (-1,62% e um peso de 66,56% na composição do custo total de produção) e aquisição dos pintos de um dia (-1,93% e 15,66% do total). O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva em agosto foi de R$ 4,26, o que representa R$ 0,07 a menos em comparação a julho. No ano, o ICPFrango acumula -23,01% e, nos últimos 12 meses, uma variação de -21,83%. Importante destacar que a mudança nos coeficientes técnicos realizada em janeiro de 2023 foi responsável por uma redução de 7,1 pontos percentuais, enquanto que os preços respondem pelo restante da variação acumulada no ano e nos últimos 12 meses (ver Nota Técnica disponível em bit.ly/nota-técnica-CIAS). No caso do ICPSuíno, a maior influência foi a redução no item nutrição, com queda de 0,79% de variação e um peso de 73,18% na composição do custo total. Agora, o ICPSuíno acumula uma variação de -27,98% desde janeiro e, nos últimos 12 meses, de -23,85%. Com isto, o custo total de produção por quilo de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina em agosto chegou a R$ 5,82, R$ 0,04 por quilo vivo a menos em relação a julho. Importante destacar que a mudança nos coeficientes técnicos realizada em janeiro de 2023 foi responsável por uma redução de 16,2 pontos percentuais, enquanto que os preços respondem pelo restante da variação acumulada no ano e nos últimos 12 meses (ver Nota Técnica disponível em bit.ly/nota-técnica-CIAS). Os estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos da CIAS por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente. Os custos para todos os estados pesquisados estão disponíveis em embrapa.br/suínos-e-aves/cias/custos/icpfrango e embrapa.br/suínos-e-aves/cias/custos/icpsuíno
Embrapa Suínos e Aves
Mercado do frango estável
No levantamento realizado pela Scot Consultoria, o preço do frango no atacado paulista permaneceu estável e cotado em R$ 7,00/kg, enquanto na granja paulista seguiu com estabilidade e precificado em R$ 5,00/kg
A cotação do frango vivo no estado de Santa Catarina seguiu estável e está precificado em R$ 4,28/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No Paraná, a cotação do frango vivo está estável e está cotado ao redor de R$ 4,42/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea desta quarta-feira (13), o preço do frango congelado apresentou ganho de 1,86% e está cotado em R$ 7,12/kg. Já a cotação do frango resfriado teve alta de 2,72% e está sendo negociado em R$ 7,17/kg.
Cepea/Esalq
Embarques de genética avícola crescem 78,3% em 2023, diz ABPA
Receita gerada pelas vendas internacionais aumentam 47% no ano
Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de genética avícola (incluindo ovos férteis e material genético) totalizaram 1,607 mil toneladas em agosto. O volume supera em 23,6% os embarques do mesmo período do ano passado, com 1,300 mil toneladas. Em receita, foi registrada uma ligeira alta de 0,1% em agosto, com US$ 15,709 milhões em 2023, contra US$ 15,692 milhões em 2022. No ano (janeiro a agosto), a alta acumulada nas exportações de genética avícola chega a 78,3%, com 17,295 mil toneladas embarcadas nos oito primeiros meses deste ano, contra 9,698 mil toneladas exportadas em 2022. No mesmo período comparativo, a receita acumulada chegou a US$ 162,1 milhões, resultado 47% maior que o total realizado entre janeiro e agosto de 2022, com US$ 110,3 milhões. Principal importador da genética avícola do Brasil, o México foi destino de 10,429 mil toneladas entre janeiro e agosto deste ano, número 171% superior ao registrado em 2022. Outros destaques foram Senegal, com 2,262 mil toneladas (-20%), Paraguai, com 1,789 mil toneladas (-1%) e Peru, com 1,402 mil toneladas (+1200%). “Neste ano, o setor exportador de genética avícola tem reforçado presença em novas fronteiras das Américas, apoiando especialmente núcleos produtivos impactados por focos de Influenza Aviária. São importantes divisas que atestam, também, o reconhecimento destas nações importadoras sobre o status sanitário de nosso país, já que a biosseguridade é ponto obrigatório para os embarques neste segmento produtivo”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
ABPA
Brasil tem novo caso de gripe aviária e total de focos chega a 98
Nas últimas 24 horas, Ministério da Agricultura confirmou três focos em aves silvestres
Ave infectada é da espécie trinta-réis-de-bico-vermelho, e estava na cidade de Santos. O Ministério da Agricultura confirmou na quinta-feira (14/9) um novo foco de gripe aviária de alta patogenicidade em um animal silvestre. A ave infectada é da espécie trinta-réis-de-bico-vermelho, e estava na cidade de Santos (SP). Com a confirmação de mais um foco, o Brasil registrou até o momento 98 casos, a maioria (96) detectados em aves silvestres, enquanto o restante em aves de subsistência. Nas últimas 24 horas, a Pasta confirmou três casos de gripe aviária. No entanto, como não há registro de casos da doença em plantéis comerciais, o Brasil mantém o status de livre da enfermidade perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
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