CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2058 DE 05 DE SETEMBRO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2058 |05 de setembro de 2023

 

NOTÍCIAS

Segunda-feira com poucos negócios no mercado do boi em São Paulo

Como de costume, a maior parte das indústrias frigoríficas está fora das compras e aguardando o resultado da venda de carne durante o final de semana. Em função disso, os preços do boi gordo não mudaram em São Paulo

Na exportação de carne bovina in natura em agosto, a média diária de carne bovina in natura exportada foi de 8,0 mil toneladas, queda de 8,8% frente à média diária de agosto/22. Na mesma comparação, o preço pago por tonelada está em US$4,5 mil/t, queda de 26,4%, ocasionando queda de 32,9% no faturamento médio diário, que ficou em US$36,3 milhões. No mercado atacadista de carne com osso em São Paulo, os preços da carne com osso subiram no comparativo semanal. A expectativa, em função do Feriado da Independência (7/9) e recebimento dos salários, é de que aumente o escoamento de carne ao longo da semana.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo permanece em queda no Brasil

Em São Paulo, capital, a cotação da arroba do boi foi de R$ 197. Em Goiânia, o preço ficou em R$ 190 por arroba do boi gordo. O cenário físico continua a registrar quedas de preço, principalmente nas regiões do Centro-Norte do Brasil

De acordo com a Safras & Mercado, nessas áreas, a oferta de animais ainda é considerável, mantendo os frigoríficos locais com amplas disponibilidades para abate. No entanto, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, começa a se observar uma certa estabilização. Em São Paulo, as escalas de abate permanecem confortáveis, enquanto no Mato Grosso do Sul a situação é menos favorável. A reposição entre o atacado e o varejo na primeira metade do mês desempenhará um papel crucial na definição das tendências a curto prazo. É importante destacar que os frigoríficos ainda enfrentam o desafio das câmaras frias lotadas, conforme apontado pelo analista Fernando Henrique Iglesias. Em São Paulo, capital, a cotação da arroba do boi foi de R$ 197. Em Goiânia, Goiás, o preço ficou em R$ 190 por arroba do boi gordo. Já em Uberaba, Minas Gerais, a arroba alcançou R$ 198, e em Dourados, Mato Grosso do Sul, também foi indicado o valor de R$ 198 por arroba. Em Cuiabá, a cotação ficou em R$ 178 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina se mantêm estáveis. No entanto, de acordo com Iglesias, espera-se uma leve alta nos preços ao longo da primeira metade do mês, devido ao aumento da demanda nesse período. É importante ressaltar que esse movimento não deve ser muito acentuado, uma vez que a carne de frango continua sendo uma opção mais competitiva em comparação com outras proteínas, especialmente quando comparada à carne bovina, conforme destacado pelo analista. O quarto traseiro ainda está cotado a R$ 15,50 por quilo, enquanto o quarto dianteiro mantém o preço de R$ 12,20 por quilo. A ponta de agulha continua sendo comercializada a R$ 12,15 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Em queda, preço da arroba do boi volta a ficar abaixo de R$ 200

Cotação da matéria-prima não descia a este patamar há mais de três anos. Arroba do boi em queda deve afetar resultado de empresas

Pela primeira vez desde maio de 2020, o boi gordo está sendo negociado por menos de R$ 200 por arroba em Campinas (SP). O forte recuo dos preços nos últimos meses, em decorrência principalmente da virada do ciclo pecuário, deixou a maioria dos pecuaristas brasileiros com um pé atrás sobre a ideia de investir. Em efeito cascata, a indústria de saúde e nutrição animal enfrenta um cenário mais difícil para manter as vendas, mas especialistas afirmam que é importante continuar investindo de olho na fase de alta daqui a alguns anos. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Esalq/USP, a arroba do boi caiu custava R$ 199,80 na quinta-feira (31/8), uma queda de 18% no mês. Em relação ao mesmo dia de 2022, a baixa é de 35%. “É até difícil dizer se é o fundo do poço, porque acho que ainda tem espaço para cair um pouco mais”, afirmou o pecuarista Rogério Assis, de Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. “Mas é cíclico, e a gente não pode deixar de investir. Quem para no tempo, fica para trás”. Assis abate cerca de 800 animais por ano. O corte não é a principal fonte de receita para o pecuarista; ele é um conhecido produtor de genética angus e mantém entre 200 e 250 matrizes com esse foco. “Fizemos reuniões na propriedade para decidir o que faríamos este ano. É uma decisão difícil, em muitos lugares do país a conta do pecuarista não fecha. Então, é pisar no freio, mas não parar”, disse. De acordo com Hyberville Neto, da HN Agro, o preço do boi registrou a maior queda em relação ao pico de preços anterior (em novembro de 2020) desde 2006. “Acontece que a fase de alta acabou sendo influenciada também pelo aumento das compras da China, a alta dos preços também foi amplificada”, explicou. Os chineses começaram a comprar carne bovina brasileira em maior quantidade depois que a peste suína africana devastou o plantel de porcos do país. No entanto, a produção de carne suína no gigante asiático se recuperou nesse ínterim. “Agora o mercado está se acomodando, e a oferta está grande”, disse Hyberville Neto. Existe uma lógica para produtores como Rodrigo Assis: quando o ciclo pecuário virar daqui a poucos anos, refletindo o enxugamento da oferta, o produtor precisará ter animais para vender e aproveitar o bom momento do mercado. “O boi produzido hoje vai nascer em 2024 e será vendido em 2025. Sei que é esquisito falar isso, mas é preciso acelerar a produção de bezerros, pensando na fase de alta”, afirmou Hyberville Neto. A indústria de nutrição e saúde animal sentiu a retração do pecuarista brasileiro. Mesmo entre os grandes nomes do mercado, que devem crescer este ano, a avaliação é que está sendo necessário gastar mais energia para convencer o produtor a investir. “A gente já esperava um ano difícil, pelo que vimos no fim do ano passado. Mas, com certeza, foi pior que o esperado. Muitos fatores difíceis de a gente prever”, diz Rodrigo Ferreira, gerente de marketing da divisão de negócios de ruminantes da Elanco Saúde Animal. O auto embargo das exportações de carne bovina à China entre fevereiro e março também prejudicou a tomada de decisão de produtores, avaliou Túlio Ramalho, diretor de vendas para ruminantes no Cone Sul da DSM-firmenich, que é líder em nutrição de bovinos no país. “O mercado do boi está a um ano perdendo preço. Geralmente, quando o ciclo vira, costuma-se achar o piso logo”, disse Ramalho. No entanto, ele observa sinais de uma melhora na demanda de produtos de nutrição, puxada principalmente pelo boi padrão China. “O mercado chinês demanda um animal de até 30 meses e bem acabado, é muito difícil entregar isso a pasto. A gente acredita que a necessidade dos frigoríficos por esses animais possibilitará uma retomada de preços no curto ou médio prazo”, afirmou.

VALOR ECONÔMICO

Estatística da pecuária (Marabá – PA)

Na direção contrária à boa parte das praças pecuárias brasileiras, a semana foi marcada por estabilidade no mercado do boi gordo na região de Marabá no Pará

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo está sendo negociada em R$187,00 na região, preço a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). O diferencial de base do boi gordo, em relação a São Paulo, está 2,67% negativo, ou R$5,00 a menos, com o boi gordo na praça paulista cotado em R$192,00/@, nas mesmas condições. Ao longo da semana, o cenário de estabilidade na praça paraense foi semelhante para a cotação da novilha gorda, que está sendo negociada em R$177,50/@, a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). Por um lado, com a ponta compradora ofertando menos pela arroba, em função da dificuldade de escoamento de carne bovina nas gôndolas e, por outro lado, com os pecuaristas tentando segurar ao máximo a entrega das boiadas, as expectativas são de que o mercado siga pressionado, sem descartar recuos nas cotações, devido à necessidade de giro de capital.

SCOT CONSULTORIA

Auditores fiscais aprovam indicativo de operação padrão de atividades de defesa agropecuária

Em nota, disse que a carreira exige do governo federal a imediata participação na mesa de negociação específica para debater as demandas do segmento

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) aprovou na manhã da segunda-feira, 4, indicativo de operação padrão das atividades de defesa agropecuária. Em nota, disse que a carreira exige do governo federal a imediata participação na mesa de negociação específica para debater as demandas do segmento, além do reajuste salarial linear. Nesse sentido, o Anffa Sindical, como representante dos auditores agropecuários, sinaliza uma possível operação padrão, que será discutida em plenária, no próximo dia 16, com outras carreiras de Estado.”

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar tem leve queda ante real com baixa liquidez e estímulos da China

O dólar à vista fechou a segunda-feira em leve queda ante o real, em um dia marcado por baixa liquidez em função do feriado nos EUA e pela reação positiva dos investidores a novos estímulos econômicos na China, que deram suporte a algumas moedas de exportadores de commodities, com os mercados repercutindo ainda os números norte-americanos da semana passada.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9338 reais na venda, com baixa de 0,14%. Na B3, às 17:03 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,15%, a 4,9575 reais. O dia foi de baixa liquidez nos mercados globais, por conta do feriado do Dia do Trabalho nos EUA. No Brasil, o dólar para outubro no mercado futuro da B3 — o mais líquido e, no limite, o que serve de parâmetro para as cotações do segmento à vista — somava apenas 100.375 contratos negociados perto das 17h, bem abaixo da média. No mercado à vista, conforme um operador ouvido pela Reuters, os spreads na negociação da moeda norte-americana eram maiores por conta do feriado nos EUA, o que também reduzia a disposição de importadores e exportadores em fazer transações. Neste cenário, as cotações foram impactadas pelas novas medidas de estímulo econômico anunciadas pela China. Todas as quatro cidades de nível 1 da China afrouxaram a definição de “comprador de moradia pela primeira vez” para facilitar o crédito hipotecário a indivíduos qualificados. Além disso, os principais bancos do país abriram caminho para novos cortes nas taxas de empréstimos e fontes disseram que Pequim está planejando outras ações, incluindo o relaxamento das restrições à compra de casas. As dificuldades do setor imobiliário chinês têm preocupado investidores e bancos centrais em todo o mundo. As notícias vindas da China deram suporte às ações na Ásia e na Europa mais cedo e favoreceram as moedas de alguns países exportadores de commodities, como o Brasil.

REUTERS

Ibovespa fecha praticamente estável com liquidez menor por feriado nos EUA

O Ibovespa encerrou praticamente estável na segunda-feira, em sessão morna diante de mercados fechados nos Estados Unidos em função do feriado de Dia do Trabalho, o que reduziu a liquidez dos negócios

Itaú Unibanco e Petrobras ficaram entre as principais influências negativas, enquanto Vale e B3, entre os destaques positivos. Principal índice acionário da bolsa brasileira, o Ibovespa fechou com variação negativa de 0,07%, a 117.810,60 pontos, conforme dados preliminares. Na máxima do dia, subiu 0,58%, a 118.576,42 pontos. O volume financeiro da sessão somava 10,6 bilhões de reais, contra média diária em 2023 até sexta-feira de 25,6 bilhões de reais.

REUTERS

Mercado melhora projeção para crescimento do PIB este ano a 2,56%, mostra Focus

A expectativa para o desempenho da economia brasileira neste ano melhorou na pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira, após dados melhores do que o esperado do segundo trimestre

Os analistas consultados pelo BC veem agora um crescimento de 2,56% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, contra 2,31% na semana anterior. A revisão se dá na esteira de uma expansão acima do esperado de 0,9% entre abril e junho na comparação com o trimestre anterior, de acordo com os dados divulgados na sexta pelo IBGE. A divulgação dos dados desencadeou na sequência revisões para cima nas projeções de economistas de bancos como JPMorgan e Goldman Sachs, enquanto outros adiantaram que devem melhorar suas estimativas de 2023. Para o PIB em 2024, houve no Focus ligeiro ajuste para baixo de 0,01 ponto percentual, a um crescimento de 1,32%. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou ainda que a expectativa para a alta do IPCA aumentou em 0,02 ponto para este ano e em 0,01 ponto para o próximo, respectivamente a 4,92% e 3,88%. Para 2025 e 2026 a conta permanece em 3,50%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda manutenção no cenário para a taxa básica de juros, com a Selic calculada em 11,75% este ano e em 9,00% em 2024.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva fará emissão externa de até US$ 1 bilhão, dizem fontes

A ideia é aproveitar o fim das férias no Hemisfério Norte, momento em que outras empresas também devem aproveitar para acessar o mercado de dívida no exterior

Poucos dias depois de anunciar a compra de ativos da concorrente Marfrig, por R$ 7,5 bilhões, o frigorifico Minerva anunciou a emissão externa (“bonds”) de até US$ 1 bilhão. A ideia é aproveitar o fim das férias no Hemisfério Norte, momento em que outras empresas também devem aproveitar para acessar o mercado de dívida no exterior. A última vez que a Minerva acessou o mercado externo foi em 2021, quando levantou US$ 1 bilhão, com uma taxa de 4,375%. Em 2022, com um ano mais atraente para emissão no mercado local, a companhia emitiu debêntures, de R$ 1,5 bilhão. A empresa ainda não passou ao mercado uma ideia de taxa de retorno para a emissão, o que deve ocorrer amanhã, após o feriado nos Estados Unidos. A precificação é esperada para ocorrer até sexta-feira, dia 08. No momento em que anunciou a compra dos ativos, a Minerva anunciou que tinha acesso a uma linha de crédito do J.P. Morgan, de R$ 6 bilhões. São coordenadores da oferta o J.P. Morgan, Itaú BBA, Bank of America, Bradesco BBI, HSBC, Morgan Stanley, Rabobank, BB Securities, Mizuno, MUFG e XP. Segundo fontes de mercado, a expectativa é de que mais empresas brasileiras anunciem captação externa em setembro, diante da redução do spread e a possibilidade de captar um volume maior de recursos, a um prazo mais longo.

VALOR ECONÔMICO

GOVERNO

Governo projeta dobrar ritmo de conversão de áreas degradadas

Ministério da Agricultura reconhece a ampla necessidade de crédito para que o projeto seja implantado. A ideia é, ao longo de dez anos, converter algo entre 40 milhões a 50 milhões em áreas produtivas para o agronegócio

O governo federal trabalha em um “plano muito ambicioso” para dobrar o ritmo de conversão de áreas degradadas em regiões “agriculturáveis ou de pecuária intensificada”, disse nesta segunda-feira (04/9) o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Perosa. A afirmação foi feita no lançamento da Política Nacional da Política Exportadora (PNCE), realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) na sede do Ministério do Planejamento e Orçamento. De acordo com Perosa, “um grande percentual” dos 160 milhões de hectares de pastagens no Brasil é formado por regiões “degradadas”. “Não têm produtividade e são grandes emissores de CO2”, disse. Atualmente, sem nenhum apoio “governamental” ou “específico”, 2 milhões desses hectares são recuperados por ano, segundo Perosa. A ideia é, ao longo de dez anos, converter algo entre 40 milhões a 50 milhões em áreas produtivas para o agronegócio. “Isso significa dizer que teremos nos próximos dez anos quase metade da produção agrícola brasileira com itens de sustentabilidade avançados, rastreabilidade e certificação de carbono”, afirmou. O secretário reconheceu, no entanto, a ampla necessidade de crédito para que o programa seja implantado. “Por isso estamos em muitas viagens internacionais para obter essas parcerias com fundos soberanos, empresas estrangeiras, para que a gente possa complementar os recursos que existem dentro do Brasil, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), do Banco do Brasil, da própria União e dos bancos parceiros do agro”, detalhou.

GLOBO RURAL

BB liberou R$ 122,5 bi este ano em crédito rural, valor recorde

Desembolso cresceu 13% na comparação anual; quantia liberada em agosto foi a maior já registrada para um mês. Banco do Brasil disponibilizou R$ 26,7 bilhões em crédito rural em agosto

O Banco do Brasil já desembolsou R$ 122,5 bilhões em crédito rural no acumulado deste ano até agosto, mês em que a instituição financeira registrou um recorde mensal na liberação de financiamentos ao setor — o montante de R$ 26,7 bilhões. O desempenho acumulado em 2023 também é recorde e representa alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em agosto, o crescimento anual foi de 8%. Os produtores rurais, em geral, ampliaram a demanda por recursos, em meio a uma conjuntura mais favorável, que considera desde uma estabilidade maior no Plano Safra após percalços passados, até uma rentabilidade ainda atraente para a próxima temporada de grãos. No caso específico do Banco do Brasil, o diretor de agronegócios da instituição financeira, Jayme Pinto Junior, afirmou à Globo Rural que a capilaridade e o relacionamento histórico do banco com o setor agropecuário contribuíram para manter um elevado patamar de atendimento a pequenos e médios produtores. Juntas essas duas categorias representam 70% do total desembolsado em agosto, por exemplo, percentual que se manteve mesmo com o crescimento anual no volume de recursos financiado. Segundo o executivo, não houve um fator único para justificar o ‘boom’ de crédito liberado pelo BB no mês passado, mas sim uma conjuntura favorável. “Vejo o produtor mais aberto a buscar alternativas de financiamento, principalmente neste início do Plano Safra”. Ademiro Vian observou que todo o sistema financeiro fica em compasso de espera em meados de junho, até a divulgação do Plano Safra. Em julho, muitos bancos ainda estão estruturando suas políticas de crédito para o ano agrícola e em agosto é quando as contratações se aquecem. No ciclo atual, segundo ele, a percepção é de uma estabilidade maior no crédito rural — diferentemente de anos anteriores em que os recursos do Plano Safra se esgotaram diversas vezes antes do tempo previsto. Além disso, as perspectivas para a safra de grãos são boas e há tendência de queda para a taxa básica de juros (Selic). “No Banco do Brasil, a maior parte das contratações foi com juros pré-fixados, mas a redução da taxa de juros pode contribuir sim para os próximos meses”, estimou Jayme Pinto Junior. Sobre a safra agrícola, cujo plantio começa neste mês, o executivo do BB disse que, mesmo com a queda nos preços das commodities, os custos com insumos também caíram, então a rentabilidade do produtor ainda é atrativa. “A relação de troca está até melhor que no ano passado”. Ao todo, o Banco do Brasil projeta a liberação de R$ 240 bilhões ao agronegócio na safra 2023/24, volume 26% acima do registrado no ciclo anterior. Há também a expectativa de que a carteira relacionada a agricultura sustentável saia dos atuais R$ 143 bilhões para R$ 200 bilhões.

GLOBO RURAL

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA e ApexBrasil renovam parceria com projeções de mais de US$ 4 bilhões em negócios

Parceria contempla 97% das empresas exportadoras do setor

Os presidentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, assinaram na sexta-feira (dia 1°) o convênio de promoção setorial da avicultura e da suinocultura do País. A assinatura do acordo contou também com as presenças do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do Secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, e ocorreu em meio à programação da Expointer, em Esteio (RS). O convênio terá validade de dois anos, até 2025, e contará com diversas linhas estratégicas para o fortalecimento do comércio internacional da proteína animal do Brasil. São ações que incluem mentoria técnica e apoio para campanhas de imagem, organização de eventos e participação em feiras de diversos mercados-alvo para os setores exportadores de carne de frango, carne suína, carne de pato, ovos e material genético avícola. “Todo este setor, que é um grande competidor internacional, terá dois anos garantidos das feiras, de promover negócios, de trazer compradores. Este é o maior convênio que já assinamos com estes importantes setores”, destacou Jorge Viana, presidente da ApexBrasil. O convênio é a renovação de uma parceria construída ao longo de mais de 15 anos. Foram, até aqui, mais de oito renovações assinadas, que permitiram a realização de mais de 320 ações de promoção de imagem e de exportações ao longo do período, beneficiando diretamente 97% das empresas exportadoras da cadeia produtiva, que fazem parte do projeto. Os contatos e iniciativas promovidas pelo convênio influenciaram direta e indiretamente a realização de mais de R$ 450 bilhões em exportações de carne de frango, carne suína, ovos, material genético e carne de pato, desde 2008. “O convênio é a certeza de que continuaremos crescendo nas exportações, buscando mercados maiores, buscando oportunidades e quem ganha é o povo brasileiro, é o emprego gerado aqui, principalmente os produtores familiares, os integrados, onde estão as famílias mais humildes que são muito competentes na produção de proteína animal”, destacou na ocasião o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. No novo convênio, a expectativa é de mais de US$ 4 bilhões (algo próximo de R$ 20 bilhões) em projeções de negócios diretamente (por contatos e consolidação de negócios nas feiras internacionais) impactados ao longo de dois anos, por meio das marcas internacionais geridas pela ABPA: Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck. Envolvendo os impactos indiretos (incluindo campanhas, seminários, workshops com importadores e outras ações de imagens), espera-se que este número chegue a quase US$ 15 bilhões (ou R$ 70 bilhões) anuais.

ABPA

Cotações em alta para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 3,57%, com preço médio de R$ 116,00, enquanto a carcaça especial teve aumento de 1,12%, custando R$ 9,00/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (1), houve tímida queda somente no Paraná, na ordem de 0,17%, custando R$ 5,91/kg. Foram registradas altas de 0,79% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,36/kg, incremento de 1,21% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 5,86/kg, avanço de 0,52% em Santa Catarina, com preço de R$ 5,82/kg, e de 0,50% em São Paulo, fechando em R$ 6,02/kg.

Cepea/Esalq

ABCS diz que consumo per capita de carne suína registra recorde em 2022

O consumo per capita brasileiro de carne suína teve novo recorde em 2022, a 20,5 kg, segundo cálculos da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) utilizando dados atualizados do censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Para calcular o consumo per capita, a ABCS subtraiu o volume de exportação da produção doméstica de carne in natura e dividiu por toda a população brasileira. O consumo de carne suína no ano passado representou um aumento de 2 milhões de toneladas de carcaças suínas e somou mais de R$ 20 bilhões em valor bruto de carcaça nos últimos 12 anos. Em 2010, o consumo per capita de carne suína era de 13,7 kg e representou pouco mais de 18% do consumo brasileiro de proteína animal naquele ano. Em 2022, a carne suína representou mais de 22% do consumo total. “A chegada aos 20 kg per capita de consumo de carne suína não é meramente um dado estatístico, mas sim uma história de progresso que vai além dos números, delineando as mudanças em nossa sociedade e os fatores que impulsionam a evolução de nossos hábitos alimentares, construída por mais de dez anos de trabalho conjunto de toda a cadeia de suínos, e da ABCS, com ações integradas em diferentes frentes, que colocam o consumidor no centro do diálogo com profissionais de saúde, chefs de cozinha e nas maiores redes de varejo do país”, disse o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, em nota. Segundo os cálculos da ABCS, o consumo per capita de carne bovina em 2022 caiu 5,7%, ante 2010, para 29,9 kg/habitante, e o de carne de frango subiu 37,2% no período para 41,6 kg.

CARNETEC

Frango: estabilidade nas cotações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 1,29%, valendo R$ 6,30/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná o preço ficou estável em R$ 4,50/kg, assim como em Santa Catarina, valendo R$ 4,38/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (1), a ave congelada teve aumento de 0,15%, atingindo R$ 6,53/kg, enquanto o frango resfriado não mudou de preço, fechando em R$ 6,52/kg.

Cepea/Esalq

Argentina retomará exportações de aves para a UE após interrupção devido à gripe aviária

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina disse na terça-feira que concordou em retomar as exportações de aves para a União Europeia depois que elas foram interrompidas devido a casos de gripe aviária no país sul-americano

A Argentina registrou seu primeiro caso de gripe aviária em aves industriais em fevereiro, o que levou o país a interromper suas exportações de aves para todo o mundo. Os embarques começaram lentamente a ser retomados no final de março, depois que o governo argentino chegou a acordos com alguns países. O governo da Argentina disse que uma decisão da UE foi publicada, informando “que permite que a carne de aves e os produtos de aves da Argentina voltem a entrar no mercado europeu”. As exportações para o bloco europeu, que o governo disse terem avaliado cerca de 7,8 milhões de euros no ano passado, serão retomadas na quarta-feira, adianta o comunicado. A Argentina exportou um total de 227.247 toneladas métricas de carne de aves em 2022, por um valor de cerca de US$ 384 milhões, segundo dados oficiais.

REUTERS

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

041 996978868

 

abrafrigo

Leave Comment