CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2036 DE 04 DE AGOSTO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2036 |04 de agosto de 2023

 

NOTÍCIAS

Estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo

Após quedas consecutivas, o mercado se estabilizou nas praças pecuárias paulistas. Ainda há compradores fora do mercado e poucas ofertas de compra abaixo da referência. As escalas de abate continuam tranquilas

Com isso, o boi gordo está sendo negociado em R$230,00/@, a vaca gorda em R$205,00/@ e a novilha gorda em R$220,00/@, preços brutos e a prazo. A arroba do “boi China” está sendo negociada em R$235,00, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@. No Rio de Janeiro, a ponta compradora começou o dia ofertando R$5,00/@ a menos pelas fêmeas. Para o boi gordo, preço estável. O boi está sendo negociado em R$215,00/@ e a vaca e a novilha, ambas, em R$195,00/@, preços brutos e a prazo. Em Santa Catarina, as cotações de todas as categorias de bovinos para abate estão estáveis na comparação diária. Portanto, o boi está sendo negociado em R$270,00/@, a vaca em R$242,00/@ e a novilha em R$270,00/@, preços brutos e a prazo.

Scot Consultoria

Boi/Cepea: Embarques de jul/23 são os menores para o mês desde 2019

O volume de carne bovina exportado pelo Brasil recuou em julho, depois de registrar, no primeiro semestre, o segundo melhor desempenho da história para o período

No último mês, os embarques somaram 160,80 mil toneladas, 16,57% inferiores aos de junho/23 e 3,88% menores que os de julho/22, de acordo com dados da Secex compilados pelo Cepea. Trata-se, também, do menor volume escoado pelo País em um mês de julho desde 2019. Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse cenário foi observado mesmo diante da queda nos preços pagos pela proteína nacional – em julho, o valor médio da carne exportada (US$ 4.740,31) foi o menor desde março de 2021 e ficou 6,21% abaixo do de junho/23 e expressivos 27,62% inferior ao de julho/22. Segundo pesquisadores do Cepea, os números mais negativos no âmbito internacional são justificados pelo momento atual da economia mundial, com inflação em alta, taxa de juros em elevação e aumento da produção de alimentos em alguns países.

Cepea

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta de 1,97%, a R$4,8997 na venda

O corte de 0,50 ponto percentual da Selic, além da sinalização de que o Copom tende a promover mais reduções de meio ponto percentual nos juros, fez o dólar à vista ter alta firme ante o real na quinta-feira, com investidores avaliando que o Brasil se tornará menos atrativo ao capital internacional

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8997 reais na venda, com alta de 1,97%. Na B3, às 17:03 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,76%, a 4,9225 reais. A moeda norte-americana à vista subiu durante todo o dia, numa reação forte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que na noite de quarta-feira anunciou corte de meio ponto percentual da taxa básica Selic, para 13,25% ao ano. Além disso, o colegiado sinalizou a intenção de promover novos cortes de 0,50 ponto percentual em suas próximas reuniões. A leitura do mercado na quinta-feira foi de que, com juros menores no Brasil e maiores nos Estados Unidos — considerando as decisões de política monetária mais recentes nestes países — o diferencial de juros brasileiro está diminuindo, o que torna o país menos atrativo ao capital internacional.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com realização de lucros após BC cortar Selic

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, com o declínio de papéis como Eletrobras e Ambev e movimentos de realização de lucros minando o efeito positivo da decisão do Banco Central de cortar a taxa Selic e sinalizar mais alívio monetário à frente

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,2%, a 120.618,91 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima, ainda na primeira etapa da sessão, porém, chegou a 122.619,14 pontos. Uma bateria de resultados, entre eles os de Dexco, Suzano, Ambev e Prio, também ocupou as atenções, enquanto uma nova batelada está prevista para após o fechamento, incluindo os números de Petrobras, Bradesco, Lojas Renner e Alpargatas. O volume financeiro no pregão somava 24,6 bilhões de reais.

REUTERS

IPPA/Cepea: Índice do Cepea mostra queda de 13% no preço ao produtor agropecuário no 1º semestre

Os preços pagos aos produtores agropecuários recuaram ao longo do primeiro semestre

Esse cenário foi evidenciado pelo IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários), que acumulou expressiva queda nominal de 13,3% de janeiro a junho de 2023 frente ao mesmo período de 2022, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. No mesmo período, os preços industriais (IPA-OG-DI produtos industriais) recuaram 3,4%, os internacionais dos alimentos (Índice da FAO), 16,2%, e a taxa câmbio (R$/US$) nominal, 0,1%. Pesquisadores do Cepea destacam que a pressão sobre o IPPA/Cepea veio sobretudo do Índice composto por grãos, que registrou baixa acima de 20% no primeiro semestre de 2023, mas também dos grupos de pecuária e de cana-café. O único Índice que apresentou alta no primeiro semestre de 2023 foi o formado por hortifrutícolas. Assim, de janeiro a junho de 2023 frente ao mesmo período de 2022, o IPPA-Grãos/Cepea apresentou baixa nominal de 20,6%, influenciado pelas intensas retrações observadas para algodão (-36,6%), milho (-19,8%), soja (-20,8%) e trigo (-17,2%). No caso do IPPA-Pecuária/Cepea, a queda nominal foi de 4,5% no primeiro semestre de 2023, refletindo as desvalorizações da arroba bovina (-18,8%) e do frango (-15,3%). Quanto ao IPPA-Cana e Café/Cepea, a retração nominal foi de 8,8%, sendo influenciado pelos comportamentos dos preços da cana (-2,4%) e do café (-19,8%). Já para o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, houve expressiva alta nominal na primeira metade de 2023, de 12,7%, reflexo das valorizações observadas para a banana (+10,5%), a laranja (+28,2%) e a uva (+27,2%).

Cepea

EMPRESAS

Marfrig emite CRA de R$ 900 milhões

Os juros serão semestrais, sem carência, para as três séries da operação. A oferta tem preço unitário de R$ 1 mil

A Marfrig, maior produtora de hambúrgueres do mundo, lançou uma oferta de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no valor inicial de R$ 900 milhões, com possibilidade de lotes adicionais em até 25%, conforme informações obtidas pela reportagem. A emissora é a Eco Securitizadora de Direitos Creditórios. A empresa usará os recursos para compra de gado. Os juros serão semestrais, sem carência, para as três séries da operação. A oferta tem foco no público em geral como investidores, com preço unitário de R$ 1 mil, de acordo com o prospecto da oferta. O cronograma da oferta começou em 24 de julho e vai até 06 de agosto, com o “bookbuilding” (formação de preços do ativo) marcado para segunda-feira (07/08). A data estimada para a liquidação é a próxima quinta-feira (10/08). A primeira série tem prazo de quatro anos com taxa DI (vencimento 2027) mais 1,65% ao ano ou 12,35% ao ano – dos dois o maior, a ser definido no bookbuilding. A segunda série conta com um prazo de cinco anos, e taxa CDI mais uma sobretaxa limitada a 1,80% ao ano, também a ser definida no book. Já a terceira séria tem o prazo de sete anos com taxa NTN-B 2030 (título do Tesouro Direto) mais 1,80% ao ano ou IPCA mais 7,10% ao ano – dos dois o maior, com definição prevista para o bookbuilding. O coordenador líder da oferta é a XP Investimentos, e também fazem parte da operação o BTG Pactual, BB Investimentos, Bradesco BBI e o Banco Safra. Procurada, a Marfrig não respondeu de imediato a um pedido de comentários.

VALOR ECONÔMICO

GOVERNO

Para recuperar pastagens, governo busca US$ 120 bilhões

A meta com o investimento é recuperar 40 milhões de hectares de pastos com algum nível de degradação em dez anos

O programa para recuperação de pastagens de baixa produção que o Ministério da Agricultura apresentou aos governos, bancos de investimentos e fundos soberanos do Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Emirados Árabes nas últimas semanas deverá ficar pronto e começar a operar até o fim deste ano, segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais da Pasta, Roberto Perosa. A intenção é levantar US$ 120 bilhões para ajudar a recuperar 40 milhões de hectares de pastos com algum nível de degradação em dez anos e, assim, quase dobrar a área cultivada no país, atualmente em 52 milhões de hectares. Recursos privados também deverão compor o caixa do programa, que será administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela captação dos valores lá fora e pelo repasse às instituições financeiras que vão operacionalizar os financiamentos na ponta. A instituição também desempenhará o papel de garantidor das operações. A Companhia Saudita de Investimento Agrícola e Pecuário (Salic) foi um dos agentes que confirmaram interesse em participar do programa. A ministra de Cooperação Internacional dos Emirados Árabes Unidos, Reem Ebrahim Al Hashimy, também sinalizou que o país quer participar com “grande fatia” dos US$ 120 bilhões buscados pelo Brasil, disse Perosa. O Ministério da Agricultura quer construir algo “disruptivo”, avaliou Perosa. “Queremos fazer em dez anos o que foi feito nos últimos 50 anos no país”, afirmou. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mapeou quase 152 milhões de hectares no país ocupados por pastagens. Desses, 34 milhões estão com degradação severa. Outros 63 milhões de hectares estão com qualidade intermediária e 55 milhões apresentam boas condições produtivas. Os dados servem de base para o programa e foram apresentados na missão internacional. Os diferenciais do programa deverão ser os juros e os prazos. O objetivo é que a linha de financiamento tenha taxas finais aos produtores perto de 4% ao ano, disse o secretário, com três anos de carência e 12 anos para pagamento. Na estruturação do programa, a intenção é alcançar uma taxa atrativa, cerca de metade da atual SOFR (Secured Overnight Financing Rate, do Federal Reserve dos Estados Unidos, referência para empréstimos interbancários em dólar), hoje de 4% ao ano. Com juros-base de 2% mais os spreads bancários, a alíquota final ficaria em 4% ao ano aos tomadores, disse Perosa. A justificativa do ministério para buscar esse corte nas taxas são os ganhos ambientais e sociais que a recuperação e a conversão das pastagens degradadas podem gerar para o Brasil e para o mundo, além da previsão de que a taxa vai cair nos próximos anos. A Pasta avalia ainda atrelar uma taxa variável à linha com base na SOFR. “Hoje o Brasil já converte dois milhões de hectares por ano organicamente, sem incentivo governamental. Se tiver incentivo com juros competitivos, facilmente dá para dobrar essa área de conversão”, disse o secretário. “Essa é a grande pauta internacional do Brasil hoje”, completou. O secretário afirmou que os países visitados não sabiam da existência das áreas degradadas no Brasil e da oportunidade de conversão com técnicas sustentáveis sem avançar sobre as florestas para aumentar a produção. O interesse estrangeiro em participar do programa está atrelado aos investimentos em segurança alimentar e na compensação da exploração de petróleo, no caso dos árabes, disse. Ele seguirá agora para a África do Sul para a reunião de ministros da Agricultura dos BRICS onde falará sobre o tema. Depois, tem viagens agendadas para Europa e Ásia para buscar mais parceiros para o programa. Segundo Perosa, cerca de 100 mil produtores, clientes do Banco do Brasil, já demonstraram interesse e estariam aptos a acessar os recursos do programa para recuperação de pastagens. O cálculo do Ministério da Agricultura é que a conversão de um hectare de pastagem em lavoura custará US$ 3 mil, o que inclui maquinário, adequação ambiental, custeio e correção do solo. Para recuperar uma pastagem com algum grau de degradação em pasto produtivo, com maior capacidade de lotação animal, o custo estimado é de US$ 1 mil por hectare. A Pasta preparou uma simulação do financiamento para conversão das áreas, com juros de 6% (considerando a SOFR com taxa cheia) e custo de arrendamento da terra de US$ 250 por hectare ao ano, para estipular gastos e ganhos dos produtores ao longo dos 15 anos de operação. Nos cálculos, a parcela anual do financiamento, a partir do quarto ano, seria de US$ 426 por hectare e a rentabilidade com produção de soja sucedida de milho (70%) e braquiária (30%) em US$ 919 por hectare por ano. Nos três primeiros anos, com a carência, a margem da área é estipulada em US$ 669 por hectare ou 26,8 sacas de soja. Com o início do pagamento das parcelas, a rentabilidade cai para US$ 243 por hectare, ou 9,7 sacas de soja.

VALOR ECONÔMICO

Recuperação de pastagens é pauta do governo durante Cúpula da Amazônia

Durante o evento, será instalado um grupo de trabalho que cuidará do tema sob a liderança da agropecuarista, Teresa Vendramini

A recuperação de áreas de pastagens degradadas entrou de vez na agenda do governo federal. Nesta sexta-feira, durante a Cúpula da Amazônia, em Belém, será instalado o grupo de trabalho (GT) do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, que cuidará desse tema sob a liderança da agropecuarista e socióloga Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). “Foram apresentados 80 GTs no Conselho, e apenas dois serão instalados agora durante esse evento. O da Amazônia e o de Restauração de Áreas Degradadas. Isso demonstra a prioridade que o governo está dando para o tema”, disse ela. Ao todo, o Conselhão terá 16 GTs e cinco comissões sobre diversos temas. Além do investimento para a transformação das áreas que estão em níveis extremos de degradação, Teresa Vendramini quer chamar a atenção para o potencial de aumento de produtividade em outras áreas, com menor nível de dano e nos pastos de boa produção, com mais orientação e capacitação técnica dos produtores. “O índice de lotação de bovinos no Brasil é de 0,5 a 2 unidades animais por hectare, é muito pouco. Tem gente com pecuária mais intensiva que trabalha com 5 a 6 unidades nas chuvas. É um Brasil para andar ainda e tem algumas coisas que são muito básicas, que é a orientação do produtor rural, para ele saber manejar o gado de maneira adequada, que já muda muito isso”, apontou. São temas que ela tem debatido, inclusive, com a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para tratar de saúde de solo e conservação dos recursos naturais, como a água. Ela também quer destacar os ganhos ambientais da recuperação de pastagens, principalmente para a geração de crédito de carbono. Segundo Vendramini, é preciso olhar para a frente e mirar em temas como a certificação e rastreabilidade desses produtores que vão recuperar ou converter suas pastagens, bem como dar acesso a essas ferramentas aos produtores que já saíram na frente. O cenário ideal projetado por ela é a disseminação dos sistemas integrados de produção, como Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), em todo o país. “Para esse produtor que a gente quer acessar e que tiver essa recuperação de pastagem, será o momento da certificação, da rastreabilidade e do acesso ao crédito de carbono. Temos que pensar nessas questões para o produtor que já avançou”, indicou. O espaço para discursar nesses fóruns graduados tem dado a oportunidade para Teresa Vendramini apresentar as principais demandas do setor agropecuário, azeitar relações com pessoas de outras áreas, de ambientalistas ao setor financeiro, e qualificar o debate, disse ela. Uma das pautas que a produtora rural quer levantar no evento na Amazônia é a necessidade de acelerar a regularização ambiental e fundiária no país. O GT de Restauração de Áreas Degradadas terá dois meses para elaborar uma proposta de política pública para o tema. Ela disse que o trabalho caminhará junto ao programa de investimentos para a recuperação de pastagens em elaboração pelo Ministério da Agricultura.

VALOR ECONÔMICO

MEIO AMBIENTE

Alertas de desmatamento na Amazônia caem 42,5% nos sete meses de governo Lula; Cerrado tem alta

O dado indica a reversão da curva de desmate na região, que vinha em forte aceleração nos últimos meses do governo anterior

Os alertas de desmatamento na Amazônia registraram queda de 42,5% nos primeiros sete meses do governo Lula, de janeiro a julho, em relação ao mesmo período de 2022, segundo dados do Deter, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O dado indica a reversão da curva de desmate na região, que vinha em forte aceleração nos últimos meses do governo Bolsonaro. No Cerrado, contudo, a quantidade de alertas teve alta de 21,7% no período. O desempenho foi divulgado em coletiva das Ministras Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e de Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação. O bom resultado obtido nos primeiros meses de governo Lula é anunciado há poucos dias da Cúpula da Amazônia, evento que reunirá chefes de Estado dos países amazônicos na semana que vem, em Belém. Em julho, mês com histórico de desmatamento em alta em função da seca na região, a queda foi ainda maior, de 66%. É o segundo menor índice na série do sistema Deter-B, do Inpe, iniciada em 2015. O resultado no Cerrado, contudo, foi de alta de 26% em julho em relação a julho de 2022. Se considerado o acumulado entre agosto de 2022 e julho de 2023 (incluindo aí a forte alta dos últimos meses do governo Bolsonaro), houve redução de 7,4% no número de alertas de desmatamento na Amazônia em relação ao mesmo período anterior. No Cerrado os alertas registraram alta de 16,5% no acumulado de 12 meses. Os números deste ano representam uma importante mudança de tendência em relação ao que se via até o ano passado. Segundo o Deter, houve alta expressiva entre agosto e dezembro, de 54%, no número de alertas em relação ao mesmo período de 2021. A curva, que era de alta na derrubada de árvores no governo Bolsonaro, agora é de queda. “Fizemos um esforço muito grande desde o início do governo”, disse a Ministra Marina Silva. “Em que pese realidade muito mais complexa hoje, que envolve várias formas de criminalidade que não tínhamos em 2003”, lembrou. Disse que o desempenho obtido está baseado na estratégia em dois trilhos que foi empregada, da ação emergencial e da ação estruturante (com o PPCDAm). “Fizemos políticas públicas com base em evidências, e não de forma errática”, destacou a Ministra. “Estamos sustentados por muita ciência. O sistema de detecção em tempo real serve para que a gente possa interferir no momento em que a criminalidade está acontecendo”.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações estáveis para o mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 112,00/R$ 116,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 8,80/kg/R$ 9,20/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (2), houve tímida queda de 0,16%, chegando a R$ 6,16/kg, e leve aumento de 0,66% em São Paulo, atingindo R$ 6,06/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 5,97/kg), Rio Grande do Sul (R$ 5,82/kg) e em Santa Catarina (R$ 5,71/kg). Se na semana anterior o cenário da suinocultura independente nas principais praças era de falta de acordo entre suinocultores e frigoríficos, ou recuo nos preços, o início de agosto trouxe preços positivos para o setor com a entrada de salários e a festividade do Dia dos Pais, que pode melhorar o escoamento da proteína.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: preços reagem

Em São Paulo, o preço foi definido em R$ 6,51/kg vivo. Vale lembrar que na semana passada, frigoríficos e suinocultores não haviam entrado em acordo, e o preço ficou em aberto, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). Antes disso, a referência era de R$ 6,83/kg vivo

No mercado mineiro, após não ter havido acordo na semana passada, na quinta-feira o preço foi fechado em R$ 6,70/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Na semana anterior à Bolsa em que não houve consenso entre frigoríficos e criadores, a referência de preço era de R$ 6,50/kg vivo. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve aumento, saindo de R$ 5,88/kg vivo para R$ 6,02/kg vivo nesta semana.

AGROLINK

Suínos/Cepea: Médias mensais do suíno e da carne registram alta em julho

O valor médio mensal do suíno vivo registrou forte alta em julho em relação ao de junho

De acordo com colaboradores do Cepea, a sustentação veio do incremento sazonal na procura por carne suína observada no início de julho, o que, por sua vez, levou frigoríficos a intensificarem as compras de lotes de animais para abate naquele período. Esse contexto elevou os preços de negociação do setor nas primeiras semanas do mês. No mercado atacadista da carne, a boa liquidez das vendas no início de julho também sustentou a média mensal, mesmo com as consecutivas desvalorizações da proteína no encerramento do mês.

Cepea

Preços do frango sobem pontualmente

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 2,26%, valendo R$ 5,88/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (2), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram aumento de 1,67%, valendo, ambos, R$ 6,10/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Austrália: aumento no comércio com os EUA, nas exportações de carne bovina em julho

O volume mensal de exportação de carne bovina da Austrália continuou ganhando ritmo em julho, com destaque para outro salto no volume exportado aos Estados Unidos

O aumento gradual nos volumes de abate durante o inverno levou mais comércio aos principais mercados de exportação da Austrália em todo o mundo – ao mesmo tempo em que as exportações de carne bovina dos EUA diminuíram. As exportações australianas para todos os mercados no mês passado chegaram a 97.305 toneladas, o segundo maior volume visto desde 2020, quando a seca ainda alimentava altas taxas de abate no leste da Austrália. O volume de exportação de julho foi de 3.300 toneladas, 3,5% acima de junho, e 22.300 t ou 30% acima de julho do ano passado, quando a recuperação do rebanho bovino australiano após a seca ainda prejudicava o volume de produção. No acumulado do ano para os sete meses até o final de julho, as exportações de carne bovina subiram para 575.684 toneladas, uma melhora dramática de 102.200 t em relação aos mesmos sete meses do ano passado. Praticamente todos os mercados de clientes principais e emergentes aumentaram o volume, mas os Estados Unidos são claramente o destaque no desempenho comercial recente. No mês passado, os embarques da Austrália para os portos da costa leste e oeste dos EUA chegaram a 23.910 toneladas – o maior volume mensal visto desde 2019 – mais 3.300t ou 16% nos embarques de junho e 120% ou 14.000t a mais do que em julho do ano passado. Junho foi o primeiro mês em pelo menos três anos em que os EUA se destacaram como o maior cliente de exportação em volume da Austrália, ficando em terceiro ou quarto lugar atrás do Japão, China e até da Coreia por longos períodos desde 2020. A oportunidade do ano passado de exportar para os EUA foi severamente prejudicada pela própria seca da indústria americana na época, forçando uma pesada liquidação do rebanho de vacas dos EUA. As principais exportações da Austrália para os EUA são carne bovina industrializada congelada, usada para hambúrgueres – uma mercadoria que os EUA tiveram em abundância durante sua própria seca. Para o ano civil até o final de julho, as exportações australianas para os EUA totalizaram 112.950 t, contra 70.500 t no mesmo período do ano anterior. Os EUA provavelmente venderão negócios australianos de outros concorrentes de importação nos próximos meses, já que a produção de carne bovina dos EUA continua desacelerando, sugeriram traders de carne. O Japão foi o segundo maior cliente de carne bovina da Austrália no mês passado, comprando 17.732 t, uma queda de cerca de 1.100 t no mês anterior e uma quantidade semelhante em relação a julho do ano passado. Nos primeiros sete meses de comércio em 2023, o volume para o Japão chegou a 120.225 t, cerca de 7.000 t ou 2% atrás do ano passado. Os sul-coreanos – facilmente os maiores consumidores de carne bovina da Ásia, em termos per capita – continuam desempenhando um papel importante e estável na exportação de carne bovina australiana, obtendo 16.960 t, 17% a mais que no mês anterior e mais 13% em relação a julho do ano passado. No acumulado do ano, o volume coreano atingiu 104.080 t, cerca de 18.000 t ou 21% acima do ano passado, já que o volume de produção australiano disponível aumentou. Pela primeira vez nos últimos 12 meses, a China caiu para o quarto lugar no ranking de volume nas exportações australianas de carne bovina, respondendo por 16.807 t em julho – 14% abaixo do mês anterior, mas ainda 34% acima de julho do ano passado. No acumulado do ano, a China já comprou 115.746 t, quase 30.000 t ou 35% a mais do que no ano passado. Parte do motivo do salto deste ano foi o impacto da suspensão temporária anterior do Brasil no comércio com a China após a detecção de um caso atípico de EEB em março deste ano. A carne bovina australiana foi usada para preencher parcialmente o vazio, na ausência de embarques brasileiros muito maiores até maio. Entre os mercados menores e emergentes, o comércio na Indonésia continuou crescendo no mês passado, chegando a 6.887t, um salto de 18% em relação ao mês anterior e 74% melhor do que no mesmo período do ano passado. O comércio de sete meses atingiu 38.184 t, uma alta dramática de 75% em relação ao ano passado. A região do Oriente Médio, incluindo sete países clientes, caiu um pouco no mês passado para 2.154 t, enquanto o comércio de sete meses atingiu 14.769 t, cerca de 1.000 t abaixo do ano anterior.

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