
Ano 9 | nº 2001 |16 de junho de 2023
NOTÍCIAS
Em São Paulo, queda na cotação da vaca
Nas praças paulistas, a cotação da vaca caiu R$5,00/@. Apesar disso, a oferta de bovinos para o abate, principalmente machos, está diminuindo, o que explica a desaceleração da queda da cotação do boi gordo.
Nas praças paulistas, a Scot Consultoria apurou baixa de R$ 5/@ na cotação da vaca gorda, agora negociada por R$ 210/@, no prazo. “Apesar disso, a oferta de bovinos para o abate, principalmente machos, está diminuindo, o que explica a desaceleração no ritmo de queda do boi gordo”, afirmam os analistas da Scot. O boi gordo “comum” (direcionado ao mercado interno) e o “boi-China” seguem valendo R$ 240/@ (preços brutos e a prazo) no mercado de São Paulo – portanto, sem prêmio para o animal padrão-exportação, segundo a Scot. Na região Sul de Goiás, no comparativo diário, a cotação da novilha caiu R$3,00/@. Para o boi e para a vaca, preços estáveis. Na região de Redenção no Pará, cotações estáveis para todas as categorias de bovinos para o abate na região.
SCOT CONSULTORIA
Preços da carne no atacado reagem
No atacado, o mercado encerrou a primeira quinzena do mês com uma pequena reação nos preços da carne bovina, diz Safras
Espera-se uma queda acentuada no apelo por preços mais altos na segunda quinzena, devido a uma menor demanda de consumo. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 244. Em Dourados (MS), foi indicado o valor de R$ 231 por arroba. A oferta está diminuindo e a indústria está mais ativa na compra de gado, o que aumenta a possibilidade de ajustes nos preços. Embora as escalas de abate ainda sejam confortáveis no geral, isso limita movimentos mais significativos em todo o país. No entanto, o movimento de queda parece ter atingido seu limite. O aumento dos abates em maio foi o principal fator que justificou essa queda nas cotações, afirmou o analista Fernando Henrique Iglesias. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 244. Em Dourados (MS), foi indicado o valor de R$ 231 por arroba. Em Cuiabá, o valor indicado foi de R$ 206 por arroba. Já em Goiânia (Goiás), a indicação foi de R$ 225 por arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), o preço da arroba foi de R$ 225. Espera-se uma queda acentuada no apelo por preços mais altos na segunda quinzena, devido a uma menor demanda de consumo. Outro fator que impede altas mais consistentes são as condições das proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango, segundo Iglesias. O preço do quarto traseiro teve um aumento de R$ 0,25, chegando a R$ 18,15 por quilo. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 13,30 por quilo, com um aumento de R$ 0,15. A ponta de agulha subiu para R$ 13,00 por quilo, um aumento de R$ 0,10.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi/Cepea: Envios de carne à China voltam a se intensificar
As exportações brasileiras de carne bovina in natura atingiram em maio o maior volume de 2023 e também um recorde para o mês
Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado se deve à intensificação dos envios à China. Dados da Secex mostram que o Brasil escoou a todos os destinos 168 mil toneladas de carne bovina em maio, expressiva alta de 52,7% frente à quantidade de abril/23 e 10% acima da de maio/22. À China, especificamente, depois de as exportações terem totalizado apenas 54 mil toneladas em março/23 e 40,5 mil toneladas em abril/23 – devido à suspensão dos envios por conta de casos atípicos de “vaca louca” no Brasil –, foram escoadas em maio 110,98 mil toneladas, 15,7% a mais que em maio/22, ainda de acordo com dados da Secex. Pesquisadores do Cepea destacam que a última vez que o volume exportado ao país asiático havia ficado acima de 100 mil toneladas foi em outubro/22, quando 128,57 mil toneladas de carne bovina brasileira tiveram como destino a China. Dados preliminares de exportações de junho da Secex provam que os movimentos da China em relação ao mercado de carne brasileiro ainda estão firmes. Até o enceramento da segunda semana deste mês, o Brasil já escoou 70,32 mil toneladas de carne in natura, com a média de embarque diário de 11,72 mil toneladas. Se esse ritmo se mantiver até o final de junho, o volume exportado pode ultrapassar as 240 mil toneladas.
Cepea
Preços de exportação de carne bovina seguem em queda por pressão chinesa
Os volumes de exportação de carne bovina brasileira têm se recuperado desde maio, mas os preços dos cortes exportados seguem em queda, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
Nos seis primeiros dias úteis de junho, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 70,3 mil toneladas, com média diária de 11,72 mil toneladas. Em junho do ano passado, a média diária de exportações foi 7,3 mil toneladas. “Se esse ritmo se mantiver até o final de junho, o volume exportado pode ultrapassar as 240 mil toneladas”, disse o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em nota na quinta-feira (15). O aumento nos embarques é, em parte, atribuído à retomada das compras da China. A recuperação nos volumes de exportações de carne bovina brasileira começou em maio. A China comprou 110,98 mil toneladas de carne bovina brasileira in natura no mês passado, 15,7% a mais que em maio de 2022 e a primeira vez que o volume ultrapassou 100 mil toneladas desde outubro do ano passado, segundo o Cepea. Já os preços de exportação de carne bovina seguem em queda. Nas duas primeiras semanas de junho, o preço por tonelada do produto in natura brasileiro exportado foi US$ 5.144,5, comparado a US$ 6.826,3/tonelada no mesmo mês do ano passado. A consultora de Mercado Pecuário da Agrifatto, Laura Rezende, disse que os preços estão aquém do esperado pelos exportadores brasileiros. “A pressão que os importadores chineses vêm realizando sobre os preços, que se intensificou desde março deste ano, fez com que o dianteiro bovino, corte mais adquirido pelos mesmos, atingisse o menor patamar desde 2021, acumulando uma queda de mais de 30% em relação ao mesmo período do ano passado”, disse Rezende em comentário postado nas redes sociais da Agrifatto nesta semana. A pressão chinesa sobre os preços de exportação também tem afetado exportadores uruguaios, argentinos e australianos, segundo a consultora. Um aumento nos volumes de exportações brasileiras de carne bovina nos próximos meses poderá impulsionar preços, segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA divulgada em relatório publicado na quarta-feira (14). “Do lado das exportações, vemos uma perspectiva de aumento dos volumes, o que pode vir acompanhado de evolução no preço de embarque. Com isso, o spread da exportação tende a seguir melhor do que os meses anteriores, o que pode ajudar no preço pago pelo boi gordo”, disse o Itaú BBA.
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar à vista cai pela 5ª sessão com S&P e recuo da moeda no exterior
O dólar à vista completou a quinta sessão consecutiva de baixa ante o real na quinta-feira, renovando a menor cotação de fechamento em um ano, com investidores reagindo à melhora da perspectiva de crédito do Brasil e ao recuo firme da moeda norte-americana ante a maior parte das divisas no exterior
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8026 reais na venda, com baixa de 0,17%. Esta é a menor cotação de fechamento desde 6 de junho de 2022, quando encerrou a 4,7959 reais. Na B3, às 17:25 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,32%, a 4,8175 reais. O viés positivo não se sustentou. Ainda permeava os negócios a notícia de que a agência S&P elevou a perspectiva de crédito do Brasil de “estável” para “positiva”. Além disso, o dólar perdeu força no exterior após o Banco Central Europeu (BCE) elevar sua principal taxa de juros pela oitava vez consecutiva, em 25 pontos-base, para 3,5%, o nível mais alto desde 2001. A instituição também deixou a porta aberta para mais aumentos. Com isso, a moeda norte-americana perdeu força ante o euro e passou a recuar ante uma cesta de seis principais divisas. O dólar também cedia em relação à maioria das divisas de países emergentes ou exportadores de commodities. Após a decisão do BCE, ficou em segundo plano a expectativa de que o Federal Reserve poderá elevar os juros mais duas vezes ainda em 2023, como sinalizou a instituição na tarde de quarta-feira. Embora a moeda norte-americana tenha emplacado a quinta sessão consecutiva de perdas, profissional ouvido pela Reuters afirmou que é natural que, após os recuos recentes, a moeda tenha dificuldades para romper certos pontos técnicos. No Brasil, pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de agosto.
REUTERS
Ibovespa resiste a movimento de realização de lucros e defende 119 mil pontos
O Ibovespa fechou com uma alta discreta na quinta-feira, resistindo a movimentos de realização de lucros, conforme persiste o viés positivo para as ações brasileiras na esteira de expectativas atreladas à trajetória da taxa Selic, além de um forte fluxo de capital externo para a bolsa paulista no mês
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,14 %, a 119.240,24 pontos, de acordo com dados preliminares, máxima de fechamento desde 21 de outubro de 2022. Durante o dia, recuou a 118.692,8 pontos na mínima e avançou a 119.686,12 pontos no melhor momento. As principais contribuições positivas vieram de Vale, Itaú Unibanco e Banco do Brasil, enquanto as quedas de Petrobras e B3 responderam pelos maiores pesos negativos. O volume financeiro somava 26,4 bilhões de reais, em sessão também marcada por operações visando o vencimento de opções sobre ações que acontece na sexta-feira na B3.
REUTERS
Desembolso do crédito rural alcança R$ 318,7 bilhões em 11 meses
De janeiro a maio de 2023, foram liberados R$ 107 bilhões de crédito rural, que representa 8,6% a mais do aplicado no mesmo período do ano passado
A aplicação do crédito rural do atual Plano Safra 2022/2023 chegou a R$ 318,7 bilhões entre julho/2022 e maio/2023. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 189 bilhões. Já as contratações das linhas de investimentos totalizaram mais de R$ 84,2 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 30,8 bilhões e as de industrialização, R$ 14,5 bilhões. De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizados 1.750.788 contratos no período de 11 meses, sendo 1.266.243 no Pronaf e 190.240 no Pronamp. Os valores contratados pelos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de R$ 49 bilhões no Pronaf e de R$ 45,2 bilhões no Pronamp. Os demais produtores formalizaram 294.305 contratos, correspondendo a R$ 224,4 bilhões de financiamentos contratados nas instituições financeiras. O Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, conhecido como Programa ABC+, teve desembolso de R$ 3,7 bilhões. O Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro) teve contratações de R$ 1,6 bilhão. Já o O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) somou R$ 2,6 bilhões. Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos obrigatórios, no total das contratações, foi de R$ 69,23 bilhões, e a de recursos da poupança rural controlada somou R$ 58,3 bilhões. As duas fontes somam 40% do total do crédito rural. A demanda por recursos não controlados somou R$ 138,4 bilhões, com destaque para os recursos da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) com R$ 781 bilhões, o equivalente a 25% de todos os financiamentos. A região Sul continua com o destaque nos financiamentos do Plano Safra, com R$ 104,5 bilhões. O estado do Rio Grande do Sul lidera o ranking das contratações na região, com 44% das contratações, seguido pelo Paraná, com 41%. O Centro-Oeste está em segundo lugar no desempenho do crédito, com R$ 88,3 bilhões, sendo que Mato Grosso e Goiás respondem por 76% das contratações da região. De janeiro a maio de 2023, foram liberados R$ 107 bilhões de crédito rural, que representa 8,6% a mais do aplicado no mesmo período do ano passado, em todas as finalidades do crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização). Nos cinco primeiros meses do ano, o custeio totalizou R$ 61,5 bilhões, os financiamentos em investimentos alcançaram R$ 24,5 bilhões, a comercialização somou R$ 17 bilhões e a industrialização, R$ 4 bilhões.
MAPA
IBGE: volume de serviços prestados cai 1,6% de março a abril
Queda foi a mais intensa para o mês desde 2020 e se disseminou entre as atividades
O volume de serviços prestados no País encolheu 1,6% na passagem de março para abril, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados nesta quinta-feira, 15, pelo IBGE. Além de disseminada entre as atividades e locais pesquisados, a queda foi a mais intensa para o mês desde 2020, quando houve retração de 10,9%, em meio à pandemia de covid-19. Após a contração, o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale, não descarta variação negativa para o PIB do segundo trimestre, uma vez que “a base de comparação com o primeiro trimestre está alta”. “Mas mesmo um resultado negativo no segundo trimestre não deve alterar o ‘piso’ do crescimento para o PIB no ano, de pelo menos 2,0%”, contemporizou Vale. “Estamos vendo o esperado, com o agro forte e a indústria e os serviços patinando”, completou. O recuo no volume de serviços prestados no País em abril ante março chama atenção por sua disseminação setorial e territorial, mas não significa reversão da trajetória de crescimento, mas sim uma perda de fôlego diante de uma base de comparação elevada, avaliou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Ministério reduz estimativa de Valor Bruto de Produção para 2023
Nova projeção é de R$ 1,17 trilhão, levemente abaixo da expectativa do mês passado, mas ainda é a maior da série histórica. A redução no valor foi influenciada pela diminuição nos preços de algumas commodities agrícolas
O Ministério da Agricultura reduziu as estimativas do Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária em 2023 para R$ 1,17 trilhão, levemente abaixo do montante de R$ 1,21 trilhão projetado no mês passado. Mesmo assim, o índice é 3,8% superior ao número atualizado alcançado em 2022, que foi de R$ 1,13 trilhão, segundo a pasta, e o maior da série analisada desde 1989. A baixa no valor é influenciada pelos preços de algumas commodities agrícolas, que têm enfrentado redução. Segundo o Ministério, os valores recebidos pelos produtores de soja e milho estão 8,93% e 14,37%, respectivamente, abaixo dos preços em abril. A projeção do VBP é puxada pelo resultado das lavouras, cuja previsão de faturamento é de R$ 835,5 bilhões neste ano, 6,3% acima do obtido em 2022. Poucos produtos agrícolas apresentam redução do VBP neste ano. É o caso do algodão, com retração de 7,3%, do café, com baixa de -4,5%, e do trigo, com queda de 12,3%, principalmente por conta das cotações atuais, diz a pasta. Na pecuária, a estimativa é de faturamento de R$ 343,8 bilhões, retração de 1,8% em relação ao ano passado, por causa dos resultados na produção e nos preços da carne bovina (-7,3%) e de frango (-6%). De outro lado, produção de ovos (+17,2%), de leite (+7,3%) e de carne suína (+8,3%) tiveram impacto positivo. No geral, a soja se mantém como principal produto do agro brasileiro, liderando o ranking de produtos do VBP, com R$ 345,9 bilhões de previsão de faturamento, seguida do milho com R$ 152 bilhões e da carne bovina, com R$ 137,9 bilhões. No ranking dos Estados, os cinco primeiros são: Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Juntos, eles são responsáveis por 60,4% do VBP do país em 2023.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Preços estáveis para o mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 107,00/R$ 112,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 8,40/kg/R$ 8,80/kg
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (14), houve alta apenas em Minas Gerais, na ordem de 0,34%, chegando a R$ 5,97/kg. Foram registradas quedas de 0,38% no Paraná, atingindo R$ 5,22/kg, e de 0,76% em Santa Catarina, alcançando R$ 5,20/kg. Os preços não mudaram no Rio Grande do Sul (R$ 5,35/kg), e em São Paulo (R$ 5,92/kg). Esta quinta-feira (15) mostrou comportamentos diferentes nos preços para a suinocultura independente nas principais praças comercializadoras do animal nesta modalidade. Apesar disso, a demanda por novos lotes para abate teve alguma reação nesta semana.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: queda leve no Paraná, alta leve em SC
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 08/06/2023 a 14/06/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 0,08%, fechando a semana em R$ 5,31/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 5,44/kg vivo”, informou o Lapesui
Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve leve alta, saindo de R$ 5,52/kg vivo para R$ 5,59/kg vivo nesta semana. Em São Paulo, na semana passada, não houve acordo entre frigoríficos e suinocultores, o que deixou a bolsa em aberto, sem referência de preço. Na quinta-feira (15), o preço acordado em Bolsa foi de R$ 6,15/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, a semana anterior teve o preço acordado em R$ 6,00/kg vivo, mas nesta semana, a Bolsa ficou sem com acordo entre frigoríficos e suinocultores, com preço sugerido de R$ 6,20/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).
AGROLINK
Suínos/Cepea: Desvalorização do animal supera a de insumos, e poder de compra cai
O poder de compra de suinocultores paulistas vem diminuindo em junho
Segundo pesquisadores do Cepea, os principais insumos utilizados na atividade, milho e farelo de soja, vêm registrando desvalorizações ao longo deste mês, mas as quedas observadas nos preços do suíno vivo estão ainda mais intensas. Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse cenário vem sendo verificado desde a segunda quinzena de maio e se deve à oferta elevada de animais em peso ideal para abate, especialmente de regiões produtores do Sul do País.
Cepea
CAI Custo de produção de suínos no RS, PR e SC em maio de 2023
O levantamento do custo de produção de suínos realizado pela Embrapa apresentou queda expressiva na região Sul
O levantamento do custo de produção de suínos realizado pela Embrapa apresentou queda expressiva nos três Estados da região Sul no decorrer de maio. No Rio grande do Sul o custo retrocedeu para R$5,90/kg, significando quedas de 11,1% no mês e de 15,4% sobre o necessário na abertura do ano. Em doze meses as comparações perdem a referência pelo fato dos custos anteriores a 2023 não terem sido ajustados para os novos parâmetros de cálculo. No Paraná o custo atingiu R$5,71, significando quedas de 9,2% sobre abril último e de 17,6% sobre o recebido em janeiro, abertura do presente ano civil. Em Santa Catarina o custo de criação alcançou R$5,83, equivalendo a retrocessos de 9,2% no mês e de 16,5% sobre janeiro. As informações são de que enquanto o Paraná e Santa Catarina conseguiram comercializar o produto acima do custo de criação, os suinocultores do Rio Grande do Sul seguiram absorvendo prejuízos no decorrer de maio.
EMBRAPA
Frango resfriado em São Paulo sobe 1,17%
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de 1,65%, valendo R$ 5,95/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,37/kg, da mesma maneira que o preço no Paraná, fixado em R$ 4,62/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira, a ave congelada teve baixa de 0,82%, chegando a R$ 6,08/kg, enquanto o frango resfriado subiu 1,17%, fechando em R$ 6,04/kg.
Cepea/Esalq
Com mais um caso de gripe aviária na Bahia, Brasil chega a 32 detecções da doença em aves silvestres
Confirmação da doença foi em um Trinta-réis-real na cidade de Prado; 12 investigações seguem em andamento
Mais um caso de gripe aviária de alta patogenicidade foi detectado no Brasil, desta vez em Prado, na Bahia. Segundo a plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que atualiza os casos confirmados no país, se trata de um Trinta-réis-real, sendo o segundo caso da doença no Estado. Os casos da doença, até o momento, se restringem a aves silvestres, sem detecções em granjas comerciais, nem de corte ou de postura, segundo o site do MAPA. Total de casos no Brasil até às 15h42 (horário de Brasília) do dia 15 de junho: 32 ocorrências da doença altamente patogênica em aves silvestres (nenhum em plantéis comerciais), sendo: Espírito Santo: 20 focos de gripe aviária; Rio de Janeiro: 8; São Paulo: 1; Bahia: 2; Rio Grande do Sul: 1.
MAPA
INTERNACIONAL
Produção de carne da China atinge recorde de 90 milhões de toneladas em 2022
A produção total de carne da China atingiu um novo recorde de mais de 90 milhões de toneladas em 2022, representando cerca de um quarto do total global, mostraram dados oficiais
A China mantém o seu papel de liderança na produção global de carne há mais de 30 anos, segundo Chen Wei, vice-presidente executivo e secretário-geral da Associação de Carne da China. Ao tratar de um fórum sobre qualidade e tecnologia de processamento de carne realizado em Zhengzhou, capital da Província de Henan, no centro do país, Chen destacou que, nas últimas décadas, o consumo per capita de carne registrou um crescimento rápido e constante na China. No primeiro trimestre de 2023, a nação produziu 24,56 milhões de toneladas de carne suína, bovina, de carneiro e de aves, apresentando uma alta de 2,5% na comparação anual. “Desde 2001, a proporção de carne suína na produção total da China diminuiu de 66% para cerca de 60%, enquanto a de carne bovina, de carneiro e de aves registrou uma tendência de alta”, acrescentou Chen. Fim
Monitor Mercantil
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